domingo, 26 de junho de 2011
Manter a TRADIÇÃO
E foi do jeito que a FIEL gosta. Na RAÇA.
Este jogo que acaba de se encerrar no Templo Sagrado do Pacaembu não representa apenas POVO contra madame, que se pendura no saco do cafetão - o poder público corrompido.
Este jogo é a Democracia Corinthiana, vigente desde a Revolução Permanente de 1913, contra a alienação de boçais sem alma.
É a Anarquia contra a plutocracia. É ALMA contra a vitrine purpurinada.
Uma vitrine que já não vende mais nada e que hoje se desfez.
Aliás, a bixarada estava caindo de QUATRO, num dia representativo. Mas a frangueira mau-caráter impediu a bixarada de comemorar a derrota de QUATRO, do jeito que elas gostariam. De tão canalha, a borboleta fez questão de ENGOLIR UM PIRU, momentos depois de ser tirada pelo Estádio inteiro para vir cobrar uma faltinha na entrada da área (dissimulada, nessa hora fingiu até uma fisgadinha na coxa, a borboletinha putinha frangueira mau-caráter).
Menos mal; a FESTA da FIEL foi completa, e quase foi a maior goleada da história do confronto, que agora voltou a ter VINTE E QUATRO vitórias de vantagem do Clube do Povo. Num dia significativo!
No mais, não fosse a DESOBEDIÊNCIA TÁTICA - e apesar do tilte - a coisa não teria sido assim tão estrondosa.
É uma judiação o que esse técnico faz, por exemplo, com o moleque Willian, um Guerreiro, e com Jorge, com Liedson, e com o Timão inteiro. Apesar do padrão tático (???), o CORINTHIANS enfiou CINCO na madame, que pôde ver sua claque de imbecis quietinha, guardando forças para ainda ver se pegavam no final da parada, na Roosevelt. Chupa, bixarada alienada de merda! A fregaysia é ETERNA!
AQUI É CORINTHIANS!!!
E nesta semana A GUERRA CONTINUA, FIEL TORCIDA!!!
ITAQUERA!!!
ACORDA, FAMÍLIA CORINTHIANA!!!
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!
quarta-feira, 22 de junho de 2011
A HORA E A VEZ DA ZONA LESTE
Família Corinthiana,
Para que ninguém duvide de nada, além de ler a NOTA OFICIAL DO CLUBE, leia essa matéria: Estudo prevê ganho de R$ 31 bi com estádio até 2020.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Quem não for Corinthiano...
Porque as biscatinhas pederastas da madame, de tão alienadas que são, se esquecem de tudo. Essa gentalha escrota tem memória de barata.
E AQUI É O CLUBE DE TODOS OS POVOS, a COMPANHIA DE JORGE, e a guerra já foi declarada, Família Corinthiana - desde 1910.
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!
Domingo tem mais um Capítulo da Luta de Classes
Por Guilherme Pappi
Neste domingo haverá mais um capítulo da Luta de Classes do Time do Povo contra as Madames. Será a 291º partida numa história em que os Trabalhadores do Parque São Jorge têm amplo histórico de vitórias contra o clubeco da burguesia decadente paulistana. Ao todo, 111 vitórias, 92 empates, e 88 vitórias delas, que perdem inclusive para os empates.
Trata-se de uma Luta entre Classes que têm papeis diferentes na sociedade: uns produzem, outros - através de métodos que em última instância é a força das Armas, e das Leis que regem as Armas - roubam o trabalho social para usufruto próprio. E esse é o povinho da Vila Sônia, escondido no estádio do morumbi, que tem proximidade mais do física com o palácio do governo do estado de são paulo, e todas as negociatas que dalí surgem.
E assim é que se crioou uma das mais bizarras anomalias da paupérrima vida parlamentar paulistana: a figura do ex-médico das Madames, o ex-Superintendente de Futebol do spfw, Marco Aurélio Cunha. Pit Bitoca foi eleito pelo reacionário e nascido do regime militar DEM, sarcástica e cinicamente cunhado "democratas", em 06 de Outubro de 2008 com a única tarefa de brigar com todas suas forças são-paulinas contra a decisão do município de são paulo em entregar o Pacaembu a iniciativa privada, quando o Corinthians era o maior interessado, no segundo semestre de 2009. Agora, mesmo recebendo salário do conjunto da população, continua trabalhando nem tão disfarçadamente para Juvenal Juvêncio e sua sanha elitista ao tentar de todas as maneiras lutar contra o Estádio Corinthiano em ITAQUERA. Marco Aurélio Cunha, do DEM, se elegeu para lutar contra o Corinthians e contra ITAQUERA, numa declarada guerra contra nós, Povo Trabalhador.
Por outro lado, outro parasita do Poder Público, João Paulo de Jesus Lopes, que "coincidentemente" é sub-secretário de transportes metropolitanos do estado de são paulo e - pasmem! - vice-presidente das Madames da Vl Sônia, os bambis, quer construir com dinheiro do contribuinte um monotrilho de 3 bilhões de reias, valor de cinco estádio do Corinthians, para beneficiar o já historicamente beneficiado Morumbi.
Domingo temos mais um capítulo dessa histórica Luta de Classes: nós somos da Companhia de São Jorge! Elas são parasitas do poder público corrompido.
Dentro de campo e fora de campo vamos defender o CORINTHIANS e defender ITAQUERA!!!!!! Itaquera será mártir na luta e exemplo a ser seguido pelas populações trabalhadoras na busca pela sua emancipação econômica e cultural.
Fora Parasitas do poder público corrompido! Fora falido tricolor da burguesia decadente paulistana!
Contra Tudo e Contra Todos,
Aqui é Corinthians!
Aqui é ITAQUERA!
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O CORINTHIANS SOMOS NÓS
Essa semana é crucial para o CORINTHIANS (e pra anticorintianada esquizofrênica também, ora pois!).
PRECISAMOS ACORDAR, FIEL TORCIDA!
A coisa é séria. E vai ficar ainda mais séria.
A abutraiada, a serviço do cafetão da madame, quer que desavisado acredite ser uma "temeridade", uma "inconstitucionalidade", por exemplo, as isenções fiscais na área mais esfolada dessa cidade.
A ZONA LESTE MERECE tudo o que o governo está dizendo que proporcionará. E não é apenas o estádio que o CORINTHIANS vai construir (através de uma construtora que tem projetos transnacionais, e através do empréstimo no BNDES que qualquer empresário decente pode requerer, e TERÁ QUE PAGAR COM JUROS) que fomentará a Zona Leste.
Na Rádio Coringão, nesta sexta-feira dia 17, foi muito bem explicado que só não "aceitam" a isenção fiscal para uma área "menos nobre" da cidade AQUELES SAFADOS QUE JÁ ENCHERAM O CU DE DINHEIRO e não querem ver o POVO PROSPERAR.
A NOTA OFICIAL do Clube, redigida por Sérgio Alvarenga, vai no ponto certo, nesse sentido.
O Samurai foi mais além disso tudo, e é mais que necessário que seja lido!
O Silvinho norteia as ações imediatas a serem cumpridas POR NÓS, CORINTHIANOS!
VAMOS DECLARAR, de nossa parte, afinal da outra parte já está declarada há quase um século, GUERRA CONTRA a anticorintiania esquizofrênica!
O CORINTHIANS SOMOS NÓS, e quem não for CORINTHIANO sabe o cuidado que tem que tomar.
É GUERRA!!!
É HORA DA CIMITARRA!!!
POR SÃO JORGE!!!
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Apologia da Cimitarra
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Arroz com feijão
A abutraiada, pra não dizer que a madame do poder público corrompido é a maior freguesa, assinala que o Corinthians "leva vantagem". Mas as versões não mudam os fatos.
sábado, 11 de junho de 2011
Santuário
domingo, 5 de junho de 2011
Democracia em Preto e Branco
Por outro lado, existe um outro documentário sendo produzido, e este carece mais de verba que o anteriormente citado.
"Ser Campeão é Detalhe" é feito por Corinthianos, estudantes da Unicamp, do Curso de Midialogia, do Instituto de Artes, desta que é a melhor Universidade do Brasil.
Para ajudar, de alguma forma, clique AQUI.
A Sinopse é a mais completa entre os documentários que partiram do tema. Segue:
"Em meio a uma estrutura falida e conservadora, um clube brasileiro consegue alterar as regras do jogo. Não objetiva títulos, mas condições dignas de trabalho baseadas no diálogo e no respeito.
Através de decisões coletivas, o grupo reparte igualmente responsabilidades e cumplicidade. Alcança visibilidade e a capacidade de provocar a reflexão em uma socidedade que ainda luta contra a opressão da ditadura militar. O futebol, taxado de alienante, é agora mobilizador social e ergue a bandeira da Democracia. Uma Democracia Corinthiana!"
Neste link AQUI poderá assistir a alguns episódios do documentário. Apesar desse engomadinho canceroso anticorintiano.
E engraçado que, neste, ele não teve espaço para suas costumeiras anticorintianias, o que é indício de Corinthianismo entre os que estão a produzir a peça.
No entanto, ao falar da origem dos Gaviões, este engomadinho se enrola todo, justamente porque, em sua doentia anticorintiania, não conhece o GRANDE TANTÃ. E então diz que os Gaviões surgiram de estudantes de "esquerda" para "tirar" wadih retro, a versão mais incompleta e mais propagada sobre a origem dos Gaviões.
Alguém, um dia, colocará os pingos nos is nesta história (e aqui, na humilde, começamos a fazê-lo).
A pachorrice do engomadinho o faz dizer "a gente", sendo que ele tomava chá-das-cinco com as madames. Pura patifaria, mermão!
No mais, as presenças de Florenzano, Travaglini, Wladimir, entre outros, fazem deste documentário o mais importante e completo sobre o tema. Além de não querer fazer paralelo com a música, e não precisar de Rita Lee ou Roger pra chamar atenção. Ali é CORINTHIANS, e só CORINTHIANS, e isso é o que importa sempre.
Acesse www.democraciacorinthiana.com.br e conheça mais.
VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!
SER CORINTHIANS
"Sonho que se sonha só é só um sonho que sonha só. Mas sonho que se sonha junto, é realidade", eis a UTOPIA CONCRETIZADA, o CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA.
Pois ontem tivemos um desses episódios em que o CORINTHIANISMO mostrou sua razão de ser.
O Corinthianismo é a própria Libertação, e ser Corinthiano é ir além.
Se existe algo transcendente, esse algo é o Corinthians.
Não estive lá, embora estivesse acompanhado de minha filhota para tal empreitada. É que fui ao Memorial, ajudar o Professor numa matéria sobre, justamente, as Casas Corinthianas. E, com David e Tânia, a tarde é sempre de contemplação e mistérios intrigantes - assim é a História da Utopia, e não poderia ser diferente.
Mas o Povo estava em Itaquera, vivendo o Corinthians nosso de cada dia de forma completa.
E com a permissão de Lelones, publico aqui o relato completo desta Tarde Imortal.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
Churrasco da Fiel
A essência do Corinthianismo
Cerca de 300 Corinthianos se reuniram nas obras do estádio para celebrar o orgulho Corinthiano
Por: Leandro Bergamim
Não foram raros os momentos na história que a Nação Corinthiana demonstrou porque é única e insuperável: a luta para um time de operários ingressar na Liga Paulista, restrita aos times elitistas no começo do século passado, o crescimento assustador da torcida nos tempos de jejum de títulos, a participação direta do clube no processo de redemocratização do país nos anos 80, a multidão que tomou o Anhangabaú na festa do centenário...
E ontem tivemos mais um desses momentos inesquecíveis que enchem de orgulho aqueles que lá estiveram: nos arredores do terreno onde será erguido o Lar dos Bravos, em Itaquera, cerca de 300 corinthianos apaixonados se reuniram para celebrar o corinthianismo e seus valores: amor incondicional ao clube, simplicidade, cooperação, respeito e companheirismo.
Foi uma festa organizada exclusivamente pelos torcedores, sem apoio algum de quaisquer entidades, governo, Torcidas Organizadas, nada. Tudo feito pelo povo e para o povo, como mandam os preceitos corinthianos. Era possível a qualquer um sentir a atmosfera positiva deste povo guerreiro, esperançoso por sua nova casa e explodindo de felicidade simplesmente por SER CORINTHIANS!
Pedreiros eram erguidos nos ombros do povo como se fossem campeões mundiais, tratores e escavadeiras eram saudados com cantos de exaltação, torcedores tiravam fotos em cima dos caminhões com a terra removida da obra. As coisas mais simples eram tratadas como relíquias daquele momento mágico, tão sonhado por mais de 30 milhões de doentes apaixonados.
Certamente todos os presentes contarão inúmeras vezes para seus netos sobre esse dia, com aquele sorriso no rosto que só mesmo quem é Corinthians é capaz de entender.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O Manto e o Distintivo Sagrado
Chegou a nós através da conjunção ουτοπος, Ou-topos. Em grego, esse “ou” significa “não”. E “topos” significa lugar.
Quando o Corinthians surgiu, era apenas uma idéia viva, sem lugar para existir, a não ser nos Corações daqueles primeiros guerreiros.
Foi com a cara e a coragem daqueles Primeiros Corinthianos que a Idéia Viva, que era uma Utopia e não tinha lugar nesse mundo, se concretizou.
O Corinthians é o maior movimento social que a humanidade já concretizou, e por isso mesmo é a grande Utopia que a humanidade viu acontecer.
A Idéia Viva tinha a intenção de subverter a ordem. A própria Várzea foi parte dessa subversão. O que o Corinthians fez de novo e definitivo foi colocar o Povo de volta ao Futebol. O Corinthians devolveu o Futebol ao Povo.
O Futebol de verdade estava na Várzea, Glorioso Berço, e foi dali que veio o Clube do Povo.
Com o Corinthians, o Povo teve vez no Futebol.
O que mais representa essa utopia concretizada daquele bando de loucos, é o próprio Manto Sagrado.
A Camisa do Corinthians guarda toda a simbologia do Clube do Povo, toda a carga da subversão, expressa toda a justiça que o Povo fez no Futebol através de seu Clube, surgido do coração e da idéia sem lugar para existir.
Pois a idéia sem lugar para existir tomou corpo na própria Camisa do Corinthians.
De forma que, de setembro de 1910 a março de 1913, o Corinthians entrava em campos varzeanos apenas com sua camisa.
E o Manto Sagrado nessa época era apenas uma camisa.
Quando a camisa era apenas uma camisa, o que deixava claro que ali jogava o Corinthians era a multidão em volta do campo.
Pois essa multidão, a Fiel Torcida, foi o que fez acontecer e o que fez o Corinthians seguir na luta, matando um dragão por dia.
A Camisa, segundo a Lenda e os documentos fotográficos, era de cor bege, com golas e punhos pretos.
Isso porque a camisa e o calção de algodão eram muito caros. O tecido de algodão era caro. E a tintura preta era caríssima.
Portanto, embora constasse na primeira ata que foi perdida pelo tempo, o uniforme Corinthiano não pôde ser camisa branca, calções negros.
Vejamos que só nesse movimento de receber a doação dos espanhóis, o Corinthians ultrapassava as fronteiras de seu próprio berço, o Bom Retiro, atravessava a cidade e chegava aos Saqueiros espanhóis do Brás, às Lavadeiras da Várzea do Carmo, tendo estado nas bocas e corações de cada Operário de cada fábrica da cidade, e de cada Ferroviário que jambrava no batente do trilho do trem.
Foi com essa camisa que o Coringão veio a concretizar a Seleção Varzeana, e se tornou o Galo Brigador das Várzeas. Pois as várzeas eram muitas e inúmeras, e o Coringão conquistou todas elas.
As camisas se acabam com o tempo de uso. Assim como a primeira ata, as primeiras camisas beges sem emblema se perderam no oceano do tempo.
Foi com camisa branca, calção preto e meias pretas que o Corinthians bordou pela primeira vez um emblema no Manto Sagrado.
Era 29 de dezembro de 1912, uma competição de corrida no Parque Antárctica, primeira competição oficial do Clube do Povo.
Valia a Taça Unione Viaggiatori Italiani, uma corrida de 10 km que mais tarde se transformaria na tradicional São Silvestre.
Naquele dia, João Collina (um Operário espanhol, portanto demonstrando a força do Clube de todos os Povos), André Lepre e Batista Boni venceram a corrida com o C e o P entrelaçado do lado esquerdo do peito.
Pela primeira vez registrada e documentada na História, em 29 de dezembro de 1912.
O Corinthians tem suas valiosas lendas, e procurar a veracidade da informações e das elocubrações que nos foram deixadas pelos antepassados é tarefa para quem sabe escutar as vozes dos fantasmas, que ainda pairam no final da rua dos Italianos, onde outrora estava o areal do Bom Retiro, a praia onde o cometa foi contemplado e inspirou os primeiros Corinthianos, onde a Utopia começou.
Quem vê o Distintivo do Corinthians hoje, bem acabado, harmônico, uma verdadeira obra-prima popular, não imagina o quanto ele traduz a própria Epopéia Alvinegra.
O Corinthians foi no começo uma Utopia.
O Distintivo conta um pouco dessa História.
Resumindo, o Corinthians não passava de um sonho, em sua infância. Restrito às Várzeas, ganhou em seus primeiros anos o título de Galo Brigador, era o Campeão dos Campeões das Várzeas. E suas camisas não passavam de um bege que desbotava nas muitas vezes em que foram lavadas. Nada havia para identificá-lo, mas o Povo em volta do campo não deixava dúvida; era o Corinthians jogando.
Foi em março de 1913, quando ousadamente entrou num torneio de acesso para pleitear uma vaga no campeonato oficial, que o Corinthians pela primeira vez precisou de uma "identificação" em seu uniforme.
Às pressas, na véspera do jogo, foram bordadas as iniciais do clube, o "C" e o "P" sobrepostos, nas onze camisas brancas ou beges, do mesmo jeito que naquelas três camisas, em 29 de dezembro de 1912.
Com esse Distintivo, o Corinthians alcançou seu lugar na Liga. Depois de passar por todas as barreiras de preconceitos e maledicências, revolucionava pra sempre o Futebol.
Era um verdadeiro sindicato de boleiros, uma seleção das Várzeas.
O clube da baixada entrava na liga por indicação patronal, coisa que o próprio Minas Gerais, que perdeu do Corinthians nesse torneio de acesso feito pra ser uma armadilha ao Clube do Povo, viu acontecer consigo mesmo logo depois.
Enquanto isso, as madames fugiam para seu campeonatinho asséptico, com a imprensa bradando aos ventos que aquele era o verdadeiro campeonato.
No começo do primeiro campeonato, de 1913, o Coringão penou.
Com eles, o Corinthians foi, pela primeira vez em sua História, Campeão Invicto. Em 1914.
E aqui há uma nova mudança no distintivo.
Era um escudo de formato mais quadrado, que portava um P no centro, e o C era representado por uma Ferradura.
A Ferradura, que é símbolo da boa sorte, representa também a lua crescente de São Jorge, que é a fase dos bons sortilégios, do crescimento e, segundo o misticismo, a melhor hora para iniciar qualquer movimento e para fazê-lo se agigantar, representava ali o C de CORINTHIANS.
O Corinthians tinha seu campo, o Campo do Lenheiro, atrás do estábulo da Companhia Viação Paulista, que gerenciava os bondes, que ficava na rua dos imigrantes, atual José Paulino. Naquela época muitos bondes ainda eram puxados por cavalos.
A Ferradura, então, foi o emblema com o qual o Corinthians entrou em campo em diversas partidas no ano em que foi campeão invicto pela primeira vez.
Nesse registro, no campo do Parque Antárctica, contra o Germania, em junho, e para quem gosta de curiosidades, embora a ata tivesse sido reescrita em março de 1913, por exigência da Liga, e nela estivesse escrito que o uniforme é camisa branca e calção preto, nesse registro fotográfico vemos o Coringão de camisa bege, punhos e golas pretos, e calção branco.
Mais uma vez, devemos dizer que as razões disso são, talvez, controversas e geram lendas.
Fato é que o Corinthians não tinha dinheiro nenhum em caixa, e sobrevivia e se desenvolvia com o esforço comum a todos os Corinthianos. Nesse sindicato de boleiros, o dinheiro era escasso e a contingência material era flagrante.
De modo que não existirá outra explicação plausível que o preço dos calções brancos serem mais baixos que o preto, e que as camisas beges talvez tenham virado amuleto, expressando com sua Ferradura o próprio Terrão do Campo do Lenheiro, Berço da Resistência que fundou e que moldou o Clube do Povo.
Mas na foto de Campeão Invicto de 1914, porém, o distintivo é outro.
Hermógenes Barbuy, irmão de Amilcar e litógrafo, cunhou um escudo lindo, que hoje também é muito conhecido.
Essa Ferradura, e esse escudo transitório, em 1914, são parte do quebra-cabeça que o David, incessante arqueólogo e guerreiro das causas Corinthianistas, que comanda o nosso Memorial – que todo mundo tem que visitar com freqüência e assiduidade – está montando e desvendando.
O Corinthians assustava os engomadinhos da madame, que viam gente do Povo jogando Futebol.
Aquela liga que a imprensa passou a chamar de “forte” fez um convite ao Corinthians, o campeão invicto da liga chamada “pobre”.
Foi tudo tramado. Sordidamente tramado.
O Clube dos Operários queria mesmo enfrentar os times dos patrões e ensinar de vez o que é Futebol, nunca escondeu isso de ninguém, como todos escondiam o fato de não querê-lo ali. E aceitou.
Se desfiliou da Liga e foi se inscrever na liga engomadinha. Com toda a gana de meter um vareio naquela gente.
O Corinthians, que já havia até bordado um S naquele novo escudo, o quarto da sequência, passou esse ano de 1915 pelo seu Cabo das Tormentas.
Porque não era para disputar o campeonato, vieram a dizer os "ilustríssimos" após o rompimento com a Liga e no ato de inscrição da APEA.
Era aquela gentalha do clube do chá-das-cinco agindo. Essa corja imunda está por aí, à toa, até hoje, inventando mentiras sobre o Corinthians...
Era apenas para representar a APEA em amistosos, essa rasteira travestida de convite.
Então o Corinthians, neste ano de 1915, fez apenas amistosos, e emprestou seus jogadores.
Que foram remunerados, vejam só.
Foram remunerados e tudo, nos outros clubes em que foram emprestados.
Nenhuma instituição no mundo tem essa História, e é por causa disso tudo que o Corinthians é Referência.
O que poucos sabem é que a APEA também proibiu o Corinthians de usar seu uniforme.
E quem olhar o quadrinho que tem lá no Memorial, que todo mundo tem que visitar com freqüência e assiduidade, o quadrinho de 1915, verá um Timão trajado de preto.
A camisa preta com listras brancas surge em 1915, portanto.
E ela representa a máxima Resistência do Corinthians frente a qualquer adversidade.
Proibiram o Corinthians de usar seu Manto Sagrado, mas a origem do Corinthians mostra que não importa qual distintivo está no peito, se ele não está no peito, se é só uma camisa branca ou bege, sem distintivo ou com distintivo, se o calção é branco ou preto, como nos tempos da Várzea.
Proibiram o Corinthians de usar seu Manto!
Nessa camisa não há qualquer distintivo.
E o Amor Corinthiano fala mais alto, mesmo numa adversidade tão grande.
Quiseram acabar com o Corinthians, com uma sórdida rasteira que acabaria com qualquer Zé Mané, menos com o GIGANTE CORINTHIANS, pois apoiando o Gigante estava o Amor do Povo.
A camisa preta simboliza essa máxima resistência Corinthiana.
Quando o Corinthians volta à Liga, em 1916, volta com seu uniforme, camisa branca de gola e punhos pretos, calção preto, e com a alternância de dois símbolos. Aquele brasão do litógrafo Hermógenes Barbuy, e aquele outro com contorno preto e um círculo branco. Todos os dois com o S, o C e o P entreleçados, mas em desenhos diferentes.
A idéia era a de simplificar o Distintivo, com as mesmas letras sobrepostas. O formato circular, que desde então passou a vigorar, ajudou nesta transição.
A duração destes primeiros Distintivos era a duração das camisas; quando esgarçadas, foram trocadas, e com elas trocou-se o próprio Distintivo.
Assim foi que o Coringão conquistou seu segundo campeonato, também invicto, de 1916!
E era fortíssima a participação dos associados, pois, também na criação do distintivo.
E para mostrar a pujança do Clube que mais crescia na cidade, até porque crescia do zero e do esforço descomunal do Povo, sem precisar ganhar Parques Antárticas de mão beijada, nem regalias do poder público desde sempre corrompido, foi escolhido um novo Distintivo.
E nesse sentido de simplificação, o distintivo que inaugura a Ponte Grande é o círculo com as letras S, C e P entrelaçadas. O sexto na sequência apresentada.
Com este Distintivo o Corinthians vai até a rua Paysandu, no bairro chiquérrimo das Laranjeiras, e sapeca uma virada de 2 a 1 em cima do flameigo, naquele que foi o primeiro jogo interestadual (a primeira peleja internacional foi contra o Torino, em 1914, mas dela falamos adiante) da história do Coringão, e no qual se viu a primeira invasão Corinthiana à Cidade Maravilhosa.
Essa espetacular vitória fora do estado deu margem às idéias que começaram a modificar novamente o distintivo do Clube do Povo.
Essas idéias acabaram indo na contramão da idéia de simplificar o escudo e acrescentaram muitas informações no brasão da Resistência Popular que é o Coringão.
Então, em 1919, a camisa pela primeira vez, fica sem a gola e os punhos pretos. Passa a ser inteiramente branca, de botões, inclusive.
E um novo distintivo foi bordado no Manto.
Do formato circular foi feita a borda mais larga, com o nome completo escrito, e a data de fundação. Aliás, a data completa: 1/9/10.
E a idéia da bandeira desfraldada, mesmo anônima, é belíssima.
Já tinha disputado pelejas internacionais, mas era a primeira vez que saía de seus domínios estaduais, e virou o jogo.
Além dessa representação estadual, a celebração de uma vitória e de uma ascensão à hegemonia entre as torcidas na época, a bandeira desfraldada no círculo remete ao símbolo anarquista daquela época, circulo negro e bandeira negra desfraldada.
E o Sindicato de boleiros chamado Corinthians mostrou ao Povo, em 1913, que a Greve Geral de 1917 era muito mais que possível.
Naquela época tivemos até uma tentativa anarquista de tomada de poder na Capital Federal, a cidade maravilhosa, que já estava conquistada pelo Clube do Povo.
E foi este distintivo que passou a vigorar na camisa, a partir de 1919.
Em 1920 existem registros de que a gola preta e os punhos pretos voltaram a vigorar, com o mesmo distintivo com a bandeira no peito, e com cordão preto para amarrar a gola.
Provavelmente aquelas camisas de botões acabaram se desfazendo, com tanto uso.
No Corinthians era assim!
E novos rateios tinham de ser feitos, quando isso acontecia.
Em 1921 já voltava a camisa toda branca com botões; com esse uniforme o Corinthians é tri-campeão duas vezes na década, alcançando a hegemonia em campo e nas Arquibancadas, definitivamente e para a eternidade.
Camisa branca de manga longa, com botões. Calção preto e meias pretas, com duas listas brancas horizontais no topo.
E com o escudo da bandeira desfraldada, que não foi mudado mais.
Mas quando o Parque São Jorge foi adquirido, em 1926, o Corinthians ganhou mais que sua Fazendinha; ganhou um rio, limpo, onde podia promover regatas, e as gerações de Corinthianos puderam aprender a natação. Estes dois esportes, tão tradicionais no Clube, passaram a ser representados no Distintivo.
Podemos encontrar semelhança em diversos brasões das Marinhas pelo mundo afora, desde muitos séculos atrás, e é certo que a idéia da âncora com os remos não era nova.
Coincidência ou não, era também inspirado em um símbolo de um anarco-sindicato reformista de marinheiros de 1913.
Mas o círculo já havia se tornado uma bóia salva-vidas, e ainda que não vigorassem na camisa de jogo, a âncora e os remos estavam ali, pintadas nas paredes do clube.
Reza a lenda que o sócio nº 10, o português Antônio Ferreira de Souza, apelidado "Scafanhask", foi o primeiro a desenhar os remos e a âncora, na parede do Departamento de Remo.
Fato é que ninguém pode dizer quem pensou neste Distintivo; ele é um pouco o pensamento e a imaginação de cada Corinthiano que desenhava um modelo, cada um de um jeito.
Quem harmonizou as formas foi um grande artista plástico, que também era jogador de bola e foi jogador do Corinthians, por cinco anos, Francisco Rebolo. Seu irmão havia sido pintor de paredes, amigo de Antonio Pereira, e foi um dos primeiros a doar dinheiro ao Clube que ainda se concretizava, ainda em 1910. No Corinthians, nada é por acaso.
Foi ele quem redesenhou e harmonizou, em 1938, as formas desse maravilhoso símbolo, como o conhecemos hoje.
O símbolo que muitas cabeças já pensavam, muitas mãos já desenhavam e muitos corações já amavam, foi sintetizado por um artista, que criou uma obra-prima.
Mas chegaremos lá em 38.
Pois em 1930 o Corinthians entrou em campo com uma camisa branca listrada com linhas finas negras. Era o inverso da camisa de 1915. E ela tinha cordão, manga longa, e o Coringão jogou de calção preto e meia branca. Venceu por 4 a 2 o Huracán da argentina.
É mais uma camisa a ser notada na história.
Em 1935 a gola e o punho pretos voltam. Mas em mangas curtas. É a famosa, e linda, camisa da época de Teleco, época de mais um tri-campeonato, o de 37, campeão da paz, 38 e 39.
Essa camisa durou até 1942, e em 1939 a versão do Distintivo que estava nas paredes do Clube, e nos corações de muitos Corinthianos, e que foi harmonizada por Rebolo, já estava também na camisa.
Foi em 39, portanto, que o distintivo com remos e âncora partiram para a luta no Campo de Bataglia.
E este Distintivo está agora em toda parte, e faz pulsar de emoção; é capaz de fazer sorrir e chorar, todo Corinthiano.
E que foi campeão em 1941, ano da Intervenção e de mais uma brava Resistência Corinthiana.
Correcher diria; com razão ou sem razão, o Corinthians tem sempre a razão.
O Distintivo é mais uma expressão da Resistência Corinthiana, como bem poetizou o Mestre Lourenço Diaféria;
"Se você olhar bem direito o Distintivo do Corinthians, vai descobrir dois remos e uma âncora. A âncora é o símbolo da esperança. Os remos somos nós, os torcedores Corinthianos. Porque o torcedor Corinthiano não tem pressa. Pode ficar vinte anos na espera. Nossa esperança é de aço, nossa esperança é eterna. O torcedor Corinthiano não cansa, sempre rema, a favor ou contra a corrente, jamais abandona o barco. É nisso que ele é melhor, é nisso que ele é valente. No distintivo do Corinthians há também uma bandeira. Olhe bem, a bandeira está aberta. O torcedor Corinthiano tem tanta esperança, e rema tanto, que jamais enrola a bandeira, enquanto a bola rola em campo. Porque o torcedor Corinthiano sabe, e se a bola tem coração, na hora da decisão, ela também é Corinthiana"
Em 1943 a camisa voltou a ser toda branca, com gola de camiseta, e essa camisa branca perdurou até 1962 como uniforme principal. De 63 a 69, ela ganhou novamente a gola de camisa, sempre toda branca.
Nesse meio tempo, em 44, reeditou-se a camisa branca com listras pretas, com gola de camiseta. Mas ao contrário de 1930, ela agora portava o distintivo no peito.
Na verdade, um segundo uniforme preto existiu em 1940, uma camisa preta sem o símbolo, escrito Corinthians numa faixa branca na barriga.
Em 1945,a camisa preta com listras brancas passou a ser oficialmente o segundo uniforme.
Em 1950 criaram a camisa que Celso Unzelte chamou de “babador”
Em 1952 criaram a camisa que tem as mangas todas pretas, a gola preta, e toda a parte de cima, dos ombros, preta.
Essas duas camisas, a dos ombros pretos, e a do babador, podem ser encontradas, em réplicas, na loja do Corinthians, que fica ao final da visita do Memorial. E todo Corinthiano precisa visitar regularmente o Memorial.
Da década de 1950 em diante, o uniforme principal foi sempre a camisa branca, calções negros. Variava a gola, ora era gola de camisa, ora era gola de camiseta. E variava também as meias, ora preta, ora branca.
O segundo uniforme foi sempre a camisa preta com listras brancas, calção preto e meias pretas. Às vezes as meias foram brancas.
Em 1965 o Coringão jogou de azul, com o Manto de Nossa Senhora Aparecida, a própria camisa da Seleção. Foi na Inglaterra, contra o Arsenal.
Em 1969 foi ao Peru jogar contra o Universitário, mas não havia levado o jogo de camisas pretas, e não poderia jogar com o uniforme principal por causa da camisa branca. Improvisaram uma camisa de listras iguais, pretas e amarelas, com gola vermelha.
De aurinegro, calção preto, com uma gola vermelha, o Coringão enfiou 5 a 2 no Universitário de desportes.
Não importa, portanto, a camisa.
Azul, da seleção, aurinegro, na goleada no Peru. E também a homenagem ao Torino em 1949. Mas dessa, deixaremos para falar no final da narrativa, pois é justamente a camisa nova que acabaram de lançar.
Em 1970 o Manto Sagrado principal voltou a ter gola de camiseta, formato de gola que perdurou até 1989, com uma variação em 79 e 80, quando a gola de camiseta era em formato de V.
O segundo uniforme, a camisa preta com listras brancas da Resistência, ganhou duas versões a partir de 1972 até 1978.
Em 1971 e 1972 foi reeditada a camisa branca com listras pretas, que também tem na lojinha que finaliza o passeio pelo Memorial, que todo Corinthiano tem que visitar com regularidade.
A gola e os punhos dessa camisa linda tem duas listras pretas com uma branca no centro. Uma variação com gola em V apareceu em 1973, mas essa camisa não mais voltou a Campo de Bataglia depois disso, até 2007. Depois ainda ganhou versão de risca fina, em 2008 e em 2009.
Em 1979 o segundo uniforme também ganhou a gola em V, e ganhou mais listras. A listra central agora era a preta, grande, ladeada pelas listras mais finas brancas, num total de 8 listras brancas.
O formato com 8 listras brancas perdurou até 1999, quando voltou a ter cinco listras brancas maiores, parecida com a camisa da época do Luizinho, Claudio e Baltazar.
Em 1990, tanto a camisa principal branca quanto a camisa preta com listras brancas voltaram a ter gola de camisa.
A da camisa principal, a gola preta, e a da preta, a gola branca. Essa gola de camisa durou toda a década de 90, e quando as golas de camiseta voltaram ao uniforme, a partir de 2000, não saíram mais, e duram até hoje.
Em 93, a camisa preta teve o surgimento do branco nos ombros, mas não durou muito. Tivemos até algumas camisas do segundo uniforme cujas listras era Sport Club Corinthians Paulista escrito, se lembram dessa?
Em 1996 surgiu aquele modelo de camisa para jogos internacionais, feitos por Ted Lapidus, um francês. Era aquela camisa que tinha listras ao lado do peito e nos ombros, com o símbolo no centro do peito. Isso não se faz.
Para ambos os modelos, o primeiro uniforme era branco com listras pretas, e o segundo era preto com listras brancas. A de 96 tinha gola de camisa, a de 2000 tinha gola de camiseta.
Em 1999 temos aquela camisa preta, com os ombros cinza e algumas pontuais listras amarelas, que seria o uniforme alternativo, chamado hoje de terceiro uniforme, da época.
Em 2001, 2002 e 2003 o uniforme foi a reedição daquele usado em janeiro de 2000, para o Mundial, alternando com novas versões do uniforme principal e do uniforme preto da Resistência.
Em 2004, 2005 e até metade de 2006, o distintivo foi parar no meio do peito. E isso não se faz.
Tivemos a camisa de listras douradas em 2006, e isso também não se faz.
Em 2008 e 2009 o Corinthians chegou a jogar todo de preto.
E em 2008 lançou a tal da camisa roxa, e chegou a jogar cheio de retrato 3 por 4 pintado no Manto Sagrado. Lançaram ainda a roxa com listras pretas e a da cruz. Hoje, até a fornecedora de material esportivo, que é comprovadamente anticorintiana, reedita raio no lugar de listra. Mas enfim.
O distintivo como vemos hoje surgiu em 1979, através de uma nova harmonização das formas, de um detalhamento maior e do dinamismo que o Distintivo comporta, que surgiu de um grupo formado por Francisco Piciocchi, Vicente Matheus, Flavio La Selva, Sérgio Terpins entre outros conselheiros, que em 80 colocaram em votação esse novo desenho do distintivo que vemos até hoje.
E antes de falarmos do novíssimo lançamento, e das razões pelas quais se está dizendo que é uma homenagem, vamos fazer um histórico do que já esteve estampado no Manto Corinthiano.
A primeira vez que se escreveu alguma coisa foi em 1940, como dissemos, uma camisa preta com Corinthians escrito numa listra branca horizontal. A segunda vez foi em 1982. E o que se escreveu no Manto foi “DEMOCRACIA CORINTHIANA”.
Nada na História do Corinthians é por acaso.
Claro, o que acontecia no Clube era um processo de aplicação das regras do futebol que se modernizava. Em 83, num país atrasado pela ditadura militar, o Corinthians estampou “DIA 15 VOTE”.
Em 1983 as primeiras empresas pagam para anunciar no Manto Sagrado. Hoje são muitas. No começo, a anticorintianada tirava sarro, agora todo mundo faz igual. A anticorintiania doentia e esquizofrênica é mesmo ridícula...
Mas enfim, feita toda essa digressão, essa história da camisa e do distintivo Corinthiano, que espero, tenha elucidado algumas questões que todos devem ter na cabeça, reiterando que todo mundo deve visitar o Memorial para verificar a veracidade das informações que aqui estamos propagando, chegamos ao ponto crucial de hoje em dia.
A questão dessa nova camisa 3, assim chamada hoje em dia. Haverão outras mais, o marketing já planeja como se já tivesse ganho as eleições.
Essa camisa que homenageia o Torino.
Foi quando o Vittorio Pozzo, técnico do Torino e futuro técnico da bicampeã seleção italiana da década de 30, disse:
“O Corinthians pode ir e enfrentar qualquer um dos times da Europa”.
Como se na Europa o Futebol fosse muito mais que em nossas Várzeas...
Em 21/07/1948, no Pacaembu, o Coringão venceu por 2 a 1, com gols de Baltazar e Colombo.
Um ano depois dessa partida, em 4 de maio de 1949, o avião FIAT G212 da companhia Aeritalia chocou-se contra a fachada da basílica que domina a colina de Superga, situada nos arredores de Turim. O avião transportava a equipe e toda comissão técnica do glorioso Torino (31 pessoas). O acidente ficou conhecido como a "Tragédia de Superga".
Vamos ao Mestre Diaféria.
Página 309 da Bíblia Corinthianista, “Coração Corinthiano”, capítulo LX. “A Camisa”. 3º parágrafo.
“Porém houve ocasiões especialíssimas em que o Corinthians abdicou do preto e branco no uniforme. Numa dessas ocasiões foi pra prestar uma comovente homenagem póstuma ao time do Torino, da Italia, que perecera num desastre aéreo ocorrido em Superga, no dia 4 de maio de 1949. O Torino havia se exibido no Brasil e realizara sua última partida exatamente contra o Corinthians. Fora um jogo belo e emocionante, um encontro de artistas da bola, em que a garra corinthiana prevalecera por dois gols a um.
A tragédia abalou o todo o mundo esportivo e especialmente a gente corinthiana. A melhor forma que o Corinthians Paulista encontrou para mostrar sua tristeza e o respeito para com os craques italianos com os quais pouco antes havia confraternizado no campo foi envergar a camisa grená do Torino em seu primeiro jogo após o desastre, enfrentando a portuguesa. Uma foto do time corinthiano com a camisa do Torino foi posteriormente enviada à sede do clube na Itália, com palavras de carinho e eterna solidariedade”
São essas as palavras que o mestre deixou.
O motivo pelo qual o Corinthians envergou o grená, com o scudetto da bandeira italiana do lado esquerdo, como se fosse ele mesmo o Torino Campione d´Italia, e de fato representou tanto a si, Corinthians, quanto o próprio Torino, na vitória por 2 a 0 sobre a portuguesa, parece a todos aqui um bom motivo, e não há o que se contestar.
Em 8 de maio de 49, o Corinthians usou grená, numa justa e bela homenagem, portanto.
A renda da partida foi destinada aos familiares dos jogadores vítimas da tragédia de Turim.
Mas tenho que dizer que isso tudo não é nem de longe motivo pra se reeditar essa camisa, embora não seja feia como a roxa, a roxa e preta e a roxa cruz-credo.
E isso que acabo de dizer não passa de minha opinião.
E ainda leva São Jorge, o que a deixa ainda mais forte e bela.
No entanto, o que não é minha opinião meramente, no que diz respeito ao fator estético da coisa toda, é que esses lançamentos caça-níqueis não passam de conversinha oca pra desviar as atenções.
Com o argumento dessa nobre homenagem, que já foi consumada e teve seu tempo pra acontecer, lançam uma camisa sem propósito nenhum, maculando a verdadeira homenagem e se utilizando da figura do próprio padroeiro para cacifar a intenção toda.
Mas qual é essa intenção toda? Justamente se aproveitar de vossa nobreza, caríssima Família Corinthiana, para ganhar em cima dessa paixão.
Acho que a questão não se minimiza no “somos preto e branco”, porque isso é óbvio que somos.
A questão é a utilidade desse terceiro uniforme. Uma coisa moderna vinda da Europa que estamos acostumados, e até certo ponto, fadados a copiar incessantemente.
Sim, há coisas boas, como os tantos Torinenses que escreveram no Site do Corinthians se dizendo Corinthianos por conta dessa homenagem. Mas isso não mascara a intenção real.