quarta-feira, 30 de junho de 2010

100 Anos de História, parte XI

O programa deste dia 26 de junho ficou dividido em duas partes.

Parte 1


Parte 2


Clique e ouça:
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Parte X

sábado, 26 de junho de 2010

Afiando a Cimitarra

Faltam menos de 20 dias agora, para vermos o Coringão. E um pouco mais que isso para vermos o Coringão no Pacaembu.
Hoje, porém, vimos o Coringão contra o iraty, no Estádio do Café, em Londrina.
As férias não acabaram, mas hoje tivemos Corinthians.
Em um verdadeiro campo de Várzea, Timão em ritmo de treino, com algumas pontuais jogadas de Roberto Carlos, também de Bruno Cesar, com Danilo daquele jeito dorminhoco, Iarley sempre esquisito, que tentou uma puxeta bisonha, e Jorge tentando.
Jucilei na posição que não sabe jogar. Ralf e Leandro Castan desentrosados viram William quase deixa o seu adversário xará atacante fazer o gol. Só não fez porque deve ser Corinthiano também.
E Jorge recebeu uma bola na entrada da área, pela direita, e emendou na saída do goleiro para o canto esquerdo, aos 30. Golaço!
Daí o jogo amornou, e só foi esquentar nos minutos finais. A Blitzkrieg entrou em ação, com jogadas ensaiadas. Faltava a conclusão. O jogador dono da área. Mas o Coringão pressionava. Tentatava. Agora, que teste Mano imaginou fazer, eu não sei. Colocar William, ou mesmo Dodô por menos de meia hora não é fazer teste.
Tcheco, pra variar, perdeu gol feito. Mas triangulou bonito, em alguns momentos.
O que pegou hoje foi a falta de um centroavante.
Um centroavante é condição para esse elenco funcionar.
Os meias até jogam. Temos um baita lateral (e a lateral-direita vem a ser a próxima condição). Mas precisamos de alguém na área.

Julio César, Jucilei, William, Leandro Castan e Roberto Carlos; Ralf (Edu), Elias (Paulinho), Bruno Cesar (Tcheco) e Danilo (Dodô); Jorge (William Morais) e Iarley

Agora é pegar o furaquinho no domingo, às 16h30.
VAI CORINTHIANS!!!

E NESTE SÁBADO, 26, 15h30,
"100 Anos de História"
NA RADIOCORINGAO.COM.BR


CLIQUE AQUI e ouça todos os programas.

Pesquisa
O Clube contratou uma agência para fazer um perfil de um suposto estádio. Só que estão a cogitar aquilo que um empresário determinou.
Trata-se do fim do Futebol enquanto Futebol, o que é pior que simples elitização.
J. Hawilla prevê um novo perfil dos torcedores nos estádios nos próximos anos no Brasil: “A turma que vai à geral agora, ficará assistindo só na tevê. É gente que não consome nada, depreda e mata no metrô. Não interessa mais ao futebol. Dá orgulho ver o público pagar R$ 300 pelo ingresso. Não defendo a elitização. Mas o futebol precisa de dinheiro.”
Não!
O Futebol precisa de ALMA!

Com meus ingressos comprados em um justíssimo pacote plurianual que me concede preferência, pois vou a todos os jogos, querem que eu deixe "permitido para revenda" um percentual deles. Notem bem, pesquisadores, não revenderia nenhum jogo, não sem um peso na consciência que só quem entende pode entender. Agradeço, porém, a possibilidade de fazê-lo. Aparenta ser bem moderno, bem direitos do consumidor.
Parece ser um grande avanço, sem dúvida.
O problema é onde nos leva isso que parece ser.
Não é algo normal o ingresso custar 30 reais na Arquibancada. É anômalo. E não é porque "gostamos de coisa suja". É questão de cidadania. Justiça social. Conceitos que não passam pela cabeça de quem "precisa de dinheiro".
Leia o Japonês.

Falenciosa
Andaram caindo algumas máscaras, nestes dias. Outras surgem, a substituí-las.
Máscaras mais falidas, impossível. O silêncio da abutraiada é um escárnio.
A criminalização de algo que não existe também, e foi consequência direta do descontrole de madame.
A nós, Corinthianos, porém, resta apenas esperar o fim da Copa do Mundo.

Aliás...

Para que serve uma Copa do Mundo?
É sabido que na África do Sul estão a privilegiar as elites, o oposto de desenvolver infra-estrutura para a população. Um sul-africano tem de ir de ônibus de Pretória a Johannesburgo. Por conta da Copa, foi feito o Gautrain, um trem maravilhoso, que custa não só os olhos, mas os braços e as pernas. Por aqui, aqueles empresários sentenciam o fim do Futebol Popular. Um abutre que agora também promove a carniça vem dizer que o Futebol é daqueles que têm dinheiro pra pagar. O Futebol está voltando às mãos das oligarquias. O Povo terá que se contentar com Futebol pela TV. O que, convenhamos, é a coisa mais sem graça do mundo.
Conseguiram fazer o Povo ter medo de ir ao estádio.
Não bastasse incutir o medo, com o pretexto das novelinhas fazem o jogo acontecer em horários impraticáveis para o cidadão.
E a Copa no Brasil repetirá o que está sendo a Copa de agora, na África do Sul.

Para que serve uma Seleção?
Responder a isso pelo sentido patriótico é o óbvio. Um sentido de pertencimento a uma coletividade.
Mas nenhum pertencimento é tão forte quanto o Corinthianismo...
Daí o leitor se pergunta "e pra que serve o Corinthianismo?", e esta pergunta é tão ampla quanto a dúvida de como surgiu a vida no planeta Terra.
Neste blogue existe uma lista de capítulos, e o Capítulo II é um dos que se tratam disso.
E para que serve o Corinthians?
Quando só o Futebol Varzeano era o Futebol popularizado, e apenas ali o Povo podia jogar Futebol, o Corinthians surgiu para colocar o Povo entre os clubes da oligarquia, pelo trato com a Deusa Bola.
É por isso que quem não é Corinthiano está repleto de informações desencontradas das mídias. A madame é a dona da manchete... E o Clube do Povo é seu maior algoz.
"Manifestação palpável do anseio popular por emancipação". Maior que qualquer patriotismo. Que qualquer quinquilharia.

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Trigésimo Segundo Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo


Por Filipe Martins Gonçalves

A faixa "Povão Torcida Unida" estava aberta na Arquibancada quando o Doutor Sócrates, com a camisa 9, abriu o placar e os caminhos para a conquista do campeonato de 79, em fevereiro de 1980. Mas foi só depois do gol de Palhinha, o segundo do jogo, que o Carnaval Corinthiano começou. E durou até o Carnaval...

O Corinthiano Maloqueiro e Sofredor, Graças a Deus, emendava a faixa "de saco cheio de ser campeão", só para fazer troça dos detratores do Clube do Povo. O Coringão tinha sido campeão há duas décadas, quando não existia tevê colorida (77 aconteceu de noite, e por isso parece naturalmente preto e branco...). E jogos de Futebol só eram transmitidos pelo rádio. E agora a Fiel Torcida comemorava novamente, no Futebol, já que havia ido comemorar Tradições e Glórias Mil em outras modalidades, como verdadeiro clube poliesportivo.

O Clube que não iria durar até o próximo inverno, e que revolucionou o Futebol menos de três anos após sua fundação, que levou o Povo ao Futebol "oficial", colocou justiça na disputa pela Deusa Bola, enfim, este Clube que nada mais é que sua própria Torcida - que já existia desde muito antes do time entrar em campo - voltava a comemorar o Futebol. O Coringão, Clube-Religião, Meca dos Guerreiros Sofredores, era campeão novamente, fato raríssimo. A Fiel não continha a alegria, e a estranheza com aquele fato. Ser campeão novamente...

E, ao mesmo tempo, este "ser campeão novamente" forjou as bases do vulcão que agora começava a tomar nova configuração. O folclórico Presidente, o mestre do Corinthianismo que conduzira o ônibus no engarrafamento da avenida, abrindo caminho entre os carros, para chegar ao estádio, Matheus era agora enterrado pela Torcida como "ditador incompetente", antes das eleições de abril de 81.

Ricardo Gozzi, na obra que produziu em conjunto com o Doutor Sócrates, “Democracia Corintiana, A Utopia em Jogo”, diz assim:
“A Democracia Corintiana esteve intimamente ligada ao processo de abertura política do Brasil após anos de um regime militar cruel com seus opositores e dissidentes. Os jogadores filiaram-se a partidos de acordo com suas convicções políticas e tiveram participação ativa em movimentos como Diretas Já!, cuja proposta de eleições diretas foi rejeitada pelo Congresso Nacional em 1984.
Nos vestiários, os atletas discutiam mais política que futebol. Sócrates, o mais proeminente líder do movimento, conta que desde jovem conserva o hábito de separar a seção de esportes dos jornais, sem a ler, pois as informações que lhe interessam encontram-se em outros cadernos, como os de política, economia ou internacional.
O revolucionário sistema implantado no Corinthians a partir do fim de 1981 colecionou inimigos internos e externos, que atacavam justamente os principais êxitos do projeto. A maior participação dos jogadores nas decisões do Departamento de Futebol do clube, o fim da concentração para atletas casados e a participação proporcional destes no montante arrecadado nas bilheterias e sua divisão entre o elenco foram os principais alvos dos críticos do movimento.
Porém seria impossível compreender a Democracia Corintiana sem saber o que se passou no clube nos anos que a antecederam, especialmente nos quase dez anos consecutivos durante os quais Vicente Matheus ocupou ininterruptamente a presidência do Corinthians”.


E quando Waldemar Pires vence essas eleições de abril de 81, Matheus de vice, o decano que havia tirado a Fiel do jejum estaciona sua Mercedes na vaga de presidente.

"Pode falar comigo, aqui quem manda sou eu", dizia Vicente, que agora era vice, mas pretendia continuar presidente.

O presidente Waldemar Pires sinalizava a renúncia, o que efetivaria o vice. Seria a opção mais favorável ao próprio Matheus, portanto. E teria sido o maior papelão. Mas Waldemar não renunciou, de jeito nenhum. Vicente Matheus então se recolheu, diante da pressão da Torcida e da imprensa. O velho sábio foi observar tudo ali de perto, para ver o que aquela molecada iria aprontar.

E o Coringão entrava em mais uma daquelas crises. Não apenas política. O time ia mal, a Torcida protestava, a Taça de Prata era disputada pois o time fizera uma péssima campanha no Paulista.

E algo novo surge no Corinthians, quando Adilson Monteiro Alves, jovem empresário formado em Sociologia, se apresentava como Diretor de Futebol do Corinthians, na concentração "que deveria durar no máximo dez minutos, acabou durando 6 horas", segundo Florenzano, em sua tese que virou livro, “A Democracia Corinthiana: práticas de liberdade no futebol brasileiro”.

Que segue; "O bom encontro entre Adílson Monteiro e o grupo de atletas mudaria a história do Corinthians e, por extensão, a do futebol brasileiro. Ao invés de reeditar uma estrada tantas vezes percorrida rumo à pirâmide hierárquica, aquele jovem e ousado diretor, vestindo jeans e usando barba, propunha-se suprimir a distância entre dirigentes e dirigidos, assegurar o livre debate de idéias e instalar o círculo democrático através do qual, em conjunto, todos os envolvidos começavam a esboçar os contornos da nova geometria do poder. Enquanto jornalistas e torcedores consideravam-no uma incógnita, os jogadores em geral, e Sócrates em particular, agora não tinham mais nenhuma dúvida: "Ele é um dos nossos""

E a saída do velho Ditador do comando acaba deixando o terreno livre para uma experiência de autogestão Corinthiana.

Falando a mesma língua que o seu diretor, a Orquestra Corinthiana passou a tomar liberdades e improvisar durante a sinfonia.

Na mesma língua deliberavam.

E desse penoso fim de ano disputando a Taça de Prata, voltamos para a Taça de Ouro no começo de 1982. A “magia” do regulamento brasileiro, de classificar o melhor da Taça de Prata para a Taça de Ouro em um mesmo campeonato, acabou impulsionou o Movimento da Democracia do Parque São Jorge.

Jogando o fino da bola, fomos semifinalistas da Taça de Ouro. Tudo isso antes de ensacarmos os rivais verdes em 5 a 1, em 1º de agosto de 1982, com o irreverente Democrata Corinthiano, Walter Casagrande, saído das categorias de base, fazendo três gols.

A autogestão engrena em campo, nos pés desse goleador, de Biro-Biro, de Zenon, de Sócrates...
Na citada obra, criada com Ricardo Gozzi, Doutor Sócrates começa o capítulo “Quando as mudanças começam” assim:

“O poder do futebol está em seu grupo de atletas. Podem tentar interferir, mexer, limitar, castrar, mas o poder mesmo está ali. A partir de algum momento, de alguma forma, isso já se instalou como realidade no Corinthians. É claro que existiam algumas reações internas e muitas externas. Mas já não dava pra mexer mais. Estava enraizado. Até porque a força que as pessoas adquirem numa situação adversa é enorme. Torna-se complicado alguém tentar destruir. Houve diversas tentativas, mas internamente eram bem mais discretas do que externamente.
O jogador de futebol não tem consciência de seu poder. Por que o nosso sistema social existe, ainda hoje, da forma que é? Porque pelo menos metade da população não tem consciência nenhuma daquilo que pode realizar. Se você não tem uma informação, você não sabe o que existe além de você.
(...) No cotidiano, nós não temos nenhuma participação nas decisões do país. A nossa pirâmide de decisão só tem o topo. Mais nada. Imagine o cara que não possui conhecimento. Ele não tem como brigar no mundo de hoje. Se formos analisar cruamente, o atleta de futebol dos dias atuais é alguém que tem um poder econômico e político nas mãos que todo mundo sonha em ter. Mas ele não sabe usar, pois não tem informação.
Por que o atleta vive em guetos? O cara ganha R$ 100.000 por mês, tem bastante poder político, tem popularidade. Ele deveria ser um agente da sociedade. Ele deveria criar. Porém, ele se isola por falta de informação. E é isso o que o sistema quer conservar. Quanto mais ignorantes forem essas pessoas, mais fácil de elas serem controladas. A ignorância é um instrumento da opressão”.


E pensando nisto tudo a Democracia Corinthiana foi acontecendo, aos poucos. Sem pressa. No Bar da Torre, tomando uma cerveja e trocando idéia. O Brasil estava mudando, depois de um longo e tenebroso inverno ditatorial. E assim, acontecendo, espontaneamente, surgiu o maior movimento ideológico do Futebol. A Democracia Corinthiana.

“A partir de hoje, o que for coletivo, nós vamos votar”.

E este processo todo desencadeou uma série de discussões. E com elas, as reivindicações. E com tudo isso, um Futebol jogado por música. No fundo, foi sempre isso que sustentou a Democracia. O Futebol. O toque de calcanhar do doutor, a raça de Biro, os gols do Casão, a inteligência filosófica de Zenon. Sem isto, nada seria.

E foi com a Raça Corinthianíssima de Antônio José da Silva Filho, o Gigantesco Biro-Biro, que a Democracia conquistou seu primeiro campeonato. Com dois gols de quem se multiplica em decisões, Biro garantiu a Festa do Povão Democrático da República Corinthians. Casão ainda fez o terceiro, e assim a freguesia se manteve descontrolada. A Democracia chegava mostrando as verdades Corinthianas...

Era dezembro de 1982, o Povo em Festa. E a imprensa conservadora passou a criar rótulos para a autogestão que funcionava em campo. Casão rodou, integrantes da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar o intimidaram. “Embora distante apenas três quilometros da rua onde se dera o suposto flagrante, o percurso até a delegacia demandou mais de 40 minutos”, assinala Florenzano.

“Tempo suficiente para que os policiais pudessem avisar os meios de comunicação e convocar reforços para o espetáculo que o acontecimento exigia”. Era tudo o que as velhas raposas queriam. Tudo o que os que temiam o sucesso da Democracia queriam.

Diz o Doutor: “Nós tínhamos informações que estavam organizando alguma coisa, com algum de nós, e o Casão era o mais provável. Isso era para acontecer antes das finais. Inclusive o Casão ficou comigo ou com o Wladimir quatorze dias. Não o deixávamos sozinho de jeito nenhum”.

A imprensa, no dia seguinte ao ocorrido, exagerava, dizia que Ataliba também estava preso, junto com o moleque cabeludo que fazia gols.

Era este o estereótipo da Democracia, pelos conservadores: o bêbado, o drogado e o negro.
Sim, pois Wladimir, além de tudo o que jogava em campo, ainda tinha firmes suas posições políticas, inclusive dentro do Movimento Negro.

Mas isto é feito com o Corinthians desde a época do Alexandre Magnani, que foi cocheiro. O Corinthians era, para a imprensa conservadora, o “clube dos carroceiros” por conta da profissão de seu Presidente, veja só a ‘originalidade’ dos detratores...

Enquanto isso, o Coringão enfiava 10 no Tiradentes. É a maior goleada desde 1971 em campeonatos brasileiros. Mas não é a maior goleada da História do Clube do Povo; a maior é o 11 a 0 em plena Vila Belmiro, em julho de 1920.

E em seis de março de 1983, a eleição para Presidente do Corinthians colocava Waldemar e Matheus em disputa. E o associado Corinthiano saiu de sua casa, fosse ela em outro estado, apenas para garantir a vitória de Waldemar, pela Democracia. Uma questão de honra, mesmo.
“A Democracia Corinthiana, eis o traço que a distinguia, abria-se em múltiplas direções: ela acampava com os desempregados em praça pública, ia ao sindicato do ABC trocar informações com os operários, entrava na universidade para debater com os estudantes; mas, ao mesmo tempo, reunia-se no Bar da Torre dentro do Parque São Jorge para tomar cerveja e fumar um cigarro; subia ao palco no ginásio do Ibirapuera para celebrar com Rita Lee os Jardins da Babilônia; aventurava-se noite adentro pelas artérias da metrópole em busca da alegria dionisíaca que a mantinha viva e desperta e a constituía na contracultura do futebol brasileiro”. (Florenzano)

Enquanto tudo isso acontecia, Casão parecia ter se abalado com o tratamento da mídia e não fazia gols como antes, e Mário Travaglini, um grande democrata da bola, pedia demissão.
Zé Maria foi eleito técnico pelo grupo. E havia acabado de ser eleito Conselheiro do Clube.

Esse fato, aliás, provocou angústia nos detratores da Democracia. Alegavam agora que a Democracia era um “regime” que transferia poder administrativo do clube para os jogadores...

Os conservadores não conseguem pensar fora de seus próprios eixos. A possibilidade de deliberação era um trauma para quem se apegara à ditadura. A Democracia sempre foi uma ameaça para os detratores... Assim como o Corinthians havia sido uma ameaça para a oligarquia da bola, em 1913 (leia os primeiros capítulos desta série).

“O que queremos com nosso projeto no Corinthians é propiciar aos operários do futebol, que somos nós os jogadores, a participação na gerência do trabalho”, dizia o Doutor em abril de 1983.

Nessa época a Democracia disputava a Taça de Ouros e ganhava, mas não levava. E depois de dez jogos, Zé Maria voltava a ser jogador. Mas continuava Conselheiro.

E então, desde maio até dezembro, um calendário interminável, o Paulista foi disputado. Leão surgia como goleiro do Corinthians. Jorge Vieira como técnico. E depois de 47 jogos, com direito a um verdadeiro baile na marcação verde, nas semifinais, quando o Doutor “sacaneou um pouquinho” o volante Márcio que não desgrudava. O Doutor dava piques com a bola parada apenas para a torcida gritar olé, vendo o palmeirense correr atrás de bobeira. Na final, em três jogos, o Corinthians venceu o primeiro, e empatou os outros dois. Sempre com gols decisivos do Doutor da bola.

A História Continua...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Trigésimo Primeiro Capítulo

O Time do Povo
"Per Aspera Ad Astra"

Por Filipe Martins Gonçalves

É importante entendermos o ano de 1977 segundo o viés que leva em conta o processo de recriação cotidiana do Corinthianismo para as gerações que viveram este ano, e parte, ou toda a época de jejum , antes de prosseguirmos na narrativa desta série.

Se alguém tem ou teve um Bisavô Corinthiano, e hoje em dia esse alguém tem 30 anos, então passou a vida ouvindo deste Bisavô as histórias de um passado lendário do Clube do Povo. Nestas Histórias e Lendas, viu o resgate da figura de Neco, acima de tudo. Todas as Histórias de Glórias, conquistas, mas também de como ele foi formador do Corinthianismo, de Corpo e Alma. Ele foi o Símbolo da Lenda do Clube do Povo.
Mas também deve ter ouvido falar muito de Amílcar Barbuy, Armando Del Debbio, Pedro Grané, Achilles Ciasca, Aparício, e também de Antonio Pereira, Tantã, e tantos outros ilustres Corinthianos de dentro e de fora das quatro linhas, onde a Deusa Bola simula as batalhas. E falando em batalhas, a família Bataglia também toma parte na narrativa deste idealizado Bisavô.
E, claro, a Ponte Grande terá sido a grande experiência de vida dele, quem sabe ele conte também Histórias do Campo do Lenheiro, enfim.
Ele contará histórias sobre o Ano Sagrado de 1922, os tri-campeonatos da Década Dourada, e com certeza 1930 foi um ano mais que essencial na vida dele.

O Avô irá contar sobre a Fazendinha, o tri-campeonato de 37-39-39, os primeiros títulos profissionais no Futebol, e sempre recordará da Peteca, do Remo, da Natação, dos primeiros titulos no Basquete. Falará sobre Teleco, Servílio, Carlito, Brandão, Dino, Pavão, Jango, Chico Preto, Pai Jaú, e terá o ano de 1941 como ano essencial na vida. Quem sabe, este Avô tenha pedido a Avó em casamento em um piquenique no Parque São Jorge, o cenário mais que romântico da curva do rio Tietê quando era limpo, na Enseada da Cidade Corinthians, e ela tivesse aceitado ao som de uma serenata na bucólica e ensolarada tarde que caía...

Mas o Pai terá vivido o ano de 1954 quando ainda era menino, e terá atravessado a Era Trindade com o Corinthians tendo consolidado a sua vocação poliesportiva, sendo o Clube mais vitorioso do país, sem ao menos ter completado 50 anos de História.
Esse Pai jejuou pela infância, juventude. e foi ser campeão já beirando os 30 anos de idade.

Este é o caso de muitas Famílias Corinthianas, e por isso o ano de 1977 é formador até para este que vos escreve, sem ao menos ter tido a sorte de nascer antes para poder vivê-lo.

O ano de 1977 foi a síntese de um jejum. Foi como no sexo tântrico, uma intensa relação para explodir em um orgasmo contínuo, em imensas explosões contínuas. E este orgasmo reverbera toda a energia por muito tempo. O Corinthiano não tem pressa, e não obstante a Torcida Fiel cresceu durante esse jejum. Enquanto a alegria, para os comuns, acaba rápido, a do Corinthiano reverbera, pois o jejum ensinou isso. Assim foi 1977.

Por isso não se limitou a uma conquista, pois não foi uma simples conquista. Não à toa foi o maior campeonato conquistado na história do Futebol, modéstia à parte.
E quem nos comprova isso é o próprio Povão que viveu tudo isso.
É a síntese tântrica de vinte e dois anos, oito meses e sete dias de intenso Amor ao Clube do Povo.
E é ao mesmo tempo um instante, um lance, em que a bola bate, rebate, vai e volta, até encontrar o Pé de um Anjo, predestinado. Um gol que todo moleque repetiu durante a infância, jogando bola na rua e chutando no portão da casa da senhora vizinha, que vinha reclamar com um ar de satisfação, afinal era mais um gol Corinthiano...

Foi o ano da desforra do Corinthiano que jejuou, e muitos deles até então não haviam visto uma conquista no Futebol. O Pai, por exemplo, pode ter tido como ídolo um jogador de basquete, tetra-campeão Sul-americano. Mas a maioria da juventude na época amava o Corinthians, não por suas conquistas, mas pelo que ele representa e é.
Aquele que não era campeão, sabe-se lá por qual fenômeno, era também o mais amado de todos.
O time da moda na época contava com Pelé, e nunca teve o apelo popular que sempre coube ao Corinthians. Por isso era natural, como sempre foi natural, que os que nascessem nesta época de jejum, se fizessem Corinthianos; é o Time do Povo. Não da colônia, ou do salão de chá. É o Coringão que todo mundo gosta, venera e ama.

Trindade saiu em 1959, e Matheus assumiu. Depois Helu, Martinez, e Matheus novamente. Isto durou até o ano de 1981. São 22 anos entre Matheus, Helu e Matheus novamente. Duas figuras paternalistas, e antagônicas ao mesmo tempo.
Vicente, um ditador à moda espanhola, cujo coração fervia em azeite e cujo sangue era sangria, havia aprendido o Corinthianismo com Trindade, e recriado à esta moda. Helu captou apenas a parte política de Trindade, de se aliar ao sistema vigente, de forma que fez parte do regime de exceção de 1964, e abraçava o 'amigo' Laudo Natel. Foi deputado estadual e andava de mãos dadas com o gerente do banco, que fazia parte do salão de chá.
Antes disso, porém, em trabalho conjunto destes presidentes, o Coringão inaugurara o Ginásio, fazendo do Basquete Corinthiano o mais vitorioso do Brasil, em que não é alcançado até hoje por nenhum outro. Mas foi só com Matheus que 1977 pôde acontecer.

No começo da década de 1970 já se ouvia dizer, e se podia ler em matérias jornalísticas, o Povo dizendo que quando o Coringão fosse campeão, o mundo pegaria fogo. Fato é que durante as décadas de 60 e 70, o Corinthians resgatou todo o ideal que está em sua Raíz e em sua Mística, do operariado que luta, que carrega a fome de vencer e o anseio de emancipação, e que por isso proporciona a experiência única da Liberdade Coletiva.
O jejum, compreendido como uma saga, um calvário, uma travessia do deserto, não obstante essa Liberdade Coletiva, fez acontecer os Anjos, e os caídos em desgraça.
Se multiplicar durante a travessia, e chegar mais forte ao seu destino, foi coisa que apenas o Povo Corinthiano, emancipado, poderia fazer.
E veio o fim do jejum. Tudo parou para comemorar o Clube do Povo, a sua existência, a sua Alma, a sua mais que grandeza. E um campeonato paulista passou a ter mais importância e mais valor que todos os outros, por fazer parte da História da Emancipação Popular. Seu valor passou a ser universal.

Quer uma prova?
Aos livros, pois. À Academia.
Em sua tese, publicada com o título "A Democracia Corinthiana - práticas de liberdade no futebol brasileiro", José Paulo Florenzano resgata a história de Germano Araújo da Silva, que em 1977 já tinha 102 anos de idade.
"'Eu era rapazinho quando houve a abolição da escravatura. Mas a gente vivia lá na roça, nem sabia dessas coisas. Meu pai continuou trabalhando do mesmo jeito na fazenda'. Germano herdara do pai a função, exercendo-a até ter as forças do corpo exauridas. Então, com quase noventa anos, sem mais serventia para os donos da fazenda, resolveu migrar para a cidade de São Paulo, no início dos anos 70, instalando-se em uma favela da Vila Joaniza, região de Santo Amaro. Com mais de cem anos de idade, continuava a fumar seu cigarro, a beber sua cerveja e a farrear no forró. Mas, agora, ele se descobria e se identificava como Corinthiano e, no seu barraco de dois cômodos sentia-se parte de uma imensa comunidade imaginada, cujos laços passavam pela cor da pele, pelo suor do rosto e pela vontade inquebrantável de ser feliz".
Por isso, na sua TV preta e branca, Germano não perdia a transmissão de um jogo do Corinthians.
Segue Florenzano; "A Força Cultural do Corinthians refletia no crescimento exponencial de uma torcida que o conduzia (...) estava no poder desta representação coletiva ou, melhor, no fato de se constituir no símbolo dos grupos subalternos e lhes servir de veículo para expressar os seus anseios e emoções".

É por isto tudo que o Clube do Povo eleva 1977 ao ano mais importante da História do Futebol, fato superado apenas em 2010, ano em que completará um século de História.
Matheus, como presidente, ganharia ainda o campeonato de 79, que aconteceu em fevereiro de 80. Portanto, de 13 de outubro, ou da madrugada de 14 de outubro de 1977, a 10 de fevereiro de 1980, como nos diz Florenzano na referida obra, o Corinthians "ingressa em uma era transitória no decorrer da qual (...) de forma sutil, imperceptível e mais profunda, os elementos que compunham e permitiam tal reconhecimento (o Corinthiano se reconhece como Torcedor do Clube do Povão, segundo o autos, à página 151, capítulo "Nau dos Loucos") começavam a se reordenar em uma nova configuração".

O Corinthianismo do jejum, perturbadoramente fanático e sofredor, dava lugar ao bom humor Corinthiano exacerbado, nas faixas "Estou de saco cheio de ser campeão", se reinventado, se recompondo dentro da Mística do operário, do Povo sofredor. E, na crise vivida pelo país, no movimento de anistia e reabertura política, após um "jejum" de liberdade no Brasil, surge através do Corinthians Paulista um movimento.
Matheus, como já dito, sai da Presidência. E Waldemar Pires assume, colocando um sociólogo para interagir com o Doutor Sócrates.
Enquanto o Bisneto daquele Bisavô crescia, passava de bebê a criança, surge a Democracia Corinthiana.

A História Continua...

domingo, 6 de junho de 2010

Boas férias

O Coringão jogou exatamente o que vem jogando.
Já preparava na cachola o texto para dizer que nem sempre se pode ter sorte, ainda mais praticando um futebol estritamente de resultados, como faz Mano Menezes.
E, ao mesmo tempo, ter feito gols contra as pequenas sereias (e poderia ter sido mais) nos permitiu, hoje, ainda que empatados em pontos com o vovô, continuarmos líderes. O que continuaremos sendo pelos próximos sei lá quantos dias, por causa da Copa.
Por causa daqueles gols, bendita primeira linha do time (que é o ataque e não a defesa, caro Mano Menezes), somos líderes, ainda. E grande coisa também, uma vez que o texto que viria, se tivessemos sido derrotados, diria justamente que até então apenas fizemos de conta que somos líderes. E se formos analisar, pelo futebol jogado, isto persiste.
O gol no último minuto não acontece sempre, aliás é raro, mesmo no Clube do Povo, que é o Clube da Raça e da Tradição.
O apagão do segundo tempo é coisa que preocupa, e que o Mano tem todo esse tempo para corrigir. Não podemos desperdiçar o talento de Jucilei na lateral direita. Ele NÃO É lateral, e isso fica cada vez mais evidente, só não vê quem não quer ver. Iarley é um banco valioso, e começa jogando só quando Jorge é desfalque, infelizmente foi este o caso hoje. E os toques infrutíferos no meio campo, que são confundidos com domínio da bola (e se assim querem chamar, então deverão dizer que é 'domínio burro', pois não passa disso), voltaram a ser a tônica do Corinthians.

Felipe; Jucilei, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf (Tcheco), Elias, Danilo (Paulinho) e Bruno; Dente (Matias) e Iarley

Só aos 30 do primeiro tempo articulou-se uma jogada com inteligência, e Bruno ainda trocou de perna, fazendo aquele cachaceiro canalha passar correndo, estupidamente, para emendar pro gol; GOLAÇO!!!
E daí começou a dar sopa pro azar. Veio o segundo tempo, um apagão. O botafofo, que teve a torcida vaiando jogador do próprio time o jogo inteiro, foi agraciado pela largada de bola de Felipe, que defendeu tudo no jogo passado e até então, e empatou. Matias, que substituiu Dente, não conseguia produzir, apesar de tentar. E nisto o time todo o acompanhou...
E foi todo mundo assistir Roberto Carlos bater uma falta na meia-lua. Só que ele bateu na barreira, e sobreveio a injustiça com Ralf; caçado o jogo inteiro, não decidiu a bola crucial no meio campo, veio o adversário em 3 contra 1, e virou o jogo. O fúcio lávio, autor do gol, foi o autor de uma entrada desleal em Ralf, por trás, e agraciado com o migué do apito do cbfr, o clube da fofura.
Essa injustiça São Jorge não deixou que fosse premiada, e no último instante, em escanteio batido por Matias (aleluia, escanteio batido decentemente), Paulo André se redimiu em nome da zaga, do sistema defensivo, do próprio Comandante e de seu Capitão; o Coringão empatou o jogo, POR SÃO JORGE!

Mas, resumindo, o Corinthians precisa jogar mais. De preferência não negociar NENHUM jogador titular, se desfazer do peso de alguns salários inexplicáveis, colocar os caras em forma, e se possível trazer um goleiro, um lateral direito, um zagueiro, um meia e um centroavante, e que estes cinco venham para disputar a vaga de titular.
Até a primeira Finalíssima do campeonato, em Fortaleza, no Castelão, dia 14/7, é viável que isso aconteça.

Enquanto isso, boas férias do Corinthians, Família Corinthiana.

VIVA O CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Até dia 18/7, Pacaembu!

E fez o Coringão o estritamente suficiente para derrotar as moranguetes mais uma vez. Segundo os próprios números, o Coringão chega ao 999º jogo em Brasileirões e reafirma a vantagem em vitórias contra o clube do choro dos Pampas; foi o 69º jogo contra o chorolado, num bonito histórico de 23 vitórias, 27 empates, 19 derrotas, 74 gols pró, 72 gols contra. É um belo DVD. Pena que a claque do clube interiorano costume sair antes da sessão terminar. O final foi o mesmo da final do ano passado, 2 a 0 no Templo Sagrado lotado. Mais 300 árvores no mundo (o verde de verdade é nosso), Família Corinthiana!

Felipe; Jucilei, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Danilo (Tcheco) e Bruno César (Paulinho); Dente (Matias) e Iarley

Fica a dúvida, mesmo na Vitória com maíuscula; por que o Timão do CORINTHIANS insiste em chamar o adversário para o jogo? No segundo tempo Dente deixou de ir a uma bola passada em profundidade, só porque a ordem é recuar. Vencemos, é verdade. Temos vencido este ano, são 35 jogos no ano. 22 vitórias. 7 empates. Apenas 6 decisivas derrotas. 60 gols pró. 32 gols contra. Eis a beleza do Futebol; tivesse esse Timão perdido em momentos que pudesse ter perdido, disputaríamos com os dois últimos adversários algum campeonato. Mas estas disputas se desenham para o futuro.
É fato que este não é o "ano do Centenário". O Ano do Centenário corresponde ao período de 1º de setembro de 2010, a 1º de setembro de 2011. Eis o Ano do Centenário. O ano de 2010 é o ano em que o Corinthians completa seu Primeiro Século de História. Enfim.
Vencemos, dando o espaço que o adversário precisou para jogar, tendo sorte de campeão, e um goleiro que fechou o gol. Tocou a bola de forma insolente, apressada, rifada, não foi muito produtivo. E no entanto venceu, e bem.
O Samurai resumiu, "pior que hoje não dá nem pra xingar o Mano". Mas o Confrade disse algo além no começo da semana; "se tivesse tirado o Mano não estaria disputando a liderança absoluta contra as pequenas sereias".
E vai o Corinthians parar com o Futebol do Brasil, a partir das seis horas de domingo, na Cidade Maravilhosa.
Vai jogar a selecinha das meninas que dizem que "ganhar da Argentina é como ganhar do Corinthians" numa "revista" de madame ressentida, que é de uma emissorazinha metástase do câncer televisivo. Mesmo que as bonecas NUNCA TENHAM GANHADO DO CORINTHIANS fantasiadas de camisola de baitola. Tadinhas. E o pior é que com cara de pau e medo, podem dizer que estão de fato enaltecendo o Corinthians, reconhecendo a grandeza do Todo-Poderoso. Mas isso, a babaquice anticorintiana já faz ao dizer "eu odeio", como se não fosse absurdo e esquizofrênico esse sentimento quando se trata de CORINTHIANS.
A anticorintiania é doentia, se trata de uma diminuição da própria alma, e se revela cada vez mais inequivocamente boçal. É o caso da referida capa de "revista".

O Jogo
O CORINTHIANS ganhou nesta noite e estamos em paz, apesar dos chutões e dos passes burros. Nosso primeiro chute a gol veio da canhota do Roberto Carlos, o lateral esquerdo constante que todo time precisa, aos vinte minutos do primeiro tempo. Foi, na verdade, o lance mais perigoso até então. A disputa no meio campo prevaleceu de forma a apagar, terminantemente, as triangulações em direção à área adversária. O Corinthians prevaleceu, por conta da Torcida. É sim, Mano.
Depois foi o nosso Goleiro defender o patrimônio da Família Alvinegra, buscando o ângulo Alla Ronaldo Soares Giovanelli. Sim, eu sou um nostálgico, preciso lembrar dos meus ídolos.
Depois disso, foi Bruno César quem arriscou. Mas foi só Elias resolver passar a bola como sabe, para a zaga do clube que chora fazer pênalti. E vão chorar tanto dizendo que não foi... Mas foi, e quem negar que foi tem a tal alma diminuta que dizíamos.
Roberto Carlos bateu, o goleiro do clube que chora fingiu que ia defender e soltou, no cantinho direito da canhota do Roberto Carlos, porque aquilo é uma bomba, e mesmo batida com a obviedade vista, é quase impossível de se defender. GOLAÇO!!!
Valioso Golaço, aliás. Nos rendeu tranquilidade, ao passo que o time que chora fez como as meninas que comparam Corinthians com Argentina; se descontrolaram. E o Mano mandou recuar, defender e dar chutão.
O descontrole foi tão geral no time que chora que o lateral esquerdo moranguete, um inominável que cospe no prato que come, foi protagonista do lance mais BISONHO dos últimos séculos. É mais uma alma diminuta que sucumbe no Templo Sagrado.
Fomos para o segundo tempo, mais do mesmo jogo, apenas com as moranguetes ainda mais propensas ao desespero, beirando o chilique, e com algumas deslealdades que o câncer televisivo faz questão de não mostrar.
E foi em jogada de Dente que Elias tocou mais uma bela bola, mais uma vez mais que crucialmente, para Iarley dominar e colocar a Bola na caixa, de direita, fulminante, no ângulo, indefensável. GOLAÇO!!!
No meio de campo tudo extremamente disputado. Tentávamos, chutávamos, mas foi no nosso gol que a Bola chegou mais perto, e se não fosse a sorte e o corte do menino Roberto Carlos depois da defesa parcial milagrosa de Felipe, o choro estaria contido agora. Mas não, ele prossegue. Que jogão!
VIVA O CORINTHIANS!!!

Domingão é GUERRA, para finalizar a pré-temporada do Brasileiro excelentemente bem, vencendo de meio a zero. E colocar a abutraiada pra fazer beicinho durante a Copa do Mundo inteira, principalmente quando as kakinhas desmoronarem que nem castelo de cartas. Viva o Maradona!

AQUI É CORINTHIANS!!!