quarta-feira, 30 de março de 2011

Orientação ao Conselho

O Sport Club Corinthians Paulista surgiu a partir de uma Assembléia de Sócios, tão informal quanto o seu habitat natural, as Várzeas. Mas, mesmo para este habitat, se fez de uma organização tal que em poucos dias o recém-fundado Clube já entrava em campo para sua partida de estréia, tendo feito uma peneira com os excelentes e principais jogadores varzeanos, tendo arrumado um campo na base do mutirão, se garantindo na luta passando o chapéu entre os operários, os ferroviários, os autônomos, os pedreiros, pintores, saqueiros, feirantes, mascates, cocheiros, barbeiros, alfaiates, professores, alunos, lavadeiras, e seu primeiro Presidente disse que era este Povo todo quem faria o Timão.
Mesmo que a Sede do clube fosse uma simples saleta.
Relatos e documentos quase apagados pelo tempo, e pela mesquinharia, traduzem o que eram as Assembléias do Corinthians em sua infância. Ocorre que o Corinthians foi a Resistência quando revolucionou o Futebol, devolvendo-o ao Povo, em 1913 - numa época em que essas Assembléias pegavam fogo. Mas, como nos ensina o Professor Plínio Labriola, teve de fazer diversas concessões para ser "aceito" nos bastidores, posto que em campo não haveriam como vencê-lo. Estas concessões foram armadilhas que forçaram o Corinthians a se distanciar desse modelo "anarco-sindicalista", empregando o termo com propriedade, de Assembléias. Foi preciso "organizar" o Clube aos moldes da Liga, da forma como se achava que um Clube "de verdade" teria de ser "organizado".
A partir desse momento o Povo foi cerceado de seus direitos de participação, paulatinamente. Quando o Corinthians conquista o campeonato de 1914 invictamente, seu Timão em campo já não tinha jogadores que pudessem participar dos rumos do Clube com a intensidade de outrora. Não que não quisessem, afinal eram todos sócios com mensalidades em dia, pois se não fossem, não jogariam. Todos tinham de ter um sustento, e trabalhavam duro como operários, marceneiros, etc. Mas não podiam pois os rumos estavam já nas mãos de uma diretoria constituída, e que a ela havia sido delegado todos os poderes do Clube. As Assembléias continuavam a pegar fogo, os presidentes eram tão cobrados, e muitas vezes massacrados, quanto eram no primeiro período da História. Mas ao sócio havia sido, desde já, relegado ao papel de colaborador apaixonado, não mais de agente dos rumos do Clube.
Desta colaboração apaixonada temos o mutirão da Ponte Grande, em 1917, o mutirão da Fazendinha, em 1926 e 27, mas também temos o outro lado da coisa, como no caso do tio de Amílcar Barbuy, que tinha sua concessão do bar da Ponte Grande, e a perdeu porque já havia aquilo que a Liga tanto se esforçou para criar no Corinthians; o jogo de influências. Um diretor qualquer retirou a concessão do tio de Amílcar, e a entregou para um protegido. Isto em 1923, vejam vocês. Amílcar, que havia constuído o Clube desde o início e se enquadrava não apenas no aspecto do agente dos rumos e do colaborador apaixonado, mas no próprio Corinthianismo, à maneira mesma de Manuel Nunes, o Corinthians Encarnado.
O Presidente-Torcedor-Sócio-Diretor de Futebol, Guido Giacominelli, viu seu pupilo se retirar do Clube, e ir jogar no rival, sempre com o Manto Sagrado do Clube dos Mil Povos por baixo daquele pano esquisito.
O Corinthians continuou, mas seus Presidentes sempre tiveram de ser personalistas, desde então. Ernesto Cassano, mesmo o José Tipaldi, Felipe Collona, Alfredo Schürig, José Martins, Manuel Correcher, todos estes fazem parte de uma Era de presidentes que precisavam ser personalistas, ao contrário dos antecessores, que tinham a necessidade de apaziguar Assembléias, garantir o rumo construtivo das discussões, e das decisões.
Em 1933, o Corinthians já está em território Sagrado de São Jorge, já é o mais poliesportivo Clube do País, mas viu o profissionalismo ceifar metade do time, que foi jogar na Italia e garantir seu pé-de-meia.
E, na crise do Futebol, o Corinthianismo prevaleceu, e muitos de hoje em dia ficariam pasmados com o que Francisco Piciocchi e mais duas dúzias de maloqueiros fizeram. Apesar da perfeita e ilibada administração de Schürig, ele teve de se demitir porque o Corinthiano sempre insistiu em participar dos rumos do Clube, muito mais que colaborar apaixonadamente, desde que o Clube surgiu no mundo, na inspiração fulgurante do Cometa. E esta é a principal faceta do Corinthians Paulista.
Esta Era termina justamente com a intervenção, em 1941. Os agentes do estado de excessão praticavam seus desmandos na Soberania do Clube do Povo! O Conselho e a Diretoria são dissolvidas para não haver como o interventor, delegado da diretoria de esportes, vejam só, tomasse de assalto o Clube. Quando uma nova diretoria e um novo Conselho são formados, o personalismo presidencial se faz ainda mais forte. São outros tempos, o profissionalismo já é lei, literalmente. E os Clubes, com seus dirigentes, faziam já o papel que hoje é "desempenhado" pelos empresários chacais e moribundos. E essa coisa de "briga de egos" que vemos hoje principiava a tomar o caráter que vemos hoje.
A Soberania retomada em mãos Corinthianas, com Manoel Domingos Corrêa, e logo Alfredo Ignácio Trindade chega à presidência, intercalando um período com Lourenço Fló Junior.
Depois de Giacominelli e Correcher, é o presidente que mais tempo ocupa o cargo em sequência de mandatos.
Foi ao lado deles um dos mais determinantes e incisivos Presidentes que o Clube do Povo já teve. Era um Torcedor, passional, carismático, um orador incrível, e foi o primeiro a combinar, à sua maneira, torcida com eleição. Em sua Era o Corinthians viveu sua época dourada, a Santíssima Trindade de Cláudio, Luizinho e Baltazar, excursões invictas pelo mundo, e o Território Sagrado de São Jorge foi ampliado. As Assembléias continuavam a pegar fogo, mas agora já se observava os grupos se formarem, e se enfrentarem em torno do poder.
O poder que Trindade associou ao Corinthians Paulista foi seu maior legado, mas também deixou os inimigos do Clube do Povo com medo.
Nestas disputas de poder, Vicente Matheus forma chapa com Wadih Helu de vice, e derrotam Trindade. Mas a briga de egos causou a primeira "traição" da história política do Corinthians Paulista. E Matheus foi derrotado pelo seu próprio "aliado", que insistiria por uma década no poder, superando qualquer outro Presidente até então. E quando mais um estado de exceção assolava o país, gente estranha ao Clube era abraçada por este presidente, que deixou de legado dívidas e alianças traidoras nos bastidores. E, notem, algumas dessas alianças perduram até hoje, como a própria figura em questão, embora seja tão "pouco notada" por muitos Corinthianos conscientes. Mas a Fiel Torcida se organizava, e é dessa época também o nascimento dos Gaviões da Fiel, que reproduziam o começo da História do próprio Corinthians Paulista, sob a benção do próprio Francisco Piciocchi.
Vicente Mateos Valle retoma a presidência após um período drástico de Miguel Martinez, que não segurou a bronca deixada pelo Wadih Retro Helu. E é com Matheus que entendemos definitivamente o que é um "presidente personalista". O Clube do Povo vê o mais brabo jejum, e ao mesmo tempo um crescimento exponencial e inexplicável da Fiel Torcida. Quando o jejum termina, o clube tem um corpo associativo gigantesco - e as Assembléias sempre pegando fogo.
Vem uma crise, e no esteio da crise, a primeira derrocada de Matheus. Waldemar Pires assume, e logo tem de dar um chega pra lá nesse personalismo de Matheus, que ainda acreditava que seria o Presidente.
A presença de um filósofo da Bola, de um sociólogo caído de pára-quedas, de um boleiro envolvido com as boas causas humanas, e deste período de "sabe-se lá o que Waldemar vai conseguir fazer" no Clube, além do período de tentativa de abertura política no país depois de tempos de regressão e ditadura, nasce a Democracia Corinthiana.
O Parque São Jorge fervilhava de gente, e as Assembléias pegavam fogo.
Resumindo a história, de 85 a 93 tivemos o toma-lá-dá-cá dos mesmos grupos que tiraram e puseram os antecessores. Nesse período a figura do sócio ficou depreciada, relegada a um nada político dentro do Clube, a conjuntura social tirava a importância dos clubes sociais nesta cidade, para colocar essa importância dentro de condomínios, e temos o início da globalização no mundo, com o fim da Guerra Fria. A figura do Wadih Retro continuava ali, e cacifou politicamente aquele que veio a ser a personificação da traição inventada por esta mesma figura. A traição ao Povo jamais pode ser perdoada, e vai além, muito além de simples questão de honra ou dignidade.
Nestes 14 anos que passamos sendo vitoriosos em campo, no samba, em quadra, o corpo associativo do Corinthians se tornou raquítico. As Assembléias passaram a ser simples conversas de panelinhas e egos. São estes 14 anos que nos colocam na atual situação, embora o movimento deste corpo associativo tenha sido decisivo em muitos avanços a uma Democracia de fato, como é o caso do mais justo Estatuto de um Clube no Brasil.
Pois bem, chegamos à questão do post, finalmente.
A coisa toda pode ser bem entendida nesta primeira parte do Marcelo, do blogue Vertebrais, e ser expandida em suas considerações nesta segunda parte. E no blogue da Larissa, aqui. E o Samurai, aqui.
O Conselho de Orientação de hoje está constituído pela turma do Wadih Retro. Ainda, Família Corinthiana.
Mas nem tudo está perdido, pois estatutariamente é na Assembléia que tudo irá ficar determinado. O CORI apenas tentou engrupir todo mundo para se safar de um cenário onde esta turma não terá mais chances, nunca, pois permitirá "sangue novo" no Clube. É isso que eles temem, primordialmente.
O primeiro factóide foi a pretensa discussão do artigo 140, que determina que o assunto "estádio" será motivo de deliberação no Conselho. O CORI, que não sabe ainda deliberar, quiçá orientar, apesar de tentar barrar propostas democráticas e "ficar" com a anti-democrática, no que tange o modelo de eleições para dezembro, acabará sendo mal-visto pela Fiel Torcida. E assim deve ser, de fato. Um Conselho de Orientação tem por dever definir os meios adequados para as ações, e o que ele está entendendo por "adequado" não é apenas o que poderia garantir ao seu grupelho uma vitória nas eleições, mas significa um retrocesso, uma verdadeira infâmia, portanto. O presidente do CORI deveria compreender que o Corinthians não precisa e nem merece essa disputa ególatra, que felizmente tende a ser um tiro no próprio pé. Caro Roque, você está queimando o que teria de filme, portanto.
A coisa toda não acaba aqui, e os próximos passos merecem muito mais atenção que a atenção que foi despendida a este "primeiro passo". Um passo retroativo e nocivo, carregado de veneno.
Mas a Assembléia do Corinthians sempre vai pegar fogo.

ACORDA FIEL!!!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Referência e a freguesia eterna

Neste ano já havíamos comido uma feijoada, depois de aperitivo comemos manjubinha, mas "na dúvida contra o povo", e a nossa salada de frutinhas da sobremesa foi roubada.
Mais uma vez, arbitragem tendenciosa pró-madame, num túmulo do Futebol. As meninas se preocuparam em bater, e o apito amigo em fazer seu habitual migué.
Bom mesmo, só a polícia, que tem as mesmas fitinhas no capacete que madame tem na camisola, e que conseguiu evitar coisa pior naquele túmulo. Claro, a Fiel Torcida conheceu toda a vizinhança do Jardim Belval, Vila Iracema, e contemplou a vista da Vila Márcia.
Para completar o quadro, o "professor" Adenor tilte deixou que esse joguinho de nervos descompensasse Jorge e Dente (que estão se acostumando a burradas), além de deixar Liédson ficar preso na boa marcação da zaga das firulinhas e não lhe dar opções de jogo (alguém acha que Morais algum dia vai conseguir armar sendo marcado? E sem a sombra que deveria ter no banco, e não me refiro a Bruno Cesar, que se escondia atrás de zagueiro, e muito menos de Danilo?).
O tilte entregou de mão beijada o nó tático que tomou ontem, e não obstante, as meninas chutaram a gol apenas três vezes ao longo da partida, enquanto o zigue-zague "tático" do tilte não conseguia ser efetivo, embora chegasse muito mais que a adversária. E Castán não sabe cabecear, diria o Richard, e os fatos nos provam, então tem é que ficar plantado na zaga e não se deixar levar pelo tilte.
Vimos um jogo muito semelhante ao que a macaca fez no Pacaembu, há algumas semanas atrás. E é isso que passa a ser preocupante nesta reta final da classificação. Ficar em 1º ou 2º é a obrigação desse tilte.

Agora, é preciso que a claque da mentira aprenda a fazer contas, porque essa exagerada purpurina rosa para um marco falso e pessoal de um mau-caráter é coisa risível. A madame anda brigando muito com a própria FIFA, o que denota a mediocridade de sua megalomania purpurinada, apoiada na alienação e na abutraiada assessora, que agora fica usando luvinha de goleiro pra escrever e apresentar as pataquadas "esportivas".
Imaginem aquele babaquinha que todo grupo escolar tem, que é riquinho mas não tem amigo. Conta com a influência do papai com a diretora para garantir seu espaço, e quando vai brincar com os colegas é sempre zoado. Todos tem essa figura na lembrança, não? Pois bem, ontem foi um daqueles raros dias em que essa figura conseguiu fazer valer essa influência do papai.
No caso, era a madame do poder público corrompido agraciada por uma falta que não existiu, com sua claque de aluguel que não consegue encher nem aquele túmulo, e não sabe o que é ser Torcida - nem nunca saberá. Naquele túmulo, o silêncio daquelas carcaças sem alma ficou estrondoso, notável, modorrento, durante a partida toda. E tiveram espasmos sem-vergonhas, essas putinhas débeis mentais, cheias de purpurina rosa, mas só quando estavam "na boa", evidentemente.
O mau-caráter é a expressão própria dessa figurinha descrita, e por isso o "fair-play" do Julio Cesar é algo Corinthianamente condenável. A menina do fax forjado, que ajuda a madame juju a garantir a não-falência do puteiro (ao menos financeiramente e com soja, pois que nos bastidores a sua última degradação será quando perder sua assessoria, a própria abutraiada), forja uma irreconhecida marca pessoal, da mesma forma que forjou um fax. E assim a claque de putinhas sem alma vai forjando a sua falsidade, com o troféuzinho da mendicância, a moedinha em pé, puxando o grotesco desfile com muita purpurina rosa. E a abutraiada "cumpre" o papel ridículo que a ela cabe.
E a claque fingindo festejar a quebra de um tabu, com purpurina rosa (quem estava naquele túmulo viu) só comprova a hegemonia do algoz sobre a freguesia preferencial. Com tudo isso que fingem ser, ainda dependem - e é óbvio que dependam - do CORINTHIANS, a Referência do Povo.

Falta CORINTHIANISMO a essa diretoria, e disso sabemos faz muito tempo, não é de anteontem. Falta ver o CORINTHIANS como ele deve ser visto. Quem freqüenta o Clube sabe que o Tamboréu está hoje muito mal cuidado, por exemplo. E que essa camisa preta com raios brancos é um acinte, como o foi aquela roxembrega. Fingem que tratam o Departamento de Futebol do Corinthians Paulista como "business", trazem medalhões para criar receitas, mas criam dívidas, e a Base tradicional do Clube está carente. O Corinthians, porém, é um Gigante que supera todas essas pataquadas, e se garante sozinho apesar disso tudo. Por isso a obrigação do tilte pode e deve vir a acontecer.

Essa nossa diretoria, que goleia madame nos bastidores e pela primeira vez foi derrotada em campo (sempre com ajuda do apito), soube capitalizar um produto, com as lojas, com a Rádio, a TV, com a saída da patota dos 13, que se esvaziou. Mas o Corinthianismo exige que sua Cultura Corinthiana seja privilegiada, a exemplo de Trindade e Matheus, que sintetizaram Magnani, Giacomelli, Correcher, entre muitos outros.
A Tradição da Utopia concretizada, porém, é mais forte que isso tudo.
Por isso mesmo aquela faixa da Camisa 12 para o Adriano não é nenhum bicho de sete cabeças, e não pode ser desmerecida com o argumento "deixa o cara jogar".
E por conhecermos a diretoria, é surpresa para todos nós a própria surpresa de muitos com a repentina saída de alguém que esquentou muito banco nos últimos tempos. É assim que tratam o Futebol, e faz tempo.
É preciso acordar, Fiel Torcida, para esses desvios de foco que a diretoria insiste em cometer. Um Adriano valeria dois laterais, um zagueiro e um armador? Pensem bem, Corinthian@s.
Os erros repetidos ontem deveriam ser aprendidos pela diretoria, pois é dela o erro. Permitir o tilte é um erro da diretoria, coisa que não é de anteontem.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Midrash Corinthiano

Nós, Corinthianos, somos iguais ao azeite. A azeitona precisa de muita pressão para que seja produzido o óleo que alimenta e cura. Nestes mais de cem anos de História fomos perseguidos, atravessamos desertos, e nunca deixamos nossa Pátria sem salvaguarda, posto que ela está em nós, em nossa alma.

Nós, Corinthianos, somos a razão de existência desta Pátria, conjugamos uma Nação que está espalhada pelo planeta, e ao redor de nós existe uma turba anticorintiana que nos tem por Referência. Não importam os matizes dessa turba, tudo será contra nós, de acordo com o recalque reacionário. E isto não é queixa, é apenas constatação. Desde que a Revolução no Futebol foi planejada e consumada pelo Clube do Povo, essa turba se remói e dilacera os próprios cotovelos.

Mas o Santo Guerreiro Padroeiro, o General de Nossa Companhia, São Jorge, escreve nossa História com Fogo Negro sobre o Fogo Branco, e nossa Bandeira guarda a Tradição desde a Egrégora Celestial de Humaitá. A imagem de São Jorge nos ilumina.
Nós, Corinthianos, somos os bastiões de nossa Bandeira, e estamos aqui neste mundo para defendê-la. Pelo Corinthians, com muito Amor.

Com razão ou sem razão, não importa a razão, o Corinthians tem sempre a razão, diriam os Ancestrais. O Corinthians é o time do Povo, e o Povo é quem vai fazer o time.
Tudo começou no ano em que o mundo ia acabar, assinala o Rebbe Lourenço Diaféria. O Cometa talvez explodisse esta nossa Terra, que orbita na Imensidão...
Os Fundadores, verdadeiros Patriarcas de uma Nação Iluminada, enquanto discutiam o que poderia significar o fim dos tempos, se esqueceram de todas as vicissitudes deste plano terreno.
Foram procurar a Felicidade não em coisas perecíveis, sujeitas à toda sorte e ao acaso, nesse mero gozo material; mas em uma prelibação do Coração e do Espírito. Fundaram a mais genuína das Utopias. E esta Idéia Viva passou a ser a única Felicidade real, a Paz no Coração, e sua única necessidade quimérica foi a de Existência.
E assim foi concretizada a Utopia.

As vozes dissonantes, que em suas frioleiras cobiçam o veneno, não entendem o significado disso. E criam para si tormentos que estariam em suas próprias capacidades evitar.
Haverá pior turbação que a inveja? A estes não há repouso, estão perpetuamente febricitantes. A grande vertigem é a própria Existência do Corinthians; os êxitos do Clube do Povo passam a ser verdadeiras pontadas na carne mesquinha. Assim foi, ainda é, e assim será.

A emulação anticorintianista se resume em tentar eclipsar a Existência do Clube do Povo, algo impossível e tarefa inútil.
E em nossos Bunkers cotidianos fazemos essa gente perceber do que se trata isso tudo. Mesmo que a dissimulação seja a invariável resposta.

De nossos Bunkers nos projetamos para dentro da Concretude desta Utopia; o próprio Clube, o time em campo, a Arquibancada. E essa gente dissimulada finge que não vê, e faz um esforço descomunal para fingir não acreditar, toda vez que provamos a máxima: "todo time tem uma torcida; o Corinthians é a Fiel Torcida que tem um Timão". Esta é apenas uma forma 'material' de se explicar a própria Existência da Utopia Concretizada.

NÓS, Corinthianos, somos o CORINTHIANS. Uma Congregação que transcende este plano terreno. O Corinthians é a calma em meio à tempestade da Vida.

Glórias e êxitos, bem como revezes e derrotas, se apresentam como incidentes, neste curso de Existência. Mas a Existência em si é caminho e finalidade disso tudo. Não é ela a acanhada esfera das quinquilharias ou dos adjetivos, mas é a Grande Esfera em torno da qual tudo orbita; o Corinthians é a única grande verdade do mundo da Deusa Bola, e tudo gravita em torno dele. As provas disso são cotidianas, como cotidianas são nossas Lutas Corinthianistas. Que se materializam consoantes às vontades Corinthianas, nas Arquibancadas, nas ruas, nos lares. O Corinthianismo é a pura vontade, e concretizá-la é nosso êxito verdadeiro.
São Jorge escreve certo por linhas tortas, e o Corinthians nosso de cada dia é uma lição a ser presenciada e venerada. Não é isto uma mera "grandeza", mas a própria expressão da Grandeza.
O Corinthians não é Todo-Poderoso apenas em um dos tantos cânticos que condizem com o Corinthians, mas o é simplesmente por sua Existência.
O Mito do Povo, abrigado sob a sombra claro-escura da bandeira eterna que drapeja desde a tarde em que um grupo de modestos a levou ao Sacerdote, para que transformasse aquele que parecia um pedaço de pano de algodão rústico num tecido para sempre bento e abençoado; isto é Corinthians.

É deste Mito, desta Existência que vem a seiva que explica a sobrevivência do Corinthians, mesmo quando tudo e todos parecem conspirar contra sua Existência. É esta nossa Glória verdadeira, e é isto o que devemos defender.

(OBS: O uso dos termos religiosos neste post tem a função primeira de trazer à tona tanto as expressões e conceitualizações originais, para dentro do Corinthianismo, mas também para demonstrar que só podem ser aplicados no caso da Religião Corinthians, desta forma pretensamente sincrética como aqui colocamos. Como todo Midrash, é uma discussão de um coletivo)

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

sábado, 12 de março de 2011

Chibatadas

Na dúvida, contra o Povo.
Essa é a maior máxima atuante no Brasil, e é auto-explicativa.
Desde quando as chibatas ardiam na pele a gente desse país criou uma mentalidade nociva. Com esta mentalidade criou-se a mais excludente de todas as sociedades deste mundo, a maior injustiça social do planeta e os mais altos níveis de desigualdade entre supostos cidadãos. E nessa conta entra também o racismo, que é evidente. "O maior combustível do racismo é fingir que ele não existe", diria o Poeta. Esse fingimento é esquizofrênico. E essa esquizofrenia faz parte dessa mentalidade.
Assim é a verdade inescapável deste nosso Brasil. E este país até hoje vive de semear o preconceito. Vemos isso acontecer todos os dias, e quem vive neste mundo sem fingir que vive numa bolha, sabe disso.
No Futebol a coisa toda foi reproduzida da seguinte forma: quando um Clube verdadeiramente popular arrebentou com a barreira que se lhe impunha, e ameaçou as dondocas que achavam que aquilo seria para sempre seu passatempo, foi preciso imputar nessa gente desavisada essa forma de "pensar". Em 1913, portanto, diante dessa "ameaça" popular, a aristocracia alienada passou a aplicar a máxima que inicia este post no Futebol. Foi dessa maneira que o Clube verdadeiramente popular recebeu alcunhas pejorativas, desde esse início da História. "Clube de Carroceiros", pois o Presidente Alexandre Magnani era cocheiro de tílburi. "Clube de Desdentados", pois de fato o Povo da época, e em todas as épocas, nunca recebeu tratamento adequado no que tange sua "saúde bucal". "Clube da Marginal", e esse é bastante atual, porque está de fato localizado na Marginal do rio Tietê (a alienação consegue transformar uma constatação meramente geográfica numa coisinha pejorativa, por despeito e por burrice). Aliás, o que interferiu na beleza e na saúde do rio, e de todos os rios, foi justamente essa mentalidade tacanha e ignóbil. E são tantas alcunhas imbecis que essa anticorintianada arrumou que não é preciso listar, afinal todas partem desse mesmo "princípio".
Um escritor carioca bastante conceituado, o Nelson Rodrigues, cunhou uma frase que explica isso tudo; "Em certos momentos a unanimidade pode ser inteligente. É o caso do Corinthians".
Ora, o Clube verdadeiramente popular é a unanimidade, obviamente, porque é a própria vingança popular frente a essa mentalidadezinha. Um músico carioca, o Carlinhos Vergueiro, compôs uma canção que diz assim: "Tira dos olhos do Povo as lágrimas da humilhação". Sim, porque para os portadores dessa mentalidade doentia o povo ainda deveria sofrer com o ardor das chibatas.
É esse, portanto, o papel do Clube verdadeiramente popular. Revolucionou o Futebol, devolvendo-o ao seu Povo, e segue sendo a expiação de seu próprio Povo.
Hoje, mais do que nunca, a anticorintianada esquizofrênica e imbecil se ressente disso. E, através da abutraiada, que serve a essa mentalidade tacanha, fingem-se num "playground", um verdadeiro pelourinho, para açoitar o Clube de todos os Povos. É por essa razão que o mundo é dividido entre Corinthianos e a medíocre anticorintianada. Só o Corinthians é o que importa, para ambas as partes. É por isso que se vê apenas CORINTHIANS, em vozes que nem Corinthianas são. É por isso que a porcada, por exemplo, em tudo o que fala estará sempre dizendo CORINTHIANS. E o mesmo acontece com aqueles que conseguem ser mais imbecis, como as madames falidas. É por isso que definham, pois não sustentam a si mesmas - e, convenhamos, a claque do poder público corrompido, apesar de seu "papel" reacionário, apesar de todas as quinquilharias arrotadas, apesar de colocar até cabeleireira no privadão, pode ser qualquer coisa, menos um clube de Futebol. Pobres imbecis, os que fingem acreditar nessa pataquada de madame. Por sua vez, o chiqueiro esquece de ver seu ocaso para dirigir todo seu "pensamento" para o Corinthians. Enquanto isso, rumam à condição que sempre lhes coube na História; ser um mero apêndice. E a abutraiada dá corda para que a alienação só enxergue o Corinthians. Cito os dois rivais locais, mas isso se aplica a qualquer outro, pois a Referência é do Futebol como um todo.
A Fiel Torcida compreende isso tudo, mas ao mesmo tempo precisa de uma certa organização para colocar isso à prova. O Corinthians é nossa voz, e a abutraiada precisa imputar a "crise" para vender a si mesma. E aquele que compra as mentiras de abutre está perdendo a Voz. Pois a "imprensa" nunca foi informativa, nem no caso do país, nem no caso da Nação Corinthians; esses caras precisam que você acredite neles, e sabem que o próprio cacife é baixíssimo. O Corinthians é o agente de tudo, e é necessário ser desvirtuado para que esse baixo cacife de abutre consiga blefar. Quando um alienadinho chega e diz que o Corinthians "não tem história", é porque ele é filho de chocadeira. O Corinthians é a própria História. Quando abutre precisa criar crise no Corinthians, é porque o Corinthians tem condições de conquistar. Quando a esquizofrenia doentia diz que o Corinthians "não tem nada", é porque tem tudo, inclusive as atenções dessa gentalha, a todo momento. Todo mundo só se preocupa com o CORINTHIANS, por bem ou por mal. Nós defendemos o que é nosso, e para isso nada melhor que se associar. ACORDA, FIEL!
A Fiel Torcida é a Mãe do Clube de todos os Povos. E desfazer essa mentalidade é desfazer essa situação descrita nessa música que segue abaixo. O Corinthians é a Referência, é o cerne, o âmago, assim como a Mãe Preta e seu Bem, que é açoitado. O "filho" da madame, dito na música, é a análogo às mentiras de abutre que são compradas pela alienação. E os imbecis continuarão acreditando que o "filho" é da madame.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

Mãe Preta
(Caco Velho)

Velha encarquilhada
Carapinha branca
Gandola de renda
Caindo na anca
Embalando o berço
Do filho do sinhô
Que há pouco tempo
A sinhá ganhou

Era assim que mãe preta fazia
Criava todo branco
Com muita alegria
Enquanto na senzala
Seu bem apanhava
Mãe preta mais uma lágrima enxugava

Mãe preta, mãe preta,
Mãe preta, mãe preta
Enquanto a chibata
Batia em seu amor
Mãe preta embalava
O filho branco do sinhô

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sobre Bandeiras e Lições


Quando se finge centralizar um poder, quase sempre, o mandatário vê a necessidade de se delegar o próprio poder. E então só quem perde é a própria instituição. É o que vemos no momento, acontecendo com o atual Presidente do Clube do Povo.
A abutraiada já coloca o termo "crise" na manchete, que é pra tentar desencalhar notícia. Mas a coisa é outra. Não é mera crise. Não é brincadeira, e tem de ser levada a sério pela Fiel Torcida.
Quando um prefeito interfere numa suposta parceria, e hoje em dia esse tipo de coisa é tão somente empresarial (e portanto usurpadora para o Clube grande que nada ganha em troca de seu próprio nome "negociado", muito pelo contrário), é sinal de que o cara do primeiro parágrafo, que finge centralizar, está perdendo a mão. Quando o técnico da base, recém-contratado, é demitido e coloca toda diretoria do centralizador na berlinda, a coisa transparece, indisfarçavelmente.
Quando esse técnico diz que a culpa é dos "irresponsáveis" que o centralizador colocou na base, mas que o centralizador não tem culpa, a coisa fica até pior do que se dissesse que ele sabe de tudo, que ele é quem comanda tudo. E ali, onde o mandatário não sabe de tudo, o técnico é demitido pelos "irresponsáveis".
Mas no futebol profissional, onde, ali sim, o mandatário comanda tudo, e tudo vê, um gerente de futebol recém-contratado pede demissão. É certíssimo que nada viu, neste curtíssimo período como gerente, que não tivesse visto como jogador, por três anos. Ocorre que algo o fez pedir demissão, algo muito semelhante com o que demitiu o técnico da base. Mas certeza temos é de que todos são figuras a quem o mandatário "centralizador" delegou poderes.
"Economia é uma arma. Política é saber quando puxar o gatilho", diria Don Lucchesi. E ele também diz que para fazer parte da frota, o barco tem que andar na mesma direção. Uma metáfora quase grega, decerto siciliana, que serviria ao mandatário em questão. Centralizar e delegar são as funções atribuídas ao chefe, ao presidente, ao comandante. E, relacionando outro assunto que cabe muito bem nesta pastascciuta de post, estão adorando falar sobre um suposto estádio que ainda não saiu da maquete. É fato que estamos tão próximos de um estádio quanto como estávamos em 1917, quando Alcântara Machado, João Batista Maurício, João Martins e a Torcida do Corinthians conseguimos um contrato de risco com a municipalidade, e tínhamos de transformar um charco em praça de esportes, e se não pagássemos três meses consecutivos de aluguel, perderíamos todas as benfeitorias, concretizadas em um Mutirão Histórico.
Mas é mais fato ainda que o estádio de Itaquera não será nosso. E vem um roxo dando mais mostras de seu não-conhecimento de CORINTHIANS, dizendo que o estádio é (veja bem, tempo presente, não futuro) o marco desta administração.
Mais um vez a diretoria comete seu ato falho no que tange o entendimento do que vem a ser Corinthianismo. Não se vive de marketing, posto que o engodo pode estar na próxima curva do tempo. Mas, da mesma forma, não se tranforma uma VOZ, uma GRANDE NAÇÃO, em um mercado consumidor de alto potencial. Existe aí uma incompatibilidade de "gênios" que é bem menos entendida pelos "visionários modernos" do mercado, que pelo apaixonado "nacionalista".
Como no caso de dizer que se irá negociar sozinho os direitos de transmissão. Claro que na lógica do mercado, tangenciando o próprio "nacionalismo", a coisa está certa. O Corinthians tem que negociar sozinho seu "produto". E claro que o mandatário pode se salvar com isso acontecendo, ou mesmo com o estádio, assim como "se salvou" no caso de não jogar no privadão (aquilo funcionou que foi uma beleza, e mostra como tudo está ligado) que, de tão moderno, além de buffet, academia, tem agora ofurô para sua claque de putinhas purpurinadas.
Mas é fato que a diretoria foi manquitola tanto na renovação quanto na transparência, talvez por confiar um pouco demais na "sorte". É em cima disso tudo que uma suposta oposição, mais manquitola ainda quando o assunto é proposta e planos, irá tentar a "sorte". E a Fiel Torcida ainda não vê o quanto perde com tudo isso se desenhando dessa maneira. E mais, o quanto perde por não se organizar. E o quanto perde por não lembrar como é que Antonio Pereira e todos os Fundadores, Alexandre Magnani, Guido Giacominelli, Ernesto Cassano, Alfredo Schürig, Manuel Correcher, Manuel Nunes, Francisco Picciocchi, Flavio La Selva, Alcides Piva, levaram adiante a UTOPIA REALIZADA.
Esse Corinthianismo não depende da época. Não importa o hedonismo solerte desses tempos infames. Esse Corinthianismo está para além desta manifestação de Corinthianismo chamada Corinthians, cuja inspiração foi primeiramente um Cometa e uma praia do rio, depois uma idéia viva sob o Lampião, e depois um Embaixador que sintetizava tanto o harpastum quanto o tsu-chu e impunha ao Calcio os modos de ser de uma sociedade industrial.
O Corinthians é, como sempre foi, o carro-chefe na História. Precisamos de CORINTHIANISMO no comando, muito mais que acertos nos métodos de centralização ou delegação. O Corinthianismo implica em preservar vivos não apenas as memórias, mas os ensinamentos dos Ancestrais. O Corinthians é coisa nossa, Fiel Torcida, e se cada um demorar tempo demais para compreender essa conclusão, corremos o risco de ter de colocar a idéia do Extra-Corinthians em execução.

ACORDA FIEL!!!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!