quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Enterrando o sapo

Ontem o Coringão transformou o sapão em uma pererequinha.
E a Torcida aclamou o Souza...


O Timão começou bem o jogo, com boa movimentação de bola, passes em profundidade, os laterais trabalhando bem com o meio-campo. Moacir, que estreiou, jogou bem dentro do peso que é esse Manto Sagrado, ainda mais para quem vem de um timinho de mentira.
E o mais importante, que é o ataque, funcionou bem. O coisoSouza conseguiu amortecer a bola e fazer o pivô na maioria das jogadas, e Morais se superou a cada lance.
Jorge jogou o fino da bola, sempre com raça e muita vontade, apesar de o campo não o favorecer. Escorregou bastante, e perdeu alguns lances por conta disso.
Tcheco, que poderia ter aberto o placar em um belo lance de Morais, logo no começo do jogo, quando ficou livre e cara a cara com o goleiro, também articulou as jogadas e foi um jogador técnico, como sempre.
A zaga atuou com firmeza, quase não vacilou, e quando o erro acontecia, havia cobertura. Ralf foi um cão-de-guarda, e ainda subia ao ataque com galhardia. Elias cumpriu bem seu papel. Edu, que substituiu Tcheco, chutou uma boa bola no finalzinho do jogo, mas jogou pouco tempo. Matias entrou e incendiou o jogo, ao lado de Iarley (que foi o único jogador que não me agradou).

Foi uma vitória contundente, até porque o goleiro conseguiu garantir o zero no placar.

E o primeiro gol saiu em bela jogada de Morais, que havia acabado de inverter o lado de atuação no campo com Tcheco. Pela direita, a exemplo dos pontas antigos, chegou na diagonal, driblou dois, foi à linha de fundo e cruzou para Tcheco. O zagueiro cortou na pequena área e a bola sobrou para o coisoSouza, que dominou e arrematou no ângulo, com a direita. Gol de quem lembrou como é que se faz gol... GOLAÇO!!!

E o Coringão chegava. Logo após o gol, Jorge desferiu petardo de fora da área, e o goleiro triscou a bola com a ponta do dedo e ela passou rente ao travessão, depois de Jorge driblar dois manés pela esquerda.
E antes mesmo do gol, o canalha do apito marcou um impedimento inexistente de Jorge, que sobraria livre. Pode procurar, caro(a) leitor(a), e você não encontrará esse lance reprisado no câncer televisivo (ao vivo também não houve reprise), pois ele mostra cabalmente como somos sistematicamente roubados, partida após partida. Não há registro, e a anticorintianada espera que nós esqueçamos. Aqui, não, anticorintianada de merda!

Já no segundo tempo vimos mais uma do canalha do apito. Logo no primeiro minuto Jorge foi empurrado dentro da área, mas o pênalti se transformou em uma falta na meia-lua...
Eis que Jorge faz das suas pela esquerda e amacia a bola para o coisoSouza. A bola passeia pela área, o Corinthiano alcança e apenas emenda para o gol. Jorge só faltou cobrar couvert... GOLAÇO!!!

Elias ainda emendou um balaço de fora da área, mas havia um Corinthiano impedido no lance.

Então vieram as substituições, e a Torcida aclamou o coisoSouza, que enfim mereceu ter seu nome cantado. O Profeta já dizia...
Jorge machucou levemente, e Matias entrou.
Logo depois, em bola rolada por Tcheco na cobrança de falta na intermediária, Roberto Carlos faz uma jogada bem ao seu estilo e amacia a bola para Chicão emendar para o gol, debaixo das canetas do goleiro. Um GOLAÇO!!!

Com a vitória consumada, o Coringão começou a cozinhar demais o jogo, e o adversário começou a bater mais forte. Nada que comprometesse coisa alguma, porém. Tiveram um expulso, numa deslealdade, o que facilitou pro Coringão nos últimos minutos.

Foi uma Vitória importantíssima!
VIVA O NOSSO CORINGÃO!!!


AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pra tudo começar na quarta-feira...



Passado o feriado, começa o ano em definitivo.
No jogo de sábado passado o Corinthians criou muitas chances mas não as converteu em gol. Alessandro jogou boa bola, abria espaço na direita, e RC6 fez o mesmo em seu setor. Grata surpresa, o Castán, jogou bem também. Mas o ataque deveu muito.
Inexplicável, o Futebol. De fato. Domingos, por exemplo, deveria ter sido expulso muito antes de decidir o jogo em mais de dois lances. Quando Alessandro fez pela primeira o que Domingos cansou de fazer, tomou um amarelo, enquanto Domingos permaneceu impune. É o critério anticorintiano que está em voga desde sempre, e em especial no ano mais importante do Futebol; o Centenário Corinthiano. O Clube do Povo, "fadado" a não sobreviver a um inverno, completa UM SÉCULO DE HISTÓRIA. A anticorintianada se remoe...

Logo no começo da partida o goleiro tomou um frango. Quem não entendia o porque disto se chamar "frango", basta imaginar que ao invés da bola se tratava de um frango, que passa entre os braços, tentando voar, escapar, e não se deixa ser agarrado.
Ele pediu imediatas desculpas, uma parte da Torcida presente o aclamou, todos reconhecemos a feiúra da coisa, mas nada impede as questões: ele não treina direito? O campo duro realmente interfere em algo, ou é só desculpinha ao estilo borboleta mau-caráter, que culpa a bola (Felipe, diga-se, admitiu o erro, coisa que a escória citada jamais faria)? Felipe precisa de um banco para acordar?
Não importa, realmente, que depois tenha salvado por três vezes seguidas em um mesmo lance - proeza considerável, de fato - pois ele não pode brincar em serviço, e é obrigação dele fazer isso. Por isso, e apenas por isso, um frango desses é indescupável.
Não fosse o frango, o Corinthians sairia com os três pontos.

O juiz cansou de poupar amarelo para o adversário, e vermelho também, inclusive em falta por trás em Jorge, que iria disparar ao ataque.
Ainda assim, perdemos gols demais, faltou capricho, gana de resolver uma partida assim não tão complicada. E o calor não serve de justificativa, pois estava igual para os dois times - o que é óbvio.

Elias empatou, depois de tentar em outras ocasiões. O coiso tentou ajeitar para ele na área, de peito, Elias disputou e ganhou a bola do zagueiro e fez o gol, dentro da área, escolhendo o canto.
Jucilei entrou bem e foi o responsável por tudo o que o Corinthians jogou na partida, enquanto esteve em campo. E o canalha do apito continuava permitindo que o carniceiro que já deveria ter sido expulso decidisse lances cruciais.
Mas não teve outra alternativa que não fosse a expulsão desse canalha, que não conseguiu quebrar o coiso, em um carrinho por trás (teria sido o quinto amarelo, ou o terceiro vermelho, se o canalha do apito não fosse um pau-mandado do anticorintianismo neste que é o ano mais importante do Futebol).
E no último lance, Jucilei cabeceou na trave. Teria sido uma bela virada.

Agora, com os jogos em Alphaville e o Corinthians sendo mandante, o câncer televisivo fará questão de boicotar. Não se importando no prejuízo que é passar joguinhos da madame. É anticorintianismo explícito.
E a diretoria, que finge ser de "bizinisse", promove uma de suas maiores barberagens para com a Fiel Torcida, que é essa papagaiada de não querer pagar a taxa que o administrador-putinha do Pacaembu não negociou.
Jogar no Pacaembu é sempre mais barato que em qualquer outro lugar, não importando a taxa cobrada. O "bizinisse" da diretoria vai tomar uma dura lição.

E hoje à noite talvez Moacir jogue, estreie com o Manto do CLube do Povo. Castán é dupla de zaga com Chicão. Ou Ralf, ou Marcelo Mattos, com Jorge na armação e Matias no ataque. É pra jogar bola!

Agora, onde foi que esse Danilo se contundiu? E o que me dizem do Tcheco abdicar da camisa 10? São duas coisas a serem discutidas...



VAI CORINTHIANS!!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Hora da Cimitarra V

Quando um abutrinho vai escrever sobre o CORINTHIANS, principalmente se este for do grupo estrago (concorrente da abutere-mater e do câncer televisivo no lugar de lambe-saco do poder público corrompido), a anticorintiania doentia vem logo ao primeiro parágrafo.
Escreveu neste sábado, na página dois do caderno de esportes do jornal da tarde; "Se para o Corinthians pouco importa o resultado do jogo de hoje contra a Portuguesa - o foco é a estreia na Libertadores, para Roberto Carlos a partida no Canindé pode representar o início de sua ascenção".

Vejamos; fora a parte da zica explícita ao RC6, notemos que o filho da puta do abutre quer te fazer crer, leitor(a), que para o CORINTHIANS esse jogo vale menos.
Só uma mente doente e anticorintiana poderia conjecturar uma falsidade de tal nível.

TODO JOGO, para o CORINTHIANS, é uma Epopéia. Essa é a diferença do Clube do Povo para timinhos babacas como o do puteiro, que servem apenas a uma lacuna anti-epopéica dos que não têm alma.

O Corinthians não é um Clube Popular; o CORINTHIANS é o POVO.
E para o Povo, cada dia é uma luta, um dragão a ser abatido.
São Jorge olha por nós, e de Humaitá vibra o mais puro Corinthianismo.

HOJE É DIA DE JOGAR BOLA, bater nos purtuguêis com as tamancas das bigodudas, pois é uma GUERRA que o CORINTHIANS está lutando. "Pouco importa" lu cazzu, abutraiada! E siga lendo este Mosqueteiro, anticorintianada nazista de merda, expressem a nulidade da alma que vos falta nos comentários que são solenemente jogados ao ostracismo.
AQUI É CORINTHIANS!!!

(Sobre Libertadores, leia o artigo do Zanin)

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Chicão, dizem, machucou. Desconfio disso, pois entendo o Mano Menezes como um truqueiro.
A verdade é que é o momento de Castan estreiar. Com isso, a zaga titular se mantém e apenas é testada uma peça. Como Danilo também não joga, a teimosia irá colocar o coiso em campo, e recuar Jorge para Iarley carregar o piano do ataque sozinho. Ou seja, se o coiso não fizer nada, Jorge terá que jogar por ele e ainda voltar para marcar - mas isso ele tira de letra.
A lusinha está com um time bom, e ainda assim sofre com as tamancas de sua claque. Que estará em franca minoria nas Arquibancadas de sua própria casa. E verá o time com uma cruz no peito, ao estilo roxemberguiano. Os purtuguêis seguem copiando o que há de pior...

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ASÈ a todas as Torcidas, blocos e foliões que saúdam o CENTENÁRIO DO CLUBE DO POVO neste Carnaval!

VAI CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vigésimo Primeiro Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo


Por Filipe Martins Gonçalves

"O Corinthians é um fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade”

Esta frase é de autoria do poeta e pintor Menotti Del Picchia, quando refletia sobre o movimento operário paulista.
"Fenômeno Sociológico" foi o termo encontrado para aquilo que popularmente é chamado de "Religião". O Corinthianismo possui tamanha complexidade para o entendimento que, quando observamos a própria História do Clube, passamos a imaginar sobrenaturalidades. Não é à toa que São Jorge é Padroeiro.
Como foi possível um Clube que começou pobre e amador, com tantas dificuldades materiais, somadas às rasteiras constantes dos que comandavam a politicagem do Futebol, chegar ao profissionalismo e à hegemonia no Futebol, no fim da década de 1930?

A resposta está naquilo que concretiza qualquer grandioso empreendimento.
É muito esforço, trabalho, muita dedicação, muita luta, fortíssima perseverança e amor demais. Tudo isso nunca faltou ao Corinthians, que por isso mesmo tirou as dificuldades materiais de letra.
Por isso é o mais genuíno Clube Popular, por ser a expressão do Povo em campo.
"Uma manifestação palpável do anseio popular por emancipação", segundo Lourenço Diaféria; "Um Fenômeno sociológico a ser estudado em profundidade", segundo Menotti Del Picchia.

O Corinthians passava por mais outra dura prova do destino, com louvor.
Depois de atravessar a primeira metade da década em uma crise que parecia não terminar nunca, depois de ver assumir a presidência um dos maiores Presidentes do Clube e concretizar sua vocação poliesportiva, ir aos poucos ajeitando o time a exemplo da década de ouro de 1920, inclusive com Neco de volta como técnico, o Corinthians vivia uma das melhores fases de sua História.

A Cidade Corinthians estava quitada, e boa parte com a ajuda de Schürig. Na verdade, era a primeira gleba, toda a parte à esquerda da Rua São Jorge, que hoje termina na Capela. O lugar onde fica a Fazendinha, o Tamboréu, a Biquinha, o São Jorge e a Torre.
Do outro lado da Rua, havia um clube de campo da colônia alemã, o Turneschaft.
E o Parque São Jorge fervilhava de gente. O Corinthians já tinha sua multidão fidelíssima, há muito tempo.

Em novembro de 1937 a multidão seguiu o Corinthians ao Parque Antárctica, para assistir a vitória por 1 a 0 sobre o Palestra.
E de tão boa fase, corôou mais um grande ídolo - Teleco. Nesse jogo, como dizíamos no capítulo anterior, jogou machucado e fez o gol.
Naquele ano Teleco foi pela terceira vez seguida (35, 36 e 37) o artilheiro do campeonato, e voltaria a ser em 39 e 41.
Quem já teve a oportunidade de ouvir Corinthianos da Velha Guarda conversando (e põe Velha Guarda nisso...), com certeza "pescou" o nome de Teleco, sempre dito com extremo respeito, carinho e admiração.

Naquele ano, além de tudo, o turbulento clima político no Futebol paulista foi resolvido na prática, e a terceira cisão da Liga Paulista de Futebol chegou ao fim. Foi extinta a Associação Paulista de Esportes Athleticos e criada a Liga Paulista de Futebol do Estado de São Paulo, significando a união do Futebol paulista. Por isso aquele campeonato foi chamado "campeonato da paz".
O Corinthians é o Campeão da Paz de 1937.

No começo do ano seguinte o Corinthians faz nova excursão à Bahia. E traz de lá o jogador Servílio.
Este nome tem importância na História Corinthiana não apenas por ele ser um dos maiores meia-esquerda de todos os tempos, ter toda a classe e driblar com maestria - tanto que foi apelidado de Bailarino pela Torcida - mas boa parte da paixão que muitos baianos têm pelo Coringão, é por ele ter se tornado Corinthiano de corpo e alma.

Claro que Carlos Alberto Gambarotta tem sua parcela de responsabilidade. Foi ele que foi para a Bahia, e por causa dele o clube que leva o nome do estado tem um símbolo semelhante ao símbolo Corinthiano da época.

Mas foi com Servílio que começou o Corinthianismo apaixonado no Nordeste, e é por causa dele que temos tanta Torcida na Bahia. A Fiel Salvador está aí, e não nos deixa mentir...
Manuel Correcher foi buscá-lo no Galícia - um clube, na época, de espanhóis, como o próprio Correcher. E Servílio, amado naquele clube, veio ao Corinthians para ser idolatrado, numa época em que os nordestinos chegavam à essa cidade.

O Esquadrão Mosqueteiro se completava e se firmava. Barcheta no gol, Jango¹ e Carlos na zaga, Sebastião, Brandão e Munhoz² na linha média, Lopes, Servílio, Teleco, Carlito e Carlinhos no ataque.

E neste ano de 1938 entra em disputa a taça chamada "Henrique Mündel".
Foi quando o torcedor considerado símbolo de uma certa associação de elite, com a experiência de estar falida pela terceira vez, e já não vendo possibilidade de anexar patrimônio de outras instituições menores (como os Estudantes da Móoca), resolveu fazer um torneio "beneficente" a esses seus propósitos.

Eram jogos rápidos, de 25 minutos cada tempo, e este político torcedor-símbolo passou pelas arquibancadas portando um barril, solicitando aos presentes que jogassem moedas para ajudar a associação deficitária.
Por causa desse barril, a peleja Corinthians e Palestra desse dia ficou conhecida como o "jogo das barricas", que acabou salvando a tal instituição de outra falência, pois estavam presentes o maior número possível de pessoas ao redor do campo. E este político fundador da associação que falia saiu de lá com o barril cheio...
A Portuguesa ganhou desta associação falida por 3 a 0, e o Corinthians empatou com o Palestra sem gols. Passou para a final por dois escanteios. E no último jogo venceu a Portuguesa por 2 a 1.

E então veio Copa do Mundo daquele ano, e o campeonato foi arrastado pelo ano de 1939. Só em abril foi disputado o jogo decisivo.
Sob forte chuva, aquela associação com as finanças salvas pelos adversários fez o jogo decisivo no Parque São Jorge, com o Glorioso Corinthians. Logo no início, o Corinthians sofreu um gol. E a chuva apertou, até que o árbitro desse como impossibilitada a partida, aos 20 minutos do primeiro tempo. Era um domingo.
Na terça-feira, a partida continuou, do ponto em que havia parado.
Carlito fez o gol de empate. Um peixinho, de cabeça, mergulhando na poeira, aos 20 do segundo tempo.
Os adversários esperneiam, estridentemente. Acharam que o gol foi feito... com a mão!
E com um empate, que levou até o fim da partida, tendo mais volume de jogo e a Festa da Fiel Torcida que lotava a Fazendinha, o Corinthians se sagrava Bi-Campeão.

"Foi a mais linda cabeçada da minha vida", disse Carlito ao repórter, no final da partida, sendo carregado pela Torcida, que gritava: "É com o pé! É com a mão! O Corinthians é Campeão!", tirando sarro daquele descontrole adversário.
A Torcida havia se apropriado, definitivamente, daquele pensamento de Correcher; "Com razão, sem razão, o Corinthians tem sempre razão".

No fim daquele ano de 1939, no último dia daquele ano, em 31 de dezembro, o Corinthians recebia o Santos no Parque São Jorge, para mais um jogo decisivo. O Corinthians poderia garantir o Tri-Campeonato com duas rodadas de antecedência. E garantiu.
Aplica uma goleada de 4 a 1, numa tarde ensolarada, antes da Fiel Torcida ir fazer Festa e comemorar o ano novo.
Era o terceiro (quarto, pois 1915 vale!) Tri-Campeonato conquistado e, de quebra, uma hegemonia digna de Timão.

A História Continua...

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¹ Jango foi recuado da linha média para a zaga após a saída de Jaú, no começo de 38.
² Tião dividia esta posição com Munhoz.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Hora da Cimitarra IV

O Japonêsfalou tudo aqui. Mas a coisa toda merece ser dita e redita muitas vezes mais.
É coisa mais que séria.
Uma das únicas coisas acertadas dessa diretoria foi fazer o Fiel Torcedor.

Antigamente pegávamos filas, dormíamos em filas, debaixo de sol, de chuva, frio, calor. Alguém se lembra disso?
O poder público corrompido dava risada, não se preocupava com isso.

Pois bem. Quando não conseguíamos ingressos, pois os cambistas já haviam esgotado na bilheteria, o que fazíamos?
Sim, adquiríamos deles, cambistas, a um ágio de até 200%, ou 300%, dependendo da importância da partida.
Quem é torcedor de verdade lembra bem disso.

Essa grana (aliás, valor bem menor que "essa grana" do ágio de cambista) que o cambista embolsava virou mensalidade para bancar os custos do programa, que nos dá desconto no preço do ingresso.

No final, sai barato para o torcedor de verdade, que se associou ao Fiel Torcedor, e compra ingresso sem precisar ir às filas e nem contar com a indisponibilidade da bilheteria ou da truculência da polícia (pois às vezes a polícia queria "tomar conta" da fila - não dos cambistas - e descia o porrete, lembra disso? A abutraiada e a corja desavisada não lembra...).

Enfim, uma melhoria sem tamanho. E essencial para as vidas dos torcedores de verdade, que estão com o Corinthians em todas as ocasiões. Não é privilégio; É MÉRITO. Merecemos isso.

Lá no post do Japonês está linkada a reportagem da abutraiada, encomendada pelo promotorzinho em campanha (que aliás ameaça o próprio Andres Sanchez, numa taxativa eleitoreira que expressa o serviço que faz pela madame do puteiro do poder público corrompido onde mama).
Ali a abutraiada percorre aleatoriamente alguns lugares, como o viaduto do Chá. E entrevistam pessoas alheias, que talvez nunca foram a um estádio. Estas pessoas desavisadas arrotam que é "injusto" o Fiel Torcedor.

Se há algo de que este programa de Cambista Oficial do Clube não pode ser chamado, é justamente de 'injusto'.
Premia quem está ao lado do time, não quem escolhe ir a jogos "importantes" (NOTA: PARA O TORCEDOR DE VERDADE NÃO Há "jogos importantes", MAS A IMPORTÂNCIA DE ESTAR AO LADO DO TIME EM QUALQUER OCASIÃO).

É um bando de alienado vagabundo que aproveitou a câmera, o microfone, a emissora, para tentar aparecer. A troco de quê, não podemos sequer cogitar. Duvido que algum entrevistado seja Corinthiano(a).

Injusto é um canalha oportunista resolver ir a uma semifinal, pois é "jogo importante".
Pois para esse canalha poder ir, os que vão a todos os jogos terão que pegar a fila a cada jogo. Isto sim é injusto.

Enfim, é questão de MÉRITO. Eu mereço estar na Arquibancada mais do que esse oportunista que foi entrevistado pelo abutre. É simples assim.

E se tudo é questão de bizinisse, não é possível compreender a razão da dita emissora em produzir pseudo-matérias assim, uma vez que o Fiel Torcedor também contribui para a audiência dela.
Com o Fiel Torcedor, esse canalha que se sente "injustiçado" porque não vai ao "jogo importante" fica em casa e assiste pela emissora...

Com esta premissa, portanto, provamos que a real intenção é, apenas, aviltar o Corinthians. E nada além disso.
Até porque esta audiência a emissora não perde, pois a hora que esse canalha vê a fila que terá que enfrentar, e o preço que o cambista cobrará, acaba ficando em casa. E assistindo pela televisão.

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E agora, por conta de picuinha do administrador do Pacaembu - que é bambi, assim como o prefeito e toda a corja do poder público corrompido, contando também o promotorzinho em campanha eleitoral - a diretoria vem com essa patifaria de querer jogar em Alphaville.

A picuinha é a seguinte; O Corinthians quer mudar a cobrança que é feita, de uma porcentagem da renda para R$ 50 mil.
O problema é que essa birrinha vai custar caro para a diretoria.
Quem paga a mensalidade do Fiel Torcedor não vai topar essa babaquice de ir até Alphaville, pagando pedágio e gasolina (ou teremos ônibus de graça?).
E a capacidade daquele estádio é menor que a do Pacaembu, ou seja, a renda seria menor também. Mesmo que o preço do Pacaembu seja mais caro, o Corinthians estaria perdendo dinheiro para "bancar" uma picuinha de babaca - e nós Torcedores estaríamos pagando o pato.
Isso é bizinisse? Só se for o do olho roxo do gobbi.

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A manchetinha "CORINTHIANS está entre os 20 mais populares da internet" está correta, mas incompleta. Primeiro que é o 16º, ou seja, está entre os 16, e não "apenas" os 20.
Mas faltou frisar também que É O ÚNICO BRASILEIRO na lista.
Qual é o problema de frisar que o meiguinho carioca sequer passa perto do centésimo?...

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Quando o patrocinador tem TUDO A VER com a merda patrocinada. E isto estava sendo abafado, só saiu agora que o contrato acabou...

E a sem-vergonhice com o dinheiro público, por parte do puteiro, não tem fim. A prefeitura, o governo do estado e toda essa corja corrupta está anunciando um "monotrilho", que ligará dois elefantes brancos que em breve serão inutilizados.
Trata-se do aeroporto de Congonhas e do privadão.
Não bastasse a carnificina que está para acontecer em Paraisópolis (que é também a área mais afetada nesse criminoso estouro da adutora que está deixando 800 mil pessoas sem fornecimento de água - o que é dever do estado... Dá a impressão de coisa planejada, para retirar esse povo dali na marra...), por conta de uma avenida que irá ligar nada a lugar algum, temos o gasto de UM BILHÃO num monotrilho inútil.
Tem que ser muito canalha para olhar isso e achar "bom". E, no caso do puteiro, canalha é o que não falta. Gentalha sem alma...

Enfim, o editorial do estragão está na caixa de comentários. E ali não podemos ter certeza se a abutraiada já está com vergonha desse monotrilho, ou se aceita tudo isso com nariz tapado e sem vergonha nenhuma. De fato, nessa a abutraiada se superou, no que tange a falta de qualquer juízo de valor, apenas por estar tratando das coisas sujas do puteiro e da relação dessas coisas sujas do puteiro com o cafetão da madame, o próprio poder público corrompido.

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Para finalizar tudo isso que está sendo dito aqui, pare e reflita, Corinthiano(a).

Quando foi que você viu UMA matéria, manchete ou comentário de abutre DIGNIFICANDO o CORINTHIANS?
E quando foi que essa diretoria lutou contra essa patifaria da abutraiada?

Pelo contrário, essa diretoria apenas deu corda para abutre, apenas gerou carniça para a corja se refestelar.
O Corinthians sempre foi o clube dos humildes e desfavorecidos. Mas a pauta da diretoria é o Capitão falando que a "curva perigosa é a da vaidade". Que vaidade?? Vaidade é o que o puteiro faz com suas bonecas, basta acessar qualquer abutre, ou ler qualquer jornalzinho, e ver.
Do que o Capitão diz, apenas uma coisa deveria ser reverberada:
NUNCA ABAIXAR A GUARDA.

É hora da guerra, Corinthiano(a). Já armou seu espírito?
Já afiou a Cimitarra?
Já degolou a anticorintiania que neste ano está em polvorosa?

Este é o ano mais importante do Futebol.
Enquanto a diretoria joga contra nós Torcedores, seguimos tendo que combater a anticorintiania.
ACORDA, FIEL!!!
E venha munido pra guerra.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hora da Cimitarra III

Antes de mais nada, a Homenagem à Danúbia, um exemplo para os Torcedores de todo o País.
Nas Arquibancadas do Céu, junto com todos os Ancestrais, debaixo do Bandeirão, está ela vibrando pelo nosso Coringão.



AQUI É CORINTHIANS!!!

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Corinthiarte - 1914





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Feita a introdução, afiemos a Cimitarra.
E degolemos os infiéis.

A última da abutraiada que, associada ao promotorzinho em campanha para deputado (aquele mesmo que sai do privadão com sacolas e mais sacolas de artigos de sex-shopputinhas, todos ganhos de presente da madame) é a suspensão, por três jogos, das faixas, bandeiras e bateria dos GAVIÕES DA FIEL.

São os "incidentes violentos", segundo alega a putinha promotora. Para a anticorintianada desesperada, são os sinalizadores que causam violência. Dizem que alguém ficou "ferido" com algum rojão. FACTÓIDE, e nada mais.
"Tudo o que entra no estádio é de responsabilidade do choque, da Polícia Militar (...) Se houve alguma falha nesse sentido, foi do choque", declarou Aléssio Gamberini, coordenador de equipamentos da prefeitura.
Ou seja, a culpa é da PM, do choque, que não fazem a revista direito. Qualquer um entra com qualquer coisa. E se punir os GAVIÕES, esse promotorzinho putinha tem que punir também a PM, é óbvio. Abra sindicância, candidato.
Mas investigue

O promotor, em campanha eleitoral, declara que fez isso apenas porque quer "que isso sirva de exemplo para as demais organizadas"...
Ora, e exemplo do quê você dá?
Outras arquibancadas te esfolam com palavras, pré-candidatozinho. É o caso do Palestrino neste post de maio de 2008.
Esse promotorzinho tem que ficar dando seus exemplinhos toda hora. E pra quê? Pra aparecer. É uma putinha bambi querendo aparecer. E quer ser deputado, faz o mesmo caminho do incapez.

Querem impedir nossa FESTA de qualquer maneira.
Mas nós Corinthianos não deixaremos por menos.
Nossa FESTA é sempre FESTA, não importa onde nem como.

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Nessa semana a abutraiada vibrou com o suposto filho que o Gordo teria, ou tem, lá não sei onde. Pouco importa.
Mas para a abutraiada é uma carniça. Foi capa de diversos jornais, e a anticorintianada de merda alucinou com a possibilidade de criar alguma "crise". Não conseguiram, evidentemente.
A pergunta que ficou é: QUE CAZZO isso tem a ver com a editoria de Esportes desses jornais?

Claro que a evidente intenção é apenas tentar criar crise, não importa como, mas a coisa fica mais descarada quando vemos que o aspirador de pó, que aportou na baixada san7x1sta, o fez cercado de seguranças.
Mas isso não saiu sequer em capa de caderno de qualquer editoria, sendo que o assunto é muito mais sério (por motivos óbvios) do que uma suposta paternidade para além do Oceano. Na abutere-mater foi sair apenas notinha escondida, no caderno onde se colocam matérias de segurança.
Ora, se isso se deu no caso do san7x1sta, porque não colocar o assunto do Gordo na coluna de futricas e fofocas? Um presentão para a colunista social.
Ah, abutraiada escrota de merda...
Não tem mais como disfarçar a anticorintiania infeliz dessa gentalha sem alma...
E tem muito cretino babaca que acha que essa imprensa de merda é "corintiana".

E no painel do puteiro foi que a assessoria san7x1sta pôde se expressar e chamar atenção. O viadinho do interino aprendeu a agradar o patrão anticorintiano.
Dali saem as carniças para os abutrinhos menores se alimentarem. E ali foi o primeiro lugar que saiu o cheiradorzinho falando bobagem. Dias depois, sai que ele quer seu "ápice" contra o Corinthians, com todos os abutres ecoando em todos os veículos.

É só falar "CORINTHIANS" que aparece.

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Outro dia, um acéfalo ignorante se vangloriou que o puteiro "conseguiu" um "empréstimo" do BNDES. O que o imbecil não entende é que verba pública (BNDES é orgão público, bixarada alienada) é coisa séria.

A bixarada estar recorrendo (POIS ESTÁ FALIDA E SEM CRÉDITO NA PRAÇA) ao BNDES não é "empréstimo", é desvio de verba. Desvio e corrupção igual à corrupção da putinha anã em sua carreira de vereadora, igual à daquele governadorzinho cassado em plena ditadura, corrupção de quem casa a própria filha para ser conhecido como colecionador de quinquilharias.
O histórico de roubos e achaques aos cofres públicos (BNDES é orgão público, bixarada alienada) por parte desta madame pilantra é extenso demais. E espelha a cretinice de sempre, agora expressa em juju, putíssima mandatária daquele bordel falido - está na caixa de comentários. A continuação de tudo o que estamos dizendo também está lá.

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E, da série "roxemberg avilta patrimônio", segue uma frase infeliz de antes de vencermos a porcada. Estavam naquelas de leilão de camisa assinada por ídolos e tal.
Reproduzo aqui as notinhas:

Anônimo. No ano passado, Corinthians e Palmeiras disputaram, no dérbi entre os times, o troféu Oswaldo Brandão, técnico que trabalhou nos dois clubes. Neste ano, não haverá taça em jogo pois os arquirrivais não conseguiram encontrar um nome que agradasse aos dois lados.
Denominador comum. O Palmeiras sugeriu "Da Guia", porque Ademir jogou no Palmeiras e Domingos, no Corinthians. Luis Paulo Rosenberg vetou. "O Da Guia de vocês é muito mais famoso que o nosso", justificou.

Entendem o que é esse roxemberg?
DOMINGOS DA GUIA foi um dos maiores zagueiros do mundo em sua época, depois de Armando Del Debbio. Numa época de ouro do Futebol, quando não havia essa putaria de bizinisse.
Jogou seis anos no Corinthians e sempre foi citado em almanaques e conversas de Ancestrais. Não só por aqui, como na Cidade Maravilhosa.
Esse roxemberg é, portanto, um aviltador de patrimônio, um esteticista boçal, e agora cospe na HISTÓRIA DO CORINTHIANS.
Além de ter inventado uma ZICA de "camisa"...

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O estadão saiu com uma "democracia tática" após o Derby. É que foram os próprios jogadores que ajeitaram o time taticamente, em comum acordo.
Jorge resguardou Danilo, que passou para a ala esquerda, e foi um leão em campo naquele dia. Claro, por conta de Jorge, que faz aniversário no mesmo dia do Padroeiro.
Note, então, que a quase "auto-gestão" (perdoem por usar esse termo, mas não há outro, mesmo que a coisa toda não chegue perto de tudo o que o termo abarca) passa longe de um comando.
Tivessem agido assim no meio de semana, não teríamos perdido.

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E HOJE TEM QUE JOGAR BOLA!
VAI CORINTHIANS!!!


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ATUALIZANDO, falemos rapidamente do jogo deste sábado. Foi um bom jogo, apesar de jogarmos com o lanterna o time demonstrou que pode jogar mais bola do que a bola que vinha jogando. Mesmo que o adversário seja fraco, é necessário jogar bola para liqüidá-lo, não é mesmo?
Destaque para JORGE, que quando joga o Corinthians é Corinthians. Imprescindível.
Outro destaque positivo são os chutes de fora da área adversária que resultaram em gols. Time que chuta de fora da área pode até não ter um centroavante reserva.
No mais, bela a tarde, agradável a chuva, e a Festa aconteceu, mesmo que o promotorzinho torça o nariz.

Aliás, a prova cabal da perseguição foi a retirada da faixa da Camisa 12, ali onde costumeiramente fica a faixa dos Gaviões. Ora, a coisa é oficialmente loteada, de fato? É proibido colocar faixa ali, ou é proibido colocar a faixa dos Gaviões ali? Fica a questão. Pois isso é de um autoritarismo digno de porão de nazi-fascismo. E é isso que esse promotorzinho em campanha faz, e nada além disso.

AQUI É CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Vigésimo Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves

O recém-empossado Manuel Correcher recebeu de José Martins da Costa, no final de 1934, um Corinthians recém-saído de uma daquelas crises titânicas...

A crise que começou em 1933 foi a mais contraditória de todas as crises do Corinthians Paulista, pois o Clube nadava, literalmente, em águas calmas na parte social, com muitos atletas, muitos associados, muita festa e muita vida em sua Sede.
A crise, antes de ser financeira, teve seu embrião neste "êxodo" de jogadores, como já dissemos no Capítulo XIX. Depois de meio time ter ido para a Italia, em 31, o Futebol do clube parecia ter ficado "esquecido".


Foi essa acusação, uma das tantas que os Corinthianos da época fizeram à diretoria de Schürig, que fez com que se demitissem todos de seus cargos.
Na verdade, o time perdera sua 'espinha dorsal', e é sempre difícil reformular. Isso parece ser cíclico no Corinthians, é como a maré. Quem acompanha essa Saga se lembra que em 1917 aconteceu algo parecido.
Mas em 33 a coisa foi drástica. E a sede foi alvo de depredação de alguns associados, uma ala da Torcida mais radical, que sempre esteve presente no Corinthians.


Diante da catástrofe, a crise é conflagrada, e cai no colo de José Martins da Costa.
Bravo guerreiro, este Presidente não deixou a peteca cair...
E a levantou para Correcher. Na verdade, Correcher termina o trabalho de José Costa, e é parte dessa solução, como veremos.

A definitiva profissionalização do Futebol foi superada pela força do corpo social do Clube, além da Torcida, claro. E Correcher foi quem canalizou os esforços de todos os Corinthianos neste sentido.
O Corinthians, como sabemos, é um Gigante, e a ele basta uma condução acertada. No caso de Correcher, o carisma passava até adiante disso.
Era admirado, querido e exemplo de Corinthiano brigador.
Com ele é que o Corinthianismo se tornou de todo 'espanholito' - em todos os sentidos; a pimenta malagueta, o azeite fervendo, o modo intempestivo de agir, espontâneo de se expressar.

Com ele e com todo o contexto político e econômico do profissionalismo vigente, é terminada a época dos Presidentes que tinham que ser grandes mestres na arte de apaziguar assembléias.
Correcher era apoiado por todos os Corinthianos em todas as suas Corinthianíssimas atitudes.

"Con razón o sin razón, Corinthians tiene siempre razón".
Esta frase se tornou símbolo de uma era de ouro do Corinthians.
O Corinthians sempre tem razão. Sempre. Isto resume o que ele significou para o Corinthianismo.
Depois de Correcher é que se pode entender o personalismo dos próximos presidentes.
De alguma forma, Correcher era o Corinthians, e vice-versa.

O Corinthians, bem conduzido, começa a jogar mais bola, volta a ter cara de Timão, volta a ser a máquina de jogar Futebol. Aos poucos.

Em 34 chega Teleco. E este goleador irá ostentar, pelo Corinthians, uma média histórica de mais de um gol por partida. Uma legenda.
O Coringão termina na 4ª colocação do campeonato.

Em 35, chega Mestre Brandão. Com Jango e Munhoz, forma-se uma das melhores linhas médias da História, depois da famosa linha da década de 20, Nerino, Guimarães e próprio Munhoz.
E com Jaú na zaga já se faz um time.
Del Debbio, Rato e De Maria retornam da Italia e Amílcar Barbuy volta ao Corinthians como técnico, mas não dura muito no cargo.

Foi nessa época que o Boca Juniors fez excursão no Brasil. Venceu por 4 a 0 o Botafogo do Rio. Sapecou o São Cristovão em 6 a 1. Empatou com o Vasco em 3 a 3, e com o Palestra em 1 a 1.
O último era o Corinthians, e os argentinos viriam para "ensinar".
Nessa excursão, o Boca só perdeu para o Corinthians.
Aliás, os argentinos já perdiam por dois a zero quando resolveram fugir de uma goleada maior aos 20 minutos do segundo tempo.

Este episódio com o Boca Juniors tem seu "contra-exemplo" Corinthianista, de quando o jogo foi para o intervalo com o placar em 3 a 0 para o Vasco, em São Januário.
Os Corinthianos voltaram para a peleja, e no segundo tempo viraram o placar para 4 a 3.
O Corinthians era a cara do Correcher...
E termina o campeonato em 3º.

Em 36 o Corinthians é Campeão Paulista de basquete pela primeira das muitas vezes, iniciando uma das Tradições e Glórias mil do Coringão.
Nesse mesmo ano, no Futebol, o Corinthians consegue a 'gigantesca' proeza de permanecer invicto, e não ser campeão.
O Corinthians termina o campeonato em 2º.

Nessa época, o Corinthians fez uma excursão à Bahia de Todos os Santos.
Jogou com o Ypiranga, e o venceu nas duas oportunidades (2 a 1 e 2 a 0) com o Bahia (8 a 1 e 2 a 1) e com o Botafogo local (6 a 1). Era o Corinthians fazendo, em seu país, o que fazia o embaixador do Esporte Bretão.
Não é à toa que o Corinthians tem Torcida em todos os lugares. E existem Corinthians (clubes, times de várzea) espalhados em todos os cantos.

E em 37 já é, disparado na cidade, o que mais sócios tem. E por ser poliesportivo, tinha razão de ter tantos associados.¹
Em campo, o Coringão persegue o título até o fim - não deixaria acontecer de novo o que aconteceu em 36. O Palestra liderava o campeonato, sendo acompanhado de perto pelo Timão.
Eis que chega o jogo, no Parque Antárctica, contra o Palestra.
E Teleco, que jogou toda a partida machucado, faz o gol de cabeça. O Coringão vence por 1 a 0.
No sacrifício, o Herói Alvinegro colocou o Coringão na liderança, e bastou manter a diferença nas duas rodadas seguintes para pôr fim ao jejum até então mais demorado de sua Saga.

A História continua...

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¹ É que na época foi divulgado que um certo clube, que acabava de falir e se fundir com outras agremiações, anexando patrimônio e tudo o mais (e não era a primeira vez que isso acontecia), teria uma quantidade de associados muito semelhante à do Palestra, que era o segundo colocado na cidade nesse quesito.
Ficam então as perguntas (considerando que aquele "clube" tivesse como única atividade o futebol, na década de 30, quando faliu por diversas vezes);
...como pode falir um clube que tinha tantos "associados"?
É só uma mentirinha da madame, a de que ela tinha tantos associados?
Eram todos os "associados" inadimplentes e alienados do clube?
Ou esse "clube" era, como sempre foi, um factóide político do stablishment e do poder público corrompido?...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A cruz e o espinho

Não era óbvio que Finazzi iria dar trabalho, seu Mano?
O que menos surpreendeu foi ele ter feito o jogo para o time velho e pequeno de Campinas (para se ter uma idéia, ostentam apenas 21 vitórias contra o Timão, contra mais de 70 vitórias nossas e algo como 30 empates. Empataram mais do que ganharam de nós...).

Surpreendeu menos ainda a ZICA que é essa "camisa".
NUNCA MAIS!
(E nunca deveria ter acontecido, que fique claro, marquetim de merda!)

Escudero, que tomou um olé debaixo das pernas, no meio campo, na primeira etapa, e ainda fez o pênalti que Finazzi fingiu muito bem (ele já esperava, e Escudero não o frustou nesta expectativa...), mostrou a que veio. Ou seja, já pode ir embora. Sua aparência de Apache-Sioux-Pajé do Xingu já não comove mais.

Foi um jogo encardido, podíamos torcer que sairia água preta (e não roxa) a noite inteira. E foi burocrático demais. Chato, ruim, o ataque não se encontrou. Cadê o seu jogo, Iarley? E você, Dente, precisa de mais chá de banco, é isso? Mas não foram só eles que deveram futebol.
Boquita esteve no olho do furacão de todas as discussões, mas se esqueceu do mais importante, que é jogar bola. A zaga esteve razoável, com excessão do Capitão, que vacilou demais. E Escudero, já comentado. Chicão e Alessandro tentaram segurar a bronca, ajeitar o time. Mas com Jucilei jogando fora de posição, e Danilo ainda tentando saber o que faz, Edu em sua velha forma, o meio-campo esqueceu de corresponder.
E o goleiro esqueceu de cumprir a obrigação, especialmente no 2º gol do time velho e pequeno de Campinas, um espinho para compor a zica da "cruz".
Pra completar, Edno, Tcheco e Morais entraram e não jogaram nada. Tá, talvez Tcheco tenha se esforçado, e ainda assim. Um chute defendido, apenas. E Matias se machucou em treino.
É a zica dessa "camisa" acontecendo.
Estão "brincando" com o Padroeiro.
Poderíamos até ter perdido o jogo, mas sem essa "camisa" zica de merda. Pois foi ela que nos fez perder, isso tem que ficar claro pra todos.

Na única vez que Jucilei jogou o jogo certo, foi lá e fez um golaço.
Aprende, Mano Menezes.
CHEGA DE BRINCAR DE ESCALAR TIME.

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desnecessário...

...seria me manifestar sobre essa "camisa" - se é que isso é uma camisa.
Eu ia tentar não falar nada, mas não consegui. Serei sucinto.
Dizer que tem QUALQUER relação com a Cruz de São Jorge (lembre-se da bandeira inglesa - não a do Reino Unido) é o mesmo que tentar disfarçar peido no elevador...
Ou seja, além de OFENDER AS TRADIÇÕES E GLÓRIAS MIL do SPORT CLUB CORINTHIANS PAULISTA, ainda desrespeitam o PADROEIRO.

Que gente mais sem noção, essa desse marquetim...

Não tenho mais nada a dizer além do que já foi dito aqui:
Leia A Lelê, o Japonês, o Álvaro e a Yule.

Mande seu email para o roxemberg.
Aliás, ele já arrumou companhia para o próprio caixão, quando for morrer: todas as camisas que inventou.
A roxa para forrar, e essa da cruz para se benzer (se é que ela benze alguma coisa).

É PRETO E BRANCO!
SINAL DE GUERRA!
É O CORINTHIANS QUE ESTREMECE A TERRA!!!

AQUI É CORINTHIANS!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

INVICTO!!!

Poucos devem ter notado. Não é coisa 'notável' por si só. Mas enfim, todos sabiam que a Lua está cheia, desde o dia 30 de janeiro. Ontem foi uma noite de lua cheia. Sim, o jogo foi à tarde, mas a Lua estava lá, atrás das volumosíssimas nuvens.
Mas não era apenas a Lua cheia e o cenário de relâmpagos e poucos pingos, com o Pacaembu cheio. É que a lua estava no seu Perigeu, a distância mínima entre o satélite e nosso planeta. Exatamente no dia de lua Cheia.
Exatamente em tarde de CORINTHIANS x palmeiras (mais o juiz)...

A Lua estava maior, mais presente, e quem fez a diferença foi justamente o xará do Padroeiro.
São Jorge está conosco, lá em cima e em campo!


Relâmpagos, trovões, e só se ouvia a FIEL TORCIDA...
Só se via a FESTA DO POVO...



















E por causa da FIEL, todos foram Guerreiros, honraram esse Manto do Povo mais que Sagrado.
E num panorama desse, o goleiro - que é nosso calcanhar de Aquiles e esteve muito bem protegido - jogou muito. A dupla de zaga foi firme. Alessandro foi segurança. Ralf tirou um gol! Tcheco colocou Jorge pra fazer o GOLAÇO (dizia aqui, no post sobre o jogo passado, que é isso que Tcheco sabe fazer: colocar a bola onde quer). Danilo foi um surpreendente leão em campo. Dente se esforçou muito, quase fez um. Iarley também, mas estava fora de posição. Jucilei e Edu deram conta do recado.
E JORGE é o cara.

Claro, o que se fala por aí é a expulsão.
E ela dependeu - e muito - da camisa que o jogador estava usando. O outro lá fez duas faltas e não foi expulso...
"Se ele expulsa um jogador cedo assim em um clássico, é porque foi rigoroso e teria de manter o critério".
Foram essas as palavras, acertadas, do Comandante Mano Menezes, que pela primeira vez ganhou da porcada.
Ora, pergunto: manteve critério?
Não. Portanto fomos roubados.
Isso sem contar os contra-ataques que o canalha do apito nos tirou, apra marcar falta em que deveria dar vantagem. Ou ainda as tantas faltas invertidas.
E quem disser (como um desavisado babaca já disse aqui) que não fomos roubados, é porque é canalha. Isso; categoricamente diremos que é canalha.
Canalha como é a abutere-mater, que estampou em uma página inteira uma entrevista com o lateral, no próprio domingo, já antecipando essa zica.
E nem roubando, nem zicando: AQUI É CORINTHIANS!!!

Quanto ao jogo, o gol foi marcado aos 6 minutos. E com a expulsão do aprendiz de Escudero (como é que macaco véio fica nervoso? ISSO É UM DERBY!), o Corinthians ficou retraído. Cauteloso. Burocrático.
A bola ficou no pé do porquinho, que não soube o que fazer com a batata quente.
Um a zero é o placar mais que perfeito.
O porquinho teve mais de 350 toques na bola, e o Corinthians um pouco mais de 160. Esse número dá a dimensão do tamanho da batata quente da porcada... Que fez um gol, em impedimento. O atacante toca para o lado e só há um Corinthiano na jogada. Afobação foi a marca do porquinho nesta tarde.

Agora, a tática de defender-se a qualquer custo - e não digo "apenas" por termos um a menos em campo - às vezes funciona, mas normalmente é a mais furada de todas as táticas.
Poderia ter mexido antes no time, que esteve capenga no ataque, com o Iarley fora do lugar, e Jorge jogando por três times inteiros, sendo acompanhado por Danilo e Ralf.

Era tudo o que o CORINGÃO precisava para começar o ano.
E ontem o ano começou.
Hoje começa o ano letivo... e a muriçoca é nossa freguesa.

Invicto. Há 28 jogos pelo Paulistão. Coringão lidera.
E Tabu mesmo são os DEZ ANOS SEM PERDER para o porquinho em jogos no Pacaembu (não criam tabus quando é contra nós? Então, criemos os nossos...).
O Derby foi realizado ali em 140 oportunidades. São 55 vitórias, 45 derrotas e 40 empates.

JÁ ARMOU O ESPÍRITO PARA O CENTENÁRIO?

AQUI É CORINTHIANS!!!