terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Tenebrosas transações

O rapaz acaba de tirar a camisa do rivale, chega ao Parque Sagrado ainda com a fedentina da porcada e querem que eu ache bom?
Sendo que por trás disso tudo estão abutres empresariais querendo lucrar em cima desse Manto Sagrado? Já não bastam as coisas que o Ronaldinho anda falando - OBRIGAÇÃO É OBRIGAÇÃO, não fuja nunca delas!
"Ah, mas que cara chato", diriam. Sou? Ou o que este futebol dito "moderno" faz é apenas infamia?
Enfim, o rapaz ainda nem foi apresentado à Fiel como reforço, mas a coisa já ficou engasgada, pelo menos pra mim.
Sei que ele freqüentou, pela Fiel Vila Iara, muita Arquibancada Corinthiana.
Mas o destino dele estava, errado ou não, em outro parque.
Os abutres se refestelam, em especial aqueles que ganham para manter as aparências da vitrine da corja imunda (aliás, conforme for o andamento de tudo durante o ano, quem mais pode "lucrar" é essa corja oportunista). Eles terão assunto para a próxima década. Principalmente quando forem anunciar os "empresários" envolvidos na "transação"...

Tecnicamente, porém, é um valioso reforço (muito banho de arruda, com sal grosso, alho, alecrim e guiné).
Será um temperamento explosivo a ser domado por Mano, que ainda terá que saber o que fazer com Douglas, Dentão e Dentinho, além de Elias, Alessandro, Escudero, Morais...
Será, sem dúvida, o melhor reforço até então. Mas passa muito longe de ser uma "boa contratação".
Contradição? Pode parecer agora, o tempo se encarregará de desfazer esse emaranhado que este Mosqueteiro está apontando...

Atualização das 13h: Souza está acertado também, acaba de ser anunciado.
Temos um belo Timão para 2009.
Mas não será majorando ingresso de arquibancada que essa conta será paga, tampão.
Aliás, como será?...

Mais uma infamia

Demorou mas tá aí: INFAMIA, mais uma.

O Corinthians não é apenas um clube popular. O Corinthians é o Povo.

Se vão majorar o preço de onde deveriam majorar para obterem algum lucro, majorem. O problema é de quem paga para ficar onde querem ficar.
MAS NÃO MEXAM NA ARQUIBANCADA, cambada.

ACORDA FIEL!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Começou 2009

Dentinho e Dentão, O Gordo e o Magro
Que São Jorge os proteja

Tietagem

Uma sexta-feira de muito oba-oba.
Perigoso oba-oba. Muita foto, muita tietagem por nada, aglomeração demais de quem não é sócio e não pode entrar no clube.
Se por um lado poderíamos até ver o que é o poder dessa Torcida - afinal, desceram aos vestiários, foram tietar no território sagrado do boleiro, mas também são tantos do lado de fora que deveriam estar de muitas formas do lado de dentro - devemos ver ainda o que o Doutor nos alertou, e que a mídia tirou sarro, conforme dizíamos em algum comentário de algum post logo abaixo, o Japonês e eu. Que São Jorge nos proteja.
Estamos nos embrenhando em 2009. A mídia faz e quer que façamos com que a suposta idolatria pelo Fenômeno seja a "única coisa". Mas da mesma forma com que aviltam o pensamento sempre certeiro do Doutor, esquecem que o que importa é o Corinthians. Mas fazem isso só pra fingir a eles mesmos de que não dependem do Corinthians para sobreviver. Aliás, depois de o Corinthians surgir, como dizia o mandamento do cometa, "o mundo nunca mais será o mesmo".
Ainda falta muito, porém, para que Ronaldinho pise o gramado para um jogo oficial. Não tem essa de ele "já ter provado" que é Fenômeno. Vai ter de provar competência agora. Que desavisados não caiam nesse oba-oba midíatico insólito e ridículo, assim como quando aquele preibói iraniano entrou "saudado" na Quadra. Paciência, mas cobrança. É evidente.
Mesmo que entre o elenco ele ainda seja tratado - como deve ser - como Fenômeno. A Guerra pessoal dele começa em fevereiro. Ele sabe disso. Saravá São Jorge!
Enquanto isso, e a mídia estúpida e burra faz questão de silenciar para ter assunto no começo de janeiro, o time segue tendo suas incógnitas. Prefiro ainda nem me aventurar nelas.

Chegaram Túlio, Jorge Henrique (os dois eram a força motriz do cbfr na Copa do Brasil) e provavelmente Escudero. Reforços que brigarão pela titularidade.
Aliás, nesse ano parece que não teremos muito esse negócio (tão básico) de titular...

E só uma impressão; foi o Herrera quem resolveu ir até o Corinthians e 'limpar' o armário. Nada está resolvido, mas ele "vendeu o carro". Ou seja, ele mesmo resolveu.
Para deixar tudo às claras, seria impossível comprar o passe dele, pelo valor cotado - insano, ridículo. Sim, a crise teria sido a culpada. Assim, não haveria comissão pra ninguém. O empresário queria seu milhão, Herrera queria sua porcentagem, que foi negada pelo clube argentino. Mas como eles são os donos do passe, Herrera não falou nada sobre isso.
A 'culpa', portanto, sobrou pro Corinthians, no argumento interesseiro deles.
A mídia compra a idéia, o povo engole. Como se agora a vinda do Ronaldinho fosse o 'empecilho' pra manter Herrera... O mesmo que faz o oba-oba não consegue pensar e enxergar que o empresariado quer fazer o que quiser nesse futebol "moderno".
Exigir a venda? Negar um empréstimo ao clube que o jogador se afeiçoou, mas permitir a qualquer outro clube? E a culpa é do Corinthians? Peguem esse abaixo-assinado e enfiem no bolso do Herrera, servo de seu próprio empresário.
Tempos doentios. Essa novela Herrera expressa bastante isso.

E outra coisa ainda mais sádica é a exposição constante da tal dívida do Corinthians. Dívida todos tem (alguns muito maiores dívidas que a do Corinthians) mas só a do Corinthians é dita e redita, taradamente, sanguinariamente, carniceiramente.
Claro, o Corinthians é a Referência. É o Time do Povo, e essa é a forma torta da anticorintianada de merda provar isso.

O bom é que, a cada dia que passa, dia 3 de janeiro está mais perto.
Vem aí a Copinha.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A carta e a vida

Mandei uma carta "para o papai noel", para Lelê publicar no blog, e ela publicou.
E o comentário dela suscitou pensamentos.
A arte da vida. Porque a vida sem arte não tem vida. Arte é o sopro de vida da própria vida. Uma espécie de essência do que acontece, a realidade. Vida sem arte perde o porque.
E falando nisso tudo, e trazendo a questão do jogo, devemos entrar no território da Capoeira.
A Capoeira-Mãe, o jogo de Angola.
Fucei vários vídeos no youtube, e muitos são muito bons. Existem documentários de Pastinha e tudo o mais. Mas a questão é o jogo.
A Roda é a vida, é o mundo. Nada do que acontece fora dela, enquanto ela acontece, tem qualquer importância. Tudo se volta para o mundo. O debate, embate, astúcia e sobrevivência, que ocorrem na discussão corporal presente no jogo - inclusive dando 'bronca' com a sola na cara - é a vida, e nada mais que ela.
Como o futebol.
Está tudo no espírito humano.

Angola de Angoleiro

(obs:... atrevimento, na vida, não usufrui do mesmo conceito que numa roda...)

Angola de Angoleiro Novo


Jogo Malandro


...e o Corinthians Paulista volta à ativa nesta sexta-feira, para exames físicos.

2009 COMEÇOU!!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Per Aspera Ad Astra III

O Lenheiro
"Sem dinheiro para pagar "vales" e "bichos", o Corinthians era um atrevido de marca maior. Uma Confraria de ingênuos e sonhadores", é o que nos diz Diaféria.
E ele vai além, com a ajuda de Toninho; "A rigor, qualquer "clube de operários" não podia ter outras pretensões que não fosse se divertir pelas Várzeas da cidade. Era um tabu. O Corinthians quebrou esse tabu, mas sem dúvida teve de fazer das tripas coração".
As pessoas fingem não se dar conta, desdenham por motivos banais; a popularidade do futebol foi o pano de fundo que gerou o Corinthians, mas o contrário também aconteceu, no curso da História. O Corinthians foi o clube que definiu que o futebol é, para sempre, popular. Em Piratininga, neste estado, no nosso país.
A rigor, o Corinthians demonstra o poderio do Povo, em articulação - é a "manifestação palpável do anseio popular por emancipação". O Povo é a raíz da gigantesca árvore Corinthians.
Não eram apenas onze titulares, de três times ótimos que o Corinthians já tinha logo após de definido o estatuto, e convocados os interessados a jogar, além de times infantis e juvenis, que também sempre teve.
Eram onze Corinthianos lutando pelo Corinthians. Pela sobrevivência do "Time do Povo". Alcunha que recebeu não por acaso, e justamente. Clube daqueles que não precisam provar renda para se associar. Do operário, dos colegas e vizinhos dele. Dos barbeiros, cocheiros, alfaiates, pintores, artesãos, dos estudantes dos Colégios, e do Liceu do Bom Retiro, um dos melhores bairros para se viver no mundo da época (arrisco dizer: na História dessa nossa humanidade). Eternizado por Juó Bananere...

Por expor seu poderio e demonstrar as fragilidades dos 'donos da bola', o Corinthians logo de cara sofreu preconceito. Mas o Corinthianismo propagou. Rompeu fronteiras muito rapidamente, e com apenas três anos já dava seu gigantesco salto do Lenheiro para o Velódromo, História contada aqui¹ª e aqui²ª.
Manteve o Lenheiro a duras penas. Como varzeano que era, tudo o que ganhava era usado para as Festas das Vitórias... E foram por elas que o Corinthians passou pelo seus três primeiros invernos. As Festas, não as Vitórias apenas, evidentemente.
Já havia um nome a zelar quando o Galo da Várzea tentou alcançar o futebol "oficial". Talvez isso explique a volta de todos os jogadores em 1915. Aquele que havia provado seu valor vencendo invictamente o campeonato "oficial" de 1914 havia sido alijado da disputa, por injustiça de gente mesquinha!

Tudo isso - o Anseio e a Luta - nasceu e cresceu, e tomou forma no campo do Lenheiro.
Que esteve onde hoje é o quarteirão da rua José Paulino (dos Imigrantes, na época) com as ruas Prates e Ribeiro de Lima, bem ao lado do Parque da Luz. Em um terreno suficientemente grande para um campo de boas dimensões, com a torcida toda em volta, descascando laranja, comendo jabuticaba. Chamavam o primeiro campo Corinthiano assim porque o dono era um lenheiro, o que é óbvio, mas necessário ser dito.
Um mutirão tratou de aplainar o campo de terra, porque a Várzea é terra.
Foi no Lenheiro que aquele que "fosse bom de bola e não afinasse nas divididas tinha vaga na equipe".

E na esquina onde estará sempre eternizado o Lampião à gás, na forma de um pequeno obelisco, a guardar muito silenciosamente as memórias daqueles cinco operários, que na noite de primeiro de setembro de 1910, cinco meses depois do demorado clarão do cometa, vislumbrando o time naquele terreno onde imaginavam que poderiam fazer acontecer o Timão, é onde deverá ser feita uma Festa Corinthiana no Centenário. E uma nova Placa inaugurada.

O Campo do Lenheiro passou a aglutinar o Botafogo, da Várzea do Carmo, próximo ao Mercado da Cantareira; o Tiradentes, das cercanias da Estação da Luz; e o Domitila da fronteira invisível entre aquela velha Várzea da Barra Funda e aquela parte mais distante do velho Bom Retiro. E mais alguns jogares aqui e ali.
Mas o time de onde vinham os jogadores bons mesmo, do pega-pra-capar, era o Botafogo.
A maioria dos jogadores desses times haviam aprendido futebol nos intervalos das aulas, nos Colégios da época. Neco era um menino de treze anos quando entrou para o Botafogo, seu time além de seu único Timão. Mas não devemos pensar que o Botafogo pudesse ter acabado quando os jogadores - não todos - toparam jogar no Corinthians. Eles jogariam dobrado. O Botafogo teve seu fim como todo opimo fruto da Várzea: cada um vai para seu lado.
Mas observe que até mesmo este fato, definidor e fundamental para se chegar a um excelente time de futebol, só aconteceu depois da Torcida já estar formada. A Confraria aconteceu antes do Timão.
Eram pessoas dispostas a dar a vida pelo Corinthians incondicionalmente. O time em campo apenas captou toda essa Idéia, realizou-a e chafurdou a bola no gol.

O delegado
Foi conhecendo o Corinthians antes de ser chamado Corinthians, sendo essa simples Confraria, ou seja, por conhecer muito bem esta Confraria, que o delegado Franklin de Toledo Piza colocou os valentões daquela erva daninha varzeana para trabalhar em uma árvore que nascia e crescia, e que o delegado acreditava poder ser maravilhosamente frutífera - levou os valentões para a Confraria. Sabia que a alma do Botafogo (quantos adversários não precisaram fugir da coça atravessando o Tamanduateí a nado...) precisava de um cérebro. Para que se entenda, antes do Corinthians existir formalmente. Apenas porque conhecia aquele pessoal.
Apenas pela Confraria... Que nasceu de um trabalho de formiga, depois daquele mês de maio do clarão do cometa. Os Cinco Primeiros criaram em seus corações o Corinthianismo. E lutaram por ele pelo resto da vida.
Foi esse sonho inspirador que manteve o Campo do Lenheiro na ativa. Conta-se que o grande passeio da época era o pic-nic no Parque, cópia Piratiningana do Parque dos Príncipes parisiense, e depois um futebolzinho Corinthiano ali do lado. Vem desde essa época, tão longínqua, aquela marchinha "Depois de amanhã é domingo, tomara que seja um domingo de sol/ à tarde vou ver o Corinthians ensinar essa gente jogar futebol", ou alguma coisa parecida.
Um sem-número de Taças foi conquistado na Várzea Corinthiana, que nascia e crescia entre todas as classes. Tanto geograficamente quanto no público, na Torcida.
O Corinthians já atraía multidões. O Povo, do mais pobre ao mais rico, freqüentava o Lenheiro, pra ver bom futebol. A família do delegado freqüentou o Lenheiro, assim como os Alcântara Machado freqüentaram a Ponte Grande. Mas porque gostavam de futebol de verdade, não daquele nhenhenhé do Velódromo.
Eles também ajudaram o Corinthians a quebrar esse tabu.

Os primeiros Corinthianos foram formados ali.
Num terreno "baldio", ao lado do Parque da cidade, numa Piratininga que não tem mais nem sombra.
Um terrenão, perto da Estação da Luz, perto do armazém, do Colégio, da barbearia, da alfaiataria, do centro de saúde.
O terrenão seria pago por rateio. E o quadro associativo só crescia.
Cheio de Alma, aspirações, sonhos, ilusões.
A Utopia de Antonio Pereira começou ali. O Time do Povo de Miguel Bataglia aconteceu no Campo do Lenheiro.
No muro, lá fora, algum Corinthiano escrevera "Pão, Terra e Liberdade".

Carmo de Souza

É grandiosa a influência que o Pai faz em nossas vidas.
No meu caso, graças a São Jorge, a influência é muito positiva, cheia de ótimas lembranças. Nestas influências e lembranças que nos auto-definimos, e buscamos a âncora para nossas vidas. Claro, está no símbolo que Rebolo idealizou e formalizou, em uma aula de estética e arte.
Mas está também no dia-a-dia, nas pequenas e grandiosas coisas.
Como por exemplo, nos ídolos. O meu, de criança, foi o Doutor. Depois, Giba, Neto, Viola, Zé Elias. Hoje em dia está difícil...
Mas o grande ídolo de meu Pai não foi Rivellino, e mesmo tendo sido o Grande Carbone, ou o Maestro Luizinho, o maior Ídolo dele estava em quadra, e não em campo.

E as histórias que o Gordão tinha a contar me chegaram aos ouvidos ali, no Ginásio.
Invariavelmente nos fins de semana, comendo churros, tomando sorvete, comendo cachorro-quente ou pipoca. Naqueles bancos de madeira. Hoje são de plástico...
Pouco vi de basquete ali. Um pouco na infância, correndo pra lá e pra cá. Um pouco, quase nada, na adolescência, quando foi montado aquele time em parceria com aquela empresa, e Oscar declarou-se Corinthiano. E fomos Campeões Brasileiros em 96.
Mas meu Pai teve uma vivência fantástica ali. Tanto quanto na Fazendinha e no Pacaembu. E percorreu o Sírio, o Palestra, e alguns ginásios pelo interior, acompanhando o maior e melhor time de cestobol brasileiro em todos os tempos.
Por isso cresci ouvindo histórias desse Timão de basquete.
E a figura emblemática do basquete brasileiro é essa: Carmo de Souza.

Não só ele, o Wlamir também, Amaury, Renê, Ubiratan, Peninha, Sacramento, Ortiz, Chico, Eduardo, Renê, e vários Guerreiros Alvinegros que saudaram a Fiel em quadra.
E saudaram o Brasil.

Faleceu Rosa Branca.
Meu Pai se estivesse vivo, estaria chorando.
Este post é em homenagem a Carmo de Souza, o grande ídolo do meu Mestre. Que, aliás, e modéstia a parte, foi convidado pelo Harlem GlobeTrotters, enquanto era campeoníssimo com a Camisa Alvinegra.
Foi campeão SulAmericano com este Manto, em 63, 65, 67 e 69. Campeão Brasileiro de 1963 a 1970 (Hepta). E Bi-Campeão mundial pela Seleção, que era nada mais, nada menos, que o mesmíssimo TIMÃO abaixo fotografado.
Obrigado, SÃO JORGE!!!

Amaury, Wlamir, Renê, Ubiratan e Rosa Branca

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Há 18 anos...

A emoção de menino é sempre viva. Há 18 anos o Corinthians era campeão, 'alla Corinthians'.
Do descrédito nos primeiros jogos do campeonato, até a final contra uma turminha que até então sequer existia de fato - era mera menção, ainda assim fraquíssima, atributo que conservou para agora, quando se julgam alguma coisa - ainda estão na minha cabeça. Memória não se perde, não se muda. É coisa que permanece para a Alma.
Assim como a Festa, que nem mesmo a Fiel Torcida viu igual.
Naquela noite se ouviu até o relinchar do Fiel Ginete de São Jorge lá na lua.
Salão de festas tomado pela Fiel, o Coringão se superava mais uma vez naquele campeonato.
"Alla Corinthians".
Eis o último gol, aos nove do segundo tempo:



Momento para celebrar. Dezesseis de dezembro de mil novecentos e noventa.
Uma data Corinthianíssima.
E a Festa... O que se viu foi uma reedição da noite de 77, mas em um domingo.
O Povo estava muito mais que embriagado de emoção.
E o cronista é o melhor para nos dar a imagem do que foi tudo isso.

"De madrugada, quando a cidade havia outra vez retornado ao silêncio, e a segunda-feira de trabalho apontava no horizonte um pequeno clarão nascido no oriente, ainda havia nas ruas o eco remanescente da Avenida Corinthians Paulista e algumas criaturas, embrulhadas no calor terno das bandeiras alvinegras, caminhavam em direção a suas casas. Tinham festejado até que o último boteco se cansara e baixara as portas.
Voltavam para os subúrbios. O primeiro ônibus começava a circular. O primeiro carro do metrô preparava-se para sair da gare. Chegavam os primeiros habitantes dessa hora inexata em que a noite já não é mais noite e o dia ainda não é bem dia.
Tudo havia mudado na cidade, como mudam as estrelas na abóboda celeste - sem que se perceba a olha nu. O povo estava redimido. O Corinthians acabara de conquistar o título disfarçadamente sonhado. Talvez não precisasse dele, se não o tivesse conquistado.
Afinal esse Corinthians está conquistando desde 1910, desde o Bom Retiro, desde o Lenheiro, a Ponte Grande.
Mas o Corinthians não conquista títulos para si, para alimentar sua vaidade ou para fazê-los constar nos manuais de história. O Corinthians busca os títulos para dá-los ao povo, como prova de carinho, como a imaginária corda mi do cavaquinho de Adoniran Barbosa cantando a Alma da cidade.
O Corinthians conquista seus títulos para que os estádios não apodreçam de tédio e para que as pessoas simples descubram, novamente, que a vida vale a pena".
Do Mestre Lourenço Diaféria, in "Coração Corinthiano"

É essa noite, imortalizada na Alma de quem a viveu, que é meu farol na vida.
É dela que tiro tudo o que sei, de Coração e Alma, sobre Corinthians Paulista.
É nela que penso quando penso em Festa.
Nunca se viu nada igual...
"Só quem é sabe o que é"

domingo, 14 de dezembro de 2008

É Mandioca na porcada

Quem tem Alma é capaz até de promover, com o rivale, um embate histórico para fins de desagravo.
E neste ato, como seres humanos de bem, jamais decairíamos ou descambaríamos para algo que quem não tem alma chamaria de perda de rivalidade. Porque esse infeliz não pode compreender que o que acontece é justamente o oposto.
Nossos antepassados se permitiram a algo que é, de fato, um pecado mortal.
O Jogo das Barricas, outrora usado pela corja imunda para que fosse permitida a sua escroteada existência, pois o puteiro havia falido novamente, de agora em diante será usado para marcar a posição da consciência dos que têm Alma.
É por isso que alguém que baba em vitrine jamais conseguirá entender o que é isso.
Atentem-se ao texto que apresenta o sábado que passou:

Há setenta anos nossos antepassados cometeram um terrível engano.
Uma corja oportunista utilizou a nossa rivalidade para se salvar da própria incompetência.
E assim o Jogo das Barricas foi disputado, sob a égide de uma vergonha que se voltou contra nós em muito pouco tempo.
Com a mão do poder público intervieram no
Corinthians e com os argumentos sórdidos tentaram roubar o Parque Antarctica da porcada.
A rivalidade, que havia sido usada como trampolim para a salvação desta corja, era atacada por esta mesma corja.
Não podemos reparar este erro. A História, porém, nos permite um ato de desagravo.
E é isto que faremos nesta tarde.


Quanto ao jogo, podemos dizer que o Espírito Corinthiano se fez presente todo o tempo. E que Neco esteve em campo na presença de Danilo Mandioca. O nome do jogo.
O camisa nove Alvinegro não dividiu: ganhou todas as bolas. Fez golaço. E ajeitou o Timão quando foi preciso. Eduardo, Claudio, Filipe, o goleiro vesgo e os dois pivetinhos foram sua Orquestra.
Juntos, os sete cozinhamos o porco em pedaços no caldo com feijão preto, juntamos com o arroz branco, a couve refogada e a farofa, e fizemos a porcada sentir um molho de pimenta (porque aqui não fingimos usar gás) no finalzinho.
A porcada pode até falar o que for, mas nosso Neco saiu de campo mancando, com uma laranja tendo ido parar no tornozelo. Mas Mandioca já tinha feito o diabo na porcada.
Destaque também para um Pequeno Polegar (sim, quando estamos em um jogo destes, Luizinho nunca falta!) que fez um dos gols mais bonitos, senão o mais bonito do dia. Chutou cruzado de direita no canto esquerdo, indefensável. Um lance de mestre.
O Corinthians venceu o porco por 13 a 11.

Foi muito bem inaugurado o ato de desagravo.
Nonno Giacinto, Vô Martins, Vô Custódio, Dona Ziza, e todos os antepassados de todos os presentes neste evento: É a vocês que dedicamos o ato simbólico. Porque é por vocês que temos Alma.
O puteiro está sendo desmascarado.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Marketing e gordura

Hoje o Corinthians está pelo mundo inteiro. A marca Corinthians está valorizada 1000%. Tudo porque Ronaldinho se apresentará (é ver pra crer) na sexta-feira.
A lotação na esquina da São Jorge com a Condessa Elisabeth Robiano será digna de uma semifinal de Paulistão.
Somente o Fenômeno poderia fazer isso no Corinthians. E somente o Corinthians poderia fazer isso com Ronaldinho.

Temos de tirar o chapéu para o Rosemberg, sim. Em algumas horas ele conseguiu fazer o que quase todos demorariam muito tempo pra fazer.
Fato é que o cara é um Fenômeno de marketing. Venda de camisa (cinqüenta reais por minuto na primeira tarde - cazzo! quem é consegue isso? Nem clube-empresa europeu), venda de jornais, acesso a sites, etc etc etc, e sobretudo, venda de cerveja em qualquer buteco: TUDO sofreu um abalo sísmico apenas com a idéia, ainda não consumada, de que Ronaldinho vai jogar pelo Timão em 2009.
Juntos, Corinthians e Ronaldinho provaram que Goebbels estava certíssimo. Mais que qualquer outra jogada de marketing da história da humanidade.

Sim, é a maior contratação da História do Corinthians e do Futebol Brasileiro.
Que apagou das cabeças de todos nós o Madonnão. Que deve ter deixado o marketing do inimigo, que detém o controle de uma emissora e mais quase todos os jornalistas da praça na manga, em estado de choque, literalmente com o olho piscando. Pois aquela corja depende de tudo isso que foi momentâneamente - e completamente - tomado pelo Corinthians.
Como haviam criado o Natal Fenomenal no site oficial do Corinthians, eles ali só conseguiram emplacar um 'natal gordo', na capa de seu diário 'oficial'. Tão gordo que não há mais espaço para o molequinho sem alma que só tem bajuladores oportunistas e interesseiros.
Fato é que a gordura, neste caso, temperou. A sujeira da corja só trouxe desgosto ao próprio molequinho.

O Gordo e a gordura
Sim, o estádio irá encher de gordurinha na arquibancada.
Esse é o lado perverso desse marketing, que traz divisas mas traz muito mais peso morto que divisa. Isso para nós é preocupante.
Quando estávamos no Calvário essa gordura não deu as caras. E não deveria nunca dar as caras. Devem ficar em casa e ver o Ronaldinho sentados na almofadinha do sofá, pela TV.
Uma coisa me preocupou quando vi um adversário que ele até iria ver Ronaldinho jogar.
Ainda mais quando a abutere-mater, a trolha falha, me sai com um "vamos ver se o Corinthians consegue mostrar que é tão moderno quanto os adversários".
E a gordura tem toda relação direta com essa abutraiada.
Moderno? Qual clube é "moderno"? O que vem a ser "moderno"? Ora, isso não existe pra ninguém. É Goebbels em sua forma mais perversa, suja e escrota. Mas isso é outro papo.
O Corinthians não precisa provar nada para essa abutraiada maldita, e ponto final.

Por outro lado, não é que 'não devemos pensar quanto irá nos custar, mas quanto iremos ganhar', como disse o presidente (ainda, pois as eleições que ele vai ganhar não aconteceram ainda) tampão.
Essa frase, por si só, já nos remete àquele tenebroso outubro de 2004, quando coisas desse naipe, nesse tom, nesse deslumbramento besta, foram ditas. Vimos onde dá nisso e não podemos embarcar nessa.
Temos de dar ouvidos ao que o Doutor disse. Que Ronaldinho pode ser vaiado. Mas não creio que a torcida de hoje seja aquela que ele conheceu no final dos anos setenta. Mudou muito, e esse marketing é a prova (não tão) viva.
A cobrança tem de ser ferrenha como foi sempre. Qualquer obscuridade ainda pior do que aquela que já nos acometeu.
Fiquemos atentos, mas MUITO atentos. Acordados. Vigilantes.
Dezembro ainda não terminou, e 2009 ainda nem começou.

Em campo
Dito tudo isso, pensemos então o que será Ronaldinho em campo.
Particularmente, eu acho que ele joga bola, foi o maior atacante da nossa geração, e só está em um patamar, talvez menor, talvez maior, que Romário e Edmundo. Sinceramente, não vejo mais ninguém neste patamar, na minha geração, da década de noventa em diante.
Ele não é só Fenômeno de marketing, mas enquanto o corpo permitiu, ele foi fenomenal em campo. Lembro daquele gol, quando ainda jogava nas Minas Gerais, que ele safadamente surrupiou a bola do goleiro-bobo na pequena área e fez o mais incrível gol-moleque que estes meus olhos já viram. Não há outro para colocar ao lado, nestas mesmas condições.
Ele vem para alcançar a Seleção. Sabe que tem que provar em campo, e calar a boca de muita gente. Já mostrou em 2002 que sabe como fazer isso.
O futebol da Cidade Maravilhosa (pois naquele estado é apenas ali que ele está) ficou em algum lugar do passado, e a 'vitrine' (ô palavrinha) é aqui em Piratininga, mesmo que a çebêéfe queira que o Rio seja algo no futebol nacional atual.

E então entramos nos condicionais.
"Se" ele entrar em forma, "se" voltar a jogar com a mesma disposição, "se" não inventar moda fora de campo, "se" não vier a passeio, "se" não vacilar, tem tudo para ser o centroavante que o Corinthians nunca teve.
E ele deve isso ao próprio filho, o Ronald, que é Corinthiano como a mãe, Milene, figura que via quando ainda éramos moleques nas Alamedas do Parque. Ela e as embaixadinhas dela. Isso aumenta a responsabilidade do Fenômeno, e é ponto positivo para nós que queremos o Corinthians forte, Gigante.
O Mano conhece o grupo. O Timão está montado, o ambiente é favorável.
"Se" o Fenômeno não der uma de estrelinha, e "se" Mano souber administrar suas funções com as de Douglas, Elias, Dente, André, Alessandro e companhia, ou seja, fazer com que o Timão não jogue apenas em função de um Fenômeno que precisa provar tudo isso ainda, novamente, então teremos um Gigantesco Timão em campo. Caso contrário, SAI ZICA, terá sido sonho.

Sonhar é muito bom. Com os pés no chão e muito trabalho a ser cumprido o sonho se torna real.
Que esse sonho - SÃO JORGE!!! - não vire um pesadelo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Informe do Mosqueteiro

Ontem o presidente tampão foi receber a taça-traidor, na "festa" de encerramento deste ano.
E como não poderia deixar de ser, esta taça que representa a volta por cima, que simboliza mais que qualquer outra coisa esse calvário pelo qual forçadamente passamos todos, esta taça, bem, esta taça é verde.
Sim. Não poderia ser diferente.
E é por isso mesmo que o lugar dela é no cu do traidor.
Mas a Fiel Torcida também foi homenageada.
Depois de fazer de tudo para que as condições do torcedor fossem lastimáveis, depois de promover a elitização no futebol, depois de endividar o nosso Amor Maior, o Corinthians, na anuência dos nossos dirigentes traidores, a çebêéfe nos presta homenagem.
Pois eu trocaria tal homenagem por condições decentes ali no concreto da Arquibancada. Isso envolve bandeiras, foguetes, camisa da minha torcida SEM cartãozinho de cadastro, e valorização da minha instituição. Porque essa homenagem, no nosso dia-a-dia, fica muito distante de nós. Aliás, inexiste de fato.

E o assunto do dia é a provável vinda de Ronaldinho para o Timão.
Não farei qualquer comentário sobre isso, a não ser em seu caráter político. Só com esse anúncio o Corinthians poderá pegar um grande e vultuoso patrocínio e repetir a mesma ladainha de três anos e pouco atrás.
E mais, a oposição sofre violento golpe, e por mais que o Roque se esforce por fingir combate nos bastidores no caso do Madonnão, e se utilize de seu aparato abutresco para emplacar notinhas e frases, o tampão leva a eleição só com esse anúncio de hoje.
Por mais que Roque se esforce por deixar claro que quer mexer na infra-estrutura do futebol Corinthiano, muito mais que no clube em si (afinal o tampão fez bares, arrumou a Ágora, os jardins e mais uma porção de coisa, mas deixou o CT às moscas), no fim nada adiantará se Ronaldinho enfiar bola no gol adversário.
Esse se torna o grande trunfo da situação.
E acaba por cobrir de fumaça todo o imbróglio no STJD, que já estava armado para ficar sendo martelado o mês inteiro. Ou o Approbato ajuda a reduzir a absurda pena, ou sai chamuscado da história toda como quem prejudicou o próprio clube - o que respingaria no próprio Roque.
Ou seja, muitos mais golpes virão.

Aliás, sobre esse assunto, por enquanto, só vale a pena dizer que quem bateu primeiro foi o catarina. Por que Morais pega pena maior, se apenas revidou (e deixou o público duvidando da capacidade do pobrezinho)?

E só porque Dinamite cita nominalmente o Corinthians, como sendo um exemplo de como superar a fase pela qual o bacalhau está passando, devo dizer o seguinte: o Corinthians não tem uma das maiores torcidas, mas a maior torcida - ou ele ainda acha que a torcida urubu é assim tanta coisa? Aliás, não devia usar o Corinthians como exemplo para nada, pois são dois clubes muito diferentes, apesar de terem ambos origem popular. O bacalhau tem é que buscar em si mesmo a saída, não nos outros. Seria essa a recomendação àquele que, hoje, paga por todos os gols que fez no Time do Povo.

Por fim, dizer que as pérolas do bêbado juju, aquele que precisa se explicar, após todo o imbróglio do Madonnão, só me faz reiterar tudo o que foi dito anteriormente. Só o que ele faz é piorar a própria situação. A hora que a bebedeira passar, a ressaca atolar o vazio daquela sórdida pequenez de alma, e ele voltar a ver as coisas com os olhos deste mundo, ele não se arrependerá de nada que foi dito ou feito, pois tudo já está consumado, e o futebol brasileiro já está menor do que nunca. E ele entornará mais e mais e mais...

Enfim, o Jogo das Barricas

É de conhecimento geral e irrestrito que houve, em 1938, o famoso Jogo das Barricas entre Corinthians e Palestra Itália. Tal evento foi uma demonstração de solidariedade dos então tradicionalíssimos clubes em favor de um recente e já falido spfc, que arrecadou fundos aproveitando-se da popularidade do maior clássico do mundo.

Hoje, claro, a iniciativa pode ser avaliada como um grande equívoco de ambos os lados, uma vez que a história leonor passou a ser marcada por inúmeros golpes, bancados inclusive pelo poder público.

Nesses 70 anos do Jogo das Barricas, surgiu a idéia de reverter, pelo menos em nossos corações, o erro de 38. Para isso, venho convocar todos os Corinthianos e palmeirenses para uma reedição da peleja, que acontece no próximo dia 13 de dezembro, sábado, a partir das 12:00. Mesmo que, a princípio, a iniciativa pareça modesta e até mesmo quixotesca, a intenção principal é mostrar que há unidade e mobilização dessa rede de blogueiros contrários à submissão manipuladora dos barões da mídia - cujo favorecimento sabemos a quem é dado.

Lembro, finalmente, que não se trata de "união" com os rivais. É, na verdade, parte da história de ambos os clubes, que pode ser conferida neste brilhante texto.

Convocação feita, aguardamos as adesões! Confirme sua presença aqui ou pelo e-mail filipemartinsg@gmail.com ou cramone99@gmail.com. Irei repassar, posteriormente, todas as informações do local do jogo.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Virge Santa!!!

Poderíamos passar a vida falando daquela noite da Paulista, em 1990.
Foi a "Grande Festa" que essa cidade-monstro já viu.
Ou poderíamos falar da imundície na mesma avenida quando foi depredada por imbecis sem-alma há alguns poucos anos.
Ou dos anos que se passaram, recentemente, nesta mesma época do ano.
Sim, a queda do Corinthians levou a uma festa maior que a comemoração (???) de agora.
Aqui na beira da Vila Morse e da Vila Iná, ladeado que estou pelo Peri-Peri, pelas Vertentes, pelo Jardim Colombo e pelo Guedala, a festa já acabou. Se três carros passaram pelo caminho para o Paraná e gritaram alguma coisa, foi muito. O Monte Kemel vê uns perdidos, coitados.
-Já acabou a festa? - disse minha Mãe, já às 19h32. Respondi que amanhã muitos recheios sem alma estarão cobertos pelo outdoor de uma empresa multinacional da Coréia, mas que nos outros dias da semana, tudo estará como sempre foi.
Nada mudou.

Pauleca ligou às 20h17, e o trânsito na Vila Mariana se dá por conta da árvore de natal do Ibirapuera.
Não há festa na rua. Havia buzinas estridentes naquela região, e João, como bom moleque Corinthiano, pediu o peito para a Mãe. Não se considera obrigado a ver tamanha desfaçatez de alguns sem-alma. Teresa, inspirada no pai, afirma categoricamente que essa gente não tem coração que se preze.
Na caixa de comentários colocarei um comentário da semana passada, no blogue do Rivale, para constar apenas, e fazer parte desta linha de raciocínio.

Mas tudo mudou sim.
E não me furto a dizer mais vezes ainda por aqui, que São Jorge escreve certo por linhas tortas.
Saiu no jornal da tarde (que li por 'ossos do ofício'...) que o juiz De Sanctis teria recebido "sugestão" de fechar o Corinthians, por conta do preibói iraniano, que nada tem a ver com o Corinthians, sendo o factóide mais "frutífero" que os abutres possuem quando querem se referir ao Corinthians. Amanhã disponibilizarei a matéria na caixa de comentários.

Mas já indico com a máxima propriedade este brilhante post do Porta-Voz, para dizer a ele, também, que a corja sempre terá algum factóide. Mesmo quando não tem nenhum.
A coisa se torna extremamente ridícula quando afirma que o Corinthians teve seus jogos refeitos porque aquele que confessava ter arrumado resultado teria arrumado justamente os resultados das partidas que o Corinthians havia perdido. Lembremo-nos que o Coringão refez as partidas, e uma delas venceu por SETE a um. Está nos anais dos adversários. Mas isso não vem tanto ao caso.
Vem ao caso que houve a comprovação da origem de um certo envelope, bonito como o gol "do título".
Que por si só já dava pano pra manga, se a abutraiada tratasse todo mundo como esse jornal-pastelão tratou o Corinthians, neste sábado (apenas um exemplo, observem bem).

Talvez querendo dar "argumento" à essas mesmas carcaças sem alma que rechearão outdoors amanhã. Porque a coisa foi feia. Até gol impedido teve pra garantir qualquer coisa...
Quando vejo até rivales fazem dossiês, visando algo mais, que é o RESGATE DA HISTÓRIA desta corja (grazie, Palestrino - e este é apenas o mais completo dos posts), vejo que eu mesmo não estou errado. A turma do orlandinho é isso mesmo, e nada mais.

Por isso saí às 19h35, com meu trigésimo copo, na rua a cantar o Hino do Corinthians. Não era para provocar. Mas para fazer constar. Minha voz abafou alguns pontuais foguetes.

Por isso podemos afirmar que no período em que andamos mais errados na nossa vida de Corinthians, andamos mais certos que quando a turma do orlandinho achou que estava andando certa e para algum lugar.
Se os dois jogos estavam marcados para o Corinthians perder, e foi feita justiça - os jogos foram refeitos - então só resta o pênalti no Tinga. Pois bem; o impedimento do Nilmar sempre foi anterior, no tempo e no argumento, de forma que as palavras do traidor deposto tem "razão de ser" na medida em que ele foi deposto.
E mesmo tudo isso não é páreo à incompetência do adversário direto, que beijou o símbolo do maior "rival" achando que com isso estaria se vingando... do Corinthians!!! Que nada teve a ver com coisa alguma, a não ser ter levado a taça.

E nessas horas vejo como o Corinthians é grande, pela História e pela Fiel.
Como nossas FESTAS são belas.
Como a nossa ENERGIA é pulsante e CONTAGIA.
Para a VIBRAÇÃO e para a depressão.
Não há tristeza maior que a do anticorintiano verdadeiro, quando o Corinthians ganha, assim como não há alegria maior que a do Corinthiano verdadeiro quando o Corinthians ganha.
Mas a mesma grandeza inversamente proporcional não pode ser aplicada no caso contrário, quando a tristeza da derrota Corinthiana atinge o Coração do Corinthiano, que é grande apenas se comparada à alegria dos adversários quando vencem.

E vimos também o bacalhau, com maninho querendo se jogar da marquise.
Só falo de nossa área de lazer por ser ali o palco mais tradicional do futebol brasileiro, anterior ao nosso Templo Sagrado, e, justiça seja feita, fará muita falta ao campeonato de 2009.
E porque um pensamento me veio, assim que eu vi esta cena.
Mais uma vez São Jorge escreveu certo; não caímos em 2007 (pelo menos não no derradeiro jogo, mas contra o próprio bacalhau no penúltimo jogo) no Templo Sagrado.
Só lembro de dizer isso porque teríamos de ver cena semelhante, muito provavelmente, se tivéssemos feito nosso último jogo de 2007 no Templo Sagrado do Pacaembu. É sério.
E os irmãos que foram até os 'pampas' no dia dois de dezembro já foram preparados. Assim como os bacalhau (aliás, que bom que é poder ter opção na tevê, e que tristeza nos dá quando pensamos que temos que pagar por isso) foram hoje, mas não pra tanto. E nem o urubu poderia ter feito papel mais ridículo...

O futebol brasileiro ficou menor hoje, assim como já tinha ficado no ano passado.
Já tinha sido trocado, também, pela almofada da poltrona de casa, num processo de elitização que levou, antes disso, a Arquibancada a ser substituída por cadeirinhas laranjas, no fim do século passado.
Foi trocado agora por um ingresso, para o show da Madonna.
Virge Maria...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Neco, o Símbolo

Manuel Nunes nasceu no dia sete de março de 1895, filho de casa portuguesa, em Piratininga.
Filho de Antônio Bertoldo Nunes e Teresa de Sousa Nunes, que queriam que os filhos se profissionalizassem, que fossem carpinteiros. No entanto, o que aprenderam no Liceu Coração de Jesus, dos padres salesianos, no bairro dos Campos Elíseos, foi o futebol. À borda do Bom Retiro, portanto. Quando as Várzeas se faziam verdadeiras Universidades da bola.

Seu irmão mais velho, César, foi Corinthiano de primeiríssima hora. Foi um dos "encrenqueiros" que saiu do Botafogo da Várzea do Carmo para integrar o primeiro quadro do Corinthians Paulista, na ponta-esquerda.
César era um furacão em campo, entrava nas divididas sempre para ganhar, detestava perder jogo. Fez parte do time principal que alçou a glória de quebrar o tabu do futebol; foi um dos onze responsáveis por devolver o futebol ao Povo.
Nervoso, mas leal, há quem diga que fora ele o responsável pela fama do Neco, seu irmão mais novo. O "tira a cinta, Neco!" talvez tivesse um outro personagem, na verdade.
Manuel acompanhava o irmão César, mas mesmo sendo bom de bola, precisou começar de baixo no Corinthians. Era a praxe no Time do Povo; para jogar era preciso mostrar que sabia.
Em 1911 já figurava no terceiro quadro. Nesta época em que o jogador participava diretamente das decisões e dos destinos do clube, César carregou o irmão para dentro das comissões de fiscalização de contas, e assim o menino Neco tomou parte dos assuntos internos do Corinthians Paulista. Ele liderou o pessoal no 'resgate' do patrimônio, quando a sede havia sido trancada, e o patrimônio (as atas, os troféus e algumas medalhas) havia sido penhorado.

Quando Casemiro Gonzales, Capitão do time principal, o convocou para atuar como meia-esquerda, fazendo a linha mais imbatível da época, composta com Amílcar Barbuy, Neco deslanchou: a relação de simbiose com o Manto Sagrado se fez, e ele nunca mais largou o Timão enquanto as pernas permitiram.
O Corinthians, o Galo Brigador da Várzea, disputaria seu primeiro campeonato "oficial". E o artilheiro daquele ano foi ele, com uma campanha invicta, avassaladora.
Neco tinha passe preciso, dono de um drible objetivo, chutava com pontaria e força. Não só dava o próprio sangue em campo, como exigia que os companheiros também o fizessem. Nunca amoleceu, nunca deixou de jogar com a fibra que foi sua marca. Exigia, sim, e era o primeiro a a dar o exemplo. Defendia, atacava, suava, gritava, conclamava, exigia. Fibra! RAÇA! É O CORINTHIANS!!!
Campeão em 1914, 16, 22, 23, 24, 28, 29, 30 - pelo Corinthians, seu time, sua razão de viver, sua vocação.

No campeonato sul-americano de 1919, a Seleção Brasileira quebrava seu tabu particular. Até então só tinha tomado surra atrás de surra de seus 'hermanos', uruguaios e argentinos.
Neco tinha seus 24 anos, e fazia a histórica linha com Friendenreich, o Frederacha, o sarará do Paulistano. Grandes amigos, os dois.
A finalíssima, contra o Uruguai, o maior time do mundo naquela época, terminava em um suado empate por 2 a 2. Prorrogação, e novo empate em 0 a 0.
Segunda prorrogação. E um único gol, de Friedenreinch, fazia o Brasil campeão da América pela primeira vez. Erguido nos ombros do povo, Fried aponta para Neco e grita: "O GOL é dele, a jogada foi toda dele!!".
Neco havia driblado quatro uruguaios, e mais um dentro da área, chamado o goleiro para a disputa e entregue a bola, macia, açucarada, para Fried arrematar. Neco, a Alma do Corinthians e também do selecionado brasileiro.

Houveram propostas para que ele saísse do Corinthians, fosse jogar em clubes que lhe pagariam bons 'bichos' - assim era o "amadorismo".
Neco nunca ganhou um centavo no Corinthians, pelo contrário. Neste ano de 1919, quando voltou do Rio, onde havia passado alguns dias com a Seleção, descobriu que havia sido despedido, por abandono de emprego.
Neco jamais aceitou nada que não fosse o Corinthians Paulista.
"Se o fizesse, estaria vendendo o meu amor. Que homem pode fazer isso?"
Em 1915 aceitou que o Corinthians o emprestasse ao Mackenzie, mas para não ficar parado. Estaria treinando, para voltar. E veja que ninguém tinha muita certeza de que o Corinthians ainda pudesse voltar...
Neco tinha. Neco é o Corinthians.
Seu busto no Parque Glorioso de São Jorge foi inaugurado em 1929, tão justíssima quanto insuficiente "Homenagem da Torcida Corinthiana".

Chapéu de feltro na cabeça, óculos de lentes grossas, aquele homem ali perto do alambrado, rosto enrugado, conversando com voz baixa num grupinho de pessoas, é ele.
"Seu" Manuel Nunes. A tarde está esfriando, é uma tarde de maio. É quarta-feira, dia 18. 1977.
Maio, mês de Nossa Senhora. Maio dos lírios brancos. Sobre o Parque São Jorge o céu está claro, chega um vento do rio, já com miasmas. Aquele homem de chapéu é Neco. Anda devagar, o tempo cansa, irmãozinho. O tempo cansa. Ele olha os jogadores correndo pelo campo. Quem levou Neco ao Parque naquela tarde de maio foi Armando Del Debbio, o Del Debbio dos tempos de ouro do futebol, o Del Debbio que foi mostrar aos italianos o futebol brasileiro na década de 30.
Junto ao alambrado, Neco olha o campo. Sorri.
"Como é que pode jogador perder gol a duas, três, jardas do gol?"
Neco não perdia. Mas naquele mês de maio tudo são recordações.
Oswaldo Brandão vai levando Neco para o Departamento de Futebol: "Lembra do Parque, Neco? Veja como mudou... A caixa d´água já não é mais caixa d´água... Lembra da Biquinha, Neco?..."
O videoteipe da vida: Tuffy, Grané e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Aparício, Neco, Gambarotta, Rato e De Maria...
"Quem é esse velhinho?", pergunta um garotinho chupando seu picolé de groselha na tarde fria, intrigado por ver o tal velhinho sendo conduzido respeitosamente pelo Oswaldo Brandão.
"Esse velhinho é um pouco de todos nós", respondeu Aroldo Chiorino, satisfeito por ter encontrado uma frase que combinava com a tarde azul do Parque.
O moleque prosseguiu com seu sorvete cor-de-sangue. De fato, bela a tarde.
O tempo passa...
Neco se lembra do dia em que Aparício começou a ganhar a posição de Peres, e depois a dele mesmo. Aparício tinha um fôlego dos diabos. Amílcar era o diretor esportivo, marcava os treinos e distribuía as camisas antes dos jogos.
"Pessoal, na quinta tem treino, ninguém falta!", disse Amílcar. "Quinta não dá, vir de Jundiaí, não dá mesmo", respondeu Peres. "Se não treina, não joga".
Naquela quinta, Aparício comeu a bola no treino.
"Orra, Amílcar, mas você vai me escalar com Aparício? O garoto vai mijar no calção contra o Paulistano!", disse Neco.
"Neco, escuta essa: ou você joga com o Aparício ou nem precisa aparecer no domingo!"
No dia do jogo, Amílcar arremessou a camisa para os dois. Peres ficou com cara de bunda.
No jogo, aparício comeu a bola com mostarda inglesa e nunca mais largou a posição. Depois, acabou tomando a posição de Neco, também. "C´est la vie"...

Naquela tarde fria de maio de 1977, Neco viu o Parque São Jorge pela última vez, com os olhos terrenos. Faleceu aos 82 anos, no dia 31 de maio.

E se o Corinthians é o que é, se o Corinthians pôde existir como Corinthians, e se nós podemos hoje nos proclamarmos Corinthianos, e dizer que existe, como de fato existe, uma Alma Corinthianista pairando sobre nós, é por causa do Senhor Manuel Nunes, o Corinthians Encarnado, o Jogador-Símbolo do Corinthians Paulista.

(Com trechos inspirados na Obra-Prima do Mestre Lourenço Diaféria; "Coração Corinthiano")

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Dois de dezembro

Dois de dezembro é marcado como sendo o pior dia da História Corinthiana.
O Porta-Voz faz a reflexão necessária aqui, e hoje temos apenas que lembrar, refletir, para compreender que devemos atuar com Corinthianismo a cada instante de nossas vidas.
E isso extrapola picuinhas, falsos poderes, deturpações.
Esse é um ponto de todo dia dois de dezembro, desde 2007.

Para mim, particularmente, é dia de saudar aquele que me proporcionou o entendimento do Corinthianismo.
Que me carregou para dentro do Templo Sagrado no ombro, literalmente.
Meu Pai Gordão faria, hoje, sessenta anos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Números da segunda divisão

Como vou retirar da barra lateral a campanha da segunda divisão, quis fazer um post para deixar ela disponível.
Mas isso não poderia ser feito assim, de forma seca, sem brilho.
E estava eu fuçando no youtube, quando achei o Grande Jogo do ano de 1968. Há quarenta anos atrás.
Os lances falam por si; naquela noite estava escrito.
Quando o Corinthians resolve que vai ser O Coringão em campo, sai de baixo.
Nada que o Rei ou seus comparsas fizessem adiantaria.
Há 40 anos. Foi no dia 6 de março.
Naquele dia, o Rei chorou como uma criança.
Como quando era, ele, uma criança. E via Carbone, Luizinho, Claudio, Baltazar, e neles se inspirou.
O Rei se ajoelhou perante o Povo. Há 40 anos.

E depois do belíssimo vídeo, fiquem com a tabela da segunda divisão de 2008...



SEGUNDA DIVISÃO
1º turno
10/5 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 3 x 2 crb
17/5 (sábado) - 16h
- gama 1 x 3 CORINTHIANS
24/5 (sábado)
- 16h - abc 0 x 1 CORINTHIANS
31/5 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 2 x 0 fortaleza
07/6 (sábado) - 16h
- barueri 1 x 4 CORINTHIANS
14/6 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 4 x 1 brasiliense
21/6 (sábado) - 16h
- ponte preta 1 x 1 CORINTHIANS
28/6 (sábado) - 16h
(transferido para 25/6 pela emiçôra câncer)
- bragantino 1 x 1 CORINTHIANS
05/7 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 1 x 0 são caetano
08/7 (terça) - 20h30
- CORINTHIANS 5 x 0 marília
12/7 (sábado) - 16h
- santo andré 1 x 1 CORINTHIANS
19/7 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 0 x 1 bahia
22/7 (terça) - 20h30
- ceará 2 x 2 CORINTHIANS
26/7 (sábado) - 16h
- paraná 0 x 2 CORINTHIANS
02/8 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 0 x 0 criciúma
05/8 (terça) - 20h30
- CORINTHIANS 2 x 0 juventude
09/8 (sábado) - 16h
- vila nova-GO 2 x 1 CORINTHIANS
12/8 (terça) - 20h30
- avaí 1 x 1 CORINTHIANS
16/8 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 2 x 0 américa-RN

39 pts, 11V, 6E, 2D, 36GP, 14GC, 68%

2º turno
23/8 (sábado) - 16h
- crb 1 x 2 CORINTHIANS
26/8 (terça) - 20h30
- CORINTHIANS 5 x 0 gama
30/8 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 4 x 0 abc
06/9 (sábado) - 16h
- fortaleza 1 x 3 CORINTHIANS
13/9 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 1 x 0 barueri
16/9 (terça) - 20h30
- brasiliense 1 x 1 CORINTHIANS
20/9 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 3 x 0 ponte preta
23/9 (terça) - 20h30
(alterado para dia 24, às 22h, por ordem do câncer)
- CORINTHIANS 2 x 0 bragantino
27/9 (sábado) - 16h
- são caetano 2 x 2 CORINTHIANS
4/10 (sábado) - 16h
- marília 1 x 1 CORINTHIANS
11/10 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 2 x 2 santo andré
18/10 (sábado) - 16h
- bahia 0 x 3 CORINTHIANS
25/10 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 2 x 0 ceará
01/11 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 2 x 1 paraná
08/11 (sábado) - 16h
- criciúma 0 x 2 CORINTHIANS
11/11 (terça) - 20h30
(alterado para dia 12, às 22h, por culpa do câncer)
- juventude 1 x 2 CORINTHIANS
15/11 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 3 x 1 vila nova-GO
22/11 (sábado) - 16h
- CORINTHIANS 3 x 2 avaí
29/11 (sábado) - 16h
- américa-RN 2 x 0 CORINTHIANS

46 pts, 14V, 4E, 1D, 43GP, 15GC

Total:
85 pts, 25V, 10E, 3D, 79GP, 29GC, 50SG, 74%
Primeira Colocação, a 17 pontos do segundo.

Dezembro começou

Teresa recebe a benção do Padroeiro
O último jogo
O Corinthians encerrou o ano com o time (?) reserva.
Foi o bastante para que Otacílio e o tal bebeto perdessem chances claras de gol (FORA com esses dois, principalmente esse bebeto) e, em duas falhas, o adversário se salvasse neste campeonato, e ainda empurrasse o mac para um andar abaixo.
Foi um dos piores jogos do Corinthians que eu já vi. Assisti em um butequinho em Pinheiros, sentado num balcão tomando cervejas. Nada mais simbólico.
A coisa boa foi que entraremos em 2009 sem "invencibilidade", ou seja, uma carniça a menos para a abutraiada. E também que ficou claro quem merece e quem não merece dar o adeus, não só ao Corinthians, mas ao futebol (exemplo? perdigão.)
Sobraram o goleirão Rafael e o zagueirão Diogo, ambos pratas da casa, conhecedores do Corinthians e valentes guerreiros.

O último mês do ano
Ah, esse mês promete. Sem ter nada o que dizer a respeito do Corinthians, a abutraiada inventa. O jotatê desta segunda, por exemplo, já antecipa tudo o que será dito, tirando o gostinho do "ineditismo" dos abutres concorrentes. Vem com matéria dizendo que as Organizadas como que "aparelharam" o quadro associativo na gestão-tampão. Uma besteira sem tamanho. Ao menos tiveram a decência de ouvir o Eduardo, assessor dos Gaviões. Uma atitude diferente dos abutres da abutere-mater, a trolha falha. Tenho o prazer de disponibilizar tal matéria na caixa de comentários.

O notável arregaçou as mangas para soltar notinha dizendo que a oposição tem de se unir. Para que o monstrengo se alie ao rato com asas. Está nos comentários também. E não perdeu tempo para jogar uma sobre a possível patrocinadora do tampão. É golpe, não se iludam. e não se iludam com promessas de reforços, pois o que chegar não será demais.
E a taça da segunda divisão deveria ser enfiada solenemente no traidor.

E sobre a tarde de domingo, ontem, podemos reeditar este texto, e mudar muito pouca coisa...



E para nos divertirmos um pouco, a letra da versão do "Ói nóis aqui travêis" para o ano de 2009:
"Se vocês pensam que nóis fumos embora
Nóis enganemos vocês
Fingimos que fumos e vortemos
Ói nóis aqui travêis

Nóis tava indo - tava quase lá
Mas já vortemo - pra comemorá
Corinthians campeão mais um vez
Ói nóis aqui travêis

Nóis só saimo - pra dar show por lá
Mas o Corinthians - já voltou pra cá
Corinthians campeão mais uma vez
Ói nóis aqui travêis"