domingo, 23 de janeiro de 2011

Tilt no planejumento

Já tivemos muito jogador mau-caráter, vagabundo e pipoqueiro. Mas nunca tivemos um time que reunisse tanto essas "qualidades".
Lembro do time de 87, por exemplo. Os mesmos que passearam em campo no primeiro turno foram lá e classificaram para a Final, depois da boa, velha e sadia PRESSÃO da FIEL TORCIDA.
Em 95, rememora o grande Enciclopédia Uilson de Souza, perdemos pro bugrinho em pleno Pacaembu antes das Finais contra o gaymio. E levamos.
Naquelas épocas, até podia ter uns vagabundos. Mas nego sabia onde é que estava.
Depois de julho de 2009, não só nego não sabe mais onde está porque essa diretoria perdeu o rumo do Futebol Corinthiano, como vive falando groselha pra abutre. Foi o caso do joga-toalha, da venda precoce de Cristian e dos outros dois, uma capitalização rasteira do Ano mais importante do Futebol, palminha nas cadeiras a preço de cesta básica, chacrinha pra derrubar técnico, a perda de campeonato que só deles dependia (sim, pois a FIEL sempre faz a parte que lhe cabe), e agora essa quarta e esse domingo de pura presepada.
Foram dois jogos iguais, mas o de hoje conseguiu ser ainda pior, pelo contexto.
O que esse traste, que finge vestir a camisa que um dia foi de ZÉ MARIA, faz ainda por aqui? E o técnico Tilte, que substituiu esse inominável hoje, veio dizer que precisaríamos ter "paciência", se referindo a ele também. Pra vagabundo não existe paciência.
Alguém, na mais tenra sobriedade, acha que Chicão pode ter como dupla de zaga o Castán?
Quanto ao lateral esquerdo, todos já sabíamos: trata-se de um porco mau-caráter, mas todos pensávamos que ainda era um boleiro.
O Jucilei está tristinho, e seus empresários também devem estar, porque não está na Europa.
Esse bruno cesar vai fingir que joga bola até quando? Não se apresenta, não arma jogo, não faz tabela, se esconde atrás do zagueiro quando alguém vem no comando desde a defesa, e só aparece pra bater faltinha. Quando bate, é aquilo.
E esse Gordo sai de campo falando em "egoísmo" do time. Pra ele deve ser bastante fácil cornetar essas groselhas. Tem gente que bate palminha pro futebolzinho que ele apresenta diante dos próprios filhos...

Estamos acostumados a "data-limite". E quarta será uma dessas datas. Tudo o que não mostra de Futebol há dois anos, esses vagabundos vão ter que mostrar. O jogo dessa quarta é culpa dessa vabagundagem, e a obrigação desse maucaratismo é reverter essa situação.
Se não reverterem, a coisa tem que desandar. Que venha a boa e velha crise pra patife sair correndo e/ou escorraçado.

Temos o ano inteiro pela frente, e o desgaste da diretoria já começou, e dezembro está logo ali. Não que isso seja bom para o Corinthians, pois poderá cacifar gente mais inapta. Fato é que estaremos naquelas crises até lá, se tudo for escrito do jeito que vem sendo, nos pés de vagabundos descompromissados, frutos da usurpação empresarial que afunda o Futebol.

Nossa missão, e também única saída para isso que se nos apresenta, é um Extra-Corinthians, um Quilombo Varzeano.
Só Corinthiano, bom de bola e que não afina em dividida, poderá jogar no Timão. Pra jogar na Fazendinha, a preço popular. Pois o Corinthians não existe pra se entupir de quinquilharia, coisa que poderá ficar fazendo sendo ou não sendo o Corinthians para Corinthianos, mas o Corinthians existe para concretizar o Corinthianismo ancestral e anterior ao próprio Corinthians, coisa que faremos a partir de nosso Solo Sagrado.
E que consigamos isso antes de estar pronto o futurista e elitista estádio da Itaquera Corinthiana.

Pois enquanto Manuel Nunes olhar pelo Parque Sagrado de São Jorge, o Corinthians será CORINTHIANS.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Começou o ano

E finalmente voltamos ao Templo Sagrado do Pacaembu. Uma tarde de verão, com chuva e sol, reencontros, Fiel Torcida em Festa.
O Clube dos Mil Povos jogou para o gasto no primeiro tempo, e não jogou mais nada depois disso, com raros lampejos num segundo tempo que, se deixarem, vai se transformar na "marca registrada" desse time. Ainda bem que temos Ralf...
O que esse moacir está fazendo aqui ainda?
O primeiro gol do ano e do jogo partiu de uma jogada de Roberto Carlos com Bruno Cesar, que rolou pra chegada de Paulinho, herdeiro da 7 que foi de Elias. A zaga adversária esteve bem mal, o Corinthiano dominou, ajeitou e fuzilou, indefensável. Estava começando o ano.
E diz a lenda que, do Alambrado, Roberto Carlos ouviu um "joga bola", ficou nervoso e foi lá na rosca da portuguesa. O ano começou com um gol olímpico, no fim das contas.

O Timão sub-18 da Copinha já apresentava várias coisas a serem ajustadas quando enfrentou times ruins, e aplicou boas goleadas. Quando pegou um time melhor, teve dificuldades, mas fez os gols. Mas teve sorte de não tomar gol. Quando enfrentou um time bom, de fato, pecou pelo pouco volume de jogo e pelo nervosismo. Como sempre o juiz atrapalhou, fingiu que não foi pênalti, quando ainda estava 0 a 0.

Mas do começo de ano levamos boas recordações. O Corinthiarte lançou a obra ilustrada.



E aqui, o vídeo que nos presenteia com o convidado de Antônio de Almeida, como um sinal de que estamos no caminho certo. E não por acaso esse presente foi feito por Domingos Salas.
Muito obrigado!



VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Antônio de Almeida

Nasceu português em 1911, e quando tinha dois anos de idade sua família se mudou para Avaré. Cresceu no interior, enquanto o Corinthians se fazia a realização de uma Utopia, fazendo das tripas coração.
No ano em que sua família se mudou para a capital, 1925, conheceu o Parque São Jorge, ainda dos sócios sírios, e conheceu o Turneschaft, que era chamado de Guarani, e que ocupava a área à direita de quem desce a Rua São Jorge. O rio era limpo, se nadava e se pescava. Faziam-se pic-nics. Conheceu tudo aquilo antes de ser formada a Cidade Corinthians...
Em 1926 o Corinthians chegava ali. Já o conhecia, mas não imaginava o quanto faria parte de sua História. O Parque São Jorge sempre foi sua casa...
Perdeu as duas mãos. Uns dizem que foi na guilhotina do jornal O Dia onde trabalhou, e teriam ouvido dele próprio; outros dizem que foi na moenda, ainda garoto, em Avaré. Essa segunda versão está na Obra de Lourenço Diaféria.
Fato é que o Corinthians passou a ser seu "patrão". Em 1930 foi registrado funcionário do Almoxarifado do Clube. Depois veio a ser porteiro do Clube, trabalhou na Secretária, foi secretário do Departamento Social, e ainda secretário do Departamento de Propaganda. Até que Vicente Matheus o efetivou como Assessor de Imprensa do Clube.
Durante todo esse momento guardou jornais e recortes importantes, além de escrever passagens da história que conhecia de conversas com fundadores, ex-jogadores, ex-diretores, ex-presidentes, grandes torcedores, e tudo com a letra do próprio punho, acumulando documentos históricos inestimáveis. Guardava tudo isso em casa.
Dizem que era corriqueiro os jornalistas virem em busca de seu auxílio, para obter dados diversos. Ele os fornecia, de bom grado, mas sem cobrar nada pelo seu valioso trabalho.
Dessa forma, acumulou a História do Corinthians em documentos, sim, mas principalmente em sua própria memória. É ela que está em nós.

Tive a sorte de conhecer este senhor, desde não me lembro bem o dia, de tão novinho que eu era.
Meu Pai venerava esse senhor, e quando o encontrávamos, naqueles dias de sábado de sol da infância, nas alamedas desse Parque Sagrado, trocavam longos abraços e palavras de carinho, como um mestre e um discípulo.

Sua figura, por isso mesmo, não me sai da memória.
Lembro de ouvir ele contando a meu pai a História, ou melhor, os fragmentos dela, que foram sendo reunidos por meu Pai, que se encarregou de recontá-la a mim e a meus irmãos, enquanto esperávamos o jogo começar, descascando amendoim, no Templo Sagrado do Pacaembu...

Lourenço Diaféria, quando escreveu sua Bíblia do Corinthianismo, o “Coração Corinthiano”, se dedicou a conversas longas com seu Toninho.
Eis portanto a importância desse senhor para o Corinthians:
“Sem este homem, a história do Corinthians seria como folhas ao vento”.
E esta sentença é o título de um capítulo da Obra de Diaféria, não é simplesmente uma frase no texto.

Toninho de Almeida deixou uma obra valiosa, que me foi presenteado pela amiga e irmã de fé, Mônikita. Um presente muito mais que valioso.
Foi publicada no começo da década de oitenta. Chama-se “História de um grande clube escrita pelo próprio Povo”. E isto também é título, não é frase solta no texto.
O que importa ser dito é que se trata da obra que veio direto dos punhos de seu Toninho.

Salve, Guardião!
Obrigado, querido Toninho!

O Anjo da Guarda do Clube do Povo era um senhor baixinho que perdeu as duas mãos e escrevia com letra de calígrafo.
Porque o Corinthiano, vejam vocês, não precisa das mãos para escrever.
E um Corinthiano como Seu Toninho não escrevia com as mãos porque já as tinha perdido, infortúnios da vida... Afinal, Deus nos dá o frio conforme o nosso cobertor.
Não, seu Toninho escreveria com o Coração Corinthiano mesmo se ainda tivesse suas mãos.

Mestre Diaféria sentenciou (os grifos são meus):
"Seu amor ao Corinthians não é menor nem menos estrênuo do que foi o amor de Neco.
É possível que um dia a lembrança de seu trabalho silencioso e de sua dedicação perseverante como GUARDIÃO DA MEMÓRIA do clube seja esculpida em bronze e colocada nos jardins da Cidade Corinthians, da qual se tornou cidadão ilustre e FIEL servidor por merecimento e antigüidade".

Em sua memória dedicamos tudo o que fazemos nesse blogue, em nosso Bunker Corinthianista, e principalmente na Obra Ilustrada, que será lançada no centro nevrálgico do Clube, o Bar da Torre, nessa segunda-feira, 10 de janeiro, às 20h.
O primeiro movimento dessa obra será trazer o Corinthiano mais perto de Seu Toninho, pois visitar a Cidade Corinthians é também adentrar a Casa de Seu Toninho.

VIVA SEU TONINHO!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

LANÇAMENTO!!!

Lançamento da Obra Ilustrada Oficial do Corinthians

"Aleguá-guá Corinthians"

Houve um tempo em que o Futebol era passatempo aristocrata, e os gritos que partiam da torcida eram em outras línguas: "Allez, go, ack!". Mas o povo brasileiro se apropriou de todo o universo do esporte bretão e, assim, “allez, go, ack” rapidamente virou “aleguá-guá”.

Em pouco tempo, em todos os estádios se ouvia Aleguá-guá Corinthians! (Vai Corinthians!)

"Aleguá-guá Corinthians" é uma graphic novel, que conta a história de um clube que foi concebido pela vontade popular e transformou o futebol brasileiro.

Essa história é um legado cultural que atravessa as gerações, contado em imagens e palavras que resgatam o passado que segue sendo revivido a cada jogo do Corinthians. Uma obra para servir de instrumento pedagógico, para o pai ensinar ao filho, para o avô ensinar o neto, para a criança e o adulto despertarem e desfrutarem a História, um ponto de partida para reconhecer a mais bela história de um clube que é muito mais que um clube.



"Aleguá-guá Corinthians" é uma graphic novel, com a arte de Fernando Wanner, criador da Porto Zen Estúdios, que completa 10 anos de carreira na criação de histórias em quadrinhos, com a poesia e a pedagogia de Luiz Wanner, e a pesquisa histórica de Filipe Gonçalves, que comanda o programa "100 Anos de História" na WebRádio Oficial do Clube, a Rádio Coringão.