sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Nono Capítulo

“Per Aspera Ad Astra”

O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves

Já foi dito que 1915 foi o ano da rasteira. Exaustivamente repetimos aqui, pois é mais que importante que se entenda; o ano de 1915 é crucial na vida do Corinthians. Um golpe elitista dos anticorintianos havia posto à margem o Clube do Povo.
Também já foi dito que o acontecimento do referido ano sacramenta a própria Mística Corinthiana, pois o Corinthianismo é algo palpável, um fenômeno que se pode observar e estudar. Os detratores torcem o nariz, mas o que ocorre em 1915 deixa abismado todos aqueles que queriam ver extinto o esforço popular de se construir um Clube a partir das próprias forças.
Não fossem os Corinthianos desse sofrido e glorioso ano de 1915, o Corinthians Paulista já estaria reduzido a pó, como queria a anticorintianada. Pois o Corinthians trazia consigo a popularidade que nenhum clube jamais conseguiu por si só.
E, como gigantesco que sempre foi, nesse ano não apenas sobreviveu como se fortaleceu e aprendeu a dura lição da vida que os humildes têm de compreender.

Quando Magnani, que levou o Clube das Várzeas ao Futebol "oficial", entrega ao seu sucessor o cargo de Presidente, em 30 de setembro de 1914, muita coisa já havia acontecido ao Clube do Povo. Notáveis glórias já havia vivido o Povo Corinthiano. Assim, antes mesmo de se compreender as razões que tornaram o ano de 1915 o mais marcante dos primórdios da História Corinthiana, e por isso mesmo foi o ano que moldou a Mística, é preciso compreender o que de muito importante aconteceu em 1914, além da primeira conquista invicta do Campeonato Paulista.

Em 15 de agosto de 1914 aconteceu a estréia do Corinthians Paulista em jogos internacionais. E é bom frisar que esta cidade era tão povoada por imigrantes italianos que o tão conhecido, atualmente, sotaque da Móoca era o dialeto comum a qualquer bairro, ladeira e esquina desta que se tornaria a cidade de todos os Povos, assim como o Clube que melhor a representa. E já a representava.

Para tanto, devemos dar a palavra ao próprio treinador e diretor do Torino, clube que aqui veio mostrar a pujança do futebol italiano. Disse o signore Vittorio Pozzo, ao giornale daquela città, o Sport del Popolo;

"O Corinthians é uma esquadra formidável em todas as suas linhas. Os italianos ou filhos de italianos e todos eles são, individualmente, de categoria superior à média dos jogadores que atuam na Italia. Os backs são fortes e seguros, os halves são trabalhadores incansáveis, os atacantes são velozes e apresentam ótimo entendimento.
Nos dois jogos que fizemos com o Corinthians somente conseguimos sair vencedores depois de uma luta extenuante. O Corinthians é um team de classe, que poderia enfrentar qualquer esquadrão da Europa"
.

Isso, claro, tomando como preceito que a Europa tivesse os melhores esquadrões do mundo, e não citando as grandes esquadras sulamericanas.
Mas, sobretudo, frisando que nas duas oportunidades, conforme são relatadas as partidas, o Corinthians sofreu com os árbitros.

O Torino era, então, o clube que viria levantar o moral do povo italiano em terras estrangeiras. E antes de enfrentar o Campeão Paulista invicto, enfrentou o Internacional, que goleou por 6 a 0. Depois, enfrentou a seleção da Liga Paulista, impondo um 5 a 1. A terceira foi a primeira disputa contra o Corinthians, cujo árbitro foi o italiano Minoli, grande amigo de Vicente Ragogneti. O resultado foi a derrota Corinthiana, com direito a gol impedido ignorado. Mas como se vê, o próprio diretor do Torino sabia o que estava dizendo. O duríssimo 0 a 1 para o Torino se transformou em 0 a 3, com um pênalti também mal assinalado.

Quatro dias depois, o amigo do árbitro, Ragogneti, editor do tablóide "Fanfulla", que tinha como característica atacar gratuitamente o Corinthians por conta de sua natural miscigenação e ojeriza ao que mais prezava seu editor, que era a exclusividade pela colônia italiana, convocava os italianos e ítalo-brasileiros à fundação da Società Palestra Italia, que viria a acontecer no 'chiquérrimo' salão Alhambra, com estatuto que pretendia, além do Futebol, dar ao clube um caráter de sociedade "filodramática e dançante". É de se notar que no primeiro time que entrou em campo com aquela camisa, havia cinco Corinthianos, deste Timão que enfrentara o Torino. Mas isto é outro papo.

Depois disto, a seleção da Liga Paulista pede revanche. E toma nova goleada, desta vez mais acachapante; 7 a 1.
E o que faz o Corinthians? Ora, pede sua desforra também. O Torino não pode se negar. E o jogo terminaria empatado...
Sebastião faz a defesa parcial de uma bicuda de Debernardi. A bola sobe ao travessão (ainda quadrado - as traves redondas não existiam...) e volta ao chão. Sebastião agarra. Chuta pra frente. O Povo urra de alegria. Mas o árbitro, Charles Miller, via o que ninguém viu. Nem mesmo os italianos do Torino. Trila o apito, aponta ao centro do campo, valida o gol inusitado, sequer imaginado ou visto. Isso tudo nos minutos finais da partida...
Mesmo assim os Corinthianos saem louvados pela multidão que os carrega nos ombros, naquele Velódromo que hoje é a Praça Roosevelt, no começo da Rua da Consolação.
Os heróis Corinthianos: Sebastião, Fúlvio e Casemiro Gonzales; Police, Bianco e César; Américo, Peres, Amílcar, Aparício e Neco.

Em 30 de setembro de 1914, Alexandre Magnani entrega o cargo de Presidente a Ricardo de Oliveira, em uma sessão festiva. Novos associados, de nacionalidades distintas, de origens múltiplas, naquele dia integravam o Clube do Povo.
Magnani discursa. Sente muito "deixar a presidência de um clube que viu nascer, que viu galgar os degraus da glória e que hoje representa uma das mais poderosas agremiações esportivas paulistas. A diretoria que deixa seu cargo, caros consócios, faz os mais ardentes votos de que reine sempre entre vós a mais pura cordialidade e coleguismo. Que os novos e nobres diretores, cheios de entusiasmo pelas lutas esportivas, nunca venham a desanimar. Que a disciplina social, a obediência aos estatutos e aos regulamentos, a deferência para com aqueles que vós mesmos escolhestes para dirigir a sorte de nosso clube sejam sempre escrupulosamente observadas, em prol do prestígio do nosso clube. O segredo da força de uma coletividade é constituído pelo respeito às leis que a governam. A directoria que deixa seus cargos tem absoluta certeza de que seus sucessores, por longa série de anos, acompanharão e guiarão o Corinthians em um caminho cada vez mais Glorioso".
Ricardo Oliveira retribui as palavras de Magnani, em seu breve discurso de posse, agradecendo a "Magnani, verdadeiro apóstolo Corinthiano, a quem o clube deve a sua organização, a sua força e a sua glória".

Não são palavras à toa. Magnani foi isso tudo, justamente. E se breve foi seu discurso, breve foi a contenda que Oliveira abraçou. De início já sentiu na própria pele que dirigir o Corinthians Paulista era "comandar um barco de emoções num oceano de paixão", como definiu Lourenço Diaféria.
A sede precisou ser transferida, sem consulta prévia. E isso lhe rendeu ataques inglórios por parte de associados tão vigilantes quanto incisivos.
O Corinthians, internamente, mais parecia um vulcão em erupção. Duas correntes se formavam; a dos que viam o Clube como sendo o modesto Clube do Bom Retiro, que ali deveria continuar, e a corrente daqueles que queriam galgar os primeiros sonhos, sonhados sob a fulgurante luz do Cometa, em maio de 1910.
Venceu a segunda corrente, e antes que 1915 viesse, o contato com a Associação Paulista já estava travado. A desfiliação para com a Liga já estava em andamento. E, aproveitando esse vulcão, a anticorintianada tratou de promover aquele que seria o derradeiro golpe naquele "clubinho" atrevido. O que acontece em 1915 pode ser visto nos capítulos anteriores.

Em 29 de janeiro de 1915, por conta do rigor da fiscalização daqueles que o presidente Oliveira chamara de "caluniadores", fez-se nova eleição.
Oliveira, porém, foi reeleito, "pela sua competência, esforço e modéstia na direção do Corinthians".
Existe uma versão da história que atribui a estas rixas internas o fortalecimento de agremiações adversárias. Mas o fato é que o Corinthians aprendeu, na marra, a usar o veneno das crises como antídoto, e assim se fortalecia. O ano de 1915 é a prova mais que cabal disso.

Na noite de 1º de setembro de 1915 o Corinthians Paulista completava seus cinco anos de idade. Deveria ter sido uma Festa, como estavam acostumados a promover, com rojões no céu, cerveja aos associados, mas o que se via era um clube escanteado pelos figurões elitistas, que não tinha muito como fazer festa nenhuma. Imaginavam que o Corinthians Paulista sucumbiria, pelo desânimo, pela falta de oportunidades. Qual o quê!
Havia excursionado pelo interior, enfrentado todos os times da Associação, mantendo sua escrita de Timão invictamente. Ainda assim, naquela noite de aniversário, nem tudo eram flores. Naquela assembléia, que teria o ar festivo, o que se viu foi cobranças, "em casa que falta pão, todos gritam e ninguém tem razão".
Oliveira tenta explicar onde havia ido parar as rendas das partidas, que viraram fumaça. Não havia caixa algum! O Corinthians, financeiramente, estava no rumo da falência...
Um empréstimo havia sido feito, sem consulta ao quadro associativo! Para piorar a situação, os móveis do Clube foram dados como garantia...
Associados que reclamavam de Oliveira eram atacados por serem faltosos, por serem inadimplentes. O caldo engrossava. Na noite do aniversário de cinco anos, o Corinthians fazia jus ao vulcão em erupção que sempre foi. Tudo se complicava.
Oliveira termina por pedir demissão. Seu vice, João Batista Maurício, assume a presidência. Os ânimos se acalmam.

Nesta oportunidade, o associado Galliano recorda a todos que, fazia cinco anos, aquele grupo de operários se punha a fundar o Clube. Um grupo bem menor do que aquele que se digladiava no dia do quinto aniversário, reunidos como que circunstancialmente, sem festejo, sem comemoração. Que o Corinthians merecia.
Sim, atravessava dificuldades, todos sabiam. Não havia nenhum dinheiro para comemorar coisa alguma! É assim que vem a proposta; "Que todos os associados presentes dêem um voto de louvor a todos os associados, inclusive aos ausentes, aos que não puderam comparecer à assembléia, a todos os jogadores e fundadores, e que esse voto fique registrado no livro de atas, para que um dia, se alguém se lembrar de ler este livro, fique sabendo o que tinha acontecido naquela noite de setembro, no 5º Aniversário do Sport Club Corinthians Paulista!".

Todos se levantaram, aplaudiram, aprovando a proposta por unanimidade.
E por alguns momentos, aquela noite pareceu ter sido de Festa e confraternização.

E a História continua...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Sacode a poeira

Que seja relido este nosso post para que, em seguida, se leia o texto do Porta-Voz. Sim, já estava mais do que sabido, tudo o que ali está dito e contido, inclusive o modus operandi destes que se cansam e se entregam no comando.
Que não sejam proferidas as leviandades. E que não se use como justificativa o quadro anterior de como se davam as mutretas, pois nada justifica, nem a priori, nem a posteriori, a elitização do Futebol. Ainda mais a elitização do Clube do Povo. Pelo qual Magnani, Neco, Servílio, Correcher, entre tantos outros GUERREIROS, lutaram e ofereceram a própria vida.
A reflexão tem de vir em forma de Samba, pois o Samba, como o Futebol, nunca é à toa.
E é sempre do Povo.



A Resistência agoniza. Vê melindrarem-se todos os inimigos, ao acharem que mudam tua estrutura. A Resistência permanece, não morre jamais.
O Clube do Povo não é bizinisse, é nosso.

AQUI É CORINTHIANS!!!

Lampejo Corinthiano

A Fiel Salvador representou, como sempre.
O Timão, no geral, ficou no razoável. Está melhorando, por assim dizer. Mas a saída de bola, o desenvolvimento dos passes no meio-campo, a passagem de bola ao ataque e as finalizações, ou tudo o que é requisito básico e essencial no Futebol, têm encontrado dificuldades, e têm continuado a ser parte dos problemas. Mas vencemos, depois de algum tempo. No fim, o Corinthians acabou fazendo, pela média, o que tem que fazer sempre, e mesmo tendo acertado pouco no ataque, errou pouco na defesa. E fez um gol sem ter tomado nenhum.
E Dentinho foi pro banco; importante para ele mesmo compreender as razões disso.
O que impressiona é que, tanto no jogo contra o ispót quanto no jogo contra o derrota, existia alguma faixa da claque alienada do puteiro. O que prova, mais uma vez, que antes de qualquer coisa, antes mesmo de fingir que é claque do puteiro, essa escória é anticorintiana e mais nada.

Felipe; Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira (Balbuena); Jucilei, Edu (Boquita), Elias e Matias (Dentinho); Jorge e Ronaldinho

O Jogo
Só aos 9 a primeira grande chance de gol do jogo aconteceu, e foi nossa. Em bela jogada ensaiada entre o Gordo e o Chicão, em falta desleal em Matias, que rendeu amarelo (apenas) ao canalha do baladinha - lembram desse filhodaputa? É inesquecível! - o Gordo cobrou e deixou Chicão livre na área. Ele tirou do goleiro, colocou à frente mas perdeu o ângulo. Se fosse o inverso, e Chicão tivesse deixado o Gordo na cara do gol, talvez, ou melhor dizendo, muito com certeza, sairia o gol.
Aos 11 Elias sofre falta desleal, mas o migué do apito estava atento ao time da casa, ou melhor, ao anticorintianismo.
A deslealdade do adversário contou com o migué do canalha do apito durante o desenrolar da partida...
Enquanto isso, o Gordo ficava impedido, por vezes demais. Falta de atenção ou indisposição?...
Aos 27, seguidas falhas da defesa e até uma trave. Marcelo Oliveira substituído por Balbuena aos 30. E só aos 43 o Corinthians voltou a chegar.
E num segundo tempo que começava morno, ninguém parecia saber criar jogada, o jogo parecia descambar. Edu, aos 12, era substituído por Boquita. Cansado. Não teria sido melhor e mais óbvio colocá-lo em forma antes de colocá-lo para jogar?
E aos 21, naquele lampejo Corinthianíssimo, daqueles que estávamos acostumados a ver na década de noventa (bom sinal!), a tabelinha de Jucilei funciona, e ele coloca Matias na cara do gol; ele apenas tira do goleiro, de canhota, pra bola morrer na rede no canto direito, e fazer seu primeiro gol pelo TIMÃO. GOLAÇO!!!
Aos 28, aquele nanico berola, que já deveria ter sido amarelado por uma falta em Felipe na pequena área, continua a jogada após o trilar do apito. E só pela "desobediência", e não pela deslealdade, toma amarelo - que deveria ter sido vermelho.

E então, o imponderável. Mano, ao invés de premiar Matias com a permanência na partida, o tira para colocar Dentinho. Ao invés de tirar Jorge, que não vinha jogando muito bem. Fato é que Jorge percebeu o ocorrido e passou a superar o mal momento com a vontade, que lhe é tão característica.
E Dentinho se mostra aos 36; ao invés de completar a tabela com o Gordo, que avançou pela meia-lua, ele gira, encera, enceba, e perde a bola.
Aos 44, numa disputa na pequena área do Corinthians, o filho da puta do baladinha cabeceia o rosto do Alessandro. E consegue, literalmente, quebrar a cara dele. Merece o quê, esse calhorda maldito?!

E VIVA O CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VAMOS JOGAR BOLA?

Sobre o jogo de ontem temos a dizer tudo o que vínhamos dizendo.

Falta vergonha na cara desses caras. Terceira derrota seguida no Pacaembu é inadmissível. O público esteve bom, a Torcida Fiel fez a Festa necessária, mas não cobrou quando deveria ter cobrado.
Vai começar o ano que vem, e esse futebolzinho vai continuar. A hora de cobrar está passando. Hoje tá tudo muito bom, tudo muito bem, mas a hora que uns e outros perceberem, o terror estará instalado. O Paulistão não vai ser "vestibular" de porra nenhuma! Esse Brasileiro, se a diretoria não tivesse dado a senha antes da Final da Copa do Brasil, era pra ser nosso, e dia primeiro seria uma final antecipada.

Falar o quê do Mano? Ele é quem dá ao grupo o recado da diretoria, um funcionário-padrão, que ontem tentou manter um esquema tático e deixou a esbórnia do Marcelo Oliveira em campo, colocou Dentinho (cada dia mais inho) pra "armar", não tirou Elias, que a cada dia mostra menos e menos, e tirou Jucilei, que é o único que joga bola. Edu foi pro vestiário mais cansado que o time todo junto...
O empresário mandou-lhe arrumar o time com algumas cracas, e ele tentou. Elas nem entram mais no time, mas ainda deixam o "ar da graça" nesse grupo que não quer mais jogar bola. Pobre Comandante. É ele quem levará a culpa.
Estou doente, por isso mesmo só escrevo hoje, e não teço maiores comentários, senão os que seguem, e os links qe deixo refletem o que aqui está sendo dito.

Felipe, Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira; Jucilei (Edno), Elias e Edu (Boquita); Jorge, Gordo e Dentinho (Matias)

O Gordo fez um golaço na banheira, e depois parou de jogar bola. Jorge perdeu um gol parecido com esse do Gordo. E depois a maria fez gol impedido; o migué do bandeirinha sempre contra nós. Filho da puta que diz que não estava impedido é anticorintiano demais, canalha demais, segue a abutraiada demais e não sabe ver.
No segundo tempo a única chance foi de Jorge, que ao invés de enfiar o pé, quis fazer de peixinho. Desconsidero a tentativa de Boquita por motivos óbvios.

Leia o Ricardo, o Japonês e o Silvinho.
E também os dois posts anteriores do Japonês, sobre CORINTHIANISMO; Este e este.

AQUI É CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O CORINTHIANISMO VIVE

O inimigo do Corinthians sempre arrumou um lugar dentro de nossa própria casa. Foi assim em 1941, e posteriormente - basta ver que o inominável wadihelu ainda é "conselheiro", depois de tudo o que já aprontou à Instituição.

Esse roxemberg não compreende o que está por trás da decisão POLÍTICA de não jogarmos no inóspito privadão do puteiro do poder público corrompido.
Ou não entende o que se passa, ou se faz de desentendido, ou pior; está a defender os interesses do inimigo. Neste último caso, merece o quê?

O dinheirinho de pinga que seria arrecadado em alguns confrontos se jogados lá É NADA perto do desastre que isso causaria. Politicamente. E burro este cara não é, por mais que esteja se mostrando assim.
Ele quer é ajudar, salvar o puteiro. É canalhice.

Não existe "interesse mercadológico" que pague a enésima falência (definitiva) da corja do puteiro. E ela caminha para isso, apesar de a abutraiada não dizer nada, e das putinhas tanto tentarem disfarçar. Mas roxemberg parece estar atrás de se tornar benemérito no puteiro, ajudando suas putinhas; talvez roxemberg queira se tornar uma ilustre putinha, se já não é.

Está empenhado em demover o tampão naquela que é, talvez, a única decisão acertada dessa gestão arrependida - pois ele está já cansado, não vê a hora de abandonar o cargo, segundo ele mesmo.

Aliás, não foi o próprio roxemberg quem tanto se empenhou naquela patacoada de arrendar o Pacaembu?
Para quê?
Para pagar uma fortuna que não temos por um estádio que voltaria a ser público como sempre deve ser, e depois ir jogar no inóspito privadão, dando de mamar pra putaiada?

É esse seu "conceito" de bizinisse, patrício?
Ou seu interesse é, como estou dizendo, alertando nesse post, indisfarçável?
Vai pro puteiro, roxemberg. À puta que pariu com esse privadão.

*******
Mas o CORINTHIANISMO vive, como sempre viverá.
Um espisódio que orgulharia os senhores Custódio e André Luiz, assim como orgulha este Mosqueteiro de quarta geração.

Ocorre que a quinta geração, outro dia, resolveu vestir o Manto Sagrado, por conta própria, e ir à escola envergando a Camisa do Clube do Povo.

Enfim, minha filhota desempenhou o CORINTHIANISMO e provou que Ele não está apenas na Camisa, mas no Coração, em cada célula do corpo, na própria ALMA. E isso, roxemberg, não se compra e não se vende. Isso não tem valor mercadológico, seu inominável.

Pois bastaria este fato para que este orgulhosíssimo pai aqui se sentir no melhor dos mundos. Mas não se restringiu a isto a atitude desta CORINTHIANÍSSIMA no alto de seus quatro anos de idade.

Estava ela a almoçar na cantina da escola, com o Manto.
Quando um bambi, funcionário, todo gozadinho, veio lhe perturbar o almoço, inconvenientemente, como se não bastasse a inconveniência de sua alienação assumida na condição de putinha.
A exemplo de seu puteiro, com seu "programa" de compra de torcedores, como se isso tivesse alguma "grandiosidade mercadológica", o bambi tentou convencer minha filhota a tirar o Manto que ela mesma quis vestir. Nada feito. Disse impropriedades de puteiro, putinha formatada que é, tal qual todo bambi. Minha filhota as repeliu todas. Quatro anos de idade, vejam só.

Por fim, o alienado ofereceu cem reais.
Veja só a noção de putinha; ofereceu cem reais. É assim que funciona a cabeça de merda de um alienado.
A resposta da minha filhota?

-EU SOU CORINTHIANA!

E fim de papo, seu roxemberg.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Omissão AQUI NÃO!

Este texto será entregue, amanhã, no Parque São Jorge.
Me foi enviado pelo amigo Bá, do http://www.loucosporti.com.br/
Este Mosqueteiro apóia esta digníssima iniciativa.

FORA CORJA IMUNDA!!!
PELA EXPULSÃO IMEDIATA DAS CRACAS!!!


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2ª REUNIÃO DO CONSELHO EM 2009!
Aceitar que o Conselho do SCCP se reúna com tão pouca frequência é diminuir a sua própria importância como conselheiro. Assuntos importantes deixam de ser debatidos no fórum adequado e muitos deles passam a ser motivo de boatos e fofocas via imprensa. O plenário do CD é o local apropriado para se discutir os assuntos do SCCP, porém não vemos os nobres conselheiros dispostos a isso, já que nem reuniões frequentes do CD cobram de seu presidente. E quando há reuniões, poucos se dispõem ao debate e muitos nem permanecem até o final das mesmas. Queremos dos nossos conselheiros compromisso com o próprio CD e com o associado, não omissão.

PROCESSOS CONSELHEIROS IRREGULARES
Após UM ANO da abertura dos processos disciplinares para julgar os conselheiros eventualmente inadimplentes e/ou com um número de faltas sem justificativas maior do que permite o estatuto NÃO TEMOS AINDA NENHUM CASO JULGADO! Pior, a Mesa Diretora do CD não aprendeu e continua não fazendo o controle de faltas? E o estatuto? Como fica?

REGIMENTO INTERNO DO CLUBE
Nosso novo estatuto diz que o presidente do Conselho deve(ria) nomear uma Comissão de 5 conselheiros com a finalidade de reformar o Regimento Interno Administrativo do SCCP. Havia um prazo, evidentemente, já extrapolado. Mesmo assim, o presidente do CD continua não disposto a cumprir o que o estatuto manda ele fazer. Mostre seu compromisso com o Corinthians e cobre do seu presidente o cumprimento ao artigo 147 da nossa Lei Maior.

Recordar é viver II

Acabei de receber da Thais Kusuki, da Resistência Corinthiana, e do Mandioca.
Um vídeo maravilhoso, para comemorar o vídeo postado ontem.
Momento mais que histórico do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA.



"O CORAÇÃO BATE MAIS FORTE"

VIVA PEQUENO POLEGAR!!!

VIVA O CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Recordar é viver

Não temos mais pretensões nesse campeonato modorrento.
Se classificassem oito, ou quatro, para uma segunda fase, para disputar um mata-mata, e uma FINAL, com certeza este Mosqueteiro não seria louco de meter esse vídeo agora.
E como esse campeonato de merda merece, colocaremos.
Vi no blogue do amigo Richard.
Um jogo mais que memorável. Em um ano mais que memorável.
Doce juventude...
Bandeiras, foguetes, uma FESTA das antigas.
Pacaembu com mais de 30 mil, para um Derby, é PERFEITO.
DERBY É AQUI, diretorias de canalhas do bizinisse!

E como o dia pede (para o Rivale), lembremos de uma figura que marcou essa década. Sim, falo do Marcelinho.

Mas poderia estar falando de TU-PÃ-ZI-NHO, por que não?
Os dois gols são de Marcelinho, mas lembro nesse jogo, como em tantos outros, inclusive na FINAL DO BRASILEIRÃO DE 1990 - LEMBRAM? - que quem desequilibrou foi justamente TU-PÃ-ZI-NHO. O Talismã da Fiel.

Notem o destempero dos comentaristas, já naquela época, para arrotar asneiras sobre a comemoração no gol de empate. Fosse Marcelinho jogador de qualquer outro clube, a coisa seria atenuada. Mas como sempre foi figura difícil, como tantas que jogaram em outros clubes, e jogando no Clube dos Desdentados, Carroceiros, Operários, Favelados, Bandidos, então a coisa sai como os(as) senhores(as) irão ver.



E, claro, este post tem como intuito a nobre missão de ESQUENTAR OS TAMBORINS para o dia 1/11. Percebam o que diz um comentarista no finalzinho da partida. A coisa está assim de novo, Senhores(as). E se esse bando de bunda-mole fizer o que fizeram no primeiro turno, por mais conivente que estejam as lideranças, eu não quereria estar na pele de nenhum desses vagabundos. Se querem permanecer nesse cabide de empresário, é essa a hora de mostrar serviço. É GUERRA!

Sintam o sabor da GUERRA. E, para quem sabe, relembre o sabor desta GUERRA específica. Dia dois de abril de mil novecentos e noventa e cinco. Que seja revivido, lá na fronteira com o Mato Grosso, neste dia primeiro de novembro.

AQUI É CORINTHIANS!!!

O Gordo, a tevê e o CORINTHIANS

Antes de mais nada, este sábado será marcado pela Calçada da Fama do Parque São Jorge. Os quatro Guerreiros que participaram do GOL que todo moleque repetiu infância afora sempre que brincou de bola irão carimbar os ilustríssimos pés ali, e eternizar no concreto o que sempre será eterno na ALMA.
AQUI É CORINTHIANS!!!

O Gordo
Tudo o que o Gordo falou pode ser encontrado em uma quase instantânea busca pelos saites de busca por aí.
Ele encerrará a carreira no Clube do Povo, e fará render por mais tempo seu gigantesco sucesso futebolístico. Certíssimo ele.
Seu agradecimento declarado ao tampão é sincero; após a terceira gravíssima contusão, era muito provável que ou encostasse em algum clube europeu, ou encerrasse a carreira. O urubu não estava lhe dando oportunidade concreta, e o tampão fez uma jogada que deu certo.
Mas sua questão, além de continuar sua carreira com visibilidade, é sobretudo financeira. Pois ele alavancará o próximo passo, que é ser empresário, no próprio Corinthians. Ronaldinho é frio e calculista quando a questão é futebol e sua carreira. Vencedor, tem tudo para conquistar muita coisa ainda. Junto com o Corinthians, naturalmente.
Para moer o cotovelo da anticorintianada de merda.
Aliás, a abutraiada ressentida sai com essa, acusando o golpe, no painel de puteiro:
"Extintor. Gente ligada à diretoria do Corinthians afirma que basta o time ameaçar entrar em crise que Ronaldo é acionado para dar entrevistas e desviar o foco do time. Foi o que ocorreu ontem"
É mesmo, bando de filho da puta?
Pois é, pauta que funciona (e funciona pra caralho) contra a carniceria é coisa que funciona para defender o CORINTHIANS. Então, a abutraiada de puteiro, calhorda, tem que chorar em público, como madame mimada. Chupa, abutraiada!

Lembrar disso e disso se faz importante agora.

O tampão e a tevê
Esperava isso para cornetar o que disse o presidente da confederação nacional (há alguns posts sinalizava). Esperava justamente a posição da atual diretoria do Clube mais importante do país.
Que é a posição que definirá tudo, no fim das contas.
Abaixo temos a principal notinha do painel de puteiro de hoje, onde estão expressas as idéias mirabolantes às quais o tampão já sinaliza aderência. São elas, por exemplo, jogos às segundas-feiras e domingo de manhã, por exemplo, sob a batuta da enganação do bizinisse.

Bom para todos
O presidente do Corinthians, Andres Sanchez, afirma que defenderá no Clube dos 13 a realização de só um jogo às 22h durante a semana, para a TV, e o restante da rodada mais cedo, às 19h ou 20h. Na avaliação do corintiano, essa fórmula contentaria tanto a CBF, que quer alterar o horário dos confrontos, e os clubes, que passariam a ter público maior nas partidas, como a Globo. Além disso, o dirigente sugere jogos aos domingos pela manhã ou mesmo às segundas-feiras, para a transmissão do Brasileiro no exterior
.
"Patronalmente", colocam na boca do tampão que tais propostas "agradaria" a todos. E os estádios ficariam "mais cheios". Balela. A copa que arrasará o Futebol de verdade e transformará o Esporte do Povo naquela coisa aristocrática e elitista está para chegar. Os ingressos já estão caros - "por necessidade", segundo esses carniceiros. É tudo balela! E a opinião pública "média", "comum", cai nessa como se o argumento do "conforto" fosse factível.
É a tal mentira do futebol moderno, do bizinisse que arrasará o próprio Futebol em pouco tempo.
Futebol é isso.

Pra finalizar por hoje...
Estamos aguardando a lista de dispensas há, pelo menos, três meses. Ou mais.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Oitavo Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"

O Time do Povo

(Publicado no blogue da Yule, e revisado pelo Porta-Voz)

Por Filipe Martins Gonçalves

Nestes capítulos que estão publicados aqui (I, II, III, IV, V, VI e VII), esboçamos um resgate do que foi o Corinthians em sua infância, quando era ainda o Clube de Várzea que nascera predestinado a devolver ao Povo o Futebol.
No segundo capítulo, temos uma espécie de bússola, que sempre será retomada como agora. A História, ao menos em campo - e um pouco fora de campo, também - tem de ser amarrada com o laço forte que são os Capitães e Presidentes que passaram pelo Corinthians nestes primeiros cinco anos.

É natural, então, que principiemos a discorrer sobre o primeiro Presidente Miguel Bataglia, operário que havia se tornado alfaiate com seu próprio esforço e mantinha sua alfaiataria naquele Bom Retiro. Miguel era amigo de Alexandre Magnani, o cocheiro, que era amigo de Antonio Pereira, o pintor de paredes que trabalhava no escritório de Ramos de Azevedo. Além de todo o esforço da rapaziada na construção obstinada do Clube do Povo, nada aconteceria de fato se estas três figuras não fizessem tudo acontecer, de certa maneira.

E foi sob o teto da barbearia do irmão de Miguel, Salvador Bataglia, onde o Clube que teve como primeira sede o céu estrelado iluminado pelo rastro do Cometa nasceu definitivamente.
Mas Miguel entregou a Alexandre o comando do Clube, com menos de dois meses de vida. E é Alexandre quem leva adiante a empreitada como se fosse sua própria vida.

O Corinthians, durante muito tempo, foi um Clube sem placa na porta. "Clubinho", diziam os detratores do Povo - e ainda dizem coisas semelhantes, imaginando que o Gigante que cresceu por conta própria, no apoio de seu Povo, possa ser "diminuído". Mas é um Timão em campo, desde os primeiros quadros.

O primeiro Capitão do primeiro quadro do Timão foi Rafael Perrone. Um dos cinco operários que idealizaram e fizeram acontecer o Corinthians, com o trabalho incessante dia após dia, como formigas, para que o Clube do Povo acontecesse como aconteceu.

Perrone era Capitão no tempo em que ser Capitão significava muito; ele escalava, convocava, distribuía as camisas, encaminhava os uniformes para a lavadeira (falávamos dessa importantíssima figura anteriormente) e, sobretudo, tinha que ter trânsito na diretoria e no quadro associativo. Ainda mais no Corinthians, onde a Torcida sempre exigiu ser escalada.

Nos anos de 1910 e 1911, Perrone transformou o Corinthians no Galo Brigador das Várzeas. Fez excursões pelo interior e moldou o Espírito e a Mística Corinthiana dos primeiríssimos tempos.

Naquela época a figura do Capitão era um pouco mais do que a figura do técnico atual, mesmo que um Capitão como Perrone não detivesse participação financeira em passe de jogadores que ele mesmo escalava e insistia em escalar, primeiro por não existir nada disso ainda, e depois que a Torcida não deixaria uma presepada dessa acontecer de jeito nenhum.
O Capitão era querido pela Torcida e representava a Torcida diante de seus Guerreiros em Campo. E, sobretudo, ele mesmo jogava. Perrone era zagueiro direito e ajudou a alimentar a Raça Corinthiana nos primórdios.

Casemiro Gonzales, já então considerado uma liderança inquestionável, substituiu Perrone no comando do primeiro quadro, em 1912. Foi ele quem estruturou o Corinthians que conquistou sua posição de direito no Futebol oficial, quando ganhou o Diploma de time Varzeano que quebrou o tabu.

Foi ele o Capitão do Timão que devolveu o Futebol ao Povo. E quando tudo parecia ir por água abaixo, no campeonato de 1913, é dele a iniciativa de colocar aquela molecada do segundo quadro, o Neco e o Amílcar, para jogar. Decisão mais que acertada, como dizíamos, e o Coringão ficou alguns anos sem saber o que era derrota.

No ano da rasteira, 1915, é Amílcar quem segura a bronca e mantém o pessoal unido ao Corinthians, além de manter invicto o Timão.
É ele também quem suporta acesa a chama desse Amor eterno, para ser Campeão Invicto no ano seguinte, completando o primeiro Tri-Campeonato, não de fato mas de direito, como foi contado nos capítulos anteriores. Amílcar seguiria como Capitão até 1920, quando passou o posto a Guido Giacomelli, que posteriormente também seria Presidente e sobre quem ainda nos fartaremos de falar por estas linhas nos próximos capítulos.

No segundo quadro esteve como Capitão Anselmo Correa, goleiro, outro dos Cinco Primeiros. E o "causo" que nos enveredaremos aqui neste capítulo diz respeito a esse Corinthiano ilustre.

Anselmo Correia foi um dos jovens a ter a idéia da Fundação do Clube do Povo. Quando o Clube aconteceu, agregando o Povo no entorno e para além, todos os pontos de vista passaram a coincidir em um só objetivo: o Bem do Corinthians, ainda que ninguém concordasse com ninguém.

Ah, quem não tem muito amor e bom humor, que vá torcer para outro clube.
Quem não quer investir a própria Vida, e colocar seu corpo e sua alma sob a Bandeira Gloriosa do Povo, que nem chegue cá.

O comportamento, portanto, era único: se nem todos podiam participar das reuniões e assembléias, nenhum faltava à convocação dos Capitães e todos faziam das tripas coração para dar sua contribuição em mão-de-obra ou em dinheiro.

"O Jogador do Corinthians não joga para um simples time. O Jogador Corinthiano joga pela Honra do Corinthians!", foi uma frase dita e que ficou famosa nesta época. E isso sempre se aplicou a todo Corinthiano.
Mas Anselmo, em uma reunião em 21 de maio de 1913, perdia a paciência.
Reputava como gravíssimo o assunto o qual dava sua queixa. Tratava-se de uma verdadeira ofensa pessoal. Ele havia perdido o lugar no gol do segundo quadro!
Justo ele, que havia tomado sereno organizando o Clube sob a Luz do Cometa e dos lampiões do Bom Retiro, que fora um dos Capitães nos primeiros treinos da vida do Clube do Povo, ali no Campo do Lenheiro. Que ele próprio havia ajudado, e muito, a transformar em cancha para o Futebol! Ele que participara de todos os rateios até então, que estava com todos os recibos religiosamente em dia, justo com ele haviam feito tamanha... sacanagem!

Anselmo pedira a palavra naquela Histórica Reunião da Diretoria, e soltou a bomba.
"Peço demissão¹ do Corinthians!"
O brilho furtivo de uma lágrima de teimosia fugia no bico dos olhos. Na sala, o silêncio só era quebrado pelo bater das asas da mariposa peluda.
A reunião estava no fim, a declaração foi uma surpresa, inesperada. De calça curta, portanto, se viu Alexandre Magnani, o Presidente.
Ora, Anselmo não era sócio comum; era um Benemérito, um Fundador, um dos Cinco Primeiros!
Magnani, o cocheiro de tílburi, amigo de Bataglia que com ele trançara os pauzinhos para que o Clube do Povo transcendesse o simples sonho de verão e que havia sido recentemente re-eleito, tinha que contornar a questão.
Anselmo era esquentado, Alexandre sabia disso. Não engoliria aquela de ser afastado do gol.
Mas sabia também que o afastamento tinha razão de ser e que, do outro lado, os que o afastaram estariam dizendo que o Corinthians não acabaria por causa daquele "goleirinho"...
E durante aquele burburinho de surpresa, disse Magnani:
"Demissão de Sócio Benemérito, de Fundador, não pode ser tratada assim sem mais nem menos, em reunião de diretoria. É assunto grande demais. É assunto para Assembléia Geral decidir".

Na Assembléia Geral de 11 de julho de 1913 foi que a questão voltava à tona. Os associados Luiz Fabi e Francisco Police cutucavam a ferida.
"Como é que havia ficado a situação do demissionário?"
O Presidente tornava a dizer que não cabia à Diretoria do Clube conceder demissão a um Sócio Benemérito, e que talvez por grande parte dos presentes àquela reunião já terem saído da sala, não tivessem ouvido. Os dois retrucam, dizem que a demissão havia sido concedida. O Presidente discorda, afinal dois meses se passaram, e Anselmo ainda freqüentava a sede do Clube todos os dias...

"Vamos fazer o seguinte", sugeriu Magnani, com o tato de um diplomata que a experiência da vida lhe ensinara, "nosso caro associado Anselmo está presente e vamos dar a palavra a ele. E ele decide se mantém o pedido de demissão..."

Anselmo Correia respirou fundo antes de começar a falar. Ainda estava magoado com aquela dura injustiça. Quantas bolas não fora buscar no ângulo?, quantas vezes não esfolara o joelho, o cotovelo, a mão, a cara, naquelas piçarras do campo?, quanto suor não oferecera ao Corinthians? Sim, ele estava amargurado.
Mesmo assim disse:
"Retiro meu pedido de demissão! Estava exaltado, não me conformo de ter sido afastado do gol. Fui injustiçado, não mudei de idéia quanto a isso... Mas nem por isso vou abandonar o barco. Peço que desconsiderem meu pedido de demissão. Estava com a cabeça quente..."

O pedido de Anselmo Correia foi não apenas aprovado como recebido com aplausos e abraços. Magnani sorria. Sua tranqüilidade de Presidente dera resultado. E o ex-goleiro insistia, entre um abraço e outro:
"Eu só queria saber porque me tiraram do gol, pô!"

A explicação quem dá é a própra Ata, lavrada por Casimiro do Amaral, o Diretor Esportivo do Corinthians. A seguir, grafada como no original.

"Que tendo entrado, na qualidade de sócio, um goal keeper muito superior ao snr. Anselmo Corrêa, a comissão não tinha hesitado na escolha. E julga que tal decisão estava a contento de todos os jogadores do 2º team e era uma medida também justíssima, porque sócio é o snr. Anselmo e sócio é o snr. Sebastião. Pede, entretanto, aos presentes para julgar o assunto. O snr. Presidente põe em discussão a matéria. A discussão torna-se violenta porque o snr. Anselmo não quer ceder e persiste em sua reclamação. O snr. Presidente impõe silêncio. Acalmados os ânimos, põe em votação a proposta (...)"

Anselmo perdia a parada. Perdia seu lugar no gol do segundo quadro.
Não havia protecionismos. Não havia privilégios. Jogava o melhor. Assim era no Corinthians. O Capitão mandou, que seja cumprida sua ordem.
Sebastião logo passaria ao primeiro quadro e seria Campeão Invicto em 1914, em 1915 seria Campeão dos Campeões "extra-oficialmente", e novamente Campeão Invicto em 1916.
E Anselmo Correia nunca mais na vida pediu, ou até mesmo aventou a possibilidade de "sair" do Corinthians. Isso era impossível.
Continuou sendo o associado vigilante, atento, e às vezes um crítico excessivamente áspero, de trato difícil.
Mas jamais lhe faltou o profundo amor ao Clube que era a razão de sua vida.

*******
OBS: Parte do conteúdo aqui exposto é inspirado no Capítulo XXXI, "Desde as primeiras atas, um clube forjado nas lutas", da Obra "Coração Corinthiano" de Lourenço Diaféria.

¹ “Demissão” aqui é o mesmo que “desfiliação”, posto que o caráter “empregatício” do termo não poderia sequer ser cogitado.

domingo, 18 de outubro de 2009

Ressuscitando excretas

Tive um imprevisto, perto do final do primeiro tempo, de forma que não vi o gol, apenas soube dele, e não vi o segundo tempo todo. E pelo visto, ou a coisa descambou pro lado do Corinthians, do começo ridículo do jogo como um todo para o final dele, ou se melhorou, melhorou algo perto do nada. O mais provável, e verei isso logo mais, é que tenha piorado. Os amigos deixarão seus relatos.

Do que vi do primeiro tempo foi um grupo sem pretensão alguma, com alguns jogadores tentando mostrar algo próximo de sua capacidade, como Marcelo Oliveira e Balbuena, e outros jogando como vêm jogando, sem vontade nenhuma ainda que com vultuoso aumento de salário - coisa que vínhamos frisando.
Não havia outro esquema tático para tal formação, e figuras como Elias e Dentinho, a exemplo de desde sei lá quando, fizeram questão - ao que parece - de queimar o filme da Comissão Técnica.
Alguma coisa está acontecendo para estes dois agirem como dois pilantras - e quem tem que ver esse bizinisse descambar na putaria bunda-mole desses caras-de-pau somos nós, Fiel Torcida.
Se o Comandante perdeu o pulso, e ao que parece já há algum tempo, desde quando não limpou as cracas e as incinerou pois seu empresário não permitiu, então alguma atitude deve ser tomada. Ou por parte dele ou por parte da diretoria.
Que foi a primeira a dar a senha para a putaria.

Enquanto isso, ressuscitamos os mortos e damos esperanças aos combalidos derrotados do campeonato.
O Corinthians quer ser anti-mártir nesse campeonato, ressuscitando as merdas que seguem o rumo que tem seguir.
E, mais uma vez, quem banca essa aventura somos nós, Fiel Torcida. Já dissemos aqui; se fossem outros os tempos, o recado ali já teria sido dado há muito tempo. É legal concordar com o técnico, e é legal para o técnico ter a Torcida do lado dele. Mas sem Comando e sem vergonha na cara, não dá.

Sobre o jogo, o que tenho a dizer sobre o que vi foram cotoveladas e paulistinhas ao agrado do apito, empurrões sob o reconhecido migué, aquela coisa costumeira. Ah, sim, e mãos na bola. E os refugos Corinthianos fizeram a diferença para um timinho de merda.
É o que me lembro, fora o joguinho ridículo do time do Corinthians, com Jucilei e Jorge tentando fingir alguma atitude e não conseguindo; a dupla de zaga entregando; e o Felipe deixando passar a bola depois de Willian ficar na sobra e ser entortado. Justamente por ele não poder ficar na sobra.
Isso sem ver nada além do que vi. Vou ver só agora. É isso, porém, o que tenho a dizer, e que vai ficar por aqui se não houver nada mais importante a ser dito.

(Atualização; Felipe; Balbuena, Chicão, Willian e Marcelo Oliveira (Henrique); Marcelo Mattos (Jadson), Jucilei, Elias e Edno (Matias); Jorge e Dentinho.
Colocar Henrique foi falta de respeito. E ter Jadson no banco é o mesmo que não ter nada. Não vi o Matias jogar, ainda reservo palavras. Marcelo Oliveira não jogava aquém de suas capacidades, nem Marcelo Mattos; se a mudança foi técnica e tática, novamente errou. Já Edno não jogou nada mesmo, do pouco que infeliz, ou felizmente, assisti desse joguinho).

É passada a hora da cimitarra. Tem que decepar gente nesse elenco, jogar a craca fora, e isso já deveria ter sido feito.
Não o fez, perdeu o pulso e o comando. Agora, para readquirir, ou faz o que tem que fazer ou então vai vir o que alguns de nós querem, que é "mudar de técnico", o que é uma gigantesca bobagem. A manutenção das merdas (o coiso, Bill, entre vários outros menos citáveis), mesmo que não joguem, pesa e causa raiva em bunda mole sem-vergonha, mesmo que esse bunda mole tenha recebido o aumento. A frustração de não ter sido vendido ainda também pesa, e é coisa que alguns arrastam há dois meses. Passou demais do limite.
Chá de banco pra Elias e Dentinho, entre outros, se faz medida urgente. Já que a toalha foi jogada, que saiam de campo. E, se quiserem, do Clube.
Enfim, eis o subproduto dessa senha da diretoria, principalmente quando se tem um ignóbbil como esse delegado bizinizento de merda que não sabe porra nenhuma nem de bizinisse nem de Futebol. Fora com essas cracas!
ACORDA FIEL
AQUI É CORINTHIANS!!!

sábado, 17 de outubro de 2009

40.199

Eis a capacidade do Templo Sagrado do Pacaembu aprovada pelo CONTRU.
Eis, então, que partidas que exigem mais de quarenta mil lugares em um estádio poderão ser realizadas neste mais que tradicional e Corinthianíssimo estádio.
Esse fato irá significar o sucesso irrestrito do programa Fiel Torcedor, o que é muito bom para o Clube, e mais ainda; significa o pesadelo do puteiro. Agora, para que a grana entre no nosso cofre, basta que a diretoria se preocupe em fazer três ou quatro bons camarotes patrocinados. E no ano que vem, a renda a cada jogo superará - e muito - o milhão de reais costumeiros neste ano.

Agora só falta trazer o Derby para o Templo Sagrado.

Falando em Templo Sagrado, no próximo dia 28/11, a partir das 14 horas acontecerá no Bar do Museu do Futebol, o 2º Encontro de Colecionadores de Camisas do Corinthians.
Veja aqui.

E o presidente da confederação nacional de futebol ensaia bater de frente com o câncer platinado. Partidas às 19h ou 20h, como seria o óbvio e justo para quem ama o Futebol, vai ao estádio e se preocupa menos em assistir tevê que torcer pelo seu Clube. No entanto, isso ainda cheira mal. Em breve, maiores considerações.

AQUI É CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aviso aos navegantes

Este Mosqueteiro faz este blogue mais com a Alma e o Coração que com a razão. Isso fica latente nas linhas que se pode ler, gratuitamente. Como gratuitamente são feitas.

Não recebo nada além da satisfação de externar a grande Alegria de ser Corinthiano. E não quero nada além disso com este blogue.

No entanto - e infelizmente - a internet é viveiro de mau-caratismo, de uns e outros que usam a livre expressão que é permitida aqui para se fazerem de apêndice de abutre.
Foi por isso que passei a moderar os comentários. Não me refiro apenas a rivais, o que seria "normal". Estou me referindo a quem vem aqui e se apresenta como Corinthiano, mas só difama o Clube. Naturalmente, nenhum comentário é aprovado, pois aqui não é lata de lixo de alienado.

Não começou com um tal de "fernando" enchendo nosso saco quando homenageávamos La Negra e não vai parar por aí. Talvez, depois deste post, a coisa até aumente. Quanto mais o imbecil é chamado de imbecil, mais causa imbecilidade ao mundo.

Surgem comentários tão escrotos nos Capítulos dedicados à História Corinthiana - que é inigualável - que evidentemente não aprovo.
É babaca querendo "pautar" o blogue sem nem ao menos ter a decência de ler o que está escrito.
E toda a maneira desavisada que esse tal de "fernando" pensa "acusar" este Mosqueteiro é repetida, por "nomes" diferentes. Como os e-mails spams que chegam em nossas lixeiras. E são solenemente deletados.

"Aqui imaginei que poderia ter alguma coisa", diz um desavisado que não leu sequer o post onde comentou, quanto mais o blogue. Se referia a críticas à atual administração.
Para quem segue este blogue, é inútil me justificar para dizer que "criticamos". A questão, porém, é que "criticar" é uma coisa, e FAZER é outra. Tem muito pau-no-cu, babaca mesmo, que acha que disseminar palavrório anti-tampão pode "render". Não rende nada a não ser a difamação ao próprio Clube.
E isto é inaceitável.
A crítica tem de ser fundamentada, e nós na nossa linha o fazemos. Basta que você, desavisado e babaca, aprenda a ler - ou é difícil?
Comece por este aqui, por exemplo.

Chegou aqui um absurdo como "o Amor Incondicional tapa os olhos para esta dura realidade".
Ora, seu babaca; o que a abutraiada faz com o puteiro não é amor, e tapa os olhos - tanto os teus olhos quanto os olhos dos alienados confessos - para a sórdida realidade que ali impera.
O CORINTHIANS anda com as próprias pernas. O CORINTHIANS tem quem o AME, diferente de um puteiro repleto de oportunistas e "clientes consumidores".
CORINTHIANS não é e nunca foi lugar para consumidores.
O que sempre sustentou o CORINTHIANS foi o AMOR INCONDICIONAL DO CORINTHIANO, como se pode ver na História que contamos aqui.

Aprenda, desavisado. Aprenda. Leia.
E páre de ecoar o abutrismo dos juquinhas.

A verdadeira tristeza vai além da situação à qual o "bizinisse" inútil e sem alma nos coloca.
A tristeza é ver que tem tanto desavisado babaca que compra o estrume que os juquinhas despejam em suas cabecinhas de latrina.
E se você, desavisado, chegou até esta linha tendo lido tudo, parabéns! Só falta mudar a atitude em relação ao CORINTHIANS. E não venha arrotar que estamos cá a querer "ensinar" como ser Corinthiano, que esse argumento é tão válido quanto as falsas ironias do juquinha-mor.

No mais, reitero o que o Japonês já disse aqui.
Dizíamos em outro post, acho que com relação ao Cartão do Torcedor (ganha um desenho deste Mosqueteiro - garanto, Corinthiano nenhum botará defeito no desenho - quem achar o post a que me refiro e linkar aqui nos comentários), que essa gentalha é a mesma que está dissecada neste "Aviso". Além do que, se o boca-de-latrina do quifuro está dizendo o que diz, vale justamente o contrário.

E em breve, prometo que voltaremos a falar de CORINTHIANS. Acho que é por causa da chuva que este Mosqueteiro acordou um tanto, como direi?, amargo.

Leiam o post abaixo.

Modus operandi da burrice abutre

Este post sai um pouco da proposta do blogue. Na verdade quero externar aqui meu pesar pela mentalidade tacanha à qual o Brasil imergiu naquilo que a abutraiada considera como sendo "rivalidade sadia".

Este blogue abomina qualquer tentativa de justificação deste conceito errado e perverso. Não há rivalidade "sadia". Por isso o que disseram sobre a Seleção Argentina por tempos a fio, apenas porque um dos maiores jogadores da História do Futebol se tornou técnico, é de um descalabro irritante e sem nexo. Maradona é ídolo. Compará-lo a Pelé é insano.

Dito isso, justifico; Pelé foi um atleta perfeito nunca antes visto no futebol. Não bastasse, foi um jogador completo (usava o pé esquerdo tão bem quanto o direito, matava a bola no peito perfeitamente, cabeceava perfeitamente, corria perfeitamente, se posicionava perfeitamente, e batia perfeitamente. Sobretudo, apanhava e sabia apanhar, tudo isso com perfeição inigualável). Dizer que foi o maior jogador do mundo de todos os tempos é cuspir na chuva - como a que cai neste momento. E é aí que mora a perversidade da coisa; depois dele é covardia imaginar um outro igual, tanto quanto é inútil imaginar que possa haver, ou mais, é impossível que haja.

A abutraiada sempre tentou criar um "novo Pelézinho". Jogadores surgiram e foram esquecidos sob esta perversão. Note: foram esquecidos, perversamente, pois ninguém pode "condizer" com o título de "novo Pelézinho". Alguns (muitos) ainda serão esquecidos. Pois maior que Pelé, em termos de perfeição atlética e boleira, não houve, não há e nem haverá. Isso deveria ficar claro para todos, mas a indecência da abutraiada não permite que a consciência seja pesada, nem medida.

Maradona não é, não foi e nem nunca será "perfeito". Nem a kakinha é, com toda a abutraiada milanesa "batizando-o" de "senhor perfeito", o que é ilustração disto que estamos dizendo aqui. Futebol de verdade não é para "perfeitos". É para GUERREIROS.
E isto Maradona foi, e é - e provavelmente sempre será. Esta qualidade, que deve ser prezada por todos os que amam a Deusa Bola, é a qualidade que conta em campo. O resto é mera punhetinha de quem acha que controla a bola.

Enfim, quem fala mal da Argentina por causa de Maradona é filhote da abutraiada, aquela mesma corja que esconde a podridão histórica do puteiro, por exemplo, e enche de purpurina aquela escória.
Argentina, entendam, é rival. E Guerra, sem rival, é mera recreação. E recreação é tudo o que um Guerreiro de verdade não pode querer.
Por isso, deixo aqui o meu
PARABÉNS, MARADONA!

Copa do Mundo sem Argentina, para nós Brasileiros, é como um Paulistão sem a porcada, para nós Corinthianos - algo impossível, inimaginável, sem nexo, descaracterizado. E aqui também deixo um "pau nos teus cus, juquinhas", pois se faz tão necessário quanto o parabéns ao Maradona.

No mais, o despeito da manchetinha do "jornal" (sic) "diário de s.paulo" (ou seria apenas "diário bambi"?) é de uma sordidez abutre sem limite. Se o vício é algo a ser ridicularizado em público, porque não fazem o mesmo com aquele ator da emiçôra câncer? Ah, no dos outros é refresco, né, abutraiada hipócrita de merda...
Me refiro à manchete "Maradona estica a carreira", que "brinca" (como a puta-anã faz, e se brincam com ela, ela se melindra toda...) com o fato dele continuar na Seleção de seu país após a vitória de ontem (aliás, o Uruguai cada vez mais se torna um timinho covarde, e deixou o tabu de mais de três décadas sem perder para seu segundo maior rival Sul-Americano em seus domínios acabar), mas também "brinca" com o vício assumido, conhecido, alardeado publicamente de maneira carnicenta. Garrincha foi um Guerreiro. Alcoólatra confesso. E tantos outros são cocainômanos, cannabistas, e otras cositas, que nem vale a pena entrarmos no mérito.
Vale a pena, sim, acusar a escrotidão dessa abutraiada de merda - daqui e de alhures.

Enquanto isso o povo sul-matogrossensse foi obrigado a ver duas traves e nenhuma rede, pagando o olho da cara e fazendo rara festa para a Seleção deste nosso país. Ou seja, fez a festa mas não teve nada em troca, pois nossos pseudos-guerreiros são isso que se vê. Com a bolinha que jogou ontem, ainda que "descansando da classificação prévia" e podendo e DEVENDO melhorar muito para uma Copa, não chegaremos longe, a exemplo de 2006. Eu não confio na kakinha, por mais "refinada" que seja sua técnica.

E ninguém fala nada do bambizinho mau-caráter aprendiz de borboleta que enfiou o cotovelo na cara do venezuelano e foi acertadamente expulso. Ninguém o critica, nenhum "articulista" está autorizado a escrever linha sobre o assunto, ao que parece. Foi desleal, não foi disputa de bola coisa nenhuma. É coisa de cuzão que não agüenta a pressão, nem a provocação, coisa de putinha bambi sem alma. Que saiu de campo cumprimentando os companheiros, como se achasse "muito injusto" o vermelho que tomou na fuça.
Encontra eco por aqui, em pseudos-torcedores sem alma do puteiro (e além desta corja), que dizem que "não foi pra cartão". Repetem o que a abutraiada faz com o Maradona, por exemplo; o "movimento" é o mesmo, com a mesma direção.
É o modus operandi do mau-caratismo bambi e abutre - o que é a mesma merda. Ah, que é isso? Elas estão descontroladas!

Mais tarde falaremos de CORINTHIANS.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Sétimo Capítulo

“Per Aspera Ad Astra”

Publicado no blogue da Yule

Capítulo VII – O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves
Revisão de Claudio Yida Jr.

No Capítulo passado, ficou a aresta de mostrarmos como foi que o Corinthians mudou os paradigmas do que se entendia por time de Futebol. Retomo, pois as palavras empregadas ali:

"Importantíssimo, mesmo, é frisar que os jogadores da Várzea costumavam jogar por um time de manhã e por outro à tarde, sem qualquer problema, sem qualquer implicância de ninguém.
Foi o Corinthians, portanto, ao alcançar o Futebol "oficial", que restringiu a atuação desses jogadores. E em um movimento natural, criou o amor à camisa. Mas isto ficará para o próximo capítulo, posto que temos como provar com fatos tudo isto que estamos a dizer".

Irão dizer que nos outros clubes da época também jogava gente com forte ligação a determinada camisa, mas não é a esse nível que chegamos aqui. É inegável a dedicação, o respeito, o amor às camisas, tanto no futebol oficial quanto nas Várzeas.
No Corinthians é que foi diferente. Muito diferente. E é "só" a isto que dedicaremos este texto.
Os cinco primeiros anos de vida do Corinthians Paulista são cruciais para a formação da Mística Corinthiana, e o ano de 1915 é chave para se compreender o que é isso.

O Corinthians conquistou pela primeira vez uma taça em seu segundo Campeonato, de forma invicta, em 1914, como víamos. Mas na verdade, o Corinthians queria disputar com os "bem-nascidos" e ganhar. Quem se aventurar pelo que já foi dito nesta Saga verá que estes "bem-nascidos" estavam é fugindo dos clubes populares, menos por motivos classistas que pelo medo de tomarem surra em campo.
Corinthians e Paulistano, por exemplo, ajustavam seus times fazendo jogos-treino, sendo o primeiro de que se tem notícia em 1913. Eles sabiam do espaço que já deveria ter sido dado a esses clubes, principalmente ao seu maior representante e dissimulavam usando o poder político que tinham.
O Corinthians contava com a influência deste clube citado para a mais ousada empreitada. Na Associação, estavam os times contra os quais o Corinthians queria a disputa. E seus representantes sinalizaram uma vaga ao Corinthians, pois o Campeão Invicto da Liga agregaria valores não apenas ao Futebol, mas à bilheteria também.

No quadro associativo, houve muita discussão: alguns achavam que seria ousadia demais, outros sabiam que esse teria de ser o caminho. Então, o Corinthians decide aceitar e, antes de firmar com a Associação, se desvincula da Liga.
Achou que seu Diploma, prova do esforço valoroso, valente e real, pudesse ter feito a casta pôr as mãos na consciência.
Ocorre que a credencial do ótimo futebol não bastava. Ao contrário, os clubes da 'elite' não queriam ver seu poderio rivalizado com o desse... Povo.
Por isso impuseram as armadilhas típicas, e o Corinthians Paulista sempre tirou isso de letra. Como sempre, fazendo das tripas coração.

Pois o que de fato queria a Associação era relegar ao Corinthians uma série de amistosos ao longo do ano, "representando" a Associação. E não se poderia mais voltar atrás, o desligamento com a Liga era algo consumado, sacramentado.
Foi dos golpes mais duros na jovem vida daquele Clube modesto, com a cara e a coragem, que "não iria sobreviver mais que um inverno"...

Nesse contexto, vale a lembrança: o Corinthians é o único dos grandes clubes deste país a ter o Galo de Briga da Várzea, que nada tem a ver com outros galos por aí. Havia se despedido da Várzea, seu Berço Histórico, com um Diploma que concedeu o direito de participar do Futebol "oficial". Mas teimavam em alijá-lo da disputa.
E o Corinthians, é claro, teimava ainda mais em lutar.

Assim, se o Corinthians existe e é esta gigantesca árvore cuja raiz é o Povo, é porque aquela jovem árvore resistiu ao temporal. Sua raiz não a deixou cair e nada é mais forte que a raiz do Corinthians!
Era para o Corinthians ter acabado e, para não acabar, teve de acontecer a criação do paradigma do Manto Sagrado. Nenhuma Camisa tem essa história.

O Corinthians não acabou, e isso aconteceu por causa do amor dos Guerreiros Corinthiano.

O Corinthians joga então os amistosos, e joga com seu Timão campeão invicto.
E mesmo com seus jogadores aceitando ser emprestados para alguns clubes¹ para que disputassem também o campeonato oficial, os Corinthianos deixaram claro que estavam apenas sendo emprestados.

Note, portanto, aquilo que foi dito no capítulo anterior. Neco, neste ano, disputou partidas pelo Botafogo, pelo Mackenzie e pelo Corinthians, um fôlego que hoje em dia não se vê. Talvez pelo Futebol atual seria muito mais desperdício de energia que antigamente, e pela ótica daquela época é inútil imaginar um jogador aplicado nos moldes de hoje. Mas isso é outro papo.

Retirado por motivos obscuros da disputa oficial, o Corinthians viu seus Guerreiros não o abandonarem, tanto os de dentro de campo quanto os de fora.
Durante essa série de amistosos com os clubes da Associação (inclusive a seleção da Associação), o Corinthians, jogando com seu time Campeão Invicto da Liga em 1914, venceu todas as disputas, exceto com o Paulistano, com o qual empatou em 1 a 1.
Depois que Neco e Amílcar chegaram ao primeiro quadro, no segundo turno do Campeonato de 1913, o Corinthians não perdeu mais.
Enquanto isso, a A.A.Palmeiras foi a campeã da Associação de forma invicta. Só perdeu de 3 a 1 para o Corinthians...

Os jogadores voltaram para o Corinthians para a disputa do ano seguinte², com duas pontuais exceções. Não é exagero dizer que tal fato não se daria em um clube comum nenhum.
Nasceu nesse ano, depois de tudo o que os Corinthianos passaram, um modo de proceder com o Manto que segue com o Corinthians como parte integrante da alma Corinthiana. Jogar pelo Corinthians passa a ser mais algo mais, muito mais, que jogar por Amor.
E isso tudo é muito importante frisar, para entendermos o que virá repetidamente e recorrentemente a acontecer, não só à História do Corinthians, mas à História do Futebol.

Na pré-temporada de 1916, aconteceu a disputa da Taça Beneficência Espanhola. Os organizadores planejaram uma peleja entre o Campeão da Liga, o Germânia (que em 1914 abandonara a disputa) e o Corinthians.
Resultado? 4 a 1 para o Coringão.
E quiseram que o Corinthians enfrentasse a A.A.Palmeiras, campeã da Liga. E o Corinthians faz 3 a 0.
O Corinthians era o Campeão dos Campeões, sem contestação.

Cabe reproduzir o texto de Thomaz Mazzoni³;
"O Corinthians demonstrou, pois, que poderia ter sido Campeão de 1915 se tivesse disputado o campeonato. Mas a grande demonstração de valor do Corinthians não foi essa de vencer os adversários "apenas" e sim aquele amor de seus jogadores pela camisa e pelo nome do Clube. Aliás, era espírito dos clubes varzeanos da época. Os jogadores amavam seus clubes como às suas próprias Famílias! E o Corinthians foi o primeiro clube tipicamente varzeano a se tornar do futebol oficial (...) Pois bem, finda a temporada de 1915, o Corinthians desiludido com a APEA e não tendo certeza de disputar o campeonato de 1916, resolveu voltar para a Liga Paulista, onde foi outra vez campeão invicto"

O Campeonato da Liga em 1916 era muito mais difícil.
Já estava presente o número de quatorze times, entre os quais o Ruggerone, o União da Lapa, times da Várzea velhos conhecidos do Corinthians Paulista, além do Americano e do Internacional, e do próprio Germânia.
E mais uma vez o Coringão, com seus Fiéis Guerreiros, levavam a Taça outra vez de forma invicta, inconteste.
É um Tri-Campeonato invicto, meteórico, fulminante, Revolucionário no Futebol.
Com apenas seis anos de vida, aquele que sempre esteve fadado a acabar, a tomar rasteiras e se levantar mais forte, tinha chegado à Glória de quebrar o tabu.

Os "oficiais" já deveriam ter entendido o que estava acontecendo: o futebol sofrera a maior de suas revoluções.
O Povo já o dominava por completo.

E a História continua...

*******

¹ Amícar, Fúlvio, Aparício e Perez vão jogar no Ypiranga; Neco, Casimiro Gonzáles, César e Bianco, jogam no Mackenzie, e Police vai jogar no Scottish Wanderers

² Bianco, porém, foi para o Palestra; Perez ficou no Ypiranga.

³ No livro “Corinthians, suas histórias, suas glórias”, publicado pelo próprio Clube no final da década de 1960, herança de família deste que vos escreve.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia mais que Histórico

São Jorge sabe o que faz.

Este mote está, ou deveria estar, na cabeça de todo Corinthiano.

E foi justo um Palestrino que ele escolheu para narrar de forma inenarrável o maior acontecimento do território brasileiro. Seu Osmar Santos, amigo de meu Mestre, meu Pai Gordão.

Ele narrou como ninguém O GOL que TODO MOLEQUE fingiu, um dia, que fazia, que refazia...
Chutando a bola na garagem do vizinho, na porta de casa, na parede da sala, do quintal, na quadra da escola, debaixo das traves de bambu na praia...

Todo dia 13 de outubro, desde então, é assim.

Lágrimas nos olhos.
Sangue nos olhos.
CORINTHIANS!!!

Parabéns, Tobias; Zé Maria, Moisés, Ademir e Wladimir; Russo, Luciano, Basílio e Vaguinho; Geraldão e Romeu. E Osvaldo Brandão!!!



“Vamos garotão capricha que o placar não é teu.
Eu faço fé nesta cabecinha, garotão Zé Maria.
Está autorizado, vai chover lá dentro da boca da botija.
Barreira com dois homens.
Correndo pro pedaço Zé Maria, confusão na boca do gol, tentou Basílio de cabeça, volta pra Vaguinho que chuta na trave, tentou Vladimir, bateu no zagueiro, entrou Basílio..

E QUE GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL...

(Que bonito é as bandeiras balançando e a torcida delirando vendo a rede balançar...)

Coringão na frente, olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação, olha a festa do Brasil!

Você enche de lágrimas os olhos deste povo, você enche de felicidade o coração desta gente!

Corinthians, o grito sufocado de um povo, o grito do fundo do coração de um torcedor, depois de 20 anos a Fiel está explodindo, 22, 23 numa centena de anos, na cabeça do povo, tumultuando o meu povo, o Corinthians vira a explosão, vira o maior espetáculo no território brasileiro, você acima de tudo é a alma deste povo, Corinthians você freia o funcionamento normal da razão, só deixamos fluir a emoção, a gente vai se envolvendo... vendo... volvendo... envolvendo, quando vê está envolvido, Corinthians!

Hoje a cidade é do povo, tem que ter festa alvinegra, hoje é o verdadeiro dia do povo, festa do povo, Basílio no pedaço, Basílio, 37 do segundo tempo, doce mistério na vida este Corinthians, inexplicável Corinthians, que vai buscar alegria no fundo da alma do povo
(...)"

*******

“A mão que pôs, na encruzilhada, a vela
A mão que na bandeira pôs a vida
A mão que sem mais essa nem aquela,
No ingresso deu o prato de comida

A mão que se crispou em agonia
A mão que no incentivo se agitou
A mão que deu na cara da ironia
A mão que desaforo não levou.

É a mesma que amanhã no trem lotado
Vai mostrar no jornal, escancarado, na manchete:

CORINTHIANS CAMPEÃO

E ninguém vai chorar do mau salário, da condução
Nas ruas, o operário vai refazer os gols do Geraldão”

(do Coração Corinthiano, mais apaixonado que qualquer coração)

AQUI É CORINTHIANS!!!

sábado, 10 de outubro de 2009

Ah, jogaram bola...

Quando querem jogar bola, como foi no primeiro tempo, os caras deixam a bunda-molice de lado e jogam bola - simples, não?
O adversário não era pior que os adversários da tão propalada (pela abutraiada) série negativa de cinco jogos sem vencer. O adversário também não era melhor que nenhum desses outros, e nem assim a vitória deixou de ser significativa.
Tivesse vindo há algumas rodadas atrás, ainda poderíamos esperar alguma coisa nesse campeonato. Não veio tarde - matematicamente ainda é possível - mas está quase impossível chegar. Este Mosqueteiro guarda Fé, pois é so o que nos resta; ainda que tenham jogado a toalha, a partir da diretoria, passando pela Comissão Técnica e pela permissividade da bundamolescência. À Torcida, porém, nunca será permitida tal atitude.

AQUI É CORINTHIANS!!!

Até porque alguns ainda rendem menos do que podem e devem, como é o caso de Dente e Elias. A dupla de zaga titular é quase imbatível. Felipe hoje não falhou, pelo contrário, só salvou. Marcelo Oliveira, como defensor, é lastimável (não tinha outro termo a ser empregado), mas como peça de ofensividade é algo próximo do útil. Balbuena, ao menos, entende um pouco mais de defesa. Alessandro ainda não encontrou seu futebol de novo, mas hoje não comprometeu. Marcelo Mattos sabe tocar pro lado, e só. Jucilei está se tornando peça importante a cada jogo mais. Jorge é um leão em campo, peça insubstiuível e imprescindível, um Guerreiro. O Gordo é craque quando quer e precisamos. Matias vem evoluindo, e ainda se pode esperar muito mais dele, a despeito dos corneteiros de plantão.

Felipe; Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira (Balbuena); Marcelo Mattos, Jucilei e Elias (Moradei) e Jorge; Ronaldinho e Dente (Matias)

Enfim, o primeiro tempo foi todo nosso, com diversas chances criadas e dois gols marcados. A primeira chance foi criada pelo Gordo, e Elias quase arremata pra dentro da rede.
Mas o Gordo arriscou de fora da área, de canhota, para a bola resvalar num gaymista, pingar na frente do goleiro e enganá-lo lindamente, e morrer na rede no canto direito. Um puta golaço!
Felipe ainda salvou mais uma, antes de Elias deixar Dente na ponta direita livre para desperdiçar boa chance. Felipe ainda salva a terceira, antes da bola passar pelos pés do Gordo (nessa jogada ele funcionou como o armador que nos faz falta) e chegar a Jorge, que a devolve para o Gordo já dentro da área; ele cruza para Elias arrematar, mascado mas certeiro. Golaço, pelo conjunto da obra. Eram jogados 32 minutos apenas, e o placar parecia construído.
E eis o perigo: a acomodação. O Corinthians optou por esperar o adversário, e Dente ainda desperdiça a chance de despachar o jogo antes de virar o segundo tempo...

Logo no início do segundo tempo, em jogada errada do gaymio, Marcelo Mattos vê Jorge livre, ele avança e cruza para Dente chutar mascado. Outra chance desperdiçada, infelizmente. Tivemos outras chances ainda, antes que o gol gaymista acontecesse, em jogada que a nossa defesa parecia pedir que acontecesse - puta que pariu.
Depois das substituições (Balbuena e Matias, pois Moradei entrou e só foi visto na súmula), com Matias em campo, um ânimo novo parecia surgir; ele teve sua chance, depois de belíssima jogada do Gordo, ao chutar bisonhamente da meia-lua em direção à gloriosíssima Pavilhão Nove - mas não ao gol - quando poderia ter chutado rasteiro, no canto, enfim. Ele mesmo fez bela jogada pela esquerda, mostrando que seu lugar é no ataque, e cruzou para área sem que ninguém finalizasse. E assim o Coringão, em uma tarde fria, com muito calor de sua Torcida Fiel, viu essa série negativa ser quebrada, justamente.
O Coringão voltou a jogar bola, pois a vergonha na cara voltou.

Agora, o Gordo e o Alessandro estão suspensos para o próximo domingo no Recife.
Um merdinha pensa que cagüeta alguém mas queima seu próprio filme, mesmo que a coisa tenha sido de fato armada. O problema é dele? Que suspeita pode ter a derrota insofismável desse timinho de filho da puta?
O Gordo, se não fosse pelo cartão ridículo (quem faz a falta não toma cartão, mas quem quer jogo toma; exemplo cabal desse futebolzinho moderno e suas "regras" ridículas), arrumaria outro motivo pra não jogar naquele lugar. Pretende, de fato se poupar, para não correr riscos, visto que a leoa está descabelada e virá com tudo, ainda que esteja banguelinha.

VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vamos jogar bola?

Triste é ver o Maior do Mundo vazio para um clássico interestadual. Que aliás, tem um equilíbrio impressionante no retrospecto. A torcida que compareceu - perto de oito mil testemunhas de um Futebol pífio de ambas as equipes - tentou honrar a Arquibancada. Mas o frufru vai muito mal, e o Coringão não deixou a Fiel se exaltar, também.

As Meias Pretas, ao menos, garantem o pontinho conquistado sobre o lanterninha. Futebol, porém, faltou. Não entraram em divididas, não tocaram a bola como se deve, e se não fosse Jorge, o Guerreiro, talvez a coisa tivesse desandado.

Felipe, Alessandro, Paulo André, William e Balbuena; Marcelo Mattos (Edu), Jucilei, Elias e Matias (coiso); Jorge e Dentinho (Edno)

Matias entrou para fazer o que se esperava de início, quando de sua contratação: armação. Mas ainda não entrou em campo como se espera.
Elias, que se esquivou tantas vezes da disputa apesar do vultuoso aumento que recém recebera, não se entendeu com Jucilei, que também não fez questão de se entender; tentou fazer sozinho mas errava passes bobos. Porém, do meio-campo, foi o melhor.
Jorge voltava pra buscar a bola na defesa, Alessandro tenta re-engrenar seu Futebol, Balbuena irei me abster de comentar, apesar de ter feito seu arroz-com-feijão. A dupla de zaga não comprometeu enquanto o ataque do adversário foi infrutífero, o que significa que não esteve bem. Marcelo Mattos entra no balaio de Balbuena. Os reservas também não foram bem como se esperava (com exceção óbvia do coiso, de quem já não se espera coisa alguma a não ser que deixe o Futebol).

Na falha da zaga, na bola cruzada não tirada pelo Marcelo Mattos, aos 4 minutos, Felipe engole mais um frango - do pior ataque do campeonato.
Só aos 6, depois de muito tocar bola na intemediária sem que se achasse espaço, Elias arrisca. Aos 7, quase sai a jogada entre Matias e Elias. Aos 9 Matias alça bem a bola na área, Paulo André cabeceia livre na área, mas na mão do goleiro. É pra baixo!
Marcelo Mattos congestiona o meio-campo e torna a saída de bola lenta, além de truncar o jogo com faltas bobas. Uma dessas faltas rendeu uma trave, na batida de Conca. Aos 13, Jorge nada faz, mas o canalha dá falta. Mano já alertava: com esse juiz ninguém ganha do frufru.
O frufru, aliás, esteve dopado, principalmente no começo do jogo. Antidoping neles!
O Coringão não conseguia sair jogando, não tanto pela marcação, mas pela aparente falta de ânimo e vontade de jogar bola.
Aos 23 Alessandro se entende com Jucilei, eles tabelam na ponta direita. No cruzamento de Alessandro Jorge ajeita à la Romário no futevôlei para Dentinho não perdoar - e cabecear para baixo, indefensável. Golaço!
O Coringão entra pro jogo, e aos 25 quase sai a jogada. Aos 30, Jucilei sai em disparada, mas acaba cruzando mal a partir da ponta direita. Aos 32, na cagada, Marcelo Mattos arrisca e quase acerta na forquilha.
Aos 33 o canalha do apito torna a inventar uma falta. A abutraiada da emissora câncer tenta justificar e torna a coisa toda mais ridícula ainda. Bando de sem-vegonha de puteiro. Aos 41 o Coringão chega, mas sem atingir o alvo. Aos 45, deixam o adversário chegar. E no primeiro tempo ficamos nessa.
Tem gente poupando o pé, como dizíamos. A ausência do Gordo não é o problema, não hoje. Tampouco o esquema tático.

Para o segundo tempo, o mesmo time volta jogando como no primeiro tempo. Aos 3 minutos, a lateral é nossa, mas o apito-frufru inverte. A zaga rifa a bola burramente. Felipe se redime aos 5, resolvendo a parada. Aos 9, Jorge arma, Dente ajeita, o chute sai bem mas o goleiro defende.
Coringão vinha dominando, mas sem produzir nada efetivamente. Neste meio tampo há uma falta absurda em Alessandro, quase contundem ele, e o canalha não dá. ABSURDO!
E a abutraiada de merda continua tentando justificar essa injustificável carniceria anticorintiana, esse assalto.
Só aso 17 sobra uma bola para Jucilei, que chuta pra fora. Daí o Mano inventa de tirar Matias para colocar o coiso e acaba com o jogo do Corinthians. É brincadeira?...
Dentinho já merecia ter saído pelo futebol apresentado - e hoje vejo comentarem sobre a comemoração "tímida" - para entrada de Edno. Mas Mano inventa que o único que poderia armar o jogo tem que sair pra entrar essa merda de coiso. A armação e o ataque ficam comprometidos, e sobra tudo pra defesa.
Além do que ninguém parece saber bater escanteio nesse time... Treinar, que é bom?...
Aos 26, o camisa 2 do frufru faz sua terceira falta desleal, e não é expulso como merecia. O canalha literalmente tira e guarda o cartão, mostrando a que veio.
Edu por Marcelo Mattos. Ah, beleza; agora temos três primeiros volantes em campo! E nenhum armador.
E Mano finalmente faz o que deveria ter feito: tirou Dentinhoe colocou Edno. Mas isso não fez efeito. Aos 36, o coiso NÃO ESTAVA IMPEDIDO, mais um roubo descarado; sairia na cara do gol, talvez até perdesse o gol bisonhamente, mas que foi roubo, foi. A abutraiada, novamente, se calou frente ao fato escandaloso. Ainda tomou um cartão intimidatório (de muita valia, visto que foi o terceiro e lhe rendeu uma explusão). Aos 39 o coiso faz a ÚNICA jogada dele nesta PASSAGEM pelo Corinthians (vai tarde). Mas, contra o frufru, o canalha se vê quase obrigado a marcar uma falta que não houve - justificada pela abutraiada. Aos 47, Edno sofre falta dentro da área, mas fica por isso mesmo.

Empate injusto, mas justo na medida em que o time se esforçou para apenas manter esse medíocre resultado. Contra o lanterninha. Como se o ano já tivesse acabado. As declarações do Mano são acertadas, portanto, mas suas substituições foram erradas. Até porque descer a lenha no moleque na coletiva chega a ser covardia. Bastava substituí-lo aos 16, ao invés de Matias. E depois, cobrasse no vestiário. Aliás, faltou Elias nesta conta.
No mais, fiquemos com as palavras do Porta-Voz.
E com a emplacada de nossa mais nova assessoria.

Tenham todos um ótimo chuvoso dia!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sexto Capítulo

“Per Aspera Ad Astra”

Capítulo VI – O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves
(Publicado no blogue da Yule, e revisado pelo Porta-Voz. Acompanhe a Saga aqui: primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto capítulos)

Naquele dia em que o Corinthians recebeu seu Diploma, como um garoto esforçado que cumprira todas as etapas para "colar grau" e fazer parte do Futebol "oficial", o Povo desceu a Avenida Ipiranga fazendo festa para continuar a festa no Bom Retiro noite adentro.

Foi das primeiras vezes que a cidade parou por causa do Corinthians
.

A presença de clubes populares, e tudo o que foi mencionado no capítulo anterior, fez do campeonato de 1913 algo inédito.

O Futebol era esporte de elite e a presença de clubes como o Corinthians fazia os grã-finos e a imprensa da época torcerem o nariz.

O Americano, que havia ameaçado pular fora da disputa por conta da cisão, abrindo a vaga que fora pleiteada pelo próprio Corinthians, o fazia também por torcer o nariz para esses clubes populares.

A estranha presença de um clube recém fundado, o Santos, sem que tivesse passado pelo processo de disputas que o próprio Corinthians se vira obrigado a passar, também denota os métodos de escolha dos times na época.

Isso na Liga Paulista, pois a recém fundada Associação mantinha "imaculada" (pelo menos até então) a casta dos clubes de elite, em uma disputa apartada.

Naquele campeonato jogaram Corinthians, Ypiranga, Internacional, Germânia, Americano e Santos.

Havia muita expectativa por parte dos Corinthianos. Mas o que logo se descobriu é que o Futebol "oficial" não era o Futebol Varzeano.

Por mais amadorismo que se prezasse, apesar dos bichos pagos "em dia", a coisa ali era mais séria. E no primeiro turno, de fato, a euforia logo foi contida. Os times mais experientes sapecaram goleadas nos novatos, mas ao contrário do Santos, o Corinthians não abandonou a disputa.

Ao findar o primeiro turno, as mudanças no Timão começaram a acontecer.

Foram promovidos do segundo para o primeiro quadro os dois primeiros ídolos do Clube.

Manuel Nunes e Amílcar Barbuy começaram uma nova série invicta do Corinthians Paulista, agora no Futebol "oficial".

Depois que eles entraram no time, o Corinthians não perdeu mais.

Estes jovens vinham da Associação Atlética Botafogo. Já mencionamos anteriormente, mas o Botafogo da Várzea paulistana reunia os jogadores mais aguerridos, valentes e - trocando em miúdos - brigões que a Várzea poderia ver surgir. Eram os donos da Várzea do Carmo, terreno onde outrora o Tamanduateí se espalhava, quando era época de cheia.

O delegado Franklin de Toledo Piza, cujos filhos viriam a ser Corinthianos famosos, o que alimenta a lenda a seguir, foi quem 'ajudou' o pessoal do Botafogo a integrar os quadros do Corinthians. A fim de acabar com aquele 'furdunço', se é que poderíamos ser mais explícitos.

Mas, claro, o fôlego daquela molecada não se dobrava tão facilmente.

Todos eles jogariam em dobro; pelo Corinthians e pelo Botafogo, que só veio a fechar as portas em 1918, quando estes jogadores - todos já Corinthianos - alcançaram fama o suficiente para integrarem as seleções Paulista e Brasileira.

Outro fato curioso, que alimentava a fama de desordeiro do Botafogo e a estendeu ao próprio Corinthians, é que ali naquela Várzea era onde tradicionalmente as lavadeiras lavavam e estendiam lençóis e roupas, de dia, mas sobretudo, lugar ocupado pelo Povo, à noite.

Fazia-se saraus, serenatas e, no final das ladeiras do Centro, a boemia rolava solta.

Há relatos de mendicância, prostituição e bandidagem nas noites daquele espaço tão antigo quanto a própria Vila de Piratininga, que se tornou essa cidade-monstro, metrópole de todos os Povos.

Enfim, tanto o Botafogo quanto o Corinthians representavam justamente aquela gente, maioria na sociedade, muitas vezes desvalidas e que a elite não queria ver junto de si.

Isso explica todas as restrições impostas e os apelidos maldosos empregados ao Corinthians, inclusive nos jornais da época, descaradamente preconceituosos e elitistas.

Claro que não apenas o pessoal do Botafogo integrou o Corinthians, mas também de outros clubes da Várzea. O Ruggerone (de onde sairia posteriormente vários jogadores para integrar o Palestra Italia), o Domitila, O Aliança (da Várzea do Glicério) entre outros; gente que fora convencida pelo trabalho de formiga dos operários que fundaram o Clube do Povo, dia após dia, após o expediente.

Importantíssimo, mesmo, é frisar que os jogadores da Várzea costumavam jogar por um time de manhã e por outro à tarde, sem qualquer problema, sem qualquer implicância de ninguém.

Foi o Corinthians, portanto, ao alcançar o Futebol "oficial", que restringiu a atuação desses jogadores. E em um movimento natural, criou o amor à camisa. Mas isto ficará para o próximo capítulo, posto que temos como provar com fatos tudo isto que estamos a dizer.

Feita esta digressão toda, explicativa porém não completa - e ainda voltaremos a isso tudo - devemos dizer que o campeonato de 1913 terminou para o Corinthians em um empate em 1 a 1 contra o então campeão, o Americano.

O outro campeonato, da Associação Paulista, em uma disputa entre três clubes, o Paulistano sairia campeão.

Mas o brio dos Corinthianos estava recomposto.

Amílcar e Neco principiavam a fama que faria deles os grandes jogadores das décadas de dez e vinte, nacional e internacionalmente dizendo. O Corinthians soube usar a lição imposta neste ano para, no ano seguinte, voltar muito mais forte, muito mais "em forma" para essa guerra do Futebol "oficial", pois acostumado à peleja o Coringão já estava, e muito.

Para 1914, ambos os campeonatos sofreram remodelações. A Associação recrutava o Ypiranga, um tal Scottish Wanderers e, além dos três que disputaram o campeonato de 1913, entrou o São Bento (que não é o de Sorocaba), que no fim foi o campeão em cima do Paulistano.

A Liga, por sua vez, aceitava o Minas Gerais (aquele com quem o Coringão disputou a vaga), o Hidecroft (de Jundiaí), o Campos Elíseos (da Várzea) e o Lusitano, além do Internacional e do Germânia - que abandonou esse campeonato.

O Corinthians sagrou-se campeão invicto pela primeira vez em sua História, e Neco foi o artilheiro, numa campanha impecável.

Com isso tudo e com a festa que o Povo fazia pela cidade, quem antes torcia o nariz para o fato de o Corinthians estar alcançando isso tudo pôs as barbas de molho.

E começou a imaginar o que poderia fazer para conter aquilo, visto que os próprios clubes de elite principiavam a perder o posto na nova Associação que criaram - e que tentaram "inchar" para proporcionar maior valor à disputa.

O Corinthians, como Campeão, seria sondado para participar da Associação, para onde já haviam ido clubes da Liga, a exemplo do próprio Americano, e do Ypiranga, que foram "engolidos".

E a história continua...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Lágrimas Alvinegras

O post anterior não explica coisa alguma do que nós Corinthianos estamos sentindo, agora. Este Corinthiano, ao menos. Não digo nada além do que posso dizer por mim próprio, obviamente.
Minha reflexão aqui é simples, simplória até.
Nada melhor que a própria arte, com os melhores artistas, para expressar por mim. Em uma música antiquíssima, tão antiga quanto os ancestrais.
E esta música diz muito.

Este blogue vem dizendo isso, junto aos blogues que correspondem a esta linha que levamos aqui, há tempos.
Elitizam nossa Arquibancada, excluem o Povo de nossos estádios, de nossas Festas, das comemorações; o Carnaval se torna qualquer nota.
Não à toa surgem Movimentos, para que a coisa seja posta no lugar.
E está difícil, como todos sabemos.
E não me venham os desavisados falar coisas como "ah, você espera o que? É assim, a modernidade, o capitalismo, o mercantilismo, o escambau". Não é.

Alma não se vende. Alma, uma vez conquistada - posto que não se compra, como fazem em puteiro mercantil com as suas putas sem-alma - jamais se dispersa, se perde, jamais se deixa levar.
Tanto que estamos aqui, a Resistência. A Alma Corinthianista.

Podem até perder em campo, desde que lutem - e quando voltei para minha casa neste sábado foi este sentimento que tive, e não soube explicar neste post. Agora explico.
Podem até cobrar o preço que for, mas não exclua seu Povo, Corinthians; você é seu Povo e nada além disso.

Acorda, Fiel Torcida.

AO POVO CORINTHIANO,
Reflita com esta letra, com esta música, na voz de um cigano. Esta é a Alma Corinthiana.
Com toda a licença poética que cabe aqui - óbvio que ninguém "perdeu" o Corinthians, Eterno e eternamente em nossos corações.
O Centenário já começou, e isso desde 2/12/2007.



Aunque tú me has echado en el abandono
Aunque tú mataste mis ilusiones
En vez de maldecirte con justo encono
en mis sueños te colmo,
en mis sueños te colmo de bendiciones

Sufro la inmensa pena de tu extravío
Siento el dolor profundo de tu partida
Y lloro sin que tú sepas que el llanto mío
Tiene lágrimas negras,
Tiene lágrimas negras como mi vida

Tu me quieres dejar,
yo no quiero sufrir,
contigo me voy mi santa
aunque me cueste morir


Em tradução livre;

"Ainda que tenhas me abandonado, ainda que tenhas aniquilado minhas ilusões,
Em vez de te maldizer com justo rancor, nos meus sonhos benditamente te elevo.

Sofro a pena imensa de terem te roubado de mim, sinto a dor profunda de ter partido.
E choro, sem que saibas que meu pranto tem lágrimas negras como minha vida.

Quer me deixar e eu não quero sofrer; contigo seguirei ainda que me custe a morte".

*******
En tiempo; GRACIAS POR TU VIDA, LA NEGRA!

sábado, 3 de outubro de 2009

RE-planejamento

Tem hora que é preciso cornetar. No sentido do poeta: da precisão, e não da necessidade. É preciso pois é mais que necessário, é lógico e quase matemático fazê-lo.

Por mais que se tenha um Marcelo Oliveira, se recuperando, já desgastado, e tudo o mais no banco, como é que se insiste uma partida inteira no marcinho (com minúsculas, necessariamente - agora no sentido mais preciso do termo)?
Por mais que Renato não desse conta (o primeiro gol mostra isso claramente), a meu ver Paulo André segurou a bronca (com exceção exclamativa no segundo gol, com a mão mole do goleiro, ensaiando já o frango que tomaria no terceiro, finalizando o placar) com Alessandro (em situação semelhante ao próprio Marcelo Oliveira, mas com muito mais categoria e crédito).

Mas manter marcinho em campo? Pra quê? Pra bater faltas ridículas? Tanto é lixo, que foi trocado pelo coiso inominável.
E o goleiro mostrou que não é sempre que se pode contar com ele.

Dito isso, temos de falar que o marquetim deu certo.
No meio da semana foi avisado que o Gordo jogaria, a bilheteria vendeu bem - mesmo que mais de 2800 pessoas entrassem sem pagar - mas o Gordo não jogou. Fez peso morto em campo. Está queimando filme. Quer férias?... Vai, mas devolve a grana.
Dente recebe aumento e é isso que joga?
Tudo em cima de Jorge e de Elias?
Marcelo Mattos deixa o meio-campo muito lento; ou não se entendia com ninguém, ou queria cadenciar o jogo por mero (des)capricho - até depois de tomar gol.
Edno até tentou. Muito cedo para avaliar se pesou a camisa - mas Dente pareceu estar com frescura para colaborar, também.

Matias e Jucilei entraram só pra mostrar ao técnico que são os titulares.

É passada a hora de mandar embora as cracas.

O RE-planejamento tem a ver com o que disse o próprio Gordo (joga bola, porra!); olhar pro futuro e não cometer os mesmos erros, o que implica em pensar.
Vale, por exemplo, manter o coiso e o marcinho? Não, não vale.

Porém, como disse o Gordo, "temos que sofrer agora" uma grandessíssima vírgula.
Esse "sofrer" esteve desenhado desde que voltaram de duas semanas de treino - ou baladinha? - sem que produzissem absolutamente nada.
Nem da bixarada ganharam (ainda que com o canalha do apito ajudando bastante elas, como de costume).

E continuamos sendo o Rehab dos lixos do campeonato, em pleno Pacaembu.
Fosse em outros tempos...

ACORDA FIEL!!!

No mais, nem com notinha demagogicamente "bem-educada" o puteiro vai se safar da pecha de bambi.
Está para além da boca do povo, e qualquer um já sabe disso.
No mais, não foi só o puteiro agraciado com videozinho, não. As putinhas podem ficar despreocupadas quanto a isso. Portanto, pega a nota oficial e esfrega no cu arrombado, e não encha o saco. Respeito, pra vocês, bando de putinha sem memória, não existe.
Ou já esqueceram de quem começou aprontando? Hipócritas de merda.

Ainda acho que essa atenção que chamam rende mais morte de desavisados por aí que o próprio vídeo, que é de certa forma saudável, de bom gosto - mesmo que em momento inoportuno, como dizíamos no post anterior.
Ridículo é mandar "notinha oficial" por causa de um vídeo. A bixarada, como de costume, não se emenda.

AQUI É CORINTHIANS!!!