Esses Camaradas eram a Linha de Frente de um grande movimento. No mês de Maio estavam fazendo sarau no areião do Guaré, na beira do saudável Rio Tietê. Tudo o que é de verdade pro ser humano tem que começar na água, reparem. No mês de Maio passou o Cometa, as pessoas achavam que o mundo ia acabar. Na real mesmo, o mundo reiniciou. O Som de Fundo do Universo se materializou, começou a brotar, cresceu, sem nome nem casa. Seu nome era mundo, sua casa era o mundo.
Foi pelas mãos deles. Pelos braços deles. Pelas pernas deles. Pelos pés deles.
Foi pelo Coração em uníssono, pelo pulsar e pelo respirar, pela Alma Una de Bravos Guerreiros que eles foram e são, porque vivem aqui entre nós.
Foi pela cabeça arquiteta desses senhores, uma Razão profunda e radical. E tudo o que é radical tem raíz. Essa Árvore que brotou em Maio criou raiz mais que profunda nos corações.
Passou festa Joanina, entrou julho, chegou agosto. É como quando a gente planta uma semente e brota, vem aquela folhinha enrolada que se abre pra subir, e sobe, e saem mais folhas, e quando a gente vê tá cheio de folha, taluda e alta. Em agosto já tava assim. Passou um fertilizante da pesada, que saiu fertilizando pelo mundo todo, um Embaixador do esporte bretão.
E aqui a gente pára pra refletir, essa galera gostava de um tipo de esporte que os pleibói queriam pra si. Queriam que fosse igual o que o beach tennis é hoje. Só que esse jogo é arquetípico, então é difícil domar. O tal esporte bretão já é uma configuração domada desse arquétipo, o rugby também, o pic-bandeira também, enfim. Essa galera queria mesmo é ir pras cabeça.
O Corinthian Football Club era o Globetrotter do Futebol. E encantou essa galera. E é por isso que o Som de Fundo do Universo, que já era um broto taludo nesse momento, ganhou seu nome, CORINTHIA.
Mas tudo isso pra dizer que, na mesma semana do dia Primeiro de Setembro, essa galera começou a fazer mutirão no terreno alugado em frente à Estação da Luz, onde o Lenheiro colocava os animais de tração dos bondes para pastar. E o primeiro mutirão da História Sagrada do Clube do Povo foi justamente pra aplainar aquele campinho curto cheio de buraco, onde foi a primeira casa do Eco do Universo que se materializou.
Nesta casa, o Campo do Lenheiro, muita História se passou. O Galo Brigador das Várzeas (no plural, Várzeas, porque são múltiplas) se fez invicto. Com essa credencial chutou a porta do futebol engomadinho dos pleibói e fez a pleiboizada engolir a seco que o Povo agora têm vez, e faz e acontece.
Esta é a origem da anticorintiania doentia.
O Corinthians Paulista entrou na liga, foi campeão invicto. A pleiboizada fugiu e criou outro campeonato. O Corinthians foi atrás da pleiboizada porque queria dar um sacode. Tomou rasteira, ficou alijado das disputas, esse foi o ano de 1915. Ganhou dos dois campeões das duas ligas que existiam, por isso "Campeão dos Campões". No ano seguinte, campeão invicto de novo.
Se não fosse o Corinthians, e isso os enzinhos da internétchi tem que enfiar na cachola, se não fosse o Coringão o futebol não seria o que é no Brasil. O vetor de popularização do futebol é o Corinthians, e o resto é consequência.
Daí em 1917 o passo mais ousado, construir um estádio.
Pois é. Essa galera era realmente da pesada, vocês não tão ligado.
Construir um estádio do zero. Sem verba. Só com doação e com mutirões. Em alguns meses, com os Corinthianos fazendo expediente extra na Ponte Grande, carregando tijolo, ripa, parafusando, martelando, soldando, tudo material doado pelos próprios Corinthianos, essa galera da pesadíssima construiu um estádio. Suor, sangue, braço, força, ideal.
Nosso Coringão chegou a jogar 102 jogos, com 80% de vitórias. Mas ficou pequeno, né. A cidade crescia. Década de vinte, a barãozada investindo grana nas indústrias. A Fiel Torcida só aumentava. O passo ousado, comprar uma Fazendinha. Lá longe. Lá na Rua São Jorge. Lá onde tinha uma Torre de caixa d´água, uma Biquinha d´água, um campo, a beira do rio, um charco, um areial, e mais nada.
Tudo por fazer. E mais uma vez, a galera da pesada, com uma nova geração, se uniu em mutirão e fez acontecer. A Fazendinha é a Casa do Clube do Povo de São Jorge.
Avança o tempo. Tem o Paicambu no meio de tudo isso, e que puta saudade do caraleo, perdoem meu palavreado. O Alambrado do Paicambu é a Pós Graduação de humanidades. Extinguiram ele, né? E vocês sabem por que? Porque ali o troço fervia. Ali essa galera da pesada se manifestava espiritualmente com Força.
Avança mais. Do terreno de Itaquera, onde era o CT, foi feito o Estádio. O único Estádio que um Clube paga mensalmente neste país. O único Clube que compromete sua saúde financeira com os juros de uma dívida impagável, deixada para abutres por administrações medonhas, irresponsáveis e que mamam nessa situação.
São ratos, verdadeiros porcos anticorintianos. Peguem a lista de conselheiros do CORI e vejam os nomes: todos ratos, porcos anticorintianos. Interessa a essa gente que essa dívida seja sempre impagável. A ideia de extinguir essa dívida dá calafrio nessa rataiada, porcada anticorintiana, que está dentro do Clube.
Os Gaviões lançaram hoje, 19h10, a campanha da Vaquinha, um milhão de acessos em menos de uma hora, quinhentos mil arrecadados num piscar de olhos. A rataiada porca anticorintiana está com o c* na mão. E lançam factóides como o impitima. Óbvio que é só esperar, que o processo da vaidebete tá correndo, e o augustomelo tropeça na própria baba. Mas a rataiada porca anticorintiana é burra, é estúpida, e conseguiu nessa semana "resgatar a imagem" do augustomelo, porque até os enzinho de internétchi estão vendo que essa corja porca anticorintiana não quer o bem do Corinthians, e nunca quis.
Portanto, meus caros, sejamos como essa galera da pesada. Hoje o mutirão não funciona como funcionava há cem atrás, hoje a coisa é profissional. Por isso a Vaquinha. Doe dez contos por mês, meu amigo. No final de 2025 quitaremos o Estádio. Com o estádio quitado poderemos usar a renda do Estádio para ter times bons, e times bons nos darão alegrias. E alegrias trazem Paz de espírito. E Paz de espírito é Corinthians. A doação é, na verdade, um investimento na própria saúde, que o Corinthiano faz.
E VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA
HOJE E SEMPRE
AMÉM