quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ao Deus da Raça

O Raphaello faz um dos blogues mais acessados da blogosfera futebolística. É um porco. Para este Mosqueteiro, é um amigo. E nossas idéias futebolísticas têm convergência, apesar de diametralmente opostas no campo. E ele é descendente de calabrês, cumme nuialtri. E nasceu no Cambuci como o tema exposto.
Na verdade, faz parte de uma perigosa Famiglia, os Falavigna. Todos porquinhos.
Seo Croce compra uma briga com sua própria torcida, e sabe disso. Por isso mesmo compra.
Ele publicou aqui o texto que também publico. O tema é Idário.

Ao Deus da Raça!

Falar de Idário Sanches Peinado é falar de uma aura que envolve o Futebol.
Não este Futebol moderno, que Seo Croce e tantos outros blogues abominamos.
Como apaixonados pela arte mais popular da humanidade, devemos fazer essa claríssima distinção. Tanto o Japonês quanto o Barneschi também o fazem.

Esse tal “bizinisse” não é coisa nenhuma perto do Futebol que trataremos ao falar deste que é o Deus da Raça.

Esta aura também não é a da perfeição, bobagem que ampliaram após um atleta perfeito como Pelé. Que aprendeu a caneta com o Pequeno Polegar, a cabeçada com Baltazar, e ainda criou para si um sem-número de truques maliciosos. Não é dessa exaltação à capacidade humana de produzir em campo o que nunca se traduzirá na vida real que falamos.

Idário era, tecnicamente, o mais comum dos jogadores. Um operário.
Mas um operário mais que “padrão”. Um operário-paradigma, um jogador mais que Guerreiro. O próprio Deus da Raça.
No Sport Club Corinthians Paulista, Idário se criou como jogador de Futebol e fez da arte com a bola, e a guerra que a envolve, sua razão de viver.
Sempre pelo Clube que amou do início ao fim da vida.

Nasceu no Cambuci, espanholito de berço, e Corinthiano de Alma. Ali se fez cidadão.
O Cambuci em 9 de maio de 1927 era pura expressão da miscelânea que essa cidade-monstro produziu, o que se traduz naturalmente em Corinthians. A casa de Idário era isso.
Na infância, viu o modernismo de verdade – o popular – surgir e habitar as ruas onde ele chutava bola de meia.
Idário ouviu seu Pai, sua mãe, seus Avós, seus tios, seus irmãos, seus primos, a família toda contar as lendas sobre os heróis Corinthianos.
Del Debbio, Jaú, Brandão, Amílcar, Gambarotta, Tatu, Grané, especialmente Neco, eram nomes ditos e reditos, contados e recontados, regados a Sangria.
Bem como os de Sissi, Gasosa e Guaraná…

O menino Idário cresceu à beira de um Tamanduateí limpo, jogando bola.
Infância idílica para a molecada de hoje, e para os saudosistas, pois simboliza justamente a pureza do Futebol que mencionávamos. Que de “puro” tinha coisa nenhuma; era apenas a simulação da guerra em estado puro.
A Várzea antiga era isso. O moleque dava o próprio sangue pela dividida, pela simples disputa da Deusa Bola, pelo gol, apenas por vergar a camisa de sua rua, de seu bairro. Apenas por ser aquela camisa seu império, pelo qual ele daria a vida, custasse o que custasse!

Idário foi para a peneira do Corinthians levando consigo esta aura Varzeana.
E em uma simples peneira, o jovem Idário jogou como se enfrentasse o Rivale.
No Clube que tem em seus jardins um busto homenageando Manuel Nunes, o Símbolo, e tem por raíz o espírito da Várzea, foi crucial.
Desde esse dia, essa aura que envolve o Futebol brilhou mais forte.

Sua História de 475 batalhas pelo Manto Sagrado Alvinegro, no Timão principal, durou dez anos. Os louros da vitória cansaram de se molhar com o suor do Deus da Raça, e foram muitos.
Era ele a garantia da linha média do Corinthians na década de 50 inteira. Naquela época o lateral ficava na meia-cancha, e o ponta era verdadeiramente um ponta. E tudo ia muito bem, obrigado!, no Futebol.
Seu jogo era aguerrido. Literalmente, Idário tinha o sangue quente. “El Sangre” passou a ser apelidado, após nunca desistir de uma disputa. E para ele não havia bola perdida. Nem mesmo Jair, o célebre Jajá, foi páreo para a Raça de Idário – o que lhe eleva sobremaneira a grandeza. Idário parava os jogos de Rodrigues e de Canhoteiro.

Naquela penúltima partida do campeonato de 54, em 19 de fevereiro de 1955, que valia o título que todos ambicionavam, mas que apenas Corinthians e parmera disputariam, Idário entrou sem estar com uma lesão tratada.
Dizia meu Avô que se podia ouvir do alambrado do Pacaembu os berros de dor de Idário a cada dividida. E ele não fugiu de nenhuma.

De Jair tomou uma bolada na cara que o fez desmaiar em campo. Por alguns segundos houve apreensão, retiraram-no do campo, e o médico do Corinthians bem que tentou segurá-lo, tentando demovê-lo da idéia de entrar em campo. Mas o Deus da Raça jamais se entregaria. “Ninguém vai me tirar do jogo, nem deste e nem de nenhum outro!”.
Eis a expressão máxima da aura a qual nos referíamos.

Atordoado do desmaio, contundido, o que mais se ouviu foram os gritos de dor de Idário, no final daquele jogo, naquela tarde em que Goiano, Homero e Gilmar garantiram a conquista do Campeão dos Centenários.

Talvez, se não fosse por Idário, o Corinthians da década de cinqüenta não teria sido o que foi. Sangre colocava o time nos eixos, incentivava a todos e era o exemplo.

Idário saiu do time quando tentaram lhe arrumar outra posição para jogar. Tentou continuar a carreira no Nacional da Barra Funda, mas ele mesmo disse que não conseguia vestir outra camisa. Parou com o Futebol profissional em seguida. E veria seu Clube entrar na famosa fila, do lado de fora do campo.
Mas seu legado consumou-se na força da própria torcida Corinthiana; o Deus da Raça com sua Alma Varzeana tornava-se a síntese do Corinthians no imaginário popular, mesmo quando já era longínquo o fim de sua carreira, trabalhando como operario na estrada de ferro. Sim, Idário é o Corinthians, de corpo e alma.

Mesmo que não saibam, Corinthianos que hoje agregam a Fiel por causa da Mística em torno do Corinthians, só o fazem porque o menino Idário sonhava, no Cambuci, em ser o Guerreiro Corinthiano, inspirado pelo legado de Brandão, Neco, Grané…
O Corinthians sem Idário é como o distintivo sem um dos remos. É algo incompleto.

Faleceu em um hospital público em Santos, no dia 18 deste mês de setembro.
E se não foi tratado da forma como merecia em vida – assim como o próprio Futebol -, que seu legado seja contemplado para além da memória. Que continue sendo o paradigma, o expoente máximo dessa aura do Futebol de verdade.

VIVA IDÁRIO!!!

Quinto capítulo

Per Aspera Ad Astra

Publicado no blogue da Yule

Por Filipe Martins Gonçalves

A infância do Corinthians foi pontualmente ligada às figuras que fizeram acontecer o Clube do Povo. Não existiram mecenas, apenas seus sócios.

O Corinthians foi feito pedra por pedra. Desse começo, como já dissemos, não sobraram registros ou documentos históricos, a não ser objetos valiosos que podem ser admirados no Memorial do Corinthians Paulista - exercício Corinthianista que todos nós temos de fazer pelo menos uma vez na vida.


O Corinthians era sua incipiente multidão, que o seguia onde fosse.
Era o Campo do Lenheiro, os uniformes que se desgastavam a cada lavada, a primeira bola.
E a sala alugada, que continha a mesa de ping-pong (cuja gaveta servia de urna nas incessantes votações para tudo o que se fosse fazer), com algumas cadeiras e o armário para os troféus Varzeanos, que guardou também o primeiro troféu oficial do Clube.

Clube que não era "apenas" de futebol. O primeiro troféu foi conquistado em uma corrida de 10 quilômetros, no antigo Parque Antártica, no dia 29 de dezembro de 1912. Praticamente uma São Silvestre.

Batista Boni, João Collina e André Lepre foram os heróis da disputa do "troféu chamado Unione Viaggiatori Italiani. O Lepre, o Boni e o Collina também jogavam futebol , mas no dia da corrida eles calçaram umas botinas elegantes como era moda e saíram com tudo. Quando a gente viu o Lepre na frente do resto da turma, seguido pelo Collina e pelo Boni, até esfregou os olhos para conferir se não era miragem. Não era. Pegamos a Taça e carregamos os três heróis nos ombros e, naquele dia - o Corinthians ainda nem estava na Liga Paulista disputando - , fizemos a maior festa no Bom Retiro e tomamos bastante cerveja e o Povo ficou feliz". Este depoimento, do próprio Antonio Pereira, está no livro de Diaféria¹.

Pela primeira vez bordava-se o C e o P sobrepostos em uma camisa branca com gola e punhos pretos. O calção de saco de farinha havia sido recém-tingido de preto pela esposa² de João da Silva, da carteirinha número 9.

Antonio Pereira tinha a carteirinha número 2, mas já nesta época trocava com João. Sinal de reconhecimento por quem mais trabalhava pelo Clube. Pereira era ainda um rapaz, cuja carreira de pintor ainda engrenava no escritório de Ramos de Azevedo. Tinha seus vinte anos apenas e, dos Cinco Primeiros, aquele que inaugurou a idéia de Corinthianismo.

E foi tirando tocos e raízes de bambu no Campo do Lenheiro que fortaleceram o Clube. Gastavam as tardes livres, os fins de semana antes das partidas. Quando ganhavam um extra, os primeiros Corinthianos sabiam para onde mandar o dinheiro.
Foi assim com a inscrição no torneio de acesso da Liga; não havia 5 mil Réis em caixa. Um sócio chamado Caparelli surge, então, com o dinheiro emprestado do cunhado, muito feliz por ajudar seu Clube de Coração.

Desde o começo, para o Corinthians existir, foi preciso fazer das tripas coração.
A primeira bola foi adquirida por rateio, mas a segunda bola, dos outros quadros que o Corinthians tinha, foi presente, no começo de 1911, de um moleque de 16 anos, Manuel Nunes. Neco foi levado ao Clube, como se já não fizesse parte, por seu irmão mais velho, César Nunes, que figurou no Timão que alçou o Corinthians ao Futebol "oficial".

"Fui buscar o Casimiro do Amaral no Flor do Bom Retiro, onde ele jogava. Era português, como eu, um craque, excelente como pessoa e magnífico como jogador. Tinha um fôlego inesgotável e um coração bondoso. O tipo de center-half perfeito, o center-half naquela época tinha uma missão nobre, quase sempre era o líder do time, o capitão. O Casimiro do Amaral jogava bem em todas as posições, até no gol. Fui no Flor do Bom Retiro, falei com o Casimiro, ele era meu amigo. Propus que ele viesse para o Corinthians, em troca eu lhe ensinaria meu ofício de pintor. Topou. Aprendeu a pintar casas e o Corinthians ganhou um reforço. O Corinthians foi feito assim, pedra por pedra"¹.

Se este não for o mais explicativo depoimento do que estava sendo construído por aquele Povo do Bom Retiro, é ao menos um dos mais emblemáticos.
E ele começa, na verdade, assim; "Mas não era um clube só de Futebol. Mesmo quem não jogava bola ia à sede bater um ping-pong, se distrair com o tabuleiro de dama, dominó. A primeira taça de verdade, taça grande, de dar na vista, não tinha nada a ver com Futebol"¹.

Mas para a História do Futebol não há um Clube que seja crucial como é o Corinthians.
O Corinthians nasceu e cresceu na Várzea, como é sabido. As séries invictas, as excursões pelo interior, a multidão que o acompanhava, fizeram do Corinthians o Galo da Várzea. Isso já dizíamos nos capítulos anteriores.

Passemos, porém, ao período em que o Futebol amador "oficial" já vivia profundamente seu impasse.
Alguns clubes, mesmo de elite, não dispunham da verba que estava sendo destinada para a promoção do futebol. Já se podia observar que o tal amadorismo era passado. Jogadores recebiam o bicho e o clube que tivesse mais dinheiro em caixa aliciava os melhores jogadores.
Há a cisão do futebol paulista.
Que teve seu estopim no episódio em que o Paulistano, que cobrava 200 mil réis por jogo pelo campo do Velódromo, ficou esperando o time do Americano, que por sua vez seguiu a determinação da Liga Paulista e foi para o Pq. Antárctica, campo que custava 200 mil réis por mês.
Foi a gota d´água. A turma dita elitista, do Paulistano, do Mackenzie, fundou a Associação Paulista de Esportes Athleticos.
E à Liga coube a pecha de popular. Foi quando o Americano quis se retirar da Liga.

É nesse clima de salve-se quem puder, e atrás dessa vaga sobrando, que surge o Corinthians Paulista, daqueles bravos guerreiros que não recebiam mais que o reconhecimento daquela pequena massa que se formava em torno do Timão. Pelo contrário; para erguer o Corinthians se entregaram de corpo, alma, e por ele deram a própria vida.

É com a cara e a coragem, e também com os direitos de um time que jogava muita bola e que já tinha a credencial de Campeão Varzeano, que o Corinthians pleiteia essa vaga.
Mas o Americano que a detinha acaba dando o dito pelo não dito e volta atrás. Mais para não entregar a vaga de mão beijada a um Clube que carregava no peito a Várzea, além do fino trato com a Deusa Bola, que qualquer outra coisa.
O Corinthians, no entanto, não deixou barato, reivindicou sua vaga.

Então lhe prepararam uma arapuca. Teria de ganhar dois jogos preliminares, de acesso. Seria agora ou nunca mais.

O Corinthians já havia provado seu poderio no campo do Lenheiro, nas várzeas Paulistas afora. Poderiam vir os adversários do Pq. Antarctica ou do Velódromo, tanto fazia.
O Galo de Briga da Várzea era tratado como bicão, e os Guerreiros queriam mostrar que o Coringão faz a diferença.

A Liga poderia ter aceitado há muito tempo, e por merecimento, o Corinthians Paulista, campeão do futebol “não-oficial”, da Várzea.
Mas foi apenas em sua crise financeira que cogitou ceder a vaga que sobrou.
O Corinthians, que já levava consigo sua multidão, aceitou o desafio, naturalmente.

Em seu caminho foi posto um time chamado Minas Gerais Futebol Clube, do Brás, clube fundado no escritório da casa do Sr. Plínio Fonseca, presidente do clube e também capitão do time.
Era um bom time, bem armado, e era também a esperança daqueles que se debruçavam na cerca do Velódromo e chupavam laranja naquela tarde.
A vontade deles era a de que este tal de Minas Gerais acabasse com as pretensões dessa gente atrevida, “arraia-miúda”, esses operários, esse Povo.
Que passou a ocupar os mesmos espaços nas arquibancadas, também.

Foi a primeira das invasões Corinthianas.
Ali nasceu de vez a Fiel Torcida, e também o seu oposto: a anticorintianada.

O Corinthians entrava em campo de uniforme novinho em folha, adquiridos com esforço para a ocasião, para disputar a partida mais decisiva de sua juventude.
Bordou-se as iniciais nas novas camisas brancas, “C” e “P” sobrepostos. Uma dura batalha, e os onze guerreiros jogaram montados no cavalo branco da raça.
E lutaram tanto que o adversário não suportou. Um gol apenas fez o Velódromo estremecer pela primeira vez, de muitas vezes que viriam.

Mas faltava ainda um segundo adversário: o São Paulo Sport Club, do Bixiga.
Mas é a sina de clube que porta tal nome, e neste o Coringão enfiou quatro gols, liquidando o assunto, sem nenhuma contestação.

Quem piava maus agouros, agora tinha de aceitar.
O Corinthians ingressava na Liga por méritos próprios, e ganhou até um Diploma que “concede ao Sport Club Corinthians Paulista o direito de integrar a Divisão Principal da Liga Paulista de Futebol”.

O futebol passou a ser de novo, e por direito, do Povo.
Que encheu o céu de rojões e fez uma Festa de arromba...

Os Guerreiros da Proeza Histórica:
Casimiro do Amaral, Fúlvio Benti e Casemiro Gonzalez; Francisco Police, Alfredo de Assis e Francisco Lepre; César Nunes, Antônio Peres, Luiz Fabi, Joaquim Rodrigues, Carmo Campanella.

*******

¹"Coração Corinthiano", Lourenço Diaféria, Capítulo XIII, págs 62-63.

² A esposa de João da Silva figurou na primeira Diretoria constituída, ao lado da irmã do Alfredo (e disso tudo sabemos pois quem disse isso ao Toninho de Almeida foi justamente Antonio Pereira), sem cargo específico, e nesses primeiros anos revezaram-se como bordadeiras e lavadeiras dos uniformes do Clube do Povo. Os nomes delas ainda são desconhecidos, ao menos por este que vos escreve.

domingo, 27 de setembro de 2009

Roubados no anti-estádio

Tarde de sol, com a lua crescente sobre nós.
Dia dos Erês.
Dia de Cosme e Damião, já lembrava em seu blogue o Porta-Voz.
Dia de batizado de pequenas pessoas queridas, não por acaso.

E nada de novo no privadão.
Apavoramos a bambizada alienada na Arquibancada.
Tomamos gol impedido.
Anularam um golaço legal nosso.
O Gordo perdeu gol que não costumava perder nunca.

E não perdemos pra putaiada há três anos, e ninguém repete isso como se fosse um mantra, como faziam antes de Betão sacramentar o que sempre foi fato.

ATENÇÃO: A borboleta arregou. E tem gente que fala que esse ser nojento é jogador de futebol...

A puta-anã-símbolo, que é conselheira de aquário, dizia que pra nós não "valia nada mais", que pra elas era importantíssima essa partida, e tudo.
Fica a questão pra essa putinha sem alma: depois de TREMER novamente por ver diante de sua carcaça sem alma, em um anti-estádio repleto de gentalha sem-alma, o CORINTHIANS, e ao lado do CORINTHIANS, como sempre, a SUA FIEL TORCIDA, o que ela tem a dizer? Depois de ROUBAREM e a emiçôra câncer TRANSMITIR EM REDE NACIONAL? E perderem os valiosíssimos pontinhos para o time dos CARROCEIROS, MALOQUEIROS e SOFREDORES, Graças a Deus?
Como fica, corja imunda sem alma?

Sair do privadão é sempre um exercício de paciência. Molecagem de lá, molecagem de cá, a puliça não arriscou nada, como faria se o privadão não dependesse do aval do secretário da FIFA pra alguma coisa, que não acontecerá.

A defesa, de modo geral, se portou razoavelmente. Menos por conta da dupla de zaga que pelas laterais.
O meio campo soube se portar contra um timinho de bixa que peida.
O ataque deixou a desejar, é verdade. Talvez estejamos fora da disputa, mas não estamos ainda matematicamente fora de disputa nenhuma.
É hora de voltar a jogar bola. Temos mais alguns concorrentes diretos, e uns adversários cuja obrigação é garantir os três pontos. E um jogo crucial na longínqua Prudente (NÃO!!!).

Nosso gol (um deles) aconteceu porque a bixarada treme. Veja a jogada e entenda. A capitã-carniceira delas entrega. ENTREGA. EN-TRE-GA. O Gordo só acompanha, e recebe a bola suave na frente do gol.
A bixarada treme e nunca vai negar isso...

Depois elas até chutam na trave. Mas mesmo a trave é sinal claro de que elas estavam abaladas, descontroladas. Como sempre. Nada de novo.
A bonequinha da juju, camisolinha com tapa-sexo bordado à altura do umbigo número 24+1, finge que esboço algum rascunho de reação. Mas sozinha? Hahaha...

No ataque do Timão, Gordo disputa a bola com um carniceiro que lhe enfia o cotovelo na boca e cai - o canalha agracia com o migué costumeiro. Daí a bola novamente sobraria para o Gordo, e o próprio zagueiro tentando cortar toca para trás, na chegada de Dente, que emenda pro gol. GOLAÇO!
Mas o canalha do apito quer ganhar ingresso pro show do ac/dc. O canalha da bandeira corria para o centro do campo quando se lembrou contra quem era o gol, e quis garantir o ingresso também.
A bonequinha da juju estava reclamando, e foi atendida. É a voz da juju, madame escrota, em campo.

DOIS A ZERO, corja de putinhas imundas.

Logo depois disso o serviço dos canalhas funcionou. Com meio timinho impedido, o centroavante que havia acabado de entrar faz um gol impedidaço, e ainda sai pra xingar a claque alienada de putinhas sem alma.
É o apito simpatizante rosa, e o modus-operandi da canalhice alienada.

Mas nossa zaga também dorme, fica esperando a marcação que, SABÍAMOS, não aconteceria. Depois de um gol daquele anulado, vocês esperavam o quê? Não entenderam que se trata da corja mais imunda e ladra deste país?

O cardíaco toma amarelo por tirar camisa no lance do "gol" delas, e depois faz falta desleal. E ainda dá chiliquinho, como faz toda putinha sem alma descontrolada.

Antes, porém, mesmo tremendo, o timinho da corja imunda foi ao ataque, só pra tomar contra-ataques de Bill, Dente, Jorge, e do coiso, que entrou sabe-se lá pra quê (convençam o carlos leite que a mercadoria já validou, e ele terá que se desfazer, MAS TIRA ISSO DO CORINTHIANS).

Com um jogador a mais, o Corinthians teve tudo pra fazer o gol que levaria à MERECIDA VITÓRIA, mas nos faltou qualidade no ataque.

E fora que imperou o apito-rosa, que deu ao puteiro, recentemente, alguns campeonatos de pontos roubados.

No mais, o ônibus do Corinthians foi apedrejado.
CADÊ A abutraiada de merda pra falar disso? Isso aí tem que ser amplamente divulgado.

*******

Felipe, Alessandro, Paulo André, Willian e Marcinho; Marcelo Mattos, Jucilei e Matias (Moradei); Jorge (coiso), Gordo (Bill) e Dente

Felipe esteve lá quando precisamos. Não leva culpa nenhuma, na minha opinião, no lance do gol, apesar de caçar borboletas com os pés.
Alessandro fez um arroz-com-feijão.
Paulo André arriscou-se no ataque, em cabeçadas. Tirou mais bola do que viu passar, assim como Willian.
Marcinho, prefiro não comentar - sinceramente.
Mattos não fez nada e comprometeu pouco. Não engrena...
Jucilei tentou, veio buscar a bola, roubou bolas, tocou bola, chutou bola. E acabou, ainda assim, produzindo menos do que devia.
Moradei, de chuteira amarela (!!!) chutou que nem a bunda da mãe dele, um toque de calcanhar de Bill, e desperdiçou mais um ataque. No mais, comprometeu em alguns lances, nada que o tremelique não nos assegurasse.
Matias é pequenino, Às vezes não aguenta a dividida. Mas fez uma linda jogada em que outro impedimento, do Gordo, foi mal dado pela canalhada.
Jorge jogou, se apresentou, mas não esteve em bom dia. Saiu machucado (?), para entrar o coiso. Que também não comento aqui.
Dente, na minha opinião, se omitiu em alguns lances cruciais, como enfiada de bola de Bill, e ele não correu atrás. E mais quatro ou cinco lances que se nota isso. Precisa começar a mostrar muito mais futebol.
Gordo perdeu gol imperdível. Mas batalhou, à sua maneira.
Bill entrou bem (eu me comprometo a pagar penitência por essa frase), atazanou o timinho do puteiro, mas só porque elas tremem e estavam com um a menos.

Fiquemos com a frase do Mano;
"Se a arbitragem fosse um pouco mais neutra e tivesse usado o mesmo peso para os dois lados, nós certamente sairíamos com a vitória"

AQUI É CORINTHIANS!!!

(Atualização de 29/9, 9h da matina. Vídeo emblemático do que foi o jogo.
Pra putinha calar a boca quando disser que houve "domínio" do jogo. Domínio estéril, falso domínio, de quem TREME.
AQUI É CORINTHIANS!!!)

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O BID...

A CBF alega um problema no sistema do BID, por isso não aparece a lista pela internet; será enviada a todos os filiados. Jornalistas receberam antes...
E nela estará constando tanto o nome de Matias quanto de Edno. Veja o post do Silvinho.
PORTANTO...
TREMEI
, putaiada!!!

CLIQUE E LEIA!



VAI PRA CIMA delas TIMÃO!!!

*******

Da Agência Corinthians, adaptado...
Note que EM NENHUM MOMENTO, nessa semana, a abutraiada lembrou destes FATOS.

Retrospecto: vantagem corinthiana no 'majestoso'
Agência Corinthians
25/09/09 11h56

Domingo, no anti-estádio do privadão, será realizado o quinto jogo entre Corinthians e bixarada na temporada de 2009. E, nestes últimos confrontos, a vantagem é toda do Timão: 3 vitórias e 1 empate. Historicamente, será a 288ª vez que os clubes entrarão em 73 anos de disputa do clássico. Até aqui, também é grande a supremacia alvinegra.

São 108 Vitórias Corinthianas, 91 empates e 88 apenas "triunfos" do puteiro. O Timão marcou 416 gols e sofreu 389. O maior artilheiro do clássico é o ídolo dos anos 30 e 40, o atacante Teleco, com 24 gols, seguido de Baltazar e Cláudio, com 17 gols cada.

A primeira vez em que os rivais se enfrentaram foi no dia 22 de março de 1936, no Parque São Jorge. Com três gols de Teleco, os Alvinegros venceram por 3 a 1 e começaram sua hegemonia no majestoso. Em 2009, o primeiro encontro aconteceu no dia 15 de fevereiro de 2009, válido pela oitava rodada do Campeonato Paulista, e terminou em 1 a 1, gol de André Santos.

Dois outros jogos, aconteceram pelas semifinais do mesmo Paulistão e o Corinthians fez os placares de 2 a 1 no Pacaembu e 2 a 0 no privadão. Já em 21 de junho, pelo Brasileiro, Cristian, Chicão e Jucilei fizeram os gols da vitória por 3 a 1.

No privadão
O primeiro jogo do Timão no privadão aconteceu em 25 de janeiro de 1962, madame 1 x 2 Corinthians. Neves marcou o primeiro gol alvinegro no estádio.

Anos depois, a Torcida Corinthiana proporcionou o maior público da história do Morumbi: 146.082 pessoas foram assistir no dia 9 de outubro de 1977 o segundo jogo da final do Campeonato Paulista, Corinthians 1 x 2 macaca.

Dos até agora 130 'majestosos' que aconteceram no estádio adversário, vantagem também Corinthiana: 46 vitórias do Timão, contra 50 empates e apenas 34 derrotas.

VAI PRA CIMA delas TIMÃO!!!

VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Informe do Mosqueteiro

Antes de tudo, honrar a memória do velho Balula, Saravá São Jorge!, que pegou a caravana com o Idário, um ano depois do Mestre Diaféria, como muito bem lembrou o Japonês.

Com relação ao time, teremos a volta do Willian, e de Jorge.
As bixas nojentas já estão descontroladas. Já dão até chiliquinho.
PRA CIMA delas TIMÃO!!!

A abutraiada segue na toada conhecida, na escrotidão de costume, e que nadem todos eles um oceano de merda pra chegar no abismo.

Jurídico!
Tem uma lenda na praça que diz que se Matias e Edno não forem inscritos no BID da confederação até amanhã, só serão em 2010.
Prato cheio para a abutraiada se acontecer, não?
É problema trabalhista de La Plata? Itamaraty! Esperaram tanto tempo para só assistir português e argentino fingirem que se arrumavam?...
Confiemos no departamento jurídico...

Cazzu, e o tampão indo fazer turismo contratar o Dentuço Riquelme alguém com o bolso furado?...

Fiel Torcedor
Sanches sinalizou o Pacaembu para o ano que vem. A nação pagará mais caro mas o dinheiro volta para o CORINTHIANS, não será despejado no esgoto do privadão.
Dessa forma, a partir de fevereiro, teremos aumento na mensalidade do Fiel Torcedor. O valor ainda não foi divulgado. De R$15, imagino eu, subirá para R$25. Chute completo, veja bem. E imaginando que o ingresso subirá dos atuais R$18 para R$50, no mínimo, durante a Libertadores, estará feita a reformulação. No aviso se fala ainda em pacotes para a Libertadores, quando reabrirem as inscrições para o Fiel Torcedor.
Mas a questão dos preços parecem estar atreladas a uma perspectiva que o marquetim está criando. Na quarta passada, o Sanches anunciava que quem não fosse associado dificilmente assistiria a uma partida no Pacaembu. Menos de uma semana depois, a suspensão dos cadastros. É o marquetim do terrorismo.
Que criou, sem querer querendo, uma "elite"; os que podem assistir os jogos no Pacaembu. Sim, pois todo esse terrorismo ou é para vender todos os pacotes antecipadamente, ou é só pra criar essa tal "elite". Seria para quê, então, se não para essas duas coisas?
Reformular aos cinqüenta mil, perfeitamente. Encerrar temporariamente os cadastros para poder imaginar quanto será o aumento já é coisa que apenas nos leva a crer na criação da "elite". No aviso para comprar o ingresso contra as bixas nojentas diz que eu "compareço"; jogo fora, eu tenho esse "direito" de preferência na compra. Para continuar tendo o "privilégio" de estar lá.
E ano que vem ganharei este prêmio: um aumento nos preços.
Te custará caro, Corinthiano. A sanha da elitização não tem fim.

Que esses que comparecem tenham direito a voto para presidente!
Aí então veremos a real importância desse Fiel Torcedor.
Que não pode ser só Fiel consumidor.

O menestrel perde o posto...
Sobre o caso que cutucou a anticorintianada e indignou a Fiel torcida (a primeira vez que li, foi no Silvinho, aqui. Continou por lá a relação com a patota bandida dos juquinhas. Teve a resposta do moleque aqui. E seguiu, aqui e aqui, com as postagens da Yule, e aqui da Leonor. O Ricardo Taves exprime a relação com a bandidagem que teve esse caso aqui, pois a corjinha atacou os Corinthianos que defendem o Coringão) podemos dizer que repercutiu.
Até o ex-harekrishna, em sua coluna no jornal estrago, fez menção ao tema.
O texto está na caixa de comentários.
Segue o email que este Mosqueteiro enviou.

"Neste texto de hoje escreve tanto, com tanto floreio, tanta poesia, mas não consegue esconder a encomenda. Tudo só para relacionar a palavra "irresponsável" com a palavra "blogueira".
Pois a blogueira Yule defendeu o Sport Club Corinthians Paulista contra a sanha de seu pupilo.
Mas seu pupilo se perdeu na queixa, se é que poderia haver alguma. Se é questão de direito autoral, que direito tem seu pupilo sobre uma frase em uma camiseta? Frase que ele não registrou, e nem teria como.
Se eu fizer e comercializar uma camisa com os dizeres "Pança de mamute", você acha que os Titãs iriam querer me processar? Ou ainda, será que a causa seria "justa"?
Mas o problema é um pouco mais profundo. Seu pupilo avilta a própria paixão que diz nutrir - duvidosa que ficou a situação.
Ele usou o nome Corinthians sem autorização e ainda quer cobrar indenização do Clube por isso.
Você com sua coluna no jornal, e os apelidados juquinhas pelos blogues, na sanha de colocar o nome do Corinthians "sujo na praça", de tornar o "bando de louco" algo pejorativo (diferente da música que seu próprio pupilo criou), esquecem que deveria existir, como de fato existe, um ethos Corinthianista.
Você não tanto, pois declaradamente é adepto daquela seita usurpadora, mas os juquinhas, por se dizerem "corintianos", deveriam compreender melhor.
Foram com muita sede ao pote de fel - tentar colocar o Corinthians e Corinthianos como vilões dessa história, quando na verdade é teu pupilo que começou e vai terminar a bobagem.
Seu texto termina por criar a salada do falso moralismo do politicamente correto, e se perde nos devaneios da comemoração de um gol, ou de beijinhos em público. Como se isso disfarçasse a intenção primeira da encomenda deste texto. O resíduo, entretanto, está exposto aqui no tocante ao caso do teu pupilo.
É triste que a situação do seu pupilo seja esta, mas é ridículo que você se preste a esse trabalho num texto desse.
Grato pela atenção,"

O nome do Corinthians foi aviltado. Há de se ter uma compensação pela injusta bobagem do moleque. Uma indenização pela péssima exposição, pela chance que deu à abutraiada para que deitasse e rolasse nas cuspidas.
Outra vez surge o Departamento Jurídico. Esse imbróglio não acabou, apesar de haver sinalização de um acerto no horizonte.
O autor continuará vendo a Fiel cantar sua música. Só que ele não mais estará por ali. Terá de ver pela telinha da tevê.
Ninguém mandou brincar com o GIGANTE, que ele dizia conhecer...

O esgotão
Agora, assuntos menores para finalizar, e esquentar os tamborins. Há um lobby do álcool agindo para que na copa se possa ter boteco em estádio. Tudo a ver; querem transformar os estádios em boate. Quem sabe assim o privadão não se salva da falência? Lá cabe bastante putinha.
Aliás, o puteiro toma ferro da FIFA e elas não se emendam. Seguem desrespeitando a entidade máxima, com a madame totalmente irregular na chefia do puteiro. Até as filmagens foram consideradas inviáveis, pela empresa oficial da FIFA.
privadão NÃO!

VAI PRA CIMA delas TIMÃO!!!

VAI CORINTHIANS!!!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Quarto Capítulo

Per Aspera Ad Astra

(Publicado no blogue da Yule)

Por Filipe Martins Gonçalves

O leitor que acompanhou esta coluna semanal deve ter notado que há uma preocupação constante de resgatar a raiz do Corinthianismo.
Mas que é Corinthianismo?
Será que é possível explicar? Acho que não...
Ainda assim, podemos identificá-lo. É mais ou menos o elemento sem o qual teria sido impossível a existência, por exemplo, de um Neco, de um Idário, que são figuras mais que emblemáticas, por exercerem este elemento essencial em toda sua plenitude.

O Corinthianismo tem uma razão de ser que não se perde no efêmero. Não é definido pelo o que tem, mas define cada vitória, cada glória e cada derrota. É só pensarmos o que foi aquele dia 13 de outubro de 1977.
Nenhuma vitória mexe tanto com o mundo quanto a vitória do Corinthians. Isso também faz de suas derrotas algo maior que as vitórias dos rivais.
O que o Corinthianismo é não vem de nada exterior a ele. Pelo contrário, é ele a referência para os outros.
Corinthianismo é, portanto, uma essência, que diferencia o Corinthians dos outros clubes.
O Corinthians é uma Torcida que tem um Time, eis a conceitualização mais concreta a que se pode chegar de Corinthianismo.

Pois aqui precisamos buscar entender a razão histórica desse elemento.
Note que o termo elemento apenas designa uma generalização, pois não há definição concreta para Corinthianismo.
A intenção, ou mera pretensão, é conseguirmos identificar com alguma precisão este elemento no final desta série de colunas.

Para entendermos a dimensão do Fenômeno Corinthians, é preciso compreender a dimensão do próprio Futebol.
Estão contidas, neste arquétipo que é o Futebol, desde a noção de herói, que é ligada diretamente à guerra, até a noção de pertencimento a uma coletividade.
Não à toa podemos dizer que o Futebol, sem ser ainda o Futebol, começou em um campo de batalha, ou de disputa em algum nível.
É coisa antiga da humanidade, a simulação da guerra.
Pensando bem, até os primatas fazem isso. E, se formos ver realmente, todo animal o faz.

Tanto é assim que encontramos um Futebol na China semelhante ao Futebol de hoje, bem antes dele existir no mundo ocidental.
No ocidente a disputa se tornou grandiosa na cultura helênica. O arquétipo foi "domesticado" nas Olimpíadas, por exemplo. Mas nas vilas medievais, os costumes eram um tanto mais "bárbaros".
Claro que os ânimos sempre se exaltavam. A violência sempre esteve presente, e sempre fez parte, pela natureza do arquétipo.

O objetivo de levar algum objeto para o outro lado da rua foi a origem do Calcio. Mas jogos semelhantes aconteciam em toda a Europa medieval, especialmente nas datas festivas, quando a cidade toda estava em procissão, por exemplo.
Era questão de decreto do Rei, e a prática estava proibida, especialmente na Inglaterra.

O Futebol, porém, não desiste, simplesmente por ser um arquétipo verdadeiro e essencial, assim como o Corinthianismo.

Os seminaristas trataram de criar um ambiente, com regras, para a prática desses jogos. As universidades, portanto, são fundamentais para que o Futebol aconteça.
De início, o futebol era jogado com as mãos. E não voltava ninguém inteiro para a aula.
A Inglaterra, que de tanto proibir a prática acabou por 'esquecê-la', recrutou seminaristas italianos para desenvolver a prática do Calcio, que não deixou de existir na bota.
A idéia dos ingleses era diferenciar este "novo" jogo daquele que era jogado também com as mãos. Acharam que se tirassem as mãos do jogo, a coisa seria menos, digamos, violenta.
Fundada a Associação de Futebol em 1846, o Football se diferenciava do Rugby, e o esporte serviu muito bem à revolução industrial em curso. Era preciso uma atividade de massa. E isso o Futebol sempre foi.
Extrapolou as universidades, foi para as fábricas, para os bairros. Em pouco tempo o esporte foi disseminado pelo mundo.

A primeira grande evolução ocorreu na Escócia.
Durante muito tempo a Inglaterra tomou surra em campo, pois os escoceses tinham tática mais apurada e técnica mais desenvolvida. Tocavam a bola de pé em pé, ao invés de jogar a bola longe e sair correndo atrás dela, como os ingleses faziam até então.
Note que esta forma de jogo é muito comum no Rugby, mas pouco inteligente no Futebol, ainda mais quando olhada com os olhos contemporâneos.

E novamente na Universidade, o Futebol viu sua grande evolução.
Um clube foi fundado com o intuito de revolucionar a maneira de jogar dos ingleses, e se tornou nada menos que o Embaixador do esporte bretão, e ganhou brasão da Coroa.
De 1882 em diante, a Inglaterra iniciava, no Futebol, a Era Corinthiana. Não é megalomania deste Corinthiano que escreve. É História. Está aqui. É o Corinthian Football Club, que se traduziu em hegemonia inglesa no Football. E internacionalizou de vez o esporte conforme a Associação inglesa o planejara.
Enfim, esse Embaixador veio a Piratininga no instante em que o Povo engrenava um clube.
Goleou os times do futebol "oficial" e foi fonte de inspiração no ano do Cometa.

Mas atenção ao povo "engrenando um clube".
Já existia Futebol nas nossas várzeas, desde quando os seminaristas de Itu trouxeram o esporte. Ou desde que Charles Miller chegou com sua bola e seu livro de regras, ali no Bom Retiro, no mesmo lugar onde foi fundado o Timão do Povão, mais de duas décadas depois.
O que precisa ficar claro é que o Povo já sabia jogar bola, e já jogava com muita propriedade.

O Futebol do Povo tinha seus campos de batalhas quando os rios davam uma trégua. Os 'moleques' refinavam suas técnicas na terra molhada e ressecada das Várzeas, onde as formigas lava-pés erguiam seus formigueiros, como impérios sorrateiros que se espalhavam. E os clubes da Várzea eram assim, pequenos Impérios, donos de suas Várzeas. Que partem para a "briga", vai à luta. Foi nesse berço que o Corinthians nasceu.

O Futebol restrito aos clubes "oficiais", às Ligas "oficiais", estava em franca decadência no momento em que o Corinthians surgia. Portanto, o Corinthians não é um fenômeno isolado em sua época, tem uma razão concreta para existir, e uma raiz profunda na História da humanidade.
Mas o fato de ter devolvido o Futebol ao Povo, ao colocar o Povo de volta no controle do Futebol já diz muito sobre o que é o Corinthianismo. Veremos como isso aconteceu...

domingo, 20 de setembro de 2009

Idário não viu!

O grande culpado de hoje é o técnico. Armou o time, depois de duas semanas de treino que resultaram em uma coisa sem nexo, de forma a ser presa fácil para um time de cuzão como a mentira verde. Fez o CORINTHIANS jogar mais cuzão que o timinho de cuzão. Não adianta vir dizer que 40 profissionais viram o treino e gostaram...

Daí muitos vão dizer que a mentira verde tem um timinho armadinho. Tem o escambau.
Foi o senhor Mano Menezes que hoje colocou em campo uma tática pé-de-chinelo, foi anulado e ainda queimou uns e outros que, a despeito de serem medíocres ou apenas medianos, irão levar a culpa.
Tanto que a mentirinha verde assistiu o Corinthians jogar, com uma formação tática no nunca antes vista - e espero que nunca mais tenhamos que ver - e apenas se aproveitou, com base na mediocridade, dos erros mais medíocres ainda do Corinthians.
Toque de bola qualquer profissional de futebol deve saber exercer, e abutre que vier falar sobre o jogo exaltando o suposto toque de bola da mentira, estará apenas sendo leviano.

Felipe, Balbuena, Chicão (Bill) e Diego; Alessandro, Marcelo Mattos, Jucilei e Marcelo Oliveira (Marcinho); Dente e Gordo.

Elias, que recebeu aumento, só tocou bola pro lado e ficou parado. Mattos e Balbuena, que tentaram e viram o piano sobrar para as costas só deles, não correspondem ao tamanho da bronca, e disso qualquer um sabia.
A zaga com Chicão - contundido, quem sabe? - e Diego - queimado por definitivo hoje, uma obra do técnico, mesmo o moleque jogando tudo o que sabe - que não está servindo, ainda conta com um suposto terceiro zagueiro que deixa a coisa esquizofrênica.
Alessandro não tinha noção do que fazia e batia cabeça na meia, assim como Jucilei. Ninguém entendeu o que o técnico quis, depois de duas semanas de treino!...
Dente e Gordo ciscaram como nunca, e o gol do Dente foi chorado, aos trancos e barrancos, sendo que havia já perdido um gol bisonho. Marcelo Oliveira segue o caminho do Diego. Os outros que entraram não merecem comentários.

A saída de bola passava de pé em pé e não saía do lugar. Medonho... E culpa do técnico.
A linha da zaga pediu o primeiro gol. Daí, quis sair com esse toque de bola, com o Gordo batendo cabeça achando que fazia a armação - quem faria? Quem fez? Que merda é essa, Mano? - e cruzando bola para Jucilei (!!!) cabecear na área, quando mínimo que se espera, ao menos em um jogo normal, é o contrário...
O segundo gol, em bola perdida por Elias, foi caracterizado pela nulidade da zaga. E a culpa - que fique claro! - não é só do Diego, não. Nada mais é preciso dizer.

Jogador profissional, de meio de campo para o ataque, que não tem mira para chutar a gol, está fazendo o quê?

Mas time que quer "depender" de Bill quando já tem um peso Gordo e um Dente que cisca, PRETENDE O QUÊ?

O terceiro gol é o exemplo cabal de como as laterais estavam anuladas pelo erro tático grosseiro, o que rendeu à zaga, mais uma vez, todo o ônus de ter sido driblada bisonhamente, e ter "evitado" o pênalti.

Daí desperdiçava-se chances, com Bill principalmente, até que a falta é batida na trave pelo Gordo, na sobra a cabeçada de Jucilei vai na trave também até que Dente põe pra rede.
Mas em mais um cochilo, bola cruzada e cabeçada, a zaga assistiu ao último gol.

Tem quem aplauda o Gordo quando ele faz bobagem.
São os mesmos que NÃO CANTAM PARA IDÁRIO.

Se IDÁRIO foi esquecido pelos "consumidores", foi esquecido em campo também.

Essa derrota anuncia o seguinte, cambada de desavisados:
QUEM NÃO HONRA A TRADIÇÃO, toma.

Aqui é Corinthians, onde nada é por acaso.

A quantidade de zica e gordura esperando ver "espetáculo", gritando gol antes da hora, e esperneando quando o Gordo dominava - simplesmente dominava, nada mais! - não foi vista nem depois de sermos Campeões Invictos ou Campeões da Copa do Brasil.
Para a diretoria é bom, pois o merchan arrecadou mais de R$ 1.200.000,00. Mas para o Torcedor de verdade...

Aliás, um suposto torcedor supostamente é autor de um cântico, e processa o Corinthians por "lucrar" sobre sua criação.
É um baluarte da geração que se formou lendo o ignóbil juquinha, e é mais uma orquestração da agenda política de destruição, percebam: abre brecha para as organizadas terem que pagar pela utilização do símbolo, por exemplo, discussão que quem começou foi essa corja de abutres e pseudo-abutres.
Curiosidade: a família do Rebolo recebe, ou já recebeu, algum valor pela jóia gráfica do artista?...
Enfim, esse é o exemplo cabal do que acontece hoje, em campo e fora dele.

E é pra cambada aprender: quando zica vem no Templo, é pra ver essa merda.
É nosso dever fazer campanha para zica ficar em casa.

São Jorge não joga pra filadaputa que não quer esforço, só para garantir a saúde para mais uma baladinha na night, ou uma fotinho no Pacaembu.
Por mais que haja tantos Guerreiros que não parem de lutar na Arquibancada.

Roubaram? Sim, a falta que originou o quarto gol não foi falta. As faltas não dadas para o Corinthians, com o placar ainda "virável", inclusive dentro da área - mão na área, contra o Corinthians, não é mão nunca -, o cai-cai de timinho que finge catimba, tudo isso é muito escroto, e deveria ser amplamente esmiuçado aqui.
Mas não será, pelo menos hoje, pois temos coisas mais importantes, que já tratamos e ainda iremos tratar durante a semana.

E a diretoria agora poderá arrotar à vontade que a "missão do ano" já foi cumprida...
Tá tudo muito errado.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Idário Sanches Peinado

Nasceu nesta cidade, em berço Corinthiano, no dia 9 de maio de 1927.
Grande Guerreiro, o Gigante nasceu para o Futebol no Sport Club Corinthians Paulista, que amou nesta vida até este dia de hoje, por volta das sete da manhã.

Frise-se: GRANDE GUERREIRO. Dos maiores, dos mais leais.
Seu maior orgulho foi o CORINTHIANS, e isso ele não se furtava a repetir. Pelo contrário, dizia isso pois fazia parte de sua Alma, pela naturalidade de seu próprio ser.
E quem ama o CORINTHIANS, como o senhor, Ó DEUS DA RAÇA!, neste momento chora.

Estará com o CORINTHIANS onde estiver, e o CORINTHIANS estará contigo.

Idário, de Sangue Azul. Guerreiro humilde, Fiel, El Sangre.
Foram 475 jogos honrando Teu Amor. Seis gols. Se os gols foram raros, cada um representa o grito mais forte de um Coração Corinthiano apaixonado.
De 1949 a 1959; Campeoníssimo!

Meu , que hoje te recebe aí onde vocês estão, me contava que cada toque na bola, naquela tarde de seis de fevereiro de 55, era um grito sofrido da contusão.
Cada dividida, via-se o teu rosto contorcer de dor.
Não abandonaste teu Amor na hora em que ele precisava de ti!
Hoje perdemos o maior Corinthiano que tínhamos vivo.
Quem chega, deve te honrar!
São Jorge te assiste no céu.



OBRIGADO,

Por ser Símbolo, como Neco;
Por ser Raça, como Grané;
Por ser Humilde, como Jaú;
Por ser Exemplo, como Brandão;

POR SER CORINTHIANS, como nós!


VIVA IDÁRIO!!!

*******

ATUALIZAÇÃO: AQUI podemos encontrar um depoimento que nos faz vislumbrar o que foi o CORINTHIANS de IDÁRIO. Está aqui como está lá, sem tirar nem por.
A NAÇÃO CHORA, com muito orgulho de seu DEUS DA RAÇA!

O Campeão do IV Centenário e o garotinho deslumbrado.

Lineu F. S. Vianna

Era uma vez um garotinho que, no ano de 1.954, tinha apenas doze anos de idade, mas já era um corinthiano fervoroso ou roxo (como a mídia quis deixar transparecer na camisa oficial de nº 03).
Naquele ano, o Governo Municipal de São Paulo deflagrou, orgulhosamente, uma série de eventos festivos, no intuito de comemorar, condignamente, o IV Centenário de fundação da cidade de São Paulo.
E, o glorioso alvinegro do Parque São Jorge, com um time de grandes estrelas, disputava o campeonato paulista.
Os parentes desse garotinho, do lado materno, eram todos sócios remidos do Corinthians...Tio Dorinho, Tio Paulo, Tio Gastão ...percebiam a admiração que ele nutria pelo Timão, com uma ponta de orgulho, pois a tradição estava sendo mantida.
E lá foi ele, com seus parentes queridos, assistir à decisão do campeonato paulista, em pleno Estádio Municipal do Pacaembú. O outro finalista era o Palmeiras, adversário terrível, pois também contava com grandes jogadores.
Lá no meio da geral, misturado com a imensa torcida corinthiana, aguardava com um misto de ansiedade e receio o início da partida, pois o Palmeiras era um time poderoso.
De repente, viu o seu time entrar em campo....Pacaembú lotado....Começou um tremendo foguetório....Torcida vibrando e gritando o nome de seu time.....Quase não se enxergava os jogadores com a fumaça dos fogos....O garotinho arrepiou-se todo e seu coração começou a bater mais forte.
Com os seus olhos lacrimejados de emoção procurava distinguir, um por um, os seus heróis... Lá estavam, acenando para a torcida, seus ídolos ...Gilmar, Homero, Alan, Idário, Goiano, Roberto, Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão .
Aí, parafraseando o grande e saudoso locutor esportivo Fiori Gigliotti “abrem-se as cortinas e começa o espetáculo”...
Jogo disputadíssimo...coração apertado....olhos fixados no campo....Até que aparece correndo pela ponta direita, com aquele domínio e velocidade que lhes eram peculiares, o grande Cláudio ( Cláudio Cristóvão de Pinho ) e, com maestria típica de um grande craque, faz um cruzamento perfeito em direção à meta palmeirense... daí surgindo ele ...o grande Luizinho (O Pequeno Polegar) que chuta com toda a força....A bola ainda bate na trave e entra...GOOOOLLLLLL!!!...

O estádio quase vem abaixo...os alicerces tremeram.... o garotinho pulou e gritou feito um doido...

Acabou o primeiro tempo – placar de 1x0 para o Corinthians - graças a Deus...
O saudoso Oswaldo Brandão - técnico do Timão - resolveu reforçar a defesa, deixando apenas dois atacantes fustigando a meta alviverde...Comecei a ficar preocupado........Notei a expressão tensa de meus tios e de outros torcedores a minha volta...Será que o Palmeiras ainda consegue virar o resultado ???....Aí veio o empate...E agora ??? ....Será que dá ???..O Timão, pelo Regulamento do Campeonato, precisava do empate para ser Campeão.......Aí destacou-se a garra corintiana... com raça e determinação de todos os seus jogadores, principalmente do Idário, que jogou ainda não plenamente restabelecendo de contusão, o Corinthians foi segurando o empate.
Aí, o Juiz, cujo nome não consigo me recordar, trilou o apito encerrando a partida.
O garotinho pulou, gritou e chorou de emoção...Berrou até ficar rouco...
Voltou eufórico para casa...Seu time do coração havia se sagrado “Campeão do IV Centenário”...
Ganhou, de seus Tios, bandeirinhas com o emblema do clube, bem como, ainda se recorda, de uma réplica de madeira do charuto (com as cores e o distintivo do Timão) que também era, na época, um símbolo corintiano, por causa de seu diretor de Futebol Chico Mendes, que assistia a todos os jogos com seu indefectível charuto....Nunca mais esqueceu daquela dia o6 de fevereiro de 1954 e da performance dos jogadores que receberam, com muito mérito, as faixas de campeões .
O aludido garotinho, é o subscritor deste texto, hoje com mais de sessenta anos de idade, e continua apaixonado pelo Corinthians. Inclusive, já levou sua filha , ainda menina (hoje adulta), para torcer pelo Corinthians...E, como não poderia deixar de ser, ela não perde nenhum jogo ...Torce freneticamente pelo Timão....A tradição continua...Espera que seus futuros netos a mantenham.....
Corinthians nunca vou te abandonar !

No mesmo link, por mais que não cite IDÁRIO, e por considerar o DEUS DA RAÇA o próprio Corinthians da época, segue outro depoimento:

Alexandre Papasergio

"Quando eu era pequeno (aliás não preciso falar que nasci corinthiano), eu adorava comprar revistas com histórias e feitos do Corinthians e de sua torcida. Certo dia, conversando com o meu avô Antônio, fui perguntar pra ele o porquê de o Corinthians ter vencido tudo em 1951, 1952 e 1954, e não constar nenhum título em 1953. Ele me respondeu que em 1953, o Corinthians passou praticamente metade do ano na Europa, e que havia massacrado todo mundo por lá. Eu não acreditei muito na época em que ele me falou isso, pois os programas de esporte jamais haviam tecido algum comentário sobre aquele feito. Já havia ouvido falar da Taça Rio vencida pelos inimigos verdes, do famoso Santos (que aliás só existe até hoje graças àquele time da década de 60), até de um suposto torneio com caracteres de Mundial vencido pelo Fluminense, mas de o Corinthians ter massacrado inúmeros times na Europa, nunca vi jornalista nenhum comentar.
Passaram-se alguns anos e com a idade, naturalmente aumentou também o meu Corinthianismo.
Um dos inúmeros livros a respeito do Corinthians que eu li, foi o almanaque do Timão (livro que pertence ao meu irmão Carlos, que por sinal é Corinthianíssimo graças a Deus). Vi feitos maravilhosos, como a difícil vitória por 4 x 3 em cima do Boca junior's em pleno La Bombonera na década de 60 (que também nunca vi nenhum jornalista comentar) ou então os 11 x 0 em cima do Santos Futebol Clube em plena Vila belmiro na década de 20, além de observar os incríveis relatos de grandes deslocamentos de pessoas em trens para ver o Corinthians jogar onde quer que fosse já na década de 30 (época em que conquistamos nosso terceiro tri-campeonato estadual). Mas quando me deparei com os jogos de 1953, não pude conter as lágrimas... O Corinthians, que era o atual Bi-campeão (51/52) do Torneio Rio-São paulo (e pra quem entende pelo menos um pouco de futebol sabe que este era o maior campeonato que se disputava no Brasil) foi convidado a uma excursão pela Europa e simplesmente venceu praticamente todos os jogos que teve, com exceção do primeiro. Venceu equipes como a Lazio, Internazionalle, Real madrid, Barcelona, Galatasaray, Fenerbach, Torino, Borussia Dortmund, entre outras equipes, sem contar com vitórias sobre seleções da Turquia, Finlândia, etc.
Voltou para o Brasil com o título de Bola de Ouro do futebol Brasileiro. Nunca ouvi ninguém da imprensa falar sobre isso. Conquistou ainda, naquele ano, o título da pequena taça do Mundo disputada na Venezuela. Deste, já ouvi alguns jornalistas comentarem.
Mas emoção mesmo, eu e meu irmão iríamos sentir em 2006, quando em uma viagem ao Sul da Itália para conhecermos a família de nosso pai, em meio a uma torrencial discussão sobre futebol, ouvi os italianos dizerem coisas sobre Juventus de Turim, Santos de Pelé, Milan de Berluskoni, São Paulo de Raí, Internazionale de 66, Roma de Falcão e Flamengo de Zico. Frustrado, tentei saber se alguém não tinha nada pra dizer a respeito de Corinthians. Meu primo "Mimmo" ,sorrindo, perguntou se nós estávamos preparados para perder o Carlitos Tevez para algum time da Europa. Seu pai, o "Pinno", comentou algo sobre o campeonato mundial da FIFA conquistado pelo alvinegro em 2000. Mas foi um tal de Sr Vincenzo, amigo da família, que fez eu entender o que é de fato o Corinthians no cenário mundial, pois ele tomou a fala e disse com essas palavras:
- O Corinthians é um time que veio para a Europa no começo dos anos 50 e mexeu com o brio do continente. Eles tinham um "nerone" (negão, referindo-se a Baltazar) que cabeceava mais forte do que um chute. Tinham um bigodudo (Cláudio) que cruzava a bola com uma perfeição que eu só vi o Puskas (jogador da Hungria) fazer igual. Tinham um baixinho (Luizinho) que driblava feito um diabo. Que time! Eu fui assistí-los jogar contra a Lazio. Sinceramente... time igual àquele, só a Itália de 38. Por causa do ego europeu ferido que eles deixaram por aqui, times como Real Madrid e alguns da Inglaterra começaram a idealizar um torneio em que o campeão da Europa enfrentasse o campeão da América (veja o que o cara nos falou!!!).
Ao ver o alvorosso que o Sr Vincenzo, um juventino fanático, causou com aquela declaração, eu só tentava limpar minhas lágrimas, mas elas não pararam mesmo de rolar, quando ele finalizou com a seguinte informação:
- Anos depois, fui assistir a um jogo entre Milan e Santos onde diziam que valia pelo Mundial e reconheci de pronto o goleiro da equipe brasileira (Gilmar), pois era o mesmo que defendia o Corinthians anos antes. O Santos era formidável (disse ele), mas percebi que não trazia tanta paixão como o Corinthians.
Quando ele finalizou, concretizou-se uma forte discussão entre nós (eu e meu irmão) Corinthianos, e eles que eram quase dez pessoas que apesar de calabreses eram apaixonados pela Juventus de Turim. A discussão finalizou, quando através da internet, mostrei-lhes uma fotografia tirada de um helicóptero que mostrava o Morumbi com cerca de 146 mil corinthianos em 1977 e um deles concluiu:
-É!... Una Tifo incredibile ( Uma torcida inacreditável)".

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Joguinho curitibano

Felipe; Balbuena, Chicão, Paulo André e Diego; Marcelo Mattos, Elias, Jucilei (Moradei) e Marcelo Oliveira (Bill); Dente e coiso (Alessandro)

Jorge contundido foi o grande desfalque, ingrata surpresa, que determinou a presença de Marcelo Oliveira na intermediária. Ali não é muito o lugar dele. Ele tentou, é verdade. E é verdade também que está sem nenhum ritmo. Mas essa idéia do Mano foi de lascar.
Diego, na lateral, já sabemos o que é, vimos ontem, e já havíamos comentado exaustivamente por aqui sobre isso, por isso me livro de dizer qualquer coisa, posto que quem acompanha esse blogue entende o que estou dizendo.
Balbuena jogou, tentou, lutou, isso é que importa. Perder as bolas faz parte, e ele tem potencial para melhorar.
Jucilei jogou na direita, oposto ao Marcelo Oliveira, e no primeiro tempo ficou trancado.
Mas vamos a um resumo do jogo...

Calção branco, meias pretas.
Logo no 1º minuto, falta desleal no tornozelo do Marcelo Oliveira. Sabiam que voltava de contusão. O canalha do apito também, por isso deixou o migué imperar, para tentar intimidar o Corinthiano.
Aos 3, o coiso perdeu bisonhamente a bola no nosso contra-ataque. No minuto seguinte provou seu azar, além da ruindade: a bola foi na trave, no goleiro e voou pra fora da área.
Aos 5 Dente esquece de tocar a bola e deixa ela sair pela lateral. O Coringão até que vinha bem nesse início. Mas Jucilei jogava trancado demais, como já disse, e Mano manda que ele abra o jogo, tente a tabela e se enfie nos zagueiro. Aos 7, isso surte efeito; Jucilei sofre falta desleal na entrada da área. O migué do canalha do apito atua novamente.

Aos 8, o coiso perde novamente a bola. O quero-quero estava lá marcando o cone. Mas aos 12 ele não estava impedido, e o canalha deu impedimento.
Aos 14 a zaga sai jogando mal, tocando errado, entregando bola. Aos 15, a falta que Jucilei sofre vira falta dele.
Aos 17, falta na pequena área em Felipe, não assinalada. Aos 19 Jucilei cruza mas o coiso perde o tempo da bola. No minuto seguinte, perde a bola bisonhamente de novo, o coiso.
Aos 23 Balbuena protege, o carinha se joga acintosamente, e o Corinthiano toma amarelo. Tudo isso com apenas 23 minutos. Depois vem um babaca encher meu saco dizendo que eu sou pernicioso ao "bem-estar" dele.

Aos 24, mais carniceria sobre Marcelo Oliveira, sempre sob o migué do canalha do apito. Na falta cruzada aos 25, o coiso faz qualquer merda que nunca é a coisa certa. No contra-ataque, a bola voa sobre a área, é tirada, mas volta para o adversário, que cruza novamente e pega tudo desarmado. A culpa não é do Jucilei, que marcava dois em plena pequena área. Dizer que Jucilei errou no lance é coisa de abutre.
Aos 30 o coiso perde a bola de novo, de merda que é. Entrega o contra-ataque. A zaga recompõe, mas Diego tira para escanteio, estranhamente. Aos 36 Balbuena luta, cruza e o coiso cabeceia pra fora.
O que preocupava não era tanto a ruindade do coiso, mas a omissão de Elias e Dente.
Neste mesmo minuto, o canalha do apito matou uma bola para o adversário.

Aos 38 Dente cai, e na sequência cai de novo. Não há opções com o coiso em campo... A zaga continua batendo cabeça.
Aos 40, na falta batida, Dente sobra com a bola na cara do gol e chuta no goleiro...
Aos 43, pela enésima vez em apenas quase um tempo de jogo, o canalha deixa que façam falta em Jucilei, na frente do apito. Aos 45, mão dos caras na área. O canalha dá falta do Corinthians.

Dente não está conseguindo jogar. Jucilei não consegue sair para o jogo. A zaga bate cabeça, está sem referência em lances aéreos e em alguns contra-ataques, e quando a jogada é aérea, ainda que o posicionamento esteja quase bom. Tem que abdicar do coiso urgentemente. Faz nove meses que ele não faz NADA.

Mano tira Marcelo Oliveira e coloca Bill, que entra na posição do Jorge. Arriscado, de fato, pois teríamos dois coisos em campo.
No 1º minuto da segunda etapa, Balbuena cruza, quase lá. Elias, aos 4, cochila. Aos 5 tudo se acerta, com todos. O coiso abriu para Elias que cruza, Bill faz um corta-luz, a bola sobra para Dente que não perdoa. Golaço!
Aos 6, a enésima e programada falta em Jucilei. Aos 8 chegávamos, quase lá. Logo depois o coiso até tentou uma enfiada de bola com o calcanhar, a la Doutor. Quem diria! É evidente que não deu certo, não preciso nem dizer. Aos 10 Elias enfia linda bola para Jucilei dominar e cruzar, mas com o coiso não rola.
Jucilei começa a jogar mais solto, com a presença de Bill, que não é peso morto como o coiso. Aos 12, Bill rouba a bola mas esquece de tocar, e perde a bola.
Aos 17, o grande lance do jogo. Jogada de craque de Jucilei, que vê Bill livre mas se recusa a passar a bola. E perde o gol inexplicavelmente.

O Coringão cria, mas toca errado também. Desentrosado e sem a peça fundamental que é Jorge, o ataque fica comprometido. Bill e o coiso são parecidos, a diferença é que Bill consegue dominar a bola.

Quando o Coringão bate a falta, que seria um bom ataque, o canalha manda voltar.
Aos 23, pênalti não marcado para o Corinthians. Aos 24, uma falta inexistente que o canalha marca contra o Corinthians.

Aos 29 Dente é fominha, mas a bola sobra para Elias que chuta em cima do marcador. Alessandro entra no lugar do coiso - QUE NÃO DEVE VOLTAR NUNCA MAIS.

Aos 33, a enésima e claríssima falta não marcada para o Corinthians, dessa vez em Dente, que não caiu - foi derrubado.
Aos 37, gol impedido dos caras. A zaga dorme. Moradei no lugar do Jucilei, que apanhou demais sob o migué do apito canalha.

43, jogada aproveitada por Elias, que resolveu aparecer, e Bill chuta no defensor. Aos 44, Mattos nada faz, mas o canalha marca falta. 46, Elias tenta de novo - é nessa hora que tem que aparecer mesmo. Moradei rouba a bola aos 47 e 52, lindamente, mas o canalha - novidade? - dá falta. E fim de papo.

Resumo de tudo: sem Jorge ficou difícil, e o coiso conseguiu perder a posição para o Bill. Feito incrível, não?
O tal do #carlosleite deveria entender de uma vez por todas, que o dinheiro aplicado no coiso foi a fundo perdido.
Se perdeu.
Aliás, repito: perdeu a posição para Bill!
Extremamente incapaz, o coiso. Merece o que, já há muito tempo, quase um ano?...

Uma coisa de cada vez, como diz Mano. Ontem não foi possível sair com três pontos, e não é fácil sair dali com a vitória, principalmente com o time desentrosado, estréias e desfalques.

Faltou ritmo para Oliveira e Mattos, mas ambos voltaram bem na medida do possível. Com Alessandro a coisa melhorou, engrenou, mas não concluímos nada. Bill desmontou o adversário, e Moradei, se não fez muito, fez o que se esperava dele. Felipe catou quase tudo - no lance do gol vai e volta, perdido com a falta de referência a qual mencionávamos.
Tem que melhorar, e tudo leva a crer que isso acontecerá.

Domingo, não é necessário dizer, mas dizemos mesmo assim; os três pontos devem ser conquistados no suor, no sangue, no osso estilhaçado e exposto, se preciso for.

VAI CORINTHIANS!!!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Informe do Mosqueteiro

Amanhã o Coringão finalmente entrará em campo, após duas semanas de "intervalo". Pequenas férias para nós, torcedores, e para os jogadores. Recuperados e descansados, virão com tudo. É isso que se está esperando.

Matias, "termino morto as partidas, porque deixo a vida lá", não joga.
A documentação não chegou. Má vontade do pseudo-dirigente das partes baixas Sulamericanas. Talvez não vejamos ele em campo também no domingão, tão aguardado.
Mas o Edno parece que veremos. Alessandro, Edu e Willian ainda se recuperam. Mattos está pronto.
O problema é que no treinamento que Mano vinha fazendo, com Matias na armação, acabou descobrindo que o Pulga é atacante...
Jucilei estará na armação, pelos dois golaços que fez no treino, e pela audácia que a função exige. E por não ter mais ninguém apto. Mas ele passa longe de ser o cara para resolver. As laterais são incógnitas. Confesso não poder arriscar uma escalação.
Espero só que não joguem aquelas porcarias.

(Atualização, 16/09, 8h58; provável escalação: Felipe; Balbuena, Chicão, P.André e Marcelo Oliveira; Mattos, Elias e Jucilei; Jorge, Dente e o coiso.
Eu tiraria o coiso, e ao invés de colocar Alessandro no segundo tempo, colocaria o Balbuena como cão-de-guarda do Mattos, que é o cão-de-guarda da área. Elias e Jucilei teriam mais liberdade para jogar com Jorge e Dente, e apesar da falta de um centro-avante, tudo fluiria melhor, sem esse coiso. Esse coiso merece ser jogado fora, e nada além disso.)

@manomenezes
Mano, que segundo a abutraiada esquizofrênica "escapou" de gancho pesado, como se tivesse feito alguma coisa para merecer isso, disse no Twitter após os jogos do fim de semana: "Mas o mais importante é a nossa parte, que temos que fazer na quarta-feira". E este Mosqueteiro diz o que já disse: é isso que se está esperando que façam. Com muita raça e vontade.

#torcedornãoéconsumidor
A empresa multinacional que fabrica leite em pó para múmias irá fazer, novamente, aquela lambança com os ingressos.
Sorte de quem tem o Fiel Torcedor.

Aliás, quem tem o Fiel Torcedor é o mais novo vitimado de um possível estelionato da diretoria.
Que pretende levar para o digníssimo estádio da Fonte Luminosa o jogo contra o santAndré.

Demonstrando, com isso, que além da camisa roxa para constar no balancete superavitário como um "sucesso marqueteiro", às custas do esquecimento das TRADIÇÕES pelo "consumidor" que adquiriu o "produto", essa diretoria NÃO ESTÁ PENSANDO no fator campo para subir na tabela e ganhar esse campeonato modorrento. Só do lado da Fiel é possível, cambada. Entendam isso. Parem de querer inventar moda babaca.
JOGO DO CORINTHIANS É NO PACAEMBU, também por que não reformaram a Fazendinha. Culpa de quem? Da diretoria. Não é paranóia de torcedor fanático, não. É só realidade.

VOTE!
AQUI. Votei no 4 por causa da inclusão certeira da frase, a mesma que inicia este blogue.
Como não mandei nenhum por absoluta falta de tempo, creio que devo ser o último a criticar.

Mais da madame sem-vergonha
Quando o puteiro é atacado, as putinhas se ouriçam e fingem indignação, como se fossem moças honradas. E a abutere-mater, como assessoria oficiosa, as protege com carinha. O tom da coisa versa sobre uma completa inversão de valores, comoda e propositadamente, pois trata-se da corja da madame psicopata.
Ao invés de serem delas a causa do problema todo, é um "ataque da FIFA".

Vejamos as notinhas:
Felicidade. Os ataques da Fifa ao privadão se tornaram motivo de festejos indisfarçáveis na FPF. Aliados do Del Nero disseram que ele estava radiante na semana passada.

Pirraça. Na federação, comenta-se que, se madame juju não tivesse rompido com a FPF, o projeto (sic) do privadão para a Copa-2014 teria um aliado de peso. Cartolas da federação, agora, torcem para que a Fifa emplaque a construção de um novo estádio.


É mais uma prova do que sempre dizemos por aqui.
E por falar nisso, inaugura o modo de tratar as coisas ali na Barão de Limeira, para esse imbróglio do privadão da madame imunda.
Dizíamos no post anterior que o arrudinha cu-do-piru deveria estar tomando uns safanões de seu senhorio abutre. Pois bem. Tomou mesmo. A prova é esse modo desesperado como trata a coisa. Acusando Fifa, federações, até Deus o puteiro acusaria.

Não é ataque nenhum, como se pode entender com um mínimo de discernimento para o assunto. Mas é simples constatação acertada da maior entidade do Futebol no mundo.

Que deveria abrir processo contra o puteiro pela insolente forma como se arroga no direito de desautorizar os superiores através da abutraiada amestrada.

Descobririam, quem sabe, os pontos roubados, o madonnão e o ac/dc que se desenha neste ano também.
E, fatalmente, chegariam a tudo o que foi roubado ao longo das décadas. Às falências encobertas. E se o fizesse, causaria nas putinhas o extremo desconforto de terem de engolir o fato de que o puteiro não merece sequer a existência, dadas as origem putrefatas às quais rende a mentira e enganação de sua anti-essência.

Mas não, como já dizíamos por aqui: o puteiro ensaia se debruçar sobre a verba pública, além de terrenos públicos.
Está na caixa de comentários. Veja aqui a boa análise do Vico sobre a análise do Roque, seguindo adiante no papo do post anterior.
privadão NÃO!

Terceiro Capítulo

Publicado no blogue da Yule.

Capítulo 3

Per Aspera Ad Astra.
Pela árdua Luta, o Corinthians alçou as estrelas
.

Por Filipe Martins Gonçalves

Quando falamos sobre o começo da Utopia, pouco podemos afirmar com certeza.
Entre 1910 e 1913, a história é ouvida quase que exclusivamente das memórias de quem viveu. Que contaram para os que foram chegando e abarcando essa paixão chamada Corinthians. De forma que são os "fantasmas" da memória que nos ilustram essa época. São os ancestrais. E, como dizíamos no primeiro capítulo, ninguém reuniu tantos "cacos" quanto Seu Toninho. Muito por ter sido assessor de imprensa e funcionário do Clube por cinqüenta anos. Mas vamos remontando esta História.

Na tese de Plínio Labriola* trazida à público também por Celso Unzelte na palestraapresentação deste sábado, 12/09, no Museu do Futebol, há uma nota do jornal "O Commercio de São Paulo" do dia 22 de setembro de 1910, assinalando o único registro público já encontrado a respeito do nascimento do Corinthians Paulista. Se existirem outros provavelmente nunca serão achados.
Pois as primeiras atas evaporaram. Não se sabe que fim tiveram. E este registro foi feito como se faziam registros de qualquer agremiação que surgia na Várzea, e não necessariamente na data, como se nota.

De forma que uma das únicas certezas que podemos atribuir, por exemplo, ao fato de o calção do Corinthians Paulista tenha sido sempre preto e a camisa sempre branca no primeiro estatuto e na imaginação dos primeiros corinthianos, é que Antônio Pereira, o autor do estatuto, afirmou que assim foi, e guardou consigo uma bandeira daquela época, metade preta, metade branca, como o uniforme.
A bandeira foi levada para o padre benzer. Quem um dia descer a rua dos Italianos, no Bom Retiro, verá do lado esquerdo, algumas quadras antes da rua da Quadra dos Gaviões da Fiel, uma pequena igreja, encolhida entre prédios residenciais. Foi ali que foi benzida a primeira bandeira, que acompanhou o Corinthians pela Várzea, e para além.

Várzea que, em pouco tempo, ficou pequena demais para aquele Clube, que "não passaria de um inverno"...

O Corinthians reunia uma turma de bons boleiros, os melhores que as Várzeas desta paulicéia poderiam gerar. Mas se em campo o Corinthians sagrava-se o Galo Brigador da Várzea, fora dele sempre penava.

Um ou dois meses (as fontes são contraditórias) após eleito Miguel Bataglia, ele entrega o cargo para seu vice, Alexandre Magnani. Alegava não ter como levar a cabo o empreendimento como ele requeria, por problemas pessoais. Mas estaria ao lado de seus amigos em todas as ocasiões. E é Magnani quem leva adiante a Utopia.

Cocheiros de tílburi eram como o taxista de hoje. Chofer sempre foi serviço pra bacana, e Magnani passava longe de ser um operário, como eram seus amigos fundadores. Mas não era nem um pouco rico. Representava, então, aquela gente que trabalha muito, tira o sustento e ainda logra-se em sonhos de aquisições materiais e imóveis.
Sendo que naquela época, o consumismo não era assim desenfreado, e publicidades eram na base do simples reclame.
Tudo o que Magnani queria era que seu Clube fosse vencedor, para ele poder fazer festa com os amigos em volta do campo, descascando tangerina ou tomando cerveja.
Era muito bem relacionado na "sociedade", o senhor Magnani. O delegado que, dizem, chegou a ameaçar surrar toda a molecada do Botafogo para pararem com a baderna, Alcântara Machado (o pai do Antônio), e toda aquela gente comerciária que principiava a ganhar pequenas fortunas; o Corinthians de Magnani ganhava o Povão, de fato.

O campo do Lenheiro, ao lado do Parque da Luz. Este foi o primeiro território Corinthiano, para onde corriam os Corinthianos da época, quando não acompanhavam o Corinthians pelas Várzeas da vida.

Havia o aluguel do campo para se pagar e o aluguel da salinha. Não há documentos que comprovam este episódio, mas contam que um moleque de dessezeis anos, em 1912, para salvar as taças - inúmeras, tantas quanto as partidas que o Corinthians havia disputada, praticamente - liderou a turma que, com a escada de pintor de um dos tantos pintores que eram associados do Corinthians, pulou a janela e tirou tudo lá de dentro. No dia seguinte, o senhorio que havia trancado a sala e exigido tudo o que lá havia como garantia dos aluguéis atrasados, deu com o burro n´água. A dívida foi paga, muitos rateios foram feitos. Nada na vida do Corinthians foi fácil - que isto fique claro.

Só que a ousadia Corinthiana sempre foi tanta que eram inevitáveis as aventuras.
Esse moleque era o Neco.

A ata mais antiga data de 11 de abril de 1913.
E ali se encontra o início da história documentada, após a conquista da posição na Liga Paulista de Futebol. Um Clube de Várzea, de apenas 2 anos e sete meses, chegava ao futebol oficial. Um feito inacreditável.

Eis por que as atas, desde então, viraram documentos. A Utopia se tornava Oficial.

Mas nada foi fácil. Per Aspera Ad Astra. Pela árdua Luta, o Corinthians alçou as estrelas.
E quando se lê "árdua luta", entenda-se "luta contra tudo e contra todos". O brilho fulgurante do Corinthians sempre incomodou. E as aves pardas do anticorintianismo piaram, desde sempre. Mas o Corinthians deu o Futebol de presente para seu povo.

A História continua...

* NEGREIROS, Plínio José Labriola de Campos. Resistência e rendição: a gênese do Sport Club Corinthians Paulista e o futebol oficial em São Paulo, 1910-1916. Mestrado, PUC-SP, 1992. Orient: Elias Thomé Saliba.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Uma tarde Corinthianíssima

Neste sábado que passou, ensolarado e agradável, fui ao Pacaembu.
Não aconteceu um jogo do Corinthians, mas estavam por lá os ancestrais.
Acho que eles não saem dali...

A palestraapresentação do professor Celso Unzelte foi magnífica, como tudo o que se refere ao Gloriosíssimo Sport Club Corinthians Paulista de nossos corações.

A História formadora e essencial desta família fundada pelo Povo é (e será) sempre importante relembrar, recontar e reviver. Para este Mosqueteiro, que sempre ouviu tudo aquilo dentro de casa desde tenra idade, então, é como passar o "videoteipe" da vida.
Ah, esse Corinthians...

Foi a apresentação da História do Corinthians por décadas, que o Celso fez. A cada década foram assinalados os principais fatos, acontecimentos e curiosidades do Corinthians.
O importante mesmo foram os contatos travados, com o professor Plínio Labriola, com o Giulio Calabria, com a Thaís, com a Larissa, e com o próprio Unzelte, evidentemente.
Depois da apresentação, tivemos o resto da tarde no boteco do Templo Sagrado. De fato, uma tarde memorável.

Dentre vários "tópicos", quando a discussão foi se embrenhando na questão da dissidência discutível dos italianos que teriam saído do Corinthians e dado (ops!) origem ao Palestra, Celso teve que citar nosso amigo Fernando Galuppo, o uirapuru da Turiaçu.
A conclusão que Galuppo e Celso chegaram foi acertada; não há tal dissidência. A não ser não-oficialmente, pois devemos considerar que pelo menos cinco Corinthianos formaram o primeiro time da porcada. Destes, apenas um teve a cara-de-pau de seguir por lá, e os outros todos tiveram a decência e a mente iluminada para seguir com o Corinthians.
Assim era a Várzea Antiga. Sujeito jogava três jogos no sábado, três no domingo, por seis times diferentes. Os Corinthianos, porém, fizeram a grande diferença: eram apaixonados pelo Fenômeno Corinthians.
Provando que a SIMBIOSE já estava consumada desde o início.
Isto é Corinthians.

A simbiose, não precisamos sequer mencionar, mas mencionamos assim mesmo, pois é necessário para que todos entendam, é a coisa originalíssima que o Corinthians produziu e inovou de fato no Futebol.
Não à toa é a Torcida que tem um Timão.
E isso, caros leitores, todos tentaram copiar, e ninguém jamais conseguirá.

E o papo ainda seguiu, antes do boteco, pela saída de Amílcar, em 1924. Mas isso é coisa nossa.

O importante, de fato, foi o contato com os(as) blogueiros(as) Corinthianos(as) que estiveram presentes. E os que não estiveram presentes, apesar da falta que fizeram, tiveram igual importância.
Consolidemos as idéias, pois.

ATUALIZANDO, é obrigatória a leitura do post da Larissa sobre a palestraAPRESENTAÇÃO!

VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O assunto do dia

O que temos a falar sobre o Timão é que o treinamento em Itu está forte.
O Gordo voltou.
O pôquer rola solto, o grupo está entrosado em campo e fora.
Querem pegar o Mano e colocá-lo no gancho, mas isso é bobagem da abutraiada.
Elias ganhou aumento.
A limpeza no elenco ainda não aconteceu, e há aqueles corneteiros que vêem erro em tudo. Mas só quando é no Corinthians.
Quando é nos outros, é "modernidade".
O lance com o Marcelo Mattos nada mais é que uma contratação, como todas as que tem por base a Lei Pelé.
Para esses corneteiros, o erro está sempre no Corinthians, na forma como se relaciona com os empresários - mais especificamente o Carlos Leite -, e não na "lei". Enfim.
Ou se atinge um nível de coerência para criticar a "lei", ou então admitam que são anticorintianos; é simples.

O assunto do dia, porém, é outro.

A subcomissão começou a votar o arrendamento do Estádio Municipal do Pacaembu, tendo o Corinthians como único interessado.

Este Mosqueteiro então deve dizer que considera o Pacaembu o estádio Corinthiano por excelência, PORÉM...

Ele não seria nosso (posto que já é), se esse projeto passar do jeito que está.
É vantajoso apenas para a prefeitura, que se livraria de um déficit na folha.

E ele é do povo paulista, assim como deveria ser o privadão, que foi usurpado pelo próprio poder público, através das maracutaias que a abutraiada cisma em esconder para defender a sua madame, que é peça fundamental para a agenda política de destruição do Futebol.

Enfim, o Pacaembu é do povo, e isso é inegável.

O engraçado disso tudo - e tudo isso está relacionado, por isso este blogue fez questão de incluir o vexame do privadão neste assunto, justamente porque está umbilicalmente ligado -, é que a vereadora anã do puteiro votou contra (foi a única) sem saber que fazia um bem para o Corinthians, visto que ela pensava fazer bem apenas o puteiro que a corrompe (mesmo que seja conselheira do puteiro da baixada...).

Pois da forma como está sendo levado o tal projeto, reafirme-se, é muito mais vantajoso seguir alugando jogo após jogo, o Estádio Municipal.
Como fazem grandes clubes na Europa. Mas a abutraiada faz questão de nem tocar nesse assunto, pois como já dissemos, desde 1930 arrumaram uma peça fundamental para destruir o Futebol do Povo; precisam então dizer que o "bom" é "ter" um estádio privado, ainda que tenha sido usurpado - coisa também que precisa ser constantemente "desmentida", como se fosse possível.

A grande verdade é que tudo isso acaba servindo para o desvio de foco ocasional, seja de nossa diretoria, sempre criticável, seja do puteiro, tendo como aliada a abutraiada, que nada mais é que a própria assessoria da madame.

É desvio de foco para o fato de o vexame do privadão estar anunciado, mesmo que juju venha a público diminuir um secretário da FIFA.
Sim, até nisso a abutraiada se omite, provando que é assessora do puteiro. Não é demais um presidente de uma corja "desautorizar" um secretário da instância máxima do Futebol?
Ah, mas até o primeiro Mundial que a FIFA promoveu foi desautorizado. Por que? Ora, porque o Corinthians foi Campeão. Onde já se viu? O Povo campeão... um absurdo, né anticorintianada de merda?

Enfim, o privadão não será aceito porque falta tudo por ali - e quem conhece entende o que digo -, inclusive e principalmente vergonha na cara, coisa típica de madame da elite quatrocentona que, da vida, só faz usurpar o que é público.

Fato é que, se o Corinthians ameaça construir um estádio, a abutraiada tem de se mover para espezinhar (e nisso o tampão está mais do que certo em botar um ponto final. Se o fizesse também quando lhe interessa, seria "melhor" ainda).
A assessora da madame coloca a anã de porta-voz para arrotar suas sandices gratuitas, mas tudo bem, pois ofender o Corinthians pode, né, anticorintianada de merda, bando de hipócrita sem alma?

Se a anã vota a favor da concessão do Pacaembu, perde o aluguel que sempre manteve o puteiro, que irá falir por falta dessa verba.
Se votou contra é porque não imagina que o estádio Corinthiano está muito mais próximo do que se imagina, e já existe: na Rua São Jorge, 777, com uma reforma cujo preço é inferior a R$ 100 milhões.

Mas gracinha mesmo é a leviandade da assessora abutre oficial da madame.

Se a putaiada joga a culpa na cbf, no secretário da FIFA, então a abutraiada também tem de seguir nesse "raciocínio".
Arrotam uma suposta rusga com o "presidente" da cbf - como se os pontos roubados não fossem através dele.
O painel do puteiro até arrota dados e mais dados, números que chegam a lugar nenhum, e faz a trolha se prestar a papel ridículo CONTRA O BRASIL, rasgando pela enésima vez o "lema" que estampa sua capa.
Papel inglório, já que o estrago traz até um croqui, disputando com a abutere-mater o papel de assessora oficiosa do puteiro, e é mais competente em expor os dados que o marqueteiro do mal quer que estejam sendo arrotados num dia após o tapa na cara que madame levou da FIFA. O arrudinha cu-do-piru levará um safanão...
Veja no pé deste post, tudo isso.
Ainda que esse "projeto" seja uma falácia - já que nem é mencionada a votação na Câmara a que DEVERIA ser submetido, tal como a concessão do Pacaembu está sendo - porque usa terreno público, dinheiro público, e só favoreceria um elefante branco que foi usurpado pelo poder público corrompido pela corja.
Enfim, é palhaçada de madame desesperada.

O Álvaro já dizia aqui que podemos até nem considerar essa metrópole como sede, caso o puteiro insista neste vexame de puta mimada.

Enquanto isso, o Pacaembu, Templo Sagrado do Futebol, seguirá sendo alugado pelo Todo-Poderoso jogo a jogo, sem qualquer problema para quem mais importa: o SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA.

Até que a nova Fazendinha esteja pronta. E mesmo que seja em Itaquera. Sem dinheiro público. Sem usurpar o que é do Povo.

Leia mais:

Damásio, aqui.

Silvinho, aqui, aqui e aqui.

Yule, aqui.

Álvaro, aqui.

Vico, aqui.

Rápida análise da assessoria do puteiro

Disse o arrudinha:

Lado de fora
O comitê paulista para a Copa-2014 rebate o argumento da Fifa de que o privadão não tem espaço para abrigar a área de hospitalidade, que engloba o centro de mídia, local para convidados da entidade, além dos veículos geradores de imagens de TV. Pelo novo projeto, há duas áreas, uma de 30 mil m2, na parte social do puteiro. E outra, com 48 mil m2, no projeto de revitalização da praça Roberto Gomes Pedrosa. Segundo dirigentes do comitê, essa nova proposta ainda não foi analisada pela Fifa, mas atende ao que foi pedido.

Pessoal. Gente com bom trânsito com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, diz que pesa no boicote da Fifa ao privadão a rusga do cartola com a diretoria do puteiro.

Nariz torcido. Por esse motivo, contam pessoas próximas ao presidente da CBF, ele anda desgostoso com o apoio do ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, ao criticado projeto do privadão.

Ligação. Já cartolas ligados ao puteiro declaram que as críticas de Jérôme Valcke ao privadão estão ligadas a Ricardo Teixeira. Comentam que o secretário-geral da Fifa é amigo íntimo do cartola da CBF e que até frequenta suas casas de veraneio.

Baixas. A reunião dos arquitetos envolvidos com projetos da Copa-14, hoje, em Salvador, não terá ruym Ótoke. Ele alegou não poder ir porque está trabalhando na melhora do projeto do privadão.


Repare como ele é lépido em desmerecer o secretário da FIFA, fazendo ilação entre um cara da FIFA e outro da CBF, como se o puteiro fosse ilibado, vestal, purpurinado (o que é mais que prova dessa ligação incestuosa entre abutres, putas e elite quatrocentona que banca toda essa palhaçada). E mais; em dizer para o mundo que o arquitetozinho do puteiro está mais lépido ainda que ele mesmo, em consertar as cagadas que ele mesmo produziu.

Agora, a pérola é esse infográfico que força a barra, mas mostra tudo o que arrudinha não conseguiu mostrar. Clique para ampliar. A área é pública, mas o puteiro já conta com ela, como se fosse algo "muito justo".

MAIS DINHEIRO PÚBLICO, MAIS TERRENO PÚBLICO PARA O PRIVADÃO?

NÃO!!!


ACORDA, BRASIL!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O Time do Povo

(Texto publicado no blogue da Yule e revisado pelo Porta-Voz, que faz aniversário)

A receptividade do primeiro texto superou as expectativas, e acho que podemos nos enveredar por um caminho para além da própria história factual, antes de irmos por ela. Concordam?

A idéia é resgatar não apenas o que aconteceu ao Corinthians, ou mais ainda, como o Corinthians fez acontecer.

Seria tentar alcançar o que é o Corinthians em sua perspectiva primordial. O Corinthians que imaginavam os operários sob o brilho fulgurante do Cometa, naquele mês de maio, no areal do Bom Retiro. Afinal, o Corinthians transcende o campo, a quadra, o jogo.
Cada um de nós levamos conosco o Corinthians, para onde formos. Essa transcendência, portanto, é o que buscaremos nesta coluna.

Vamos, então, ao cerne do assunto.
Temos que retornar àquela reunião, depois do dia primeiro, provavelmente no dia cinco, ou no feriado da pátria, enfim.

Não saberemos ao certo, pois o documento, a primeira ata, se perdeu. A única diferença que isso faz, no entanto, é que nunca saberemos o que disseram. Por isso, devemos ouvir o que ficou dito pelos ancestrais.

Ficou para sempre a frase de Miguel Bataglia.

Não se sabe a hora exata que foi dita. Pode ter sido na reunião, como pode ter sido, quem sabe?, na primeira peneira, que aconteceu provavelmente no dia sete ou oito de setembro, no campo do Lenheiro recém arrumado pelo mutirão dos Corinthianos, ao lado do Parque da Luz. Quando o primeiro time foi escalado, para jogar no dia 10 contra o União da Lapa, que rivalizava com o próprio Botafogo da Rua Paula Sousa, pelo posto de melhor time das várzeas paulistanas.

Era gente que já era rival em campo, de times varzeanos rivais. Considerando que dois dias depois de montado o time, tendo inclusive que esfriar os ânimos entre alguns, o resultado de zero a um contra um bom time é explicável.
Nunca aceitável, para aqueles primeiros. É isso que nós herdamos, Família Corinthiana.

Tanto que o segundo jogo passamos a jogar bola, e a partir daí uma série invicta atrás da outra marcou a infância do Clube e a passagem da várzea para o futebol "oficial".
Mas isso tudo trataremos mais tarde.
Voltemos à frase do Primeiro Presidente.

"O Corinthians é o Time do Povo, e é o Povo que vai fazer o Time"

Com esta frase, Miguel Bataglia resumiu o teor daquela reunião no primeiro capítulo desta coluna. Estava concretizado o surgimento do Corinthians Paulista, com toda a força da frase.
O Corinthians é mais que um fenômeno popular, mas o próprio Povo exercendo sua emancipação.
É o que nos demonstra o Doutor Sócrates, mais de oitenta anos depois de Miguel Bataglia.



"Ter tido a oportunidade de viver boa parte e mais importante período da minha vida dentro do Corinthians foi algo extraordinário para a minha formação. Estive no Corinthians entre 79 e 84.
O Corinthians é muito mais que um clube de futebol, O Corinthians é uma religião, é uma grande nação, mas muito mais que isso, o Corinthians é uma voz, o Corinthians é uma força, é uma forma de expressão que a sua população tem.
Num país em que os mais fracos social, política e economicamente não tem voz nunca, nesse caso tem. Quer dizer, através do Corinthians eles conseguem se manifestar. A Torcida Corinthiana utiliza o seu Clube, o seu time, a sua expressão física, como forma de contestação de tudo aquilo que não lhes é dado de direito".


Na verdade, o que Sócrates está dizendo é justamente o desenvolvimento de seu próprio Corinthianismo, como alguém que não nasceu em berço Corinthiano, como muitos de nós. Se tornar Corinthiano durante a vida talvez possa ser uma experiência mais emocionante do que, como eu, ter tido a família quase inteira Corinthiana desde sempre. É impossível medir, e está longe de nossos propósitos fazê-lo.
O Doutor compreendeu o que é o Corinthians como poucos, e passou a abraçar com a alma essa filosofia de vida. E nada além disso importa, certo?

O que está dito por Sócrates, portanto, é o desenrolar da própria história do Corinthians, e vem a ser tudo o que Miguel Bataglia já dizia que o Corinthians é.
Sócrates não apenas reitera a frase do Primeiro Presidente, como dá contornos atuais a uma postura política que sempre envolveu o Corinthians Paulista - emancipação popular é o nosso norte - posto que ele participou, mais que isso, fez acontecer um dos períodos mais Corinthianos da história do Corinthians e do Brasil, a Democracia Corinthiana.

É o que Lourenço Diaféria, na obra já citada, sintetizou como sendo o Corinthians Paulista: "Manifestação palpável do anseio popular por emancipação".

O motivo para isso tudo foi o Futebol, claro. É intenção desta coluna fazer uma história do Futebol, nos próximos capítulos.

Foi o Corinthians que colocou o Povo no comando da disputa pela Deusa Bola. O Corinthians não é só um clube popular. O Corinthians é o Povo. Todas as camadas sociais, todas as cidades, todos os bairros, todas as ruas, todos os becos. Onde você for, encontrará um Corinthiano. Alguém que compartilha esse sentido da própria vida. É por isso que José Roberto de Aquino cunhou a célebre frase:

"Todo time tem uma torcida. O Corinthians é uma Torcida que tem um time"

O desejo dos Primeiros Corinthianos seguiu em frente. Se concretizou, e se transformou na maior instituição popular do Brasil.
É esta nossa bandeira, que é nosso passado, e que é nossa lição.

VAI CORINTHIANS!!!