domingo, 28 de novembro de 2010
CORINTHIANIZE
A Semana toda há de ecoar o CORINTHIANISMO.
Pois não importa quais os adversários que estão, também, aptos a levar a taça.
O que importará essa semana é que O CORINTHIANS PODE SER CAMPEÃO!
Vamos invadir as ruas com nossos Mantos Sagrados a Semana inteira.
Vamos CORINTHIANIZAR.
Quanto ao jogo, jogou o suficiente pra fazer dois gols, quando poderia ter enfiado uma sacolada. Quem souber interpretar essa frase, que entenda o que está sendo dito.
Falta um jogo. Dependemos de algo mais, que não de si.
SÓ QUE AQUI É CORINTHIANS!!!
POR SÃO JORGE!!!
VAI CORINTHIANS!!!
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Nunca é demais lembrar a História
Quando surgiu a Utopia, o Povo não tinha espaço senão no Futebol de Várzea.
Terminava a primeira década do Século XX.
A aristocracia submetia o Povo a jornadas exaustivas de trabalho.
Nas fábricas, ferrovias, construções, o Povo oprimido só tinha seu Sagrado Domingão de Festa nas Várzeas e, não raro, só depois do meio-dia.
Mas os Varzeanos foram bravamente para o embate, e em maio de 1910 começavam a se mobilizar. Por que o Futebol que se julgava "oficial" alijava e esnobava o Povo?, foi a questão que moveu tudo.
Ora, faz-se necessário um Clube de Verdade, que represente o Povo excluído do mundo da Deusa Bola. E não só dela.
Foi essa a resposta do Povo.
Por exemplo, em 1906 a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos era levada para o outro lado da cidade, para longe do centro nevrálgico da vila que aos poucos tomava feições de cidade. A intenção era jogar fora aquela primeira periferia. Onde agora está o belo prédio-cartão-postal, uma cópia de um famoso prédio símbolo do capitalismo, era a periferia da vila, onde estavam os ex-escravos (agora miseráveis, tão somente) e aquela gente que fazia a aristocracia "tapar o nariz". Hoje atravessamos o viaduto Santa Ifigênia e chegamos ao largo para onde transferiram aquela antiga Capela. E até podemos ter a impressão de que tudo é tão perto, que essa introdução até perde o sentido. Temos que olhar com outros olhos, portanto. Pois essa cidade sempre procurou apagar sua própria História, ignorar os grandes feitos do Povo, e na verdade os 'donos da verdade' precisam esconder o Povo de sua narrativa para poderem criar algum nexo nessa mentira que criam e recriam para si.
Esse é apenas um dos inúmeros exemplos de como a coisa funciona. Mas retomemos o assunto.
Se toda a mobilização do Clube do Povo se deu por conta da disputa pela Deusa Bola, o Povo desse Clube não se bastou nas batalhas varzeanas, muito menos no objetivo cumprido, que foi derrubar a barreira imposta pela aristocracia "oficial" da Bola. Não. Esse Povo foi muito além.
Em maio, junho, julho, agosto de 1910, antes mesmo do Embaixador do Esporte Bretão surrar em campo essa aristocracia, as fábricas, ferrovias, construções, todos os campinhos de Várzea, todos os clubes que ali se mantinham, enfim, O POVO só falava nesse tal Clube de Verdade.
Os excluídos tinham gana de quebrar essas barreiras impostas por quem acha que é dono da bola.
E de um Clubinho sem ter nem onde tirar para as meias, o POVO construiu uma fortaleza, criou um Gigante. A partir dele mesmo, o Povo.
Sim, porque mesmo tendo seu campinho de 60 metros por 80 metros, preparado a partir de mutirão, e com uma sede que era transferida ao sabor dos ventos (ora na Confeitaria do Bom Retiro, ora na Barbearia, sendo que havia sido primeiramente a própria praia do Rio Tietê ainda limpo e saudável, e depois um lampião a gás na rua dos Imigrantes), esse Povo já arregimentava uma Seleção Varzeana.
Clubinho, sim; em Campo de Bataglia sempre foi o Timão.
E hoje é o maior Clube, em patrimônio físico, da Cidade. O Timão é um Clubão.
Passou as duas primeiras primaveras da vida colecionando grandes triunfos entre os seus, nas Várzeas (sim, pois cada Várzea tem sua História).
E o Clube do Povo de Verdade não poderia ter iniciado sua vida em outro lugar que não a própria Várzea do Povo.
E em março de 1913 o Galo Brigador das Várzeas desafiou essa aristocracia, e derrubou a barreira que era imposta ao Povo, em definitivo e para sempre. Ganhou um Diploma, que a aristocracia foi obrigada a ofertar, muito a contragosto.
A Revolução Corinthiana aconteceu.
O Clube do Povo cumpria naquele momento a sua própria razão de ser. O Corinthians veio ao mundo para ser a Resistência do Povo.
Aquele movimento social em torno da Bataglia pela Deusa Bola, nas Várzeas, já tinha contornos claros, distintos, e deixava a aristocracia de cabelo em pé.
Nem mesmo os pretensos sindicatos trabalhistas da época conseguiam fazer o que o Corinthians conseguiu - não sem muito trabalho e esforço.
O Corinthians, o anarco-sindicato mais organizado de sua época, deixava até os mobilizadores anarco-comunistas com uma pulga atrás da orelha.
Estes, por sua vez, diziam que o Futebol é coisa alienante, que desvia o foco das lutas sociais, que a Várzea causava apenas cisão entre os movimentos trabalhistas.
Ora, o Corinthians provou ser justamente o contrário disso.
Não à toa a própria aristocracia usava esses argumentos reacionários de dentro dos movimentos para justificar seu ódio e seu rancor, depois do Corinthians ter concretizado sua missão, ter vencido essas primeiras grandes guerras, e ter sobrepujado a própria aristocracia.
A aristocracia num primeiro momento fugiu, para um campeonato apartado da realidade do Futebol. A madame diz "vamos, não se misture com essa gentalha". E os papagaios detratores se esforçaram, e se esforçam até hoje, para justificar o injustificável.
Criam a APEA, em contraponto à Liga, "popularizada".
O grande medo não era apenas perder o domínio do Futebol, pois isso já estava feito. O medo, e foi por isso que fugiram, era de apanhar feio em campo. E isso a madame vê acontecer até hoje.
Quando o Corinthians conquistou, invicto, seu primeiro campeonato, os papagaios detratores criaram a pecha de "campeonato menor" para a Liga.
Mesmo que na APEA só estivessem os clubes aristocratas que rumavam à falência.
Note então que a anticorintiania doentia, que começou desde março de 1913, atingia níveis de recalque e debilidade sem precedentes.
Esses mesmos papagaios detratores a serviço da madame foram o que chamaram o Corinthians de "Clube dos Carroceiros", pois seu presidente Alexandre Magnani foi cocheiro de tílburi. Nesta mesma toada, iniciada neste momento, vemos que chamaram o Corinthians de diversas formas pejorativas. Chegamos ao "time dos favelados", "dos bandidos", e por aí vai.
É apenas o mesmo movimento do recalque, reagindo incessantemente, pois a anticorintianada, frente à Revolução Corinthiana em voga, não tinha, como ainda não tem e nunca terá, onde enfiar a cara.
Nessa comédia pastelão a qual se submete, e mesmo sem graça, essa anticorintianada tem que disfarçar a própria vergonha falando mal do Clube do Povo.
E notem: isso é assim desde 1913, e não mudou nada até hoje.
Antes do Galo Brigador Varzeano conquistar invicto a primeira taça no futebol que dizia "oficial", passou por aqui o Torino.
A exemplo do Embaixador do Esporte Bretão, quatro anos antes, o Torino também massacrou os timinhos da aristocracia. Mas já havia o Corinthians, que era já o Gigante. E provou isso em campo. O poderosíssimo Torino encontrou o melhor Timão do Brasil da época e seu técnico Vittorio Pozzo, que seria Campeão do Mundo com a Seleção Italiana, proferiu as palavras que dão sentido a tudo o que está sendo dito aqui;
"O Corinthians pode ir à Europa e enfrentar, sem receio, qualquer dos times de lá"
Essas palavras magoaram, em especial, um papagaio detrator. Quando dissemos aqui que o discurso reacionário de dentro do movimento foi tomado pelos reacionários elitistas, não estávamos dizendo por dizer.
Esse papagaio, que atendeu em sua breve vida, pelo nome de Ragognetti, era um convicto admirador do fascismo e do autoritarismo. E tinha "plena" ojeriza ao Clube do Povo. E se a madame lhe deu corda, ele ensinou à madame como detratar o Clube do Povo.
Quando o grande técnico disse isso, Ragognetti turvou seu fígado, e nunca mais desopilou. E desde então a anticorintianada propaga o fígado fascista e canceroso deste sujeitinho, da mesma forma como ele sempre fez.
Arquitetaram então uma forma de tentar desestabilizar o Clube do Povo. E por ser o Povo, o Corinthians agregava todas as colônias de imigrantes dessa cidade em formação.
É o Clube dos Mil Povos, o Nosso Coringão. E isso era outra coisa que deixava o fascistóide amargurado. Eis então o recalque do 'clube de colônia', produzido a partir dos assalariados do conde Matarazzo (e têm a indignidade de dizer que aquilo foi feito por "operários"...) e a partir de cinco jogadores Corinthianos.
Já que estavam dizendo que a Liga não era um campeonato assim "tão bom", o Corinthians pleiteou sua vaga na patota da APEA. Ah, mas se o campeonato da Liga não era "tão bom" como diziam, como foi que a aristocracia resolveu esse impasse? Pois se aceitassem o Corinthians, tomariam surra em campo.
Foi então que 1915 se fez o Ano Crucial da História do Clube dos Mil Povos.
A aristocracia alijou o Corinthians da disputa, covardemente. Pois a anticorintianada é nada além de um punhado de papagaios covardes.
E, de queixo caído e cotovelo mordido, viram os Guerreiros Corinthianos fortalecerem o Corinthians. Moldados no Verdadeiro Espírito da Luta, os Corinthianos não abandonam o Corinthians "apenas" porque ele havia sido posto de escanteio, em mais uma armadilha ressentida.
O Corinthians voltou mais forte, surrou os campeões dos dois campeonatos, provando que era o Verdadeiro Campeão dos Campeões. E no ano seguinte, mais uma taça conquistada invictamente...
O Corinthians é a cara do Povo Brasileiro. O Corinthians é o Quilombo de Luta do Povo. O Corinthians, desde que a Utopia surgiu nas brilhantes Almas que fizeram o Coletivo de Luta, é isto a que chamamos "Religião", na falta de um adjetivo melhor. Pois é mais que uma Religião, como diria Sócrates; é a Voz do Povo, é a Voz que o Povo tem para se manifestar.
Foi vendo isso que a aristocracia trançou seus 'pauzinhos' entre as madames. Os papagaios detratores formaram a escolinha de abutres detratores. O conde colocava seu timinho de colônia no campeonato de 1917, já unificado, através de bons pagamentos e favores às madames. E assim os matizes da anticorintianada se tornavam mais numerosos, na esperança débil que essa gente tem de diminuir o Gigante.
As gerações foram se sucedendo, a anticorintiania doentia foi se tornando cada vez mais cancerosa, e os fígados turvos se multiplicaram, ao longo do tempo.
A ponto dos filhotes do fascistóide precisarem "apagar" a própria "história". Mandaram a própria história às favas, a serviço da mesma madame que lhe projetou no mundo e que depois tentou subvertê-la. Mesmo tendo tentado subornar alguns jogadores Corinthianos ao longo da história, o ainda jovem Vicente Matheus ajudou aquela claque fascitóide a manter-se enquanto tal. Mesmo depois de termos salvado a madame de mais uma de suas inúmeras falências. Mesmo fingindo ver na madame uma "inimiga", o Corinthians ainda é a grande Referência e causa esse 'desconforto' todo nessa claque.
Quanto à madame, bem, não precisamos dizer mais sobre o 'papel' dela na história, que aqui não mandamos às favas de jeito nenhum. A claque da madame é apenas o matiz mais sem-vergonha dessa anticorintianada doentia.
Depois do Corinthians o mundo se dividiu em Corinthians e antiCorinthians, e nessa segunda metade, madame teve o papel de formadora de opinião, a partir de seus abutres. E se a imprensa é chamada de "gambá" pela claque dos fascistóides hoje em dia, é porque essa claque é débil mental o suficiente para mandar a história às favas.
As duas claques, e mais a porção de matizes coloridos da anticorintianada doentia, sobrevivem apenas do recalque e do fígado turvo e canceroso que portam nas carcaças moribundas.
Quando a claque fascistóide viu o próprio timinho ajudar uma trajetória, em um campeonato passado, a Fiel saudou a rivalidade, zoando o 'porco' na própria Arquibancada. Essa gente de fígado canceroso achou uma "desonra" para a Fiel, quando na verdade estávamos apenas ridicularizando a própria claque fascistóide.
Quando tivemos um mando de campo perdido, tendo que mandar o jogo em Campinas, e ali tivemos um pênalti solenemente ignorado pelo apito, a anticorintianada arrotou que houve "entrega". Quando o apito dá um pênalti para o Corinthians, ainda que tenha sido o mais claro possível, esse pênalti nas vozes anticorintianas não poderia ter sido marcado.
Vejam, tudo isso vem desde 1913, pelo menos.
A Utopia incomoda tanto que até quando caiu para a segunda divisão, incomodou: só se falava em CORINTHIANS, como sempre. Não é demais relembrar a História sempre, para mostrar que ela se repete. Sempre. Por isso que só se vê falar de Corinthians.
Para a anticorintianada doentia é melhor ver o Corinthians "triste", que elas próprias "felizes". E até nessas falsas alegrias anticorintianas, só se fala em quem? No Gigante Clube dos Mil Povos, evidentemente.
O Corinthians é a Referência. Na História, na vida, no cotidiano de todos. Não importa o que acontecer, só se falará de Corinthians.
Vejam que se preocupam até com as alcunhas que a nós nos atribuímos. Por exemplo, nos chamamos de Sofredores. Ora, qual Clube no Mundo tem a História que temos? A questão é extra-campo, e disso claque imbecil nenhuma jamais compreenderá.
Somos o Clube do Povo pela ORIGEM. Não tivemos mecenas, sobrevivemos por conta própria, não tivemos um patrãozinho para nos mandar torcer por ninguém. Somos CORINTHIANS, incondicionalmente. E isso deixa a anticorintianada em parafuso. Daí a desmerecer esquizofrenicamente tudo o que é CORINTHIANS, é apenas um passo.
Mas essa gente é imbuída de tanta perversidade e tanto veneno, que estão cegas às demonstrações Históricas de Resistência do Clube do Povo, o Clube que aprendeu a usar as crises e as maledicências como antídoto à anticorintiania doentia.
Terminava a primeira década do Século XX.
A aristocracia submetia o Povo a jornadas exaustivas de trabalho.
Nas fábricas, ferrovias, construções, o Povo oprimido só tinha seu Sagrado Domingão de Festa nas Várzeas e, não raro, só depois do meio-dia.
Mas os Varzeanos foram bravamente para o embate, e em maio de 1910 começavam a se mobilizar. Por que o Futebol que se julgava "oficial" alijava e esnobava o Povo?, foi a questão que moveu tudo.
Ora, faz-se necessário um Clube de Verdade, que represente o Povo excluído do mundo da Deusa Bola. E não só dela.
Foi essa a resposta do Povo.
Por exemplo, em 1906 a Capela de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos era levada para o outro lado da cidade, para longe do centro nevrálgico da vila que aos poucos tomava feições de cidade. A intenção era jogar fora aquela primeira periferia. Onde agora está o belo prédio-cartão-postal, uma cópia de um famoso prédio símbolo do capitalismo, era a periferia da vila, onde estavam os ex-escravos (agora miseráveis, tão somente) e aquela gente que fazia a aristocracia "tapar o nariz". Hoje atravessamos o viaduto Santa Ifigênia e chegamos ao largo para onde transferiram aquela antiga Capela. E até podemos ter a impressão de que tudo é tão perto, que essa introdução até perde o sentido. Temos que olhar com outros olhos, portanto. Pois essa cidade sempre procurou apagar sua própria História, ignorar os grandes feitos do Povo, e na verdade os 'donos da verdade' precisam esconder o Povo de sua narrativa para poderem criar algum nexo nessa mentira que criam e recriam para si.
Esse é apenas um dos inúmeros exemplos de como a coisa funciona. Mas retomemos o assunto.
Se toda a mobilização do Clube do Povo se deu por conta da disputa pela Deusa Bola, o Povo desse Clube não se bastou nas batalhas varzeanas, muito menos no objetivo cumprido, que foi derrubar a barreira imposta pela aristocracia "oficial" da Bola. Não. Esse Povo foi muito além.
Em maio, junho, julho, agosto de 1910, antes mesmo do Embaixador do Esporte Bretão surrar em campo essa aristocracia, as fábricas, ferrovias, construções, todos os campinhos de Várzea, todos os clubes que ali se mantinham, enfim, O POVO só falava nesse tal Clube de Verdade.
Os excluídos tinham gana de quebrar essas barreiras impostas por quem acha que é dono da bola.
E de um Clubinho sem ter nem onde tirar para as meias, o POVO construiu uma fortaleza, criou um Gigante. A partir dele mesmo, o Povo.
Sim, porque mesmo tendo seu campinho de 60 metros por 80 metros, preparado a partir de mutirão, e com uma sede que era transferida ao sabor dos ventos (ora na Confeitaria do Bom Retiro, ora na Barbearia, sendo que havia sido primeiramente a própria praia do Rio Tietê ainda limpo e saudável, e depois um lampião a gás na rua dos Imigrantes), esse Povo já arregimentava uma Seleção Varzeana.
Clubinho, sim; em Campo de Bataglia sempre foi o Timão.
E hoje é o maior Clube, em patrimônio físico, da Cidade. O Timão é um Clubão.
Passou as duas primeiras primaveras da vida colecionando grandes triunfos entre os seus, nas Várzeas (sim, pois cada Várzea tem sua História).
E o Clube do Povo de Verdade não poderia ter iniciado sua vida em outro lugar que não a própria Várzea do Povo.
E em março de 1913 o Galo Brigador das Várzeas desafiou essa aristocracia, e derrubou a barreira que era imposta ao Povo, em definitivo e para sempre. Ganhou um Diploma, que a aristocracia foi obrigada a ofertar, muito a contragosto.
A Revolução Corinthiana aconteceu.
O Clube do Povo cumpria naquele momento a sua própria razão de ser. O Corinthians veio ao mundo para ser a Resistência do Povo.
Aquele movimento social em torno da Bataglia pela Deusa Bola, nas Várzeas, já tinha contornos claros, distintos, e deixava a aristocracia de cabelo em pé.
Nem mesmo os pretensos sindicatos trabalhistas da época conseguiam fazer o que o Corinthians conseguiu - não sem muito trabalho e esforço.
O Corinthians, o anarco-sindicato mais organizado de sua época, deixava até os mobilizadores anarco-comunistas com uma pulga atrás da orelha.
Estes, por sua vez, diziam que o Futebol é coisa alienante, que desvia o foco das lutas sociais, que a Várzea causava apenas cisão entre os movimentos trabalhistas.
Ora, o Corinthians provou ser justamente o contrário disso.
Não à toa a própria aristocracia usava esses argumentos reacionários de dentro dos movimentos para justificar seu ódio e seu rancor, depois do Corinthians ter concretizado sua missão, ter vencido essas primeiras grandes guerras, e ter sobrepujado a própria aristocracia.
A aristocracia num primeiro momento fugiu, para um campeonato apartado da realidade do Futebol. A madame diz "vamos, não se misture com essa gentalha". E os papagaios detratores se esforçaram, e se esforçam até hoje, para justificar o injustificável.
Criam a APEA, em contraponto à Liga, "popularizada".
O grande medo não era apenas perder o domínio do Futebol, pois isso já estava feito. O medo, e foi por isso que fugiram, era de apanhar feio em campo. E isso a madame vê acontecer até hoje.
Quando o Corinthians conquistou, invicto, seu primeiro campeonato, os papagaios detratores criaram a pecha de "campeonato menor" para a Liga.
Mesmo que na APEA só estivessem os clubes aristocratas que rumavam à falência.
Note então que a anticorintiania doentia, que começou desde março de 1913, atingia níveis de recalque e debilidade sem precedentes.
Esses mesmos papagaios detratores a serviço da madame foram o que chamaram o Corinthians de "Clube dos Carroceiros", pois seu presidente Alexandre Magnani foi cocheiro de tílburi. Nesta mesma toada, iniciada neste momento, vemos que chamaram o Corinthians de diversas formas pejorativas. Chegamos ao "time dos favelados", "dos bandidos", e por aí vai.
É apenas o mesmo movimento do recalque, reagindo incessantemente, pois a anticorintianada, frente à Revolução Corinthiana em voga, não tinha, como ainda não tem e nunca terá, onde enfiar a cara.
Nessa comédia pastelão a qual se submete, e mesmo sem graça, essa anticorintianada tem que disfarçar a própria vergonha falando mal do Clube do Povo.
E notem: isso é assim desde 1913, e não mudou nada até hoje.
Antes do Galo Brigador Varzeano conquistar invicto a primeira taça no futebol que dizia "oficial", passou por aqui o Torino.
A exemplo do Embaixador do Esporte Bretão, quatro anos antes, o Torino também massacrou os timinhos da aristocracia. Mas já havia o Corinthians, que era já o Gigante. E provou isso em campo. O poderosíssimo Torino encontrou o melhor Timão do Brasil da época e seu técnico Vittorio Pozzo, que seria Campeão do Mundo com a Seleção Italiana, proferiu as palavras que dão sentido a tudo o que está sendo dito aqui;
"O Corinthians pode ir à Europa e enfrentar, sem receio, qualquer dos times de lá"
Essas palavras magoaram, em especial, um papagaio detrator. Quando dissemos aqui que o discurso reacionário de dentro do movimento foi tomado pelos reacionários elitistas, não estávamos dizendo por dizer.
Esse papagaio, que atendeu em sua breve vida, pelo nome de Ragognetti, era um convicto admirador do fascismo e do autoritarismo. E tinha "plena" ojeriza ao Clube do Povo. E se a madame lhe deu corda, ele ensinou à madame como detratar o Clube do Povo.
Quando o grande técnico disse isso, Ragognetti turvou seu fígado, e nunca mais desopilou. E desde então a anticorintianada propaga o fígado fascista e canceroso deste sujeitinho, da mesma forma como ele sempre fez.
Arquitetaram então uma forma de tentar desestabilizar o Clube do Povo. E por ser o Povo, o Corinthians agregava todas as colônias de imigrantes dessa cidade em formação.
É o Clube dos Mil Povos, o Nosso Coringão. E isso era outra coisa que deixava o fascistóide amargurado. Eis então o recalque do 'clube de colônia', produzido a partir dos assalariados do conde Matarazzo (e têm a indignidade de dizer que aquilo foi feito por "operários"...) e a partir de cinco jogadores Corinthianos.
Já que estavam dizendo que a Liga não era um campeonato assim "tão bom", o Corinthians pleiteou sua vaga na patota da APEA. Ah, mas se o campeonato da Liga não era "tão bom" como diziam, como foi que a aristocracia resolveu esse impasse? Pois se aceitassem o Corinthians, tomariam surra em campo.
Foi então que 1915 se fez o Ano Crucial da História do Clube dos Mil Povos.
A aristocracia alijou o Corinthians da disputa, covardemente. Pois a anticorintianada é nada além de um punhado de papagaios covardes.
E, de queixo caído e cotovelo mordido, viram os Guerreiros Corinthianos fortalecerem o Corinthians. Moldados no Verdadeiro Espírito da Luta, os Corinthianos não abandonam o Corinthians "apenas" porque ele havia sido posto de escanteio, em mais uma armadilha ressentida.
O Corinthians voltou mais forte, surrou os campeões dos dois campeonatos, provando que era o Verdadeiro Campeão dos Campeões. E no ano seguinte, mais uma taça conquistada invictamente...
O Corinthians é a cara do Povo Brasileiro. O Corinthians é o Quilombo de Luta do Povo. O Corinthians, desde que a Utopia surgiu nas brilhantes Almas que fizeram o Coletivo de Luta, é isto a que chamamos "Religião", na falta de um adjetivo melhor. Pois é mais que uma Religião, como diria Sócrates; é a Voz do Povo, é a Voz que o Povo tem para se manifestar.
Foi vendo isso que a aristocracia trançou seus 'pauzinhos' entre as madames. Os papagaios detratores formaram a escolinha de abutres detratores. O conde colocava seu timinho de colônia no campeonato de 1917, já unificado, através de bons pagamentos e favores às madames. E assim os matizes da anticorintianada se tornavam mais numerosos, na esperança débil que essa gente tem de diminuir o Gigante.
As gerações foram se sucedendo, a anticorintiania doentia foi se tornando cada vez mais cancerosa, e os fígados turvos se multiplicaram, ao longo do tempo.
A ponto dos filhotes do fascistóide precisarem "apagar" a própria "história". Mandaram a própria história às favas, a serviço da mesma madame que lhe projetou no mundo e que depois tentou subvertê-la. Mesmo tendo tentado subornar alguns jogadores Corinthianos ao longo da história, o ainda jovem Vicente Matheus ajudou aquela claque fascitóide a manter-se enquanto tal. Mesmo depois de termos salvado a madame de mais uma de suas inúmeras falências. Mesmo fingindo ver na madame uma "inimiga", o Corinthians ainda é a grande Referência e causa esse 'desconforto' todo nessa claque.
Quanto à madame, bem, não precisamos dizer mais sobre o 'papel' dela na história, que aqui não mandamos às favas de jeito nenhum. A claque da madame é apenas o matiz mais sem-vergonha dessa anticorintianada doentia.
Depois do Corinthians o mundo se dividiu em Corinthians e antiCorinthians, e nessa segunda metade, madame teve o papel de formadora de opinião, a partir de seus abutres. E se a imprensa é chamada de "gambá" pela claque dos fascistóides hoje em dia, é porque essa claque é débil mental o suficiente para mandar a história às favas.
As duas claques, e mais a porção de matizes coloridos da anticorintianada doentia, sobrevivem apenas do recalque e do fígado turvo e canceroso que portam nas carcaças moribundas.
Quando a claque fascistóide viu o próprio timinho ajudar uma trajetória, em um campeonato passado, a Fiel saudou a rivalidade, zoando o 'porco' na própria Arquibancada. Essa gente de fígado canceroso achou uma "desonra" para a Fiel, quando na verdade estávamos apenas ridicularizando a própria claque fascistóide.
Quando tivemos um mando de campo perdido, tendo que mandar o jogo em Campinas, e ali tivemos um pênalti solenemente ignorado pelo apito, a anticorintianada arrotou que houve "entrega". Quando o apito dá um pênalti para o Corinthians, ainda que tenha sido o mais claro possível, esse pênalti nas vozes anticorintianas não poderia ter sido marcado.
Vejam, tudo isso vem desde 1913, pelo menos.
A Utopia incomoda tanto que até quando caiu para a segunda divisão, incomodou: só se falava em CORINTHIANS, como sempre. Não é demais relembrar a História sempre, para mostrar que ela se repete. Sempre. Por isso que só se vê falar de Corinthians.
Para a anticorintianada doentia é melhor ver o Corinthians "triste", que elas próprias "felizes". E até nessas falsas alegrias anticorintianas, só se fala em quem? No Gigante Clube dos Mil Povos, evidentemente.
O Corinthians é a Referência. Na História, na vida, no cotidiano de todos. Não importa o que acontecer, só se falará de Corinthians.
Vejam que se preocupam até com as alcunhas que a nós nos atribuímos. Por exemplo, nos chamamos de Sofredores. Ora, qual Clube no Mundo tem a História que temos? A questão é extra-campo, e disso claque imbecil nenhuma jamais compreenderá.
Somos o Clube do Povo pela ORIGEM. Não tivemos mecenas, sobrevivemos por conta própria, não tivemos um patrãozinho para nos mandar torcer por ninguém. Somos CORINTHIANS, incondicionalmente. E isso deixa a anticorintianada em parafuso. Daí a desmerecer esquizofrenicamente tudo o que é CORINTHIANS, é apenas um passo.
Mas essa gente é imbuída de tanta perversidade e tanto veneno, que estão cegas às demonstrações Históricas de Resistência do Clube do Povo, o Clube que aprendeu a usar as crises e as maledicências como antídoto à anticorintiania doentia.
AQUI É CORINTHIANS!!!
Aqui a Cimitarra degola.
Aqui a Cimitarra degola.
Aqui a Luta é diária e incessante.
Não mudamos de trincheira.
Não nos aliamos ao inimigo, pois só se alia ao inimigo quem já não tem inimigos, a não ser na própria casa.
É essa a História que tentam mandar às favas. Mas nossa História é como massa de pão; quanto mais bate, mais cresce. Quem quer apagar a História não sabe disso, mas verá isso acontecer sem parar, ao longo da História. Pois o Corinthians é a Referência.
VIVA O CORINTHIANS!!!
É essa a História que tentam mandar às favas. Mas nossa História é como massa de pão; quanto mais bate, mais cresce. Quem quer apagar a História não sabe disso, mas verá isso acontecer sem parar, ao longo da História. Pois o Corinthians é a Referência.
VIVA O CORINTHIANS!!!
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
A guerra continua
O Timão entrou em campo, na escaldante tarde soteropolitana, precisando da vitória (e quando o adversário tem um nome desse, é inevitável o trocadilho). Mais que isso; precisando mostrar, como sempre, a todos os que assistiam àquele jogo, que tem tudo para ser campeão. Jogou os primeiros vinte minutos um Futebol que demonstrava isso. Perdeu gol na cara do goleiro. Até que um passe do Gordo degolou, como uma Cimitarra, a defesa frágil do adversário. Danilo se esforçou para não perder a chance, e abriu o placar.
Tínhamos o jogo nas mãos.
Mas o apito queria tomar parte no espetáculo, amarelando o Coringão e fazendo o 'tradicional' migué para o adversário da ocasião. Incontáveis faltas por trás renderam um amarelinho apenas, ao adversário - uma coisa que deixaria indignada a anticorintianada débil mental, se acontecesse pró-Corinthians.
O Coringão deixou de ter o jogo nas mãos quando, de costas para a bola, Ralf nem vê a bola resvalar em seu braço. É até engraçada essa coisa; a semana inteira a anticorintianada esquizofrênica vomitou impropérios, a abutraiada detratora arrotou estatísticas para manter o assunto "pênalti" na cabeça vazia da anticorintianada parva. E através da pressão ao apito, sempre canalha e anticorintiano, conseguiram o que queriam. Foi marcado um pênalti inexistente contra o Corinthians. Nessa hora a anticorintianada respirou aliviada, mas nem o canalha do apito se convenceu da própria bobagem. A marcação de uma "bola na mão" (e note que Ralf nem vê a bola, menos ainda tem intenção de tocar nela) em plena área deveria render no mínimo um amarelo. Mas Ralf não tomou o segundo amarelo, pois nem o próprio apito teve segurança na marcação infeliz desse pênalti inexistente. Veja bem; a falta no Gordo, com o cotovelo do zagueiro em suas costas, seria marcada tanto dentro da área quanto no meio-campo, por exemplo. Mas essa "bola na mão" não seria sequer alvo do apito, nem de reclamação do adversário, se tivesse acontecido fora da área. Engraçado, não é?
Sim, é uma comédia o que representa a anticorintiania doentia. Vejo agora que "reclamam" de um outro "pênalti", que também não aconteceu, mas não dizem nada sobre uma falta em Iarley, dentro da área, ao mesmo tempo que não têm coragem para contestar um impedimento bem marcado...
Ah, anticorintianada perversinha... Quando invadem a área na cobrança do pênalti, só não voltam o lance quando é contra o Corinthians... Se o cobrador adversário perdesse o gol, o apito mandava voltar o lance. Alguém duvida?
Mas vimos o mesmo filme de alguns outros jogos em que Danilo e Iarley atuaram juntos. E é dever repetir aqui que esses dois não poderiam jogar no Corinthians, muito menos demonstram que merecem. Ontem o time todo jogou bem aquém do que esperávamos, e do que deveriam ter jogado, e não fosse a regularidade do Goleiro a coisa estaria pior (isso pensando no campeonato como um todo, também). Estamos na briga, mas voltamos a depender de outros resultados, infelizmente. E a coisa toda se desenhará com a disputa dos matizes da anticorintianada, para ver quem entrega mais, quem toma mais, quem ajuda mais a atrapalhar o Corinthians.
É isso que dá não termos uma Final de Campeonato. E não temos porque madame, essa que se entregou toda de quatro, invariavelmente tomava ferro nas horas de Decisão. Em 2002, depois de mais um, resolveu fazer campanha para essa fórmula modorrenta de pontos corridos, e convenceu a todos que era mais "moderna", mais "justa". Sim, vemos a justiça; ano passado, depois de um pênalti roubado para o meigo, o comedor de acarajé fez aquela cena. O jogo já estava perdido, o meigo já havia feito um gol com a bola rolando, e o Coringão esteve muito perto de empatar (canalha que arrota "entrega" nesse jogo o faz porque é robô de abutre, papagaio que repete o que a anticorintianada débil mental inventa para difamar, e nada além disso), e veio um pênalti que foi roubado, contra nós. Isso ninguém fala, provando a demência da anticorintianada. Por ter sido roubado, o infeliz do comedor de acarajé fez toda uma cena, justíssima, antes da cobrança. E na cobrança apenas abre os braços, dando corda para a demência. Um pulo teria feito alguma diferença, depois de um pênalti roubado?...
Mas madame se entrega de quatro, a porcada vai querer se entregar até por mais, e ninguém fala nada. É o pastelão da anticorintianada débil mental.
Estamos na briga. Um jogo no Pacaembu, e um jogo no Cerrado, com a obrigação das duas vitórias nesses jogos. E se o imerecido frufru, que saiu da terceira divisão para disputar a primeira, sem ter passado pela segunda divisão, coisa de quem sempre teve muita ajudinha (imagine se fosse o Corinthians a fazer isso!), ou a maria chorona, sair com a taça porque os seus resultados também contaram com a ajudinha, do apito e do adversário, teremos perdido mais um campeonato para nós mesmos, em dois jogos em pleno Pacaembu. Mas a anticorintianada não merece essa falsa alegria, essa refestelança na própria e medíocre entrega; O CORINTHIANS PREVALECERÁ, com a Graça do SANTO GUERREIRO!
AQUI É CORINTHIANS!!!
Faltam duas sangrentas batalhas. Que os nossos guerreiros tenham a consciência necessária neste momento. Que cumpram o papel designado pelo Padroeiro, e que o comando do Timão tenha inteligência para armar bem o time e substituir melhor quando se faz necessário. Que a FIEL, a Mãe do Todo-Poderoso, cumpra seu papel.
É HORA DA CIMITARRA!!!
VAI CORINTHIANS!!!
sábado, 20 de novembro de 2010
A Onça morreu, o Mato é meu!
Lua Cheia de São Jorge.
Essa semana é importantíssima para a nossa história. Para a História do Brasil, e por extensão, para a História do Corinthians.
É a semana do dia 20 de novembro, o marco da luta e da Resistência do Povo brasileiro, cujo primeiro Guerreiro Libertador foi o maior de todos; o líder negro, Zumbi dos Palmares.
A Onça morreu, o Mato é meu!
Isso quer dizer que a Resistência nunca falha.
Isso quer dizer que a Resistência somos nós – o Povo.
A Onça morreu, o Mato é meu!
IÊ
A História nos engana
Diz tudo pelo contrário
Até diz que a abolição
Aconteceu no mês do maio
A prova dessa mentira
É que da miséria eu não saio
Viva vinte de novembro
Momento pra se lembrar
Não vejo em treze de maio
Nada para comemorar
Muitos tempos se passaram
E o negro sempre a lutar,
Zumbi é nosso herói
Zumbi é nosso herói,
Colega velho
De Palmares foi Senhor
Pela causa do homem negro
Foi ele que mais lutou
Apesar de toda luta, colega velho
O escravo não se libertou,
Camará...
Zumbi é nosso Herói.
Todo dia 20 de Novembro, desde o ano de 1695, quando a corôa portuguesa conseguiu exterminar a liderança da Janga, o Grande Quilombo da Resistência, liderada pela linhagem de Ganga Zumba desde 1670, nós relembramos o Grande Herói Guerreiro.
A Janga era o refúgio da Resistência, onde os seqüestrados da África se organizaram.
Numa época em que o Brasil existia para ser espoliado pela coroa.
A Janga resistiu até 1710, mas nesse dia de 20 de novembro de 1695, o Herói tombou à traição.
Camuflaram esse dia com um nome politicamente correto, e perverso.
"Consciência Negra", como se fosse Consciência apartada da própria Consciência Humana.
Se nos predispomos a dividir as Consciências é porque nossa própria Consciência, no caso a "dos brancos", dos "senhores dos escravos", é corrompida; tão corrompida que corrompeu até a "Consciência Negra".
A Resistência parte da Consciência Humana, e tem na Consciência Negra a sua grande linha de frente. Ninguém melhor que os perseguidos para apontar os perseguidores; ninguém melhor que os descendentes dos escravos para dizer aos senhores o que foi feito.
É essa a grande discussão de fundo, que retomaremos depois da Lenda que iremos contemplar.
Zumbi é nosso Herói.
Descende da linhagem de Zumba, o Grande Senhor, que fez do Quilombo um Estado. Uma grande ameaça ao "império português".
Aquele Estado Quilombola era organizado economicamente, politicamente, militarmente. Nele as danças e rituais de diversas etnias africanas convergiram para a própria Capoeira. Antes de ser tratada como algo marginal pelos senhores, a Capoeira esteve no seio da Resistência, e ali foi ritualizada pelos Guerreiros.
Entre eles haviam índios e brancos revoltosos, compondo um Quilombo de mais de 4000 pessoas em pé-de-guerra.
Peço licença a Mestre Guima para reproduzir parte de seu texto sobre o Quilombo e a Capoeira.
"Eram negros adultos, velhos e crianças. Eram eles os donos de Palmares. Escravos fugidos da chibata e do pelô. Alguns traziam cicatrizes no corpo, tais como, orelhas laceradas, pés amputados, dedos destroçados. As cicatrizes na alma eram perceptíveis pelos olhos que guardavam mágoas e tristezas, lembranças dos açoites brutais e impiedosos a que haviam sido submetidos. Os homens vagarzinho formavam uma grande roda. Um deles fazia cantar o berimbau. Era hora do jogo. Alguém acendia uma lamparina, pois a noite definitivamente já viera. Os negros jogam jogo lento. É capoeira de angola. O berimbau e os negros estremecem de saudades da África. Jogo lento, quase parando. Jogo mais de se ver a beleza de movimentos lentos. Os lutadores vão se revezando no centro da roda. Os que formam a roda cantam:
Depois de um bom tempo de jogo, parecendo combinados, os negros subitamente param de cantar. Se curvam e pedem benção áquele que acabou de chegar. Juntos, uníssonos, suas vozes reverbera na clareira:
"A sua benção pai!"
É para Zumbi a saudação. Apesar de jovem ainda, em sinal de respeito, todos o tratam por pai. É ele, o grande comandante de guerra dos negros, o senhor da liberdade. Os negros jovens, velhos, meninos, meninas, mulheres, todos sem exceção, o veneram.
É para Zumbi o primeiro apanhado de mel de jataí furado no tronco da embaúba; é dele também a primeira fruta que amadurece e a água da moringa, que ele bebe, é trocada três vezes ao dia.
Os negros amam Zumbi. Zumbi põe em perigo a sua vida em prol da liberdade dos negros; e os negros estão dispostos morrerem a qualquer instante pela vida de Zumbi. Eram todos eles, os negros, de uma irmandade admirável.
Negro Zumbi, cabelo pixaim, zóios parecendo duas jabuticabas e uma andar que lembra os felinos.
"A bençao meu povo!", responde o Zumbi com sua inconfundível voz de barítono. Zumbi pede para que recomecem a luta. De revezamento em revezamento na roda, chega então a vez do comandante. Ele pede toque rápido, toque de São Bento. E lá vem um mortal, depois uma estrela, uma rasteira, martelo voador, ponteiro, cabeçada e tantos outros golpes mais. Zumbi varre o chão como se fosse um vento, um redemoinho. O senhor da liberdade dos negros tem uma elasticidade e agilidade assombrosa. Tem que se firmar os olhos para vê-lo. Não era sem razão que Zumbi era o mestre dos mestres de capoeira do quilombo. Por conta desta astúcia sem igual e dessa ligeireza ímpar é que os brancos o temiam. Um golpe desses aplicado pra valer traria a morte com certeza, em fração de segundos.
No jogo da capoeira Zumbi é incansável e imbatível.
Dez homens junto não pode com ele”
Axé, Mestre Guima!
E nos olhos dos Quilombolas estava a profundidade da Resistência.
Mas o Quilombo foi dizimado à base dos "tratados" falsários.
Zumbi nasceu em Palmares, livre. Mas foi capturado e até os quinze anos viveu entre os brancos, foi alfabetizado e até aprendeu latim. Foi coroinha, em Porto Calvo, sob o jugo do jesuíta Antônio Melo, que o chamou de Francisco. Mas ele fugiu, e retornou a Palmares.
As investidas da coroa contra Palmares começaram pelo sorrateiro envenenamento de Ganga Zumba, o tio de Zumbi, traído por seu próprio irmão, Gangazuna, era um 'aliado' dos portugueses.
Zumbi, porém, toma para si a Resistência, liderando o povo de seu tio de volta à Palmares. E reinstala a Resistência.
O reinado de Zumbi foi próspero. Daquela Janga foi feito um Estado ainda mais consolidado. As etnias conviviam com base na Resistência, em coesa união.
A Resistência guerrilheira criou métodos de combate muito superiores aos dos colonizadores.
Em janeiro de 1694, Zumbi, o Senhor do Quilombo, frustrou mais um ataque covarde de Domingos Velho.
E se viu acuado, seu povo sangrando no solo de Palmares, sem chances de combater, sozinho, uma tropa inteira, armada com garruchas na beira da falésia, naquelas paisagens paradisíacas de Alagoas.
Zumbi então pulou daquela altura, peito aberto, braços abertos, em direção ao mar.
Odò Iyá, Iemanjá, A Rainha do Mar, o recolheu em seu colo, e lhe dispôs à areia da praia, para que seguisse para a mata.
Cansado, adormeceu em um regato, no colo de Olorum, que lhe curou as feridas e lhe dá a água das cinco cabaças de ouro.
Quando o Herói desperta, Olorum lhe diz; "Fio, teu corpo tá fechado. Tem o segredo dos ventos, das febres e das mortes. Vá libertar meu povo".
E, naquela noite, foi ao acampamento dos colonizadores. Evocou o Orixá em voz muito alta, e se fez a ventania, a tempestade, o caos no acampamento.
Os cavalos se perderam em disparada, suas rédeas se soltaram. As armas foram soterradas na lama, as garruchas já não atiravam mais.
Zumbi gritou, mais alto que o vento, mais alto que a tempestade.
O pavor por aquele que havia supostamente morrido estar defronte aos que comemoraram sua morte foi intenso, súbito, repentino.
Metade daqueles homens saiu correndo, fugiu; a outra metade foi trucidada pelas mãos de um só Guerreiro. O maior de todos.
Àqueles que fugiram, o Orixá impingiu a febre e a doença. Toda enferma, a tropa de Domingos Velho não mais estava em condições de combate.
Zumbi chegou ao lugar onde estavam os enfermos, que quando o viram pediram clemência. Zumbi gritou, os enfermos se apavoraram. Mandou então que todos dessem cabo das próprias vidas. Fez assim uma multidão de enfermos se suicidar, no temor de seu grito.
Alguns sobreviventes permaneciam imóveis, inclusive Domingos Velho.
Olorum mandou-lhes então uma nuvem gigante de abelhas, que lhes matou de inchaços nas bocas, orelhas, pernas, tronco, rosto, por todo o corpo.
O único sobrevivente, propositalmente, foi Domingos Velho, que fugiu mata adentro, e caminhou trôpego por dez noites e dez dias até chegar ao Recife.
E enquanto Zumbi recompunha sua Resistência, o senhor daquela sesmaria, e o bandeirante Domingos Velho, tramaram com um escravo da coroa um plano, para conquistar a confiança e trair Zumbi.
Mas quando estava na caravela, indo à Portugal dar conta à coroa de todo o acontecido, Domingos Velho fumava no convés, quando de repente viu Zumbi vindo em sua direção.
Os tiros perpassavam seu corpo e nada detinha aquele gigantesco Guerreiro. Que lhe apertou a garganta com a própria mão, até a morte.
Ergueu o corpo do morto sobre a cabeça, e cantando alto pela Resistência, atirou-o ao mar. A tripulação assistiu à tudo imóvel e assombrada.
Ele próprio mergulhou no mar e nadou, antes que que a tripulação se recomposse.
Zumbi é nosso Herói.
Em 20 de Novembro de 1695, o escravo da trama traidora, que conseguiu a amizade de um velho companheiro da Resistência, revelou o paradeiro em uma das incursões sobre o inimigo. Zumbi é cercado por muitos soldados, e degolado.
"Eis o espírito", disseram os colonizadores, pensando-se vencedores no Marco Zero do Recife, estendendo a cabeça do Senhor do Brasil sobre a lança.
"Zumbi", "eis o espírito".
Retomando Mestre Guima:
“Vendavais assolaram Recife, epidemia de febre desvastava a população branca, serpentes, lacraias e escorpiões invadiam as casas dos senhores, cavalos não paravam nos estábulos e capitães de mato sistematicamente e misteriosamente apareciam degolados. Zumbi, o morto-vivo tornara um terror a vida dos moradores brancos de Recife.
Aconselhada por um velho padre, uma jovem princesa com o nome de Isabel, mandou dar conhecimento a seguinte lei:
" A princesa Isabel, regente em nome de sua Majestade, o Imperador e Senhor Dom Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império, que a Assembléia Geral, decretou e ela sancionou a Lei seguinte:
art. I - É declarada extinta desde data desta lei a escravidão no Brasil;
art.II - Revogam-se as disposições em contrário".
Voltemos no tempo. Quando a raça humana ainda criava o que chamamos de Cultura, quando o humanóide desceu da árvore e passou a andar pela terra com seus dois pés, deixando livres os dois braços e se utilizando do polegar opositor para sobreviver, sobreveio a isso tudo a artimanha.
O humanóide então precisou enfrentar os outros animais e até seus semelhantes, para sobreviver.
Quando encontrou um rio, aprendeu a nadar, aprendeu que o galho da árvore bóia, e com isso criou a canoa e os remos.
Quando entendeu que a lança poderia ser a extensão de seus braços, de uma forma mais forte e mais competente para caçar ou derrotar o inimigo, passou a sobrepujar os outros animais.
Esses humanóides não eram mais fortes que nenhum outro bicho, mas eram muito mais ágeis na intuição. E desta intuição que foi desenvolver, com o polegar opositor, a razão, o homem descobriu o fogo, e nisso tudo compreendeu que o arco e flecha poderia ser uma extensão ainda maior da própria lança.
Claro que a ordem dos fatores não está correta nessa nossa narrativa aqui, mas o fundamental é perceber o sentido dessa tentativa de conceitualização que denominamos “artimanha”.
Foi dessa artimanha que nasceu a Capoeira. Para enxergarmos as razões de ser de uma roda de Capoeira, não podemos apenas imaginar os rituais religiosos e de dança dos povos africanos, pois a raiz da Capoeira é anterior.
Essa raiz, que começou a ser criada por conta da artimanha, é a raiz de todos os modos de luta, e não por acaso, de todos os modos de esporte.
Quando o humanóide criou a canoa e o remo, quando começou a nadar, quando desenvolveu técnicas para corrida em dois pés, se utilizando do impulso dos braços, quando atirou com arco e flecha, enfim, todas as atividades advindas dessa artimanha, o humanóide criou o que vemos nos esportes olímpicos.
E quando o guerreiro desenvolveu técnicas de guerra, criou a Capoeira, o Kung Fu, artimanhas com o próprio corpo e a própria força criada a partir do corpo, para vencer o oponente.
E quando saiu chutando a cabeça do general vencido, criou o ludopédio.
Observem então que os esportes, as lutas, o Futebol, tudo tem uma mesma raiz na raça humana: a artimanha.
E se Palmares foi o Quilombo onde a Capoeira, o Jogo de Angola resistiu, se desenvolveu e se aperfeiçoou, o Corinthians foi o Clube Quilombola do Futebol Varzeano do começo do século vinte, e na várzea se praticava o verdadeiro Futebol.
A Capoeira saiu de Palmares, e já invadia todas as senzalas e malocas das vilas coloniais, enquanto o ludopédio estava sendo gestado nos mosteiros europeus, como forma de educação física.
E foi como forma de educação física que Pastinha e Bimba reinventaram as Capoeiras.
Pastinha com seu Centro Esportivo de Capoeira Angola, e Bimba com sua Luta Regional Baiana, ambos filhos da Resistência de Zumbi dos Palmares, carregando nesse movimento as memórias do Quilombo, de Besouro Mangangá, de Madame Satã, e de todas as Mandingas que a raça humana criara até então.
O Clube do Povo convergiu a arte da Deusa Bola com a Capoeira, quando enfrentou o Ypiranga, clube que inspirou a camisa amarela e a calça preta da Capoeira Angola de Mestre Pastinha.
O Velho Mestre gostava muito de Futebol, e torcia para o Ypiranga. Não há registros disso, mas não é demais imaginar Pastinha admirando o Manto Branco do Clube do Povo, que nessa época, setembro de 1936, contava com Pai Jaú e Mestre Brandão.
No Campo da Graça, em Salvador, o Coringão bateu o Ypiranga por duas vezes. 2 a 1 e 2 a 0. Pastinha deve ter estado lá nessas horas.
Pastinha, Vicente Ferreira Pastinha, o grande Mestre do Jogo de Angola, se imbuiu de natural simpatia pelo Clube Quilombola. Igual a baiana Mestra Janja, do Grupo Nzinga de Capoeira Angola, Corinthiana de Coração como todos nós. Quem quiser conhecer a Capoeira Angola, pode começar pelo www.nzinga.org.br.
A História do Corinthians foi a da Resistência do Povo no Futebol. Mas conceituemos “Povo”. Isso que chamamos povo não é o pobre, o desfavorecido, o trabalhador, apenas. O Povo somos todos nós. Não é a toa que no Corinthians, desde cedo, tivéssemos intelectuais como Alcântara Machado e Menotti Del Picchia entre nós, Rebollo, o artista que era jogador de bola, enfim. O Povo é a raça humana que se amontoa e convive em um determinado território. Acho que é mais ou menos isso.
Mas ainda que fosse a Resistência, e tivesse no centroavante Davi, um negro que foi dos primeiros grandes mestres da Bola na Várzea desta cidade, em suas primeiras formações, surgir no Velódromo com um jogador negro o teria posto de fora da disputa sem nem ter direitos a ela.
Mas foram as lavadeiras negras da várzea do Carmo, que trabalhavam ao lado de Dona Elisa da Silva, que cuidaram do Manto Sagrado do Clube do Povo. E os negros e caboclos que eram sistematicamente tirados do centro da cidade, e jogados para as periferias, todos seguiam o Clube do Povo.
A praça onde está o prédio do banespa, cartão postal da megalópole que se formou em cima de uma vila colonial, em outros tempos foi a própria periferia da vila. Onde está o predião bonito, era a capela de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, dos escravos. Era uma irmandade antiga, de negros cristãos de Angola, criada por volta do século XIII.
A Capela foi derrubada, transferida para o outro lado da cidade, do outro lado do vale do Anhangabaú, para ficar bem longe dos negócios dos aristocratas. Isso em 1906.
E o Futebol era a atividade que esses aristocratas tomavam para si. Eis então as bases da grande injustiça para com Davi, o primeiro e quase anônimo ícone Negro do Clube do Povo.
O Futebol só aceitou o negro bem depois. Mas a Deusa Bola, com sua forma perfeita, aceitou a todos desde o princípio.
Dia 22 de novembro irá completar cem anos da rebelião de João Cândido Felisberto, o Almirante Negro.
Lembremos o episódio da Revolta dos Malês, em 1835.
Os Malês eram escravos mulçumanos – 'imale' é o termo ioruba para ‘muçulmano’.
Esses escravos pretendiam tomar de assalto a cidade e todos os engenhos do recôncavo baiano, para libertar os negros.
Eles eram os professores dos filhos dos senhores, sabiam ler e escrever, e conheciam história, matemática, geometria, filosofia, e se revoltavam com a imposição do catolicismo. Queriam criar uma monarquia islâmica.
A maioria além de professor, era guerreiro. Foram dois dias de revolta e tentativa de tomada do Forte da Cavalaria, terminadas em um banho de sangue.
Dom Pedro II dizimou os malês, mas essa sublevação revoltosa não é pontual na história do Brasil. Foram diversas revoltas de escravos que aconteciam por todo o Brasil, e muitas delas nunca foram parar em manuais de história.
Porque a História continua sendo escrita por aristocratas.
Assim, nem mesmo o Clube Quilombola do Povo é tido pelo valor que lhe deveria ser atribuído por merecimento, nem na imprensa detratora, nem por quem comanda a academia. Este valor é o que nós resgatamos aqui em nosso bunker Corinthianista.
E mesmo o feriado da Consciência Negra é tratado pejorativamente, por todo lado. Assim como o Corinthians é tratado pelos mesmos detratores, pois a Causa é a mesma.
Não é, Professor?
"Na data em que se comemora a consciência negra, temos que tratar das contribuições do negro para a construção do nosso país a partir de uma lente de observação futebolística. Ainda mais nós, corinthianos, militantes do Clube do Povo, do Corinthians de Pai Jaú, Jango, Brandão e Dino, Teleco, Baltazar, Zé Maria, Wladimir, Ezequiel, Rincon, Jucilei, e tantos outros ídolos afro-descendentes que compõem o panteão alvi-negro.
No momento em que ganha força o argumento segundo o qual a inconsistência do conceito de raça, do ponto de vista biológico, inviabiliza a constatação do racismo na prática social brasileira, é necessário tratar do negro, indissociável da história do nosso país e da sua principal prática esportiva.
E, com as bênçãos de Ogum, a expressão mais corinthiana de São Jorge, aquele que dá aos homens o segredo do ferro, que ensina aos homens as artes da agricultura e da sobrevivência, que livra os agricultores pobres de seus exploradores e que, nesse sentido, é o próprio Corinthians, com as bênçãos desse poderoso orixá, vamos fazer isso.
No início da trajetória do futebol em nossas terras, o negro se tornou um elemento central para o debate a respeito dos rumos da nação. No final do século 19, com a abolição do regime escravista, optou-se por uma política de branqueamento de nosso povo, em que o incentivo à imigração europeia para abastecer as lavouras de café e a produção industrial representou o seu carro-chefe. Por meio da aposta em certo modelo de miscigenação, tal ideologia procurava diluir o elemento negro, sufocando a diversidade racial ao forjar uma sociedade pretensamente branca e homogênea.
Oliveira Viana talvez seja o apologista mais notório do branqueamento da sociedade brasileira. Para o intelectual, o mestiço representava um atraso inevitável para o país, que só poderia ser remediado com a “arianização” de nosso povo. Assim, os “elementos bárbaros” de nossa constituição social seriam reduzidos pela crescente entrada de brancos em nosso país.
O futebol, indicador preciso do estado geral da nação, explicitou as consequências da disseminação desse pensamento ao seu modo. Artur Friedenreich, por exemplo, filho de um comerciante alemão e de uma lavadeira negra, considerado o primeiro craque de nosso futebol, precisava disfarçar a sua negritude, esticando os cabelos e empapando-os com brilhantina, para se sentir socialmente incluído. Logo ele, sobre quem o escritor uruguaio, Eduardo Galeano, disse: “de Friedenreich em diante, o futebol brasileiro que é brasileiro de verdade não tem ângulos retos, do mesmo jeito que as montanhas do Rio de Janeiro e os edifícios de Oscar Niemeyer”.
Sem falar do que ocorreu no célebre caso do jogador do Fluminense, Carlos Alberto, que branqueou a sua pele com pó de arroz para fugir ao preconceito, em jogo realizado, ironicamente, no dia 13 de maio (data que marca o fim da escravidão) de 1914.
No clássico livro “O negro no futebol brasileiro”, de 1947, Mário Filho narra a trajetória dos descendentes de escravos em sua luta por inclusão no futebol, pautado pelos valores elitistas do regime amador de seus primórdios. Segundo o autor, na década de 1920, por meio de clubes de formação popular, como o Bangu, o Vasco da Gama e o São Cristóvão, os negros pressionaram os dirigentes pela adoção do regime profissional, garantindo espaço de destaque na Copa do Mundo de 1938.
A década de 1930, além de marcar a adoção do regime profissional no esporte, foi palco de importantes elaborações teóricas a respeito da identidade do país. “Casa grande e senzala” (1933) e “Sobrados e mucambos” (1936), de Gilberto Freyre, são obras referenciais no que diz respeito ao elogio da mestiçagem enquanto trunfo da cultura nacional. E Freyre, em sua veia interpretativa, arrisca-se também no terreno do futebol. Para o consagrado antropólogo, a conversão do “jogo britanicamente apolíneo” em “dança dionisíaca”, por influência dos movimentos corporais do samba e da capoeira, seria resultado do processo de mestiçagem verificado no Brasil.
O samba e a capoeira, manifestações de matriz claramente africana, com raízes profundas nas religiões tradicionais dos negros, aparecem, então, “sublimados” na interpretação de Freyre, traduzidos como produto do que se chamaria de democracia racial, assim como ocorre, por extensão, com o modo característico de jogar futebol do brasileiro. A contribuição do negro é “promovida”, assim, à categoria de “progresso da mestiçagem”. Em última análise, é possível dizer que temos, desse modo, a realização do ideal de homogeneização de nossa sociedade no mundo das especulações interpretativas sobre o Brasil.
Edições posteriores do livro de Mário Filho acompanham também a saga do negro no futebol até a realização da Copa de 1958, a primeira vencida pelo Brasil. Como não poderia deixar de ser, um dos momentos mais marcantes da narrativa de Filho refere-se à “tragédia”, à derrota da seleção brasileira para o Uruguai na final da Copa de 1950, no Maracanã. Diz o autor sobre a responsabilização ocorrida após o fracasso:
“Assim, três pretos foram escolhidos como bodes expiatórios: Barbosa, Juvenal e Bigode. Os outros mulatos e pretos ficaram de fora: Zizinho, Bauer e Jair da Rosa Pinto. Era o que dava, segundo os racistas que apareciam aos montes, botar mais mulatos e pretos do que brancos no escrete brasileiro”.
Essa passagem permite perceber a persistência do preconceito racial no país após o advento das ideias do “futebol mestiço” e da “civilização mestiça”. Na ocasião em que a nacionalidade brasileira sofria um duro golpe dentro das quatro linhas, assim como costuma ocorrer cotidianamente nos momentos de acirramento social - como na busca por colocação no mercado de trabalho, por exemplo -, fomos divididos em dois grupos: os brancos e os não brancos, os culpados, os negros. Nem o coroamento da geração de Pelé e Garrincha, com o bicampeonato mundial, nem o ápice da demonstração do futebol-arte, transmitido ao vivo pela televisão, durante a Copa de 1970, foram capazes de extinguir o racismo à moda brasileira, aquele que está sempre escamoteado, com vergonha de si mesmo, mas que não se abstém de atuar.
Depois de Barbosa, o primeiro goleiro negro a defender a seleção brasileira, como titular, em Copas do Mundo foi Dida, em 2006, após 56 anos de um sinistro intervalo. Nenhuma outra posição, do lateral-direito ao ponta-esquerda, ficou tanto tempo sem ser ocupada por um negro no time nacional. E, hoje, as ocorrências de racismo no futebol continuam a ser registradas dentro e fora do país.
Na semana em que se celebra a consciência negra no Brasil, é preciso retomar tal contribuição futebolística, dando ao negro o que é do negro. A ancestral concepção festiva da vida permitiu, aos descendentes de escravos, introduzirem um modo peculiar de tratar a bola e de ser brasileiro, um jeito de jogar e de viver voltado ao prazer e à beleza, que está na base do que se pode chamar de identidade nacional brasileira."
VIVA O LIBERTADOR
DO POVO BRASILEIRO!!!
VIVA ZUMBI!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!
ZUMBI VIVE!!!
VIVA ZUMBI!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!
ZUMBI VIVE!!!
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Afiando a Cimitarra

Notaram o des-con-tro-le da anticorintianada, nos últimos dias? Aliás, desde o começo do ano? Ou melhor, e mais precisamente, desde que estamos neste mundo?
Inventaram bobagens atrás de bobagens, calúnias atrás de calúnias, tudo porque a REFERÊNCIA do Futebol Brasileiro está em seu lugar de direito.
Tudo porque o CORINTHIANS GANHOU um jogo, com um raríssimo pênalti muito bem marcado a favor do Povo...
Ah, essa anticorintianada esquizofrênica não aguenta ver estampada a ALEGRIA NA CARA DO POVO...
A nossa ALEGRIA é a razão de tantos cotovelos moídos. E pra cotovelo moído não há cura. O mais interessante é ver essa gente querendo convencer a todos de que estão "corretas". Muitos passam a se julgar paladinos da "moral", como se não fosse imoral estar contra a própria verdade.
A nossa HISTÓRIA mostra tudo isso. Nossa HISTÓRIA de RESISTÊNCIA é nossa Bandeira, nossa Âncora e nossos Remos. A anticorintianada de todos os matizes, orquestrada pela velha claque fascistóide, se "uniram" contra o TODO-PODEROSO CORINTHIANS. Como sempre fizeram, desde o dia 30 de março de 1913.
A nossa luta continua e a Força do Santo Padroeiro nos ilumina!
O juizinho vai nos operar na Bahia, enquanto o frufru será afagado com todos os migués de quem pulou da C para A no tapetão. MAS O CORINTHIANS NÃO BAIXA A GUARDA. O CORINTHIANS LUTA, contra tudo e contra todos.
POR SÃO JORGE GUERREIRO!!!
É HORA DA CIMITARRA!!!
AQUI É CORINTHIANS!!!
domingo, 14 de novembro de 2010
Ronaldo Soares Giovanelli Junior
Vinha evitando falar de Julio, medo de zicar, mas hoje é inevitável; o moleque jogou muito. Inspirado no último grande Ídolo Corinthiano...
Mesmo que não saiba repor bola em jogo, Julio Cesar hoje foi o nome do jogo. Ele acabou com o adversário do dia.
Mas o bom mesmo é que o apito marcou todos os impedimentos, que foram impedimentos, e todos os pênaltis, que foram pênaltis. Bom porque isso não acontece sempre com o Corinthians, e melhor ainda porque isso tudo deixa a anticorintianada de merda descontrolada.
Vão tentar enxertar "polêmica", tal qual pelo em ovo. É comédia um pseudo-técnico tão fracassado quanto um cu-quinha falar tudo o que falou, achando que está abafando (veja aqui para rachar bastante o bico, porque é ridículo, o babaca até cita a juju indiretamente, além do juizinho ter sido louvado pelas marias durante a semana... esse choro é o próprio fim-de-feira). Até a maria-mor veio arrotar bobagens.
Isso tudo nos faz gargalhar. É surreal a forma como a anticorintiania se faz doentia...
O CORINTHIANS GANHOU, porque tem o moleque que joga igualzinho o Ronaldo que catou tudo. Um moleque esforçado que trabalha com muito afinco e corrige TODAS as deficiências.
Há algum tempo o Coringão vem dependendo dele.
O CORINTHIANS GANHOU e anticorintianada de merda tem é que tomar vergonha na cara.
O CORINTHIANS GANHOU e está na briga pela taça, contra um adversário que é nossa freguesia, e que precisa perder pontos para times pequenos, enquanto nós fazemos a nossa lição de casa.
O CORINTHIANS GANHOU porque as marias tem meninas tentando jogar bola, e mesmo numa partida bem pouco inspirada do Timão, mijaram pra trás.
O CORINTHIANS GANHOU, e quem não for CORINTHIANO...
AQUI É CORINTHIANS!!!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Nota Fiscal

(Foto de Raphael Falavigna, Portal Terra)
O Coringão resolveu jogar como CORINTHIANS nos últimos jogos, e estamos na briga, com quatro Finalíssimas pela frente.
E com o Timão provando estar focado, com sangue nos olhos, afinal é DECISÃO.
E quando é DECISÃO, a madame treme. O descontrole se prova nas abobrinhas proferidas pela madame-anã-de-barbicha; ela disse que tiveram azar, depois do vareio de bola e de Torcida...
Ah, como são recalcadas...
Então vamos falar umas verdades. Antes de mais nada, o apito jogou de verde...
Mas voltando ao assunto, aquilo nunca foi, não é e nem nunca será uma torcida de Futebol. É apenas uma claque de oportunistas bunda-moles, que fingem cultuar algo que não é um clube de Futebol. Nunca jogaram, não jogam e nem nunca jogarão com o time pelo qual fingem torcer.
Mas fazem o medíocre papel que a abutraiada lhes impute: são antes de mais nada anticorintianas, igual àquela porcalhada.
A prova? Tudo o que essa gentalha que passa baton fingiu que cantou envolvia o CORINTHIANS. E ainda vaiam as próprias cheerleaders, antes do início da partida, ao som de "tonight's gonna be a good night"...
O que nos leva a crer que aquele antro também nunca foi, não é nem nunca será um clube de Futebol. Aquilo, para elas, é como ir a um botequim, a um evento plasticamente "diferenciado", uma "grife", mas nunca ir a um Jogo de Futebol. Elas não entendem o que é isso.
Nos deram o melhor lugar do estádio, a favor do sol. Visitante, no Futebol de Verdade, tem que receber o pior lugar. É uma regra implícita, e a Deusa Bola exige que ela seja seguida à risca. É por isso que elas tremem quando vêem o Selecionado Varzeano do Bom Retiro. Isso, desde 1910...
E por esse selecionado passou, nas décadas de 20 e 30, um sujeito chamado José Pereira Guimarães. Era centro-médio, o que chamamos de volante hoje em dia. Foi o esteio de uma linha-média Histórica, que recebeu o apelido de "Três Mosqueteiros", Nerino, Guimarães e Munhoz. Um italiano, um português e um espanhol. Fato é que Guimarães inaugurou uma Tradição Mosqueteira, revivida pelo Mestre José Augusto Brandão, nas décadas de 30 e 40, por Osvaldo da Silva, o Dino, na década de 40, por Roberto Belangero, de 1947 a 1960, por Idário, o Deus da Raça, e que foi reencarnada em Antônio José da Silva Filho, o Biro, aquele se triplicava nas decisões.
Essa Alma do médio-volante Corinthiano vive ainda hoje, tendo passado por Marcião e por Mano, por Zé Elias e por Edu (naqueles tempos).
Hoje quem se triplica em decisões é Elias Mendes Trindade, autor de um golaço, deixando uma borboleta ajoelhada.
E a benção de São Jorge está na foto que inicia este post.
O Moleque do Terrão voltou! E Jorge vai voltar também!
Sábado é outra decisão, e não nos é permitido baixar a guarda em hipótese nenhuma. Arrisco dizer que só com os 12 pontos que restam conquistados, podemos pensar em taça.
Que São Jorge siga inspirando e iluminando o Corinthians Nosso de Cada Dia!
VAI CORINTHIANS!!!
E com o Timão provando estar focado, com sangue nos olhos, afinal é DECISÃO.
E quando é DECISÃO, a madame treme. O descontrole se prova nas abobrinhas proferidas pela madame-anã-de-barbicha; ela disse que tiveram azar, depois do vareio de bola e de Torcida...
Ah, como são recalcadas...
Então vamos falar umas verdades. Antes de mais nada, o apito jogou de verde...
Mas voltando ao assunto, aquilo nunca foi, não é e nem nunca será uma torcida de Futebol. É apenas uma claque de oportunistas bunda-moles, que fingem cultuar algo que não é um clube de Futebol. Nunca jogaram, não jogam e nem nunca jogarão com o time pelo qual fingem torcer.
Mas fazem o medíocre papel que a abutraiada lhes impute: são antes de mais nada anticorintianas, igual àquela porcalhada.
A prova? Tudo o que essa gentalha que passa baton fingiu que cantou envolvia o CORINTHIANS. E ainda vaiam as próprias cheerleaders, antes do início da partida, ao som de "tonight's gonna be a good night"...
O que nos leva a crer que aquele antro também nunca foi, não é nem nunca será um clube de Futebol. Aquilo, para elas, é como ir a um botequim, a um evento plasticamente "diferenciado", uma "grife", mas nunca ir a um Jogo de Futebol. Elas não entendem o que é isso.
Nos deram o melhor lugar do estádio, a favor do sol. Visitante, no Futebol de Verdade, tem que receber o pior lugar. É uma regra implícita, e a Deusa Bola exige que ela seja seguida à risca. É por isso que elas tremem quando vêem o Selecionado Varzeano do Bom Retiro. Isso, desde 1910...
E por esse selecionado passou, nas décadas de 20 e 30, um sujeito chamado José Pereira Guimarães. Era centro-médio, o que chamamos de volante hoje em dia. Foi o esteio de uma linha-média Histórica, que recebeu o apelido de "Três Mosqueteiros", Nerino, Guimarães e Munhoz. Um italiano, um português e um espanhol. Fato é que Guimarães inaugurou uma Tradição Mosqueteira, revivida pelo Mestre José Augusto Brandão, nas décadas de 30 e 40, por Osvaldo da Silva, o Dino, na década de 40, por Roberto Belangero, de 1947 a 1960, por Idário, o Deus da Raça, e que foi reencarnada em Antônio José da Silva Filho, o Biro, aquele se triplicava nas decisões.
Essa Alma do médio-volante Corinthiano vive ainda hoje, tendo passado por Marcião e por Mano, por Zé Elias e por Edu (naqueles tempos).
Hoje quem se triplica em decisões é Elias Mendes Trindade, autor de um golaço, deixando uma borboleta ajoelhada.
E a benção de São Jorge está na foto que inicia este post.
O Moleque do Terrão voltou! E Jorge vai voltar também!
Sábado é outra decisão, e não nos é permitido baixar a guarda em hipótese nenhuma. Arrisco dizer que só com os 12 pontos que restam conquistados, podemos pensar em taça.
Que São Jorge siga inspirando e iluminando o Corinthians Nosso de Cada Dia!
VAI CORINTHIANS!!!
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Abre o olho, freguesa!
Com exceção daquele que já foi, o grupo jogou bem na maior parte do tempo. A coisa de tocar de lado persiste, mas Elias foi decisivo, e levou o Timão com ele. Que golaço do Bruno Cesar, e que bom que Elias fez aquele golaço depois da jogada do Alessandro, drible da vaca pra dentro da área, cruzamento e chapa certeira. Daí Ronaldinho recebeu presente de Roberto Carlos, e desencantou.
É maravilhoso golear um timeco, depois de um empate contra outro timeco, e ver a abutraiada esquizofrênica ter que mudar seu discursinho. Se ontem já não consideravam mais o Corinthians na disputa, hoje vai ter que dizer outra coisa.
Se na quarta passada o empate veio de muita zica, jogando pouca bola, nesta quarta jogaram bola nos dois tempos de jogo, e a zica foi superada. Aquele camisa 21, com estes dois gols que perdeu, pode se despedir, e até nunca mais. Dente voltou!
Daí o babaca enfia a mão na bola, já com um amarelo, e o apito não pode deixar passar. E a abutraiada põe pilha nos carinhas, para dizerem asneiras; mas eles mesmos não culpam o jogador deles. É a insensatez da anticorintiania doentia.
Depois, Dente iria sair livre na entrada da área, ele e o goleiro. O último homem derruba o Corinthiano. E o que diz a abutraiada? Que o apito agora tinha sido "rigoroso". Mas é a regra, né anticorintianada, vai fazer o quê?
O apito rouba 17 pênaltis escandalosos durante o campeonato, que deveriam ter sido marcados para o Corinthians.
Daí o cara põe o braço no peito do Dente na área, enquanto ele está tentando o chute, e tira o prumo do moleque franzino. Falta. E a abutraiada, com o ângulo errado, acha que ele furou. Parece brincadeira, contando assim, mas não é.
O pênalti inventado para a madame foi, de fato, um pênalti, na cabeça dessa gente sem-vergonha, mesmo não tendo sido falta, e ter sido um pulo de fora da área. E observem aquilo com o olhar de tantos anos de descarado favorecimento à madame, sem que essa abutraiada tenha senão defendido a vitrine do puteiro.
Mas quem está olhando pra trás agora, e abrindo bem o olho, é a madame. Nesse domingo vai gastar o que não tem...
E o Corinthians quer fazer uma sequência de vitórias para decidir o campeonato.
Porque o artilheiro Gordinho Careca tá chegando, madame! Abre o olho!
Abre o olho, freguesa!
Relembremos a freguesia: 289 jogos, 110 vitórias, 92 empates, 87 derrotas, 422 gols pró, 390 gols contra. São 23 vitórias de saldo. A freguesia é imensamente consolidada.
O Corinthians vai ao privadão, o estádio estadual usurpado, jogar uma Final de campeonato.
E quando é jogo decisivo contra a madame, freguesa preferencial nessas horas que importam...
AQUI É CORINTHIANS!!!
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