Asas ao rato
Hoje o grupo de "notáveis" do Corinthians - aqueles que em suas biografias, invariavelmente, além de 'serviços' prestados, têm muitas vantagens pessoais obtidas com o Corinthians - irão dar asas ao rato.
O rato, certa vez, usou o Corinthians para dar fama à sua empresa, e pagou muito pouco por isso. Propositalmente, claro.
Fez justamente o contrário do que, por exemplo, o Schürig fez.
O rato se aproveitou do Corinthians para "se fazer".
E com o Corinthians isso não se faz.
Seus apoiadores, todos, se penduraram no saco do traidor, defenestrado pela FIEL TORCIDA. Deveriam seguir o mesmo caminho desse 'tutor'.
Dente!
Foi chamado para a Seleção sub-20. Bom!
VIVA DENTE, moleque de ouro do Coringão.
Mas daí vem os abutres inventando uma rusga que estaria sendo evitada com a liberação do jogador por parte do Corinthians. Ora, rusga? E quem disse que o Corinthians tentaria "evitar" que o moleque fosse para a Seleção? Só por causa do mês de janeiro??
Façam-me o favor, abutres, parem de inventar besteiras que não chegam nem a ser factóides. Poderiam ficar usando a língua e as mãos apenas para agraciar a bundinha do orlandinho...
Canalhas do apito
O C.A.Simon irá apitar o derradeiro jogo desse campeonato maldito.
Ou seja, tal fato encerra toda sorte de simbologia!
Nada mais justo, pois. Ou injusto, depende do ponto de vista.
Provavelmente o deixaremos ali.
O juizinho Péricles é um sem-vergonha.
Ele apitou o último jogo do ano no Templo Sagrado.
E se tudo aconteceu, como de fato aconteceu, foi por culpa única e exclusiva da fraqueza e da falta de pulso deste cidadão, da falta de capacidade deste que tenta e não consegue apitar.
Mas ainda assim, o notável do Conselho irá se aproveitar disso, para cacifar a asinha do rato.
Vem aí o mês de dezembro.
sábado, 29 de novembro de 2008
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Indícios...
A coisa ficou planejada nesta semana.
Já na terça, 25/11, o vitalício se saiu no painel orlandinho da trolha com uma frase, bastante - como posso dizer? - emblemática.
Está na caixa de comentários, bem como a matéria, no mesmo dia, no mesmo jornal, que rende a análise a seguir. Por enquanto, demonstremos apenas como o cargo deste senhor influiu no episódio que ficou linkado logo acima.
Enquanto a assessoria soltava essa para o painel orlandinho, ali no tribunal desportivo o bicho já pegava pra Mulherada, que era tenebrosamente posta de lado. Uma vez que a presidência não poderia meter o bedelho neste assunto, sob pena de sofrer sérias consequências, ficou quieta, e se limitou ao silêncio.
(Lembrando que existem julgamentos a cumprir, por exemplo do Morais, do Elias e do infeliz que invadiu o campo no jogo contra os manés catarinenses, ou seja: muita água vai rolar neste dezembro, inclusive para os abutres...)
Silêncio, porém, que foi quebrado no buteco. O tampão soltou a língua.
E, como dizíamos, na mesma página deste mesmo jornal, os abutres caíam em cima desta carniça.
Esperei um tempo para falar sobre isso, apenas para dar o sabor, que é esta relação que permeia o clube todo: do futebol feminino ao profissional, e em todas as modalidades...
É isto o que está ocorrendo no clube: se por um lado existem favorecidos pela administração - e sempre haverá quem esteja nesta condição -, existem os golpistas, como este da frase, que é cacifado também pelo roque, que dão carniça para abutre comer.
A matéria toda, que está na caixa de comentário, foi bastante discutida nesta semana nos blogues e na mídia em geral, e é, sem novidade alguma, escrotinha (perdão, não existe outro termo cabível).
Pinta o clube, que fechou as contas até outubro SUPERAVITARIAMENTE (sim, até o tampão é capaz disso, quando existe uma FIEL TORCIDA a empurrar) em 13 milhões, como um "desesperado para negociar jogadores".
Sabe quem vai ser negociado? NINGUÉM. Porque não existe dinheiro e/ou interesse no mercado.
E sabe qual clube está fechando com dívida? Sim, também está na caixa de comentários. Mas a abutraiada vai até lá ouvir o presidente orlandinho, claro.
No Corinthians a coisa é plantada, por estes que estão lá dentro, infelizmente.
Enquanto isso nosso superávit é MAIOR QUE A DÍVIDA orlandinha, mas isso abutre nenhum vai dizer.
Só o Mosqueteiro diz.
E fevereiro está chegando...
Já chegou, aliás, ali nas alamedas do Parque Glorioso.
FORA CORJA IMUNDA
Já na terça, 25/11, o vitalício se saiu no painel orlandinho da trolha com uma frase, bastante - como posso dizer? - emblemática.
Está na caixa de comentários, bem como a matéria, no mesmo dia, no mesmo jornal, que rende a análise a seguir. Por enquanto, demonstremos apenas como o cargo deste senhor influiu no episódio que ficou linkado logo acima.
Enquanto a assessoria soltava essa para o painel orlandinho, ali no tribunal desportivo o bicho já pegava pra Mulherada, que era tenebrosamente posta de lado. Uma vez que a presidência não poderia meter o bedelho neste assunto, sob pena de sofrer sérias consequências, ficou quieta, e se limitou ao silêncio.
(Lembrando que existem julgamentos a cumprir, por exemplo do Morais, do Elias e do infeliz que invadiu o campo no jogo contra os manés catarinenses, ou seja: muita água vai rolar neste dezembro, inclusive para os abutres...)
Silêncio, porém, que foi quebrado no buteco. O tampão soltou a língua.
E, como dizíamos, na mesma página deste mesmo jornal, os abutres caíam em cima desta carniça.
Esperei um tempo para falar sobre isso, apenas para dar o sabor, que é esta relação que permeia o clube todo: do futebol feminino ao profissional, e em todas as modalidades...
É isto o que está ocorrendo no clube: se por um lado existem favorecidos pela administração - e sempre haverá quem esteja nesta condição -, existem os golpistas, como este da frase, que é cacifado também pelo roque, que dão carniça para abutre comer.
A matéria toda, que está na caixa de comentário, foi bastante discutida nesta semana nos blogues e na mídia em geral, e é, sem novidade alguma, escrotinha (perdão, não existe outro termo cabível).
Pinta o clube, que fechou as contas até outubro SUPERAVITARIAMENTE (sim, até o tampão é capaz disso, quando existe uma FIEL TORCIDA a empurrar) em 13 milhões, como um "desesperado para negociar jogadores".
Sabe quem vai ser negociado? NINGUÉM. Porque não existe dinheiro e/ou interesse no mercado.
E sabe qual clube está fechando com dívida? Sim, também está na caixa de comentários. Mas a abutraiada vai até lá ouvir o presidente orlandinho, claro.
No Corinthians a coisa é plantada, por estes que estão lá dentro, infelizmente.
Enquanto isso nosso superávit é MAIOR QUE A DÍVIDA orlandinha, mas isso abutre nenhum vai dizer.
Só o Mosqueteiro diz.
E fevereiro está chegando...
Já chegou, aliás, ali nas alamedas do Parque Glorioso.
FORA CORJA IMUNDA
O que aconteceu? - V
(Veja aqui: I, II, III e IV)
O tom benevolente, descompromissado, sem autonomia e sem nenhuma disposição de explicar o ocorrido, na matéria da Agência Corinthians sobre a suposta irregularidade na escalação de Nildinha, junto com o atraso na publicação da matéria no site oficial do Corinthians, e com mais uma série de tiração por parte dos abutres (colocarei todas as matérias na caixa de comentários), é de estarrecer.
Claro que os abutres foram alimentados por quem deixou que a decisão pudesse ser recorrida, e vencida.
E como dizíamos, o problema é interno.
É um grande problema o Corinthians ter um Timão Feminino?...
O tom benevolente, descompromissado, sem autonomia e sem nenhuma disposição de explicar o ocorrido, na matéria da Agência Corinthians sobre a suposta irregularidade na escalação de Nildinha, junto com o atraso na publicação da matéria no site oficial do Corinthians, e com mais uma série de tiração por parte dos abutres (colocarei todas as matérias na caixa de comentários), é de estarrecer.
Claro que os abutres foram alimentados por quem deixou que a decisão pudesse ser recorrida, e vencida.
E como dizíamos, o problema é interno.
É um grande problema o Corinthians ter um Timão Feminino?...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O que aconteceu? - IV
Como esperado (veja I, II e III), aquele que age nos subterrâneos fez das suas presepadas. A Mulherada foi alijada da competição por um problema muito mal contado, que ninguém até agora pode explicar o que foi que aconteceu.
Qual foi a irregularidade na escalação da Nildinha? Isso ninguém diz, nem o "saiba o que aconteceu" da matéria muito mal-feita.
Ela havia sido absolvida em primeira instância. Uma repentina liminar, porque afinal a justiça é das negociatas, levou a novo julgamento, na surdina. E ali foi suspenso o SCCP. E nós não temos direito à tréplica?...
Parabéns, saad. Parabéns, çêbêéfe. Parabéns, éçetêjotadê. Parabéns, "procuradoria da segunda comissão disciplinar". Parabéns pelo recurso!
Parabéns, membros do CORI e da "oposição", pela 'ajuda'.
E no site oficial do Corinthians, nada.
Qual foi a irregularidade na escalação da Nildinha? Isso ninguém diz, nem o "saiba o que aconteceu" da matéria muito mal-feita.
Ela havia sido absolvida em primeira instância. Uma repentina liminar, porque afinal a justiça é das negociatas, levou a novo julgamento, na surdina. E ali foi suspenso o SCCP. E nós não temos direito à tréplica?...
Parabéns, saad. Parabéns, çêbêéfe. Parabéns, éçetêjotadê. Parabéns, "procuradoria da segunda comissão disciplinar". Parabéns pelo recurso!
Parabéns, membros do CORI e da "oposição", pela 'ajuda'.
E no site oficial do Corinthians, nada.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Apagando um borrão
Esse samba eu canto com vontade
Vou falar de Lealdade, Humildade e Proceder
São três palavras, muito belas e pesadas
Gaviões é uma parada, chega mais pra conhecer
Tem Batucada, tem sambão na madrugada
De manhã tem pelada inspirada no Timão
E tudo isso eu lhe digo meu amigo
Com muita sinceridade, todos nós somos irmãos.
Tem quer ser um cara de parada
ouvir muito e falar nada
E prestar muita atenção
Dentro do peito contendo as três palavras
Passará a fazer parte da Família Gaviões
EDMAR BERNARDES VIVE
http://www.andreluiz.org.br/interno.php?id=300000
Vou falar de Lealdade, Humildade e Proceder
São três palavras, muito belas e pesadas
Gaviões é uma parada, chega mais pra conhecer
Tem Batucada, tem sambão na madrugada
De manhã tem pelada inspirada no Timão
E tudo isso eu lhe digo meu amigo
Com muita sinceridade, todos nós somos irmãos.
Tem quer ser um cara de parada
ouvir muito e falar nada
E prestar muita atenção
Dentro do peito contendo as três palavras
Passará a fazer parte da Família Gaviões
EDMAR BERNARDES VIVE
http://www.andreluiz.org.br/interno.php?id=300000
É só ligar que eles vem buscar
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Mosqueteiros e Mosqueteiras
O Rosemberg falou em "revigorar" a imagem do Mosqueteiro.A abutraiada fala em "modernização" dela.
LU CAZZU!
O Mosqueteiro sempre será assim, como ele é.
Esse papo de "modernização" é típico de marketing que pretende apenas abafar alguma coisa com o argumento da arrecadação.
Aliás, para que mais serve marketing, se é evidente que só reproduz o status quo e acaba fazendo muito mal para o espírito humano? É isso que estão pregando esses termos. São irresponsáveis e pregam uma assepsia monstruosa contra o que é Histórico.
Sempre gostei do Ziraldo, acho a estética dele uma beleza, genial, e tal. Confesso que gostei do Mosqueteiro dele, que é bem melhor que aquela versão gordinha antiga.
“Considero uma honra ter sido convidado para desenhar o Mosqueteiro oficial de um clube tão
querido como o Corinthians”, disse, com o mais profundo respeito ao trabalho dele mesmo e à História do Corinthians.Com certeza meus filhos vão ter camiseta, boné, e várias outras coisas do Mosquetinho/a.
Mas o Mosqueteiro será sempre assim, como esse que está na lateral deste blog, com o charuto e a bola.
Ou então como este que está aqui, clássico.
*******
A Mulherada perdeu para o saad no Paulista, um vareio no segundo tempo, quando podia empatar.
O jogo foi em Itaquera, e se o leitor fizer uma busca neste blog, verá o que tem demais ter sido por lá.
E mais, foi no sábado, com Pacaembu lotado à tarde. Poderia ter sido a preliminar.
Mas não.
Há alguma coisa interferindo na felicidade do Futebol Feminino Corinthiano, e é coisa lá de dentro.
O jogo passou na tevê fechada. Faça o leitor uma busca de qualquer informe no site oficial do Corinthians, e ao notar a não existência de qualquer informação relativa a isso, tente entender o que se passa.
Eu tentei, juro que tentei. Cheguei a algumas conclusões, e elas giram sempre em torno de uma corja, que só pensa no dia quinze de fevereiro...
E quanto à Copa Brasil, não sei nem o que dizer. Até porque a surdina do confronto do Paulista se deu pela suspensão do confronto contra as sardinha nesta Copa.
sábado, 22 de novembro de 2008
Como uma final...
Teve Festa, mas nada comparado ao estado catártico em que a Fiel se coloca em certas ocasiões. Como naquele dia 25, por exemplo, quando a Festa foi espontânea.
Teve até briga fora do estádio e, claro, em campo, mas passamos a segunda divisão inteira jogando bola.
Saiu sol depois da boa chuva que nos lavou a alma.
O clima foi de final. Mas o Corinthians já entrou sacramentado na primeira colocação deste campeonato.
O adversário, porém, é pequenino demais pra não arrumar confusão. É a velha tática do menorzinho. O juizinho, grandissíssimo bunda-mole, fez o joguinho do menor e igualou o número de combatentes em campo. Time que leva olé em campo tem que apelar, e o juizinho serviu de escadinha pra gentalha.
Mas o Futebol acontecia, simbolizando uma final de campeonato. Uma feliz coincidência, bem Corinthiana, com esse tal de pontos corridos.
O vice enfrentando o primeiro colocado.
Uma final de uma só torcida, e na Praça teve quebra-pau.
O jogo começou bem jogado, com toque de bola e correria. Aos poucos o Corinthians foi se impondo. E em um dos primeiros ataques, Elias, que jogou uma partidaça e foi vítima do apito que deixa o jogo descambar, se livrou de três em largas passadas, e enfiou açucarada a bola na área, para Herrera tirar do goleiro - um golaço. O Tobogã teve uma daquelas visões privilegiadas. Nós estávamos debaixo do bandeirão...
Logo depois o mané cobra o escanteio, há o desvio e Felipe aceita.
Herrera perde um gol na cara do goleiro, que tomou uma bolada na canela.
E então acontece linda triangulação de Elias, Dentinho e Herrera, coisa de futebol profissional mesmo, para a bola morrer no golaço, talvez o mais bem elaborado dos últimos tempos.
O goleiro ainda defende uma cabeçada do Chicão. E fim do primeiro tempo.
E no segundo tempo, Dente foi fominha em alguns lances. E o adversário começa a ser desleal até que o cara sola o Elias, e começa a confusão. Como um jogo jogado...
Depois, em chute lindo fora da área engolido pelo goleiro, André faz seu golaço.
A Festa começa. Mas o adversário aproveita o vazio, chuta e a bola desvia, enganando Felipe, que aceita mais uma. É a tal da bola molhada...
Talvez ela tenha feito esse tal de bebeto perder dois gols feitos.
FORA DO CORINTHIANS, bebeto!!!
Chicão, que vai na bola, é expulso. Ê juizinho...
Encerrado o jogo, a volta olímpica com a Taça que derrotou o traidor.
VAI CORINTHIANS!!!
Obrigação...
Encerramos o ano em Natal, no sábado que vem, já com as barbas de molho. Ao que tudo indica, não haverá problema na renovação de Mano, e Herrera tem que entender que, pra ele, é ou Corinthians ou aquele clube porteño. Ele tem que bater o pé também, e ajudar a contratação. Senão, é melhor não ficar. Parece que todos ficarão para o ano que vem; europeu nenhum está vindo, estão sem grana. O mundo todo está sem grana.
Até o Corinthians está sem grana, vê se pode...
Difícil mesmo é ver uma foto de Perdigão sorrindo com uma medalha no pescoço.
Ou a sardinha fazendo esforço por Domingos. Ou ainda, a tentativa de contratá-lo...
Ou a ascenção de mais um clubinho-empresa, desamparado de alma...
A tarde de hoje, pelo menos, mostrou que Futebol ainda pode existir.
Teve até briga fora do estádio e, claro, em campo, mas passamos a segunda divisão inteira jogando bola.
Saiu sol depois da boa chuva que nos lavou a alma.
O clima foi de final. Mas o Corinthians já entrou sacramentado na primeira colocação deste campeonato.
O adversário, porém, é pequenino demais pra não arrumar confusão. É a velha tática do menorzinho. O juizinho, grandissíssimo bunda-mole, fez o joguinho do menor e igualou o número de combatentes em campo. Time que leva olé em campo tem que apelar, e o juizinho serviu de escadinha pra gentalha.
Mas o Futebol acontecia, simbolizando uma final de campeonato. Uma feliz coincidência, bem Corinthiana, com esse tal de pontos corridos.
O vice enfrentando o primeiro colocado.
Uma final de uma só torcida, e na Praça teve quebra-pau.
O jogo começou bem jogado, com toque de bola e correria. Aos poucos o Corinthians foi se impondo. E em um dos primeiros ataques, Elias, que jogou uma partidaça e foi vítima do apito que deixa o jogo descambar, se livrou de três em largas passadas, e enfiou açucarada a bola na área, para Herrera tirar do goleiro - um golaço. O Tobogã teve uma daquelas visões privilegiadas. Nós estávamos debaixo do bandeirão...
Logo depois o mané cobra o escanteio, há o desvio e Felipe aceita.
Herrera perde um gol na cara do goleiro, que tomou uma bolada na canela.
E então acontece linda triangulação de Elias, Dentinho e Herrera, coisa de futebol profissional mesmo, para a bola morrer no golaço, talvez o mais bem elaborado dos últimos tempos.
O goleiro ainda defende uma cabeçada do Chicão. E fim do primeiro tempo.
E no segundo tempo, Dente foi fominha em alguns lances. E o adversário começa a ser desleal até que o cara sola o Elias, e começa a confusão. Como um jogo jogado...
Depois, em chute lindo fora da área engolido pelo goleiro, André faz seu golaço.
A Festa começa. Mas o adversário aproveita o vazio, chuta e a bola desvia, enganando Felipe, que aceita mais uma. É a tal da bola molhada...
Talvez ela tenha feito esse tal de bebeto perder dois gols feitos.
FORA DO CORINTHIANS, bebeto!!!
Chicão, que vai na bola, é expulso. Ê juizinho...
Encerrado o jogo, a volta olímpica com a Taça que derrotou o traidor.
VAI CORINTHIANS!!!
Obrigação...
Encerramos o ano em Natal, no sábado que vem, já com as barbas de molho. Ao que tudo indica, não haverá problema na renovação de Mano, e Herrera tem que entender que, pra ele, é ou Corinthians ou aquele clube porteño. Ele tem que bater o pé também, e ajudar a contratação. Senão, é melhor não ficar. Parece que todos ficarão para o ano que vem; europeu nenhum está vindo, estão sem grana. O mundo todo está sem grana.
Até o Corinthians está sem grana, vê se pode...
Difícil mesmo é ver uma foto de Perdigão sorrindo com uma medalha no pescoço.
Ou a sardinha fazendo esforço por Domingos. Ou ainda, a tentativa de contratá-lo...
Ou a ascenção de mais um clubinho-empresa, desamparado de alma...
A tarde de hoje, pelo menos, mostrou que Futebol ainda pode existir.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Breves do Mosqueteiro
Diretoria: os manés devem pagar
CINQÜENTA REAIS!!!
Para amanhã, Dente e Chicão de volta, Timão titular pela derradeira vez neste ano.
Ingressos esgotados (muitos, mas muitos mesmo, espero que morram nas mãos cambistóides).
Sairão 16 de férias depois do jogo contra o avaí. Voltam dia 26/12. São eles Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Elias, Cristian, Morais, Douglas, Dentinho e Herrera. Os reservas Júlio César, Carlos Alberto, Wellington Saci, Fabinho e Lulinha.
O bando que irá jogar na agradabilíssima Natal, no último jogo, e que homenageará este campeonato em seu último suspiro, está cotado dessa maneira: Weverton, Diogo, Diego, Alves (Renato) e Almeida; Perdigão, Nilton, Eduardo Ramos e Rafinha (Marcel); Bebeto e Otacílio Neto (Careca).
Maravilha, né?
Mano, que tem um empresário dos mais dados à manobras e coisinhas para abutres, e deve assinar em breve, quer um grupo com vinte titulares para o ano que vem.
Ou seja, estes 16 e mais alguns, que deverão ser contratados (como? sim, não se sabe).
Só o caso de Herrera, por exemplo, que não está fechado e tal. É claro que ele quer ficar, e é claro que a diretoria não vai querer perder ele.
Só que entram em cena os empresários, como sempre.
Aliás, quanto ao Mano, mesmo. Somente a abutere-mater, a trolha falha, arrotava o que a açeçoria do empresário dele queria que fosse arrotado, para fins especulativos-carniceiros. Um milhão, o timinho dos baixos deste país estaria oferecendo.
Alguém acreditou?...
E o Fenômeno Gorducho? No fim de feira, custando o que custa. No Corinthians "das dívidas", "das crises"?
Alguém acreditou?...
E o papo do Pacaembu, por 200 conto?
É só mais um passo da panacéia colorida. Não nos enganemos.
Ou alguém aí acreditou?
AQUI É CORINTHIANS!!!
CINQÜENTA REAIS!!!
Para amanhã, Dente e Chicão de volta, Timão titular pela derradeira vez neste ano.
Ingressos esgotados (muitos, mas muitos mesmo, espero que morram nas mãos cambistóides).
Sairão 16 de férias depois do jogo contra o avaí. Voltam dia 26/12. São eles Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Elias, Cristian, Morais, Douglas, Dentinho e Herrera. Os reservas Júlio César, Carlos Alberto, Wellington Saci, Fabinho e Lulinha.
O bando que irá jogar na agradabilíssima Natal, no último jogo, e que homenageará este campeonato em seu último suspiro, está cotado dessa maneira: Weverton, Diogo, Diego, Alves (Renato) e Almeida; Perdigão, Nilton, Eduardo Ramos e Rafinha (Marcel); Bebeto e Otacílio Neto (Careca).
Maravilha, né?
Mano, que tem um empresário dos mais dados à manobras e coisinhas para abutres, e deve assinar em breve, quer um grupo com vinte titulares para o ano que vem.
Ou seja, estes 16 e mais alguns, que deverão ser contratados (como? sim, não se sabe).
Só o caso de Herrera, por exemplo, que não está fechado e tal. É claro que ele quer ficar, e é claro que a diretoria não vai querer perder ele.
Só que entram em cena os empresários, como sempre.
Aliás, quanto ao Mano, mesmo. Somente a abutere-mater, a trolha falha, arrotava o que a açeçoria do empresário dele queria que fosse arrotado, para fins especulativos-carniceiros. Um milhão, o timinho dos baixos deste país estaria oferecendo.
Alguém acreditou?...
E o Fenômeno Gorducho? No fim de feira, custando o que custa. No Corinthians "das dívidas", "das crises"?
Alguém acreditou?...
E o papo do Pacaembu, por 200 conto?
É só mais um passo da panacéia colorida. Não nos enganemos.
Ou alguém aí acreditou?
AQUI É CORINTHIANS!!!
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Ainda a intervenção
Para seguir o assunto aqui tratado, favor ler a primeira parte.
Diziam os antepassados que a intervenção de fato começa quando os clubes populares passam a dominar não só em campo.
O Corinthians tem uma bela história dentro e fora de campo. Nosso tricampeonato fulminante (14, 15 - fomos alijados pelo preconceito, então é um título por merecimento, e 16) fez gerar discórdia nos adversários. Que se voltaram contra nós e nossa falta de patrimônio, como sempre fizeram - falta compensada em campo pelo Corinthianismo, uma Alma gigantesca.
O time perdia algumas peças importantes e demora a se reestruturar. Só volta a figurar como campeão em mais um tricampeonato (22, 23 (ambos sobre a turma do Ragogneti) e 24), e em outro tricampeonato (28, 29 e 30). Desta vez o bicampeonato (28 e 29) foi sobre o time das sardinhas, e o de 30 foi o que tirou a primeira pretensão de vida da turminha que nascera falida, mas se fez às custas de outrem.
Foi o último campeonato de Neco como Guerreiro em Campo. Depois o Corinthians passa por um período de reestruturação, que contou com Schürig. Sem Neco, o time perdia o leme, que precisava ser reposto.
Tínhamos um patrimônio, o campo da Fazendinha inaugurado em 28, o rio era limpo, e quando tudo era perfeito, o time desarranjou. Notem que isso passou a ser recorrente na História do Corinthians. Aos 20 anos de idade, o clube popular por excelência era três vezes tricampão (se considerarmos o ocaso forçado de 1915 como um crime, o que de fato é), e outras tantas entre os primeiros, pois seu sentido de vida vai muito além disso.
Era essa a primeira lição que a Biquinha de São Jorge fazia os Corinthianos experimentarem.
A cidade Corinthians era composta de uma bela mata com biquinha e taquaral, à beira do rio; um campo cercado semelhante a um pasto, que na verdade era um campo de Guerra do Futebol; camarotes cobertos, pois sempre tivemos lindas donzelas entre nós; arquibancadas com os melhores parafusos, pois era Schürig; um salão de festa; uma torre de caixa d´água e um jardim a se fazer. Mas em campo, nada ia bem, como quando o Corinthians não tinha quase nada além da Camisa Gloriosa.
Em 35 (não obstante, a turminha falia outra vez nesta mesma época) o futebol ganha nova cisão, e dois campeonatos figuram no cenário futebolístico. O Coringão ainda não acertava o time. Apenas em 37, contra a turma do Ragogneti, e com Teleco, Jaú, Carlito, Filó, Brandão, e outros Guerreiros Corinthianíssimos, o Corinthians voltava a ser o Campeão, e repetia o tricampeonato - 38, 39...
O de 38 teve sabor mais que especial. De novo aquela turminha chegava estranhamente, e de novo o Corinthians frustrava-lhes as pretensões de se colocar numa vitrine imaginária.
O Corinthians demonstrava, mais uma vez, que para estar ali era preciso Alma. Porque para estar ali era preciso ter passado pelo que o Corinthians passou. Se não fosse o Corinthians, era isso o que Teleco dizia quando jogava pra esquerda para arrematar no ângulo, era isso o que a cabeçada de Carlito (histórias...) queria mostrar.
E quando em 41, a Federação Paulista de Futebol já configurada como orgão gestor do futebol, e Correcher já deposto e sem chance estatutária de reeleição, e a intervenção acontecia de fato, o Corinthians mostra novamente para essa turminha que não adiantava o caminho que ela seguisse, enquanto o Corinthians estivesse ali e pudesse fazer algo, tiraria dessa turminha qualquer chance.

Correcher foi uma lenda enquanto presidente. Foi um verdadeiro mito, um Neco fora do campo, ao seu modo.
Não fosse ele e esse tal de "profissionalismo" bradado por quem queria tirar o "amadorismo" do Futebol teria nos extingüido. Notem, porém, o elitismo que se saboreia de cada termo. O amadorismo agora era tido como negativo, e quem promoveu essa mudança foi a turminha do Orlandinho. Explico.
Os clube da elite sempre foram os "amadores" par excellence. Quando as senhorinhas os demoveram da idéia de ligar essa camisa ao "profissionalismo" que queria ser vigente, a turma que gosta de falir para mamar nas bolas estranhamente toma a atitude contrária: forma uma nova agremiação que quer propagandear o amadorismo elitista.
Acaba falindo segunda e terceira vezes, evidentemente. Para ressurgir com a cara da modernidade, numa idéia eugênica de vitrine de beleza e méritos a serem colecionados para não permitir que o popular tome mais conta da cena.
Portanto todos tiveram que se profissionalizar de uma vez por todas, e mais, seguir o exemplo do time do poder público. Foi assim que o Futebol daquela época deu coça atrás de coça nesta turminha que se metia onde não era chamada.
Correcher, porém, passou. Seus seis anos de luta eram jogados fora em três anos por Trindade. Tabu que foi passado a Lourenço Fló Junior, e que, contraditoriamente fez Trindade voltar para permanecer por onze anos.
Mas este onze anos foram gloriosos, de fato. O Corinthians era reconhecido e amado em todo canto do Brasil, e alçava o mundo. De forma totalmente populista, diga-se, e não de forma popular como sempre havia sido. Foi Trindade quem abriu este precedente.
São relatos da bota que nos dizem, por bocas calabresas, que o Corinthians teve a passagem mais fulminante de times sul-americanos pela Europa. Mas isso é assunto para outro post.
Podemos amarrar a intervenção com o que acontece atualmente, no sentido de observar a recorrência da História, e como a interferência externa sempre atuou para podar a Gigantesca Árvore de amor que é o Corinthians.
Matheus foi mais folclórico que mitológico. O presidente Lula aprendeu muita coisa com ele, e não estou dizendo nada da boca pra fora. Mas Matheus é tão raro quanto único, e só poderia ser Corinthiano, carvoeiro e sofredor...
Matheus foi quem acabou fazendo frente, após apoiá-lo, a Wadihelu, e só por isso devemos ser eternamente gratos. Um Guerreiro inesquecível. Que não poderia fazer sucessão.
Passeamos pela maravilhosa Democracia Corinthiana, só pra mostrar a nós mesmos onde podemos e devemos andar, e então a vitrine se 'modernizou', e todo o 'planejamento' espúrio fazia efeito.
Sobrou para nós um traidor.
Em 90 o traidor era diretor de futebol. E eu não lembro de vê-lo falando sobre futebol no balcão da Torre, nem no restaurante. Nem em viagens que tive a Honra de me fazer presente, pelo Brasil, com a delegação Corinthiana. Viva o Pai Gordão, que me levava (e pagava do próprio bolso, como compete a um Corinthiano, e não tirava uma migalha do clube, isso não só eu posso garantir).
A volta do iraniano é um capítulo a ser escrito, mas já foi desenhado.
Essas eleições de 15 de fevereiro próximo tem até uma particularidade. Notaram qual será o jogo a ser jogado neste dia? Repararam a simbologia? No dia da eleição, para ver o Coringão, todos nós estaremos no privadão.
Só não sabemos como é que a abutraiada vai fazer, porque ele está precisando vir cobrar geral.
Diziam os antepassados que a intervenção de fato começa quando os clubes populares passam a dominar não só em campo.
O Corinthians tem uma bela história dentro e fora de campo. Nosso tricampeonato fulminante (14, 15 - fomos alijados pelo preconceito, então é um título por merecimento, e 16) fez gerar discórdia nos adversários. Que se voltaram contra nós e nossa falta de patrimônio, como sempre fizeram - falta compensada em campo pelo Corinthianismo, uma Alma gigantesca.
O time perdia algumas peças importantes e demora a se reestruturar. Só volta a figurar como campeão em mais um tricampeonato (22, 23 (ambos sobre a turma do Ragogneti) e 24), e em outro tricampeonato (28, 29 e 30). Desta vez o bicampeonato (28 e 29) foi sobre o time das sardinhas, e o de 30 foi o que tirou a primeira pretensão de vida da turminha que nascera falida, mas se fez às custas de outrem.
Foi o último campeonato de Neco como Guerreiro em Campo. Depois o Corinthians passa por um período de reestruturação, que contou com Schürig. Sem Neco, o time perdia o leme, que precisava ser reposto.
Tínhamos um patrimônio, o campo da Fazendinha inaugurado em 28, o rio era limpo, e quando tudo era perfeito, o time desarranjou. Notem que isso passou a ser recorrente na História do Corinthians. Aos 20 anos de idade, o clube popular por excelência era três vezes tricampão (se considerarmos o ocaso forçado de 1915 como um crime, o que de fato é), e outras tantas entre os primeiros, pois seu sentido de vida vai muito além disso.
Era essa a primeira lição que a Biquinha de São Jorge fazia os Corinthianos experimentarem.
A cidade Corinthians era composta de uma bela mata com biquinha e taquaral, à beira do rio; um campo cercado semelhante a um pasto, que na verdade era um campo de Guerra do Futebol; camarotes cobertos, pois sempre tivemos lindas donzelas entre nós; arquibancadas com os melhores parafusos, pois era Schürig; um salão de festa; uma torre de caixa d´água e um jardim a se fazer. Mas em campo, nada ia bem, como quando o Corinthians não tinha quase nada além da Camisa Gloriosa.
Em 35 (não obstante, a turminha falia outra vez nesta mesma época) o futebol ganha nova cisão, e dois campeonatos figuram no cenário futebolístico. O Coringão ainda não acertava o time. Apenas em 37, contra a turma do Ragogneti, e com Teleco, Jaú, Carlito, Filó, Brandão, e outros Guerreiros Corinthianíssimos, o Corinthians voltava a ser o Campeão, e repetia o tricampeonato - 38, 39...
O de 38 teve sabor mais que especial. De novo aquela turminha chegava estranhamente, e de novo o Corinthians frustrava-lhes as pretensões de se colocar numa vitrine imaginária.
O Corinthians demonstrava, mais uma vez, que para estar ali era preciso Alma. Porque para estar ali era preciso ter passado pelo que o Corinthians passou. Se não fosse o Corinthians, era isso o que Teleco dizia quando jogava pra esquerda para arrematar no ângulo, era isso o que a cabeçada de Carlito (histórias...) queria mostrar.
E quando em 41, a Federação Paulista de Futebol já configurada como orgão gestor do futebol, e Correcher já deposto e sem chance estatutária de reeleição, e a intervenção acontecia de fato, o Corinthians mostra novamente para essa turminha que não adiantava o caminho que ela seguisse, enquanto o Corinthians estivesse ali e pudesse fazer algo, tiraria dessa turminha qualquer chance.

Correcher foi uma lenda enquanto presidente. Foi um verdadeiro mito, um Neco fora do campo, ao seu modo.
Não fosse ele e esse tal de "profissionalismo" bradado por quem queria tirar o "amadorismo" do Futebol teria nos extingüido. Notem, porém, o elitismo que se saboreia de cada termo. O amadorismo agora era tido como negativo, e quem promoveu essa mudança foi a turminha do Orlandinho. Explico.
Os clube da elite sempre foram os "amadores" par excellence. Quando as senhorinhas os demoveram da idéia de ligar essa camisa ao "profissionalismo" que queria ser vigente, a turma que gosta de falir para mamar nas bolas estranhamente toma a atitude contrária: forma uma nova agremiação que quer propagandear o amadorismo elitista.
Acaba falindo segunda e terceira vezes, evidentemente. Para ressurgir com a cara da modernidade, numa idéia eugênica de vitrine de beleza e méritos a serem colecionados para não permitir que o popular tome mais conta da cena.
Portanto todos tiveram que se profissionalizar de uma vez por todas, e mais, seguir o exemplo do time do poder público. Foi assim que o Futebol daquela época deu coça atrás de coça nesta turminha que se metia onde não era chamada.
Correcher, porém, passou. Seus seis anos de luta eram jogados fora em três anos por Trindade. Tabu que foi passado a Lourenço Fló Junior, e que, contraditoriamente fez Trindade voltar para permanecer por onze anos.
Mas este onze anos foram gloriosos, de fato. O Corinthians era reconhecido e amado em todo canto do Brasil, e alçava o mundo. De forma totalmente populista, diga-se, e não de forma popular como sempre havia sido. Foi Trindade quem abriu este precedente.
São relatos da bota que nos dizem, por bocas calabresas, que o Corinthians teve a passagem mais fulminante de times sul-americanos pela Europa. Mas isso é assunto para outro post.
Podemos amarrar a intervenção com o que acontece atualmente, no sentido de observar a recorrência da História, e como a interferência externa sempre atuou para podar a Gigantesca Árvore de amor que é o Corinthians.
Matheus foi mais folclórico que mitológico. O presidente Lula aprendeu muita coisa com ele, e não estou dizendo nada da boca pra fora. Mas Matheus é tão raro quanto único, e só poderia ser Corinthiano, carvoeiro e sofredor...
Matheus foi quem acabou fazendo frente, após apoiá-lo, a Wadihelu, e só por isso devemos ser eternamente gratos. Um Guerreiro inesquecível. Que não poderia fazer sucessão.
Passeamos pela maravilhosa Democracia Corinthiana, só pra mostrar a nós mesmos onde podemos e devemos andar, e então a vitrine se 'modernizou', e todo o 'planejamento' espúrio fazia efeito.
Sobrou para nós um traidor.
Em 90 o traidor era diretor de futebol. E eu não lembro de vê-lo falando sobre futebol no balcão da Torre, nem no restaurante. Nem em viagens que tive a Honra de me fazer presente, pelo Brasil, com a delegação Corinthiana. Viva o Pai Gordão, que me levava (e pagava do próprio bolso, como compete a um Corinthiano, e não tirava uma migalha do clube, isso não só eu posso garantir).
A volta do iraniano é um capítulo a ser escrito, mas já foi desenhado.
Essas eleições de 15 de fevereiro próximo tem até uma particularidade. Notaram qual será o jogo a ser jogado neste dia? Repararam a simbologia? No dia da eleição, para ver o Coringão, todos nós estaremos no privadão.
Só não sabemos como é que a abutraiada vai fazer, porque ele está precisando vir cobrar geral.
O que aconteceu? - III
Do site da çêbêéfe:
19/11/2008 às 18h45
Confrontos entre Corinthians e Santos, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de Futebol Feminino, são suspensos
Veja os resultados dos jogos desta terça-feira das quartas-de-final
CBF NEWS
Acatando decisão do STJD, desta quarta-feira, a Diretoria de Competições da CBF suspendeu os jogos Santos x Corinthians, no dia 20 de novembro, e Corinthians x Santos, no dia 23 de novembro, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Os demais jogos desta fase da competição estão mantidos.

Na figura (clique para ampliar), o fax do ofício deixa claro que o problema é com o Corinthians. E como nada é dito a respeito do ocorrido, tendemos a pensar que é simples perseguição mesmo.
Enfim, não teremos o jogo no domingo. Fim de mundo.
19/11/2008 às 18h45
Confrontos entre Corinthians e Santos, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de Futebol Feminino, são suspensos
Veja os resultados dos jogos desta terça-feira das quartas-de-final
CBF NEWS
Acatando decisão do STJD, desta quarta-feira, a Diretoria de Competições da CBF suspendeu os jogos Santos x Corinthians, no dia 20 de novembro, e Corinthians x Santos, no dia 23 de novembro, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de Futebol Feminino. Os demais jogos desta fase da competição estão mantidos.
Na figura (clique para ampliar), o fax do ofício deixa claro que o problema é com o Corinthians. E como nada é dito a respeito do ocorrido, tendemos a pensar que é simples perseguição mesmo.
Enfim, não teremos o jogo no domingo. Fim de mundo.
A onça morreu, o mato é meu

Dizendo pelo contrário
Até diz que a abolição
Aconteceu no mês de maio
Comprovada essa mentira
É que da miséria eu não saio
Viva 20 de novembro
Momento pra se lembrar
Não vejo em 13 de maio
Nada pra comemorar
Muitos tempos se passaram
E o negro sempre a lutar
Zumbi é nosso herói
Zumbi é nosso herói
De Palmares foi senhor
Pela causa do homem negro
Foi ele quem mais lutou
Apesar de toda luta,
Colega Véio
Nego não se libertou
Camarada
É hora, é hora...
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Considerações nem tanto extemporâneas
A única coisa que faz o sangue subir à cabeça de verdade é o trato com a coisa supostamente amada - O CORINTHIANS - que esses caras tem.
Dos presidentes que o Corinthians teve ao longo de sua Gloriosa História, pouquíssimos são esquecíveis. O problema é que esse pouco ficou muitos anos no comando.
Para um clube que teve Bataglia, Magnani, Schürig, Correcher, ter um Matheus foi consequência de anos de Glória e de jejum.
Um apaixonado que abusou do próprio Amor, sem se furtar a se doar por completo.
Quando sua dona foi a primeira presidente mulher, ele disse “Pelo Corinthians, eu topo até ser a primeira-dama”.
Mas ele é inesquecível; estamos falando, na verdade, de wadihelu e do traidor. O antes e o depois de Matheus. Estes dois demonstraram que nem o Amor nem o escrúpulo fizeram parte do que foi feito do comando.
Deixemos propositadamente Trindade para um momento posterior.
Enfim, eu preparava um post desmascarando a dona Marlene Vaguinho, digo, Matheus, mas um comunicado dela, hoje mesmo, deixou de surpreender tão logo foi veiculado.
A questão não é duvidar do amor de dona Marlene, eu não tenho como fazer isso, e seria loucura tentar fazê-lo.
A questão é o que ela faz com esse amor.
Ela se doa inteiramente para o clube? Talvez sim, mas também ganha muito mais prestígio fazendo o que faz do que quando não fazia.
Não fui claro? Ora, não preciso.
A coisa se elucida por ela mesma, e não pretendo me dar ao trabalho.
“Toda reunião acaba com a d. Marlene chorando. As pessoas acham que é só para as câmeras de TV, mas não. Ela é muito emocional”, diz o bondoso Roque.
"Ele está vivo", diz dona Marlene quando se refere a Vicente.
Caso ninguém se lembre, quando o então aliado - hoje traidor - assumiu, pegou o clube pior do que está hoje. Muito pior.
Ninguém se lembra do estado das quadras de basquete, das goteiras na bocha, no ginásio principal, sujeira nas piscinas?
Quando a Democracia Corinthiana estava no auge, o clube chegou a ter mais de cem mil sócios. A culpa dos males do clube não é só do traidor... e não apenas por isso, mas porque quem está ali se pendurou no saco dele!
A questão é que ali ninguém está apto a ser o que deveria ser.
Enquanto isso apenas a rapa do tacho de humanidade está articulando qualquer coisa no clube.
Todo mundo conhece aquela papelaria que estava na camisa do primeiro título brasileiro; nem preciso citar o nome dela e ele já veio à sua mente, não é verdade?
O dono dela, que usurpou o Manto Sagrado pagando muito menos do que os patrocinadores de muitos outros clubes brasileiro naquela época, está articulando para ser califa no lugar do califa.
O Corinthians é a Fiel Torcida. O Movimento tem de ser através dela. É preciso criar mecanismos de participação do Corinthiano nas questões, principalmente, do Futebol.
Para isso precisamos de amadores profissionais. Pode parecer contradição, mas estou me referindo a Corinthianos de alto grau de competência, que são muitos, em toda e qualquer área.
E se o Corinthians é o Corinthiano quem faz, aquele que representasse o Manto Sagrado em campo, por vocação e necessidade, seria também Corinthiano.
Não é simples Utopia. É Ideal.
E São Jorge olha por nós!
O tampão não terá como fazer auê, e a festa que já aconteceu no Gramado e na Arquibancada, acontecerá de novo no Gramado na Arquibancada.
(Siga na caixa de comentários a matéria do jornal, o comunicado de dona Marlene, e a Nota Oficial do tampão)
Dos presidentes que o Corinthians teve ao longo de sua Gloriosa História, pouquíssimos são esquecíveis. O problema é que esse pouco ficou muitos anos no comando.
Para um clube que teve Bataglia, Magnani, Schürig, Correcher, ter um Matheus foi consequência de anos de Glória e de jejum.
Um apaixonado que abusou do próprio Amor, sem se furtar a se doar por completo.
Quando sua dona foi a primeira presidente mulher, ele disse “Pelo Corinthians, eu topo até ser a primeira-dama”.
Mas ele é inesquecível; estamos falando, na verdade, de wadihelu e do traidor. O antes e o depois de Matheus. Estes dois demonstraram que nem o Amor nem o escrúpulo fizeram parte do que foi feito do comando.
Deixemos propositadamente Trindade para um momento posterior.
Enfim, eu preparava um post desmascarando a dona Marlene Vaguinho, digo, Matheus, mas um comunicado dela, hoje mesmo, deixou de surpreender tão logo foi veiculado.
A questão não é duvidar do amor de dona Marlene, eu não tenho como fazer isso, e seria loucura tentar fazê-lo.
A questão é o que ela faz com esse amor.
Ela se doa inteiramente para o clube? Talvez sim, mas também ganha muito mais prestígio fazendo o que faz do que quando não fazia.
Não fui claro? Ora, não preciso.
A coisa se elucida por ela mesma, e não pretendo me dar ao trabalho.
“Toda reunião acaba com a d. Marlene chorando. As pessoas acham que é só para as câmeras de TV, mas não. Ela é muito emocional”, diz o bondoso Roque.
"Ele está vivo", diz dona Marlene quando se refere a Vicente.
Caso ninguém se lembre, quando o então aliado - hoje traidor - assumiu, pegou o clube pior do que está hoje. Muito pior.
Ninguém se lembra do estado das quadras de basquete, das goteiras na bocha, no ginásio principal, sujeira nas piscinas?
Quando a Democracia Corinthiana estava no auge, o clube chegou a ter mais de cem mil sócios. A culpa dos males do clube não é só do traidor... e não apenas por isso, mas porque quem está ali se pendurou no saco dele!
A questão é que ali ninguém está apto a ser o que deveria ser.
Enquanto isso apenas a rapa do tacho de humanidade está articulando qualquer coisa no clube.
Todo mundo conhece aquela papelaria que estava na camisa do primeiro título brasileiro; nem preciso citar o nome dela e ele já veio à sua mente, não é verdade?
O dono dela, que usurpou o Manto Sagrado pagando muito menos do que os patrocinadores de muitos outros clubes brasileiro naquela época, está articulando para ser califa no lugar do califa.
O Corinthians é a Fiel Torcida. O Movimento tem de ser através dela. É preciso criar mecanismos de participação do Corinthiano nas questões, principalmente, do Futebol.
Para isso precisamos de amadores profissionais. Pode parecer contradição, mas estou me referindo a Corinthianos de alto grau de competência, que são muitos, em toda e qualquer área.
E se o Corinthians é o Corinthiano quem faz, aquele que representasse o Manto Sagrado em campo, por vocação e necessidade, seria também Corinthiano.
Não é simples Utopia. É Ideal.
E São Jorge olha por nós!
O tampão não terá como fazer auê, e a festa que já aconteceu no Gramado e na Arquibancada, acontecerá de novo no Gramado na Arquibancada.
(Siga na caixa de comentários a matéria do jornal, o comunicado de dona Marlene, e a Nota Oficial do tampão)
Tá tudo liberado!
E o tampão deve estar enxugando o suor da testa, aliviado.
A çegunda tchurma do çupremo suspendeu o pedido de prisão do preibói iraniano, o que dá um alento ao tampão para fevereiro, uma vez que a "oposição" se armava debaixo da mesa (esse assunto ainda poluirá este blogue muito em breve).
Há um tempo, já haviam dado sinais de que fariam isto.
O preibói poderá voltar a pisar em solo brasileiro, curtir uma buátchi com o tampão e, quem sabe, ajudá-lo em uma empreitada por aí.
Porque a açeçoria dele fechou contrato com uma agência de clipagem, e a coisa promete.
ACORDA FIEL!!!
*******
Liberado, sim. Liberado e colorido!
Afinal, votaram no capitão-barbicha, e agora VEJAM NO QUE VAI DAR.
Como queríamos demonstrar...
A çegunda tchurma do çupremo suspendeu o pedido de prisão do preibói iraniano, o que dá um alento ao tampão para fevereiro, uma vez que a "oposição" se armava debaixo da mesa (esse assunto ainda poluirá este blogue muito em breve).
Há um tempo, já haviam dado sinais de que fariam isto.
O preibói poderá voltar a pisar em solo brasileiro, curtir uma buátchi com o tampão e, quem sabe, ajudá-lo em uma empreitada por aí.
Porque a açeçoria dele fechou contrato com uma agência de clipagem, e a coisa promete.
ACORDA FIEL!!!
*******
Liberado, sim. Liberado e colorido!
Afinal, votaram no capitão-barbicha, e agora VEJAM NO QUE VAI DAR.
Como queríamos demonstrar...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O que aconteceu? - II
Não se sabe até agora o que aconteceu, pois o essencial não é dito, mas o Corinthians foi absolvido nos três "incursos".
Teremos as quartas da Copa:
20/11 5ª 20h30 Sfc x Corinthians - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians x Sfc - A definir
VAI CORINTHIANS!!!
Teremos as quartas da Copa:
20/11 5ª 20h30 Sfc x Corinthians - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians x Sfc - A definir
VAI CORINTHIANS!!!
O que aconteceu?
Procurava a data dos jogos do Timão da Mulherada, e no site do Corinthians não há referência à nada do que achei, e são podres.
Por tudo o que entendi, aconteceu alguma coisa que não se sabe o que nem com quem, mas que alguma jogadora está irregular e o Dema xingou alguém.
O artigo 188 rende suspensão, de fato. O 232 rende multas, e é, como podem ver abaixo, para a federação. O 214 tira pontos e tira do campeonato.
Segue então alguma coisa, mas não o principal: che cazzo aconteceu.
O julgamento está acontecendo agora.
Segue a tabela e as informações em http://www.cbf.com.br/sitecopabrff
20/11 5ª 20h30 Sfc x Corinthians* - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians* x Sfc - A definir
*Corinthians classificado, porém o STJD julga terça-feira caso de irregularidade de jogadora do Corinthians, no jogo de ida da segunda fase, podendo o clube ser substituido pela Saad.
Reparem que os paulistas se enfrentam logo nas oitavas (2ª fase) e quartas (3ª fase) na Copa da çêbêéfe; é a noção de equilíbrio dela.
É jogão! Se acontecer, claro.
E então vamos ao http://justicadesportiva.uol.com.br/pauta_julgamentos.asp para tentar entender melhor o que está acontecendo e encontramos isso:
Processo: 164/2008
Jogo: SAAD (SP) X SC Corinthians Paulista (SP) – categoria amadora, realizado em 11 de novembro de 2008 – Copa Brasil de Futebol Feminino / 2008 - Denunciados: Ademar Fonseca N. Júnior, técnico do SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 188 do CBJD; Federação Paulista de Futebol, incursa no Art. 232 do CBJD; SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 214 do CBJD. AUDITOR - RELATOR: DR. JOSÉ PEREZ DE REZENDE.
*******
Vamos então às letras:
Código Brasileiro de Justiça Desportiva
Artigo 188: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
Artigo 232: Deixar de cumprir obrigação assumida em qualquer documento referente às atividades desportivas, observada a competência da Justiça Desportiva prevista em lei
Artigo 214: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
*******
Julgamento em tempo real
SÃO JORGE
Olhai por nós
CORINTHIANS
Jogai por nós
Por tudo o que entendi, aconteceu alguma coisa que não se sabe o que nem com quem, mas que alguma jogadora está irregular e o Dema xingou alguém.
O artigo 188 rende suspensão, de fato. O 232 rende multas, e é, como podem ver abaixo, para a federação. O 214 tira pontos e tira do campeonato.
Segue então alguma coisa, mas não o principal: che cazzo aconteceu.
O julgamento está acontecendo agora.
Segue a tabela e as informações em http://www.cbf.com.br/sitecopabrff
20/11 5ª 20h30 Sfc x Corinthians* - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians* x Sfc - A definir
*Corinthians classificado, porém o STJD julga terça-feira caso de irregularidade de jogadora do Corinthians, no jogo de ida da segunda fase, podendo o clube ser substituido pela Saad.
Reparem que os paulistas se enfrentam logo nas oitavas (2ª fase) e quartas (3ª fase) na Copa da çêbêéfe; é a noção de equilíbrio dela.
É jogão! Se acontecer, claro.
E então vamos ao http://justicadesportiva.uol.com.br/pauta_julgamentos.asp para tentar entender melhor o que está acontecendo e encontramos isso:
Processo: 164/2008
Jogo: SAAD (SP) X SC Corinthians Paulista (SP) – categoria amadora, realizado em 11 de novembro de 2008 – Copa Brasil de Futebol Feminino / 2008 - Denunciados: Ademar Fonseca N. Júnior, técnico do SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 188 do CBJD; Federação Paulista de Futebol, incursa no Art. 232 do CBJD; SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 214 do CBJD. AUDITOR - RELATOR: DR. JOSÉ PEREZ DE REZENDE.
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Vamos então às letras:
Código Brasileiro de Justiça Desportiva
Artigo 188: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
Artigo 232: Deixar de cumprir obrigação assumida em qualquer documento referente às atividades desportivas, observada a competência da Justiça Desportiva prevista em lei
Artigo 214: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
*******
Julgamento em tempo real
SÃO JORGE
Olhai por nós
CORINTHIANS
Jogai por nós
"vá se apresentar para o pessoal do Corinthians"
É impossível não relacionar uma coisa à outra.
E fica latente a cada preconceito cuspido por essa gente.
A matéria, na íntegra, está na caixa de comentário.
Chamaram o Zeca pra tocar um pagodinho no clube das senhorinhas, aquele do chá-das-cinco.
O ranço existe, passado quase um século. E parece que nunca acabará...
VENHA SE APRESENTAR
NO CORINGÃO, ZECA!!!
(Leia abaixo o texto sobre a intervenção, caro(a) leitor(a)!)
E fica latente a cada preconceito cuspido por essa gente.
A matéria, na íntegra, está na caixa de comentário.
Chamaram o Zeca pra tocar um pagodinho no clube das senhorinhas, aquele do chá-das-cinco.
O ranço existe, passado quase um século. E parece que nunca acabará...
VENHA SE APRESENTAR
NO CORINGÃO, ZECA!!!
(Leia abaixo o texto sobre a intervenção, caro(a) leitor(a)!)
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A intervenção
É obrigatório para o Corinthiano consciente conhecer este espisódio. É essencial para todos que querem conhecer a História do Futebol, entender a gênese de tudo isto que aconteceu.
A intervenção no Corinthians não foi um fenômeno isolado. Pelo contrário, tomou proporções desmedidas, que mais do que comprovam o caráter daqueles que estiveram oportunamente se aproveitando dela.
É forçoso, e nem um pouco tendencioso, começarmos com a idéia de não haver referência a este tema - "intervenção" - nos livros da época do wadihelu.
De tal forma que a referência que o Mestre Diaféria desenvolve, a partir de muita pesquisa e de um "orientador" do porte de Antoninho do Almeida, não poderia ser menos elegante e elucidativa. Busca resgatar Manuel Correcher, sobretudo.
Segue, da obra-prima "Coração Corinthiano".
Capítulo XLII
A intervenção. E mais um campeonato para o Corinthians!
Manuel Correcher tornara-se muito querido e admirado pelos associados e corinthianos em geral. Era homem comunicativo, popular, que entendia as aspirações da torcida e se misturava a ela com maneiras simples e cordialidade. No futebol, não se podia exigir nada melhor: um belíssimo tricampeonato, jogadores esbanjando categoria, como Teleco, Servílio, Joane, Milani... A famosa zaga Agostinho e Chico Preto, os goleiros Ciro e Pio se revezando no arco, segurando a barra lá atrás. Que mais querer?
Pois é exatamente no ano de 1941 que o Corinthians enfrenta uma de suas crises mais cabeludas, crise política, de desentendimento dentro do próprio clube, provocada pela falta de discernimento de apenas... 17 conselheiros, de um total de 120! Luta de grupos, coisa difícil de entender quando se olha de longe. Paixões sem rédeas. Os jogadores no campo marcando gols, e a panela fervendo, espumando, no Conselho. Gente de fora metendo o bedelho, insuflando desavenças – e conseguindo!
Correcher, o grande presidente, era espanhol. Uma lei federal, então baixada, impedia que estrangeiros presidissem clubes esportivos. Seu mandato iria até 31 de janeiro de 1941, legalmente não poderia continuar à frente do Corinthians. A desunião dentro do clube, porém, principiou o afastamento de Correcher com a vitória dos inimigos do Corinthians: no dia 4 de janeiro de 1941 a Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo decretou intervenção no clube. Caía Manuel Correcher!
Para interventor, é indicado o capitão do Exército Aírton Salgueiro de Freitas, o qual toma posse no dia 7 de janeiro. O capitão Salgueiro faz uma reunião com vários conselheiros no dia 10 do mesmo mês: ia tentar a pacificação. Com isso conseguiu que espontaneamente todo o Conselho do Clube renunciasse. Foi uma jogada bem arquitetada, inspirada pela Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo, dirigida por Sílvio de Magalhães Padilha. A renúncia coletiva – acabando com o Conselho – evitou que fosse adotada uma medida intervencionista que ferisse os estatutos da agremiação, que não seria tolerada. Para os associados interessava que se alcançasse urgentemente a pacificação no clube, liquidando-se com o clima de guerra. De qualquer forma, contudo, a intervenção representava um golpe que surpreendeu os círculos esportivos, até porque todos acompanhavam o desempenho futebolístico de alto nível do Corinthians.
Mas por maior que seja a crise, por mais duro o golpe, diz a Tradição que o Corinthians não se deixa vencer – porque tem a seu lado a perseverança do apoio popular.
Manuel Correcher, com um sorriso nos lábios, poderia dizer: “Com crise ou sem crise, O Corinthians vai ser campeão...” Campeão em 1941 e vice-campeão nos dois anos seguintes.
Depois do capitão Aírton Salgueiro de Freitas, que encerrou sua missão de interventor – e portanto não consta na galeria dos presidentes – a serie foi retomada com Mario Henrique de Almeida, que cumpriu as formalidades burocráticas, assumindo a presidência como delegado da Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo. No campo, os craques corinthianos não estavam nem aí com interventores, delegados, atas, fofocas e marolas. Iam deitando e rolando, encaçapando a redonda, jogando o futebol que sabiam... Pedro de Sousa, por fim, assumiu a presidência e encerrou os últimos resquícios da intervenção, período que, embora abalando a estrutura administrativa do Corinthians, nem de longe conseguiu estremecer a fortaleza e a fidelidade dos verdadeiros corinthianos.
*******
(clique na imagem para ampliá-la)
Este Mosqueteiro, porém, não será tão elegante quanto Antoninho, um gênio da escrita sem mãos. O(a) leitor(a) deve desculpar esse Mosqueteiro por tantos links, mas eles podem servir de guia na compreensão de uma certa análise histórica que é pretendida. Não para justificar coisa alguma, apenas para apontar a origem de algumas coisas bastante tortas. Vamos tentar traçar um contexto histórico.
Antes de tudo é preciso que o(a) ilustre leitor(a) leia este verbete da enciclopédia livre, e se atente para o título adquirido pela figura de "interventor federal".
Tendo em mente sempre o episódio da Revolução Constitucionalista, e compreendendo minimamente como se deu a apropriação deste movimento pelo status quo. Para maiores pesquisas, buscar pelo nome deste aqui para entender o final desta década. Que se trata de um golpe-sobre-golpe. Observe também como se dá este episódio, pois ele terá bastante influência.
Mas é importante entender esta década de trinta também pelos seus tantos outros aspectos.
Visto isso, vamos ao Futebol.
O que ocorria na cena Piratiningana era a hegemonia dos clubes populares, em um processo que se iniciou com o nascimento do Corinthians Paulista.
A década de 20 foi marcada pela supremacia que tais clubes populares fizeram os clubes de elite aceitar. O amadorismo já estava completamente corrompido. A hegemonia da elite estava por um fio.
Em 1929, quando as senhorinhas que mandavam no principal club da elite decidem não mais mexer com essas coisas, antevendo onde a coisa toda iria terminar, o club fecha as portas para o football.
Que já era futebol, e fim de papo.
Em 1930, lá estava o Coringão mostrando para aquela turma onde era o lugar dela.
Aquilo que foi armado depois de o clube de chá-das-cinco fechar-se ao futebol conseguiu ganhar um campeonato apenas. Mas cansou de tomar vareio também do Rivale, três seguidos, e depois disso nunca mais apareceu na praça para dar notícias.
Dizem que faliu, fugiu de vergonha.
Mas, até hoje, isto que foi feito dessa turma, quer reivindicar parte nesta coisa toda, tentando deixar a história colorida.
Faço o link aqui e desde já explico que a mentirinha deslavada que é contada neste verbete é deixada apenas para efeito elucidativo.
O pessoal que tenta fazer ilusionismo, criando desculpas para esta anti-história, até hoje se entrega a uma série de erros que vão desde afirmar que um (o "primeiro") é o mesmo do outro, para depois afirmar ainda mais categoricamente que este um deixou de existir, até envolver clubes que nada tiveram a ver, que estão ali porque foram literalmente aliciados pelo "luxo" do Trocadero (procurem...), que custou uma fortuna e nunca se soube quem pagou.
Daí dizem que esse pessoal fez a massa falida novamente acontecer. Nunca muito bem explicado, vocês sabem.
E só chegaram a sentir cheiro de campeonato quando o Coringão quis ser bicampeão.
A turma que hoje é do orlandinho sempre encontrou pela frente o Futebol de Verdade.
Cinco anos depois de "retomada" a armação pela terceira vez, pelo menos, o Corinthians se vê neste episódio da intervenção. Claro, éramos Campeões neste ano.
Mas o torneio entre campeões e vices do Rio e de Piratininga, por exemplo, era obrigado a "ganhar" um "quinto elemento", por imposição do poder público.
É aí que entra o tal do interventor federal.
No final das contas ele fez a coisa dar largos passos, pois retirou do comando do Corinthians um dos mais pujantes e dignos cartola de uma época de ouro do Futebol de Piratininga. A desculpa era a de que ele era espanhol e então é decretada a intervenção no Corinthians.
Como nos diz Diaféria, com base em Antoninho, o Corinthians vivia mais uma de suas tensões. Algo de certa forma semelhante ao que ocorre hoje. E como sempre, interferências internas e externas prejudicavam o andamento do Coringão.
Esse sempre foi o jeito de ser do Corinthians. O notável aí é o quanto interessou para a turma que nunca se explicou o enfraquecimento do Corinthians.
O ponto a se chegar aqui é na interferência direta desta intervenção. O ponto nevrálgico e razão deste papo todo é que, depois dela, o Corinthians passou a navegar outros mares.
Assim como a coisa ganhou "corpo" para, no ano seguinte à intervenção, a turma tentar golpear o Rivale.
Nosso comando, sempre feito por ilustres, foi obrigado por essa interferência mesquinha a mudar o rumo. Voltaremos a este assunto, com certeza. Pois foi este episódio que fez o Corinthians ficar dez anos se reestruturando na primeira "fila".
E quando o Coringão voltou, era o Timão do Luizinho, Carbone, Idário, Cláudio, Baltazar... E são vários capítulos à parte.
É importante lembrar que no ano em que o Corinthians foi bicampeão em cima desta turma, 1938, ela já estava falindo novamente.
E nós, com os Rivales, fizemos o chamado jogo das barricas, um piccatu a ser reparado simbolicamente.
Leia a segunda parte da intervenção aqui.
A intervenção no Corinthians não foi um fenômeno isolado. Pelo contrário, tomou proporções desmedidas, que mais do que comprovam o caráter daqueles que estiveram oportunamente se aproveitando dela.
É forçoso, e nem um pouco tendencioso, começarmos com a idéia de não haver referência a este tema - "intervenção" - nos livros da época do wadihelu.
De tal forma que a referência que o Mestre Diaféria desenvolve, a partir de muita pesquisa e de um "orientador" do porte de Antoninho do Almeida, não poderia ser menos elegante e elucidativa. Busca resgatar Manuel Correcher, sobretudo.
Segue, da obra-prima "Coração Corinthiano".
Capítulo XLII
A intervenção. E mais um campeonato para o Corinthians!
Manuel Correcher tornara-se muito querido e admirado pelos associados e corinthianos em geral. Era homem comunicativo, popular, que entendia as aspirações da torcida e se misturava a ela com maneiras simples e cordialidade. No futebol, não se podia exigir nada melhor: um belíssimo tricampeonato, jogadores esbanjando categoria, como Teleco, Servílio, Joane, Milani... A famosa zaga Agostinho e Chico Preto, os goleiros Ciro e Pio se revezando no arco, segurando a barra lá atrás. Que mais querer?
Pois é exatamente no ano de 1941 que o Corinthians enfrenta uma de suas crises mais cabeludas, crise política, de desentendimento dentro do próprio clube, provocada pela falta de discernimento de apenas... 17 conselheiros, de um total de 120! Luta de grupos, coisa difícil de entender quando se olha de longe. Paixões sem rédeas. Os jogadores no campo marcando gols, e a panela fervendo, espumando, no Conselho. Gente de fora metendo o bedelho, insuflando desavenças – e conseguindo!
Correcher, o grande presidente, era espanhol. Uma lei federal, então baixada, impedia que estrangeiros presidissem clubes esportivos. Seu mandato iria até 31 de janeiro de 1941, legalmente não poderia continuar à frente do Corinthians. A desunião dentro do clube, porém, principiou o afastamento de Correcher com a vitória dos inimigos do Corinthians: no dia 4 de janeiro de 1941 a Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo decretou intervenção no clube. Caía Manuel Correcher!
Para interventor, é indicado o capitão do Exército Aírton Salgueiro de Freitas, o qual toma posse no dia 7 de janeiro. O capitão Salgueiro faz uma reunião com vários conselheiros no dia 10 do mesmo mês: ia tentar a pacificação. Com isso conseguiu que espontaneamente todo o Conselho do Clube renunciasse. Foi uma jogada bem arquitetada, inspirada pela Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo, dirigida por Sílvio de Magalhães Padilha. A renúncia coletiva – acabando com o Conselho – evitou que fosse adotada uma medida intervencionista que ferisse os estatutos da agremiação, que não seria tolerada. Para os associados interessava que se alcançasse urgentemente a pacificação no clube, liquidando-se com o clima de guerra. De qualquer forma, contudo, a intervenção representava um golpe que surpreendeu os círculos esportivos, até porque todos acompanhavam o desempenho futebolístico de alto nível do Corinthians.
Mas por maior que seja a crise, por mais duro o golpe, diz a Tradição que o Corinthians não se deixa vencer – porque tem a seu lado a perseverança do apoio popular.
Manuel Correcher, com um sorriso nos lábios, poderia dizer: “Com crise ou sem crise, O Corinthians vai ser campeão...” Campeão em 1941 e vice-campeão nos dois anos seguintes.
Depois do capitão Aírton Salgueiro de Freitas, que encerrou sua missão de interventor – e portanto não consta na galeria dos presidentes – a serie foi retomada com Mario Henrique de Almeida, que cumpriu as formalidades burocráticas, assumindo a presidência como delegado da Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo. No campo, os craques corinthianos não estavam nem aí com interventores, delegados, atas, fofocas e marolas. Iam deitando e rolando, encaçapando a redonda, jogando o futebol que sabiam... Pedro de Sousa, por fim, assumiu a presidência e encerrou os últimos resquícios da intervenção, período que, embora abalando a estrutura administrativa do Corinthians, nem de longe conseguiu estremecer a fortaleza e a fidelidade dos verdadeiros corinthianos.
*******
(clique na imagem para ampliá-la)
Este Mosqueteiro, porém, não será tão elegante quanto Antoninho, um gênio da escrita sem mãos. O(a) leitor(a) deve desculpar esse Mosqueteiro por tantos links, mas eles podem servir de guia na compreensão de uma certa análise histórica que é pretendida. Não para justificar coisa alguma, apenas para apontar a origem de algumas coisas bastante tortas. Vamos tentar traçar um contexto histórico.Antes de tudo é preciso que o(a) ilustre leitor(a) leia este verbete da enciclopédia livre, e se atente para o título adquirido pela figura de "interventor federal".
Tendo em mente sempre o episódio da Revolução Constitucionalista, e compreendendo minimamente como se deu a apropriação deste movimento pelo status quo. Para maiores pesquisas, buscar pelo nome deste aqui para entender o final desta década. Que se trata de um golpe-sobre-golpe. Observe também como se dá este episódio, pois ele terá bastante influência.
Mas é importante entender esta década de trinta também pelos seus tantos outros aspectos.
Visto isso, vamos ao Futebol.
O que ocorria na cena Piratiningana era a hegemonia dos clubes populares, em um processo que se iniciou com o nascimento do Corinthians Paulista.
A década de 20 foi marcada pela supremacia que tais clubes populares fizeram os clubes de elite aceitar. O amadorismo já estava completamente corrompido. A hegemonia da elite estava por um fio.
Em 1929, quando as senhorinhas que mandavam no principal club da elite decidem não mais mexer com essas coisas, antevendo onde a coisa toda iria terminar, o club fecha as portas para o football.
Que já era futebol, e fim de papo.
Em 1930, lá estava o Coringão mostrando para aquela turma onde era o lugar dela.
Aquilo que foi armado depois de o clube de chá-das-cinco fechar-se ao futebol conseguiu ganhar um campeonato apenas. Mas cansou de tomar vareio também do Rivale, três seguidos, e depois disso nunca mais apareceu na praça para dar notícias.
Dizem que faliu, fugiu de vergonha.
Mas, até hoje, isto que foi feito dessa turma, quer reivindicar parte nesta coisa toda, tentando deixar a história colorida.
Faço o link aqui e desde já explico que a mentirinha deslavada que é contada neste verbete é deixada apenas para efeito elucidativo.
O pessoal que tenta fazer ilusionismo, criando desculpas para esta anti-história, até hoje se entrega a uma série de erros que vão desde afirmar que um (o "primeiro") é o mesmo do outro, para depois afirmar ainda mais categoricamente que este um deixou de existir, até envolver clubes que nada tiveram a ver, que estão ali porque foram literalmente aliciados pelo "luxo" do Trocadero (procurem...), que custou uma fortuna e nunca se soube quem pagou.
Daí dizem que esse pessoal fez a massa falida novamente acontecer. Nunca muito bem explicado, vocês sabem.
E só chegaram a sentir cheiro de campeonato quando o Coringão quis ser bicampeão.
A turma que hoje é do orlandinho sempre encontrou pela frente o Futebol de Verdade.
Cinco anos depois de "retomada" a armação pela terceira vez, pelo menos, o Corinthians se vê neste episódio da intervenção. Claro, éramos Campeões neste ano.
Mas o torneio entre campeões e vices do Rio e de Piratininga, por exemplo, era obrigado a "ganhar" um "quinto elemento", por imposição do poder público.
É aí que entra o tal do interventor federal.
No final das contas ele fez a coisa dar largos passos, pois retirou do comando do Corinthians um dos mais pujantes e dignos cartola de uma época de ouro do Futebol de Piratininga. A desculpa era a de que ele era espanhol e então é decretada a intervenção no Corinthians.
Como nos diz Diaféria, com base em Antoninho, o Corinthians vivia mais uma de suas tensões. Algo de certa forma semelhante ao que ocorre hoje. E como sempre, interferências internas e externas prejudicavam o andamento do Coringão.
Esse sempre foi o jeito de ser do Corinthians. O notável aí é o quanto interessou para a turma que nunca se explicou o enfraquecimento do Corinthians.
O ponto a se chegar aqui é na interferência direta desta intervenção. O ponto nevrálgico e razão deste papo todo é que, depois dela, o Corinthians passou a navegar outros mares.
Assim como a coisa ganhou "corpo" para, no ano seguinte à intervenção, a turma tentar golpear o Rivale.
Nosso comando, sempre feito por ilustres, foi obrigado por essa interferência mesquinha a mudar o rumo. Voltaremos a este assunto, com certeza. Pois foi este episódio que fez o Corinthians ficar dez anos se reestruturando na primeira "fila".
E quando o Coringão voltou, era o Timão do Luizinho, Carbone, Idário, Cláudio, Baltazar... E são vários capítulos à parte.
É importante lembrar que no ano em que o Corinthians foi bicampeão em cima desta turma, 1938, ela já estava falindo novamente.
E nós, com os Rivales, fizemos o chamado jogo das barricas, um piccatu a ser reparado simbolicamente.
Leia a segunda parte da intervenção aqui.
Um relato despretensioso
Originalmente este relato faz parte de um comentário para um post do Porta-Voz, em um assunto que não devemos meter o bedelho.
Eu, porém, após ver declaração um tanto infame envolvendo aquilo que não é simples Paixão, mas FORÇA MOTRIZ DO MEU ESPÍRITO, aquilo pelo qual me mantenho vivo, respirando, em um corpo de carne e osso neste mundo - O CORINTHIANS - tive de dar palpite.
Que foi esse aqui:
"Hoje (domingo, dia 16 de Novembro de 2008) mesmo passei na praça Roberto Gomes Pedrosa. Eram 18h37. Não sei exatamente em que momento daquele jogo (e só sei que teve jogo ali porque os jornais diziam, a tevê me garantia, e o rádio anunciava).
Um silêncio sepucral.
"Que silêncio, não tá tendo jogo?", perguntou Pauleca.
"Isso aqui tá parecendo um cemitério", disse eu.
"O que é isso aqui?", perguntou Tetê, no alto de sua cadeirinha, olhando para o lado esquerdo.
"Aqui estão corpos penados", eu disse em tom professoral à minha filha.
"Existem cemitérios de almas penadas, que vagam sem os seus corpos perdidos.
Neste cemitério aqui, agora, vagam corpos que não tem Alma".
Cheguei em casa satisfeito com aquilo, mas imaginando que só poderia ser por causa de uma derrota. Se estivessem ganhando, teria algum barulho ali.
Não era derrota!
A turminha do orlandinho ganhou. Disparou na tabela faltando três jogos.
E o antiestádio parecia, LITERALMENTE, um cemitério de corpos penados...
Se não fosse assim, haveria OBRIGATORIAMENTE uma festa naquele momento. Não havia nada a não ser um silêncio abissal.
A minha frase ganhou sentido absoluto sem nem ter tal pretensão.
Te juro que aqui na Morazan foi ouvido um foguete apenas, quando no Rio o juiz deu por encerrado o jogo.
Comentei o fato com Paula e cochilei no sofá com minha filhota assistindo desenho."
E isso é assunto sério, que rende até tese.
Tudo porque o Japonês tinha visto um morto...
Eu vi um cemitério sem alma.
Obrigado, São Jorge!!!
Obrigado, Corinthians, por me escolher!!!
Eu, porém, após ver declaração um tanto infame envolvendo aquilo que não é simples Paixão, mas FORÇA MOTRIZ DO MEU ESPÍRITO, aquilo pelo qual me mantenho vivo, respirando, em um corpo de carne e osso neste mundo - O CORINTHIANS - tive de dar palpite.
Que foi esse aqui:
"Hoje (domingo, dia 16 de Novembro de 2008) mesmo passei na praça Roberto Gomes Pedrosa. Eram 18h37. Não sei exatamente em que momento daquele jogo (e só sei que teve jogo ali porque os jornais diziam, a tevê me garantia, e o rádio anunciava).
Um silêncio sepucral.
"Que silêncio, não tá tendo jogo?", perguntou Pauleca.
"Isso aqui tá parecendo um cemitério", disse eu.
"O que é isso aqui?", perguntou Tetê, no alto de sua cadeirinha, olhando para o lado esquerdo.
"Aqui estão corpos penados", eu disse em tom professoral à minha filha.
"Existem cemitérios de almas penadas, que vagam sem os seus corpos perdidos.
Neste cemitério aqui, agora, vagam corpos que não tem Alma".
Cheguei em casa satisfeito com aquilo, mas imaginando que só poderia ser por causa de uma derrota. Se estivessem ganhando, teria algum barulho ali.
Não era derrota!
A turminha do orlandinho ganhou. Disparou na tabela faltando três jogos.
E o antiestádio parecia, LITERALMENTE, um cemitério de corpos penados...
Se não fosse assim, haveria OBRIGATORIAMENTE uma festa naquele momento. Não havia nada a não ser um silêncio abissal.
A minha frase ganhou sentido absoluto sem nem ter tal pretensão.
Te juro que aqui na Morazan foi ouvido um foguete apenas, quando no Rio o juiz deu por encerrado o jogo.
Comentei o fato com Paula e cochilei no sofá com minha filhota assistindo desenho."
E isso é assunto sério, que rende até tese.
Tudo porque o Japonês tinha visto um morto...
Eu vi um cemitério sem alma.
Obrigado, São Jorge!!!
Obrigado, Corinthians, por me escolher!!!
sábado, 15 de novembro de 2008
Ó Nóis aqui travêis
(Recomendável deixar no mudo)
Timão: Felipe, Alessandro, Diego, William e André Santos; Cristian, Elias (Perdigão), Lulinha (Bebeto) e Douglas; Morais e Herrera (Careca)
Tarde de sol no Templo Sagrado do Pacaembu, Arquibancada cheia e Festa pronta.
O Coringão voltou, e já estamos em 2009.
O jogo começou bastante disputado. O adversário dava trabalho na marcação, e o nosso ataque estava um tanto atabalhoado, chutando a gol quando o passe era a melhor pedida. Talvez por causa do calor...
André, em jogada de Douglas - sempre ele - enfiou uma bola na trave, e essa foi o grande lance do primeiro tempo. Depois disso, André soltou um pouco o seu jogo, mas quis chutar nestas vezes, e não foi feliz.
O adversário não levou perigo, apesar da marcação eficiente.
Marcação que não aconteceu no segundo tempo.
Em cruzamento de Bebeto (!!!), depois do passe do Morais, primoroso, Herrera emendou para o gol, na cara do gol e abriu o placar.
Festa na Favela!!!
Outro lance assim aconteceu logo depois, mas com Alessandro, e Herrera perdeu.
O Corinthians soltou seu jogo depois do gol, e mais chances desperdiçava.
Até bola na trave André enfiou, de novo. O adversário não levava quase nenhum perigo.
Passado muito jogo, em um toque de Douglas, Herrera faz seu segundo gol, uma bola que entrou mascada.
Logo depois Morais acredita na jogada e enfia uma bola açucarada para Alessandro fazer seu GOLAÇO, merecido por tudo o que esse GUERREIRO faz em campo, todo jogo.
SALVE, Alessandro!
Daí o juizinho inventa um penalti, que foi fora da área, e o adversário passa a tocar bola no seu campo de defesa. E assim devolvemos a segunda derrota sofrida no primeiro turno, e aumentamos a fase invicta. Aleluia!
Breves do jogo...
- Herrera "pede pressa pra diretoria", diz a matéria. Enfim, só fez esses gols pra sair dizendo isso, ou quer jogar no Corinthians? Eis a questão.
- Perdigão, ainda?
- Rincón não faz mais parte do elenco.
- A grande observação do jogo é a de que Bebeto e nada é quase a mesma coisa.
O nada, pelo menos, não custa dinheiro.
*******
E a Mulherada, que precisava reverter o 0 a 1, enfiou logo um 2 a 0, no campo do nacional.
Aliás, jogaram na mesma hora e dia do time principal. PRA QUE, DIRETORIA, se vocês podem requerer alteração? Jogar no domingo, por exemplo, pra termos um público?
PRESTIGIE A MULHERADA, DIRETORIA!
PRESTIGIE A MULHERADA (quando a diretoria deixar), FIEL TORCIDA!
Passamos para a 3ª fase da Copa Brasil.
E pegaremos o mesmo saad pela segunda partida da semifinal do Paulista, com a vantagem do 2 a 1 da primeira partida.
VAI CORINTHIANS!!!
(Agora, aumente o volume!!!)
Timão: Felipe, Alessandro, Diego, William e André Santos; Cristian, Elias (Perdigão), Lulinha (Bebeto) e Douglas; Morais e Herrera (Careca)
Tarde de sol no Templo Sagrado do Pacaembu, Arquibancada cheia e Festa pronta.
O Coringão voltou, e já estamos em 2009.
O jogo começou bastante disputado. O adversário dava trabalho na marcação, e o nosso ataque estava um tanto atabalhoado, chutando a gol quando o passe era a melhor pedida. Talvez por causa do calor...
André, em jogada de Douglas - sempre ele - enfiou uma bola na trave, e essa foi o grande lance do primeiro tempo. Depois disso, André soltou um pouco o seu jogo, mas quis chutar nestas vezes, e não foi feliz.
O adversário não levou perigo, apesar da marcação eficiente.
Marcação que não aconteceu no segundo tempo.
Em cruzamento de Bebeto (!!!), depois do passe do Morais, primoroso, Herrera emendou para o gol, na cara do gol e abriu o placar.
Festa na Favela!!!
Outro lance assim aconteceu logo depois, mas com Alessandro, e Herrera perdeu.
O Corinthians soltou seu jogo depois do gol, e mais chances desperdiçava.
Até bola na trave André enfiou, de novo. O adversário não levava quase nenhum perigo.
Passado muito jogo, em um toque de Douglas, Herrera faz seu segundo gol, uma bola que entrou mascada.
Logo depois Morais acredita na jogada e enfia uma bola açucarada para Alessandro fazer seu GOLAÇO, merecido por tudo o que esse GUERREIRO faz em campo, todo jogo.
SALVE, Alessandro!
Daí o juizinho inventa um penalti, que foi fora da área, e o adversário passa a tocar bola no seu campo de defesa. E assim devolvemos a segunda derrota sofrida no primeiro turno, e aumentamos a fase invicta. Aleluia!
Breves do jogo...
- Herrera "pede pressa pra diretoria", diz a matéria. Enfim, só fez esses gols pra sair dizendo isso, ou quer jogar no Corinthians? Eis a questão.
- Perdigão, ainda?
- Rincón não faz mais parte do elenco.
- A grande observação do jogo é a de que Bebeto e nada é quase a mesma coisa.
O nada, pelo menos, não custa dinheiro.
*******
E a Mulherada, que precisava reverter o 0 a 1, enfiou logo um 2 a 0, no campo do nacional.
Aliás, jogaram na mesma hora e dia do time principal. PRA QUE, DIRETORIA, se vocês podem requerer alteração? Jogar no domingo, por exemplo, pra termos um público?
PRESTIGIE A MULHERADA, DIRETORIA!
PRESTIGIE A MULHERADA (quando a diretoria deixar), FIEL TORCIDA!
Passamos para a 3ª fase da Copa Brasil.
E pegaremos o mesmo saad pela segunda partida da semifinal do Paulista, com a vantagem do 2 a 1 da primeira partida.
VAI CORINTHIANS!!!
(Agora, aumente o volume!!!)
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Ratificando a supremacia
O jogo começou bastante truncado, com o adversário disputando a bola com violência, pois precisava do resultado. O Corinthians, que sacramentou a primeira colocação na tabela, jogava por recordes, e para não ouvir nunca mais que "há seis anos não ganha em Caxias" - coisa que a imprença abutre adora arrotar.
Logo no começo da partida, Dentinho - que no jogo aqui no Pacaembu dividira bola com um deles e rompera o ligamento do infeliz, o que causou furor na torcidinha gaúcha - enfiou o cotovelo no zagueiro, despertando ainda mais fúria nos corneteiros, e nos jogadores em campo. Dali em diante, ficou marcado como o jogador a ser caçado.
A arbitragem, para variar, foi péssima. Além desse lance (Dente poderia ter sido expulso, e comentávamos no post sobre o jogo passado em que ele passou rasteira por trás, esse tipo de coisa tem virado rotina e o moleque precisa colocar a cabeça no lugar), o adversário começou a simular, cair, e também usar destes expedientes para sobressair-se nas jogadas. O Coringão, porém, jogou bola como podia.
André Santos e Morais tentaram se revezar na função de Douglas, que esteve suspenso. Diego, no lugar de Chicão, se revela ainda inexperiente, porém tem muita lenha pra queimar, e é uma grata surpresa.
E logo aos 7 minutos, em jogada de André, com triangulação bonita e falha da zaga adversária, Morais sobra livre na cara do gol e chuta mascado em cima do goleiro. A bola ainda vai morrer no canto do gol. Golaço!
Nossa zaga, porém, resolve brincar de futebol e aos 11 e aos 15 falha grotescamente. Aos 17, Felipe faz uma defesa espetacular.
O zagueiro careca dos caras faz falta violenta por trás em Morais, toma amarelo.
O toque de bola no meio-campo estava demorado e saía errado. Elias, André e Morais, que precisavam armar o jogo, apareciam discretamente. Recolhiam e tocavam a bola um tanto despretensiosamente, o que comprometia o nosso jogo. Alessandro, que apoiava bem, precisava voltar para buscar toda hora - um fôlego invejável de guerreiro. Cristian estava meio que bobeando, entrava na dividida sem vontade. Aos 27 Felipe faz outra gigantesca defesa.
A torcida adversária não sabe torcer, e assistia a FIEL TORCIDA fazer festa e cantar, em sua casa (todas as casas são nossas). Aos 31, o atacante simula em cima de uma falta que não houve - William vai na bola - e a torcidinha abusa da sorte. A partida é interrompida por alguns poucos minutos.
Isso mexeu com os brios dos Corinthianos em campo. O adversário continuava a fingir a acada lance.
O jogo ferve. E o Coringão jogava bola.
Alessandro sofre falta no ataque, reclama com o bandeirinha que chama o juizinho. E toma cartão. Em seguida, Elias não faz falta na área e o viadinho se joga, com braço e tudo - mas para isso não tem cartão.
O Coringão errava a armação das jogadas, e isso não pode.
Segundo tempo começou quente, e o juizinho invertendo as marcações. Atrapalhava o jogo que já estava prejudicado pela mentalidade imbecil do adversário. Dentinho toma de porrada a cuspe gratuito. O adversário perdia gols a esmo. Aos 11, o zagueiro careca e sem sobrancelha faz falta para cartão em Herrera; seria o vermelho, se o juiz não afinasse.
Os erros de passe continuavam e irritavam profundamente. Joga bola, cambada!
Aos 19 o zagueiro já citado agarra Dentinho, e se já devria estar no chuveiro, essa oportunidade foi cabal. O juiz e o bandeira se fazem de migué e fica por isso mesmo.
Herrera perde um gol quase feito.
Mas a nossa zaga, com a falha de André na esquerda, pede para tomar gol.
Saci sai para entrar Lulinha.
Dente contunde mais um dos caras, sem querer, aos 30. E aproveita, depois, uma porrada revidada para sair de maca e não voltar mais para essa guerra que poderia lhe custar bem caro. É substituído por Diogo.
Aos 40 o outro zagueiro toma amarelo por agarrar Morais. Cristian bate a falta e o goleiro engole o petardo: GOLAÇO!
Aos 44 Bebeto (vai continuar mesmo no Corinthians?...) entra no lugar de Herrera.
E no final do jogo Diogo sobrou livre e correu para desperdiçar um gol. O bandeirinha medroso já havia assinalado impedimento...
Terminava assim mais um "tabu" da imprença abutre.
O Corinthians ratificou mais uma vez sua condição de primeiro colocado, com a 20ª partida invicto e a melhor campanha da história dessa porcaria de segunda divisão. Faltam três jogos e oito gols para sacramentarmos de vez essa condição que, pelo jeito, demorará muito para ser superada.
2009 começou há uma semana.
Curiosa foi uma declaração de Mano na coletiva, no final do jogo, por conta do racismo daquele povinho que habita os baixos desse país. Engraçado é que aqui eles não se aventuram a esse tipo de escrotice tão abertamente como costumam cometer ali.
Disse Mano que a pena para este crime (sim, racismo é crime) é muito branda, talvez por isso ainda aconteça.
PEGOU ESSA, muçolininho? Era pra você estar preso...
Logo no começo da partida, Dentinho - que no jogo aqui no Pacaembu dividira bola com um deles e rompera o ligamento do infeliz, o que causou furor na torcidinha gaúcha - enfiou o cotovelo no zagueiro, despertando ainda mais fúria nos corneteiros, e nos jogadores em campo. Dali em diante, ficou marcado como o jogador a ser caçado.
A arbitragem, para variar, foi péssima. Além desse lance (Dente poderia ter sido expulso, e comentávamos no post sobre o jogo passado em que ele passou rasteira por trás, esse tipo de coisa tem virado rotina e o moleque precisa colocar a cabeça no lugar), o adversário começou a simular, cair, e também usar destes expedientes para sobressair-se nas jogadas. O Coringão, porém, jogou bola como podia.
André Santos e Morais tentaram se revezar na função de Douglas, que esteve suspenso. Diego, no lugar de Chicão, se revela ainda inexperiente, porém tem muita lenha pra queimar, e é uma grata surpresa.
E logo aos 7 minutos, em jogada de André, com triangulação bonita e falha da zaga adversária, Morais sobra livre na cara do gol e chuta mascado em cima do goleiro. A bola ainda vai morrer no canto do gol. Golaço!
Nossa zaga, porém, resolve brincar de futebol e aos 11 e aos 15 falha grotescamente. Aos 17, Felipe faz uma defesa espetacular.
O zagueiro careca dos caras faz falta violenta por trás em Morais, toma amarelo.
O toque de bola no meio-campo estava demorado e saía errado. Elias, André e Morais, que precisavam armar o jogo, apareciam discretamente. Recolhiam e tocavam a bola um tanto despretensiosamente, o que comprometia o nosso jogo. Alessandro, que apoiava bem, precisava voltar para buscar toda hora - um fôlego invejável de guerreiro. Cristian estava meio que bobeando, entrava na dividida sem vontade. Aos 27 Felipe faz outra gigantesca defesa.
A torcida adversária não sabe torcer, e assistia a FIEL TORCIDA fazer festa e cantar, em sua casa (todas as casas são nossas). Aos 31, o atacante simula em cima de uma falta que não houve - William vai na bola - e a torcidinha abusa da sorte. A partida é interrompida por alguns poucos minutos.
Isso mexeu com os brios dos Corinthianos em campo. O adversário continuava a fingir a acada lance.
O jogo ferve. E o Coringão jogava bola.
Alessandro sofre falta no ataque, reclama com o bandeirinha que chama o juizinho. E toma cartão. Em seguida, Elias não faz falta na área e o viadinho se joga, com braço e tudo - mas para isso não tem cartão.
O Coringão errava a armação das jogadas, e isso não pode.
Segundo tempo começou quente, e o juizinho invertendo as marcações. Atrapalhava o jogo que já estava prejudicado pela mentalidade imbecil do adversário. Dentinho toma de porrada a cuspe gratuito. O adversário perdia gols a esmo. Aos 11, o zagueiro careca e sem sobrancelha faz falta para cartão em Herrera; seria o vermelho, se o juiz não afinasse.
Os erros de passe continuavam e irritavam profundamente. Joga bola, cambada!
Aos 19 o zagueiro já citado agarra Dentinho, e se já devria estar no chuveiro, essa oportunidade foi cabal. O juiz e o bandeira se fazem de migué e fica por isso mesmo.
Herrera perde um gol quase feito.
Mas a nossa zaga, com a falha de André na esquerda, pede para tomar gol.
Saci sai para entrar Lulinha.
Dente contunde mais um dos caras, sem querer, aos 30. E aproveita, depois, uma porrada revidada para sair de maca e não voltar mais para essa guerra que poderia lhe custar bem caro. É substituído por Diogo.
Aos 40 o outro zagueiro toma amarelo por agarrar Morais. Cristian bate a falta e o goleiro engole o petardo: GOLAÇO!
Aos 44 Bebeto (vai continuar mesmo no Corinthians?...) entra no lugar de Herrera.
E no final do jogo Diogo sobrou livre e correu para desperdiçar um gol. O bandeirinha medroso já havia assinalado impedimento...
Terminava assim mais um "tabu" da imprença abutre.
O Corinthians ratificou mais uma vez sua condição de primeiro colocado, com a 20ª partida invicto e a melhor campanha da história dessa porcaria de segunda divisão. Faltam três jogos e oito gols para sacramentarmos de vez essa condição que, pelo jeito, demorará muito para ser superada.
2009 começou há uma semana.
Curiosa foi uma declaração de Mano na coletiva, no final do jogo, por conta do racismo daquele povinho que habita os baixos desse país. Engraçado é que aqui eles não se aventuram a esse tipo de escrotice tão abertamente como costumam cometer ali.
Disse Mano que a pena para este crime (sim, racismo é crime) é muito branda, talvez por isso ainda aconteça.
PEGOU ESSA, muçolininho? Era pra você estar preso...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
O Gigante
A abutraiada não se contém.
Não adianta tanto esforço, porém; não há como diminuir o Gigante.
Passa a ser tarefa das mais ridículas. Como publicar em blogues de "credibilidade" algumas fotos e dizer "estão vendo, eles estavam com o tampão, eles se aproveitam do tampão", e coisas assim.
Ou então começar um post com um "verifiquei a veracidade" para depois colocar um depoimento, que no final é trampolim para 'elogiar' o inimigo.
Já dizíamos aqui, a respeito de um certo texto infame de um certo pseudo-qualquer-coisa, que nada do que essa abutraiada diz pode ser levado em conta.
Apenas por ser óbvio o que move essa gentalha.
Enquanto o trabalho subliminar é feito, o Gigante continua em nossos corações, e eternamente estará.
Trabalho subliminar, aliás, que vem desde que o inimigo tomou tal forma - e lá se vão mais de setenta anos.
Por isso, Corinthiano(a), é bom rever o que se anda lendo, o que se anda acompanhando, o que se anda gostando.
Existem figuras por aí que não são o que parecem ser - muito pelo contrário.
(Atualizando, recomendo esta leitura)
*******
A Mulherada joga hoje, contra o mesmo saad, mas pela primeira partida da segunda fase da Copa Brasil. Na mesma Águas de Lindóia, às 20h30.
VAI CORINTHIANS!!!
*******
A ótima notícia é que o Coringão venceu novamente na Peteca.
Corinthiano que já passou um sábado inteiro (ou muitos sábados e domingos) no Parque São Jorge entende a importância disto.
Com a participação de diversos clubes, como pinheiros, monte líbano, etc, o saldo final foi:
Equipes femininas
MIRIM: Izamara (Vice-Campeã)
INFANTIL: Marina (Campeã)
JUVEVIL: Jéssica Vieira (Campeã); Vivian Vieira (Vice-Campeã); e Jéssica (3º lugar)
ADULTO: Camile (Campeã)
SENIOR: Érica (Campeã)
MASTER: Ana (Campeã)
Equipes masculinas
INFANTIL: Ayrton Santana (3º lugar)
JUVENIL: Fernando (Campeão)
VETERANOS: José Maria (Campeão); e José Ricardo Gazzanel (3º lugar)
Não adianta tanto esforço, porém; não há como diminuir o Gigante.
Passa a ser tarefa das mais ridículas. Como publicar em blogues de "credibilidade" algumas fotos e dizer "estão vendo, eles estavam com o tampão, eles se aproveitam do tampão", e coisas assim.
Ou então começar um post com um "verifiquei a veracidade" para depois colocar um depoimento, que no final é trampolim para 'elogiar' o inimigo.
Já dizíamos aqui, a respeito de um certo texto infame de um certo pseudo-qualquer-coisa, que nada do que essa abutraiada diz pode ser levado em conta.
Apenas por ser óbvio o que move essa gentalha.
Enquanto o trabalho subliminar é feito, o Gigante continua em nossos corações, e eternamente estará.
Trabalho subliminar, aliás, que vem desde que o inimigo tomou tal forma - e lá se vão mais de setenta anos.
Por isso, Corinthiano(a), é bom rever o que se anda lendo, o que se anda acompanhando, o que se anda gostando.
Existem figuras por aí que não são o que parecem ser - muito pelo contrário.
(Atualizando, recomendo esta leitura)
*******
A Mulherada joga hoje, contra o mesmo saad, mas pela primeira partida da segunda fase da Copa Brasil. Na mesma Águas de Lindóia, às 20h30.
VAI CORINTHIANS!!!
*******
A ótima notícia é que o Coringão venceu novamente na Peteca.
Corinthiano que já passou um sábado inteiro (ou muitos sábados e domingos) no Parque São Jorge entende a importância disto.
Com a participação de diversos clubes, como pinheiros, monte líbano, etc, o saldo final foi:
Equipes femininas
MIRIM: Izamara (Vice-Campeã)
INFANTIL: Marina (Campeã)
JUVEVIL: Jéssica Vieira (Campeã); Vivian Vieira (Vice-Campeã); e Jéssica (3º lugar)
ADULTO: Camile (Campeã)
SENIOR: Érica (Campeã)
MASTER: Ana (Campeã)
Equipes masculinas
INFANTIL: Ayrton Santana (3º lugar)
JUVENIL: Fernando (Campeão)
VETERANOS: José Maria (Campeão); e José Ricardo Gazzanel (3º lugar)
sábado, 8 de novembro de 2008
Parabéns, Corinthiano!
O Coringão sacramentou a primeira colocação neste campeonato e agora pensa somente em 2009, e, claro, 2010.
O Jogo
O Corinthians jogou bem porque a defesa funcionou, no geral, e porque jogou contra um time que faz por merecer a posição em que está.
No time adversário, o saudoso Jardeca Pagodinho...
E perdeu gols como se fosse coisa normal perder gols assim. Acompanhe abaixo (sugiro tirar o som) que Herrera perde um gol feito, mas o gol que Douglas perde é emblemático. Não se perde gol assim.
Na cobrança de falta Chicão usa a cabeça, aproveitando a falha do caçador de borboleta, e abre o placar.
Morais toca para Dente livre na cara do gol. Ele perde.
Depois de bela jogada, aliás, a jogada deste campeonato, que expressa o máximo que esse time consegue fazer - e não é pouco, mas crescer é preciso - um passe magistral de Douglas para Cristian que faz golaço.
Crescer porque resolveu esperar o adversário jogar no segundo tempo, e esse tipo de postura não pode ser admitida nem com o placar com dez gols de vantagem. Postura que aqui jamais será defendida, por princípio.
Mas os caras caíam demais (pênalti?... olha a perna do infeliz, que dobra. Faça-me o favor). Dente toma bordoada e o zagueiro ainda reclama!
Depois Dente é fominha, e ainda dá uma rasteira no rapaz.
E confirmamos não só a supremacia Corinthiana neste campeonato sem grandes dificuldades - isso é fato - mas que era preciso luta para ser confirmada - e isso também é fato. Tem que jogar bola para estar em primeiro, ninguém é primeiro à toa (ou não deveria ser).
O Corinthians não é o primeiro deste campeonato à toa.
Com quatro jogos antes de terminar, contamos ainda com os jogos dos adversários, com resultados sempre a nosso favor.
Teu Passado é uma Bandeira
Teu Presente é uma Lição
Por São Jorge!!!
Ê...Ê...Ê...
OGUM
A Mulherada ganhou!
Em jogo emocionante a Mulherada do Coringão fez a sua parte na casa das adversárias, e ganhou a primeira desta semifinal de Paulista.
Começo bom de jogo, o Corinthians disputava bem a bola e aproveitava as falhas. E na primeira saída errada de bola, Karina chutou e a goleira falhou. A bola pingou antes de tocar em sua mão, escapa e vai pro gol.
Nilda perde seus gols feitos, Cristiane articula a maioria das jogadas, mas com esse juizinho... Ele inventa um escanteio e a nossa ótima zagueira Fabiane desvia a bola indefensável. Erro lá, erro cá.
A goleira adversária trabalha várias vezes, e Nildinha insiste em perder gols.
A zagueira adversária põe a mão na bola e o juiz finge não ver. Cris sofre falta clara e o juiz deixa o jogo seguir. Começa o segundo tempo mais ou menos como o primeiro, mas o meio se apresenta desarticulado, e sofríamos quando a bola era perdida no meio-campo. Nildinha tinha que voltar para buscar, e isso não é a dela. Luana e Cris não se entenderam nesta manhã quente e ensolarada na agradabilíssima Águas de Lindóia.
E Nildinha perde o gol mais feito do jogo: a bola cruzada vai na trave e passeia na pequena área, e Nilda não arremata na cara do gol livre.
E então o lance mais fatal do jogo: Nilda não está impedida, mas o bandeirinha inventa um impedimento RIDÍCULO, coisa ou mal-intencionada, ou de imbecil mesmo. Ela faz o GOLAÇO que é anulado e ainda toma cartão.
Depois faz uma falta para amarelo, e tem de ser expulsa, imerecidamente, injustamente.
Duas bolas no nosso travessão, outras faltas que o juiz não deu para nós, inclusive faltas IGUAIS OU PIORES que a do segundo cartão de Nildinha, mas o juiz não amarelava as adversárias. Não tem nenhum critério ou está de sacanagem, mesmo.
As duas goleiras trabalhavam. No finalzinho a zagueira faz falta e é expulsa.
E na undécima hora, São Jorge se manifesta em Karina Castro que pega a sobra e faz o gol salvador do jogo. Porque o empate era injusto.
A Mulherada honrou o Manto Sagrado mais uma vez, e decide a vaga para a Final em casa, em data a definir.
Impedimento...
O lance da Nildinha, e um outro lance no jogo da tarde, me fez fortalecer a idéia de que impedimento é um desperdício de tempo, uma grande bobagem.
São ótimas provas da inutilidade da "lei" do impedimento.
Até porque lei deve servir para algo útil, e esse não é o caso do impedimento, que é feito para ser errado, para haver falha e "tira-teimas" ridículos.
No caso da Nilda, fez ela ser expulsa. A "lei" acabou sendo um crime contra a Deusa Bola, nesse caso. Muito mais que os gols perdidos por ela...
Sem impedimento haveria muito mais gol, que é o objetivo do futebol.
O impedimento faz mal para o objetivo do jogo, e isso não faz sentido.
O jogo mudaria sem essa bobagem, a marcação não poderia bobear e os atacantes teriam de fazer muito mais a diferença.
E, principalmente, o bandeirinha poderia enrolar o instrumento e enfiar no bolso.
E esses papagaios de abutre que acham que comentam alguma coisa nessas porcarias de transmissões parariam de encher nosso saco, também.
O Jogo
O Corinthians jogou bem porque a defesa funcionou, no geral, e porque jogou contra um time que faz por merecer a posição em que está.
No time adversário, o saudoso Jardeca Pagodinho...
E perdeu gols como se fosse coisa normal perder gols assim. Acompanhe abaixo (sugiro tirar o som) que Herrera perde um gol feito, mas o gol que Douglas perde é emblemático. Não se perde gol assim.
Na cobrança de falta Chicão usa a cabeça, aproveitando a falha do caçador de borboleta, e abre o placar.
Morais toca para Dente livre na cara do gol. Ele perde.
Depois de bela jogada, aliás, a jogada deste campeonato, que expressa o máximo que esse time consegue fazer - e não é pouco, mas crescer é preciso - um passe magistral de Douglas para Cristian que faz golaço.
Crescer porque resolveu esperar o adversário jogar no segundo tempo, e esse tipo de postura não pode ser admitida nem com o placar com dez gols de vantagem. Postura que aqui jamais será defendida, por princípio.
Mas os caras caíam demais (pênalti?... olha a perna do infeliz, que dobra. Faça-me o favor). Dente toma bordoada e o zagueiro ainda reclama!
Depois Dente é fominha, e ainda dá uma rasteira no rapaz.
E confirmamos não só a supremacia Corinthiana neste campeonato sem grandes dificuldades - isso é fato - mas que era preciso luta para ser confirmada - e isso também é fato. Tem que jogar bola para estar em primeiro, ninguém é primeiro à toa (ou não deveria ser).
O Corinthians não é o primeiro deste campeonato à toa.
Com quatro jogos antes de terminar, contamos ainda com os jogos dos adversários, com resultados sempre a nosso favor.
Teu Passado é uma Bandeira
Teu Presente é uma Lição
Por São Jorge!!!
Ê...Ê...Ê...
OGUM
A Mulherada ganhou!
Em jogo emocionante a Mulherada do Coringão fez a sua parte na casa das adversárias, e ganhou a primeira desta semifinal de Paulista.
Começo bom de jogo, o Corinthians disputava bem a bola e aproveitava as falhas. E na primeira saída errada de bola, Karina chutou e a goleira falhou. A bola pingou antes de tocar em sua mão, escapa e vai pro gol.
Nilda perde seus gols feitos, Cristiane articula a maioria das jogadas, mas com esse juizinho... Ele inventa um escanteio e a nossa ótima zagueira Fabiane desvia a bola indefensável. Erro lá, erro cá.
A goleira adversária trabalha várias vezes, e Nildinha insiste em perder gols.
A zagueira adversária põe a mão na bola e o juiz finge não ver. Cris sofre falta clara e o juiz deixa o jogo seguir. Começa o segundo tempo mais ou menos como o primeiro, mas o meio se apresenta desarticulado, e sofríamos quando a bola era perdida no meio-campo. Nildinha tinha que voltar para buscar, e isso não é a dela. Luana e Cris não se entenderam nesta manhã quente e ensolarada na agradabilíssima Águas de Lindóia.
E Nildinha perde o gol mais feito do jogo: a bola cruzada vai na trave e passeia na pequena área, e Nilda não arremata na cara do gol livre.
E então o lance mais fatal do jogo: Nilda não está impedida, mas o bandeirinha inventa um impedimento RIDÍCULO, coisa ou mal-intencionada, ou de imbecil mesmo. Ela faz o GOLAÇO que é anulado e ainda toma cartão.
Depois faz uma falta para amarelo, e tem de ser expulsa, imerecidamente, injustamente.
Duas bolas no nosso travessão, outras faltas que o juiz não deu para nós, inclusive faltas IGUAIS OU PIORES que a do segundo cartão de Nildinha, mas o juiz não amarelava as adversárias. Não tem nenhum critério ou está de sacanagem, mesmo.
As duas goleiras trabalhavam. No finalzinho a zagueira faz falta e é expulsa.
E na undécima hora, São Jorge se manifesta em Karina Castro que pega a sobra e faz o gol salvador do jogo. Porque o empate era injusto.
A Mulherada honrou o Manto Sagrado mais uma vez, e decide a vaga para a Final em casa, em data a definir.
Impedimento...
O lance da Nildinha, e um outro lance no jogo da tarde, me fez fortalecer a idéia de que impedimento é um desperdício de tempo, uma grande bobagem.
São ótimas provas da inutilidade da "lei" do impedimento.
Até porque lei deve servir para algo útil, e esse não é o caso do impedimento, que é feito para ser errado, para haver falha e "tira-teimas" ridículos.
No caso da Nilda, fez ela ser expulsa. A "lei" acabou sendo um crime contra a Deusa Bola, nesse caso. Muito mais que os gols perdidos por ela...
Sem impedimento haveria muito mais gol, que é o objetivo do futebol.
O impedimento faz mal para o objetivo do jogo, e isso não faz sentido.
O jogo mudaria sem essa bobagem, a marcação não poderia bobear e os atacantes teriam de fazer muito mais a diferença.
E, principalmente, o bandeirinha poderia enrolar o instrumento e enfiar no bolso.
E esses papagaios de abutre que acham que comentam alguma coisa nessas porcarias de transmissões parariam de encher nosso saco, também.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Acorda, Fiel
Antes de tudo, amanhã às 11h da manhã, com transmissão da tevê paga, A MULHERADA DO CORINGÃO estará em campo para a primeira partida da semifinal do Paulista!
VAI CORINTHIANS!!!
Mas o que é preciso dizer aqui é que essa palhaçada de compadrio tem que acabar antes que a merda, como uma bola de neve, atinja proporções surreais.
E já começou - vejam isto aqui.
Não é possível que esse cara seja pago pra AVILTAR O PATRIMÔNIO DO CORINTHIANS desse jeito. Porque a multa existe, e quem quiser tirar Dentinho do Corinthians precisa PAGAR, isto é um ponto.
Essa viagem deve ter feito 'bem' a essa dupla boçal de compadrinhos, porque vieram falando um monte de besteira e de mãos abanando (quanto a isso, era mais que esperado, como já dizíamos. Nem pré-contrato, nem sondagem, nem nada: INCOMPETÊNCIA é o que carregam esses dois trastes).
"Fazer caixa" com Dentinho é uma das maiores presepadas que eu já ouvi desde que o iraniano preibói chegou pra freqüentar as buátchi com o tampão. E com a netinha, que agora contratou abutres para dizer que quer mostrar o que mais sabe fazer da vida, que é tirar as roupas e aparecer - e photoshop faz milagres, não é, sua asquerosa?...
Os abutres se divertem.
O recado tem de ser dado, e é dado aqui. O que virá pela frente tende a ser mais nebuloso ainda, portanto preparem-se, Corinthianos de fé.
FORA TAMPÃO
FORA muçolininho
FORA CORJA IMUNDA
AQUI É CORINTHIANS!!!
ACORDA FIEL!!!
VAI CORINTHIANS!!!
Mas o que é preciso dizer aqui é que essa palhaçada de compadrio tem que acabar antes que a merda, como uma bola de neve, atinja proporções surreais.
E já começou - vejam isto aqui.
Não é possível que esse cara seja pago pra AVILTAR O PATRIMÔNIO DO CORINTHIANS desse jeito. Porque a multa existe, e quem quiser tirar Dentinho do Corinthians precisa PAGAR, isto é um ponto.
Essa viagem deve ter feito 'bem' a essa dupla boçal de compadrinhos, porque vieram falando um monte de besteira e de mãos abanando (quanto a isso, era mais que esperado, como já dizíamos. Nem pré-contrato, nem sondagem, nem nada: INCOMPETÊNCIA é o que carregam esses dois trastes).
"Fazer caixa" com Dentinho é uma das maiores presepadas que eu já ouvi desde que o iraniano preibói chegou pra freqüentar as buátchi com o tampão. E com a netinha, que agora contratou abutres para dizer que quer mostrar o que mais sabe fazer da vida, que é tirar as roupas e aparecer - e photoshop faz milagres, não é, sua asquerosa?...
Os abutres se divertem.
O recado tem de ser dado, e é dado aqui. O que virá pela frente tende a ser mais nebuloso ainda, portanto preparem-se, Corinthianos de fé.
FORA TAMPÃO
FORA muçolininho
FORA CORJA IMUNDA
AQUI É CORINTHIANS!!!
ACORDA FIEL!!!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Informe do Mosqueteiro
Antes de mais nada, é importante dizer que a Mulherada disputa o primeiro jogo da Semifinal do Paulista em Águas de Lindóia, às 11 da manhã deste sábado. O adversário, saad, será também adversário na segunda fase da Copa Brasil (data a confirmar).
A Mulherada enfiou um 5 a 1 no time de Ipatinga, neste dia 2.
A Mulherada enfiou um 5 a 1 no time de Ipatinga, neste dia 2.
O Pequeno Gigante Davi homenageia o blog

Ao presidente do C13
O presidente do C13 mandou um fax para a presidência (tampão) do Corinthians.
Dizia ali que "seja saudado e festejado o teu retorno ao convívio dos grandes clubes brasileiros". São as palavras desse orlandinho gaúcho.
As palavras deste Mosqueteiro, em particular, são as seguintes: FODAM-SE os "grandes" clubes brasileiros.
Quero ver gaúcho agora beijando o símbolo daqueles que dizem ser "rivais".
Porque quando caímos, assim fizeram. Façam agora também.
"Saudado e festejado" uma gigantesca pinóia, portanto.
Ao marketing do Corinthians
Pois é, o "Timão é a sua cara" não "rendeu" o esperado. E não teria como, porque o cerne de um projeto assim é a confiança, em primeiro lugar. Em segundo lugar, que decorre da confiança, está a disposição financeira.
E, cá pra nós, mil reais é o preço do Título do Clube.
Agora, vir abutre da imprença dizer que "o Corinthiano não deu as caras" é de uma carniceria sem tamanho.
Porque ao invés de questionar o caráter da "promoção", os abutres atiçam a alienação irrestrita.
Por trás desse erro crasso de cálculo está a sanha marqueteira que não consegue se conter.
E também um 'feeling' errado sobre o que vem a ser o Corinthianismo.
Por mais que o sujeito tenha a grana sobrando, se é Corinthiano mesmo, não vai colocar mil reais em uma foto 3x4, ainda mais se não confia na diretoria... A coisa tem de ser mais simples, pois é muito mais simples do que parece.
2009
O Coringão subiu e já começou a pensar em 2009.
Já se cogita quem sai, quem fica e quem chega para fazer um ano bom para o Corinthiano.
É provável que deixem o clube Careca, Bebeto, Perdigão, Diogo Rincón, Marcel, Rafinha, Almeida, baladinha (assinou pré-contrato com outro clube, fato não divulgado - o que ele merece???), Alves, Diego e Renato.
A manutenção de Herrera, cujo contrato vai até 31 de dezembro, ainda é incógnita.
Sobre o assédio europeu, disse Dentinho:
-Ainda não conversei com meu procurador, mas só vou conversar sobre Corinthians. Não chegou nada de concreto, e tenho contrato até 2012. Vou fazer o melhor. Claro que há o reconhecimento de um bom trabalho, fico feliz em ouvir que posso ir para vários lugares, mas é só boato.
O tampão e o muçolininho estão na Europa e pretendem sair dali com alguma coisa. Estão de olho em Brandão, que diz que volta para o Brasil de todo jeito, e em Liédson, que é bem mais difícil. A imprença já até o chama de "divino", numa forçação de barra ridícula.
Eles poderão até voltar com um pré-contrato com Deivid, que tem compromisso até maio com o clube europeu e está se recuperando de uma cirurgia.
Ou seja, TURISMO INFELIZ, como dizíamos aqui.
Com isso tudo, e a grana que é escassa e parece ainda assim "sobrar" (quem vai pra Europa tem de ter dinheiro, não é mesmo?...), também chove empresário dizendo que houve sondagem do Corinthians a determinados jogadores, como por exemplo Jorge Henrique, Túlio, Leandro Almeida. Tsc, tsc, tsc...
Mano, que espera renovar ainda esta semana, diz que o Corinthians está preparado e não precisa se precipitar no planejamento para o ano que vem.
A Comissão Técnica diz que quer lidar com um grupo versátil, com jogadores que se disponham a trabalhar em funções diferentes no campo, os chamados polivalentes.
Assim, o número de jogadores diminuiria, mas estaria garantida a qualidade do time.
E isto deve fazer o clube gastar menos, também.
"Não gosto mesmo de loucuras. Quando se gasta muito, fica difícil manter os compromissos. E quando o salário atrasa, o grupo sente e o time rende menos", disse o Mano.
Que não mudará a escalação até o término do campeonato, para fazer testes no time.
Segundo ele, é nos treinamentos e ao longo da temporada que o time é escalado.
Fato é que mudar a Comissão agora é perda de tempo. Poderão até dizer que o Mano não é técnico para o Corinthians, que a segunda divisão é baba, que ele coleciona fracassos cruciais, mas ele não está pedindo aumento e quer assinar já para poder pensar 2009 com calma.
O Corinthians não tem dinheiro para contratar ninguém melhor.
Reformular elenco com outro técnico seria um erro crasso, como nosso marketing.
A hora é de enxergar positividade no enxugamento do elenco, e no sistema que o técnico implantou. Perdemos na Ilha do Retiro para nós mesmos, e porque São Jorge não queria cacifar a administração atual.
Os tempos mudarão. O grupo que ficará para 2009 confia plenamente no técnico, e é nisso que iremos nos apoiar.
E, claro, apoiar sempre.
Porque "Conosco não tem bão".
O Corinthians joga completo neste sábado, e com uma combinação de resultados (vitória nossa e empate do segundo colocado) pode até ratificar a primeira posição neste campeonato e começar a pensar somente, e definitivamente, em 2009.
Fizeram tanto terrorismo, esses abutres, arrotaram até 120 dias, 10 mandos de campo, mas o julgamento sobre a garrafinha em Feira de Santana, e a música do Rei no dia 25/10, deu em absolutamente NADA.
"parceira"
Aconteceu a reunião do CORI ontem, e ficou definido que o Clube vai atrás, sim, de desfazer a tal "parceria" que NUNCA ACONTECEU.
Nem o finado traidor nem o preibói iraniano cumpriram um dedinho do "contrato".
O traidor vendeu, o preibói não pagou e tudo ficou como antes. Claro, sobraram as broncas no colo do Corinthians, mas agora seu roque vem com essa história para poder colocar seus abutrinhos dizendo coisas do tipo "fantasma da 'parceira' ainda ronda o Corinthians".
Os seus interesses não precisam ficar explicitados, ainda. Ou precisam?
Para terminar, então, o Saudoso Branca di Neve, em "Garra Corinthiana", que é pra alegrar a tarde. Neste momento o Sub-20 disputa partida, no Pacaembu, com o timinho do Orlandinho, pelo Paulista.
VAI CORINTHIANS!!!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Per Aspera Ad Astra II
AVISO: Por favor, antes de seguir lendo este post, vá para a primeira parte desta História clicando aqui.
A Várzea, Glorioso Berço
É fato que o tal football que foi trazido por Charles William Miller em 1894, já existia por aqui há muito mais tempo. Dizem que ele desceu ali, na estação da Luz, no Bom Retiro, com a primeira bola, primeiro livro de regras, primeiro jogo de camisas, etc, etc, e mais o que as lendas puderem inventar, mas os padres seminaristas já o utilizavam como método educacional (entenda-se: gastar a energia da molecada mais 'nervosa') desde que as antigas universidades medievais se formaram, isso na época de Petrus Abaelardus.
Relatos históricos dão conta do aparecimento de tal prática, no Brasil, lá pelos lados de Itu, em meados de 1870. Fato é que o 'futebol' não tem fronteiras, nem época.
Na China, um antigo imperador fazia um grupo disputar contra outro em um campo delimitado a posse de um objeto redondo, e quem conseguisse encostá-lo abaixo de uma determinada linha no final do campo do adversário, marcava um tento, e quem marcasse mais tentos durante o banquete do imperador, ganhava. E ganhava uma série de regalias, também. Mas tinha de lutar muito... Transformaram, ao longo do tempo, em uma arte de grandes habilidades, e terminou sendo recreação. Faziam roda e tocavam a bola entre si sem deixar cair, e fazendo graça. É mais ou menos como o desenvolvimento que ele acaba tendo no ocidente, mas em algumas dinastias chinesas...
Havia em cidades italianas na idade média o costume popularíssimo de carregar e jogar de mão em mão pela rua um objeto também arredondado (que variava demais em sua natureza, sendo ora uma cabeça, ora uma bexiga de carneiro inflada, ora qualquer outra coisa), para colocá-lo em uma meta no final dessa rua, atravessando um mar de gente, levando e distribuindo muita porrada.
Em Siena o povo começou a atribuir à porta da Catedral, na praça, a tal meta. E ainda se adotou o sadio costume de se desferir um chute, no objeto em direção à porta, quando ali chegasse.
Claro, era sempre um dia especial que comportava tal balbúrdia, mas não era costume pior que sair correndo de touros pelas ruas, e trocava-se a chifrada pela rasteira, pela trombada, pelos murros.
Coisas parecidas com essa se via, nesta mesma época, em cidades medievais da França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, etc. Mas o Calcio, na bota, ficou como sendo o mais emblemático pelo seu papel no futuro.
Ocorreu que o anglicanismo impôs ao povo inglês uma série de restrições de ordem "moral"; as porradas desse jogo primitivo foram banidas, e mais uma série de mudanças culturais foram pisoteadas de cima para baixo, naquela sociedade que primeiro se fez "liberal", mas isso é ainda mais outra História...
Fato é que os padres e jogadores de calcio italianos foram convocados para re-ensinar aos ingleses a prática do calcio, passadas algumas gerações deste crime cultural.
E o Calcio voltou à cena na Inglaterra, mas dentro da University. Cheio de ordens, portanto.
O futebol, conforme conhecemos, com suas regras e tudo o mais, é de fato inglês.
O que ocorre, porém, na aceitação irrestrita dessa assertiva, inclusive a aceitação da versão de que Charles Miller tenha sido o "pai do futebol" brasileiro, é que se perde toda a História que há por trás dele.
Dentro de limites, porém, a coisa toda se deu dessa forma. As origens mais primitivas do futebol estão, obviamente, ligadas à guerra e às disputas por regalias, ou até mesmo ligadas à celebração de vitórias de uma determinada guerra real.
Mas quando incorporado ao cotidiano, logo seu veio lúdico se fez mais do que presente, e aquela 'briga' passou a ser jogo.
Sempre com esse ar de 'briga', e nunca perderá isso - senão deixará de ser o que de fato deve ser.
Na Várzea Piratiningana tudo isso não podia se dar de outra forma.
A Guerra do futebol, aprendido nos colégios, tinha seus campos de batalhas quando os rios davam uma trégua.
E então a Guerra era de fato Guerra.
Os 'moleques' refinavam suas técnicas na terra molhada e ressecada das várzeas, onde formigas lava-pés erguiam, com formigueiros sorrateiros que se espalhavam, os seus "impérios".
Os clubes da Várzea eram, e ainda são, verdadeiros Impérios. Que partem para a "briga", vão à luta.
O leitor irá compreender que sem essa introdução muito do que será dito poderia passar batido, como coisa 'sem importância'.
Entender a Várzea é condição sem a qual não podemos contemplar, não só o Glorioso Coringão, mas o Futebol de Verdade.
Infância
Passou o cometa, passou o embaixador do esporte "bretão", e nasceu em berço esplêndido o Sport Club Corinthians Paulista, como dissemos na primeira parte.
O embaixador Corinthian Football Club, aliás, foi um team de University criado única e exclusivamente para revolucionar o football inglês. Que era um futebol um tanto tosco, que dependia apenas das corridas e dos longos passes de bola, coisa que o football escocês tirava de letra.
O método escocês era muito mais apurado e dependia do posicionamento dos jogadores, que com passes mais curtos, conduziam a bola até o arremate. Assim, o que se via era goleada atrás de goleada do futebol inteligente contra o futebol tosco.
Nos primeiros seis anos de prática futebolística, o Corinthian disputa algo como oitenta e oito partidas contra times escoceses, e ganha cinqüenta e duas.
O futebol inglês, nos pés do Embaixador, se tornava inteligente e imbatível, razão pela qual as excursões do Corinthian eram eventos esperados, louvados e tidos em altíssima conta pelos anfitriões, os clubes espanhóis, italianos, turcos, o próprio Fluminense, o Paulistano, SPAC...
Que serviam aos Guerreiros do Corinthian (entre os quais, um tal de Kerry...) o banquete, para que depois fossem solenemente massacrados em campo.
Era a isto tudo que os operários do Bom Retiro saudavam quando homenagearam o Corinthian com a fundação do Corinthians Paulista.
No areião do Bom Retiro, pois em Piratininga o nome denotava a coisa denominada, sob o clarão do cometa, operários, artesãos, maquinistas, cocheiros, carvoeiros, enfim, O POVO, tiveram a inspiração para criar um clube.
Para que o Povo pudesse disputar com os clubes do futebol "oficial".
Fundado o clube, porém, o tamanho da luta apenas aumentava.
Primeira diretoria formada, sob a presidência de Bataglia, um siciliano, e o Corinthians organizava-se como um club de verdade.
Não precisou pedir à multidão para que o acompanhasse. Ao contrário, era fruto dessa multidão. A velha Paulicéia das serenatas, da garoa, da estudantada boêmia e do operariado que logo pela manhã cedinho a movimentava, ganhava um AMOR.
Era uma paixão, consciente, do povo pelo clube do povo, tendo como "desculpa" o futebol. E desde sempre, quando joga o Corinthians, a cidade se enche de paixão e loucura, de alegria, festa e, sim, lamúrias...
Passado um mês, Bataglia deixa a presidência. Não agüentava mais tanta cobrança, todo mundo queria dar opinião, ele tinha seu trabalho e devia cumprir os pedidos, e um mês foi até muito, e tinha sido de muita boa vontade, de verdade. Seguiria Corinthianamente quieto no seu canto, o seo Bataglia...
Alexandre Magnani foi escolhido, em assembléia.
Muitas honras se fez a Bataglia, e os primeiros Corinthianos compreenderam perfeitamente a situação de Miguel. E mais ainda a Magnani.
De 1910 a 1913, afirmavam os antepassados, o Corinthians se fez Corinthians. Muito disso se deveu ao bom entendimento entre Magnani e um dos cinco primeiros, Antônio Pereira, que foi dos primeiros o Corinthiano que mais viveu, e foi o que mais vislumbrou a Utopia Corinthiana se tornando realidade. Eles eram o cerne do primeiro Corinthians.
Enquanto tudo isso acontecia, a primeira taça Corinthiana era conquistada. Em uma corrida!...
O Time do Povo
O Coringão passou sua infância se divertindo nas batalhas da Várzea. Era o campeão varzeano, dos times não filiados à Liga Paulista de Futebol. Em 1912 o futebol vivia uma crise, de anos vindouros, mas que iria eclodir no ano seguinte.
Nessa época em que acontece o famoso episódio da penhora, sobrou uma vaga neste futebol oficial, que vivia uma crise. Como o próprio Corinthians.
O clube devia aluguel e o dono do imóvel trancou a porta com tudo dentro, e tudo seria penhorado no dia seguinte. Neco, um moleque de dezesseis anos, não teve dúvida, organizou uma frente e, na calada da noite, "recuperou" os troféus e as atas, únicos bens do clube, usando uma escada de pintor, provavelmente, de Antonio Pereira...
Alguns clubes, mesmo de elite, não dispunham da verba que estava sendo destinada para a promoção do futebol. Já se via que o amadorismo era passado. Jogadores recebiam o bicho, e o clube que tivesse mais em caixa, aliciava os melhores jogadores.
É nesse clima de salve-se quem puder que surge o Corinthians Paulista, daqueles bravos guerreiros que não recebiam mais que o reconhecimento daquela pequena massa que se formava em torno do Timão. Pelo contrário; para erguer o Corinthians se entregaram de corpo, alma, e por ele deram a própria vida.
É com a cara e a coragem, e também com os direitos de um time que jogava muita bola e que já tinha a credencial de Campeão Varzeano, que o Corinthians pleiteia essa vaga. Mas o clube que a detinha acaba dando o dito pelo não dito, e o Corinthians ficou a ver navios.
E justo nesse ano há a cisão do futebol paulista. O Paulistano, que cobrava 200 mil réis por jogo pelo campo do Velódromo, ficou esperando o time do Americano, que por sua vez seguiu a determinação da Liga e foi para o Pq. Antárctica, campo que custava 200 mil réis... por mês.
Foi a gota d´água. A turma dita elitista, do Paulistano, do Mackenzie, fundou a Associação Paulista de Esportes Athleticos. E à Liga coube a pecha de popular.
Então lá estava o Coringão novamente pleiteando a sua merecida vaga no campeonato "oficial". Da Liga, obviamente.
Mas desta vez lhe preparavam uma arapuca. Teria de ganhar dois jogos preliminares, de acesso.
Seria agora ou nunca mais.
O Corinthians já havia provado seu poderio no campo do Lenheiro, nas várzeas Paulistas afora. Poderiam vir os adversários do Pq. Antarctica ou do Velódromo, tanto fazia. O Galo de Briga da Várzea era tratado como bicão, e os Guerreiros queriam mostrar que o Coringão faz a diferença.
A Liga poderia ter aceitado há muito tempo, e por merecimento, o Corinthians Paulista, campeão do futebol “não-oficial”, da Várzea. Mas foi apenas em sua crise financeira que cogitou ceder a vaga que sobrou. O Corinthians, que já levava consigo sua multidão, aceitou o desafio, naturalmente.
Em seu caminho foi posto um time chamado Minas Gerais Futebol Clube, do Brás, clube fundado no escritório da casa do Sr. Plínio Fonseca, presidente do clube e também capitão do time.
Era um bom time, bem armado, e era também a esperança daqueles que se debruçavam na cerca do Velódromo e chupavam laranja naquela tarde. A vontade deles era a de que este tal de Minas Gerais acabasse com as pretensões dessa gente atrevida, “arraia-miúda”, esses operários, esse povo.
Que passou a ocupar os mesmos espaços nas arquibancadas, também. Foi a primeira das invasões Corinthianas. Ali nasceu de vez a Fiel Torcida, e também o seu oposto: os anticorintianos.
O Corinthians entrava em campo de uniforme novinho em folha, adquiridos com esforço para a ocasião, para disputar a partida mais decisiva de sua juventude. Bordou-se as iniciais nas novas camisas brancas, “C” e “P” sobrepostos. Uma dura batalha, e os onze guerreiros jogaram montados no cavalo branco da raça.
E lutaram tanto que o adversário não suportou. Um gol apenas fez o Velódromo estremecer pela primeira vez, de muitas vezes.
Mas faltava ainda um segundo adversário: o S.Paulo Sport Club, do Bixiga.
E neste o Coringão enfiou quatro gols e liqüidou o assunto, sem nenhuma contestação.
Quem piava maus agouros, agora tinha de aceitar. O Corinthians ingressava na Liga por méritos próprios, e ganhou até um Diploma que “concede ao Sport Club Corinthians Paulista o direito de integrar a Divisão Principal da Liga Paulista de Futebol”.
O futebol passou a ser, por direito, do Povo. Que encheu o céu de rojões e fez uma Festa de arromba.
Os Guerreiros da Proeza Histórica:
Casimiro do Amaral, Fúlvio Benti e Casemiro Gonzalez; Francisco Police, Alfredo de Assis e Francisco Lepre; César Nunes, Antônio Peres, Luiz Fabi, Joaquim Rodrigues, Carmo Campanella.
No campeonato de 1913, muita expectativa, mas em princípio apenas a euforia. No primeiro turno, apenas derrotas. Para o segundo turno, as mudanças que fariam a diferença no ano seguinte.
Entravam os jovens formados nos segundos e terceiros quadros. Surgem Amílcar e Neco, duas legendas. Neco, porém, ficou mais para a História, por motivos que serão lembrados mais futuramente.
O Corinthians conquistou pela primeira vez o Campeonato em seu segundo campeonato disputado na vida, de forma invicta, em 1914. Campeonato que contava com mais cinco times, entre eles o Germânia, derrotado por 4 a 1.
Na verdade a Liga não tinha graça - o Corinthians queria disputar com os "bem-nascidos", e ganhar.
O Corinthians ajustava o time fazendo "amistosos" com o Paulistano, ou mesmo jogos-treino, (o primeiro de que se tem notícia data de 1913), e contava com a influência deste clube para mais uma empreitada. Após muito bate-boca no quadro associativo, o Corinthians decidiu pleitear vaga na APEA, para onde haviam se "refugiado" os "bem-nascidos", para disputar os jogos em 1915.
Achou que com seu Diploma, que demonstrava o esforço valoroso, valente e real, e com sua conquista incontestável e invicta, pudesse ser assim credenciado para um campeonato mais "de ponta".
Ocorre que a credencial do ótimo futebol não bastava - ao contrário, os clubes da 'elite' não queriam ver seu poderio rivalizado com o desse... Povo.
Sempre impuseram as armadilhas típicas, e o Corinthians Paulista tirou de letra.
O Galo de Briga da Várzea; o Corinthians é o único dos grandes clubes deste país a ter este título, que nada tem a ver com outros galos por aí.
Havia se despedido da Várzea, seu Berço Histórico, com um Diploma que concedeu o direito de participar do Futebol "oficial"...
Mas alijavam o Corinthians. Teimavam com isso. E o Corinthians teimava ainda mais.
Tudo não havia passado de um golpe espertalhão do próprio Paulistano, camuflado na Associação, nos "orgãos de poder". "O Corinthians só poderia jogar amistosos em nome da APEA", disseram depois de tudo consumado, do dito pelo não dito, sempre ele. Não dava mais para voltar atrás.
E isso tudo é muito importante frisar, para entendermos o que virá repetidamente e recorrentemente a acontecer, não só à História do Corinthians, mas à História do Futebol.
Os "oficiais" já tinham entendido o que estava acontecendo: o futebol sofrera a maior de suas REVOLUÇÕES.
O Povo já o dominava por completo.
Os jogadores Corinthianos se dispersam neste ano de 1915. O Corinthians quase acaba. Mas não acaba, pois o Amor dos Guerreiros Corinthianos jamais acabará.
Todos os jogadores voltaram para o Corinthians naquele mesmo ano, e disputaram com os times da Liga, e com os dois campeões das duas ligas, e venceram. O Paulistano, então, pede revanche, e a muito custo obtém um empate. O Galo de Briga ganhava seu segundo título Honorário: O Campeão dos Campeões.
O Campeonato da Liga em 1916 era muito mais difícil.
Já estava presente o número de quatorze times, entre os quais o Ruggerone, o União da Lapa, times da Várzea velhos conhecidos do Corinthians Paulista, além do Americano e do Internacional, e do próprio Germânia.
E mais uma vez o Coringão, com seus Fiéis Guerreiros, levavam a Taça de forma invicta, inconteste.
É um Tri-Campeonato invicto, meteórico, fulminante, Revolucionário no Futebol.
Com apenas seis anos de vida, aquele que sempre esteve fadado a acabar, tinha chegado à Glória de quebrar o tabu.
O futebol da Várzea soberana, do Povo, sobrepujava o futebol "oficial", viciado, medíocre.
E a História continua...
A Várzea, Glorioso Berço
É fato que o tal football que foi trazido por Charles William Miller em 1894, já existia por aqui há muito mais tempo. Dizem que ele desceu ali, na estação da Luz, no Bom Retiro, com a primeira bola, primeiro livro de regras, primeiro jogo de camisas, etc, etc, e mais o que as lendas puderem inventar, mas os padres seminaristas já o utilizavam como método educacional (entenda-se: gastar a energia da molecada mais 'nervosa') desde que as antigas universidades medievais se formaram, isso na época de Petrus Abaelardus.
Relatos históricos dão conta do aparecimento de tal prática, no Brasil, lá pelos lados de Itu, em meados de 1870. Fato é que o 'futebol' não tem fronteiras, nem época.
Na China, um antigo imperador fazia um grupo disputar contra outro em um campo delimitado a posse de um objeto redondo, e quem conseguisse encostá-lo abaixo de uma determinada linha no final do campo do adversário, marcava um tento, e quem marcasse mais tentos durante o banquete do imperador, ganhava. E ganhava uma série de regalias, também. Mas tinha de lutar muito... Transformaram, ao longo do tempo, em uma arte de grandes habilidades, e terminou sendo recreação. Faziam roda e tocavam a bola entre si sem deixar cair, e fazendo graça. É mais ou menos como o desenvolvimento que ele acaba tendo no ocidente, mas em algumas dinastias chinesas...
Havia em cidades italianas na idade média o costume popularíssimo de carregar e jogar de mão em mão pela rua um objeto também arredondado (que variava demais em sua natureza, sendo ora uma cabeça, ora uma bexiga de carneiro inflada, ora qualquer outra coisa), para colocá-lo em uma meta no final dessa rua, atravessando um mar de gente, levando e distribuindo muita porrada.
Em Siena o povo começou a atribuir à porta da Catedral, na praça, a tal meta. E ainda se adotou o sadio costume de se desferir um chute, no objeto em direção à porta, quando ali chegasse.
Claro, era sempre um dia especial que comportava tal balbúrdia, mas não era costume pior que sair correndo de touros pelas ruas, e trocava-se a chifrada pela rasteira, pela trombada, pelos murros.
Coisas parecidas com essa se via, nesta mesma época, em cidades medievais da França, Inglaterra, Alemanha, Espanha, etc. Mas o Calcio, na bota, ficou como sendo o mais emblemático pelo seu papel no futuro.
Ocorreu que o anglicanismo impôs ao povo inglês uma série de restrições de ordem "moral"; as porradas desse jogo primitivo foram banidas, e mais uma série de mudanças culturais foram pisoteadas de cima para baixo, naquela sociedade que primeiro se fez "liberal", mas isso é ainda mais outra História...
Fato é que os padres e jogadores de calcio italianos foram convocados para re-ensinar aos ingleses a prática do calcio, passadas algumas gerações deste crime cultural.
E o Calcio voltou à cena na Inglaterra, mas dentro da University. Cheio de ordens, portanto.
O futebol, conforme conhecemos, com suas regras e tudo o mais, é de fato inglês.
O que ocorre, porém, na aceitação irrestrita dessa assertiva, inclusive a aceitação da versão de que Charles Miller tenha sido o "pai do futebol" brasileiro, é que se perde toda a História que há por trás dele.
Dentro de limites, porém, a coisa toda se deu dessa forma. As origens mais primitivas do futebol estão, obviamente, ligadas à guerra e às disputas por regalias, ou até mesmo ligadas à celebração de vitórias de uma determinada guerra real.
Mas quando incorporado ao cotidiano, logo seu veio lúdico se fez mais do que presente, e aquela 'briga' passou a ser jogo.
Sempre com esse ar de 'briga', e nunca perderá isso - senão deixará de ser o que de fato deve ser.
Na Várzea Piratiningana tudo isso não podia se dar de outra forma.
A Guerra do futebol, aprendido nos colégios, tinha seus campos de batalhas quando os rios davam uma trégua.
E então a Guerra era de fato Guerra.
Os 'moleques' refinavam suas técnicas na terra molhada e ressecada das várzeas, onde formigas lava-pés erguiam, com formigueiros sorrateiros que se espalhavam, os seus "impérios".
Os clubes da Várzea eram, e ainda são, verdadeiros Impérios. Que partem para a "briga", vão à luta.
O leitor irá compreender que sem essa introdução muito do que será dito poderia passar batido, como coisa 'sem importância'.
Entender a Várzea é condição sem a qual não podemos contemplar, não só o Glorioso Coringão, mas o Futebol de Verdade.
Infância
Passou o cometa, passou o embaixador do esporte "bretão", e nasceu em berço esplêndido o Sport Club Corinthians Paulista, como dissemos na primeira parte.
O embaixador Corinthian Football Club, aliás, foi um team de University criado única e exclusivamente para revolucionar o football inglês. Que era um futebol um tanto tosco, que dependia apenas das corridas e dos longos passes de bola, coisa que o football escocês tirava de letra.
O método escocês era muito mais apurado e dependia do posicionamento dos jogadores, que com passes mais curtos, conduziam a bola até o arremate. Assim, o que se via era goleada atrás de goleada do futebol inteligente contra o futebol tosco.
Nos primeiros seis anos de prática futebolística, o Corinthian disputa algo como oitenta e oito partidas contra times escoceses, e ganha cinqüenta e duas.
O futebol inglês, nos pés do Embaixador, se tornava inteligente e imbatível, razão pela qual as excursões do Corinthian eram eventos esperados, louvados e tidos em altíssima conta pelos anfitriões, os clubes espanhóis, italianos, turcos, o próprio Fluminense, o Paulistano, SPAC...
Que serviam aos Guerreiros do Corinthian (entre os quais, um tal de Kerry...) o banquete, para que depois fossem solenemente massacrados em campo.
Era a isto tudo que os operários do Bom Retiro saudavam quando homenagearam o Corinthian com a fundação do Corinthians Paulista.
No areião do Bom Retiro, pois em Piratininga o nome denotava a coisa denominada, sob o clarão do cometa, operários, artesãos, maquinistas, cocheiros, carvoeiros, enfim, O POVO, tiveram a inspiração para criar um clube.
Para que o Povo pudesse disputar com os clubes do futebol "oficial".
Fundado o clube, porém, o tamanho da luta apenas aumentava.
Primeira diretoria formada, sob a presidência de Bataglia, um siciliano, e o Corinthians organizava-se como um club de verdade.
Não precisou pedir à multidão para que o acompanhasse. Ao contrário, era fruto dessa multidão. A velha Paulicéia das serenatas, da garoa, da estudantada boêmia e do operariado que logo pela manhã cedinho a movimentava, ganhava um AMOR.
Era uma paixão, consciente, do povo pelo clube do povo, tendo como "desculpa" o futebol. E desde sempre, quando joga o Corinthians, a cidade se enche de paixão e loucura, de alegria, festa e, sim, lamúrias...
Passado um mês, Bataglia deixa a presidência. Não agüentava mais tanta cobrança, todo mundo queria dar opinião, ele tinha seu trabalho e devia cumprir os pedidos, e um mês foi até muito, e tinha sido de muita boa vontade, de verdade. Seguiria Corinthianamente quieto no seu canto, o seo Bataglia...
Alexandre Magnani foi escolhido, em assembléia.
Muitas honras se fez a Bataglia, e os primeiros Corinthianos compreenderam perfeitamente a situação de Miguel. E mais ainda a Magnani.
De 1910 a 1913, afirmavam os antepassados, o Corinthians se fez Corinthians. Muito disso se deveu ao bom entendimento entre Magnani e um dos cinco primeiros, Antônio Pereira, que foi dos primeiros o Corinthiano que mais viveu, e foi o que mais vislumbrou a Utopia Corinthiana se tornando realidade. Eles eram o cerne do primeiro Corinthians.
Enquanto tudo isso acontecia, a primeira taça Corinthiana era conquistada. Em uma corrida!...
O Time do Povo
O Coringão passou sua infância se divertindo nas batalhas da Várzea. Era o campeão varzeano, dos times não filiados à Liga Paulista de Futebol. Em 1912 o futebol vivia uma crise, de anos vindouros, mas que iria eclodir no ano seguinte.
Nessa época em que acontece o famoso episódio da penhora, sobrou uma vaga neste futebol oficial, que vivia uma crise. Como o próprio Corinthians.
O clube devia aluguel e o dono do imóvel trancou a porta com tudo dentro, e tudo seria penhorado no dia seguinte. Neco, um moleque de dezesseis anos, não teve dúvida, organizou uma frente e, na calada da noite, "recuperou" os troféus e as atas, únicos bens do clube, usando uma escada de pintor, provavelmente, de Antonio Pereira...
Alguns clubes, mesmo de elite, não dispunham da verba que estava sendo destinada para a promoção do futebol. Já se via que o amadorismo era passado. Jogadores recebiam o bicho, e o clube que tivesse mais em caixa, aliciava os melhores jogadores.
É nesse clima de salve-se quem puder que surge o Corinthians Paulista, daqueles bravos guerreiros que não recebiam mais que o reconhecimento daquela pequena massa que se formava em torno do Timão. Pelo contrário; para erguer o Corinthians se entregaram de corpo, alma, e por ele deram a própria vida.
É com a cara e a coragem, e também com os direitos de um time que jogava muita bola e que já tinha a credencial de Campeão Varzeano, que o Corinthians pleiteia essa vaga. Mas o clube que a detinha acaba dando o dito pelo não dito, e o Corinthians ficou a ver navios.
E justo nesse ano há a cisão do futebol paulista. O Paulistano, que cobrava 200 mil réis por jogo pelo campo do Velódromo, ficou esperando o time do Americano, que por sua vez seguiu a determinação da Liga e foi para o Pq. Antárctica, campo que custava 200 mil réis... por mês.
Foi a gota d´água. A turma dita elitista, do Paulistano, do Mackenzie, fundou a Associação Paulista de Esportes Athleticos. E à Liga coube a pecha de popular.
Então lá estava o Coringão novamente pleiteando a sua merecida vaga no campeonato "oficial". Da Liga, obviamente.
Mas desta vez lhe preparavam uma arapuca. Teria de ganhar dois jogos preliminares, de acesso.
Seria agora ou nunca mais.
O Corinthians já havia provado seu poderio no campo do Lenheiro, nas várzeas Paulistas afora. Poderiam vir os adversários do Pq. Antarctica ou do Velódromo, tanto fazia. O Galo de Briga da Várzea era tratado como bicão, e os Guerreiros queriam mostrar que o Coringão faz a diferença.
A Liga poderia ter aceitado há muito tempo, e por merecimento, o Corinthians Paulista, campeão do futebol “não-oficial”, da Várzea. Mas foi apenas em sua crise financeira que cogitou ceder a vaga que sobrou. O Corinthians, que já levava consigo sua multidão, aceitou o desafio, naturalmente.
Em seu caminho foi posto um time chamado Minas Gerais Futebol Clube, do Brás, clube fundado no escritório da casa do Sr. Plínio Fonseca, presidente do clube e também capitão do time.
Era um bom time, bem armado, e era também a esperança daqueles que se debruçavam na cerca do Velódromo e chupavam laranja naquela tarde. A vontade deles era a de que este tal de Minas Gerais acabasse com as pretensões dessa gente atrevida, “arraia-miúda”, esses operários, esse povo.
Que passou a ocupar os mesmos espaços nas arquibancadas, também. Foi a primeira das invasões Corinthianas. Ali nasceu de vez a Fiel Torcida, e também o seu oposto: os anticorintianos.
O Corinthians entrava em campo de uniforme novinho em folha, adquiridos com esforço para a ocasião, para disputar a partida mais decisiva de sua juventude. Bordou-se as iniciais nas novas camisas brancas, “C” e “P” sobrepostos. Uma dura batalha, e os onze guerreiros jogaram montados no cavalo branco da raça.
E lutaram tanto que o adversário não suportou. Um gol apenas fez o Velódromo estremecer pela primeira vez, de muitas vezes.
Mas faltava ainda um segundo adversário: o S.Paulo Sport Club, do Bixiga.
E neste o Coringão enfiou quatro gols e liqüidou o assunto, sem nenhuma contestação.
Quem piava maus agouros, agora tinha de aceitar. O Corinthians ingressava na Liga por méritos próprios, e ganhou até um Diploma que “concede ao Sport Club Corinthians Paulista o direito de integrar a Divisão Principal da Liga Paulista de Futebol”.
O futebol passou a ser, por direito, do Povo. Que encheu o céu de rojões e fez uma Festa de arromba.
Os Guerreiros da Proeza Histórica:
Casimiro do Amaral, Fúlvio Benti e Casemiro Gonzalez; Francisco Police, Alfredo de Assis e Francisco Lepre; César Nunes, Antônio Peres, Luiz Fabi, Joaquim Rodrigues, Carmo Campanella.
No campeonato de 1913, muita expectativa, mas em princípio apenas a euforia. No primeiro turno, apenas derrotas. Para o segundo turno, as mudanças que fariam a diferença no ano seguinte.
Entravam os jovens formados nos segundos e terceiros quadros. Surgem Amílcar e Neco, duas legendas. Neco, porém, ficou mais para a História, por motivos que serão lembrados mais futuramente.
O Corinthians conquistou pela primeira vez o Campeonato em seu segundo campeonato disputado na vida, de forma invicta, em 1914. Campeonato que contava com mais cinco times, entre eles o Germânia, derrotado por 4 a 1.
Na verdade a Liga não tinha graça - o Corinthians queria disputar com os "bem-nascidos", e ganhar.
O Corinthians ajustava o time fazendo "amistosos" com o Paulistano, ou mesmo jogos-treino, (o primeiro de que se tem notícia data de 1913), e contava com a influência deste clube para mais uma empreitada. Após muito bate-boca no quadro associativo, o Corinthians decidiu pleitear vaga na APEA, para onde haviam se "refugiado" os "bem-nascidos", para disputar os jogos em 1915.
Achou que com seu Diploma, que demonstrava o esforço valoroso, valente e real, e com sua conquista incontestável e invicta, pudesse ser assim credenciado para um campeonato mais "de ponta".
Ocorre que a credencial do ótimo futebol não bastava - ao contrário, os clubes da 'elite' não queriam ver seu poderio rivalizado com o desse... Povo.
Sempre impuseram as armadilhas típicas, e o Corinthians Paulista tirou de letra.
O Galo de Briga da Várzea; o Corinthians é o único dos grandes clubes deste país a ter este título, que nada tem a ver com outros galos por aí.
Havia se despedido da Várzea, seu Berço Histórico, com um Diploma que concedeu o direito de participar do Futebol "oficial"...
Mas alijavam o Corinthians. Teimavam com isso. E o Corinthians teimava ainda mais.
Tudo não havia passado de um golpe espertalhão do próprio Paulistano, camuflado na Associação, nos "orgãos de poder". "O Corinthians só poderia jogar amistosos em nome da APEA", disseram depois de tudo consumado, do dito pelo não dito, sempre ele. Não dava mais para voltar atrás.
E isso tudo é muito importante frisar, para entendermos o que virá repetidamente e recorrentemente a acontecer, não só à História do Corinthians, mas à História do Futebol.
Os "oficiais" já tinham entendido o que estava acontecendo: o futebol sofrera a maior de suas REVOLUÇÕES.
O Povo já o dominava por completo.
Os jogadores Corinthianos se dispersam neste ano de 1915. O Corinthians quase acaba. Mas não acaba, pois o Amor dos Guerreiros Corinthianos jamais acabará.
Todos os jogadores voltaram para o Corinthians naquele mesmo ano, e disputaram com os times da Liga, e com os dois campeões das duas ligas, e venceram. O Paulistano, então, pede revanche, e a muito custo obtém um empate. O Galo de Briga ganhava seu segundo título Honorário: O Campeão dos Campeões.
O Campeonato da Liga em 1916 era muito mais difícil.
Já estava presente o número de quatorze times, entre os quais o Ruggerone, o União da Lapa, times da Várzea velhos conhecidos do Corinthians Paulista, além do Americano e do Internacional, e do próprio Germânia.
E mais uma vez o Coringão, com seus Fiéis Guerreiros, levavam a Taça de forma invicta, inconteste.
É um Tri-Campeonato invicto, meteórico, fulminante, Revolucionário no Futebol.
Com apenas seis anos de vida, aquele que sempre esteve fadado a acabar, tinha chegado à Glória de quebrar o tabu.
O futebol da Várzea soberana, do Povo, sobrepujava o futebol "oficial", viciado, medíocre.
E a História continua...
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