Nos aproximávamos do Rio, por volta das 15h, defrontando um céu preto à nossa frente. Era a tempestade, que caiu exatamente quando o Coringão ia jogar.
E a água que desabou de forma bíblicas transformou a Maior Várzea do mundo em uma piscina, e assim se fez a disputa aquática.
E ainda assim, o Corinthians dominava a partida enquanto o meigo assistia o Clube do Povo jogar. A silenciosa meiguice assistia a Fiel torcer. A meiguice, aliás, não "torce", apenas "comenta" o jogo, com seus "uh!", "ah!", "oh!", e assim como as madames desta nossa Paulicéia desvairada, só cantam para falar sobre o adversário, ou quando encontram o gol, que ontem chegou de mão beijada.
O Corinthians teve tudo, mesmo dentro de uma piscina, para ganhar o jogo. E tem tudo pra se classificar na quarta que vem.
Quem entrar em campo irá representar, e a Fiel Torcida representará o Décimo Segundo Jogador, pois assim sempre foi no Clube do Povo. É hora de reverter, de lutar com todas as forças, e de elevar o CORINTHIANISMO e a Fé Corinthiana.
Apontar o Gordo como culpado? Seria um pouco demais; ele fez a jogada do gol que Jorge não fez, e até naquele lance o meigo deu sorte. Dizer que Jorge jogou mal? Que Dente, Roberto Carlos, Danilo, Jucilei jogaram mal?
Não acho isso cabível. Acho que faltou alguém(ns) pra parar com essa de toquinho para o lado ao invés de chutar. Num campo molhado é recomendável que se atormente o goleiro adversário com petardos, especialmente se o chute pingar alguns metros antes do goleiro. Nenhum dos times fez isso. Algumas boas jogadas e muita raça de Chicão, uma grande defesa de Julio, e isso foi tudo.
Ah, sim, o adversário jogava com um a menos, depois de Dente sofrer a milésima tentativa de assassinato, em apenas alguns minutos de jogo.
Na chuva, com um a mais, e também sem fazer o adversário sofrer, ao não chutar para o gol. E com o meigo é assim, sempre há alguma molecagem decisiva.
E foi uma dessas molecagens, especificamente um presentão maroto por parte de Moacir, que decidiu o jogo. Mas depois de sofrer o gol o Corinthians não partiu para cima e acentuou esse toquinho de lado. Posse de bola é importantíssimo, mas melhor ainda é a objetividade com a posse da bola.
Mas ontem faltou também aquilo que todo guerreiro tem que ter estalando na consciência: o senso do perigo, aquele "medo de perder", que é o senso de sobrevivência do caçador. Faltou peito, para alguns, e atenção. O meigo só jogava nos nossos erros, e nós não fizemos isso.
Confiou-se demais que logo se faria gol, tocou de lado achando que o momento do gol seria apenas questão de tempo. E não é, é questão de CHUTAR a gol. Dominavam mal a bola, e não a tocavam com a inteligência devida. Enquanto o Gordo perdia a bola para marcadores não tão, digamos, lépidos...
Não revi os lances, não li nada a respeito. Só saberei o que dizem contra nós por aí quando algum papagaio de abutre vier me dizer. No mais, estar no Maracanã é, para quem o sabe, uma experiência única. O Maracanã nos permite bençãos n´Alma, como a visão de campo de um Geraldino, que é engrandecedora.
Mas o Alambrado do Templo Sagrado, pedaço esquecido da Velha Várzea, é muito mais que insubstituível. É à ele que voltaremos, na quarta.
AQUI É CORINTHIANS!!!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
100 Anos de História, Parte III
Hora da Cimitarra
Quer saber porque um determinado jogador (interprete esse "determinado", caro(a) leitor(a)) é reserva, e não vai jogar entre os titulares em hipótese nenhuma? Assista a um amistoso sendo jogado com o time reserva.
Mas esse amistoso com o botafofo não tem relação nenhuma com o jogo de quarta contra o flameigo. Mesmo com os veículos de comunicação querendo que tenha.
A Torcida Corinthiana foi inacreditavelmente suprimida da transmissão. Porém, algumas câmeras teimavam em flagrar os Corinthianos, cantando numa derrota literalmente non sense.
Até que o Corinthians criou algumas jogadas, mas contou com erros individuais do goleiro, do lateral, do zagueiro, muito infelizmente.
Um time sem ritmo, alguns jogadores que saíram da titularidade por conta de seja lá qual motivo, outros que deveriam render mais e não rendem. Às vezes, com um excesso de preciosismo, quando deveriam ter comprometimento. E nada explica a presença de Escudero na lista das três novas inscrições. Nada.
E nada mais temos a falar sobre estas coisas.
Pois quarta é a Guerra, enfim.
Note o tom da emissorada Gáveado Jardim Botânico em tudo o que é sobre o Corinthians, compare com o tom meigo utilizado em tudo o que trata o clube da emissoracarioca. Notem os veículos da madame. É a mesma ladainha desde 1913 (antes de ter seu espaço obrigatório nas páginas de esporte por ter alçado o Futebol Oficial, o Corinthians Paulista foi um Timão da Várzea, o Galo Brigador da Várzea, e só sairia no jornal do sindicato, se houvesse algum sindicato...). É a campanha dos detratores do Clube do Povo. É a GUERRA.
Já armou seu espírito, Corinthiano(a)?
Que o Grande Corinthians, Clube do Povo e Legião de Jorge, jogue como CORINTHIANS!
Como nessa tarde de outono em 84:
Super-Biro, Wladimir, Abobrão e Ataliba fizeram os gols, todos eles geniais pinturas, articuladas por Sócrates e companhia democrática. E como jogou bola o Glorioso Zenon! Com um pênalti não marcado no começo da partida, com tantos gols perdidos, com a doideira de Paulinho, tantos lances fantásticos, é um senhor Jogo de Futebol, que dignifica a Deusa Bola.
Mas esse amistoso com o botafofo não tem relação nenhuma com o jogo de quarta contra o flameigo. Mesmo com os veículos de comunicação querendo que tenha.
A Torcida Corinthiana foi inacreditavelmente suprimida da transmissão. Porém, algumas câmeras teimavam em flagrar os Corinthianos, cantando numa derrota literalmente non sense.
Até que o Corinthians criou algumas jogadas, mas contou com erros individuais do goleiro, do lateral, do zagueiro, muito infelizmente.
Um time sem ritmo, alguns jogadores que saíram da titularidade por conta de seja lá qual motivo, outros que deveriam render mais e não rendem. Às vezes, com um excesso de preciosismo, quando deveriam ter comprometimento. E nada explica a presença de Escudero na lista das três novas inscrições. Nada.
E nada mais temos a falar sobre estas coisas.
Pois quarta é a Guerra, enfim.
Note o tom da emissora
Já armou seu espírito, Corinthiano(a)?
Que o Grande Corinthians, Clube do Povo e Legião de Jorge, jogue como CORINTHIANS!
Como nessa tarde de outono em 84:
Super-Biro, Wladimir, Abobrão e Ataliba fizeram os gols, todos eles geniais pinturas, articuladas por Sócrates e companhia democrática. E como jogou bola o Glorioso Zenon! Com um pênalti não marcado no começo da partida, com tantos gols perdidos, com a doideira de Paulinho, tantos lances fantásticos, é um senhor Jogo de Futebol, que dignifica a Deusa Bola.
Que este Corinthians da Democracia inspire o TIMÃO nesta quarta!
Começou o mata-mata. É um dragão por dia. É Guerra!
VAI CORINTHIANS!!!
Começou o mata-mata. É um dragão por dia. É Guerra!
VAI CORINTHIANS!!!
sexta-feira, 23 de abril de 2010
É QUARTA!
Mano valorizou a retranca. O Comandante mandou retrancar. E o Corinthians retrancou.
O adversário, da Escola Colombiana de Fútbol, não conseguiu oferecer perigo. A Blitzkrieg inicial seguida de uma retranca, por parte do Timão de Mano Menezes, sobrepujou o atual campeão Colombiano. Trata-se de digníssima Escola, que gerou Fred Rincón, inesquecível para a Fiel. E foi com estes mesmos que empatamos, em Medellin. E os próximos jogos, percebam, serão como aquele; quem tiver boa memória entenderá o que digo.
Mas é fato, o Corinthians retrancou. E é essa retranca que deixa a Fiel com o freio de mão puxado com relação ao Timão. Normal.
Mas é fato, o Corinthians retrancou. E é essa retranca que deixa a Fiel com o freio de mão puxado com relação ao Timão. Normal.
E o Corinthians criou. Defendeu. E esse time, que não era nenhuma baba, viu o Coringão se dar ao luxo de criar apenas um lance, grandioso, cheio de tentativas emocionantes de gol, e que na verdade concentrou as grandes jogadas do Timão no jogo.
E o lance foi "coroado" com um gol contra, que Iarley faria de toda forma.
E, depois, com um travessão de Chicão, no segundo tempo. Podia ser mais. Não há nada mais irritante para o Torcedor que ver retranca. É coisa boa apenas para o Técnico. Mas nos garantiu a primeira colocação entre todos os primeiros da primeira fase desta Copa. Começamos bem, Fiel Torcida.
Por isso mesmo não podemos escolher adversário. E não podemos ter a sorte de pegar as "babas". Temos que ter desafios grandiosos, e não pedir ajuda para os universitários (que sempre podem errar a ajuda...).
O próprio Dente falou assim, ontem, no fim do jogo. E se não tivesse tido tanta porrada em cima dele (ALÔ, apito cor-de-rosa!), a história do jogo poderia e deveria ter sido diferente.
O Coringão eliminou todo mundo de seu grupo. Que não era o grupo mais fácil. Não era mais fácil nem que o do meigo, nem que o da madame.
O Coringão, com sua Comissão Técnica e elenco, até então, tem levado esta Copa impecavelmente a sério, coisa que não se viu tanto no Paulistão, nem no Brasileirão. A Sorte está lançada, Camaradas.
Agora, vem o duelo mais esperado do ano. Um Clássico das Multidões. É quarta-feira, meigo. Até lá, qualquer "reportagem", "notícia", ou manchetinha sobre o Gordo e o Adriano tem é que ser desconsiderada. E as alcunhas perniciosas, como "gordinho", simplesmente ignoradas.
O Maraca verá, quarta que vem, um espetáculo de encher os olhos. O Timão do Campo do Lenheiro, da Várzea, da Ponte Grande, da Fazendinha, entrará em campo para o primeiro jogo das oitavas-de-final. E a Lua estará cheia.
Hoje é Dia do Santo Guerreiro!
Salve São Jorge!
Saravá, Santo Padroeiro!
VIVA O CORINTHIANS!!!
VIVA SÃO JORGE!!!
E o lance foi "coroado" com um gol contra, que Iarley faria de toda forma.
E, depois, com um travessão de Chicão, no segundo tempo. Podia ser mais. Não há nada mais irritante para o Torcedor que ver retranca. É coisa boa apenas para o Técnico. Mas nos garantiu a primeira colocação entre todos os primeiros da primeira fase desta Copa. Começamos bem, Fiel Torcida.
Por isso mesmo não podemos escolher adversário. E não podemos ter a sorte de pegar as "babas". Temos que ter desafios grandiosos, e não pedir ajuda para os universitários (que sempre podem errar a ajuda...).
O próprio Dente falou assim, ontem, no fim do jogo. E se não tivesse tido tanta porrada em cima dele (ALÔ, apito cor-de-rosa!), a história do jogo poderia e deveria ter sido diferente.
O Coringão eliminou todo mundo de seu grupo. Que não era o grupo mais fácil. Não era mais fácil nem que o do meigo, nem que o da madame.
O Coringão, com sua Comissão Técnica e elenco, até então, tem levado esta Copa impecavelmente a sério, coisa que não se viu tanto no Paulistão, nem no Brasileirão. A Sorte está lançada, Camaradas.
Agora, vem o duelo mais esperado do ano. Um Clássico das Multidões. É quarta-feira, meigo. Até lá, qualquer "reportagem", "notícia", ou manchetinha sobre o Gordo e o Adriano tem é que ser desconsiderada. E as alcunhas perniciosas, como "gordinho", simplesmente ignoradas.
O Maraca verá, quarta que vem, um espetáculo de encher os olhos. O Timão do Campo do Lenheiro, da Várzea, da Ponte Grande, da Fazendinha, entrará em campo para o primeiro jogo das oitavas-de-final. E a Lua estará cheia.
Hoje é Dia do Santo Guerreiro!
Salve São Jorge!
Saravá, Santo Padroeiro!
VIVA O CORINTHIANS!!!
VIVA SÃO JORGE!!!
terça-feira, 20 de abril de 2010
Corinthians, o Mito do Povo
São muitas as maneiras de se definir o que é Mito.
Mas um Mito é, amiúde, um paradigma para o comportamento humano. São histórias cristalizadas, consagradas, que não podem ser alteradas, ao mesmo tempo que se inscrevem no presente e dão a dimensão da Ação, do Devir. O presente é permeado pelo paradigmático, pela atitude a ser tomada com relação aos preceitos que devem ser seguidos. E o Mito encabeça esses preceitos.
Observe que tal tentativa de explicação do que vem a ser Mito, por este que vos escreve, até pode beber um pouco na Academia, na Literatura, mas passa e chega aqui por esta cachola e estes dedos a teclar, e nada mais. E isso não nos tira o poder das palavras empregadas, muito pelo contrário.
É que estamos chegando à Lua Cheia, e com ela o Dia de São Jorge se aproxima, como um Cometa riscando o céu e nos mostrando os caminhos. Os Mestres e os Ancestrais conosco; pede AGÔ este Mosqueteiro para embarcar neste texto.
A semelhança entre o Mito do Santo Guerreiro e o Mito do Povo forjado pela Nação Corinthiana é tão natural quanto o próprio Sol que nasce todos os dias.
A carga simbólica que São Jorge, o Guerreiro Mártir Cristão, Jorge da Capadócia, nos ensina, é também a própria Elevação da Alma Corinthiana na Guerra velada que faz a disputa pela Deusa Bola.
São Jorge buscou o Corinthians, e é isto que há de autêntico na Semelhança Divina entre o Mito do Guerreiro e o Mito do Povo.
Pois na Barbearia de Salvador Bataglia, irmão do Primeiro Presidente do Clube do Povo, havia apenas um altar sobre a porta, e ali era a morada de Santa Rita de Cássia, a Santa das Causas Impossíveis. É a partir de seus Estigmas e de sua Poderosíssima Fé que seus Devotos, como o próprio Salvador Bataglia, fazem suas preces a recorrer com a Doce Esperança de serem atendidos.
E foi por estas preces que a Graça chegou ao Clube do Povo, competentíssimo que já era desde então para abrir seus próprios caminhos.
São Jorge chegou à Nação Corinthiana através da Nova Casa, adquirida dos libaneses que viram, naquela Enseada magnífica, a semelhança com sua Pátria, Beirute, e a Baía de São Jorge de onde se fez esta antiqüíssima Cidade. Isso em 1926.
Quem poderia dizer? Mas a própria Santa Rita convocou São Jorge, e sua Egrégora Celestial, para a Causa que se mostrou possível ao longo de sua existência. Tão possível que está a completar Um Século.
Quando Antonio Pereira levou a bandeira, metade preta, metade branca, para o Padre Padova abençoar, na Igreja da Rua dos Italianos, e este Padre, com a Consciência que lhe foi designada em seu Sacerdócio, concluiu que Nosso Senhor Jesus Cristo "lá das Arquibancadas do Céu, se olhos tivesse para algum time aqui embaixo na Terra, sem dúvida seria para um time de gente humilde e esforçada, time de migalhas e jamais para um time de epulões (...)", estava sacralizado o milagre do Mito do Povo.
"(...) então o Padre Antônio Padova foi lá dentro na Sacristia, apanhou a Estola, colocou-a em volta do pescoço (mais ou menos como fazia o alfaiate Miguel Bataglia com a fita métrica), ergueu os olhos e deu uma bênção em latim, e a partir daquele momento a bandeira, que era preta e branca, ficou luminosa (...)". O que está entre as aspas foi tirado da Obra do Mestre Lourenço Diaféria, "Coração Corinthiano", página 65.
Bandeira Preta e Branca que foi à Luta. E venceu, como prova a própria existência perene do Clube do Povo. E por ter se predisposto a Lutar, antes de qualquer coisa, mereceu, por isso mesmo, tudo o que permeia a sua própria existência.
É assim, o Clube do Povo. Nada em sua existência é por acaso, e tudo é uma Lição de vida.
Vendo a Luta diária do Clube do Povo foi que o Santo Guerreiro o abarcou, levando-se a ser o Padroeiro e inspirando ainda mais estes que sempre o Amaram. Note, portanto, que São Jorge escolheu o Clube do Povo, e o fez parte de sua Egrégora Celestial.
E a partir de então, o Mito do Povo está fundado no próprio Mito do Mártir.
Que foi torturado pelo Imperador Diocleciano para que capitulasse em sua Fé. Mas torturas carnais não podem com a Fé de um Guerreiro que vence demandas.
Assim como uma Nação não foi sobrepujada por nenhuma Derrota que veio a sofrer, ou por Glórias que veio a louvar. E assim será.
O Corinthians é uma Voz, como nos explica Doutor Sócrates. Foi por esta Voz que, desde 1926, o Santo Padroeiro se manifestou na Guerra velada que põe em disputa a Deusa Bola. E por ser uma Voz, extrapola a própria disputa. É Mito Fundador, que abarca consciências e explica a elas o Mundo no qual se inserem.
Recorremos aqui a uma Tese, que virou grande Obra. José Paulo Florenzano, em "Democracia Corinthiana - práticas de liberdade no futebol brasileiro", identifica no nosso Futebol a ânsia de "copiar e reproduzir modelos pré-estabelecidos importados dos países europeus, enquanto, por outro lado, existe* a necessidade de inventar seu próprio projeto".
(*No texto, "existia", mas aqui nos demos ao direito de adaptar o tempo verbal).
Ora, o Corinthians é o Grande Projeto do nosso Futebol, desde 1910, por tudo o que transformou e por tudo o que criou: uma Nação, e os detratores desta Nação, que se pulverizam adversários afora. Não copiamos, Sincretizamos.
É, por isso mesmo, a grande invenção da disputa pela Deusa Bola, o Futebol. No mínimo, do Futebol praticado em território nacional. E que extrapolou o próprio Futebol, e se tornou Poliesportivo, como almeja a própria Deusa Bola.
(Deixe tocar e prossiga a leitura, caro(a) leitor(a))
O modo de ser da Raça que esse Mito do Povo forjou é transcendental e expressa o próprio Ser do Mito. A Perseverança que o Santo Guerreiro impingiu a essa Grandiosa Nação é paradigmática ao próprio Futebol. Ensinamos ao Mundo como deve ser essa Raça, desde os tempos de Neco, passando por Idário, por Zé Maria, por Tupãzinho, por Cristian. Para ficarmos em pouquíssimos, embora emblemáticos, exemplos de Raça Corinthiana.
Muitos desses tantos exemplos podem até ser somente louvados aqui, por esta Nação, mas o que encarnaram, se não for tomado pela transcendência, sequer poderão ser cogitados senão por mero desrespeito à própria Deusa Bola.
É a Raça daquele que joga com o pé torcido, dividindo a Deusa Bola nas jogadas, escondendo profundos ferimentos para poder jogar, como foi o caso mais que emblemático de São Idário, o Deus da Raça.
E perpassa a escolha de São Basílio, em seu Gol Libertador, que foi uma das grandes demonstrações da Perseverança sem fim, que a Nação Corinthiana concretiza dia após dia.
Jamais por conta de intermitências, por ser Perene, mas por ser uma Lição de Vida para seu Povo. É a isto que dá conta o próprio Mito. O Corinthians é o Grande Mito do Povo.
E tal como seu Padroeiro, que encabeça a Era dos Mártires Cristãos, o Corinthians encabeça a Luta Popular no Futebol, e a Luta diária de todos nós para além disso.
E a Força do Sincretismo se atém à própria Egrégora Celestial, que guarda o Clube do Povo. Este Mosqueteiro estava refletindo, AQUI, sobre tudo isso, e por isso tudo, mais uma vez, pede ao célebre leitor(a) que, com o Coração cheio de Luz, nos acompanhe nesta prece.
Oração a São Jorge
(De Átila Nunes)
Salve São Jorge, Santo Guerreiro
Salve OGUM, o deus da Guerra, o vencedor das Demandas
No Poder da Sua Espada, nos proteja
Nos ampare contra os nossos inimigos
Livrai-nos do mal, afastai-nos dos perigos
Dai-nos a proteção de Vossas Falanges
Para que não sejamos vencidos pelos que nos perseguem
Para que sejam afastadas todas as maldades
Projetadas contra nós pelos que desejam nos destruir
Porque estão dominados pela inveja
Que o nosso corpo e o nosso espírito
Sejam protegidos pelas vossas armas
A fim de que os nossos inimigos
Não tenham forças para nos atingir
Sob a Vossa Proteção, Glorioso São Jorge
Que os olhos da inveja não nos vejam
Que as mãos da maldade não nos atirem pedras
Que o fogo destruidor da ingratidão,
do ódio, da calúnia e do despeito
Não queimem a nossa Alma e não destruam nosso Corpo
Concentramos o nosso pensamento na Poderosa Vibração de OGUM
Para que haja sempre muita Luz em nossos Caminhos
E com toda nossa Fé
Pedimos ao Grande Guerreiro D´Aruanda
Que nos proteja e nos dê Forças
Para que possamos enfrentar corajosamente
Aqueles que nos atacam
Aqueles que nos ofendem
E que nos perseguem
SÃO JORGE GUERREIRO
À vós, que sois o Vencedor de Demandas,
Enviamos esta prece confiantes no Vosso Poder
Confiantes na Invencibilidade de Vossas Armas para nos proteger
Certos de que a nossa Fé em Vós
Nos dará Forças para cumprir nossa Missão na Terra
Que os Fluidos Benéficos emanados pelos Orixás,
Pelos Guias e Protetores,
Pela Força Divina de Nosso Pai OXALÁ
Sejam espalhados sobre as nossas Cabeças
E nos dêem bastante Luz para o nosso Anjo da Guarda
Que o Nosso Pai OGUM nos oriente
E nos ensine o Caminho da Verdade
E que afaste do nosso Eledá os espíritos obsessores
Que tentam perturbar a nossa Paz
E o nosso Bem-Estar
Salve São Jorge Guerreiro
SARAVÁ OGUM
ASÈ meu PAI
Mas um Mito é, amiúde, um paradigma para o comportamento humano. São histórias cristalizadas, consagradas, que não podem ser alteradas, ao mesmo tempo que se inscrevem no presente e dão a dimensão da Ação, do Devir. O presente é permeado pelo paradigmático, pela atitude a ser tomada com relação aos preceitos que devem ser seguidos. E o Mito encabeça esses preceitos.
Observe que tal tentativa de explicação do que vem a ser Mito, por este que vos escreve, até pode beber um pouco na Academia, na Literatura, mas passa e chega aqui por esta cachola e estes dedos a teclar, e nada mais. E isso não nos tira o poder das palavras empregadas, muito pelo contrário.
É que estamos chegando à Lua Cheia, e com ela o Dia de São Jorge se aproxima, como um Cometa riscando o céu e nos mostrando os caminhos. Os Mestres e os Ancestrais conosco; pede AGÔ este Mosqueteiro para embarcar neste texto.
A semelhança entre o Mito do Santo Guerreiro e o Mito do Povo forjado pela Nação Corinthiana é tão natural quanto o próprio Sol que nasce todos os dias.
A carga simbólica que São Jorge, o Guerreiro Mártir Cristão, Jorge da Capadócia, nos ensina, é também a própria Elevação da Alma Corinthiana na Guerra velada que faz a disputa pela Deusa Bola.
São Jorge buscou o Corinthians, e é isto que há de autêntico na Semelhança Divina entre o Mito do Guerreiro e o Mito do Povo.
Pois na Barbearia de Salvador Bataglia, irmão do Primeiro Presidente do Clube do Povo, havia apenas um altar sobre a porta, e ali era a morada de Santa Rita de Cássia, a Santa das Causas Impossíveis. É a partir de seus Estigmas e de sua Poderosíssima Fé que seus Devotos, como o próprio Salvador Bataglia, fazem suas preces a recorrer com a Doce Esperança de serem atendidos.
E foi por estas preces que a Graça chegou ao Clube do Povo, competentíssimo que já era desde então para abrir seus próprios caminhos.
São Jorge chegou à Nação Corinthiana através da Nova Casa, adquirida dos libaneses que viram, naquela Enseada magnífica, a semelhança com sua Pátria, Beirute, e a Baía de São Jorge de onde se fez esta antiqüíssima Cidade. Isso em 1926.
Quem poderia dizer? Mas a própria Santa Rita convocou São Jorge, e sua Egrégora Celestial, para a Causa que se mostrou possível ao longo de sua existência. Tão possível que está a completar Um Século.
Quando Antonio Pereira levou a bandeira, metade preta, metade branca, para o Padre Padova abençoar, na Igreja da Rua dos Italianos, e este Padre, com a Consciência que lhe foi designada em seu Sacerdócio, concluiu que Nosso Senhor Jesus Cristo "lá das Arquibancadas do Céu, se olhos tivesse para algum time aqui embaixo na Terra, sem dúvida seria para um time de gente humilde e esforçada, time de migalhas e jamais para um time de epulões (...)", estava sacralizado o milagre do Mito do Povo.
"(...) então o Padre Antônio Padova foi lá dentro na Sacristia, apanhou a Estola, colocou-a em volta do pescoço (mais ou menos como fazia o alfaiate Miguel Bataglia com a fita métrica), ergueu os olhos e deu uma bênção em latim, e a partir daquele momento a bandeira, que era preta e branca, ficou luminosa (...)". O que está entre as aspas foi tirado da Obra do Mestre Lourenço Diaféria, "Coração Corinthiano", página 65.
Bandeira Preta e Branca que foi à Luta. E venceu, como prova a própria existência perene do Clube do Povo. E por ter se predisposto a Lutar, antes de qualquer coisa, mereceu, por isso mesmo, tudo o que permeia a sua própria existência.
É assim, o Clube do Povo. Nada em sua existência é por acaso, e tudo é uma Lição de vida.
Vendo a Luta diária do Clube do Povo foi que o Santo Guerreiro o abarcou, levando-se a ser o Padroeiro e inspirando ainda mais estes que sempre o Amaram. Note, portanto, que São Jorge escolheu o Clube do Povo, e o fez parte de sua Egrégora Celestial.
E a partir de então, o Mito do Povo está fundado no próprio Mito do Mártir.
Que foi torturado pelo Imperador Diocleciano para que capitulasse em sua Fé. Mas torturas carnais não podem com a Fé de um Guerreiro que vence demandas.
Assim como uma Nação não foi sobrepujada por nenhuma Derrota que veio a sofrer, ou por Glórias que veio a louvar. E assim será.
O Corinthians é uma Voz, como nos explica Doutor Sócrates. Foi por esta Voz que, desde 1926, o Santo Padroeiro se manifestou na Guerra velada que põe em disputa a Deusa Bola. E por ser uma Voz, extrapola a própria disputa. É Mito Fundador, que abarca consciências e explica a elas o Mundo no qual se inserem.
Recorremos aqui a uma Tese, que virou grande Obra. José Paulo Florenzano, em "Democracia Corinthiana - práticas de liberdade no futebol brasileiro", identifica no nosso Futebol a ânsia de "copiar e reproduzir modelos pré-estabelecidos importados dos países europeus, enquanto, por outro lado, existe* a necessidade de inventar seu próprio projeto".
(*No texto, "existia", mas aqui nos demos ao direito de adaptar o tempo verbal).
Ora, o Corinthians é o Grande Projeto do nosso Futebol, desde 1910, por tudo o que transformou e por tudo o que criou: uma Nação, e os detratores desta Nação, que se pulverizam adversários afora. Não copiamos, Sincretizamos.
É, por isso mesmo, a grande invenção da disputa pela Deusa Bola, o Futebol. No mínimo, do Futebol praticado em território nacional. E que extrapolou o próprio Futebol, e se tornou Poliesportivo, como almeja a própria Deusa Bola.
(Deixe tocar e prossiga a leitura, caro(a) leitor(a))
O modo de ser da Raça que esse Mito do Povo forjou é transcendental e expressa o próprio Ser do Mito. A Perseverança que o Santo Guerreiro impingiu a essa Grandiosa Nação é paradigmática ao próprio Futebol. Ensinamos ao Mundo como deve ser essa Raça, desde os tempos de Neco, passando por Idário, por Zé Maria, por Tupãzinho, por Cristian. Para ficarmos em pouquíssimos, embora emblemáticos, exemplos de Raça Corinthiana.
Muitos desses tantos exemplos podem até ser somente louvados aqui, por esta Nação, mas o que encarnaram, se não for tomado pela transcendência, sequer poderão ser cogitados senão por mero desrespeito à própria Deusa Bola.
É a Raça daquele que joga com o pé torcido, dividindo a Deusa Bola nas jogadas, escondendo profundos ferimentos para poder jogar, como foi o caso mais que emblemático de São Idário, o Deus da Raça.
E perpassa a escolha de São Basílio, em seu Gol Libertador, que foi uma das grandes demonstrações da Perseverança sem fim, que a Nação Corinthiana concretiza dia após dia.
Jamais por conta de intermitências, por ser Perene, mas por ser uma Lição de Vida para seu Povo. É a isto que dá conta o próprio Mito. O Corinthians é o Grande Mito do Povo.
E tal como seu Padroeiro, que encabeça a Era dos Mártires Cristãos, o Corinthians encabeça a Luta Popular no Futebol, e a Luta diária de todos nós para além disso.
E a Força do Sincretismo se atém à própria Egrégora Celestial, que guarda o Clube do Povo. Este Mosqueteiro estava refletindo, AQUI, sobre tudo isso, e por isso tudo, mais uma vez, pede ao célebre leitor(a) que, com o Coração cheio de Luz, nos acompanhe nesta prece.
Oração a São Jorge
(De Átila Nunes)
Salve São Jorge, Santo Guerreiro
Salve OGUM, o deus da Guerra, o vencedor das Demandas
No Poder da Sua Espada, nos proteja
Nos ampare contra os nossos inimigos
Livrai-nos do mal, afastai-nos dos perigos
Dai-nos a proteção de Vossas Falanges
Para que não sejamos vencidos pelos que nos perseguem
Para que sejam afastadas todas as maldades
Projetadas contra nós pelos que desejam nos destruir
Porque estão dominados pela inveja
Que o nosso corpo e o nosso espírito
Sejam protegidos pelas vossas armas
A fim de que os nossos inimigos
Não tenham forças para nos atingir
Sob a Vossa Proteção, Glorioso São Jorge
Que os olhos da inveja não nos vejam
Que as mãos da maldade não nos atirem pedras
Que o fogo destruidor da ingratidão,
do ódio, da calúnia e do despeito
Não queimem a nossa Alma e não destruam nosso Corpo
Concentramos o nosso pensamento na Poderosa Vibração de OGUM
Para que haja sempre muita Luz em nossos Caminhos
E com toda nossa Fé
Pedimos ao Grande Guerreiro D´Aruanda
Que nos proteja e nos dê Forças
Para que possamos enfrentar corajosamente
Aqueles que nos atacam
Aqueles que nos ofendem
E que nos perseguem
SÃO JORGE GUERREIRO
À vós, que sois o Vencedor de Demandas,
Enviamos esta prece confiantes no Vosso Poder
Confiantes na Invencibilidade de Vossas Armas para nos proteger
Certos de que a nossa Fé em Vós
Nos dará Forças para cumprir nossa Missão na Terra
Que os Fluidos Benéficos emanados pelos Orixás,
Pelos Guias e Protetores,
Pela Força Divina de Nosso Pai OXALÁ
Sejam espalhados sobre as nossas Cabeças
E nos dêem bastante Luz para o nosso Anjo da Guarda
Que o Nosso Pai OGUM nos oriente
E nos ensine o Caminho da Verdade
E que afaste do nosso Eledá os espíritos obsessores
Que tentam perturbar a nossa Paz
E o nosso Bem-Estar
Salve São Jorge Guerreiro
SARAVÁ OGUM
ASÈ meu PAI
segunda-feira, 19 de abril de 2010
100 Anos de História, Parte II
Um pouco sobre a História da Bola e do Futebol, como Arquétipo ancestral da humanidade, e os passos para a criação do Clube do Povo, com nome e estatuto além da Torcida e do conseqüente Timão da Torcida.
VIVA O CORINTHIANS!!!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Vigésimo Oitavo Capítulo
O Time do Povo
Por Filipe Martins Gonçalves
A Década Dourada dos anos cinqüenta viu acontecer o maior ataque da História do Futebol.
As mesas dos lares, nos domingos, dali em diante, apenas discutiam se a melhor formação havia sido aquela que goleou o selecionado uruguaio em pleno Estádio Centenário, em 51, após o Maracanazo, com Cláudio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Nelsinho. Ou se havia sido o ataque que sagrou-se campeão Paulista em 51, com a variação de Jackson no lugar de Nelsinho, e Carbone atuando pela ponta. Ou ainda, aquela formação que destruiu o Peñarol, apesar de toda a violência do adversário, que era basicamente a mesma formação, com Mário no lugar de Jackson. O ataque do Centenário da Cidade, porém, não tinha Carbone, mas Rafael. E Simão pela ponta.
Fato é que a linha Cláudio-Luizinho-Baltazar foi uma espinha dorsal que admitia qualquer complemento, qualquer variação. Seria, como foi, extremamente fatal e competente. Tanto que, apesar da excelente zaga, com Homero, Olavo, Idário pela linha média, junto de Touguinha, Goiano ou Belangero, tomava gols e partia para o ataque. E virava os jogos!
Em 1957 Cláudio, Baltazar e Carbone se foram, deixando gloriosas lembranças e muitas saudades.
Mas neste mesmo ano o Coringão se sagrava, pela sétima vez consecutiva, Campeão Paulista no basquete. Antes mesmo disto, em 1955, ganhava o primeiro campeonato paulista de Futebol de Salão profissional.
E em 1959 chegou ao Clube mais poliesportivo da cidade o Tamboréu, a Malha e o Tênis de Mesa profissional.
E em 1961, em uma goleada histórica sobre o Flamengo, acontece a primeira partida noturna da História do Estádio Alfredo Schürig, a Gloriosa Fazendinha. Para inaugurar a iluminação, considerada a melhor do Brasil na época, o Corinthians ensacou o Mengão por 7 a 2.
E o Corinthians, que vivia o começo de seu maior jejum no Futebol, crescia muito enquanto um Clube de Verdade.
Neste mesmo 1961, inaugurava a Academia de Boxe Chico Mendes, em homenagem ao saudoso Torcedor-Símbolo. No ano seguinte adquiria mais 73 mil metros quadrados, ampliando a área do Parque São Jorge, e dando as grandiosas dimensões atuais à Cidade Corinthians.
E no basquete feminino, o Corinthians de 1962 conquistou o primeiro Campeonato Internacional da modalidade, traduzindo a grandeza do Clube em todas os esportes que pratica.
Toda esta grandeza fez acontecer o Ginásio, o maior da Cidade, inaugurado em 1963.
Neste ano, além do Judô ter sido iniciado no Clube, o basquete profissional masculino conquistou o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Sul-Americano, consagrando a Nova Casa Corinthiana.
Desde a Década Dourada, durante a administração de Trindade, o Parque Aquático do Corinthians cresceu e continua crescendo.
Desde 1942, quando Hilda Coltro e Zélia Coltro foram Campeãs Brasileiras de Natação pelo Corinthians, até 64 quando o Corinthians conquistou o Troféu Brasil de Natação, a História da Natação Corinthiana se fez tão gloriosa quanto a do basquete.
Em 64, aliás, o basquete feminino sagrou-se novamente Campeão Internacional. E o basquete masculino, Bi-Paulista e Bi-Brasileiro.
No ano em que Roberto Rivelino alça o Futebol Profissional Corinthiano, 1965, o Corinthians vence o Campeonato Paulista de Remo de forma invicta. E ainda foi Bi-Campeão do Troféu Brasil de Natação. E ainda conquistou o Campeonato Paulista de Natação.
E mais ainda. Foi Campeão Metropolitano, Tri-Paulista, Tri-Brasileiro e Bi-Campeão Sul-Americano de Basquete profissional. No Gloriosíssimo Ginásio, de tanta História e tantas lutas.
Que recebeu a partida entre Corinthians e Real Madrid, um jogo dos melhores Clubes de Basquete do mundo. E o Coringão venceu, apoteoticamente, por 118 a 109.
O Corinthians é Campeão Mundial no Basquete.
E o jejum no Futebol foi permeado pela conquista, ainda que dividida por conta da Copa do Mundo, que inviabilizou as datas para as disputas se concretizarem, do Torneio Rio-S.Paulo. Na presença de Mané Garrincha, um dos maiores Gênios da História do Futebol. E Rivelino, Dino Sani, Flávio, Ditão; um verdadeiro Timão.
Neste ano de 1966, o Coringão foi ainda Tri-Campeão do Troféu Brasil de Natação. Bi-Campeão Paulista de Remo. Campeão Brasileiro de Remo.
E claro; Bi-Campeão Metropolitano, Tetra-Campeão Paulista, Tetra-Campeão Brasileiro e Tri-Campeão Sul-Americano no Basquete, que já era uma verdadeira Lenda Alvinegra (ainda voltaremos a isso, em um próximo capítulo).
O Corinthians ainda foi convidado a enfrentar o Selecionado Iugoslavo de Basquete, e venceu, pelo placar apertado de 73 a 72. Praticamente um Bi-Campeonato Mundial no Basquete. No Torneio Interclubes, porém, o Corinthians sagrou-se Vice, diante do Varese, da Italia.
Tratava-se da própria Seleção Brasileira, o Timão Corinthiano de Basquete: Amaury, Wlamir, René, Ubiratan e Rosa Branca...
Em 1967, vem o Penta-Campeonato Paulista, o Penta-Campeonato Brasileiro e o Tetra-Campeonato Sul-Americano no Basquete.
No ano em que quebramos o pseudo-tabu contra o time do Pelé (voltaremos a isso posteriormente), em 1968, o Corinthians é novamente Campeão Paulista de Remo, e ainda joga seu primeiro campeonato de Vôlei de Praia, em Copacabana.
E a Capela de São Jorge é concebida, criada e sacramentada, no final da Rua São Jorge, tendo à sua frente o Arco da irmandade Corinthiana.
Em 1969, vem o Hexa-Campeonato Paulista, o Hexa-Campeonato Brasileiro e o Penta-Campeonato Sul-Americano de Basquete.
O Futebol profissional conquista, sobre o Barcelona, por 2 a 1, o Torneio Costa Del Sol, uma árdua disputa em 150 minutos de muita luta.
E a primeira edição da Copa S.Paulo de Futebol Junior é trazida para o Parque São Jorge, sacramentando a Base Corinthiana, que durante esta década também conquistou o Tri-Paulista de 64, 65 e 66, e eram a grande alegria da Torcida nas preliminares dos jogos do Coringão no Pacaembu, fazendo a Fiel sair bem mais cedo de casa só pra ver um Futebol de verdade.
Em 1970, o Basquete conquistou o Hepta-Brasileiro. E o Timão Junior foi Bi-Campeão da Copinha.
Em 1971, o Mini-Ginásio é inaugurado, o Timão de Futebol de Salão conquista o Paulista, o Coringão no Futebol conquista o Torneio do Povo, e a sempre lembrada virada sobre o grande rival Palmeiras é conquistada - voltaremos a ela em breve...
Em 1972, o Corinthians é Campeão Paulista de Judô. Bi-Campeão Paulista de Futebol de Salão. E o Handebol Feminino conquista, pela primeira vez, o Campeonato Paulista.
No ano seguinte, o Futebol de Salão sagrou-se Tri-Campeão Paulista e Campeão Metropolitano. O Judô, é Bi-Campeão Paulista.
Em 1974, o Futebol de Salão é Campeão da Taça Brasil e Bi-Campeão Metropolitano. O Judô, Tri-Campeão Paulista. E o Tamboréu conquista sua primeira grande Taça, o Torneio Início.
No ano seguinte, o Remo vence sua primeira Taça Internacional.
Em 1976, além da Invasão Corinthiana ao Maracanã e à Cidade Maravilhosa, o Handebol Feminino conquista mais um Paulista.
E antes do grande jejum ver seu fim, no Pé-de-Anjo de São Basílio, o Handebol Feminino foi Bi-Campeão Paulista e o Futebol de Salão conquistou mais um Metropolitano.
Essa foi apenas uma breve listagem das tantas Glórias Corinthianas que permearam esses anos, lembrados pelos detratores como "anos de jejum". Alguém aí viu algum jejum de conquistas?
Até porque o Corinthians não conquista nada para constar em manuais de História, ou para se vangloriar. E o leitor perceberá que a listagem de conquistas, feita aqui, é apenas irreverente, uma forma de demonstrar aos detratores do Clube do Povo a sua própria causa perdida. É impossível diminuir um Verdadeiro Gigante. Que é um Gigante Poliesportivo.
O Corinthians conquista seus títulos, isso sim, para dar ao seu Povo a noção de que a vida, pelo Corinthians, vale sempre a pena.
As conquistas Corinthianas são uma prova de carinho do Clube para com sua Mãe, a Fiel Torcida. E isso tudo nos prova a Grandeza deste Gigante, tanto na Invasão Corinthiana quanto na Explosão da Fiel pela Cidade, pelo Estado, pelo País e pelo Mundo, na "simples" conquista do Paulistão de 1977.
A História Continua...
Por Filipe Martins Gonçalves
A Década Dourada dos anos cinqüenta viu acontecer o maior ataque da História do Futebol.
As mesas dos lares, nos domingos, dali em diante, apenas discutiam se a melhor formação havia sido aquela que goleou o selecionado uruguaio em pleno Estádio Centenário, em 51, após o Maracanazo, com Cláudio, Luizinho, Baltazar, Carbone e Nelsinho. Ou se havia sido o ataque que sagrou-se campeão Paulista em 51, com a variação de Jackson no lugar de Nelsinho, e Carbone atuando pela ponta. Ou ainda, aquela formação que destruiu o Peñarol, apesar de toda a violência do adversário, que era basicamente a mesma formação, com Mário no lugar de Jackson. O ataque do Centenário da Cidade, porém, não tinha Carbone, mas Rafael. E Simão pela ponta.
Fato é que a linha Cláudio-Luizinho-Baltazar foi uma espinha dorsal que admitia qualquer complemento, qualquer variação. Seria, como foi, extremamente fatal e competente. Tanto que, apesar da excelente zaga, com Homero, Olavo, Idário pela linha média, junto de Touguinha, Goiano ou Belangero, tomava gols e partia para o ataque. E virava os jogos!
Em 1957 Cláudio, Baltazar e Carbone se foram, deixando gloriosas lembranças e muitas saudades.
Mas neste mesmo ano o Coringão se sagrava, pela sétima vez consecutiva, Campeão Paulista no basquete. Antes mesmo disto, em 1955, ganhava o primeiro campeonato paulista de Futebol de Salão profissional.
E em 1959 chegou ao Clube mais poliesportivo da cidade o Tamboréu, a Malha e o Tênis de Mesa profissional.
E em 1961, em uma goleada histórica sobre o Flamengo, acontece a primeira partida noturna da História do Estádio Alfredo Schürig, a Gloriosa Fazendinha. Para inaugurar a iluminação, considerada a melhor do Brasil na época, o Corinthians ensacou o Mengão por 7 a 2.
E o Corinthians, que vivia o começo de seu maior jejum no Futebol, crescia muito enquanto um Clube de Verdade.
Neste mesmo 1961, inaugurava a Academia de Boxe Chico Mendes, em homenagem ao saudoso Torcedor-Símbolo. No ano seguinte adquiria mais 73 mil metros quadrados, ampliando a área do Parque São Jorge, e dando as grandiosas dimensões atuais à Cidade Corinthians.
E no basquete feminino, o Corinthians de 1962 conquistou o primeiro Campeonato Internacional da modalidade, traduzindo a grandeza do Clube em todas os esportes que pratica.
Toda esta grandeza fez acontecer o Ginásio, o maior da Cidade, inaugurado em 1963.
Neste ano, além do Judô ter sido iniciado no Clube, o basquete profissional masculino conquistou o Campeonato Paulista, o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Sul-Americano, consagrando a Nova Casa Corinthiana.
Desde a Década Dourada, durante a administração de Trindade, o Parque Aquático do Corinthians cresceu e continua crescendo.
Desde 1942, quando Hilda Coltro e Zélia Coltro foram Campeãs Brasileiras de Natação pelo Corinthians, até 64 quando o Corinthians conquistou o Troféu Brasil de Natação, a História da Natação Corinthiana se fez tão gloriosa quanto a do basquete.
Em 64, aliás, o basquete feminino sagrou-se novamente Campeão Internacional. E o basquete masculino, Bi-Paulista e Bi-Brasileiro.
No ano em que Roberto Rivelino alça o Futebol Profissional Corinthiano, 1965, o Corinthians vence o Campeonato Paulista de Remo de forma invicta. E ainda foi Bi-Campeão do Troféu Brasil de Natação. E ainda conquistou o Campeonato Paulista de Natação.
E mais ainda. Foi Campeão Metropolitano, Tri-Paulista, Tri-Brasileiro e Bi-Campeão Sul-Americano de Basquete profissional. No Gloriosíssimo Ginásio, de tanta História e tantas lutas.
Que recebeu a partida entre Corinthians e Real Madrid, um jogo dos melhores Clubes de Basquete do mundo. E o Coringão venceu, apoteoticamente, por 118 a 109.
O Corinthians é Campeão Mundial no Basquete.
E o jejum no Futebol foi permeado pela conquista, ainda que dividida por conta da Copa do Mundo, que inviabilizou as datas para as disputas se concretizarem, do Torneio Rio-S.Paulo. Na presença de Mané Garrincha, um dos maiores Gênios da História do Futebol. E Rivelino, Dino Sani, Flávio, Ditão; um verdadeiro Timão.
Neste ano de 1966, o Coringão foi ainda Tri-Campeão do Troféu Brasil de Natação. Bi-Campeão Paulista de Remo. Campeão Brasileiro de Remo.
E claro; Bi-Campeão Metropolitano, Tetra-Campeão Paulista, Tetra-Campeão Brasileiro e Tri-Campeão Sul-Americano no Basquete, que já era uma verdadeira Lenda Alvinegra (ainda voltaremos a isso, em um próximo capítulo).
O Corinthians ainda foi convidado a enfrentar o Selecionado Iugoslavo de Basquete, e venceu, pelo placar apertado de 73 a 72. Praticamente um Bi-Campeonato Mundial no Basquete. No Torneio Interclubes, porém, o Corinthians sagrou-se Vice, diante do Varese, da Italia.
Tratava-se da própria Seleção Brasileira, o Timão Corinthiano de Basquete: Amaury, Wlamir, René, Ubiratan e Rosa Branca...
Em 1967, vem o Penta-Campeonato Paulista, o Penta-Campeonato Brasileiro e o Tetra-Campeonato Sul-Americano no Basquete.
No ano em que quebramos o pseudo-tabu contra o time do Pelé (voltaremos a isso posteriormente), em 1968, o Corinthians é novamente Campeão Paulista de Remo, e ainda joga seu primeiro campeonato de Vôlei de Praia, em Copacabana.
E a Capela de São Jorge é concebida, criada e sacramentada, no final da Rua São Jorge, tendo à sua frente o Arco da irmandade Corinthiana.
Em 1969, vem o Hexa-Campeonato Paulista, o Hexa-Campeonato Brasileiro e o Penta-Campeonato Sul-Americano de Basquete.
O Futebol profissional conquista, sobre o Barcelona, por 2 a 1, o Torneio Costa Del Sol, uma árdua disputa em 150 minutos de muita luta.
E a primeira edição da Copa S.Paulo de Futebol Junior é trazida para o Parque São Jorge, sacramentando a Base Corinthiana, que durante esta década também conquistou o Tri-Paulista de 64, 65 e 66, e eram a grande alegria da Torcida nas preliminares dos jogos do Coringão no Pacaembu, fazendo a Fiel sair bem mais cedo de casa só pra ver um Futebol de verdade.
Em 1970, o Basquete conquistou o Hepta-Brasileiro. E o Timão Junior foi Bi-Campeão da Copinha.
Em 1971, o Mini-Ginásio é inaugurado, o Timão de Futebol de Salão conquista o Paulista, o Coringão no Futebol conquista o Torneio do Povo, e a sempre lembrada virada sobre o grande rival Palmeiras é conquistada - voltaremos a ela em breve...
Em 1972, o Corinthians é Campeão Paulista de Judô. Bi-Campeão Paulista de Futebol de Salão. E o Handebol Feminino conquista, pela primeira vez, o Campeonato Paulista.
No ano seguinte, o Futebol de Salão sagrou-se Tri-Campeão Paulista e Campeão Metropolitano. O Judô, é Bi-Campeão Paulista.
Em 1974, o Futebol de Salão é Campeão da Taça Brasil e Bi-Campeão Metropolitano. O Judô, Tri-Campeão Paulista. E o Tamboréu conquista sua primeira grande Taça, o Torneio Início.
No ano seguinte, o Remo vence sua primeira Taça Internacional.
Em 1976, além da Invasão Corinthiana ao Maracanã e à Cidade Maravilhosa, o Handebol Feminino conquista mais um Paulista.
E antes do grande jejum ver seu fim, no Pé-de-Anjo de São Basílio, o Handebol Feminino foi Bi-Campeão Paulista e o Futebol de Salão conquistou mais um Metropolitano.
Essa foi apenas uma breve listagem das tantas Glórias Corinthianas que permearam esses anos, lembrados pelos detratores como "anos de jejum". Alguém aí viu algum jejum de conquistas?
Até porque o Corinthians não conquista nada para constar em manuais de História, ou para se vangloriar. E o leitor perceberá que a listagem de conquistas, feita aqui, é apenas irreverente, uma forma de demonstrar aos detratores do Clube do Povo a sua própria causa perdida. É impossível diminuir um Verdadeiro Gigante. Que é um Gigante Poliesportivo.
O Corinthians conquista seus títulos, isso sim, para dar ao seu Povo a noção de que a vida, pelo Corinthians, vale sempre a pena.
As conquistas Corinthianas são uma prova de carinho do Clube para com sua Mãe, a Fiel Torcida. E isso tudo nos prova a Grandeza deste Gigante, tanto na Invasão Corinthiana quanto na Explosão da Fiel pela Cidade, pelo Estado, pelo País e pelo Mundo, na "simples" conquista do Paulistão de 1977.
A História Continua...
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A Várzea da América
O Coringão foi ao Parque Central de Montevideo, um campo que não fica devendo à Gloriosa Fazendinha, de Alfredo Schürig, para dominar a partida, jogar A La Garrincha (VIVA O TERRÃO!!!), e fazer como faziam os Primeiros Corinthianos no Campo do Lenheiro.
Se voltássemos há quase cem anos atrás, veríamos cenas parecidas e um resultado semelhante, naquele Campo ao lado do Parque da Luz.
Ontem o Parque Central foi nossa casa, foi o Campo do Lenheiro. O espírito de Davi, o centroavante, primeiro craque Corinthiano, 'dono' do Lenheiro, esteve com Dente (VIVA O TERRÃO!!!).
Este título do post, caro(a) leitor(a), não pode ser tomado pela conotação que destrata o Futebol e a Deusa Bola.
Pois Ela, no Brasil, passeou pela lama recheada de formiga lava-pés para se desenvolver.
A Deusa Bola escolheu a Várzea para se tornar popular entre nós. Não fosse a Várzea, o Futebol não seria Futebol, não aqui no Brasil.
E, da Várzea, Ela escolheu um Timão. O Galo Brigador da Várzea. O Clube do Povo. O CORINTHIANS!
É justo o contrário do infame destratar, portanto. E quem passear pelos textos deste blogue descobrirá que a Várzea é o Futebol de Verdade.
E ontem, em Montevideo, aconteceu um Futebol Varzeano digníssimo. E Corinthianíssimo.
Julio Cesar, Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Paulo André); Dente (Iarley) e Gordo (Jorge)
Ontem fizeram de tudo. Apagaram a luz no começo do jogo, quando o Coringão estava aquecido, engrenado, e tinha tudo para enfiar um gol logo no começo. Tentaram "parar" o Corinthians de todo jeito, e NADA funcionou, para desespero da anticorintianada.
Tanto iria fazer gol no começo, que aos 18 minutos (3 minutos, descontando os quinze que fizeram parar) Dente, o nome do jogo, fez jogada maravilhosa, depois de uma dominada de Danilo que tocou de letra, tocou para Roberto Carlos, que cruzou visando a canela do zagueiro. Ele tirou, mas tirou para dentro da área, bem para onde Davi/Dente chegava. O Terrão apenas emendou um tirambaço indefensável no ângulo esquerdo. GOLAÇO!!!
E praticamente todas as jogadas saíam dos pés do Moleque do Terrão.
Aliás, o Mané também esteve no Moleque, que cismou em fazer os uruguaios de Joões. Que beleza, que beleza! ISSO É FUTEBOL!
E se Danilo acertasse aquela cabeçada, teria consagrado a grande jogada da competição até o presente momento.
Danilo, Gordo e Moacir, mesmo não estando em uma boa noite no geral, tiveram bons lampejos. O Gordo, por exemplo, quase meteu um gol antológico do círculo central, encobrindo o goleiro que havia saído mal.
E daí o Comandante, para variar, recuou o Timão, ao invés de partir pra cima e liqüidar a fatura ainda no primeiro tempo, como deveria ter sido. Chamou o adversário, que tentou. Mas a zaga se mostrou extremamente sólida, e nas vezes que foi preciso Julio César esteve lá, seguro.
A fatura só iria ser liquidada no finalzinho do segundo tempo.
O Gordo já havia saído (e ele não ficou no banco não porque houve "atrito", como quer fazer crer a abutraiada), Dente e Danilo já haviam saído, e o Corinthians já jogava com um terceiro zagueiro, Paulo André, com Jorge no ataque e Iarley no comando (que elenco! Isso ninguém fala por que?).
E foi no giro de Iarley, que abriu na direita para Jucilei (que jogador!) cruzar na medida para Elias, livre de marcação em plena área, arrematar indefensável de cabeça. O Cabecinha de Ouro esteve presente, também! GOLAÇO!!!
Detalhes que não podem passar batido; tentaram quebrar Dente, deram paulistinhas maldosas o jogo inteiro, mas um só deles tomou cartão. Moacir e Jorge fizeram faltas que, perto das faltas do adversário, devem ser consideradas "normais". Carinho, por assim dizer. E os Corinthianos tomaram cartão.
O Corinthians, ontem, ganhou mais um jogo em que o apito jogou contra nós. Pois ser Corinthiano, como já dissémos, é saber vencer mesmo com o Coringão sendo roubado na cara dura. E isso ninguém fala.
Agora, o que todos têm que falar, que e é fato inescapável, é que em cinco jogos temos a melhor campanha da competição. Fazemos o último jogo em nosso Templo Sagrado para ratificar a obrigatória melhor campanha em seis jogos.
Ah, sim, eu ia me esquecendo deste fato.
Alguém aí notou uma faixa no meio da torcida (???) do adversário, onde a inscrição "La Academia" gritava, envolta num azul celeste?
Pois bem. Era a torcida do Racing de Avellaneda...
O que faziam ali? "Apoiando" um clubinho com o mesmo nome, e só?
O CORINTHIANS é tão grande, mas tão grande, que até os racinguistas argentinos estavam ali, vendo o CLUBE DO POVO mostrar o que é Futebol como a Deusa Bola gosta e quer.
E, infelizmente, provaram que el racing (doravante escrito com minúscula, não tem jeito) de Avellaneda merece tanto respeito (e sempre respeitei, até ontem, o racing de Avellaneda) quanto aquele seu rival local. "Vos sos amargos y pecho frio"...
AQUI É CORINTHIANS!!!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Centenário inspira dupla de Corinthianos a resgatar memória do clube em ilustrações
A História é muito maior que qualquer Taça.
Não que este Mosqueteiro despreze qualquer conquista, muito pelo contrário.
Mas elas vêm por causa da HISTÓRIA DO CORINTHIANS!
E hoje, a Obra foi muitíssimo bem divulgada, com direito a capa do grande portal da América Latina.
O link para a Obra: AQUI. CORINTHIANS É ARTE!
O link para a matéria: AQUI
VIVA A HISTÓRIA
DO CORINTHIANS!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Vigésimo Sétimo Capítulo
"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo
Por Filipe Martins Gonçalves
Nascido no Brás, foi mais que homenageado com uma Taça, pois teve a Taça foi conquistada pelo Clube do Povo.
Campeão do Centenário da cidade, o Coringão levou mais essa com um pé nas costas. Invicto, diante do Flamengo, Palmeiras, América do Rio, Peñarol e Benfica. E foi contra o time português que finalizamos a conquista. Com uma grandiosa vitória, de virada "para variar".
O gol que selou a vitória por 2 a 1 foi aquele famoso "Gol de Curbita", do Gerente Cláudio. Uma cobrança de falta com a máxima perfeição, com a bola fazendo uma curva que desnorteou o goleirão moçambicano Costa Pereira, o maior goleiro da história do Futebol Português. Ao ser indagado pelos repórteres no fim do jogo, disse: "Foi um gol de Curbita, o pá!". E o "nome" do gol ficou gravado na História. Indefensável obra prima do Gênio Cláudio.
Sobre o grande empate, contra o Vasco, pelo Torneio Rio-S.Paulo daquele ano, diz Cláudio, no Capítulo LVI da Obra "Coração Corinthiano", de Lourenço Diaféria:
"(...) O Vasco tinha terminado o primeiro tempo vencendo por 4 a 1. Descemos para o vestiário, a torcida em pé, as bandeiras abertas. Aquele distintivo nosso balançando sem parar. Subimos do vestiário, o juiz apitou, no começo do segundo tempo o Corinthians faz o 2º gol. Acontece que o Vasco estava impossível, desceu, fez o 5º. Olhei lá para cima, as bandeiras, a face da torcida. Parece um rosto só. Um único nariz, dois olhos luminosos, uma única pele, uma única boca gritando 'Corinthians!'. A torcida é uma coisa só. Fala com um, anima o outro, berra com aquele, e a torcida esperando o milagre. O time corinthiano fez o 3º. O Vasco tentou segurar, mas o fogo já tinha pegado no breu. Fizemos o 4º. O pessoal do Vasco resfolegava, tentava montar um paredão na defesa. E a torcida nossa berrando, berrando, parecia que todo mundo havia ido pro campo com uma trombeta dessas de filme do Ben Hur. Aí encaçapamos o 5º gol. Ninguém mais segurava ninguém. No finzinho do jogo, por um triz, um fiapinho de nada, quase que faço o 6º. Não fizemos o 6º, mas foi uma virada e tanto! Era um time de virada."
E ele diz mais. Sobre o Cabecinha de Ouro:
"(...) O Baltazar foi um jogador excepcional, um dos poucos cabeceadores que procuravam a bola, não esperava a bola chegar à cabeça. De centro, de escanteio, eu também já sabia onde ele gostava do lançamento (...) Eu centrava, ele pulava, cumprimentava, fulminava (...) de braços abertos, dava a cabeçada. Dificilmente errava".
No Timão das viradas, o Cabecinha chegou a fazer cerca de 150 gols desta forma; o Gerente, quase sempre ele, centrava e Baltazar fulminava. Era rotina. Assim como as Viradas.
Naquele ano quase veio mais um Bi-Campeonato. O Santos liderava o certame, e na penúltima rodada, em mais uma heróica virada, na Baixada, vencemos por 3 a 2.
Na última rodada, com um ponto de diferença, precisávamos da vitória. E ela veio, em um 2 a 0 sobre o Palmeiras. Aliás, diga-se de passagem, o grande rival perdeu dez para nós, e empatamos cinco, no período de 1951 a 1958. Foi maior tabu da História do confronto.
Mas, na Baixada, o Santos recebeu o pequeno Taubaté e venceu, ainda que no sufoco, por 2 a 1.
Tivesse havido uma Finalíssima, ninguém duvidaria do Bi-Campeonato.
Em 1956, o Corinthians levou a Taça dos Invictos.
Funcionava assim: a equipe que fizesse a série mais longa de partidas sem ser derrotada, levava a Taça.
O primeiro clube a levar foi o Palmeiras, em 34, na série de 22 partidas. Só em 46 a Taça foi levada pelo São Paulo, numa série de 23 partidas. Em 55, o Santos ficou com a Taça - por pouco tempo - numa série de 24. Logo veio o Coringão e, no ano de 56, numa série de 25 partidas, ficou com a Taça.
Cada um havia levado a Taça uma vez, e ficou acordado que quem superasse a marca Corinthiana, levava a Taça em definitivo.
E isso aconteceu no ano seguinte, em 1957. O próprio Corinthians superou a si mesmo.
Na 26ª partida, contra o Santos do menino Pelé, no Pacaembu, o Timão das Viradas perdia por 2 a 3. Aos 44 do segundo tempo veio o empate, pelos pés do centro-esquerdo Paulo, e a Taça ficou para sempre com o Coringão. A série chegaria a 35 partidas, para que a conquista fosse incontestável.
A Década de Ouro do Coringão se encerraria com um 5 a 1 sobre o grande freguês São Paulo, na conquista de mais um Troféu Charles Miller, em 1958.
E então se iniciaria uma época de "vacas magras" para o Futebol Corinthiano.
Que não se viu nas Bases do Futebol Corinthiano, nem no Basquete Corinthiano, nem na Natação Corinthiana, por exemplo. Muito pelo contrário.
Em 1959, Vicente Matheus foi eleito, pela primeira vez, Presidente do Corinthians.
Terminava a Era Trindade no Clube, marcada pela bonança, pelo charuto, pelas séries de invencibilidade, e pelas tantas e maravilhosas viradas, que os ancestrais tanto relembravam nas tardes de domingo, ensinando as gerações futuras que passaram pelo que iremos discorrer nos próximos capítulos. Campeão ou não, sempre Timão!
A História continua...
quinta-feira, 8 de abril de 2010
O Futebol ficou menor
Cabeção; Jucilei, Paulo André, William e Roberto Carlos; Marcelo Mattos, Elias, Tcheco (Iarley) e Danilo (Edu); Dente (Defederico) e Gordo
5 a 1. De virada. Como manda a Tradição.
Mas...
Houve aquele túmulo de Barueri no meio do campeonato. Já dizíamos na época, e dizemos novamente; fomos vítima de um joguete político entre a prefeitura de puteiro daqui e a diretoria, que calculou bem mal a merreca que "descontou" do preço do Templo Sagrado. E tomou um prejuízo feio, pois fomos jogar para 5 mil, e empatamos um dos três jogos, os pontos que nos bastavam. Fosse no Pacaembu, venceríamos, diante de mais de 20 mil pessoas.
Nos fizeram ir três vezes àquele túmulo, porque o timinho de merda que depois ressuscitamos abandonou aquilo lá.
E a diretoria conseguiu transformar tudo em questão de vida ou morte, novamente, com esse erro de cálculo.
Carniça para abutre.
O script deste campeonato já está feito; putinhas passam pelas pequenas sereias e abutre vai dizer que foi "empolgante", mesmo que tenha sido roubado, como será. E vai dizer também que é a "experiência" vencendo a juventude e blá blá blá.
Fato é que o ramalhinho, que entregou ontem, vai à final e se deparará com a mesma entrega.
Eu aposto um Romeo Y Julieta Nº2 que é exatamente isso que vai acontecer.
A embalagem de alumínio, depois, a gente enfia na juju, pra ela comemorar.
E o Futebol fica menor. E ficará ainda menor até 2014.
5 a 1. De virada. Como manda a Tradição.
Mas...
Houve aquele túmulo de Barueri no meio do campeonato. Já dizíamos na época, e dizemos novamente; fomos vítima de um joguete político entre a prefeitura de puteiro daqui e a diretoria, que calculou bem mal a merreca que "descontou" do preço do Templo Sagrado. E tomou um prejuízo feio, pois fomos jogar para 5 mil, e empatamos um dos três jogos, os pontos que nos bastavam. Fosse no Pacaembu, venceríamos, diante de mais de 20 mil pessoas.
Nos fizeram ir três vezes àquele túmulo, porque o timinho de merda que depois ressuscitamos abandonou aquilo lá.
E a diretoria conseguiu transformar tudo em questão de vida ou morte, novamente, com esse erro de cálculo.
Carniça para abutre.
O script deste campeonato já está feito; putinhas passam pelas pequenas sereias e abutre vai dizer que foi "empolgante", mesmo que tenha sido roubado, como será. E vai dizer também que é a "experiência" vencendo a juventude e blá blá blá.
Fato é que o ramalhinho, que entregou ontem, vai à final e se deparará com a mesma entrega.
Eu aposto um Romeo Y Julieta Nº2 que é exatamente isso que vai acontecer.
A embalagem de alumínio, depois, a gente enfia na juju, pra ela comemorar.
E o Futebol fica menor. E ficará ainda menor até 2014.
A alienação solta "fogos".
Frise-se, antes de mais nada, que Tcheco foi vítima de uma tentativa de assassinato. Isso ninguém diz. E o canalha do apito agraciou o animal ao não expulsá-lo. A abutraiada, vejam só, diz que ele "dividiu uma bola". Invertem a realidade como se fosse coisa normal.
Que belo trabalho, anticorintianada!
E o gol do adversário, para variar, estava impedido.
O Gordo empatou, no cruzamento, finalizando de direita numa voadora indefensável.
A chuva impedia o bom trato com a Deusa Bola, e o primeiro tempo terminou assim.
No segundo tempo, o Coringão foi pra cima, com muito mais coesão.
Dente virou o jogo, numa jogada com Elias, um golaço.
Iarley incendiava o jogo, e já aos sete minutos recebeu o presente do Gordo na pequena área.
E Roberto Carlos fez o seu golaço, num passe preciso de Danilo. Ele "tabelou" na canela do zagueiro e emendou no ângulo seu famoso tirambaço.
E Dente fechou a fatura aos 32, depois de passe em profundidade de Roberto Carlos. Só tirou do goleiro, pra bola morrer no fundo da rede.
O bom disso tudo é que o Coringão perdeu uns quatro ou cinco gols.
Frise-se, antes de mais nada, que Tcheco foi vítima de uma tentativa de assassinato. Isso ninguém diz. E o canalha do apito agraciou o animal ao não expulsá-lo. A abutraiada, vejam só, diz que ele "dividiu uma bola". Invertem a realidade como se fosse coisa normal.
Que belo trabalho, anticorintianada!
E o gol do adversário, para variar, estava impedido.
O Gordo empatou, no cruzamento, finalizando de direita numa voadora indefensável.
A chuva impedia o bom trato com a Deusa Bola, e o primeiro tempo terminou assim.
No segundo tempo, o Coringão foi pra cima, com muito mais coesão.
Dente virou o jogo, numa jogada com Elias, um golaço.
Iarley incendiava o jogo, e já aos sete minutos recebeu o presente do Gordo na pequena área.
E Roberto Carlos fez o seu golaço, num passe preciso de Danilo. Ele "tabelou" na canela do zagueiro e emendou no ângulo seu famoso tirambaço.
E Dente fechou a fatura aos 32, depois de passe em profundidade de Roberto Carlos. Só tirou do goleiro, pra bola morrer no fundo da rede.
O bom disso tudo é que o Coringão perdeu uns quatro ou cinco gols.
Deveria ter sido mais, muito mais. E abutre diz que foi "sufoco"...
Quarta que vem tem mais. E dia 22 também.
AQUI É CORINTHIANS!!!
Quarta que vem tem mais. E dia 22 também.
AQUI É CORINTHIANS!!!
VAI CORINTHIANS!!!
quarta-feira, 7 de abril de 2010
100 Anos de História, Parte I
Primeiro Programa "100 Anos de História", na Rádio Coringão.
Apresentação: Felipe Castilho, Ginaldo Vasconcelos e Filipe Gonçalves.
Apresentação: Felipe Castilho, Ginaldo Vasconcelos e Filipe Gonçalves.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Vivos e lutando!
É até engraçado quando nos damos conta da coisa toda. Repare, caro(a) leitor(a), que o adversário desta tarde de domingo escolheu um palco diferente do que estava acostumado. Contra a pequena sereia, jogou no Pacaembu.
Mas contra o Corinthians negociou com uma prefeitura do interior. Desleixada com o gramado de seu estádio, o poder público local 'comprou' o jogo. Jogamos em um pasto desativado.
E o adversário, diferente de seu costume durante todo o campeonato, parecia jogar por um bicho enorme, e em nome do cafetão, que é quem banca as aventuras da madame.
Esse time foi saco de pancadas de todo mundo, caro(a) leitor(a). Mas contra o Corinthians, jogou pela vida. "Dificilíssimo", como disse o Gordo. Foi uma batalha épica. Mais uma.
Não foi cirquinho, e não foi para um público diminuto. Muito pelo contrário.
Lutamos, e vencemos.
Jogamos com um time que teve seu "dia de frameigo". Madame? Jogou contra ela mesma...
Breve comentário, apenas constatando e não projetando - e portando longe de qualquer "zica" - mas o que está jogando Roberto Carlos, hein? E isso já vem acontecendo há muito jogos. Sinal de muito trabalho e dedicação. E talvez alguém concorde comigo, mas ele nunca jogou assim em time nenhum, nem na realeza de España (a madame de verdade, pois a daqui é caco). Muito menos no rivale. O cara está transbordando Futebol e isso se reflete no Timão.
Foi um Jogão, um "cala a boca, abutraiada". Até o cabeção, abutre anticorintiano, se rendeu ao Timão ontem.
Mas contra o Corinthians negociou com uma prefeitura do interior. Desleixada com o gramado de seu estádio, o poder público local 'comprou' o jogo. Jogamos em um pasto desativado.
E o adversário, diferente de seu costume durante todo o campeonato, parecia jogar por um bicho enorme, e em nome do cafetão, que é quem banca as aventuras da madame.
Esse time foi saco de pancadas de todo mundo, caro(a) leitor(a). Mas contra o Corinthians, jogou pela vida. "Dificilíssimo", como disse o Gordo. Foi uma batalha épica. Mais uma.
Não foi cirquinho, e não foi para um público diminuto. Muito pelo contrário.
Lutamos, e vencemos.
Jogamos com um time que teve seu "dia de frameigo". Madame? Jogou contra ela mesma...
Breve comentário, apenas constatando e não projetando - e portando longe de qualquer "zica" - mas o que está jogando Roberto Carlos, hein? E isso já vem acontecendo há muito jogos. Sinal de muito trabalho e dedicação. E talvez alguém concorde comigo, mas ele nunca jogou assim em time nenhum, nem na realeza de España (a madame de verdade, pois a daqui é caco). Muito menos no rivale. O cara está transbordando Futebol e isso se reflete no Timão.
Foi um Jogão, um "cala a boca, abutraiada". Até o cabeção, abutre anticorintiano, se rendeu ao Timão ontem.
As redações, ontem e hoje, e pela semana toda, estão e estarão fedendo flatulência.
Cabeção; Moacir (Tcheco), William, Chicão e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Matias) e Danilo (Iarley); Gordo e Jorge
Desde o início do jogo o Coringão jogou coeso, dispendendo excelente tratamento à Deusa Bola.
O gramado, como dizíamos, era um pasto desativado. Impossibilitava o cálculo do quicar da Bola. Todos finalizavam errado, tendo que adaptar esse cálculo aleatório do morrinho e do tufo de brachiara.
Vimos que William não estava impedido, aos 30 minutos. Aos 40, falta por trás em Jorge, nenhum cartão.
Nessa hora, Moacir saiu e Tcheco entrou. Assim, Jucilei foi para a lateral e Elias foi para o seu lugar cativo. E Tcheco fez o papel de meia, mesmo não falando a mesma língua de Danilo.
Aos 43, nova falta por trás em Jorge. O apito deixa bater.
Mas Jorge perdeu um golaço inacreditável aos 45. Gol que o Gordo não perdeu, mesmo em impedimento, bem antes disso. Neste lance do Gordo, o modo como ele faz a Bola morrer no gol é impressionante. Coisa de Gênio.
Se você se mexe, Gordão, você é o melhor de todos no mundo incontestavelmente, e ganhar pelo Corinthians é muito, mas muito mais gratificante que ganhar pelo $elecionado brasileiro! Vai pra cima, Gordo!
Aos 49 segundos da etapa complementar, Chicão também perdeu gol incrível.
E o que jogou o goleiro adversário? Antidoping nesse cara! Contrata ele pro lugar da borboleta, madame...
Aos 11 do segundo tempo saiu Danilo, por opção do Comandante, e Iarley entrou. E jogou bola.
E daí aos 23 Roberto Carlos foi crucialissíssimo, desviando de cabeça, na área, um chute que tinha endereço e seria indefensável para o Cabeção.
Aos 25 ressurge Matias! No lugar de Elias, pois o Corinthians tem elenco e pode se dar a esse luxo inacreditável. E Mano acerta na substituição.
Os gandulas, por sua vez, são a prova cabal que precisávamos para dizer que o cafetão fez um bom serviço para a anticorintianada.
Faltava caprichar, Timão!
E Jucilei caprichou.
Havia essa correntinha anticorintiana, e o Guerreiro Caçador em Campo de Batalha, arrebentou essa correntinha.
Cabeção; Moacir (Tcheco), William, Chicão e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias (Matias) e Danilo (Iarley); Gordo e Jorge
Desde o início do jogo o Coringão jogou coeso, dispendendo excelente tratamento à Deusa Bola.
O gramado, como dizíamos, era um pasto desativado. Impossibilitava o cálculo do quicar da Bola. Todos finalizavam errado, tendo que adaptar esse cálculo aleatório do morrinho e do tufo de brachiara.
Vimos que William não estava impedido, aos 30 minutos. Aos 40, falta por trás em Jorge, nenhum cartão.
Nessa hora, Moacir saiu e Tcheco entrou. Assim, Jucilei foi para a lateral e Elias foi para o seu lugar cativo. E Tcheco fez o papel de meia, mesmo não falando a mesma língua de Danilo.
Aos 43, nova falta por trás em Jorge. O apito deixa bater.
Mas Jorge perdeu um golaço inacreditável aos 45. Gol que o Gordo não perdeu, mesmo em impedimento, bem antes disso. Neste lance do Gordo, o modo como ele faz a Bola morrer no gol é impressionante. Coisa de Gênio.
Se você se mexe, Gordão, você é o melhor de todos no mundo incontestavelmente, e ganhar pelo Corinthians é muito, mas muito mais gratificante que ganhar pelo $elecionado brasileiro! Vai pra cima, Gordo!
Aos 49 segundos da etapa complementar, Chicão também perdeu gol incrível.
E o que jogou o goleiro adversário? Antidoping nesse cara! Contrata ele pro lugar da borboleta, madame...
Aos 11 do segundo tempo saiu Danilo, por opção do Comandante, e Iarley entrou. E jogou bola.
E daí aos 23 Roberto Carlos foi crucialissíssimo, desviando de cabeça, na área, um chute que tinha endereço e seria indefensável para o Cabeção.
Aos 25 ressurge Matias! No lugar de Elias, pois o Corinthians tem elenco e pode se dar a esse luxo inacreditável. E Mano acerta na substituição.
Os gandulas, por sua vez, são a prova cabal que precisávamos para dizer que o cafetão fez um bom serviço para a anticorintianada.
Faltava caprichar, Timão!
E Jucilei caprichou.
Havia essa correntinha anticorintiana, e o Guerreiro Caçador em Campo de Batalha, arrebentou essa correntinha.
De cabeça, por cobertura, depois de uma jogada sensacional do Coringão.
O Lógunedè do Timão fez um gol de placa!
Logo depois, Roberto Carlos lança e Tcheco domina magistralmente na bobeada do zagueiro e do goleiro, que já estavam aturdidos com a perda do bicho, domina na área e espera o Gordo correr.
Nesse meio tempo, apenas com um zagueirinho a defender a meta, Tcheco já projetou o passe para a perna direita de Ronaldinho, o Fenômeno.
E vem chegando o Gênio, semideus filho de Apolo, e recebe o presente em bandeja de prata, e apenas executa o tirambaço. Um GOLAÇO!
O goleiro - antidoping nele! - ainda chegava, numa velocidade de antílope cheio de medo. Mas o Coringão liqüidava a fatura, uma batalha magistralmente vencida. Tivemos ainda mais Futebol jogado, quase ampliamos.
E agora nos sobra a quarta-feira para decidir. Estamos vivos!
Que SÃO JORGE nos ilumine sempre!
É QUARTA-FEIRA!!!
VAI CORINTHIANS!!!
Logo depois, Roberto Carlos lança e Tcheco domina magistralmente na bobeada do zagueiro e do goleiro, que já estavam aturdidos com a perda do bicho, domina na área e espera o Gordo correr.
Nesse meio tempo, apenas com um zagueirinho a defender a meta, Tcheco já projetou o passe para a perna direita de Ronaldinho, o Fenômeno.
E vem chegando o Gênio, semideus filho de Apolo, e recebe o presente em bandeja de prata, e apenas executa o tirambaço. Um GOLAÇO!
O goleiro - antidoping nele! - ainda chegava, numa velocidade de antílope cheio de medo. Mas o Coringão liqüidava a fatura, uma batalha magistralmente vencida. Tivemos ainda mais Futebol jogado, quase ampliamos.
E agora nos sobra a quarta-feira para decidir. Estamos vivos!
Que SÃO JORGE nos ilumine sempre!
É QUARTA-FEIRA!!!
VAI CORINTHIANS!!!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Grande passo
Conquistamos uma enorme Vitória ontem, diante de um time paraguaio encardidíssimo, que contou com o migué do apito. E este Mosqueteiro se vê obrigado a dizer novamente isso: O Corinthians é sistematicamente roubado. Em TODOS os jogos vem acontecendo isso. É o Ano mais importante da História do Futebol, o Clube do Povo completa Um Século de História, e a anticorintianada quer interferir, à sua peculiar maneira.
Ainda assim, o CORINTHIANS venceu, para desespero dos detratores.
Ontem, Dente e Jucilei quase foram para o departamento médico, e o canalha do apito fingia que não era com ele. A cada botinada desleal (em nossa casa, diretoria) ele "mandava levantar". E quando Ralf deu um carrinho na bola, tomou amarelo...
Se já dissémos aqui naquela ocasião do roubo no aquário das pequenas sereias, que ser Corinthiano é saber perder sendo roubado, acrescentemos esta sentença: ser Corinthiano é saber vencer mesmo sendo roubado, e em casa.
Fora isso tudo, por mais que digam o contrário, Rafael CORINTHIANS é jovem, ainda não tem a segurança que deveria ter nas saídas de bola alçada na área, e é um goleirão promissor. E Corinthiano. Além disso, nosso novo Cabeção só falhou quando o Coringão ganhou. É sortudo. E tanto ontem quanto domingo fez grandes defesas. E o golzinho que tomamos foi uma falha coletiva. Além de tudo, o adversário estava impedido.
É NÓIS, CABEÇÃO!
Rafael Corinthians; Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Tcheco); Dente (Jorge) e Gordo (Iarley)
O Timão jogou para vencer desde o primeiro segundo de jogo. Não inventou de retrancar, muito pelo contrário. Estudou o adversário técnica e taticamente. As descidas de Moacir e Roberto Carlos, com o apoio de Elias, Ralf, Jucilei e Danilo, fizeram com que Dente fizesse uma partida brilhante. E, claro, no oportunismo de um centro-avante de ofício, o Gordo inaugurou o placar. O miolo da zaga foi segurança.
Tanta segurança, que foi Chicão quem ampliou o placar, em maravilhosa cobrança de falta (ou melhor, tentativa de assassinato sobre Dente) na entrada da área. No ângulo. Indefensável.
Uma cena na torcida me deixou emocionado.
Como pai, este tipo de coisa me deixa com os olhos marejados. E, a bem da verdade, é o sonho de todo pai-torcedor.
Havia um pequenino na alameda do Templo. Sentado na guia da calçada que leva às escadas para a Arquibancada. Alheio ao Futebol, mas totalmente atento às emoções da Fiel Torcida.
Todo paramentado; camisa dos Gaviões, calça dos Gaviões e até o tênis preto. Verdadeiro Gaviãozinho, nossa nova e valiosíssima geração.
Estava ali, na dele, comendo seu doritos. E aquele mundinho dele bastava. Eu alternava; assistia o jogo, assistia aquela cena.
Até que o Gordo fez o gol, a Fiel explodiu, e eu olhei para o menino. Ele, em princípio, não sabia muito bem o que estava acontecendo, acabara de ser convocado para o mundo real, na manifestação explosiva da Fiel.
Ainda assim, o CORINTHIANS venceu, para desespero dos detratores.
Ontem, Dente e Jucilei quase foram para o departamento médico, e o canalha do apito fingia que não era com ele. A cada botinada desleal (em nossa casa, diretoria) ele "mandava levantar". E quando Ralf deu um carrinho na bola, tomou amarelo...
Se já dissémos aqui naquela ocasião do roubo no aquário das pequenas sereias, que ser Corinthiano é saber perder sendo roubado, acrescentemos esta sentença: ser Corinthiano é saber vencer mesmo sendo roubado, e em casa.
Fora isso tudo, por mais que digam o contrário, Rafael CORINTHIANS é jovem, ainda não tem a segurança que deveria ter nas saídas de bola alçada na área, e é um goleirão promissor. E Corinthiano. Além disso, nosso novo Cabeção só falhou quando o Coringão ganhou. É sortudo. E tanto ontem quanto domingo fez grandes defesas. E o golzinho que tomamos foi uma falha coletiva. Além de tudo, o adversário estava impedido.
É NÓIS, CABEÇÃO!
Rafael Corinthians; Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Tcheco); Dente (Jorge) e Gordo (Iarley)
O Timão jogou para vencer desde o primeiro segundo de jogo. Não inventou de retrancar, muito pelo contrário. Estudou o adversário técnica e taticamente. As descidas de Moacir e Roberto Carlos, com o apoio de Elias, Ralf, Jucilei e Danilo, fizeram com que Dente fizesse uma partida brilhante. E, claro, no oportunismo de um centro-avante de ofício, o Gordo inaugurou o placar. O miolo da zaga foi segurança.
Tanta segurança, que foi Chicão quem ampliou o placar, em maravilhosa cobrança de falta (ou melhor, tentativa de assassinato sobre Dente) na entrada da área. No ângulo. Indefensável.
Uma cena na torcida me deixou emocionado.
Como pai, este tipo de coisa me deixa com os olhos marejados. E, a bem da verdade, é o sonho de todo pai-torcedor.
Havia um pequenino na alameda do Templo. Sentado na guia da calçada que leva às escadas para a Arquibancada. Alheio ao Futebol, mas totalmente atento às emoções da Fiel Torcida.
Todo paramentado; camisa dos Gaviões, calça dos Gaviões e até o tênis preto. Verdadeiro Gaviãozinho, nossa nova e valiosíssima geração.
Estava ali, na dele, comendo seu doritos. E aquele mundinho dele bastava. Eu alternava; assistia o jogo, assistia aquela cena.
Até que o Gordo fez o gol, a Fiel explodiu, e eu olhei para o menino. Ele, em princípio, não sabia muito bem o que estava acontecendo, acabara de ser convocado para o mundo real, na manifestação explosiva da Fiel.
Saiu daquele mundinho dele. E quando percebeu que o CORINTHIANS havia marcado um gol, levantou seu doritos em uma mão, e levou a outra mão para o ar, e pulou de alegria.
Não precisou ver o gol. Apenas lhe bastou ver a manifestação inenarrável da Torcida mais maravilhosa do Universo.
No fim do jogo já estava brincando com um bando de moleque louco da idade dele, na alameda do Templo Sagrado, no mundinho maravilhoso da criança Corinthiana, que nem sequer precisa assistir ao jogo.
Não precisou ver o gol. Apenas lhe bastou ver a manifestação inenarrável da Torcida mais maravilhosa do Universo.
No fim do jogo já estava brincando com um bando de moleque louco da idade dele, na alameda do Templo Sagrado, no mundinho maravilhoso da criança Corinthiana, que nem sequer precisa assistir ao jogo.
E já sabe: o Corinthians é uma Torcida que tem um Timão.
VIVA O CORINTHIANS!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!
Assinar:
Postagens (Atom)