domingo, 31 de janeiro de 2010

AQUI É CORINTHIANS!!!



Dança, porcada!

Nem roubando, hein???

CHUPA, anticorintianada!!!

AQUI É CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Décimo Nono Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves

Guido Giacomelli havia sido Presidente do Corinthians, e era ao mesmo tempo técnico do time, na época do primeiro (segundo!) Tri-Campeonato. E era o Diretor de Futebol quando Jaú, aturdido, veio lhe contar o que ocorrera.

Fazia ele, Jaú, sua fézinha na Casa Lotérica da Quinze de Novembro quando, de assalto, foi abordado por um senhor de chapéu verde e bochechas rosadas.
Era Rocco di Lorenzo, dirigente palestrino, a lhe oferecer a considerável quantia de 1 conto de réis. Assim, na lata.
Jaú não expressou surpresa. Não se intimidou tampouco se indignou.
Jaú era já rapaz vivido, e muito malandro botou a bufunfa no bolso e saiu, deixando o palestrino achando que estava na boa com aquilo tudo.
O palestrino queria que ele fizesse "corpo-mole".
Que aliviasse para o próximo adversário, o que garantiria as coisas para o Palestra.

Guido ouvia o relato, indignado. Foi desse Coração Corinthianíssimo, de tanta dedicação e amor ao Clube do Povo, que brotou a indignação frente a esse arqui-rival.

Era o ano de 1932. O primeiro ano de Corinthians de Euclydes da Costa, apelidado Jahú por causa de sua impulsão. Era uma aeronave com boa autonomia de vôo para época, e muito famosa. O apelido ficou.
Neste ano a Revolução Constitucionalista foi iniciada e derrotada, um grande revés para a oligarquia paulista.
Que logo se reconciliou com aquilo que chamou de ditadura de Getúlio Vargas, antes da derrota. Mas isso é outro papo.

Guido levou Jaú à Associação Paulista de Esportes Athleticos. A tentativa de suborno do palestrino foi denunciada, e o palestrino foi suspenso de qualquer atividade administrativa nos esportes. O caso repercutiu por longo tempo, pelo país inteiro.

O campeonato de 32 foi o último campeonato amador da História do Futebol Paulista. Neste ano o Germânia encerra suas atividades no Futebol. Os orfãos do Internacional se juntam ao pessoal do Antárctica da Móoca, e criam o C.A.Paulista. O Futebol Paulista mudava, e o Corinthians acompanhava, sem perder sua veia Varzeana.
Em 1933 o Corinthians contrata o primeiro técnico profissional de sua História, o uruguaio Pedro Mazzulo. Passo necessário para essa reestruturação. A Diretoria, com Alfredo Schürig na Presidência, era muito boa. Alarico de Toledo Piza era o Vice, e seu irmão Wladimir era Secretário-Geral.
Durante a Presidência de Schürig foi quando o Corinthians, de fato, se tornou um clube poliesportivo. Com a crucial ajuda financeira deste Anjo-da-Guarda, o Corinthians teve estrutura para se profissionalizar no Futebol, e prosperar em sua vocação poliesportiva. O número de associados dobrou, e continuava aumentando. O Corinthians possuía atletas na natação, no remo, no basquete, no futebol, de todas as idades. E haviam os jogos de recreação, como a peteca, o tamboréu. O rio limpo e os jardins do Parque para passar o dia. O Corinthians tem sua Sede Grandiosa.

E, com tudo isso, o Corinthians atravessava a reestruturação do Futebol, uma crise que não parecia ter fim.
Conta-se que nessa época o Clube recebia telefonemas de inúmeros "olheiros" espalhados pelo Brasil todo. Ligavam espontaneamente, dizendo que havia um craque em sua cidade. E muitos chegavam ao Clube para a peneira, bancados pelos tais "olheiros". Eram os Corinthianos de todos os cantos querendo arrumar o time...

Em crise, mas com sua Sede e sua História reconhecida no país todo, o Corinthians já era um clube nacional. O Campeão dos Campeões. E a multidão que o cercava havia se espalhado enormemente.
Mesmo que o time não fosse bem em campo, o Corinthians permanecia firme enquanto o próprio Futebol Paulista forjava suas crises.

E o próprio Corinthians convivia com as suas crises.

No final de 33, João Baptista Maurício assume a Presidência do Corinthians pela segunda vez, dezoito anos após a primeira. José Martins da Costa Junior assume alguns dias após a deposição de Baptista. A crise se prolonga. Em 1934, um dos maiores Presidentes da História do Corinthians assume: Manuel Correcher.

A História Continua...

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Novo recorde na Taça dos Invictos

A Taça é nossa, e a cada jogo aumentamos o recorde.
Isso a abutraiada sequer menciona...

Primeiramente, as coisas positivas.
O lance do gol é crucial para alguns sofás entenderem porque foi um grande erro vaiar o Tcheco, além de ter sido cedo para qualquer manifestação, ainda mais nesse sentido. Ele coloca a bola onde quer. Faz tempo que não vemos alguém cruzar na medida, ou mesmo bater falta e deixar alguém em condições plenas.
E o Gordo soube aproveitar, percebendo a linha de impedimento do adversário. Tirou o goleiro duas vezes, cortando para direita, e fez um golaço.
Essas jogadas ensaiadas ainda tem muito a render.
Danilo jogou rezoavelmente bem para uma estréia. Se movimenta bem, busca jogo.

Agora, o goleiro está de brincadeira. No lance, é perceptível a falta de noção e comunicação. Quando a bola cruzou a área, já era dele, e ele deixou passar. Por isso, a dúzia de erros subseqüentes da zaga inteira são "desimportantes", pois deveriam ter sido evitados ali.
Balbuena e Escudero... e mesmo assim, o adversário não levava perigo nenhum.
O meio-campo atuou bem. O problema foi no ataque.

Perder gols é normal até certo ponto. O Gordo perdeu vários, e ainda se desfez de duas chances de arremate, tocando pro lado quando deveria ter chutado. E para finalizar, pôs a mão na coxa e desabou, na metade do segundo tempo.
E agora será o resto da semana nessa carnicinha de abutre. Manchetes capciosas
Tipo isso; "Gordo tem 77,3% de não jogar, mas acredita em recuperação para o Clássico", na noite de quinta. "Dores aumentam e chance de Gordo jogar diminuem", na tarde de sexta. "Gordo é confirmado no clássico e já vira preocupação", no fim da tarde de sábado.
Sim, porque aquele migué não me engana. O próprio Mano disse aos abutres após a partida que adora ver eles cogitando essas coisas... Ô anticorintianada de merda: O GORDO JOGA (Atualização: não joga, mas o migué...).

Mas o pior, no jogo, não foi nada disso.
Com a vantagem de um jogador a mais, tal qual o Gordo se desfazendo das chances de arremate, Mano Menezes coloca pra jogar um jogador inferior ao coiso. Esse bill é um LIXO. Tem que ser jogado fora. Com esse lixo em campo igualamos a desvantagem numérica do adversário.
Fizemos gols. Dois. Legítimos. Estamos sendo sistematicamente roubados, jogo após jogo. Como sempre.

Felipe; Alessandro, Paulo André, William e Escudero (Balbuena); Marcelo Mattos, Elias, Tcheco (Morais) e Danilo; Dente e Gordo (lixo)

E CONTINUAMOS INVICTOS.

Leia o Louco Damásio aqui, sobre Dentinho.

Enquanto isso, a porcada que toda hora chora porque é roubada, ganhou um gol de presente para nos alcançar na tabela. E domingão tem Derby no Templo Sagrado (o palco oficial do Derby). Parece até coisa orquestrada; esse penalti mandrake da porcada, os dois gols legítimos que nos foram roubados...
Lembra até as coisas que o ragogneti e o rocco di lorenzo, dois canalhas, faziam.

Corinthiarte - 1913

Aliás...
Como madame estará lidando com a frustração de ter que colocar Beyoncè e showzinhos para estragar o gramado (qualquer coisa, menos futebol) e para o anti-estádio roubado não dar um prejuízo maior do que já dava (e tem babaca que acredita que aquilo deu lucro algum dia...), coisa que irá encher aquilo mais que jogo delas, e não ter o dinheiro do aluguel do Derby?
A madame está mordendo a fronha, de raivinha...
Ela está falida. Sempre que madame esgota seu dinheirinho (e as dívidas que madame tem são estratosféricas, mas a abutraiada serviçal se cala sobre isso), recorre ao seu cafetão, o poder público corrompido. Não será diferente agora. Indigentemente, madame se acostumou a isso.
É a "história" de vida dessa escória. Tem babaca que acredita que aquilo tem alguma coisa digna...
Exemplo são os comentários de bambis que atribuem ao CORINTHIANS a "pobreza" como se a condição material não fosse uma contingência.
Alguém ou alguma instituição pode estar pobre financeiramente agora, logo depois pode ser rica, e falir - essa parte madame conhece bem. Dinheiro não é problema, entendam isso. O que importa é a ALMA, que bambis não têm.
Alma não tem contingência, coisa que gentalha efêmera não compreende. A bambizada, que além de efêmera não tem alma, jamais compreenderá.
É por isso que já no dia 10 de setembro de 1910 uma multidão seguia o Time do Povo. É por isso que esse Povo não esmoreceu em nenhuma das filas da História do Clube do Povo (16 a 22, 41 a 51, 55 a 77...). É por isso que, em nossos fracassos, permanecemos como sempre fomos, Fiéis, e o Corinthians está sempre na boca da anticorintianada. Nada no mundo importa mais que o CORINTHIANS, a favor ou contra Ele.
Em nossas glórias, então, nem se fala. A anticorintianada, a exemplo de madame, morde fronha de raivinha, enquanto a FIEL comemora. Desde 1913 vem sendo assim. 2009 não nos deixa mentir.

O Clube que não sobreviveria ao próximo inverno completará UM SÉCULO DE HISTÓRIA.
E isso faz deste ano o ano mais importante da História do Futebol Brasileiro.

*******
Publico aqui o nostradâmico poema do Confrade.
Quem reparar a ponto de compreender o que está sendo dito, entenderá que não se trata do que parece ser mais óbvio.
Não está sendo dito isto que o Louco-Damásio já disse.

Não tarde por esperar
O que muitos duvidam vai acontecer
Saber esperar o momento certo é o segredo
Seus inimigos rangerão os dentes de raiva
Ouvindo a grande notícia
Estrela no céu anuncia a libertação próxima
Sendo conquistada em Ano Jubilar
Tremerá a terra de Piratininga
Ávida por esse grande advento
Dourado, qual jóia reluzente
Idílio da única nação, digna desse nome
Ouviram do Tatuapé, às margens plácidas...

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JÁ ARMOU SEU ESPÍRITO?

AQUI É CORINTHIANS!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Afiando a Cimitarra

O Corinthians causa medo nessa escória elitista sinistra.
"Só" porque é o protagonista de tudo, através do Povo.
O Clube do Povo é aquele em torno do qual se constrói a trama esportiva.

Sempre foi assim, desde 1910.
Em 1913 as madames da época, horrorizadas, perderam para sempre o espaço que tiveram um dia e não terão nunca mais, mesmo com toda a forçação de barra com a abutraiada e com o poder público corrompido.
A Referência havia conquistado seu lugar, seu status, e provado que o Povo é o "dono da bola".
Não fosse esse passo de Gigante, o Futebol, por exemplo, talvez esivesse até hoje nas mãos dessa escória elitista. Não fosse o Clube do Povo, o Povo não teria acesso ao Futebol, coisa que há duas décadas tentam elitizar - e estão conseguindo porque conseguiram emburrecer o Povo, torná-lo semi-indigente, e nem música este nosso Povo faz mais direito.

O Corinthians incomoda demais essa gentalha. Por isso o mundo é Corinthians de um lado, e anticorintianada de merda do lado oposto.

E essa gentalha é, a miúde, uma merda só, não importando quantas fachadas ainda persistem.

Vejamos, então, a frase cheia de inveja, medo e ignorância, de um presidente de um clube elitista paulistano. Só a frase evidencia o caso todo. E para um presidente de clube elitista falar assim, é porque a água bateu na bunda delas com força, e já já nem adianta mais tentar nadar...

"O Corinthians deveria se preocupar em vencer a Libertadores, e não com ação de marketing que inclui tirar o [Cesar] Cielo de onde ele deu certo"
Do presidente do Pinheiros, ANTONIO PINHEIRO NETO, sobre a oferta do Corinthians ao campeão olímpico e seu contratado
(painel de puteiro de 26/1/2010)

A referência ao Futebol já denota a qual madame esse babaca rende sua carcaça sem alma.
E o que tem a ver o Corinthians ter ganho desse mesmo clubinho o primeiro lugar na Natação Nacional, não é mesmo?...
Aliás, contratar Cielo, por este fato mesmo, não é "ação de marketing", e sim consolidar a HEGEMONIA NA NATAÇÃO NACIONAL.

Chupa mais essa, anticorintianada de merda!

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Como se precisássemos dizer...
Mas as evidências são tão evidentes, tão descaradas, que precisamos dizer.
A abutraiada é a assessoria oficial do puteiro do poder público corrompido.
A imprensa é a porta-voz oficial, a assessoria de imprensa, a própria voz do puteiro.
A abutraiada, que criou no fim da década de 30, por conta do jogo das barricas, o "apelido" de "mais querida" para a madame, e chamava as meninas da madame de "nossos meninos", hoje vem mostrar toda sua desfaçatez.
Em particular a trolha, abutere-mater, orgão oficioso da madame. Colocou na capa uma chamada para mais uma taça roubada pelo puteiro.
Veja bem; na capa.
Voltemos ao ano de 2009, quando o Corinthians conquistou, com sua Molecada Copeira, na raça (e sem apito amigo), a sétima Copinha da História. Qual era a capa da abutere-mater? Veja aqui, se for assinante. Ora, agraciava a corja do poder público corrompido, com foto e tudo.
Mas não havia referência alguma aos Juniores do Corinthians.
As sórdidas linhas das matérias dedicadas ao Hepta são outro exemplo, quando comparadas às linhas floridas dedicadas à madame, que teve até fotinho. Claro que o destaque foi o goleiro delas, que deveria ter sido expulso. Tudo muito descarado.

Na caixa de comentários disponibilizo as duas matérias, para que o leitor compare o tom dedicado ao Clube do Povo, com o tom florido para a madame.
Grande detalhe é que bixarada e sardinhas, juntas e abraçadas, deram menos de 23 mil no Templo Sagrado. Ano passado a Fiel Torcida, "sozinha", compareceu com seus costumeiros mais de 34 mil.
São as duas torcidinhas de mentira em comparação com a Torcida por excelência.
Chupa, anticorintianada de merda.

Mas ainda permanece uma questão. Fosse a sardinha a campeã ontem, teríamos chamada na capa? Mistério...

Arrisco dizer que esse jorna a serviço de madame jamais publicou na capa qualquer chamada sobre a Copinha. Nunca, nunca. Mas foi a base de madame ganhar (roubadaço) que os abutres fizeram escarcéuzinho.
É descarado.
Tão descarado que desavisado acha "normal".

JÁ ARMOU SEU ESPÍRITO?

É HORA DA CIMITARRA!!!

AQUI É CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Cimitarra e a Luz

O Corinthians ganhou o jogo, a posição na tabela nos é favorável, não temos - em tese, caro leitor, em tese - nada do que reclamar.
Mas é perceptível que o coiso e o bill estão no Corinthians por conta de uma mágica. Na verdade são hologramas. Eles não existem, não é possível. Aquilo é truque... E o empresário é um feiticeiro, um dos melhores do mundo. A Fiel não merece. Sofremos pelo Corinthians, mas não nos conformamos de ver um futebol sofrível - compreende?

Jogar pela vitória é sempre a chave da questão. O Corinthians fez isso ontem, num calor sertanejo. RC6 jogou para o gasto, e são raras as decidas adversárias pela nossa esquerda. Chicão continua sem saber cabecear a bola, uma insegurança aérea crucial. Paulo André fez a melhor partida pelo Corinthians - e fez gol. Balbuena ia até que "bem" (releve o caráter categórico, e atente-se às aspas) até que voltou do intervalo esquecendo o que é Futebol. Jucilei deu conta do recado, talento desperdiçado na lateral... Se bobear sobra pra ele, mesmo.
O goleiro é moleque, isso sabíamos. Estava impedido - por SÃO JORGE!!!, mas que aquele frango com cobertura não deve ser esquecido nunca.
Ralf está se ambientando e fez bela partida. O amarelo que ele tomou é o exemplo máximo do apito anticorintiano. Edu jogou a bola que sabe e saiu cansado. No lugar dele, Tcheco, que também pareceu cansado. Morais entrou no lugar do bill, e deu conta do recado. Matias fez também sua melhor partida pelo Corinthians, mesmo tendo perdido dois gols que seriam golaços. O passe para o gol de Boquita foi coisa de quem entende de bola. E Boquita jogou pro gasto, além de fazer um gol.
Este time ainda está longe de ser o Timão entrosado e titularíssimo. Esta hora vai chegar, ainda. Por enquanto, o compromentimento com a vitória prevalecendo, está de muito bom tamanho.
Fora tudo o que há para melhorar, está bom.

Mas e o que vem mancheteando a abutraiada do estragão? Que RC6 "decepcionou".
Os ataques vêm de todos os lados. A abutraiada anticorintiana não vai parar, por isso nossa CIMITARRA tem de estar afiada.
Não é à toa que perguntamos todos os dias: CORINTHIANO, você já armou seu Espírito?

E nessa história da luz, você caiu?
Toda a anticorintianada de merda bebeu dessa mentirinha...
Até o vitão, do agora, veio com idéia forjada. Depois dessa, merece o quê um merda desses?

É que o puteiro precisava desviar o foco (e hoje achou que iria ter um novo fato para desviar, mas o goleiro deveria ter sido expulso, em mais uma taça roubada pela madame).
A madame alicia menores e é a maior devedora que consta ao INSS? Ora, a abutraiada e a anticorintianada de merda não pensam duas vezes para criar um factóide.
Sempre anônimo, o que faz a "denúncia". O cara é um suposto diretor (ou qualquer outra coisa) da eletropaulo, mas ele mesmo é só um "avatar". E mesmo como funcionário se dá ao luxo de expor a suposta situação de um cliente.
À primeira vista parecia uma xaropada dessa indústria de factóides, pois usavam diretamente o nome da concessionária em um absurdo que queriam "cacifar".

E nos textos sequer existe a voz da concessionária. Apenas a suposta "credibilidade" (sim, esse termo que usam pra limpar a bunda...) dos abutres.

O objeto da matéria é criado. Um factóide. Algo despossuído de alma - assim como a madame. Não tem valor e nem sentido.

A juju, por exemplo, deu piti e não vai escrever o texto do seu puteiro para o "guia" da federação. Não disfarça, puta; a verdade é que se fosse escrever a "história" do puteiro, a coisa viraria ficha criminal. Não existe "racha" entre o clubinho do poder público corrompido e a instituição do poder público corrompido que "cuida" dos clubes e do Futebol - não te parece óbvio e cristalino, caro leitor?

Mas voltemos à luz.
Coluna que a abutere-mater publica todos os domingos (logo a mamãe-abutre, que exagera em factóides anticorintianos, teve de engolir essa...) traz essa notinha:

Elio Gaspari, domingo, 24 de janeiro de 2010
ELETROSURINAME
A AES Eletropaulo está em busca de algum prêmio internacional de descaso. Em menos de um mês, interrompeu três vezes o fornecimento de energia numa região situada a um quarteirão da avenida Paulista. Dois apagões, um dos quais com seis horas de duração, sem aviso prévio. As operadoras de telefonia compensam esse tipo de falha descontando os dias parados. Como a Aneel é uma mãe para as concessionárias, não ocorre a ninguém obrigá-las a ressarcir o prejuízo que provocam.


O que significa isso, camaradas?
EXIGIMOS RESSARCIMENTO PELO PREJUÍZO AO CORINTHIANS.

É HORA DA CIMITARRA!!!
AQUI É CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ao Rubinato

João Rubinato comemora, neste ano, seu século de História.
A correspondência é óbvia, e Centenária. Isso basta para explicar porque estou aqui a discorrer sobre este Gênio.
Foi o poeta sambista que mais expressou esta Paulicéia.

"Não posso ficar nem mais um minuto com você...
Sinto muito amor, mas não pode ser.
Moro em Jaçanã, se eu perder esse trem"...

Difícil achar alguém que não conheça esse verso. Mas a obra desse Gênio é gigantesca, não se trata "apenas" do consagradíssimo Trem das Onze. A Saudosa Maloca tem uma continuação. Um Gênio que veio de Irará fez a mais completíssima releitura da obra de Rubinato. Por isso tudo, este blogue inaugura uma série de homenagens Ao Rubinato.

Em todas as músicas do Rubinato há comicidade e muito drama. Sempre pelo viés do Povo, que Rubinato conhecia com toda a excelência de um oriundi caipira naturalizado no Bixiga, que fincou suas raízes na Vila Prudente e viveu pela Mooca, pelo Brás... O Cambuci, o Glicério, tudo isso era uma passarela para o malandro.

Um Cosmopolita desse Universo que é esta cidade-monstro.

Sempre fiz uma correspondência de Rubinato com Chaplin. Me parece que eles falam uma língua parecida. Chaplin com seu 'Vagabundo'. E João Rubinato com seu 'Adoniran Barbosa'. Adoniran é como se fosse o primo paulistano do Vagabundo, manja?
Pode reparar que quem canta nunca tem nome (é o Adoniran Barbosa quem está falando, claro, mas isso tem que ficar subentendido), mas todo mundo é cantado com seu devido nome.
"Eu, Matogrosso e o Joca"; "eu" quem? E o "Arnesto nos convidou". "Nós" quem?
Eugênia, Iracema, Inês, todas as mulheres tem seus nomes, todos os nomes fortes, por sinal. E nunca com seus apelidos. Mas o 'eu-lírico' nunca tem nome.
Como com o Vagabundo, que é sempre "qualquer-coisa", pois não é nada. Pode ser garçon, operário, circense, será sempre "O Vagabundo".
No Brasil costumou-se colocar "Carlitos" nos cartazes de cinema, por causa de "Charles", mas para Chaplin seu clown (leia sobre aqui e aqui) era apenas "The Tramp", "O Vagabundo". Ou seja, ninguém.
Como "ninguéns" que são, os dois tem de fato um parentesco. Mas isso é apenas uma referência para engrandecer a figura de ambos.

O drama cômico do povo que tem Alma. Acho que é isso que ele quis cantar com essa música. Uma obra-prima.
Nesta, Rubinato se supera. Clique no 'plêi' e siga, leia a letra, que este Mosqueteiro quer ainda ter uma prosa...



(Falado)
Seu Gervásio, o Doutor José aparecê por aqui,
Cê dá esse bilhete a ele, viu.
Pode lê, não tem segredo nenhum...
Pode lê seu Gervásio!


Venho por meio destas mal-traçadas linhas
Comunicar-lhe que fiz um samba pra você
No qual quero expressar toda minha gratidão

E agradecer de coração tudo o que você me fez
Com o dinheiro que um dia você me deu
Comprei uma cadeira lá na Praça da Bandeira

Ali, vou me defendendo
Pegando firme, dá pra tirar mais de mil por mês

Casei e comprei uma casinha lá no 'Ermelindo'...
Tenho três filhos lindos
Dois são meus, um de criação

Eu tinha mais coisas pra lhe contar
Mas vou deixar pra uma outra ocasião

Não repare a letra, a letra é de minha mulher
Vide verso meu endereço,
Apareça quando quiser


Este é o poema; uma carta que um aparente engraxate manda a um aparente doutor que lhe deu uma aparente ajuda.
A carta é deixada com um tal de Gervásio, talvez um porteiro, ou um homem de recados.
Logo no começo, a redundância macarrônica do paulistano transparece. E daí ele conta que com a ajuda dele agora tem um ganha-pão, casou e tem filhos, e deixa claro que espera um retorno do amigo, a quem deixa previamente convidado para uma visita.

Algumas genialidades poéticas são latentes.
Ele tira sarro do Povo, que ao invés de dizer "Ermelino", diz "Ermelindo". Daí rima isso com "filhos lindos". Coisa de gênio.
E canta um bairro, Zona Leste e mais um pouco, criado pelo barão das indústrias que leva o nome, dando uma certa noção de quem é esta pessoa que escreve a carta.
Apenas com a referência da forma como é dito o nome do bairro, muito do que esta pessoa é pode ser deduzido. Principalmente o tanto que anda todo dia para sustentar a família.
Aliás, por ser comum a prática, esse 'filho de criação' cantado na música talvez não seja apenas um filho adotado. É alguém, talvez orfão, perdido, que se pega para criar. E em troca do lar a criança ajuda nos serviços domésticos. Algo que hoje daria encrenca. Mas isso tudo é apenas suposição.
Não foi ele quem escreveu, pois não sabe escrever. Mas, pelo menos, não poderá ser dele a culpa pela péssima caligrafia... Se a letra estiver horrível, a culpa é da mulher.
Fato é que o 'eu lírico' manda a carta porque "tinha mais coisa pra te contar".

Ou seja, provavelmente malandro vai precisar de mais uma ajuda, compreende?

Décimo Oitavo Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves

Já corria o ano de 1931 quando o Corinthians Paulista se sagrou pela terceira (quarta!) vez Tri-Campeão, pelo campeonato de 30, na tradição que o nosso Futebol sempre teve de encerrar os campeonatos no ano seguinte.

No Brasil, a República Velha terminava com a Revolução de 30.
Com o fim da República Velha, os oligarcas paulistas perdiam poder político e econômico. A revolução liderada por Minas, Rio Grande do Sul e Paraíba teria uma resposta na malfadada Revolução Constitucionalista de 1932, que mexeu ainda mais com o brio dos Paulistas.
É importante notar que o que impulsionou de fato o golpe (é comum neste país chamar golpe de "Revolução") foi o enfraquecimento financeiro desta oligarquia por conta da Crise de 29. As oligarquias de outras regiões, oportunamente, se lançaram à este golpe principalmente por conta desse enfraquecimento.

Enquanto o Corinthians era campeão, os clubes da elite perdiam força. Por aqui, aquela Liga Amadora, reconhecida pelo público como "marrom" (pois os jogadores eram aliciados mediante grana, e nada menos que isso), mas que a imprensa da época se costumou a "preferir", se via em gravíssima crise financeira, da mesma forma que o próprio Paulistano, ele que era o mantenedor e campeão constante da Liga.
O Futebol pretendia acabar com o falso amadorismo de vez. E tentava caminhar na direção do profissionalismo.

A APEA, reunificando o Futebol Paulista após o Paulistano e a A.A. Palmeiras se extingüirem, assistia o Corinthians Tri-Campeão, goleando o Santos por 5 a 2 em plena Baixada.

Mas esse episódio deveria ficar mais claro, pois não são fatos isolados que se articularam para culminar nesta "solução" que trataremos com a máxima brevidade devida.
Pois a A.A.Palmeiras, na verdade, sofreu uma falência, tendo sido socorrida pelo pessoal do Paulistano, que por sua vez foram destituídos de clube pela própria direção, que resolvera acabar com o departamento de Futebol - por não aceitar o falso amadorismo, como é a versão oficial.

E então buscamos o passado do resultado da fusão entre estas duas "entidades", e chegamos à criação de um clube que surgia para se tornar, além do time novo daquela elite quase falida, bambeante, que precisava agradar Getúlio para se manter no status quo, também uma espécie de estandarte do novo Futebol que se pretendia oficializar profissional.
Era o clube dos políticos e editores de jornal. Encomendaram a um estilista a confecção tanto do uniforme quanto do distintivo (sic), e jogaram o primeiro campeonato no ano em que o Corinthians sagrava-se Tri-Campeão. Começaram sendo vices do Coringão.
Em breve voltaremos a esse assunto.

Em 1931 os Corinthianos viam o time desmontar. Jogadores receberam proposta do futebol profissional italiano e aceitaram a oferta. Não havia como o Corinthians segurá-los. Eles não ganhavam nada no Corinthians, a não ser o carinho do povo.
E por causa deste carinho é que ganhavam também muitos campeonatos.
Mas no Corinthians, diferente de quase todos os clubes da época, os jogadores só ganhariam o bicho da vitória, uma comemoração com chopp à vontade, e teriam de trabalhar como todo mundo no dia seguinte.

Os quatro jogadores que foram ganhar a Italia foram De Maria (goleador que fez o primeiro gol da Fazendinha), Del Debbio (o melhor zagueiro da época, recordista em número de títulos pelo Corinthians), Filó (companheiro de Friedenreich no clube que se extinguira, e veio para o Corinthians) e Rato (o "antepassado" do Luizinho Pequeno Polegar, irreverente driblador, que havia jogado uma década pelo Clube do Povo e sido duas vezes Tri).
E a Fiel perdia Tuffy, o primeiro goleiro ídolo, antepassado de Gilmar e Ronaldo. O baque não foi pouco em 31, o Corinthians terminou o ano na metade da tabela, e a Torcida via os empregos escassearem, as melhorias na Fazendinha tardarem, e mesmo com Schürig na presidência, a crise foi feia.

O time que demorou a ser montado na década passada era desmontado, nisso que parece ser uma sina Corinthiana desde sua origem - a Várzea.
E com o profissionalismo em vista, a administração do Clube tomaria literal surra até entrar nos "eixos" que estavam em voga.
Alfredo Schürig, na história da Presidência Corinthiana, é uma transição daquele tipo de presidente "mediador de assembléia" (como era Alexandre Magnani, Ricardo Oliveira, J.B.Maurício, Ernesto Cassano, por exemplo) para os "solucionadores" (Schürig, Correcher e, posteriormente, Alfredo Ignácio Trindade).

Era um tipo cartola ao estilo mecenas, que não tirava nada do Clube, não visava coisa alguma a não ser a paixão, um "paizão", enfim, ele não resiste à crise Corinthiana de 1933. E com ele se vai toda a diretoria.
José Martins Costa assume numa crise que parecia sem fim, e termina por se demitir do cargo em pouco mais de um ano.
O time, então, demorou a engrenar novamente. Chegava para a zaga Jaú, para a ponta direita Lopes, Jango era o médio-direito. Teleco chega em 1934. Brandão, em 1935, ano em que Teleco é artilheiro pela primeira vez.

Enquanto isso, aquela fachada inaugurada no começo da década se via em mais uma falência enquanto era vice do então chamado Palestra Italia.
E o Futebol Paulista, nominalmente profissional desde 1933, assistia à sua terceira cisão.

A História Continua...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ao Herói Guerreiro

Tive muitos Heróis quando era moleque. O primeiro de todos foi o Zé Maria, com quem tive a ilustre oportunidade de entrar em campo, subindo o escadão do vestiário do Pacaembu e vislumbrando a mais Fiel Torcida do planeta fazendo uma daquelas Festas que arrepiam até o concreto da Arquibancada.
Outro Herói foi o Doutor, com quem também entrei em campo quando era moleque.
O Gigantesco Biro. Não à toa esses três estão na barra lateral. São, para mim, a Trindade do meu Corinthianismo.
O Dunga, quando passou pelo Coringão, foi meu Herói porque sempre que eu ia assisir o treino na Fazendinha ele me reconhecia: "E aí, Alemão?"...
Depois desses elegi o Giba como grande Herói da juventude. No dia em que ele machucou chorei feito um nenê com fome.
Passou o tempo, e acho que meu Coração Corinthiano não quis mais buscar Heróis.
Meu Coração Corinthiano flertou com Zé da Fiel. Com Wilson Mano. Veja que os Heróis não são necessariamente craques, ao menos pra mim. E nenhum na verdade "conseguiu" figurar entre os Heróis do meu Coração Corinthiano (se é que posso ter essa Honra).
Meu Coração Corinthiano vinha flertando com um Herói. Ontem parece que encontrou.

Meu Herói não é um gênio da bola. Não é um medalhão.
Meu Herói respeita o Manto Sagrado como deve ser respeitado, e não brinca em serviço.
Meu Herói volta para marcar, dá carrinho e rouba a bola; e no momento seguinte parte em arrancada para receber a bola no ataque.
Meu Herói tem apenas 1.69 metro de altura.
E faz gol de cabeça. Faz gol de bico. Faz gol de fora da área.
Quando chega a uma Final de Campeonato, meu Herói marca gols.
Meu Herói é um operário da bola, tem a marca do próprio esforço e cada gota de suor e sangue deste Guerreiro vale muito mais que ouro.
Meu Herói representa o Corinthianismo em campo, pela garra, raça, força - mesmo sendo pequenino, é um gigante! - e atitude.

Meu Herói é xará do meu Padroeiro.

Meu Herói lava a alma da Fiel Torcida em noite de tempestade. Em noite de estréia de medalhão. Que jogou bem, ainda que fazendo 'média' como muitos ali (sim, vou cornetar), que, como bem diz o Japonês, acham que estão ainda nas férias remuneradas.
O Time abdicou de jogar bola em muitos momentos, quando era apenas questão de tocar a bola, mas a vitória foi importantíssima, no primeiro jogo do ano do Centenário no Templo Sagrado.

Ralf é uma grata surpresa, um cão-de-guarda necessário ali no meio-campo. Cada enxadada tirava uma minhoca, como disse um Confrade meu.
Mas vaiar o Tcheco não é saudável - gera carniça para abutre safado. Que ele saiba transformar as vaias em esforço para se superar, pois me parece que Mano Menezes irá testá-lo incessantemente. Que jogue bola, então!
E esse Confrade disse também que a vontade do Gordo contagiou o time...
E eu concordo com essa ironia. Quem não concorda?

Quanto ao Felipe... Saída de gol e reposição de bola: TREINAR URGENTEMENTE.
Quando é pra jogar rápido, prende a bola, às vezes coloca no chão, e invariavelmente dá um chutão feio que é uma entregada de bola para o adversário. Quando é pra cadenciar o jogo dá o mesmo chutão, desta vez mais rápido.
Isso é dar sopa para o azar, simplesmente. Por isso, infelizmente, é ele o calcanhar de Aquiles. E não é de hoje.

Pelo Paulistão estamos numa invecibilidade recorde de 28 jogos. E é recorde geral, não é só nosso recorde, não. Preciso dizer também que o Corinthians é o maior vencedor da Taça dos Invictos, além de ter o grande recorde?

Enquanto isso, para a abutraiada sórdida, a vitória de ontem é "muita estrela para pouco brilho"; "Pacaembu freve, dupla Ro-Ro não"; "Discreto" é o adjetivo que o estragão usa.
Enquanto isso, o clubinho do poder público corrompido, que tem na abutraiada a sua assessoria (a imprensa é assessoria do puteiro, frise-se), empata como que brilhantemente, num lampejo quase incrível.
O tratamento é discrepante, e existem os que dizem que a imprensa é Corinthiana.
É aquela coisa; quando querem desmerecer o Corinthians, diminuir o Corinthians, a anticorintianada de merda diz que o Corinthians tem no bolso a imprensa, tem a FIFA, tem a política, e tudo o mais que der na débil telha anticorintiana.
Só que ao dizer isso, dão ao Corinthians um status que ele não deveria ter - afinal, seria para desmerecer - que é o de Clube poderoso. Coisa que não é, apesar do poder infinito de sua Fiel Torcida.
Ou seja, 'anticorintiania' é a pior e mais sórdida patologia para o ser-humano.

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Armando o Espírito

Pode até parecer bobagem, mas acho que estou tão ansioso por hoje quanto RC6.
Nunca gostei dele - o que não me impede de reconhecer a totalidade do Futebol que sempre jogou. Talvez por ser o melhor lateral esquerdo na ativa do Brasil, um dos melhores do mundo, essa ansiedade hoje se tornou até tema de algumas palavras nesse blogue...
Dizia que nunca gostei dele, talvez por identificá-lo com o rivale. A impressão foi reforçada naquele caso da meia, e a cada entrevista que eu via. Outro dia, porém, vi que o cara está ansioso, assim como eu estou ansioso. É engraçado como o Corinthians mexe com as emoções.
Acho que o cara nunca se imaginou no Corinthians, por tudo o que viveu. Sócrates também nunca se imaginou, até se ver no turbilhão dessa emoção, capitaneando um Movimento dentro desse imenso Movimento Popular que é o Coringão...
Não o queria por aqui, já disse isso. Não vou com a sua cara, RC6. Nem um pouco. Imagino que escondido debaixo do teu calção haja até um rabicózinho em forma de parafuso, cheirando mal. Mas ao te ver falando que a ansiedade não faz passar o tempo, que não chega a hora da estréia, compreendi o que está sentindo.
É que sempre que o Corinthians vai jogar - seja o jogo que for - eu me vejo nessa mesma situação.
Sem receio do que poderia parecer uma vergonha tempos atrás, digo que hoje despertei com o mesmo barulho chato do despertador, mas com um sonho na cabeça. A imagem que me vinha era o cara comemorando um gol, arrumando meia para a foto, tirando um sarro de tudo o que eu penso dele. Ah, meu subconsciente...
E isso é das coisas Corinthianas de todo dia.
Pelo Corinthians, neutralizei minha impressão sobre o cara. Pelo Corinthians.

"Se pudesse, eu gostaria de ter nascido no Parque São Jorge"
Doutor Sócrates, que se tornou Corinthiano por consciência e pela razão, e através dela instalou o Corinthianismo no Coração.

Hoje o Coringão joga no Templo Sagrado!!!
O esquema com Jorge, Gordo e Iarley parece ser muito bom. Tem toda a pinta de funcionar, pois os dois são infernais, e o Gordo é goleador. Iarley gosta de colocar a bola para o goleador, e Jorge também é goleador. Esse trio dá caldo.
Veremos hoje!

VAI CORINTHIANS!!!

*******
O que fazer com uma abutraiada que me enxerta esse naco (logo abaixo) de carniça inventada e mentirosa em um texto muito mal escrito?

"Souza perdeu a vaga para Ronaldo".

Ora, que é isso? Preciso destrinchar essa carniça, como se fosse aquele pedaço de lagarto (a peça de carne, caro leitor) num ensopado?
Ou está latente na sua percepção que a vaga é do Gordo e o coiso não tem vaga nenhuma, ainda mais pra "perdê-la" para o maior Gênio que está a jogar em solo brasileiro (e isso a abutraiada não diz, pois ele joga no Corinthians...)?
O texto, na íntegra, você pode ver na caixa de comentários.

E por falar em Gordo, é muito bom ele vir falando que a "obsessão é do torcedor", pois é mesmo. A pressão - que é inevitável e eterna - só atrapalha se você se deixar atrapalhar, caro Gênio da bola.
O texto em questão também está na caixa de comentários.

Aliás, se apenas observarem o título da abutere-mater de hoje dedicado ao puteiro, e o compararem ao texto de hoje sobre o Corinthians, chegaremos às conclusões que aqui chegamos todos os dias.
O título da matéria do puteiro é esse: "puteirinho reconhece que contrato de Lucas não vale".
"Reconhece"? A justiça DETERMINA e o puteirinho da madame "reconhece"? Sem dúvida é a mesma abutraiada que, no começo do século passado, chamava as meninas da madame de "nossos meninos", na cara-de-pau costumeira a essa gente que mama no saco do poder público corrompido e tem ojeriza ao que vem do Povo.
A nojeira da assessoria de puteiro abutere-mater segue no texto, quem quiser que leia. Digo apenas que "citam" cada uma das moças de madame, com o mesmo tom de ameça da puta-anã - "o puteiro é forte, não quero sofrer o que você vai sofrer" - no recado da secretária eletrônica do outro moleque. Sim, pois foram três atletas a fazerem a mesma coisa. A madame patrôa tá tomando processo, mas a abutraiada é assessora de imprensa dela...

E então chega a matéria sobre o Corinthians.
"Farto de Itu, Ronaldo estreia em 2010
Cansado da concentração com o amigo sertanejo Roberto Carlos, atacante fica feliz por ter a sua estreia antecipada"
"Farto", "cansado"... Nossa, deve ser mesmo péssimo, não é não? Já nos cansa só de lermos a manchete. E isso é só para deixar distinto o tratamento.
Os empregados da madame colocam-na no pau, e tudo bem. A borboleta perde pênalti e toma frango debaixo da perna, e nada é dito. Tomam uma virada histórica da lusinha, e a abutraiada omite os fatos. Agora, vai o Gordo dizer que não gosta de concentração para sair um título desse. "Cansado" é de doer.

E quando a coisa tá feia, a puta desvia o foco. Vejam a frase que o painel de puteiro da abutere-mater vomitou hoje.
""Eles apoiam o Giuliano Bertolucci porque não têm capacidade para criar algo como [o CT de] Cotia"
De puta-anã, superintendente de futebol de puteiro, sobre o corintiano Andres Sanchez defender as ações de atletas da base, agenciados por Bertolucci, contra o clube do privadão"

Alguém viu o Corinthians "apoiar" o empresário? Não, né? Então, o Corinthians só quer que o puteiro se exploda. Só isso.
Não tem porque a puta lembrar do Corinthians quando está todo mundo carcando nela - ou tem?...

Ah, sim, sobre a "capacidade"... O poder público corrompido sempre nos boicotou, ao invés de fazer como sempre fez com o puteiro.
Agora, capazes somos apenas de fazer a madame uma freguesa de carteirinha, com uma margem de vantagem em número de vitórias sobre ela que demoraria, pelo menos, uns dez anos para igualar.
Aliás, quanto tempo faz que a nossa capacidade não perde para as putinhas?...

O Corinthians irá lucrar demais com seu abadá de fórmula 1. A expectativa cresceu, agora que o calção também foi posto na roda. Pode chegar próximo de 60 milhões ao ano. Fora isso, o Corinthians é, comprovadamente, o Clube que tem mais exposição na mídia. Muito mais, inclusive, que o meiguinho carioca.
Chegará um dia que não precisaremos expor marca nenhuma em nosso Manto Sagrado. Hoje, pelo menos, nos divertimos vendo o que diz a anticorintianada de merda, que sofre com o fato do Clube do Povo ganhar muito mais dinheiro que elas.

JÁ ARMOU SEU ESPÍRITO?

AQUI É CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O jogo e a Guerra

Não dá para Mano Menezes manter um time defensivo contra um aspirante a Clube de Primeira Divisão do Paulista, por mais que seja um time muito bem armado, com muitos recursos e jogadores raçudos. Mano veio dizer que na sexta rodada o time estará rendendo o que se espera. A data da Torcida é 31. Precisamos resolver isso, caro Comandante.
O Corinthians não pode abdicar de jogar futebol decentemente tendo passado pelo descanso das férias e por uma pré-temporada em Itu, por mais que nisso tudo se perca ritmo de jogo. Não é compreensível a manutenção do coiso que ostentou a 9 nesse domingo, em Ribeirão. Morais também, assim como o próprio Edno, não diz nunca a que veio. Enfim, colocar essas cracas em campo e ainda privilegiar a defesa em um jogo de estréia - quando uma vitória significaria muita coisa - é coisa por demais cautelosa. O Coringão tentou, através de Iarley principalmente, mas precisávamos de um finalizador.
Infelizmente devemos notar uma coisa: depois do segundo semestre do ano passado, mesmo tentando implantar um estilo de jogo que conseguiu fazer ser implantado em 2008 e metade de 2009, o Mano já não consegue mais fazer o time jogar no mesmo estilo, por mais que declare que é esse o estilo. Tem coisa que urge ser cornetada, e não é cornetagem por cornetagem, é coisa séria. Já já estará a Fiel inteira em cima do cara, e ele achando ruim. Ele tem que deixar a bola rolar em campo e colocar os caras certos nas funções certas.
Com um coiso fazendo merda atrás de merda, perdendo AS TRÊS CHANCES QUE YARLEI PREPAROU, e que qualquer pessoa com mínimo poder de fogo converteria em gol, porque mantê-lo? Trata-se, sem dúvida, do melhor empresário do mundo, o dele...
Tcheco e Dentinho a meu ver jogaram muito fora de posição, coisa que Mano está fazendo demais; o cara tem certas características e às vezes o técnico finge não ver, e então coloca o cara para jogar em setores onde as características se apagam. Isso, somado ao estilo retraído e defensivo, é o que faz o empate. Isso sem contar o coiso, que além de ruim é zicado. Aquela cabeçada deveria ter entrado, e entraria, se fosse qualquer outro a cabecear...
O que todos esperamos é que isso mude de figura quando o Timão titular entrar em campo. E nesta quarta isso acontecerá. Pois o Gordo atua como um técnico em campo, e chama o time pra pelada em campo.
É assim que a Escola Corinthiana sempre prezou o trato com a bola: Pelada Varzeana. É assim que o Coringão ganha; Alla Tupãzinho/1990!!!
São Jorge vai nos ajudar; São Jorge também vai jogar.

A Molecada
...foi desclassificada em um jogo medíocre, com um juizinho encomendado para tirar o Corinthians da Copinha. Fomos roubados e a molecada não jogou nada.
Triste ver William sendo vaiado; jogou fora de posição em todos os jogos e ainda assim foi o que mais segurou a bronca. Dodô é moleque bom pra ser vendido pro manxester, e só - desculpem o tom agressivo no post de hoje, mas a verdade tem que ser dita sempre; o problema é que Mano está de olho no menino. E Elias torna-se o segundo nome aproveitável.

A crise...
Agora, a crise é que Mano não quer Festa e está "se estranhando" com o "pessoal do marquetim". Isso em notinhas espalhadas por aí. Foi no jotatê de hoje, e no painel de puteiro da sexta passada. A senda é tortuosa, e arrumaram uma última notinha nesse dia para tentar criar uma rusga. O Futebol não "respondeu" coisa alguma ao marquetim. Não é possível que alguém caia nessa bobagem. Não há desentendimento nenhum, como quis inclusive o estragão nessa mesma sexta-feira. Pode até haver uma disputa política precoce, uma queda-de-braço por feudos, mas a vitória do gobbizinisse é certa, quando se defronta com o roxemberg. O marquetim irá dançar, e o perdedor na disputa é aquele que já cansou da presidência.

Falando em presidência, CADÊ O CT?
Fui hoje até o Parque São Jorge e vi lá uma linda maquete do CT, mais uma para a nossa imensa coleção...

O Corinthians empatou e o noticiário desdenha, querendo zicar o Centenário - VOCÊ JÁ SE ARMOU PARA O CENTENÁRIO, CORINTHIANO?
Engraçado isso, né? Se você abrir qualquer jornal, a derrota da madame é coisa insignificante, e a culpa é da bonequinha assassina. O silêncio a respeito da derrota em si é contrastado com a grita a respeito do Centenário.
Enquanto esse silêncio impera, a abutraiada não fala nada sobre o pênalti perdido, cobrado pela borboletinha que mascava chiclete com a empáfia do mau-caratismo e não via o goleiro crescer no gol. E que no mesmo jogo tomou um gol debaixo das canetas. Fosse um goleiro qualquer no Corinthians...
E se esse caso não te provar que a "imprensa" é mera assessoria oficial do puteiro, caro leitor, continue lendo. Quero te desafiar a mostrar um veículo que enfatizou os dois fatos em negrito logo acima.
Na mesma sexta-feira já citada, o painel do puteiro iniciou uma operação-padrão no trato com o ocaso da "base" do puteiro. Longe de estarem "a serviço do Brasil", os abutrinhos estão a serviço de si mesmos, e arrumaram um modo de enveredar esse "cliente" numa senda também tortuosa. A coisa toda diz respeito à criminalização do empresário, muito ligado ao preibói iraniano. Na ponta da história da carochinha que o puteiro quer contar, a culpa é do Corinthians.
A madame caga no pau e a culpa é do Povo, percebe? É como no caso do ponto de ônibus da Paineira (cruzamento da Av.Vital Brasil com a Francisco Morato) que caiu na cabeça de um senhor. O nunkaçabe disse que a culpa foi do "incauto" transeunte. É o modus-operandi da canalhice: tomou frango, culpe a bola, a grama, a sombra, o quer-quero, mas nunca admita o erro. Empáfia? Pouca, é bobagem.
A puta-anã vem e diz: "há um erro na formação. Alguma coisa na nossa base não está funcionando", e é seguido pela puta-lopes; "encantadores de serpente têm tocado suas flautas e seduzido nossos jogadores".
Ora, quanta inversão. Quem "toca flauta" é a madame, caro(a) leitor(a). O "erro na formação" é culpa delas, não de empresários ou dos pais dos atletas, como está a dizer "veladamente" a puta-anã, que diz e disfarça. O puteiro vai falir pela enésima vez...

Enquanto isso a abutraiada segue na campanha pelo fim do Paulistão; pelo fim do Futebol Paulista forte, portanto. Disfarçam, dizendo que campeonatos regionais são inúteis, que carregam o calendário, etc. É essa a versão do "mainstream" abutre.
"Paulista começa com confusão", diz a manchete abutre, por causa do promotor que joga toda a responsabilidade na federação. E precisa disfarçar as tantas vezes que saiu do privadão com sacolas repletas de mimos. E assim, tido quase como "anjo", se cacifa para as eleições e se tornará mais um deputado da bancada de madame.
A ordem é proibir estádios, não é dar solução. O privadão, com seus muros que afunilam passagem, tem todo o aval, apesar de tudo. As exigências são anunciadas, mas não tratadas com qualquer "remediação". A infra-estrutura não é melhorada. E o Futebol perde espaço para essa escória corrompida.
E nas páginas sujas, abutres pedem o fim do Paulistão, como se fosse essa a solução.
A perda do mais tradicional e do melhor campeonato, tecnicamente dizendo, é um passo em direção ao abismo. É a isso que estão servindo os abutres, muitos inocentemente imaginando que isso seja "solução". Quem ganharia é aqueles que têm as comissões de arbitragem no bolso, e nos campeonatos nacionais vivem de distribuir benesses, como ingressos para shows.
Tudo dentro da "planificação da modernidade", veja bem.

VOCÊ JÁ ARMOU SEU ESPÍRITO PARA O CENTENÁRIO?
É GUERRA!!!

É HORA DA CIMITARRA!!!
AQUI É CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Décimo Sétimo Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo


A década de 20 foi a consequência óbvia da luta dos Corinthianos para vencer um dragão por dia, a cada dia, na primeira década de vida do Corinthians.
Se o caminho trilhado foi o da superação completa e irrestrita, a década de 20 foi a consagração do Corinthians Paulista. O Corinthians se consolidou, nesta década considerada dourada; "Colheita gloriosa da semeadura feita, com amor (...) nos dez anos anteriores"¹... O Corinthians conquista o país, se nacionaliza. Na década de 20, o Coringão é falado no Brasil todo. Mas sem luta, nada seria.


Como no ano de 1915, em uma crise que parecia não ter fim e mesmo assim o Corinthians permaneceu invicto, em campo e nos corações.
E foi alijado da disputa oficial. Em 1916 deveria ter se sagrado tri-campeão invicto (nas três oportunidades, invicto!), não fosse a mesquinhez de uma rasteira de quem se considerava "dono da bola".
Foi na década seguinte, portanto, que os frutos desse esforço conjunto ganhou corpo, saiu da idéia e aconteceu na realidade. O Corinthians mostrava a força de seu arrojo, tendo como cenário a Ponte Grande.

O Campeão do Centenário (e campeão entre os campeões no Brasil do ano de 22), o Corinthians veria a espinha dorsal Neco-Amílcar comandar a primeira década e o Bi-Campeonato de 22-23, apesar de ter de dividir os jogadores com a Seleção.
O segundo tri-campeonato (considerando desfeita a injustiça iniqüa do ano de 1915) do Corinthians acontece naturalmente, sob a batuta de Guido Giacomelli e seus craques, mas em 1923, único ano que a Ponte Grande viu a Festa de comemoração de um campeonato, essa espinha dorsal é desfeita.
Grané chega ao Corinthians, compensando a ausência de Amílcar, e com Del Debbio fazem a melhor dupla de zaga que já se tinha tido notícia. De 25 a 27 o Corinthians passou resolvendo pendências, ajustando o time novamente.

Época de Gambarotta, apelidado Gamba, o artilheiro do Centenário. Que durante os anos de 26 a 28 jogou com seu irmão, o Gambinha. Os dois irmãos eram centroavantes, mas havia um terceiro, que figurava entre os reservas e era médio². Rato, Rodrigues, Tatu, Colombo, Tuffy. Guido, o presidente que era técnico.
E Neco, claro. Que em 1927 arrumou encrenca em um jogo contra os "português" e foi achincalhado pelos jornais. Não havia sido primeira, nem a última encrenca que Neco arrumara, mas o Corinthians "precisava" ter sua imagem pejorativamente tratada. Desde sempre.
A "liga amadora" necessitava de factóides para manter a versão do futebol "ilibado" que os clubes filiados a tal liga mantinham.
Com Neco fizeram o que fizeram também ao Pequeno Polegar, durante a década de 50; não o convocavam para a Seleção, pois representava o Corinthianismo demais.
Além disso, a Fazendinha é comprada, reformada, inaugurada, e logo no ano de inauguração do campo é coroada com mais um campeonato, em 28. O "Clube dos Carroceiros" se consagrava, com sua Sede e seu Timão.

Em 1929 Neco recebe a homenagem que pode ser contemplada nos jardins do Parque São Jorge.
Seu busto representa muito mais que o reconhecimento de tudo o que Manuel Nunes fez pelo Corinthians e pelo Futebol. É uma posição "política" dos associados do Corinthians Paulista, respondendo ao que se fazia da imagem deste Guerreiro, na época.
Da espinha dorsal, conta-se que Amilcar era o grande craque. Mas foi Neco quem teve a bravura de driblar quatro uruguaios e amaciar a bola para Friedenreich apenas rolar pra rede; o Brasil era pela, primeira vez, campeão Sul-Americano.
Amílcar era o técnico, mas quem ficou reconhecido por aliar habilidade com espírito incomum de luta foi Neco. E quem jamais abandonou o Corinthians, foi Neco.
Em 1930 já encerrava a carreira, e ainda comemorou o terceiro Tri (1915!).
Em vinte anos de Vida e História, o Corinthians foi campeão nove vezes, todas as vezes com Neco. Sendo que os três primeiros anos de vida foram vividos na Várzea.

O Corinthians, todos sabem, começou pequeno... Um Gigante que nasceu amparado por sua Torcida. E Neco começou na Torcida, foi ao Campo, depois permaneceu na Torcida. Jamais abandonou o barco. O Corinthians era, mais que completamente, a vida, a história e o amor de Neco.
Que na década de 20 viu seu próprio apogeu e encerramento. Mesmo na decadência Neco foi vitorioso. Depois foi técnico, quando o Futebol já era profissional.

Aquela turma de começo do século, que sempre procurou afastar o Povo do Futebol, agora trocava de fachada.
A A.A. das Palmeiras se diluiu em futebol pífio, e as senhorinhas do Paulistano não queriam ver seu patrimônio arriscado no profissionalismo, e, como consequência disso, perder o chá-da-cinco cotidiano.
A aventura da "liga amadora" foi custosa...
Nos manuais irá se encontrar o departamento de Futebol do Paulistano foi "encerrado", mas não foi tanto assim, as pendências tinham que ser liquidadas; a questão é como. Mas isso é outra história.

E no ano de 1930, quando Schürig se elegeu Presidente, o Corinthians foi campeão e o Futebol Paulista se reunificava novamente. O profissionalismo de fato era o caminho buscado, realizado de fato apenas em 1933.
É em 30 que o primeiro Hino Corinthiano é composto.
Mas em 31 vários jogadores vão para a Itália. Tuffy, o primeiro goleiro a ser grande ídolo, vem a falecer. Aquele Timão se esfacela, e a Fiel amargará a primeira de suas muitas "filas". Para os Corinthianos, "filas" são aqueles períodos para jejuar, pois para o Povo nada é fácil, e toda luta por mais inglória que possa parecer, pelo Corinthians é sempre gloriosa. São períodos em que transformamos o veneno das crises (reais ou plantadas) em antídoto contra essas próprias crises. E crise foi o que não faltou na década de 30.

E a História continua...

*******
¹ Segundo capítulo do livro "Corinthians, sua história, suas glórias", página 26. Trata-se de uma coleção de fascículos lançados pelo Corinthians em meados de 1969, do 1º ao 8º, completando uma obra de cerca de 180 páginas.

²Assim eram chamados os jogadores que hoje chamamos volantes.


Cronologia Corinthiana

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Começou o ano

Em tarde de muito sol e calor, regada a cerveja gelada, a volta ao Alambrado do Templo Sagrado foi, pra este Mosqueteiro, comemorada com uma boa vitória do time que não é o titular, mas que soube dominar a partida toda.
Ainda que o adversário não fosse um baita time, mesmo tendo sido campeão em seu país.
A FESTA da FIEL TORCIDA, como sempre, fez a diferença, e os 19.555 presentes se esbaldaram em uma tarde de expediente normal, na quarta-feira. A saída do estádio, atípica, aconteceu durante a hora do "rush"; muitos desavisados que não compreendem o que é o Futebol se viram no engarrafamento da Itápolis...
E o dia Corinthiano ainda não havia terminado; à noite, teve o jogo da Copinha.
Duas belas vitórias do Clube do Povo!

O Jogo
O Coringão criou diversas jogadas, transformando em quase-chance de gol várias delas. Só aos 33, com o golaço de Souza, após cruzamento de Morais, que recebeu bola de Jucilei, é que o Coringão marcou - e fez seu primeiro gol no ano do Centenário.
E cinco minutos depois, Morais chega na velocidade, tabela com Souza, que retribui o belo passe do primeiro gol e o deixa na cara do gol; por cobertura, Morais amplia, em mais um golaço.
No segundo tempo, Dentinho cruza para Edno perder um gol feito, defendido na ponta do dedo; isso aos 14. Aos 22, Edno chutou de fora da área, a ponta do dedo do goleiro novamente atuou e colocou a bola no travessão, e dali pra escanteio. E só aos 28 é que Dente faz boa jogada pela esquerda, dribla um na entrada da área e só toca no canto direito, na saída do goleiro. O terceiro golaço da tarde, a primeira vitória do Coringão no ano em que completa um século de vida.

O tom da abutraiada sobre o Marcelinho é ridículo. Trata-se de um ídolo indiscutível, apesar das presepadas (e não estou me referindo a pênltis perdidos, pois isso é do jogo), mas que hoje é um ótimo projeto de marketing. Ontem mostrou que, apesar da boa forma, já não é um jogador que se adeque ao planejamento. Tem que existir profissionalismo, e isso o Mano não abre mão.
Daí é o Mano que estraga tudo, segundo a abutraiada. Talvez por tirar desses canalhas um possível foco de crise a ser explorado, vai saber. Basta ver a "matéria" desta quinta-feira, do "jornal" jotetê - um lixo que não serve pra embrulhar o que o cachorro descome.
Marcelinho se despediu ontem do Futebol.
OBRIGADO, MARCELINHO!



A Molecada
Em mais um difícil desafio para o Coringãozinho, a Molecada se portou com a Valentia que a Camisa exige. Tocou bola - às vezes sem objetividade, mas a idéia é manter o controle - e fez gol, que é o que vale. Passou por mais um teste, a nossa Molecada. E esses testes deverão ficar ainda mais difíceis agora.
Sob a chuva intensa, no bate e rebate na entrada da área, Jonatan acertou um balaço indefensável de direita, aos 40 do primeiro tempo. No segundo tempo a chuva continuou, o Coringão cozinhou o coelho, e no finalzinho, em cima do desespero do adversário, encontrou o caminho do contra-ataque. Elias avançou livre pela direita e chutou, já dentro da área. O goleiro rebateu, a bola sobrou para Marquinhos que a colocou no ângulo, de canhota. Golaço!

Os adversários a partir de agora são tão bem armados quanto este adversário de ontem, e o Coringão terá de se superar, como vem fazendo a cada jogo.
Chegamos às oitavas, e enfrentaremos a mentira verde dos Pampas.

VAI CORINTHIANS!!!

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PARABÉNS, FIEL TORCIDA!!!
PARABÉNS, NAÇÃO CORINTHIANA!!!

DEZ ANOS!!!




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Éder Luiz, nessa narração, acertadamente menciona a internacionalização do Corinthians. Com todos os altos e baixos, desde a década de 1910, passando pelo episódio com o Torino, em 14 (que resultou cabalmente na criação do Rivale), pelas disputas com times argentinos, novamente com o Torino, e as excursões pelo mundo da década de 50, o Corinthians é um dos clubes mais bem-afamados do Brasil no mundo.
Daí a abutraiada, que serve ao puteiro como se fossem (o que de fato são) meros lambe-botas de patrões escusos, de uma "elite" indolente que só faz mamar nas bolas do poder público corrompido, através de um piccolo figlio di puttana como o vilaron em sua coluna do jornaleco "diário do zambaulo", vem com a bobagem de que a "marca" Ronaldinho é "maior" que a "marca" Corinthians.
Até seria fato, se a interpretação do canalha não fosse enviesada e anticorintiana. Na coluna em questão, ele menciona a própria diretoria, como se fosse ela que estivesse dizendo isso. Aos fatos: Ronaldinho é conhecido em cada canto do mundo, assim como Pelé. O Corinthians talvez não seja, e vem daí que o "preço" pela "marca" Ronaldinho possa ser maior. O Corinthians tem uma coisa que ninguém tem, nem "marca" nenhuma tem; História, uma Fiel Torcida e uma ideologia de vida. Em suma, chupa, anticorintianada!
A "marca" Ronaldinho prefere se associar à "marca" CORINTHIANS.
Por que isso?... Já se perguntaram, abutraiada e anticorintianada de merda?

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O Japonês explica melhor tudo o que sempre falamos AQUI. De fato, o Corinthians é uma permanente crise... na cabeça da anticorintianada de merda!

É HORA DA CIMITARRA!!!
A GUERRA COMEÇOU!!!

VAI CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Pra começar a semana

Família Corinthiana,
2010 é ano para se comemorar, como em qualquer ano da Eternidade Corinthiana, a existência do Clube do Povo.
Todos entenderão, porém, o que é o ano no qual comemoramos o primeiro século de Eternidade da História e da Vida do CORINTHIANS PAULISTA!
Este ano é especialíssimo.
O Clube que não duraria mais que um inverno completa Um Século de História!

Adquiri, nesta sexta-feira que passou, o livro do Lalau, Corinthiano e escritor. Chama-se "Fiel 100 anos", e traz frases de Corinthianos de todas as estirpes, classes, profissões, fazendo um caldo cuja mistura é, Corinthianamente, de fazer chorar. Li numa tacada só, em menos de duas dezenas de minutos. Chorei.
Lalau deixa clara a idéia: "Torcida que tem um tricampeão de Fórmula 1, herói para os brasileiros, e um presidente da República. Mas que conta também com o gari, o camelô, o policial, a manicure, o operário, o economista, o piloto de avião... E eu e você".

Por isso, tomarei a liberdade de reproduzir aqui algumas partes do livro, alguma frases, e que estes exemplos instiguem o leitor a adquirir o livro também.

Comecemos, pois, com esta frase:

"Sabe, eu pagava dois mil réis por mês pra jogar no Corinthians (...) O Corinthians daqueles tempos era muito pobre, como o bairro onde foi fundado, o Bom Retiro. Mas era outra coisa. Depois dos jogos, a gente saía abraçado com os torcedores, íamos jantar na casa de um ou de outro".
Neco, o Símbolo.

Manuel Nunes não foi um fundador, mas foi irmão de um fundador. Manuel Nunes não foi mais craque que nenhum dos tantos craques que defenderam o Clube do Povo. Talvez não tenha sido sequer o mais raçudo em campo, se compararmos com a Raça Imortal do Deus da Raça - Idário, ou ainda a Raça de Pai Jaú, o zagueiro que incorporava a Alma Corinthiana.
Mas há algo que ninguém teve mais que Manuel Nunes. E algo que Manuel Nunes pode dizer que tem mais que qualquer um. É a Vivência Corinthiana. Como jogador, sócio, torcedor, ninguém respirou, viveu, amou e defendeu mais o Corinthians que Neco.
Neco não era "somente" a Alma Corinthiana encarnada; ele era o próprio Corinthians em um só. Por isso Neco é o Símbolo.
E quando pensamos em Corinthians, não podemos deixar de pensar em Neco.

Mas nem mesmo Neco consegue encerrar uma explicação do que vem a ser "Ser Corinthiano".
É uma médica homeopata que envereda pelo caminho que Neco, e todos os Corinthianos do mundo, vivenciaram e vivenciam, e o explica em forma, digamos assim, sintética;

"Ser Corinthiano é estar, mesmo com a experiência do sofrimento, submetido à inusitada sensação de alegria, com ou sem vitórias"
Dra. Márcia dos Santos

Mas eis que Lalau encontrou uma frase que, dentro desta sintetização - e sem conhecê-la, mas conhecendo o Corinthians - envereda ainda mais nesta senda da Alegria Corinthiana;

"Você pode estar na pior, você pensa no Corinthians, parece que tudo se ilumina"
Carlos Bauer Filho, ferramenteiro.

A Alegria Corinthiana, portanto, é coisa primordial, é o Corinthianismo em estado puro e bruto.
Se alguém tem qualquer dúvida sobre o que é Ser Corinthiano, haverá de compreender por esta frase, então;
"Não há como explicar o sentimento de Ser Corinthiano. Mas, com certeza, não existe Corinthiano que não entenda"
Marcio Rocha, representante gráfico.

Lalau, neste livro, diz algo assim; os Fundadores não pensavam apenas em onze camaradas jogando bola. Pensavam, sim, na multidão que seguiria o Club.
Acrescentaria, se me fosse permitido, que o Corinthians começou como um movimento social, com militantes, com um ideário específico e inédito, inovador e revolucionário pelo que proporcionou ao Futebol nacional e à Cultura nacional, ao devolver o Futebol ao Povo, em 1913, menos de três anos após ser fundado, e sendo o Galo da Várzea.
O Corinthians, da Alegria à Militância, percorre todas as "faculdades" da Alma. É desta forma que "Ser Corinthiano" ensina a "Ser".
E na verdade pulo de uma obra à outra, vou à página 113 do Almanacão do Celso Unzelte, o "Timão 100 anos", onde nos fala o amigo Dan Stulbach, Corinthianíssimo, famoso "Tom Hanks" das novelas;

"Toda aquela gente diferente, de todos os tipos, credos e mundos, todos iguais, gritando juntos. Que dúvida eu ou alguém teria (não tinha) de como nós podíamos mudar o mundo ali? E quantas e quantas vezes fui para o campo da vida e imaginei aquela torcida. Entrei no canto e cantei com ela, imaginária camisa alvinegra no peito. Tantas, as vezes. Se a pergunta é o que é Ser Corinthiano, a resposta é o contrário. Ser Corinthiano foi o que me ensinou a Ser"
E, voltando ao livro do Lalau, fiquemos com a frase de Celso Unzelte, para finalizar a tentativa de exposição deste Mosqueteiro sobre o que é CORINTHIANISMO.

"(...)O que sei, também, é que um dos sonhos mais perseguidos pela humanidade até hoje eu só encontrei no meio da Torcida do Corinthians. É a igualdade"
AQUI É CORINTHIANS!!!

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E falando em Corinthians...

RC6, Família - e nos acostumemos pois é assim - é um boca aberta de marca maior. Vai ficar falando em Seleção até não ser convocado. Vai incitar o Gordo a falar também. E quando não forem convocados, a Torcida terá que cumprir seu papel e incentivar dois medalhões, digamos, "desmotivados"?
A grande solução, desde já, é cortar a língua de RC6.
O Projeto é o Corinthians. Não a Seleção.

Tivemos a previsão do patrocínio, que estampará o nosso "abadá", o "macacão de F1". E está na casa do valor módico e irrisório - perto do que vale de fato - de 53 milhões.
É pouco.
Mas engraçado é ver o desespero do puteiro nisso. Porque se for por bizinisse, o valor praticado aqui é, além de muito aquém ao que merecemos, muitíssimo maior do que aquele que é praticado no puteiro. O que prova o tamanhinho daquela corja, mesmo frente ao tal bizinisse. Uma putinha que pretende ser em breve a madame mandatária disse que o atual patrocinador ficou conhecido nacionalmente só depois de patrocinar o puteiro. Mais uma mentira. O concorrente do patrocinador de puteiro patrocinou o Corinthians por menos tempo e teve mais visibilidade. E concorrência alavanca concorrência. Além do que eu havia adquirido um televisor da marca do patrocinador de puteiro dois anos antes, e já era uma das marcas mais "confiáveis" e vendidas.
Enfim, esse cinismo de putinha, como disse o Confrade que me alertou a essa papagaiada, deveria ser emoldurado e usado de exemplo sempre que uma putinha vem arrotar asneiras.

No mais, repararam que na pesquisa encomendada, sobre as torcidas, além da usual distorção de perguntar "qual seu time", e torcedor do Caruaru responder "frameigo", existe outra distorção acerca da diminuição de torcida do Corinthians na classe E?
Logo a classe E, mais populosa. Ou seja, crescemos nas classes que poderão participar dessa porcaria de "futebol bizinisse". Logo, mais um tiro no pé da anticorintianada, que se empolgou com o fato do Corinthians ter "diminuído". Trata-se da vesguice míope dessa anticorintianada.
Estaremos em peso nesse "futebol bizinisse".

A Molecada
Apesar de ainda estar crescendo na competição, e apesar de ter pego uma baba tocantinense e um tigrinho de pelúcia todo remendado, nossa molecada soube garantir as vitórias. Especialmente neste domingo, contra a Ferroviária.

Na quarta enfrentamos o tigrinho de pelúcia da gloriosa Rondonópolis. E apesar de não ter nenhum clube decente, a cidade é um celeiro de bons jogadores, que nunca se consagraram. Este time que enfrentamos era um misto com outro time. Um frankestein, com bons "pedaços", mas que no conjunto não se entendiam. Poderiam ter complicado muito mais do que complicaram, e não foi pouco.

Usaria como imagem do time o próprio Goleiro, André. Houveram lances (na quarta) em que ele se atrapalhou, e por muita sorte se manteve zerado no placar. É um promissor goleiro, mas ainda não é um bom goleiro, e tem tudo para ser. O técnico será o mentor desse crescimento.

Este domingo foi o teste de fogo verdadeiro, contra o time local, que contou com uma torcida anticorintiana pior que a são-carlense (nos anos anteriores o Coringão jogou em São Carlos na Copinha).
Já havia enfiado duas bolas na trave, buscava o jogo e jogava bem. Até fazer o primeiro gol, aos 37 do 1º tempo. Dodô cruzou e Taubaté cortou certeiro para o gol, tirando do goleiro, no contra-pé.
E cozinhou. Voltou do intervalo cozinhando, e jogando melhor apesar disso. Aos 17, Taubaté - ele, novamente - acerta belíssimo tirambaço de fora da área , indefensável. Golaço!
Elias entrou e fez bela partida, de novo. Dodô melhorava seu jogo , mais objetivo que nos jogos anteriores, sem tanta firula, às vezes muito mais egoísta do que deveria ser. A defesa estava robusta, sólida, levando a melhor na maioria dos lances. O Coringão jogava e convencia.
Uma mão na bola na nossa área, e pênalti. André é enganado na paradinha. Primeiro gol sofrido na Copinha...
Logo depois o camisa 5 adversário disputou bola aérea e enfiou o cotovelo na nuca de Elias; o juiz estava até mais perto que no lance do pênalti, quando havia até gente na frente dele. Com a vista desimpedida, o canalha fingiu não ver a cotovelada. E Elias rolava no gramado, com dores. E logo depois, o carniceiro adversário levantava o pé no carrinho. Nada. O adversário principiava a jogar. Mas num contra-ataque muito bem articulado, William domina bonito, em uma virada espetacular, e arremata de canhota na cara do gol, indefensável. E QUE GOLAÇO!
Daí, aos 46, o juiz inventa outro pênalti, e o jogo termina 3 a 2.

Nosso grupo não era coisa simples. Tinha a baba, mas tinha duas incógnitas. Mas na Copinha a estrutura conta demais; são moleques. Saímos da primeira fase campeões do grupo. Classificamos, e enfrentaremos o América mineiro nas oitavas.

VAI CORINTHIANS!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Décimo Sexto Capítulo

O Time do Povo
"Per Aspera Ad Astra"

Por Filipe Martins Gonçalves

(Publicado no blogue da Yule)

Antes de mais nada, pois faz-se necessário, começou 2010.
Ano mais que especialíssimo.
O Clube que não sobreviveria ao próximo inverno, em 1910, fará um século de História.
Sem exagerar uma vírgula, a História mais bela e que nenhum outro clube no mundo tem igual. E para o Corinthiano, só isso já é motivo para Festa.

Dito isso, retomemos a Saga Corinthiana. Por aqui parávamos na quase inaugurada Fazendinha. O Parque São Jorge, comprado dos sócios Assad e Nagib, ainda será pago em 12 parcelas anuais, conforme o contrato.
Do próprio bolso, dos bolsos dos seus sócios, portanto, o Clube do Povo adquire sua Sede definitiva.

O Corinthians já havia jogado ali no Parque São Jorge, contra o Sírio, em 1925. Mas para inaugurar o campo ainda levou um tempo.
Os Corinthianos fizeram mutirão para reformar as dependências do Estádio que viria a se chamar Alfredo Schürig, o que não foi por acaso.

O Corinthians apareceu definitivamente pela porta de seu escritório.
Ele era dono da fábrica de parafusos Santa Rosa, era também amigo de Alcântara Machado (ver capítulos anteriores), e era inevitável que alguém lhe sugerisse entrar no rateio, que muitos de seus funcionários organizavam, assim como eram organizados em todas as fábricas da cidade.
Foi dessa forma que o Corinthians surgiu e cresceu; por rateios.
Enfim, Schürig já ouvia falar bastante do Corinthians, mas ainda apenas lhe agradava a idéia do esforço daqueles operários.
Não havia ajudado financeiramente. Ainda não era sócio.
E o Corinthians ainda construía sua Sede na Ponte Grande quando o destino colocava o Corinthians definitivamente no coração de Schürig, e ele oferecia pela primeira vez todos os parafusos que a obra necessitou, quando seu funcionário veio lhe bater na porta do escritório.

Assim o fez novamente, na Fazendinha, depois de se tornar sócio.
As arquibancadas da Fazendinha eram de madeira, e o parafuso foi doado por Schürig. E boa parte da dinheirama que o Corinthians tinha a obrigação de pagar pela primeira gleba da Fazendinha (posteriormente o Corinthians adquire o outro lado da Rua São Jorge) foi arcada por ele.
Era um entusiasta do Corinthianismo, antes de se dedicar de coração e alma ao Corinthians. Gostava de Futebol desde antes do Corinthians nascer, foi ver o Corinthian inglês no Velódromo, mas não se entusiasmava com time nenhum, até que o Corinthians lhe surgiu.

Ernesto Cassano, presidente que contraiu a dívida da Fazendinha, um passo ousado e necessário para o Clube se firmar, deixava a presidência para Felipe Collona assumir. Schürig foi eleito vice. Era o ano de 1926, e se não honrasse os compromissos, o Corinthians veria todo o esforço ir por água abaixo.
No final daquele ano, Wladimir de Toledo Piza, que era sócio, médico e filho do delegado que vivia tendo problemas com o Botafogo da Rua Paula Souza há exatos cem anos atrás, foi quem precisou levar a aflição Corinthiana ao peito de Schürig.
A situação não estava fácil. E com o presidente presente, andando pela Fazendinha, lamentou para Schürig; "O Clube não tem o dinheiro todo para a prestação, Alfredo".

Schürig tirou do bolso 30 mil contos, a metade que faltava para a segunda parcela.
E quebrou o gelo da conversa dizendo; "Nós vamos precisar de muito parafuso aqui!".
E pela enésima vez a Santa Rosa de Schürig ajudou o Corinthians. Ajudou ainda nos pagamentos das parcelas que viriam, também.

Enquanto tudo isso afligia a Diretoria, os Corinthianos seguiam construindo a Sede, e desbravando o Parque São Jorge e o rio.
Del Debbio, craque dentro das quatro linhas, principiava a formar a primeira geração da Natação Corinthiana, como técnico. A primeira quadra de basquete do Parque São Jorge estava nos planos, e foi inaugurada em 28, de saibro, considerada uma das melhores da cidade. A peteca começaria só em 29.
O primeiro esporte ao qual os Corinthianos se dedicaram quando chegaram ao Parque, porém, foi o remo. O Corinthians comprou do Espéria dez barcos em excelente estado. E se lançou às águas do rio com a luta de Corinthianos que compreendiam o potencial esportivo do Corinthians. Isso em 1926.

As coisas estavam mais ou menos neste pé, a correria para construir a Fazendinha, e uma nova cisão no Futebol acontecia. O Paulistano se queixava da falta de amadorismo, mas se recusava a aceitar o profissionalismo. Em campo, passou a tomar vareio dos Clubes populares. O Corinthians, Tri-Campeão de 1922, 1923 e 1924, é o vice em 1925, quando Feitiço desponta no Futebol na Associação Atlética São Bento, da capital, e é campeão deste ano. Em 1926 o Paulistano abandona a APEA, que ele mesmo havia fundado, em 1913, para tentar colocar para escanteio o Corinthians, e os Clubes populares. E cria a Liga dos Amadores de Futebol. Ali, finalmente, pôde ser campeão. A APEA quem ganhou foi o Palestra.
O Corinthians arrumava o time, ainda, em 1927. Houve um triangular decisivo contra o Santos e o Palestra, que ganhou novamente. O Paulistano também ganhou. Mas o Corinthians ainda retomava fôlego, rearrumava o Time. Algumas peças haviam saído, e naquela época não era tão simples repor.
Tempos áureos estavam por vir, e os esforços dos Corinthianos resultariam em bons frutos.

O Estádio Alfredo Schürig foi inaugurado em 22 de julho de 1928, em um jogo comemorativo contra o América carioca. Alexandre De Maria, o ponta-esquerda recordista de gols do Corinthians, que tinha 1,90 metro, foi quem inaugurou a rede da Fazendinha. Aos 29 segundos do primeiro tempo! A partida terminou empatada em 2 a 2.
De quebra, neste ano de 1928, o Coringão é o campeão.

E a História continua...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Há um século...

Que este ano que começa seja de muita Luta para todos, e especialmente para nós, a Família Corinthiana.

O Clube dos Carroceiros da Praça da Luz, dos Operários e dos Ferroviários, das Lavadeiras da Várzea do Carmo, enfim, O CORINTHIANS, aquele timinho que não ia durar até o próximo inverno e que já tinha plena vocação para GIGANTE - O Clube do Povo, completará um Século de História.
"Entenda-se o Corinthians Paulista, isso sim, como uma das manifestações mais sérias ocorridas na sociedade brasileira dentro do movimento de emancipação do operariado paulista - e, logo, brasileiro.
(...) Quando Antoninho de Almeida, o homem que carrega a história do alvinegro na mente e no coração, diz que o Corinthians é "o clube construído pelo povo", ele não exagera uma vírgula. E é o povo quem prossegue sendo a estrutura invisível do clube, depois de ter sido sua base e seus alicerces. Mas invisível, em termos. É a alma do povo que se materializa nas arquibancadas e gerais dos estádios ao longo de décadas, independente de o time estar bem ou mal, independente de vitórias ou derrotas, independente de crises ou glórias.
Os adversários pasmam. Os desafetos se remoem de inveja. Os indiferentes dissimulam sua admiração.
Mas onde está o Corinthians está o povo (...)"*

*Na obra "Coração Corinthiano", de Lourenço Diaféria. Página 67, Capítulo XIV - "O clube com a cara (e a coragem) do Brasil".

Valorosos Guerreiros lutaram por esta Causa.
Desde Davi, centroavante do Botafogo da Rua Paula Souza, que punha em xeque o preconceito racial da italianada do Bom Retiro. Davi jogou, e muito bem, na Velha Várzea. Negro pobre que continuou sendo, até o fim da vida, pois o Futebol naquela época piorava a vida do cidadão ao invés de lhe trazer "frutos".
A não ser se fosse jogador de clube de elite. As coisas eram mais "fáceis" até para quem se via "ajudado" por quem herdou terra espoliada. Mas não eram "fáceis" as coisas para aqueles que se viam "renovadamente" à margem do sistema com a "abolição" de 1888.
E no Clube que começava a ser sonhado por muitos, um negro que perdia a condição de "escravo" e não ganhava condição nenhuma no lugar tinha seu espaço. Davi é, até hoje, o mais injustiçado de todos os Heróis injustiçados que o Corinthians tem e terá.
Davi, no dia quatro de janeiro de 1910 estava ali na Várzea do Carmo pensando em jogar, ou jogando bola, num fim de tarde ensolarado depois de uma chuva, como esta de agora. Mas naquele tempo o cheiro de chuva não carregava gás, e havia floresta em volta desta cidade que ainda não era esse monstro.

É muito possível também que os moleques do Colégio Liceu terminassem uma partida sob esse mesmo entardecer. E voltassem para casa sujos, no bonde ou na carroça, com um vento frio na cara.
Neco ainda nem sonhava com algo que pudesse parecer um Clube. Ele e Amílcar só combinavam as jogadas juntos, e depois das partidas acertavam as arestas. Com Davi, fechavam o trio goleador do Botafogo da Rua Paula Souza.
Seu irmão César, que era amigo de Antonio Pereira, e era o Capitão do Botafogo, era um daqueles que "seguravam o B.O." com o delegado Franklin de Toledo Pisa.

Que por sua vez, além de imaginar como faria para acabar com aquele bando de arruaceiros do Botafogo, fazia seus ternos com um distinto senhor, que havia saído da profissão de operário e se engajado na profissão de alfaiate.
Talvez, quem sabe?, por já não encontrar serviço nenhum em nenhuma fábrica, foi fazer balbúrdia de outra forma, o senhor Miguel Bataglia.
Mas em janeiro ele estava às voltas com um outro assunto. Aliás, não se falava em outra coisa no mundo que não fosse o Cometa Halley.
Alexandre Magnani fazia piadas disso tudo; em pleno século XX aquelas crendices não faziam o menor sentido. Ali na Várzea do Carmo ia assistir, com Antonio Pereira, Joaquim Ambrósio, Anselmo Correia, Carlos da Silva e Rafael Perrone, o Botafogo da Rua Paula Souza jogar a melhor bola das Várzeas até então.

E se a idéia de chamar o Clube de "Santos-Dumond" pode até parecer estranha hoje, um fato poderá dirimir qualquer dúvida. Santos-Dumond fazia seu último vôo a bordo de uma "Demoiselle" há exatos cem anos!

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Hoje, a chuva acabou inviabilizando os treinos. E os carros não trafegam no asfalto que passou por cima da Várzea.

Hoje Roberto Carlos abraçou Sanches e vestiu a camisa da Torcida. Há quem veja com bons olhos.
Ele diz que vai jogar e a abutraiada alardeia com todo seu anticorintianismo.
Espero para ver em campo, que é isso que me resta.
Não permaneço contra pois o cara está aí. É realidade, e é a nossa realidade hoje. Temos um lateral esquerdo que, no frigir dos ovos, cometeu mais acertos que erros na carreira. Vamos seguir apoiando o CORINTHIANS. Porque CORINTHIANS É CORINTHIANS.
Todavia, não me ufano com sua presença, posto que sempre fui contra.
E não gastarei mais tecla alguma sobre isso.

O Gordo se mostra meigo, e só nos resta ver em campo, também. É figura bem paga, que mal tem? - assim deve pensar roxemberg que via RC6 e sonhava com uma kakinha.
É ver pra crer, cambada. Não tem segredo...

Enquanto isso, a Molecada enfia cinco no Araguaína de Tocantins.

E o Ano do Centenário começa.
VAI CORINTHIANS!!!