quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Considerações nem tanto extemporâneas

A única coisa que faz o sangue subir à cabeça de verdade é o trato com a coisa supostamente amada - O CORINTHIANS - que esses caras tem.
Dos presidentes que o Corinthians teve ao longo de sua Gloriosa História, pouquíssimos são esquecíveis. O problema é que esse pouco ficou muitos anos no comando.
Para um clube que teve Bataglia, Magnani, Schürig, Correcher, ter um Matheus foi consequência de anos de Glória e de jejum.
Um apaixonado que abusou do próprio Amor, sem se furtar a se doar por completo.
Quando sua dona foi a primeira presidente mulher, ele disse “Pelo Corinthians, eu topo até ser a primeira-dama”.
Mas ele é inesquecível; estamos falando, na verdade, de wadihelu e do traidor. O antes e o depois de Matheus. Estes dois demonstraram que nem o Amor nem o escrúpulo fizeram parte do que foi feito do comando.
Deixemos propositadamente Trindade para um momento posterior.

Enfim, eu preparava um post desmascarando a dona Marlene Vaguinho, digo, Matheus, mas um comunicado dela, hoje mesmo, deixou de surpreender tão logo foi veiculado.
A questão não é duvidar do amor de dona Marlene, eu não tenho como fazer isso, e seria loucura tentar fazê-lo.
A questão é o que ela faz com esse amor.
Ela se doa inteiramente para o clube? Talvez sim, mas também ganha muito mais prestígio fazendo o que faz do que quando não fazia.
Não fui claro? Ora, não preciso.
A coisa se elucida por ela mesma, e não pretendo me dar ao trabalho.
“Toda reunião acaba com a d. Marlene chorando. As pessoas acham que é só para as câmeras de TV, mas não. Ela é muito emocional”, diz o bondoso Roque.
"Ele está vivo", diz dona Marlene quando se refere a Vicente.

Caso ninguém se lembre, quando o então aliado - hoje traidor - assumiu, pegou o clube pior do que está hoje. Muito pior.
Ninguém se lembra do estado das quadras de basquete, das goteiras na bocha, no ginásio principal, sujeira nas piscinas?
Quando a Democracia Corinthiana estava no auge, o clube chegou a ter mais de cem mil sócios. A culpa dos males do clube não é só do traidor... e não apenas por isso, mas porque quem está ali se pendurou no saco dele!
A questão é que ali ninguém está apto a ser o que deveria ser.

Enquanto isso apenas a rapa do tacho de humanidade está articulando qualquer coisa no clube.
Todo mundo conhece aquela papelaria que estava na camisa do primeiro título brasileiro; nem preciso citar o nome dela e ele já veio à sua mente, não é verdade?
O dono dela, que usurpou o Manto Sagrado pagando muito menos do que os patrocinadores de muitos outros clubes brasileiro naquela época, está articulando para ser califa no lugar do califa.

O Corinthians é a Fiel Torcida. O Movimento tem de ser através dela. É preciso criar mecanismos de participação do Corinthiano nas questões, principalmente, do Futebol.
Para isso precisamos de amadores profissionais. Pode parecer contradição, mas estou me referindo a Corinthianos de alto grau de competência, que são muitos, em toda e qualquer área.
E se o Corinthians é o Corinthiano quem faz, aquele que representasse o Manto Sagrado em campo, por vocação e necessidade, seria também Corinthiano.
Não é simples Utopia. É Ideal.

E São Jorge olha por nós!
O tampão não terá como fazer auê, e a festa que já aconteceu no Gramado e na Arquibancada, acontecerá de novo no Gramado na Arquibancada.

(Siga na caixa de comentários a matéria do jornal, o comunicado de dona Marlene, e a Nota Oficial do tampão)

Tá tudo liberado!

E o tampão deve estar enxugando o suor da testa, aliviado.
A çegunda tchurma do çupremo suspendeu o pedido de prisão do preibói iraniano, o que dá um alento ao tampão para fevereiro, uma vez que a "oposição" se armava debaixo da mesa (esse assunto ainda poluirá este blogue muito em breve).
Há um tempo, já haviam dado sinais de que fariam isto.

O preibói poderá voltar a pisar em solo brasileiro, curtir uma buátchi com o tampão e, quem sabe, ajudá-lo em uma empreitada por aí.
Porque a açeçoria dele fechou contrato com uma agência de clipagem, e a coisa promete.

ACORDA FIEL!!!

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Liberado, sim. Liberado e colorido!
Afinal, votaram no capitão-barbicha, e agora VEJAM NO QUE VAI DAR.
Como queríamos demonstrar...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O que aconteceu? - II

Não se sabe até agora o que aconteceu, pois o essencial não é dito, mas o Corinthians foi absolvido nos três "incursos".

Teremos as quartas da Copa:

20/11 5ª 20h30 Sfc x Corinthians - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians x Sfc - A definir

VAI CORINTHIANS!!!

O que aconteceu?

Procurava a data dos jogos do Timão da Mulherada, e no site do Corinthians não há referência à nada do que achei, e são podres.
Por tudo o que entendi, aconteceu alguma coisa que não se sabe o que nem com quem, mas que alguma jogadora está irregular e o Dema xingou alguém.
O artigo 188 rende suspensão, de fato. O 232 rende multas, e é, como podem ver abaixo, para a federação. O 214 tira pontos e tira do campeonato.
Segue então alguma coisa, mas não o principal: che cazzo aconteceu.

O julgamento está acontecendo agora.
Segue a tabela e as informações em http://www.cbf.com.br/sitecopabrff

20/1120h30 Sfc x Corinthians* - Ulrico Mursa
23/11 Dom 16h Corinthians* x Sfc - A definir
*Corinthians classificado, porém o STJD julga terça-feira caso de irregularidade de jogadora do Corinthians, no jogo de ida da segunda fase, podendo o clube ser substituido pela Saad.

Reparem que os paulistas se enfrentam logo nas oitavas (2ª fase) e quartas (3ª fase) na Copa da çêbêéfe; é a noção de equilíbrio dela.
É jogão! Se acontecer, claro.

E então vamos ao http://justicadesportiva.uol.com.br/pauta_julgamentos.asp para tentar entender melhor o que está acontecendo e encontramos isso:

Processo: 164/2008
Jogo: SAAD (SP) X SC Corinthians Paulista (SP) – categoria amadora, realizado em 11 de novembro de 2008 – Copa Brasil de Futebol Feminino / 2008 - Denunciados: Ademar Fonseca N. Júnior, técnico do SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 188 do CBJD; Federação Paulista de Futebol, incursa no Art. 232 do CBJD; SC Corinthians Paulista, incurso no Art. 214 do CBJD. AUDITOR - RELATOR: DR. JOSÉ PEREZ DE REZENDE.
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Vamos então às letras:
Código Brasileiro de Justiça Desportiva
Artigo 188: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
Artigo 232: Deixar de cumprir obrigação assumida em qualquer documento referente às atividades desportivas, observada a competência da Justiça Desportiva prevista em lei
Artigo 214: Incluir na equipe ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta que não tenha condição legal de participar de partida, prova ou equivalente
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Julgamento em tempo real

SÃO JORGE
Olhai por nós
CORINTHIANS
Jogai por nós

"vá se apresentar para o pessoal do Corinthians"

É impossível não relacionar uma coisa à outra.
E fica latente a cada preconceito cuspido por essa gente.
A matéria, na íntegra, está na caixa de comentário.

Chamaram o Zeca pra tocar um pagodinho no clube das senhorinhas, aquele do chá-das-cinco.
O ranço existe, passado quase um século. E parece que nunca acabará...

VENHA SE APRESENTAR
NO CORINGÃO, ZECA!!!

(Leia abaixo o texto sobre a intervenção, caro(a) leitor(a)!)

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A intervenção

É obrigatório para o Corinthiano consciente conhecer este espisódio. É essencial para todos que querem conhecer a História do Futebol, entender a gênese de tudo isto que aconteceu.
A intervenção no Corinthians não foi um fenômeno isolado. Pelo contrário, tomou proporções desmedidas, que mais do que comprovam o caráter daqueles que estiveram oportunamente se aproveitando dela.


É forçoso, e nem um pouco tendencioso, começarmos com a idéia de não haver referência a este tema - "intervenção" - nos livros da época do wadihelu.
De tal forma que a referência que o Mestre Diaféria desenvolve, a partir de muita pesquisa e de um "orientador" do porte de Antoninho do Almeida, não poderia ser menos elegante e elucidativa. Busca resgatar Manuel Correcher, sobretudo.
Segue, da obra-prima "Coração Corinthiano".

Capítulo XLII
A intervenção. E mais um campeonato para o Corinthians!


Manuel Correcher tornara-se muito querido e admirado pelos associados e corinthianos em geral. Era homem comunicativo, popular, que entendia as aspirações da torcida e se misturava a ela com maneiras simples e cordialidade. No futebol, não se podia exigir nada melhor: um belíssimo tricampeonato, jogadores esbanjando categoria, como Teleco, Servílio, Joane, Milani... A famosa zaga Agostinho e Chico Preto, os goleiros Ciro e Pio se revezando no arco, segurando a barra lá atrás. Que mais querer?
Pois é exatamente no ano de 1941 que o Corinthians enfrenta uma de suas crises mais cabeludas, crise política, de desentendimento dentro do próprio clube, provocada pela falta de discernimento de apenas... 17 conselheiros, de um total de 120! Luta de grupos, coisa difícil de entender quando se olha de longe. Paixões sem rédeas. Os jogadores no campo marcando gols, e a panela fervendo, espumando, no Conselho. Gente de fora metendo o bedelho, insuflando desavenças – e conseguindo!
Correcher, o grande presidente, era espanhol. Uma lei federal, então baixada, impedia que estrangeiros presidissem clubes esportivos. Seu mandato iria até 31 de janeiro de 1941, legalmente não poderia continuar à frente do Corinthians. A desunião dentro do clube, porém, principiou o afastamento de Correcher com a vitória dos inimigos do Corinthians: no dia 4 de janeiro de 1941 a Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo decretou intervenção no clube. Caía Manuel Correcher!
Para interventor, é indicado o capitão do Exército Aírton Salgueiro de Freitas, o qual toma posse no dia 7 de janeiro. O capitão Salgueiro faz uma reunião com vários conselheiros no dia 10 do mesmo mês: ia tentar a pacificação. Com isso conseguiu que espontaneamente todo o Conselho do Clube renunciasse. Foi uma jogada bem arquitetada, inspirada pela Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo, dirigida por Sílvio de Magalhães Padilha. A renúncia coletiva – acabando com o Conselho – evitou que fosse adotada uma medida intervencionista que ferisse os estatutos da agremiação, que não seria tolerada. Para os associados interessava que se alcançasse urgentemente a pacificação no clube, liquidando-se com o clima de guerra. De qualquer forma, contudo, a intervenção representava um golpe que surpreendeu os círculos esportivos, até porque todos acompanhavam o desempenho futebolístico de alto nível do Corinthians.
Mas por maior que seja a crise, por mais duro o golpe, diz a Tradição que o Corinthians não se deixa vencer – porque tem a seu lado a perseverança do apoio popular.
Manuel Correcher, com um sorriso nos lábios, poderia dizer: “Com crise ou sem crise, O Corinthians vai ser campeão...” Campeão em 1941 e vice-campeão nos dois anos seguintes.
Depois do capitão Aírton Salgueiro de Freitas, que encerrou sua missão de interventor – e portanto não consta na galeria dos presidentes – a serie foi retomada com Mario Henrique de Almeida, que cumpriu as formalidades burocráticas, assumindo a presidência como delegado da Diretoria de Esportes do Estado de São Paulo. No campo, os craques corinthianos não estavam nem aí com interventores, delegados, atas, fofocas e marolas. Iam deitando e rolando, encaçapando a redonda, jogando o futebol que sabiam... Pedro de Sousa, por fim, assumiu a presidência e encerrou os últimos resquícios da intervenção, período que, embora abalando a estrutura administrativa do Corinthians, nem de longe conseguiu estremecer a fortaleza e a fidelidade dos verdadeiros corinthianos.

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(clique na imagem para ampliá-la)
Este Mosqueteiro, porém, não será tão elegante quanto Antoninho, um gênio da escrita sem mãos. O(a) leitor(a) deve desculpar esse Mosqueteiro por tantos links, mas eles podem servir de guia na compreensão de uma certa análise histórica que é pretendida. Não para justificar coisa alguma, apenas para apontar a origem de algumas coisas bastante tortas. Vamos tentar traçar um contexto histórico.
Antes de tudo é preciso que o(a) ilustre leitor(a) leia este verbete da enciclopédia livre, e se atente para o título adquirido pela figura de "interventor federal".
Tendo em mente sempre o episódio da Revolução Constitucionalista, e compreendendo minimamente como se deu a apropriação deste movimento pelo status quo. Para maiores pesquisas, buscar pelo nome deste aqui para entender o final desta década. Que se trata de um golpe-sobre-golpe. Observe também como se dá este episódio, pois ele terá bastante influência.
Mas é importante entender esta década de trinta também pelos seus tantos outros aspectos.

Visto isso, vamos ao Futebol.
O que ocorria na cena Piratiningana era a hegemonia dos clubes populares, em um processo que se iniciou com o nascimento do Corinthians Paulista.
A década de 20 foi marcada pela supremacia que tais clubes populares fizeram os clubes de elite aceitar. O amadorismo já estava completamente corrompido. A hegemonia da elite estava por um fio.
Em 1929, quando as senhorinhas que mandavam no principal club da elite decidem não mais mexer com essas coisas, antevendo onde a coisa toda iria terminar, o club fecha as portas para o football.
Que já era futebol, e fim de papo.
Em 1930, lá estava o Coringão mostrando para aquela turma onde era o lugar dela.
Aquilo que foi armado depois de o clube de chá-das-cinco fechar-se ao futebol conseguiu ganhar um campeonato apenas. Mas cansou de tomar vareio também do Rivale, três seguidos, e depois disso nunca mais apareceu na praça para dar notícias.
Dizem que faliu, fugiu de vergonha.
Mas, até hoje, isto que foi feito dessa turma, quer reivindicar parte nesta coisa toda, tentando deixar a história colorida.
Faço o link aqui e desde já explico que a mentirinha deslavada que é contada neste verbete é deixada apenas para efeito elucidativo.
O pessoal que tenta fazer ilusionismo, criando desculpas para esta anti-história, até hoje se entrega a uma série de erros que vão desde afirmar que um (o "primeiro") é o mesmo do outro, para depois afirmar ainda mais categoricamente que este um deixou de existir, até envolver clubes que nada tiveram a ver, que estão ali porque foram literalmente aliciados pelo "luxo" do Trocadero (procurem...), que custou uma fortuna e nunca se soube quem pagou.

Daí dizem que esse pessoal fez a massa falida novamente acontecer. Nunca muito bem explicado, vocês sabem.
E só chegaram a sentir cheiro de campeonato quando o Coringão quis ser bicampeão.
A turma que hoje é do orlandinho sempre encontrou pela frente o Futebol de Verdade.
Cinco anos depois de "retomada" a armação pela terceira vez, pelo menos, o Corinthians se vê neste episódio da intervenção. Claro, éramos Campeões neste ano.
Mas o torneio entre campeões e vices do Rio e de Piratininga, por exemplo, era obrigado a "ganhar" um "quinto elemento", por imposição do poder público.

É aí que entra o tal do interventor federal.
No final das contas ele fez a coisa dar largos passos, pois retirou do comando do Corinthians um dos mais pujantes e dignos cartola de uma época de ouro do Futebol de Piratininga. A desculpa era a de que ele era espanhol e então é decretada a intervenção no Corinthians.
Como nos diz Diaféria, com base em Antoninho, o Corinthians vivia mais uma de suas tensões. Algo de certa forma semelhante ao que ocorre hoje. E como sempre, interferências internas e externas prejudicavam o andamento do Coringão.
Esse sempre foi o jeito de ser do Corinthians. O notável aí é o quanto interessou para a turma que nunca se explicou o enfraquecimento do Corinthians.
O ponto a se chegar aqui é na interferência direta desta intervenção. O ponto nevrálgico e razão deste papo todo é que, depois dela, o Corinthians passou a navegar outros mares.
Assim como a coisa ganhou "corpo" para, no ano seguinte à intervenção, a turma tentar golpear o Rivale.
Nosso comando, sempre feito por ilustres, foi obrigado por essa interferência mesquinha a mudar o rumo. Voltaremos a este assunto, com certeza. Pois foi este episódio que fez o Corinthians ficar dez anos se reestruturando na primeira "fila".
E quando o Coringão voltou, era o Timão do Luizinho, Carbone, Idário, Cláudio, Baltazar... E são vários capítulos à parte.

É importante lembrar que no ano em que o Corinthians foi bicampeão em cima desta turma, 1938, ela já estava falindo novamente.
E nós, com os Rivales, fizemos o chamado jogo das barricas, um piccatu a ser reparado simbolicamente.

Leia a segunda parte da intervenção aqui.

Um relato despretensioso

Originalmente este relato faz parte de um comentário para um post do Porta-Voz, em um assunto que não devemos meter o bedelho.
Eu, porém, após ver declaração um tanto infame envolvendo aquilo que não é simples Paixão, mas FORÇA MOTRIZ DO MEU ESPÍRITO, aquilo pelo qual me mantenho vivo, respirando, em um corpo de carne e osso neste mundo - O CORINTHIANS - tive de dar palpite.

Que foi esse aqui:

"Hoje (domingo, dia 16 de Novembro de 2008) mesmo passei na praça Roberto Gomes Pedrosa. Eram 18h37. Não sei exatamente em que momento daquele jogo (e só sei que teve jogo ali porque os jornais diziam, a tevê me garantia, e o rádio anunciava).
Um silêncio sepucral.
"Que silêncio, não tá tendo jogo?", perguntou Pauleca.
"Isso aqui tá parecendo um cemitério", disse eu.
"O que é isso aqui?", perguntou Tetê, no alto de sua cadeirinha, olhando para o lado esquerdo.

"Aqui estão corpos penados", eu disse em tom professoral à minha filha.
"Existem cemitérios de almas penadas, que vagam sem os seus corpos perdidos.
Neste cemitério aqui, agora, vagam corpos que não tem Alma
".

Cheguei em casa satisfeito com aquilo, mas imaginando que só poderia ser por causa de uma derrota. Se estivessem ganhando, teria algum barulho ali.

Não era derrota!
A turminha do orlandinho ganhou. Disparou na tabela faltando três jogos.
E o antiestádio parecia, LITERALMENTE, um cemitério de corpos penados...
Se não fosse assim, haveria OBRIGATORIAMENTE uma festa naquele momento. Não havia nada a não ser um silêncio abissal.
A minha frase ganhou sentido absoluto sem nem ter tal pretensão.

Te juro que aqui na Morazan foi ouvido um foguete apenas, quando no Rio o juiz deu por encerrado o jogo.
Comentei o fato com Paula e cochilei no sofá com minha filhota assistindo desenho."

E isso é assunto sério, que rende até tese.
Tudo porque o Japonês tinha visto um morto...
Eu vi um cemitério sem alma.

Obrigado, São Jorge!!!
Obrigado, Corinthians, por me escolher!!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Ó Nóis aqui travêis

(Recomendável deixar no mudo)


Timão: Felipe, Alessandro, Diego, William e André Santos; Cristian, Elias (Perdigão), Lulinha (Bebeto) e Douglas; Morais e Herrera (Careca)

Tarde de sol no Templo Sagrado do Pacaembu, Arquibancada cheia e Festa pronta.
O Coringão voltou, e já estamos em 2009.
O jogo começou bastante disputado. O adversário dava trabalho na marcação, e o nosso ataque estava um tanto atabalhoado, chutando a gol quando o passe era a melhor pedida. Talvez por causa do calor...
André, em jogada de Douglas - sempre ele - enfiou uma bola na trave, e essa foi o grande lance do primeiro tempo. Depois disso, André soltou um pouco o seu jogo, mas quis chutar nestas vezes, e não foi feliz.
O adversário não levou perigo, apesar da marcação eficiente.
Marcação que não aconteceu no segundo tempo.
Em cruzamento de Bebeto (!!!), depois do passe do Morais, primoroso, Herrera emendou para o gol, na cara do gol e abriu o placar.
Festa na Favela!!!
Outro lance assim aconteceu logo depois, mas com Alessandro, e Herrera perdeu.
O Corinthians soltou seu jogo depois do gol, e mais chances desperdiçava.
Até bola na trave André enfiou, de novo. O adversário não levava quase nenhum perigo.
Passado muito jogo, em um toque de Douglas, Herrera faz seu segundo gol, uma bola que entrou mascada.
Logo depois Morais acredita na jogada e enfia uma bola açucarada para Alessandro fazer seu GOLAÇO, merecido por tudo o que esse GUERREIRO faz em campo, todo jogo.
SALVE, Alessandro!
Daí o juizinho inventa um penalti, que foi fora da área, e o adversário passa a tocar bola no seu campo de defesa. E assim devolvemos a segunda derrota sofrida no primeiro turno, e aumentamos a fase invicta. Aleluia!

Breves do jogo...
- Herrera "pede pressa pra diretoria", diz a matéria. Enfim, só fez esses gols pra sair dizendo isso, ou quer jogar no Corinthians? Eis a questão.
- Perdigão, ainda?
- Rincón não faz mais parte do elenco.
- A grande observação do jogo é a de que Bebeto e nada é quase a mesma coisa.
O nada, pelo menos, não custa dinheiro.

*******
E a Mulherada, que precisava reverter o 0 a 1, enfiou logo um 2 a 0, no campo do nacional.
Aliás, jogaram na mesma hora e dia do time principal. PRA QUE, DIRETORIA, se vocês podem requerer alteração? Jogar no domingo, por exemplo, pra termos um público?
PRESTIGIE A MULHERADA, DIRETORIA!
PRESTIGIE A MULHERADA (quando a diretoria deixar), FIEL TORCIDA!

Passamos para a 3ª fase da Copa Brasil.
E pegaremos o mesmo saad pela segunda partida da semifinal do Paulista, com a vantagem do 2 a 1 da primeira partida.

VAI CORINTHIANS!!!

(Agora, aumente o volume!!!)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ratificando a supremacia

O jogo começou bastante truncado, com o adversário disputando a bola com violência, pois precisava do resultado. O Corinthians, que sacramentou a primeira colocação na tabela, jogava por recordes, e para não ouvir nunca mais que "há seis anos não ganha em Caxias" - coisa que a imprença abutre adora arrotar.
Logo no começo da partida, Dentinho - que no jogo aqui no Pacaembu dividira bola com um deles e rompera o ligamento do infeliz, o que causou furor na torcidinha gaúcha - enfiou o cotovelo no zagueiro, despertando ainda mais fúria nos corneteiros, e nos jogadores em campo. Dali em diante, ficou marcado como o jogador a ser caçado.
A arbitragem, para variar, foi péssima. Além desse lance (Dente poderia ter sido expulso, e comentávamos no post sobre o jogo passado em que ele passou rasteira por trás, esse tipo de coisa tem virado rotina e o moleque precisa colocar a cabeça no lugar), o adversário começou a simular, cair, e também usar destes expedientes para sobressair-se nas jogadas. O Coringão, porém, jogou bola como podia.
André Santos e Morais tentaram se revezar na função de Douglas, que esteve suspenso. Diego, no lugar de Chicão, se revela ainda inexperiente, porém tem muita lenha pra queimar, e é uma grata surpresa.
E logo aos 7 minutos, em jogada de André, com triangulação bonita e falha da zaga adversária, Morais sobra livre na cara do gol e chuta mascado em cima do goleiro. A bola ainda vai morrer no canto do gol. Golaço!
Nossa zaga, porém, resolve brincar de futebol e aos 11 e aos 15 falha grotescamente. Aos 17, Felipe faz uma defesa espetacular.
O zagueiro careca dos caras faz falta violenta por trás em Morais, toma amarelo.
O toque de bola no meio-campo estava demorado e saía errado. Elias, André e Morais, que precisavam armar o jogo, apareciam discretamente. Recolhiam e tocavam a bola um tanto despretensiosamente, o que comprometia o nosso jogo. Alessandro, que apoiava bem, precisava voltar para buscar toda hora - um fôlego invejável de guerreiro. Cristian estava meio que bobeando, entrava na dividida sem vontade. Aos 27 Felipe faz outra gigantesca defesa.

A torcida adversária não sabe torcer, e assistia a FIEL TORCIDA fazer festa e cantar, em sua casa (todas as casas são nossas). Aos 31, o atacante simula em cima de uma falta que não houve - William vai na bola - e a torcidinha abusa da sorte. A partida é interrompida por alguns poucos minutos.
Isso mexeu com os brios dos Corinthianos em campo. O adversário continuava a fingir a acada lance.
O jogo ferve. E o Coringão jogava bola.

Alessandro sofre falta no ataque, reclama com o bandeirinha que chama o juizinho. E toma cartão. Em seguida, Elias não faz falta na área e o viadinho se joga, com braço e tudo - mas para isso não tem cartão.
O Coringão errava a armação das jogadas, e isso não pode.

Segundo tempo começou quente, e o juizinho invertendo as marcações. Atrapalhava o jogo que já estava prejudicado pela mentalidade imbecil do adversário. Dentinho toma de porrada a cuspe gratuito. O adversário perdia gols a esmo. Aos 11, o zagueiro careca e sem sobrancelha faz falta para cartão em Herrera; seria o vermelho, se o juiz não afinasse.
Os erros de passe continuavam e irritavam profundamente. Joga bola, cambada!

Aos 19 o zagueiro já citado agarra Dentinho, e se já devria estar no chuveiro, essa oportunidade foi cabal. O juiz e o bandeira se fazem de migué e fica por isso mesmo.
Herrera perde um gol quase feito.
Mas a nossa zaga, com a falha de André na esquerda, pede para tomar gol.

Saci sai para entrar Lulinha.
Dente contunde mais um dos caras, sem querer, aos 30. E aproveita, depois, uma porrada revidada para sair de maca e não voltar mais para essa guerra que poderia lhe custar bem caro. É substituído por Diogo.
Aos 40 o outro zagueiro toma amarelo por agarrar Morais. Cristian bate a falta e o goleiro engole o petardo: GOLAÇO!
Aos 44 Bebeto (vai continuar mesmo no Corinthians?...) entra no lugar de Herrera.
E no final do jogo Diogo sobrou livre e correu para desperdiçar um gol. O bandeirinha medroso já havia assinalado impedimento...

Terminava assim mais um "tabu" da imprença abutre.
O Corinthians ratificou mais uma vez sua condição de primeiro colocado, com a 20ª partida invicto e a melhor campanha da história dessa porcaria de segunda divisão. Faltam três jogos e oito gols para sacramentarmos de vez essa condição que, pelo jeito, demorará muito para ser superada.
2009 começou há uma semana.

Curiosa foi uma declaração de Mano na coletiva, no final do jogo, por conta do racismo daquele povinho que habita os baixos desse país. Engraçado é que aqui eles não se aventuram a esse tipo de escrotice tão abertamente como costumam cometer ali.
Disse Mano que a pena para este crime (sim, racismo é crime) é muito branda, talvez por isso ainda aconteça.
PEGOU ESSA, muçolininho? Era pra você estar preso...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O Gigante

A abutraiada não se contém.
Não adianta tanto esforço, porém; não há como diminuir o Gigante.
Passa a ser tarefa das mais ridículas. Como publicar em blogues de "credibilidade" algumas fotos e dizer "estão vendo, eles estavam com o tampão, eles se aproveitam do tampão", e coisas assim.
Ou então começar um post com um "verifiquei a veracidade" para depois colocar um depoimento, que no final é trampolim para 'elogiar' o inimigo.
Já dizíamos aqui, a respeito de um certo texto infame de um certo pseudo-qualquer-coisa, que nada do que essa abutraiada diz pode ser levado em conta.
Apenas por ser óbvio o que move essa gentalha.
Enquanto o trabalho subliminar é feito, o Gigante continua em nossos corações, e eternamente estará.
Trabalho subliminar, aliás, que vem desde que o inimigo tomou tal forma - e lá se vão mais de setenta anos.
Por isso, Corinthiano(a), é bom rever o que se anda lendo, o que se anda acompanhando, o que se anda gostando.
Existem figuras por aí que não são o que parecem ser - muito pelo contrário.
(Atualizando, recomendo esta leitura)

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A Mulherada joga hoje, contra o mesmo saad, mas pela primeira partida da segunda fase da Copa Brasil. Na mesma Águas de Lindóia, às 20h30.
VAI CORINTHIANS!!!


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A ótima notícia é que o Coringão venceu novamente na Peteca.
Corinthiano que já passou um sábado inteiro (ou muitos sábados e domingos) no Parque São Jorge entende a importância disto.
Com a participação de diversos clubes, como pinheiros, monte líbano, etc, o saldo final foi:
Equipes femininas
MIRIM: Izamara (Vice-Campeã)
INFANTIL: Marina (Campeã)
JUVEVIL: Jéssica Vieira (Campeã); Vivian Vieira (Vice-Campeã); e Jéssica (3º lugar)
ADULTO: Camile (Campeã)
SENIOR: Érica (Campeã)
MASTER: Ana (Campeã)
Equipes masculinas
INFANTIL: Ayrton Santana (3º lugar)
JUVENIL: Fernando (Campeão)
VETERANOS: José Maria (Campeão); e José Ricardo Gazzanel (3º lugar)