terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A República Corinthians



Poderíamos reiniciar este blogue falando da Copinha, muito bem conquistada pelos moleques e pelo Narciso, que montou um time com atitude, que buscou o jogo e criou um bom jogo de bola, tendo sólidas todas as funções em campo. E o jogo final, contra o frufru, foi um baita jogo, em que a Raça Corinthiana se fez valer. Aliás, o Adenor poderia ter, pelo menos, umas aulas com Narciso, já que não vai embora com seu futebolzinho ramelento (e ainda assim ele ganhou o campeonato, né? O que esse corneteiro está dizendo, por São Jorge? Que cara chato...).

Mas isso nem de longe é o que quereríamos dizer por aqui. Até porque ficou tarde pra isso, né? Estamos em fevereiro já.

O destino do Corinthians não será decidido nestas eleições, caros Camaradas.
Já está decidido há algum tempo, mas você nem sabe disso. Enfim.
Antes de qualquer coisa, é necessário que se leia o SAMURAI.
E se ali a situação está sendo decupada, que se jogue as mesmas luzes na tal de oposição. Pois o episódio da votação do chamado "chapão" foi a panacéia da "democracia" mais à toa que alguém, em sã consciência, poderia contemplar.

A coisa não é bonita, pelo contrário. A drasticidade da coisa não nos deixa mentir. Caminhamos para um processo imaturo de mundialização forçada e especulativa, dentro de moldes que não condizem com a nossa História. Sim, isso no Futebol como um todo, nos esportes quase em geral, mas aqui no Corinthians - e justamente por ser sempre o carro-chefe da história - a coisa fica "monstra", como diríamos. Isso é um fato, e se alguém reluta em perceber tal fato, as recomendações do Samurai na primeira linha do texto indicado servirão também aqui.

A anticorintianada, por sua vez, está perdidinha. E sempre estarão; as vibrações do obscuro são inebriantemente o próprio fim. Então, mordam esse pequi cru e rasguem a própria língua. Encham de espinhos a gengiva. E recolham os restos moídos dos cotovelos, que ninguém quer o chão sujo dessa poeira fétida de vossas carcaças.

E nós, Camaradas?

Esta proposta que segue abaixo é tão "meramente" reflexiva quanto um real ponto de partida para qualquer discussão sobre este tema.
O Corinthians não é brincadeira. Atentem-se a isso.

Enquanto tivermos gente agindo em função de si própria e não em função do que deve ser o primordial - O CORINTHIANS! - estaremos num redemoinho, como estamos agora. Numa curva de rio, sem sair do lugar.

Precisamos AGIR, e parar de reagir, diria meu sábio Irmão de Fé.

Sábado agora teremos um festival de democracia no Clube. Aquela democracia do tipo senado da Roma antiga. Mas deveríamos já estar em outra vibração dentro da Cidade Corinthians, afinal já passamos por episódios muito mais emblemáticos em nossa História.

Vivemos essa crise de consciência. Então vamos resolvê-la, Camaradas.

AQUI É CORINTHIANS!!!

Chapa “Bataglia Corinthians”

Com sua gente, o Corinthians é sempre maior!

Passa o tempo. Muda o cenário. Porém, a política clubística pouco se transforma no esporte bretão. Se sabemos dessa incômoda realidade, por que nos contentamos com mais do mesmo? Se o Sport Club Corinthians Paulista é uma agremiação realmente diferenciada, por que não lidera a necessária revolução na gestão do futebol brasileiro?

Você, confrade corinthiano, pode indagar: não bastam os títulos, o novo centro de treinamento e o estádio que será palco da abertura da Copa do Mundo?

Sem dúvida, são conquistas a serem celebradas. Em 2011, vibramos com a disciplina e o esforço dos vitoriosos comandados de Tite. Também consideramos importante a modernização das instalações do clube, do CT e da sede social, no Parque São Jorge.

De forma especial, valorizamos a construção da arena esportiva em Itaquera, referência de desenvolvimento para a Zona Leste da Capital. Trata-se de empreendimento indispensável à metrópole, semente de prosperidade e materialização do justo anseio de nossa coletividade.

Será, no entanto, que isso basta para a mais vigorosa instituição popular do país?

Você pode estranhar a afirmação do parágrafo anterior, mas concordará conosco se conceder um minuto à reflexão.

O Corinthians não surgiu do desejo de um barão do café, de um rico industrial ou de jovens da elite quatrocentona. Tampouco teve origem nos interesses de um grupo étnico, religioso ou econômico.

Nosso clube surgiu em 1910, da vontade e do esforço do povo do mundo aqui radicado. Criou-se do empenho do operário, do carroceiro, do barbeiro, do alfaiate, do pintor de paredes, da lavadeira, do padeiro, do homem que abria na picareta o caminho do bonde.

O Corinthians é fruto do zeitgeist da urbe em metamorfose, que cresce na diferença, que aprende pelo desafio, que procura converter o conflito de classes em síntese de entendimento e cooperação.

Redescobrindo as origens

No Bom Retiro, reduto de imigrantes, o SCCP surge inspirado no humanismo libertário, na cultura de contestação dos que exigiam a universalização de direitos e a erradicação do modo de pensar e agir vigente, baseado na exploração, na intolerância e no preconceito.

Nos teatros da mocidade fabril anarquista, nos debates de rua sobre os artigos de Gigi Damiani, na Escola Libertária Germinal e no Circolo de Studi Sociali, nossos fundadores se convenceram de que podiam e deviam ser protagonistas da história. Decidiram que seriam agentes da mudança também por meio do esporte.

O Corinthians já surgiu grande porque fundiu aspirações de um coletivo miscigenado. Tinha seus brasileiros de antiga raiz, seus laboriosos italianos, seus inquietos espanhóis e seus perseverantes lusitanos.

Por conta de sua vocação gregária e de seu coração gigante de afetos, logo ganhou a adesão dos afro-brasileiros, dos caboclos, dos sírios, dos libaneses, dos gregos, do japoneses, dos lituanos e de outras gentes que vinham tentar o sonho brasileiro.

Nosso primeiro presidente era um homem simpático, amável, arguto e de visão ampla. Miguel Bataglia via o futebol como experimento inclusivo e comunal. É dele a frase, ao mesmo tempo simples e profunda, que nos resume e motiva:

- O Corinthians é o time do povo; e é o povo que vai fazer o time!

Nosso clube inaugurou um novo sentido de brasilidade, já Modernista em sua essência original, em que a diversidade antropofágica era admitida e até valorizada. De acordo com o estatuto de 1913, eram aceitos como sócios “indivíduos de bons costumes, não se observando nacionalidade, religião ou política”.

O documento também atesta que os primeiros corinthianos mantinham interesses que superavam a pugna esportiva: “de acordo com o estado financeiro, o club terá uma biblioteca, aceitando donativos de associados, e organizará, quando possível, matchs, pic-nics e saraus”.

Essa ideia holística de organização está impressa indelevelmente no DNA do time do povo. Por isso, há mais de um século, muitos alvinegros costumam confessam que nem gostam tanto assim de futebol. São apaixonados é pelo Corinthians e por seus múltiplos significados.

Isso não quer dizer, de forma alguma, que o futebol não tenha sido importante para a formação desta imensa Nação. O povo mais simples, desde sempre, buscava um esquadrão forte e vencedor para representá-lo num esporte até então reservado às elites.

E o Corinthians pôde atender com brio a esta demanda. Na várzea, tornou-se logo imbatível. Com apenas quatro anos de idade, sagrou-se Campeão Paulista, com 10 vitórias em 10 partidas. Dois anos depois, voltou a conquistar o título, arrebanhando mais torcedores.

Ser vanguarda: o destino do “mais brasileiro”

Num momento de afirmação dos movimentos populares, os corinthianos exigiam representantes batalhadores. Não bastava vencer. Era preciso mostrar empenho e muita garra. O herói clássico, como Neco, era aquele que saía de campo sujo, suado, arranhado, depois de representar seu povo na cancha de jogo. Éramos assim. Continuamos assim.

O Corinthians nasceu de corajosos guerreiros outsiders. No entanto, jamais acomodou-se num gueto. Logo, acolheu simpatizantes entre a elite intelectual, como o escritor, jurista e professor José de Alcântara Machado d’Oliveira.

No decorrer de sua formidável história, o Corinthians ofereceu magníficas aulas de participação nas grandes mobilizações nacionais. Seus aficcionados participaram da Greve Geral de 1917 e gritaram palavras de ordem políticas após a goleada contra o Ypiranga, em julho daquele ano.

Em 1945, o clube realizou uma partida contra o rival Palmeiras. A renda foi utilizada para auxiliar as forças populares na disputa política. Nas montanhas geladas da Itália, durante a II Guerra, muitos pracinhas paulistas costumavam parodiar a Canção do Expedicionário: “não permita Deus que eu morra, sem que volte a ver o meu Corinthians”.

A principal torcida do clube, a Gaviões da Fiel, surgiu da iniciativa jovens que exigiam democracia no clube e, ao mesmo tempo, lutavam contra o regime de arbítrio instituído pelos militares no Brasil. Era o caso de Flavio La Selva, cidadão solidário, responsável e consciente, sócio número 1 da organizada.

Nas arquibancadas, exigimos “anistia ampla, geral e irrestrita” e informamos que “presidente quem escolhe é a gente”.

Experiência única no mundo

Se este é o nosso ethos, não poderia prosperar em outro sítio um movimento como aquele liderado por Sócrates, Wladimir e Casagrande. A Democracia Corinthiana honrou nosso espírito de vanguarda e provou mais uma vez que o SCCP é muito mais que um clube esportivo.

Além do vistoso futebol exibido em campo, nossos atletas e membros da comissão técnica revolucionaram a gestão esportiva e contribuíram decisivamente na luta contra a Ditadura Militar.

Até hoje, o corinthianismo tem inspirado condutas transformadoras nos mais diversos setores. No Brasil, quando há luta por paz, democracia e justiça, há quase sempre um corinthiano presente, muitas vezes envergando a camisa surrada, bicolor, que simboliza o sonho de nossos ancestrais do Bom Retiro.

É essa cultura de exercício da cidadania que faz o Corinthians tão odiado, tão caluniado e tão perseguido. Mas é também essa personalidade ímpar que o faz tão fascinante, tão respeitado e tão amado.

Se o Corinthians é nossa vida e nosso amor, nada mais justo que reverenciar sua história e revalorizar sua vocação transformadora.

Um Timão nota 10

As 10 propostas da chapa
“Bataglia Corinthians”

1. Inclusão Massiva – Com cerca de 30 milhões de torcedores e a marca mais valorizada do país, o SCCP deve rever urgentemente sua estratégia de gestão de ativos humanos. Hoje, desperdiçamos recursos e energia com uma política restritiva e elitista do produto futebol. Dessa forma, amplos segmentos da comunidade corinthiana estão sendo afastados da vida do clube. Essa conduta pode gerar, a curto prazo, um incremento de receitas. A longo prazo, no entanto, reduz o contingente de aficcionados e dificulta a implementação de projetos de massa. Para manter seu novo e caro estádio, por exemplo, o clube precisará de público numeroso em todos os seus compromissos.

2. Engajamento por responsabilidade compartilhada – Nos países desenvolvidos, ganham força hoje os projetos sociais e econômicos de gestão coletiva. Seja no compartilhamento de bens ou na troca de serviços, o mundo busca formas de engajamento na administração dos empreendimentos. Não se trata de reprise do coletivismo forçado, mas de uma conversão dos próprios atores do teatro capitalista. Num mundo com recursos escassos e consumo desenfreado, colocamos em xeque a manutenção da própria civilização. Você já percebe esses sinais no trânsito infernal, na enchentes de verão, na contaminação dos alimentos e no recrudescimento da violência urbana. Ou mudamos ou perecemos. Para que assumamos um novo caminho, precisamos horizontalizar o poder, delegar atribuições e mobilizar os membros das organizações, sejam elas públicas, privadas ou de cunho associativo comunitário. Cada corinthiano necessita, portanto, assumir sua quota de responsabilidade. Engajados, somos mais fortes. Compartilhando, fazemos crescer o objeto de nossa paixão.

3. Universalização do direito participativo – Todo corinthiano deve ter o direito de participar da vida do clube. Hoje, o que vemos é um quadro associativo restrito, uma comunidade fechada, em que falta a diversidade e a dissonância criativa. Muitos clubes pelo mundo vêm desenvolvendo sistemas alternativos de associação, procurando agregar também aqueles aficcionados dos estratos econômicos C, D e E. Não há como descrever o júbilo do corinthiano que se vê formalmente agregado à instituição, seja por conta de um título patrimonial ou pela adesão a um programa de torcedor. Nosso atual sistema, no entanto, despreza os corinthianos do interior paulista e de outros Estados. Como afirmar que este é o “clube mais brasileiro” se nos conformamos em abrigar uma pequena elite, preponderantemente paulistana, em nossas fileiras? Até mesmo como estratégia de marketing, o Corinthians precisa alargar seus horizontes e encontrar meios de associar o maior número possível de torcedores, recebendo mensalmente suas contribuições e, em contrapartida, oferecendo-lhes acessos, informação selecionada, descontos em produtos e outras facilidades.

4. Política de voz e voto – Todo associado deve ter respeitado seu legítimo direito de opinar sobre os destinos do clube, de modo que propugnamos a constituição de um fórum permanente de ideias e sugestões, com encontros pontuais e interface de comunicação virtual. Além disso, deve ter garantido seu direito a voto nas eleições para a formação do conselho e da diretoria. Isso quer dizer que consideramos fundamental que o torcedor, alma viva do Timão, tenha assegurado seu direito de co-gerir a instituição, dentro das normas estatutárias internas e das condições estabelecidas pelas leis em vigor.

5. Fusão de instrumentos associativos – Urge, desde já, a extensão de direitos de participação aos detentores de quotas do programa de sócio-torcedor hoje vigente. Já é norma, em muitos clubes, que esses agregados tenham direito a voto nas eleições do clube. Por respeito à isonomia, é necessário que a qualificação como sócio patrimonial garanta ao corinthiano acesso facilitado à aquisição de ingressos.

6. Interiorização do clube – Faz-se fundamental a constituição de uma política de expansão do clube, com sedes em regiões marcadas pela aglutinação de adeptos. Londrina, Uberlândia, Campo Grande, Goiânia e Recife, entre outras cidades, merecem, em tempo breve, contar com extensões físicas do clube do povo.

7. Justa devolução à sociedade – As sedes atualmente existentes e outras que vierem a ser construídas, devem honrar o compromisso dos fundadores. O Corinthians é grande demais para se limitar ao esporte. Seus redutos devem, desde sempre, figurar como opções de lazer e entretenimento comunitário. Também é fundamental que sirva como polo educativo para as populações locais. Deve ser, como sonhado pelos brasileiros do Bom Retiro, um lugar de aprendizado permanente, oferecendo cursos e organizando palestras e debates sobre os mais diversos temas.

8. Valorização de nossos recursos humanos – Desde já, é preciso transformar em craques os milhares de pequenos corinthianos e corinthianas que se destacam nos mais diferentes esportes. Nossas divisões de base, no futebol e outras modalidades, devem receber atenção especial. Esse processo de recrutamento e seleção deve abranger as sedes regionais, citadas na proposta 6, de forma a se aproveitar de maneira integral a oferta de jovens talentos. Propomos a implantação do projeto “Corinthiano do Futuro”, destinado a oferecer assistência de saúde e educação integral aos jovens das divisões de base. Esses valores devem ser contratados pelo SCCP e, assim, protegidos da ação funesta de agenciadores e empresários.

9. Criação da Universidade Corinthians – Constituição de uma instituição com foco em ensino superior, pesquisa e serviços comunitários. Os cursos, inclusive os de pós-graduação, devem valer-se das peculiaridades do clube, oferecendo aos alunos experiências práticas na rica diversidade do universo corinthiano. Cursos de Medicina Esportiva, Fisioterapia, Psicologia, Nutrição, Ciências Sociais, Comunicação e Administração Esportiva devem receber especial ênfase na universidade. Atletas profissionais, atletas da base e associados devem ter acesso facilitado às atividades da instituição, de forma especial às jornadas de extensão. Haverá parcela mínima de portadores de deficiência e indivíduos economicamente desfavorecidos nos cursos de graduação, extensão e especialização.

10. Formação de um Corinthians forte e vencedor – Obviamente, essas ações devem compor um cenário de fortalecimento das finanças e da imagem da instituição, o que resultará num aprimoramento das equipes. Um Corinthians de gente engajada e responsável será mais forte, terá receitas que superarão largamente as despesas, contará com atletas de ponta e será vencedor nas principais competições esportivas, seja no futebol, no futsal, na natação, no basquete, no handebol e em outras modalidades. É preciso que os dirigentes do Corinthians saibam que o “business” é, sim, importante, mas nunca como finalidade. Bons negócios e empreendimentos, em nosso caso, são “meio”. O principal objetivo do gestor corinthiano será proporcionar satisfação ao torcedor. Antes de uma transferência lucrativa, preferimos o título. Antes do sucesso do agente de atletas, desejamos equipes competitivas, capazes de honrar nossa tradição vitoriosa. Antes do acordo entre negociantes, buscamos mais uma glória do campeão dos campeões.

Por que aderir a esta chapa

A chapa “Bataglia Corinthians” não concorre oficialmente nas eleições corinthianas de 2012. No entanto, não deixa de oferecer, de forma legítima, uma alternativa ao modelo tradicional de gestão do futebol.

Algumas dessas ideias foram colhidas de modo informal em conversas com o atleta Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (1954-2011), um dos líderes da Democracia Corinthiana. Ele é, portanto, nosso candidato à presidência do SCCP.

Incluímos também propostas colhidas entre outros artífices da DC, como o atleta Wladimir Rodrigues dos Santos. Outras reivindicações surgiram da manifestação dos torcedores, organizados ou desorganizados, que seguem o Corinthians, no Pacaembu e em outras praças esportivas do país.

Consideramos que o mundo mudou e com ele o conceito de gestão e sucesso. No futebol destes novos tempos, não haverá mais espaço para oportunismos, farisaísmos e esquemas predatórios, destinados a beneficiar cartolas e grupos corporativos que vampirizam a comunidade de torcedores.

O Corinthians deve ser palco do melhor da vida, nunca uma vitrine para especuladores e oportunistas.

Valorizamos nossa história, valorizamos nosso rico capital humano, valorizamos a construção compartilhada do conhecimento, valorizamos o engajamento individual, valorizamos a comunhão, valorizamos a democracia, valorizamos a sustentabilidade econômica, social e ambiental de todos os projetos associados ao esporte.

Vai, Corinthians! Seja o que você é! Não pare, você também, de lutar!