segunda-feira, 31 de maio de 2010

100 Anos de História, parte VIII

O Programa deste sábado envolveu Guido Giacomelli, Neco, Amílcar, a Ponte Grande e o Tri-Campeonato do Campeão dos Centenários, o Clube do Povo.

Aproveito ainda para convidar a todos; hoje, 20h30, no DebaTimão, da gloriosa Rádio Coringão, as presenças mais que ilustres de Faeti, autor do Hino "Nasci Corinthiano", e Rob Cavalini, do Corinthian-Casuals. NÃO PERCA!



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Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII

Ah, sim.
E ontem, no apagar das luzes do Templo Sagrado...



















AQUI É CORINTHIANS!!!

Bom pescador só precisa fisgar

Hoje o Corinthians jogou como Corinthians e venceu.

A escalação finalmente fez a sua estréia no campeonato em que, neste instante, somos líderes. Significa que estamos em uma crescente.
Mano colocou Bruno Cesar e Danilo pra jogar um bolão. E Roberto Carlos - que categoria, meu... - deu o tom do jogo. A zaga trabalhou.
Jucilei não é lateral direito. Mas que senhora partida fez Elias! E Ralf, sempre constante, fez seu papel de cão-de-guarda irrepreensivelmente.
Jorge fez o gol na saída de bola, praticamente, mas se encontra em constante crise, até o travessão acertou hoje. E pra piorar saiu, depois de uma entrada desleal que lhe ferrou a canela. Assim é a vida de Jorge, o Guerreiro. Quinta ele estará ali novamente.
E Dente, personificação de Nosso Terrão, expoente da última geração daquele Terrão ancestral, pescou a sardinhazinha, coitadinha. Foi dele a homenagem ao freguês da baixada.
Paulinho fez o GOL DO OLÉ, e só por essa predestinação merecia estar em campo. Iarley não entrou bem, mas tentou, e Paulo André entrou porque Mano estava com medo de fazer o quinto, o sexto, o sétimo, o oitavo...

Quanto ao jogo, começamos apavorando o time das pequenas sereias. O gol logo de cara murchou as pequenas sereias de forma tal, que as pequenas sereias ficaram desnorteadas. Apavoramos as pequenas sereias.
Jorge até meteu a bola no travessão, como dizíamos.
Mas daí começamos com aquela coisa de dar chutão. Rifávamos a bola. "Privilegiávamos" a marcação. Perceba as aspas, que não estão à toa. É a tal da 'primeira linha' do Mano.
Mesmo que a formação tenha ouvido as preces e obedecido São Jorge, o time não abdicou do jeito de pensar a 'primeira linha', como Mano fez com que eles pensem. Dente pouco foi acionado, Jorge também começou a errar passes, Chicão dava chutão (salvou um gol heroicamente), Felipe hoje catou muito, enfim. Aquele golzinho das minúsculas sereias estava impedido; quem duvidar disso é um papagaio de abutre inominável.
E as matadas de bola usando o braço, da menininha sereia? Só em uma delas tomou amarelo. Não adiantou defendê-la, abutraiada. Não adiantou dar a essa mocinha dançarina o aval pra matar a bola com irregularidade, não expulsando essa menininha que PEIDA quando vê a FIEL TORCIDA. Porque veio o segundo tempo, com outra disposição do Coringão, e antes das irrisórias sereias empatarem (e sentarem, sentarem, sentarem, como se estivessem sentando em um... enfim), o Coringão já ensaiava o gol, que aconteceu menos de um minuto depois das sentadinhas das sereias.
E então o jogo começou a ter graça. Graça Corinthiana, se é que me entendem.
Desce o ataque, tocando bola desembestado, chutando na canela das sereias, até que sobra pra Jucilei, chegando pela direita. Ele põe no meio da área. A sereia zagueira ajeita para Bruno César ajeitar de canhota.
Ele esperou a reação das sereias, sentiu o pavor delas com a situação, foi frio, calculista e CRUEL, MUITO CRUEL, antes de emendar com a mesma canhota um balaço pro gol, daqueles de furar a rede. GOLAÇO!!!
E partiu o Coringão para jogar boa bola, e colocar as sereias do san7x1os no lugar devido.
Iarley perdeu um gol. Depois chutou com precipitação. Mas Danilo esteve bem o suficiente para armar Bruno César, que bailou diante das sardinhas, e folgadamente até tentou o ângulo em jogada bem tramada.
Mas foi Ralf quem se aproveitou da marcação seca (e burra) de uma sereia sardinha. Que golaço. Naquele momento o mundo do san7x1os passou a ser algo menor que o aquário onde vivem. Ralf fez um corte cirúrgico na zaga peixeira. Desossou a sardinha numa só puxada. Que golaço. GOLAÇO!!!

Foi nessa hora que Dente surgiu com seu gesto que agora é Mitológico.
Você já fez esse gesto na cara de um san7x1sta hoje?

Daí saiu a menininha, a menorzinha das pequenas sereias. Entrou aquele anãozinho comédia (não repare o linguajar, leitor(a), mas é assim que essa gente tem de ser tratada. AQUI É CORINTHIANS, afinal de contas, e será sempre), e perdeu um gol se jogando na área; foi a coisa mais BISONHA que eu vi na minha curtíssima vida de Pacaembu. Coisa típica de timinho pequeno que acha que é médio.

E falo da pequenice das sereias, porque elas tomaram um GOL COM A FIEL CANTANDO OLÉ A JOGADA INTEIRA. A jogada inteira, pode ver. Os "OOOOLÉE" nem o câncer televisivo consegue apagar. E que jogada. Que jogada!
O abençoado com a conclusão da jogada, com uma cabeçada indefensável, foi Paulinho, que saiu emocionadíssimo, Corinthianizado e Corinthiananizando. Corinthians. CORINTHIANS!!!

Imagine o que não é fazer o Gol do Olé...

O segundo gol das pequenas sereias foi apenas aquela última tentativa de escapar do anzol que um peixinho dá, antes de ser tirado da água. A pescaria hoje rendeu, o peixe beliscou e foi bem fisgado. Jantamos uma sereiazinha na brasa. Colocamos a anticorintianada no lugar dela.

E de quebra, somos Campeões do Mundo Sub-18.

São mais 500 árvores plantadas (o verde de verdade é nosso).

E quinta-feira É GUERRA.

VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Prudência

O jogo desta noite de quarta mostrou mais do mesmo.
O Coringão voltou a mostrar esse futebol que vem jogando, que se baseia no esquema tático com três (!!!) volantes. E três atacantes, ontem, quase um milagre. Mas nenhum armador.
E então temos de ver um buraco no meio-campo, pois a volantaiada sabe marcar mas na hora de tocar a bola o Coringão só dá chutão.
Para piorar, os laterais fizeram uma partida bastante aquém do que sabem (e mesmo sendo moleque, Moacir pode mais), inclusive tocando a bola errado mesmo quando retomavam a posse depois do combate na defesa. Isso é inaceitável, mina a paciência do time e do torcedor, e não aconteceu duas ou três vezes, mas uma dúzia delas.

Víamos isso tudo, com Matias não mostrando o porque do chiliquinho de querer sair do CORINTHIANS e ir para aquela mierda. Não jogando bem, o ataque também comprometia a volantaiada. Até que num cochilo do Capitão, numa bola besta que ficou passeando na nossa área, o barueri* abriu o placar.
Daí o apito canalha começou a se complicar. Não marcou dois pênaltis para o Corinthians (a abutraiada não fala disso) e um pênalti para o barueri* (para a abutraiada menir e dizer que o CORINTHIANS ganha roubado, como no jogo contra o fru-fru), além de não da um monte de faltas para o Corinthians e amarelar metade do timinho do barueri* logo de cara.
Numa dessas faltas, um pé alto estúpido do carinha do barueri*, que o apito não poderia deixar passar, Matias alçou a bola na área, e ela foi mal interceptada no meio do caminho. Na outra ponta, Chicão ajeitou para William fazer o giro e se redimir da falha no gol dos caras. O zagueiro ainda quase enfiou a mão na bola, mas o Coringão empatou o jogo.

E aí entra o treinador. O meio-campo estava totalmente capenga, nenhuma armação de jogada. Coloca um meia, não é? Estava ali no banco o Bruno César, revelação do Paulistão. E a hora certa seria agora, após o empate, para resolver o meio campo, quem sabe virar o jogo numa daquelas Blitzkriegs e deixar o adversário aturdido em sua própria "casa"*.
Mas não, deixa-se tudo como está para ver como ficará.
E, muito mais do mesmo, no final do primeiro tempo tivemos um balde de água fria em nossas cabeças, numa falta despretensiosamente mal marcada pela nossa defesa; o segundo gol do barueri*.
Felipe só olhou, sem a reação que o goleiro tem de ter nessas horas, cruciais momentos em que é preciso resgatar a Deusa Bola de sua trajetória para resguardar a meta, impedindo o ocaso...

Para o segundo tempo, Jucilei, o quarto volante em campo, no lugar de Moacir. Para jogar na lateral, portanto. Coisa que já demonstrou tantas vezes não saber fazer tão bem.

E a anticorintiania do câncer televisivo, que não transmitiu no intervalo os melhores momentos do jogo do Corinthians mas fez questão de transmitir o de todo mundo e de qualquer um, ao flagrar Chicão em impedimento no lance do gol do Corinthians no primeiro tempo e não transmitir no intervalo, aviltava o jogo do Corinthians com repetidas transmissões do lance, ao invés de passar o jogo que estava sendo jogado. E estou aqui falando da imagem transmitida, e não daquelas abobrinhas ditas pelo centroavante da Democracia, o agora platinado Casagrande, pelo outrora canalha do apito (e esse fato já define tudo nele) e pelo narradorzinho inominável.
Veja bem, é o "produto" que eles estão "vendendo" na grade horária; não é futebol, é jogo do Corinthians. E fazem questão de aviltar, mostrando que essa coisa de "modernidade" é falsária, e reproduz tudo o que era essa abutraiada já fazia em 1913, quando o Corinthians derrubou a aristocracia da bola do pedestalzinho e viu acontecer o fenômeno doentio da anticorintiania.
Esse câncer quer você, Torcedor, fora do estádio. E faz a cabeça de muito zé-povinho com as mentiras que propagam nessas "transmissões".
Corinthiano(a), entenda que é partindo disso que a anticorintianada se fez, desde 1913. O Corinthians está no Coração do Povo, assim como o Futebol. E do Povo querem usurpar esses dois elementos vitais: o CORINTHIANS e o FUTEBOL!
Esse futebolzinho como quer o câncer NÃO É Futebol!

Mas voltemos ao jogo.
Dentinho lutou no segundo tempo, foi quem mais jogou bola no Timão, e com Roberto Carlos ficava trocando bola para as tentativas de Souza. Jorge entrou no lugar de Matias (que admite querer ficar, agora...). Mas foi só aos 28 minutos que alguma coisa mudou, quando Elias deu lugar a Bruno Cesar. Logo no primeiro toque na bola com o Manto Sagrado do Povo, em falta pela direita, levantou a bola pra área e o zagueiro adversário desviou para debaixo das canetas do goleiro... GOLAÇO!
A partir daí o Coringão começou a jogar bola, até travessão teve. Em quinze minutos criou três vezes mais do que nos outros 75 minutos.
Terá sido a presença de um meia, para um esquema tático que pretenda jogar bola? Terá sido a primeira linha (o ataque, seu Mano Menezes, o ataque...) agraciada com o toque de bola que a Deusa Bola merece, desde a segunda linha do Timão (o meio-campo, seu Mano Menezes, o meio-campo...)?

*Esse timinho expressa tudo o que é escroto na "modernidade" desse futebol falsário elevado pelo câncer e pela abutraiada de forma geral. Sem alma, sem casa, sem vergonha, sem nome, é apenas um apêndice de lavagem para empresários, e fornece carniça para abutre se refestelar. Como quando quiseram comparar o Velho Corinthinha de Prudente (genuíno e legítimo Clube daquela cidade, feito com o Coração) com essa mentira; o câncer, pela tevê e pela internet, bombardeou a cabeça de desavisados papagaios com essas lorotas, e tanta gente caiu nessa literal papagaiada...
Esse timinho deveria é começar de baixo, nas divisões menores, porque aquele clube (sic) fundado em 1989 não existe, se é que algum dia existiu. E se aquele não sobrou, esse de agora seria feito do que, além de mentiras?

É DOMINGÃO!!!
VAI CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

domingo, 23 de maio de 2010

Festa do Povão

Não sei se foi por causa de ouvir os mais velhos falarem mas, para mim, a primeira linha no Futebol sempre foi aquela entre os camisas 9 e 11. Isso porque para meu Vô, ali estavam também o 7, o 8 e o 10. Quando o Samurai diz que Mano é retranqueiro até em entrevista (leia, está tudo aí) é porque de fato ouvimos ele dizer que a referida linha é "a última". Ou seja, a postura está aí, dita e escancarada, e é inegável (a última linha é a do guarda-metas).
Enfim, tarde belíssima no Templo Sagrado do Pacaembu, 31 mil Corinthianos, muita Festa, lua crescente. E o chinelo no pé do gordura. O Coringão se desdobrou, como vem fazendo. E o assalto descarado do apito encomendado já se revestiu de falsas injustiças para com o frufru. Se vê papagaio de abutre dizendo asneiras em tempo recorde. E isso já passou a ser rotina. A nossa sorte foi que Fred-frufru errou todas as finalizações, e acho que nisso rolou uma sorte nossa, mesmo. Mas Chicão, que parece ter aprendido tudo o que sabe no antigo Campo do Lenheiro, não errou a sua crucialíssima finalização.
Falta excelentemente batida, com tempo para o goleiro do frufru se confundir e perder o tempo do foguete. Quando foi ver, a curva que a bola fez já tinha colocado ela na caixa. Golaço!
E a partir daí o Corinthians administrou. Chamou o adversário. E jogou bem menos bola, passou sufoco e contou com a velha raça, para uma decisão nesse campeonato feito para 'administrar'.
Vai o Coringão com três vitórias de saída, numa calmaria estranha ao vulcão em erupção constante, e que deixa abutre aturdido. São as lições do ano de 2008. E o Corinthians pode muito mais. E faltam 35.
VAI CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Trigésimo Capítulo

O Time do Povo
“Per Aspera Ad Astra”
Por Filipe Martins Gonçalves

O dia 13 de outubro de 1977 não começou naquela madrugada, não terminou naquela noite de Festa Corinthiana. Veio vindo de muito antes, com o desprendimento de um Povo para a maior de suas provações. E foi para muito além, com este Povo provando ao mundo do que é feito, deixando muito bem claro que o mundo é dividido entre Corinthianos e anticorintianos.

A provação do Povo Corinthiano não foi tanto o tal jejum de conquistas, pois já vimos por aqui de que forma esse tempo passou para o Corinthians, e não foi propriamente um jejum. A grande provação foi suportar as maledicências dos detratores, a verbalização do ódio oportunista e incontido daqueles que não suportavam o Clube do Povo. Por toda a História víamos acontecer isso, mas os vinte e dois anos, oito meses e sete dias foram tão cruciais para a formação do Corinthianismo quanto havia sido o ano da rasteira, de 1915.

O Corinthians é a Fiel Torcida, e vice-versa. Que durante este tal de jejum mostrou ao mundo o que é Corinthianismo. Uma reportagem de 1971 registra o que diz um Corinthiano, com propriedade; “Quando o Corinthians for campeão, tocaremos fogo no mundo!”. No ano de 1974, aquela falta roubada sobre Rivelino, que fez com que os detratores se refestelassem na sujeira, fez também com que a Fiel acordasse para os anos seguintes. Em 1976 a Fiel dava mostras do que iria ser o dia da libertação, com as tantas invasões a outras capitais, em estados longínquos, no sul, no nordeste, no Rio, enfim. A Torcida Corinthiana sempre foi assim, como massa de pão; quanto mais bate, mais cresce.

A prova de que o Corinthianismo se alimenta não de conquistas, quinquilharias, bijouterias, mas da aura e do amor da Fiel Torcida, está aí para que todos vejam. A Torcida cresceu a tal ponto, nesses anos do tal de jejum, que até hoje os detratores fingem que engolem este fato, e não gostam sequer de comentar. Pois ele desenha com exatidão, para os que fingem não ver, o maior gigante que é o Coringão.

A invasão ao estádio estadual da cidade, no domingo anterior ao dia 13, que representa a maior lotação da referida praça em jogo de Futebol (que era a que servia aquele local, antigamente), e a derrota daquele dia, com a Fiel expressando sua esperança e fazendo Festa mesmo em um revés, tudo isso complementa a situação que se desenhava para aquela noite do dia 13. Mas antes de falarmos da noite em que um Anjo Corinthiano arrematou uma bola que lhe sobrou na área, depois de seguidas tentativas, e libertou o Povo da tirania dos detratores, devemos voltar no tempo, ao final da década de 30.

Comentávamos no capítulo dezenove o caso de Euclydes Barbosa, que foi subornado por um palestrino. Mas Euclydes dividira aquela grana com os companheiros, e entregou o palestrino para a justiça desportiva, e ele ficou impedido de ter cargo em clubes durante um bom tempo. Foi em 1932, ano em que a máscara do amadorismo caiu, e se pôde praticar o profissionalismo às claras nos anos que se seguiram. Ocorre que os anos que seguiram não foram bons para o Corinthians. Euclydes Barbosa, o grande zagueiro Jaú, se via tachado por alguns Corinthianos de vendido, por conta de uma leitura errada do episódio do suborno. Um disparate à nobreza de Jaú, que ele custou a perdoar. No filme "23 anos em 7 segundos" está contada a História do sapo. Pai Jaú está também no totem do Memorial, assim como Brandão, e todos os outros do Panteão Corinthiano. Por isso existiu o célebre programa de rádio da década de 70, que reunia personagens como "Pai Jaú", "Nega", e que fez a Nega ser muda até o Corinthians ganhar o campeonato. Era uma Lenda que percorria o imaginário, aquele sapo enterrado. E era uma verdade. Corinthianíssima verdade. Como se vê no mesmo referido filme, existe até quem mate bode e desenhe triângulos para baixo... Fato é que durante esse tempo todo o sapo ficou esteve ali, por assim dizer. Na semana que começou, após a derrota de domingo, sob uma tempestade homérica, o sapo foi lavado.

O Corinthians entrou com sua mística camisa preta e branca, e jogou bola pra ganhar o jogo. A macaca sentiu a pressão da noite Corinthiana. E o gol sai só aos 37 do segundo tempo, mas é tão decisivo que quando se escuta a narração de Osmar Santos, por exemplo, uma das melhores e mais apaixonadas narrações já vistas na história, se vê que a vitória havia chegado. É a narração da libertação.

O dia seguinte, que continuou aquela noite, encontrou o mundo mudado. Mas não era uma mudança como aquela do dia 1° de setembro de 1910, que foi silenciosa, a passos curtos, uma revolução construída tijolo por tijolo. A mudança era latente, se sentia no ar, que estava elétrico. Corinthians Campeão! Todos os armazéns anticorintianos agora deviam o prometido fiado. Vingança do Povo!

A mão que pôs, na encruzilhada, a vela
A mão que na bandeira pôs a vida
A mão que sem mais essa nem aquela,
No ingresso deu o prato de comida

A mão que se crispou em agonia
A mão que no incentivo se agitou
A mão que deu na cara da ironia
A mão que desaforo não levou.

É a mesma que amanhã no trem lotado
Vai mostrar no jornal, escancarado, na manchete:

CORINTHIANS CAMPEÃO

E ninguém vai chorar do mau salário, da condução
Nas ruas, o operário vai refazer os gols do Geraldão”

(do Coração Corinthiano, mais apaixonado que qualquer coração)

A História Continua...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

100 Anos de História, parte VI

E no sábado, a partir das 15h, na Rádio Coringão, a 7ª parte ao vivo!



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Parte I
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Parte IV
Parte V

domingo, 16 de maio de 2010

Tchapa!


Estou em Cuiabá, Mato Grosso, e ter descoberto a Associação de Corinthianos de Tchapa e Cruz me fez ganhar o dia. Povo acolhedor, e Corinthianíssimo.

E o Coringão ganhou o jogo.
Ganhou bem, aliás. Mesmo com o apito fingindo não ver as agressões do bom volante do time gaúcho, e não querendo expulsar uma ex-madame chiliquenta.

Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Jucilei; Jorge (Danilo), Souza (Paulinho) e Dente (Iarley)

Ganhamos o primeiro tempo com um gol de cabeça de Ralf. Bom cruzamento em escanteio bem batido pelo Dente, em bola bem aproveitada pelo nosso volante raçudo. Golaço!

Ainda tivemos chances, e o time da casa no primeiro tempo parecia ser coadjuvante. Felipe teve trabalho em um lance apenas, quando pegou a bola na linha, em importante defesa.
No segundo tempo, vieram para reverter, e tomaram foi um revés. Novamente em jogada que começou nos pés de Dente, que levou à linha de fundo e cruzou. Em falha do zagueiro, na linha do gol, que não tirou a bola como devia, Souza (Dunga, leva ele!!!) aproveitou. E esperou este zagueiro ficar completamente vendido no lance, caído na pequena área, para arrematar pra rede. Golaço!

Numa falha da zaga Corinthiana o adversário ainda diminuiria, e o placar ficou em 2 a 1 para o Clube do Povo.

Começamos bem o campeonato modorrento de pontos roubados da madame corridos, com duas vitórias em duas rodadas. Faltam 36, pela paciência do nosso Povo! E o Coringão quer mostrar jogo, que é o que tem que fazer sempre.

VAI CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

100 Anos de História, parte V

E amanhã, sábado, a partir das 15h, na Rádio Coringão teremos a 6ª parte!



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Vigésimo Nono Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo


Por Filipe Martins Gonçalves

No capítulo anterior (aqui) falamos tanto sobre quase tudo o que o Corinthians conquistou na época do "jejum", que não lembramos de mencionar como acaba a Década Dourada de 1950, na política interna do Clube.
Em 1959, Vicente Matheus, em uma chapa com Wadih Helu de vice, vence Trindade nas eleições. Novas eleições, em 61, e Wadih Helu forma chapa própria, se tornando Presidente do Clube do Povo.
Em 1962 o último lote do Parque São Jorge, de 73 mil m², é adquirido. E o Corinthians chega, territorialmente, até a foz do (ainda) saudável rio Aricanduva. A Cidade Corinthians cresce. E neste local recém-adquirido se faz o campo de Futebol de Base, para as peneiras. O popularíssimo Terrão.

As categorias de base do Corinthians sempre deram muitas alegrias à Fiel Torcida.
No começo dos anos 60 estava demais, e a Fiel lotava o Pacaembu nas preliminares.
Em 1965 subia ao Timão principal o garoto Roberto Rivelino, bi-Campeão Paulista de juniores. No ano seguinte, ao lado de Garrincha, e por falta de datas para as disputas, o Corinthians é um dos quatro "campeões" do Rio-S.Paulo de 66.
No Futebol profissional, havia pouco mais de uma década, o Corinthians vivia a travessia de um longo e penoso deserto.
Em 67, o zagueiro tri-Campeão Paulista de juniores, Luis Carlos Galter, sobe ao Timão principal.

Em 1968 o Coringão coloca fim a uma brincadeira de mau gosto.
Sim, porque trocando em miúdos, o pseudo tabu diante do Santos passa do enganoso "onze anos sem vencer o Santos" para o "onze anos sem vencer o time de Pelé quando ele estivesse em campo, em partidas válidas apenas pelo Campeonato Paulista", sem nenhum esforço.
Uma brincadeira de mau gosto, pois nos obriga a fazer uma notação que não corresponde à grandeza do Rei do Futebol, o atleta perfeito, e sim à diminuição do clube que o Rei defendeu - pobre Rei. Mas isso não vem ao caso.

Pois Luis Carlos parou Pelé em campo. E Paulo Borges, o Risadinha, chutou do meio da rua pra Fiel fazer a Festa. E Flávio sacramentou a Vitória por 2 a 0, naquela memorável noite de 6 de março de 68.
E assim uma das maiores verdades na história deste confronto ficou bastante clara, sem que fosse preciso explicitar mais nada.
Quatro dias depois, uma virada por 2 a 1, sobre o Palmeiras, que vencia até os cinco minutos finais, completa a semana que fez valer o ano.

Na madrugada de 29 de abril de 1969 falecem Lidu e Eduardo, jovens promessas, num acidente na marginal Tietê, então em obras. O fato abalou a cidade, mas não comoveu a diretoria do rival supracitado, que votou contra o adiamento da partida, o que não é tão grave, mas votou ainda contra a possibilidade de se repor o número de jogadores no plantel.
O jogo seguinte seria justamente um Derby. E por esta histórica demonstração, o rival ganhou o apelido de porco, nas Arquibancadas Corinthianas. Apelido este que assumiriam em um futuro próximo, como forma de evitar maiores constragimentos.

Em 1970 chega ao Parque São Jorge José Maria Rodrigues Alves, o Super-Zé. Importante frisar, pois sete anos após sua chegada inicia-se a jogada mais famosa do mundo, uma falta batida por ele na ponta direita.
Zé Maria foi dos Guerreiros com maior regularidade, nos treze anos que passou vestindo sua segunda pele, o Manto Alvinegro da Raça. Um Herói Corinthianíssimo.

E no mês de fevereiro de 71, o Coringão venceu o Torneio do Povo, que serviu como apêndice para a propaganda governamental, no esforço do então presidente Médici de atrelar a própria imagem com a imagem da Seleção de 70. Nesse Torneio jogaram os quatro times mais populares dos quatro principais estados; Corinthians, Atlético Mineiro, Flamengo e Internacional, este último vencido por 1 a 0, sacramentando o título, no Estádio do Mineirão.
E Wadih Helu pôde se despedir, abraçado com o Presidente da República, e com outro título no Futebol Profissional na bagagem, durante a década que administrou o Corinthians.

Dois meses depois, época na qual os recém-apelidados "porcos" jogavam com sua 'segunda academia' e tal, o Corinthians iria servir de "sparring", no estádio lotado. A Fiel nunca abandonou o Corinthians, que atravessava o deserto e simbolizava mais do que nunca a luta diária do Povo.
As bandeiras tremulavam desde a hora do almoço na Arquibancada. Naquela tarde chuvosa, antes do primeiro minuto se completar, o placar já havia sido inaugurado. E aos 10, já estava 0 a 2. E os rivais esperavam apoteoticamente, com as panças debruçadas, pelo segundo tempo. Mirandinha marcou logo aos 5 minutos, Adãozinho estreiava no Corinthians empatando o jogo a esta altura. E o rival faz o gol na saída de bola. Mas o Coringão também empata, na saída de bola seguinte, com Tião. Eram corridos 26 minutos do segundo tempo, quando o rival entendeu que ali estava o verdadeiro osso duro de roer.
A Virada veio aos 43 minutos, com Mirandinha. E a cerveja no estádio só não acabou porque soou o apito final e a Festa foi para as ruas.

Falávamos de Wadih Helu. Em sua década no comando do Clube do Povo, a Cidade Corinthians sem dúvida cresceu. Mas seu modo de administrar gerou uma escola de procedimentos, repetidos por Dualib, mais de vinte anos depois. Chegaremos lá.
E então, articulados com boa parte dos associados e da torcida de modo geral, a oposição conseguiu entupir o Parque São Jorge de gente, impossibilitando os partidários de Wadih Helu de votar, tamanha a lotação.
E para completar, encheram a fachada do Corinthians de faixas pró-Wadih Helu. O pessoal da situação então achou mesmo que Wadih Helu iria ganhar, nem se deu ao trabalho de ir conferir. Foi todo mundo pra casa, e o cargo mais importante do país, depois da Presidência da República, mudou de mãos.
Miguel Martinez assume, apoiado por Matheus, naquele ano de 1971. E cai no ano seguinte, por conta de "grave crise financeira". Sempre ela.
Vicente Matheus assume, então, em 1972.
Vaguinho e Wladimir chegam ao Corinthians, e neste ano o Corinthians chega à semifinal do Campeonato Brasileiro.
Mas é apenas em 1974 que o Corinthians chega a uma Final. No Campeonato Paulista, como campeão do primeiro turno, após vencer o São Paulo. O segundo turno foi ganho pelo Palmeiras, e na final, após aquele lance de falta não marcado em Rivelino, na cara do apito, que originou o espaço que possibilitou o gol facilitado, o próprio Rivelino foi tido como bode expiatório.

E por conta deste episódio, talvez, a Fiel Torcida tenha passado a se dedicar muito mais à faceta da Raça, do Suor e do Sangue, o "lutar sempre, desistir jamais", que compõem todo seu imaginário, sua identidade; a própria identidade Corinthiana.
Rivelino era um craque, mas o que a Fiel queria era onze operários guerreiros persistentes, como persistentes eram os Corinthianos que atravessavam uma tormenta de duas décadas.
A Fiel abdicava, na época, de qualquer futebol "bonito". Ao lado de Neco, Amílcar, Pequeno Polegar, Gerente, o Reizinho do Parque figura como um dos grandes jogadores que envergaram o Manto Sagrado. Mas isso não importava. A Fiel queria era incendiar o mundo, enlouquecer na Arquibancada.
Pegue algum retrato desta época, de preferência aqueles tirados do campo, com os jogadores em primeiro plano. Note que a Torcida do Corinthians, como nunca, é o personagem principal.
O Corinthianismo estava explodindo.

De forma que, em 1976, na reta decisiva do Campeonato Brasileiro, a Fiel se preparava para a maior demonstração de Paixão e loucura que a humanidade pôde presenciar. A Invasão Corinthiana ao Rio de Janeiro é um episódio para se compreender. O presidente do Fluminense provocou a Fiel porque havia tido uma invasão a Recife, e respondendo a alguma pergunta, disse, mais ou menos, que disponibilizaria metade dos ingressos para os Corinthianos invadirem, mas que isso jamais aconteceria. Mas aconteceu. O número pode ter chegado a mais de oitenta mil. A Dutra se transformou em Avenida Fiel Torcida. O Rio foi Corinthianizado.
Ninguém além do próprio Nelson Rodrigues poderia transformar o acontecido em um Mito. E ele fez isso.
Segue os trechos da "Invasão Corinthiana", de Nelson Rodrigues, no jornal do dia 6/12/76, seguinte ao domingo da Invasão:

"Uma coisa é certa: — não se improvisa uma vitória. Vocês entendem? Uma vitória tem que ser o lento trabalho das gerações. Até que, lá um dia, acontece a grande vitória. Ainda digo mais: — já estava escrito há seis mil anos, que em um certo domingo, de 1976, teríamos um empate. Sim, quarenta dias antes do Paraíso estava decidida a batalha entre o Fluminense e o Corinthians.

Ninguém sabia, ninguém desconfiava. O jogo começou na véspera, quando a Fiel explodiu na cidade. Durante toda a madrugada, os fanáticos do timão faziam uma festa no Leme, em Copacabana, Leblon, Ipanema. E as bandeiras do Corinthians ventavam em procela. Ali, chegavam os corinthianos, aos borbotões. Ônibus, aviação, carros particulares, táxis, a pé, a bicicleta.

A coisa era terrível. Nunca uma torcida invadiu outro estado, com tamanha euforia. Um turista que, por aqui passasse, havia de anotar no seu caderninho: — "O Rio é uma cidade ocupada". Os corinthianos passavam a toda hora e em toda parte.

Dizem os idiotas da objetividade que torcida não ganha jogo. Pois ganha. Na véspera da partida, a Fiel estava fazendo força em favor do seu time. Durmo tarde e tive ocasião de testemunhar a vigília da Fiel. Um amigo me perguntou: — "E se o Corinthians perder?” O Fluminense era mais time. Portanto, estavam certos, e maravilhosamente certos os corinthianos, quando faziam um prévio carnaval. Esse carnaval não parou. De manhã, acordei num clima paulista. Nas ruas, as pessoas não entendiam e até se assustavam. Expliquei tudo a uma senhora, gorda e patusca. Expliquei-lhe que o Tricolor era no final do Brasileiro, o único carioca.

Não cabe aqui falar em técnico. O que influi e decidiu o jogo foi a torcida. A torcida empurrou o time para o empate.

A torcida não parou de incitar. Vocês percebem? Houve um momento em que me senti estrangeiro na doce terra carioca. Os corinthianos estavam tão certos de que ganhariam que apelaram para o já ganhou. Veio de São Paulo, a pé, um corinthiano. Eu imaginava que a antecipação do carnaval ia potencializar o Corinthians"
.


E por aí vai. Encerra dizendo:
"O bom guerreiro conhece tudo, menos a capitulação. Aprende-se com uma vitória, um empate, uma derrota. Só a ociosidade não ensina coisa nenhuma".

O Mito Corinthiano, o Clube do Povo que não pára de lutar, estava em sua expressão mais que completa, pelo anseio que o jejum provocava.
A Fiel Torcida, que exige ser escalada e se escala, empurra o Timão, desvia a bola pro fundo da rede, redesenhava a Utopia dos Fundadores operários que revolucionaram o Futebol. Assim, em uma época de ditadura, a Fiel foi exemplo de forma de desbloqueio das forças conservadoras, como é praxe nessa História que completará um século.
Quando o Povo não tem voz, o Corinthians lhe dá voz, passando a ser manifestação coletiva de liberdade e emancipação.

A História Continua...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

AGÔ Pai Velho



Dia Treze de Maio, vinte e um dias após o dia do Martírio de Jorge. Com a Força do Santo Padroeiro - AGÔ.

Dia da Falange dos Preto Véios
Vieram de Aruanda pra nos abençoar, nos trazer luz e paz
Que tua mironga nos traga Força, que teu rosário nos traga a Fé
Oriente nossas mentes com seus conselhos e experiências, hoje e sempre
Descarrega e cura, Pai Véio, quebra a zica
Saravá Preto
Saravá Coroa Divina


Saibamos sempre que, se perdemos em campo - seja lá por qual causa, se na bola ou no apito - sempre ganhamos, sempre vencemos, na Esperança e na Fé, pois é nisso que somos o que somos, FIEL TORCIDA.

O CORINGÃO FARÁ UM SÉCULO DE HISTÓRIA, e com a Força do Guerreiro Padroeiro sinalizará isso inequivocamente EM CAMPO E NA ARQUIBANCADA. É o que busca a Alma Corinthiana através de seus GUERREIROS - que sejam completos.
Mesmo tendo boas pernas, não nos alcançarão os inimigos; NÃO VACILAREMOS.
Que nossa gana em mostrar que o CORINGÃO VOLTOU se traduza em FORÇA para nós mesmos; Que a FIEL TORCIDA inspire a FORÇA a todo momento; Que SÃO JORGE nos dê a FORÇA NECESSÁRIA para que o decisivo dragão seja abatido.

Desata os nós, Guerreiro
Afia a tua Lança de novo
Sê Forte, Sê Inteiro
Em prol do Time do Povo
O Corinthians Altaneiro
Em campo, Humilde e Forte
Com sua Força, sua Sorte
SARAVÁ SÃO JORGE GUERREIRO


Agô; De Humaitá, onde Vibram as Entidades de Ogum;
FORÇA DA GUERRA, Corinthians
Que nossos inimigos não nos atinjam sequer em pensamento
Que o Corinthians seja Corinthians
ARANAUAM
ASÈ


segunda-feira, 10 de maio de 2010

O Clube do Povo faz a diferença

Nossa eliminação foi sentida no Brasil inteiro. E o Corinthians, como sempre acontece, se agigantou. Todos se uniram mais uma vez para provar o poderio do Corinthians.
De um lado, a anticorintianada, que se apóia em si mesma. E do lado certo da FORÇA, a FIEL TORCIDA, que se apóia no AMOR ao Corinthians Paulista.
O que isso tudo quer dizer? Que o Gigante de Verdade faz a real diferença.
O CORINTHIANS é a referência. E não adianta dizer que Corinthiano "se acha", porque é a voz da anticorintianada que nos prova. Todo mundo está apenas falando de Corinthians, como sempre. O próprio bom senso reconhece isso...

É coisa provada a cada jogo decisivo.
Provada no dia 2/12/2007, em Porto Alegre, quando aqueles supostos rivais se abraçaram e se beijaram. Porque o GRANDE CORINTHIANS havia levado consigo a primeira divisão que lhe pertence.
E provado também nesta quarta, enquanto a FIEL como sempre representava na Arquibancada, e os rivais locais também se abraçavam e se beijavam, porque o Corinthians havia sido eliminado de um torneio que só tem tal importância justamente porque aquele que é referência ainda não o conquistou.

É inverso do que aconteceu ao Mundial de 2000.
As desculpas arquitetadas para desmerecer uma Conquista grandiosa do Clube do Povo configuram o outro lado da moeda do esforço gigantesco dos anticorintianos em diminuir o Grande Corinthians, que como Gigante é impossível de ser diminuído.

Portanto, Corinthiano, proteste contra o que acha que está errado. Tem todo o direito, e também o apoio.
Mas vista o Manto Sagrado e saia às ruas mostrando que AQUI É CORINTHIANS, porque para quem não percebe a natureza das coisas temos de mostrar que o Corinthians divide o mundo em Corinthianos e anticorintianos.
E que isso quem o faz é o nosso Amor ao Corinthians Paulista, amor de mãe, incondicional, pois o Povo Fiel é que gerou o Clube do Povo.
A inveja dos outros não suporta o nosso Amor, Família Corinthiana.
A anticorintianada não suporta o Corinthians. Azar o deles. Deixe falar as bobagens. Isso não muda a História. E a História do Corinthians é a mais linda História que a humanidade forjou.

E todo esse Amor está ancorado na conquista que o Clube de Povo teve não dentro, mas fora de campo. Nenhum Clube tem uma identidade igual a essa que a Fiel tem.
Quando, após 77, o fim do jejum, o fim da longa jornada em que o Corinthians permitiu aos adversários que o alcançassem em conquistas, jornada esta que encerrou o período da Década de Ouro, de 1950, enfim, entre 78 e o começo da Democracia Corinthiana, a Fiel Torcida se reinventou com o espírito Socrático, vivíamos a crise de identidade do sofredor.
O sofrimento moldou, durante o jejum, a grande identidade da Fiel. E o Corinthians já havia encerrado o jejum. E aquela loucura de invasões, no ano de 76, Recife, Rio, Porto Alegre, multidões acompanhando um time que "avançava malgrado suas limitações técnicas, reconhecidas (...) pelos próprios atletas, os quais, porém, prometiam superá-las com garra e coragem. Ora, consoante o axioma alvinegro, essa superação jamais poderia ser obtida apenas pelo empenho da equipe, sem o concurso de uma torcida cujo militantismo exarcebado almejava compensar a desigualdade de forças no gramado de jogo". É assim que define José Paulo Florenzano, em "A Democracia Corinthiana: Práticas de Liberdade no Futebol Brasileiro".

Sofrer pelo Corinthians, de peito aberto na Arquibancada.
Mas a simples idéia de sofrimento por si só não explica tudo. Atrelado a esse sofrimento, a essa luta diária Corinthianista, está o fenômeno incrível do crescimento da proporção de torcedores.
O Corinthians tem sua versão da bandeira dos Pampas, bandeira da torcida Fiel Sul. A Fiel Salvador, Fiel do Rio. O Corinthians não tem admiradores, mas torcedores pelo mundo todo. Isso é raro. Torcedores, vejam bem. Não admiradores.

A Democracia Corinthiana resolveu o grande impasse daquela idéia que molda a Fiel Torcida, sofredora Graças a Deus; reinventou a identidade do sofredor sobre outro prisma, a luta passou a ser de cidadania e tudo o mais que envolveu o glorioso período de Sócrates, Wladimir, Monteiro Alves, Olivetto...
O fim da década de 80, a década de 90, Corinthians de Neto, Giba, Viola, Tupã, e a primeira década deste século também reinventaram essa identidade, que tem muito a ver com o comprometimento, a Raça, a garra, o suor e o sangue, e o termo "sofrimento" apenas desenha de forma aproximada o que é esta identidade.
E esta idéia novamente foi revivida de 2006 para cá, com a queda, ascenção, deposição do presidente. A Fiel se mobilizou, à maneira da época vivida.
As diferenças de 2006 para 2010 são imensas, é claro, e hoje talvez o grande problema que se coloca seja a elitização desenfreada, que ganha conotação de 'inevitável' e de 'business'. Mas a conciliação entre o Amor e o dinheiro é sempre muito complicada. E não falo apenas do jogador em campo, comissão técnica, mas do Corinthiano torcedor que paga ingresso sem parar, e da diretoria.

(Leia o Japonês, aqui e aqui)

Enfim, depois da prioridade perdida, um pacto foi realizado, nos vestiários, entre choro de alguns jogadores. E na Arquibancada, o apoio irrestrito deu lugar a protestos exigindo afastamento, e vaias a este protesto.
E é justamente essa a identidade do Corinthiano. Entre nós nunca há muito consenso, a não ser o Amor ao Corinthians.
Naquela hora, ainda que não da mesma forma e nos mesmos termos, tivemos a volta das Assembléias dos primeiros anos, após um tropeço em campo.
E que essa nossa tristeza e revolta passe a ser lição.
O Corinthians ganhou o jogo. Seguimos adiante, Família Corinthiana. Agora e sempre, com a História do Clube do Povo. Que irá completar um século.
À LUTA, FIEL

Mano permaneceu. O preparador físico foi embora. Um melhor veio. Cracas permanecem no elenco. O Corinthians busca estabilidade como nunca teve. E, por incrível que pareça, está tendo. Mesmo que o Gordo venha a dizer coisas sobre arrependimento sobre ser meiguista. O fato de externar à abutres isso, mostra que a coisa da eliminação abalou ele, mas não porque ele tenha compreendido o Corinthianismo, mas porque 'para ele' foi uma derrota pessoal 'dele', acima de tudo. E é ele quem comanda o bizinis agora.

Observação importante
Devemos agradecer a claque de imbecis da madame, que lembrou da NAÇÃO CORINTHIANA neste domingo, no Maracanã, e expressou todo o medo que tem do CORINTHIANS, pela maior freguesia já registrada: 288 jogos, 109 vitórias, 92 empates, 87 derrotas (nós empatamos mais do que perdemos para as putinhas, vêem?), 419 gols pró, 390 gols contra.
Fora as surras em jogos decisivos.
Valeu a lembrança!, mesmo que estivéssemos a mais de quinhentos quilômetros de distância.
Foram até o Rio só pra mostrar que nós sempre fazemos doer fundo em vocês?

Domingão
Ontem tudo recomeçou. Uma vitória na estréia do Brasileirão. Com o mesmo time, mesmo técnico, e com os mesmos milhares que estão lá sempre.
O primeiro tempo foi razoável, com algumas chances criadas, Jorge e Dente entraram bem no jogo. Roberto Carlos lembrou de concluir. E com todos os passes a mais que limitam o desenvolvimento do jogo, além de manter a regularidade, também se arrisca ao chamar o adversário quando ele tem a posse.
Jorge, Gordo e Dente terminaram uma partida em campo, por causa da desvantagem numérica do adversário. Mano não teve alternativa, e colocou um time ofensivo para jogar. O Coringão acabou o jogo em uma espécie de 2-3-5.

Felipe; Alessandro (Souza), Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf (Iarley), Elias e Danilo (Jucilei); Jorge, Dente e Gordo

Nos vingamos de uma figura anticorintiana, que pediu para ser expulsa. Mas tomamos gol instantes depois, numa reprise da maioria dos gols que costumamos tomar há algum tempo. Impedimento, migué do apito, a zaga dorme, Felipe sai errado.

No segundo tempo, Souza aproveitou o corta-luz do Gordo, ajeitou e arrematou. Golaço.
Era para Dente ter virado o jogo, num belo passe de Chicão, mas o goleirinho resolveu entrar de sola e foi expulso.
Viramos o jogo em um pênalti sobre Souza, convertido pelo Gordo.
E assim foi a "primeira final" desse campeonato modorrento.

VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Povo é Fênix

O Povo luta. Canta. O Povo ama.
Não se entrega nunca.
O Povo perde, mas jamais é derrotado.
O Povo vence, se enche de Glórias, e sorri.
O Povo sabe tomar o revés, e sabe usá-lo como lição.
Sempre de pé.
E de pé jamais cai, de todo. Se reergue, e luta.
Este Manto Sagrado é do Clube do Povo.
AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Maio de 1910

Há cem anos o Cometa Halley atravessava os céus, como uma lâmina de luz.

De dia, um rastro amarelo no céu azul de outono, em uma cidade provinciana de poucas centenas de milhares de pessoas. De noite, uma luz fulgurante cortando o céu estrelado.

E à beira do rio Tietê, em uma prainha - o Areal, o Povo ia admirar aquele espetáculo, durante todo o mês de maio.

Muitos já tirando um sarro das crendices, que diziam que o mundo ia acabar. Outros, traçando um significado cosmológico para aquilo; o mundo mudaria.
Para alguns, ainda, Deus queria dizer algo com aquilo; a cidade provinciana ainda guardava suas culturas Tupis e Guaianazes, nas crenças sobre a natureza.

E outros tantos sonhavam com um grande Clube para representá-los...

Há cem anos atrás, exata porém aproximadamente, nascia uma Utopia, sob a luz do Cometa.

Um Clube de verdade, quando o Povo estava "relegado" apenas às Várzeas. E esse "relegado" vai em aspas, porque desde sempre foi nas Várzeas que se jogou o verdadeiro Futebol.

Um Clube do Povo, para o Povo.

Nascia a Utopia. Maio de 1910.
Brotava a semente. O broto seria cuidado durante os meses seguintes, até ser plantado em terreno fértil.
Como se vê, está longe de ser uma Obra autoral, a criação do Corinthians Paulista.
E é mais que Coletiva. Foi anunciada pelo Cometa. Foi sedimentada no Lampião. E foi às Glórias naquela primeira Bandeira Preta e Branca, de Antonio Pereira. E na bola que foi adquirida com um rateio. E nos uniformes dos saqueiros do Brás. E na segunda bola da vida do Clube, presente de Manuel Nunes. E na Santa Rita, sobre a porta da barbearia do Salvador Bataglia. E de seu irmão Miguel, escalado pelo Povo à Presidência, tendo a Honra de ser o Primeiro Presidente do Clube do Povo. E Jorge Campbell, formigão trabalhador incansável para que o Clube tivesse três quadros, para que tivesse um campo, para que vencesse em todas as Várzeas. As lavadeiras da Várzea do Carmo.
Em maio de 1910, todo esse mundaréu de gente, cada qual à sua maneira, tinha sua aspiração. E antes mesmo das greves e dos movimentos sociais da década de 1910 acontecerem, o Povo paulista já havia eleito um campo de batalha e um Manto para ali vestir, e batalhar.

Este Manto não apenas representa o Povo.
Este Manto Sagrado é a própria aspiração Popular, "manifestação palpável do anseio popular por emancipação", como diria o Mestre Lourenço Diaféria.

É ALEGRIA, MUITA FÉ E ESPERANÇA

É GUERRA, CORINTHIANS!!!
VAI CORINTHIANS!!!
SARAVÁ SÃO JORGE

terça-feira, 4 de maio de 2010

100 Anos de História, Parte IV

Todo sábado, a partir das 14h30, na Rádio Coringão.

Edição de 1º/5.


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