segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

No fio da Cimitarra III

Esse post ficou guardado desde o dia 10. E agora é a hora dele vir à tona.
Acabou o espírito de Natal, Família. Agora começa a Guerra.
Para a abutraiada já começou, e ela segue propagando a anticorintiania cancerosa.
Por ter sido guardado, esse post é longo, mas é a melhor forma de encerrarmos o ano.

Por isso, reproduzo o comentário de Cesar, sobre uma rádio que é a própria voz da abutraiada anticorintiana.

"Cesar Augusto disse, em 9 de dezembro de 2009, às 15:08

Hoje, por um acaso, estava ouvindo a rádio Jovem Pan. Eles tem um programa que se chama Esporte e Discussão. Uma merda de programa, diga-se.

O assunto do dia, claro, era a participação do Corinthians na Libertadores. Vanderlei Nogueira, o mediador, pergunta aos jornalistas as chances do Corinthians na primeira fase da competição:

Fábio Sormani, convicto anticorintiano e santista frustrado, diz que a chave do Corinthians é dificílima e tal, cousa e lousa e maripousa, que o Cerro Porteño já foi campeão da américa, que os times colombianos são excelentes e que podem ter o diferencial da altitude. Para ele, portanto, estamos fudidos.

Depois veio um tal de Marcio Spínpolo (nem sei se assim que se escreve), dizendo que não adianta o Andrés dizer que a Libertadores não é obrigação, porque o Corinthians tem, sim, obrigação de vencer a competição.

Depois um tal de Daniel Lian, disse que o Corinthians está contratando uma série de reforços com idade avançada e que, possivelmente, o time não terá gás suficiente para disputar todas as competições.

Ou seja, três opiniões medíocres que demonstram a ojeriza que a Jovem Pan, uma rádio tendenciosamente bambi, tem do Corinthians.

Analisando a opinião dos três fica claro que, desde ja, temos que tomar imenso cuidado com aquilo que ouvimos.

O primeiro analista, Fábio Sormani, disse que o Cerro foi campeão da américa, mas, na verdade, o único time paraguaio campeão da América foi o Olímpia. Logo, para começar, já falou bobagem. Os colombianos que podem se classificar não jogam na altitude. Repare que a análise do Jornalista baseia-se no fato de que todas as equipes são difíceis de serem batidas e, pode até ser, mas o Corinthians, meu caro jornalista, mesmo sem essa merda de Libertadores, é o time a ser batido, o bicho-papão do grupo.

O segundo jornalista é outro anticorinthiano de merda que maximiza os defeitos e minimiza as virtudes. É o tipinho que mais incomoda, sinceramente. Diz que a Libertadores é obrigação, querendo, desde já, colocar como obrigação a conquista da competição. Não temos obrigação de vencer, competição nenhuma, temos, sim, obrigação de honrar essa camisa. Nada mais.

O terceiro, Daniel Lian, é um coitado que não sabe nada de futebol. Falou obviedades, mas obviedades que vão contra o Corinthians. Na Libertadores é bom ter jogadores experientes. Duvido que o FDP analisou que o MM está mesclando o elenco. Os caras estão secando, urubuzando desde já, para não perderem o hábito.

A Jovem Pan é uma merda de rádio, no quesito esportes. Uma rádio que só tem anticorintiano, capitaneados pelo insuportável Flávio Prado, que chorou, copiosamente, como uma gazela, em 1967, quando Benê, aos 44 do segundo do tempo, tirou o título paulista do São Paulo. Com o empate, em 1x1, o São Paulo foi para o jogo extra com o Santos e perdeu, por 2x1.

Entende-se a frustração do rapaz.

Frustração entende-se, sim, mas canalhice, como são a maioria dos comentários nesta rádio de bosta, não dá para suportar a não ser recomendar ao corintiano o boicote a JP e a mais uma penca de rádios e canais de televisão e blogs tendenciosos.

2010, enfim, começou.

E eu, como sempre, sou mais Corinthians.

E quem não for corintiano, vá pra PQP."

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O que tenho a dizer é que a rádio foi fundada por Paulo Machado de Carvalho, que tem seu nome postrado no Estádio Municipal pois certa vez tentou roubar este patrimônio em nome do puteiro.
Esta rádio é anticorintiana de "nascença".

Mas sigamos em frente.

É para dar risada o caso do Oscar no puteiro. E já que estamos a falar de abutraiada, notam qual o tom usado pela anticorintiana dessa imprensa maldita quando a coisa é feia para o lado do puteiro?
Sim, essa gentalha se cala.
Ah, se fosse no Corinthians...

No Corinthians, qualquer coisinha recebe desmedida repercussão por parte da abutraiada. Isso é coisa óbvia de se dizer, mas tem que ser dita.

O que nos intriga, como bem disse o meu Confrade, é que tem gente querendo sair do "paraíso". O puteiro não é perfeito? Não é o "melhor" dos mundos? Por que então um "pupilo" iria querer fazer de tudo para pular fora dessa barca furada tão enganosa e enganadora quanto uma nota de R$ 3. E muitos mais seguirão o mesmo caminho - estão buscando o melhor para eles, não é mesmo?

E o que menos intriga é o "recado" mal dado da puta anã na secretária eletrônica do ex-"pupilo". Veja aqui e aqui.
É a prova cabal de tudo o que dizemos; o puteiro das ditaduras não sabe fazer outra coisa quando se vê encurralado. Ameaças "veladas" e desvio de foco é e sempre foi - só não digo que "será" pois o puteiro está prestes a falir pela quinta ou sexta vez na "história" que finge ter - o modus operandi da madame.
A mesma puta anã veio a público desviar o foco, naquele painel da abutere-mater, que é mero apêndice da assessoria do puteiro do poder público corrompido - que, não por acaso, jamais mencionou o "recado". Disse a puta que o tampão efetivado não contrata o Oscar por que tem "medo" do puteiro.
Ah, sim. Deve ser por isso que o puteiro da madame é freguês histórico do Corinthians.
Na verdade, se a Comissão Técnica Corinthiana pedisse, o Corinthians contrataria.
A questão também não é grana, pois o Clube dos Carroceiros tem mais grana que o puteiro do poder público corrompido - que tem mais dívidas que o Clube dos Carroceiros...
Dessa vez, puta anã, o nabo no rabo de vocês não será nosso. Será europeu, provavelmente. Menos "rude", mais "chique". Ainda assim um nabo no teu rabo, puta.

Fato é que não se verá vírgula sobre isso tudo pela abutraiada.
Fosse no Corinthians...
Não se verá ninguém comentando a ameaça. Não se verá ninguém comentando o fracasso do puteiro naquilo que se arrogam como "melhores", mesmo pipocando quando vêem o CORINTHIANS pela frente. Foi o que aconteceu em 2009 na Copa S.Paulo; semifinal, e esse mesmo pupilo arregou ao compreender que enfrentaria o CORINTHIANS na Final. Tivemos de bater no patético do Paraná, ao invés de surrar a madame.
Mas nada disso foi comentado pela abutraiada.

E frente a isso tudo, a esse ocaso do puteiro, a abutraiada se depara com Marcelinho "voltando" ao Corinthians.
Não comento contratações, só comento o jogador depois do jogo. E como não teremos jogo de verdade - a não ser amistosos - com Marcelinho em campo, posso aqui comentar. É o seguinte; o caso mostra a total confiança do tampão no seu braço direito, o roxemberg. O painel de puteiro, no domingo, tentou desenhar uma suposta rixa entre os dois, mas isso resvala e não gruda. Em tese a confiança entre os dois é altamente positiva para o Corinthians, demonstra a solidez do comando. E é justamente isso que a abutraiada "tem que" desfigurar.
O patrão está mandando...
E isso é mais um episódio que demonstra a total falta de "isenção" desse "jornalismo" de abutre anticorintiano. ACORDA FIEL, vamos combater a abutraiada! A abutere-mater apenas comprova, dia após dia, que é um bando de abutrinho a serviço de uma escória corrompida.

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Pequena pausa para os nossos "comerciais"...





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Não sei para quê Mano Menezes solta um recado daqueles no twitter. "Presente principal" só deixa expectativas. E se não agradar, depois? Melhor é ficar quieto. Melhor é deixar a poeira abaixar, sempre. Melhor é não espanar coisa alguma.
Tem é que ficar na miúda, na maciota, e não sair falando esse tipo de coisa.
Vacilou, Mano.

Agora, comentemos algumas coisas "velhas", que ficaram guardadas.
E é só para lembrarmos sempre:
É HORA DA CIMITARRA!!!
É GUERRA!!!


A juju está com dúvidas sobre o "raciocínio" que leva o CORINTHIANS a não jogar no privadão...
Mas para quê essa puta véia iria querer essa gente "bandida" em sua casa (dada pelo poder público corrompido, frise-se) se diz, ao mesmo tempo que finge não estar implorando para voltarmos lá, que o puteiro não depende de aluguel?
Pára de encher o saco, puta de merda.

Segue o "diálogo", com a intervenção medonha dos abutres. É colado da matéria do globoesporte, que foi replicada no diário bambi, aquele jornaleco escroto. Não obstante, o portal uol (que tem como acionista a empresa que edita a abutere-mater e emprega, entre outros, o juquinha e o Cony, que também trabalham para as organizações cânceres) também veiculou essa pauta.
Ou seja, é pauta de abutre, como se vê na última assertiva da putinha mandatária, logo abaixo.

Tampão:
– Não sei porque a imprensa insiste em perguntar sobre o assunto se já sabe minha opinião e ela continua a mesma. Não vou jogar no privadão. Agora, se o Juvenal quiser falar alguma coisa e aceitar o que o Corinthians quer, ele que fale.

A juju:
- O Corinthians não quer jogar no privadão, que é a melhor praça esportiva de São Paulo. Espero que ele possa mudar esse raciocínio

Tampão:
- De raciocínio posso não saber, mas conta eu sei fazer. Se aceitar me dar 15 camarotes, taxa zero e 30% da publicidade do anel superior, aí posso mudar de ideia
(...) O Corinthians não pode só pensar em dinheiro. Tem de pensar no conforto do seu torcedor. E o corintiano está feliz em jogar no Pacaembu. O local é de melhor acesso, com mais meios de transportes, e não enche tanto como os lados da Vila Sônia
(...) O G4 não é para resolver onde vou jogar. Cada um joga no seu estádio. Não tem restrição, eu só acho que meu torcedor se sente melhor no Pacaembu. Acabou e pare com essas perguntas, não falo mais sobre isso

A juju:
- Não tem prejuízo. Se pegarmos as estatísticas, vamos ver que os shows proporcionam muito mais renda. Não posso criticá-lo por não jogar lá. Ele (Sanches) reitera que não quer e isso não me deixa mais feliz nem mais triste. Ele deve ter as razões dele e eu respeito. Como é da vontade unitária dele, a coisa está resolvida (...) O importante é que a mídia registre isso o que disse o Andrés. Amanhã não venham cobrar o puteiro...

Ah, tá. Então faça quatro showzinhos por mês para essa tua conta e esse teu "raciocínio" funcionarem como está dizendo, puta.
Enquanto isso os camarotes rescindem contrato, pois contavam com os jogos do CORINTHIANS...
E isso a abutraiada não diz.

A verdade é que o tampão sabe que, se der pra trás, o caldo engrossa, e a coisa fica turva pro lado dele.
É ruim para a imagem do Corinthians ter um presidente sempre ao lado dessa putinha, como veremos abaixo.

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Cerveja?
Ou melhor; festival de bobagens de quem nunca foi à Arquibancada (matérias na caixa de comentários...).

Venderam o símbolo do Corinthians a troco, literalmente, de pinga. Essa tranqueira de empresa que faz cerveja ruim poderá usar o Símbolo Sagrado onde quiser, até 2014. Fim do mundo, esse contratinho.
Fora que se juntar com traidores é pedir pra ser traído. E tirar foto com a putinha atual mandatária desse puteiro sórdido é ruim demais para a imagem do Corinthians.

Esse tal de "g-4" prometeu "mudanças", como "expressivo faturamento". Note que esse "expressivo faturamento" é às custas do Corinthians!
A prova disso é o valor do contrato de camisa que está sendo fechado. Os valores são bem maiores que os valores do meigo carioca.

No mais, ainda propalam por aí a tal "parceria", que já não existe mais.
É que ela ameaçou muito o puteiro. Tem que ser decalcada na cabeça vazia dos leitores dos abutres. Não é necessário dizer que se fosse no puteiro do poder público corrompido, não haveria um Roque para maldizer, e não haveria abutraiada para falar mal dessa "parceria"; pelo contrário! Ela seria uma "parceria" perfeita...

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"Só fecha no azul se vender jogador", disse o porquinho droopy dia desses. É verdade. Todos os clubes são reféns dos empresários.
É a "lei pelé" que o filho da puta do juquinha afaga.
Aliás, o canalha soltou uma pérola hoje. Falou que o Corinthians deveria estar suspenso da competição Sul-Americana (por CINCO ANOS, frise-se, segundo a sua "justiça". Ele dá sentenças, também, o "julgador" arauto da "verdade"...) por conta do episódio no Pacaembu em 2006.
Merece o quê um calhorda desse?
Tem quem ache que ele é 'corintiano' ainda?

É HORA DA CIMITARRA!!!

FELIZ CENTENÁRIO,
FAMÍLIA CORINTHIANA!!!

É HORA DE GUERRA!!!


FELIZ 2010, CORINTHIANS

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Corinthianismo é Arte

"Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes - tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte vê-se, porque dura"
Fernando Pessoa

O Corinthianismo é nossa arte, Família Corinthiana. É com o Corinthians que começamos nossos dias, e a cada dia mais somos Corinthianos. E é com o Corinthians que encerramos cada dia de nossas vidas, ao deitar a cabeça no travesseiro e agradecer a São Jorge pela benção inenarrável que é fazer parte desta coletividade de seres humanos. E, sobretudo, é com o Corinthians que começamos nossos sonhos.
É com o Corinthians que levamos adiante nossas vidas.

É o Corinthians nossa crença, nosso império, nossa atitude, parafraseando o Poeta, mas sempre perante o próprio CORINTHIANS.
O Corinthians é a própria arte. E encerrando a paráfrase, só o Corinthians é útil.

O Corinthians nasceu da mais que legítima aspiração popular por emancipação, que foi, é e será negada ao Povo.
Sabemos, e aqui neste blogue contamos ao longo deste ano e do ano passado, um pouco sobre como o anticorintianismo funciona, e como ele está ligado diretamente às elites tacanhas, e à alienação de parcela do Povo que não entende a si mesmo.
Os próprios Racionais MC´s sintetizaram esse pensamento nas músicas do álbum Holocausto Urbano (na minha opinião a grande Obra Prima deles, insuperável: ouça aqui, aqui, aqui e aqui), de 1990 - ano do primeiro Campeonato Brasileiro, ao qual rendemos comemorações pelos 19 anos completos desta conquista inesquecível, nesta semana.

Mas o Povo luta, e a prova está aí; o Clube do Povo, que "não iria durar mais que um inverno", chega ao seu primeiro Centenário. Um Século, para a "erva daninha", a "formiga lava-pés" da Várzea de Piratininga!
CENT´ANNI!

A Vida não é "só" nossa, eis porque o homem é um bicho social.

O hedonismo mediocrizado desse "modernismo" acaba não apenas com o Futebol, mas com o caráter. Ou ainda, com a possibilidade de se criar no ser humano um caráter nas gerações futuras.

"Tudo isso passa", diz o Poeta, e a "isso" vemos que ele se refere a tudo o que o homem pode criar como base de formação.
Pois a Vida não é algo "particular". A Vida não é "sua", "minha" - aliás, nós não temos nada. E ela apenas se manifesta em sua grandeza real quando o ser humano congrega - eis a palavra-chave. É congragação o que a Fiel Torcida faz no Templo Sagrado do Pacaembu. Em prol do Grande Corinthians.

O individualismo fragmenta a Vida, e a transforma em algo ínfimo se comparado ao que Ela é de fato.
O "modernismo" quer isso, quer a Vida fragmentada pois senão ele não pode acontecer enquanto tal. No "modernismo", nisso que vivemos hoje, não há congregação, e há esse falso "prazer" do consumismo, da mediocridade travestida de falsa ganância.
No mundo do Futebol isso cria o pensamento imediatista do "ganhar por ganhar", do "colecionar quinquilharias", em detrimento da Luta de chegar ao objetivo grandioso da Vitória. Lutar, nesse "modernismo", é algo abjeto. Porém os partidários desse "modernismo", ao verem que a conquista foi "efetuada", passam a vestir a camisa do Clube ao qual dizem render "paixão".
Sem Luta não há Conquista. E sem Congregação não há Luta.

O Poder de Conquista deriva da Congregação!
Isto deveria ser óbvio a todos. Mesmo naquele Timão de 99, em que o elenco era rachado, havia a Congregação em torno do Corinthians, pelo Corinthians.
O Corinthians é nossa Causa. É por essa Causa que lutamos.
"E na Vitória ou na Derrota eu grito forte: CORINTHIANO EU SEREI ATÉ A MORTE".

A Glória não é a Conquista da Vitória, portanto. A Glória é a Luta em si, pela grande Causa de nossas vidas. "Ser Corinthiano é ir além de ser ou não o primeiro", justamente por isso: não importa outra coisa senão o CORINTHIANS. Não importa outra coisa que não seja a Luta pelo Corinthians!

Elis, Corinthiana como nós, expressa sob o viés da própria Vida.
A parte final dessa Obra-Prima de Baden Powell e Vinícius de Morais, que ela acaba não cantando diz o seguinte:

"Ninguém tem nada de bom sem sofrer"

E nós, Corinthianos, somos "mal-vistos" pelo "modernismo" justamente por louvar nosso Sofrimento, base formadora de nossa História.
Mas claro, Elis vai além disso, toca no âmago da questão da Vida. Ir além nisso é obrigação de todo ser-humano.



O Samba ensina. O Samba antigo, mais ainda.
Repare na paráfrase que cabe nesta obra, e aqui fazemos; o paralelo com a vida atual do Futebol e de nós, Torcedores, é óbvio e contundente.
Esse tal de "modernismo" não é de agora, e já transformou em algo "negativo" o próprio termo "Várzea", que é tomado pejorativamente pela boca alienada da molecada que abdica da própria Vida ao aderir a essa patacoada de "modernismo" e deixar esvair a própria Alma nisso.
Na tina Corinthianista os Ancestrais lavaram o Coração que nós herdamos, e que por conta desse "modernismo" transformamos em algo que não é mais aquilo que já foi - a "coisa da antiga", que era "bem melhor".
Eis a imagem: a Várzea, o berço do nosso Futebol, virou grama sintética sem alma e escorregadia...
Mas a História do Nego Fujão tem que servir de lição!



E encerro com o Samba do Osvaldinho e do Papeti, pois tudo o que é cantado ali foi inspiração para tudo o que foi dito aqui.
É com esse Samba que encerramos esse ano, e recomeçamos tudo no Ano do Centenário.

Feliz Natal!
Feliz Ano Novo, Família Corinthiana!
AUGURINTHIA!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Décimo Quinto Capítulo

CAPÍTULO XV
O Time do Povo
"Per Aspera Ad Astra"


Por Filipe Martins Gonçalves

Enseada Corinthiana, meados da década de 1930

"O rio Tietê formava uma belíssima enseada bem à entrada da Casa Corinthiana, dando-lhe um aspecto maravilhoso"¹, dizia Antonio de Almeida, o Seu Toninho, relembrando os saudosos tempos do Clube que, embora apenas incipiente, já havia surgido Gigante, para o Povo.
Note que a entrada da Casa Corinthiana era o próprio rio, que ainda serpenteava esse planalto, formando ilhas e enseadas.
Quando o Corinthians adquiriu a gleba do Parque São Jorge, aquela região toda era formada por chácaras, uma região bucólica e rural neste município que ainda não era esta cidade-monstro de hoje.

O rio borbulhava de saúde, assim como os peixes que ainda o habitavam. De forma que uma das primeiras coisas que os Corinthianos trataram de fazer foi uma bela pescaria. E remaram.
Ao aspecto maravilhoso da Fazendinha se somava o que não existe, talvez, em nenhum outro Clube no mundo: a Biquinha.

A Fazendinha - e assim os Corinthianos da época trataram de apelidar sua Sede Grandiosa, sendo copiados até por quem proferia o termo pejorativamente - já àquela época era uma chácara completa.
Quando o Corinthians adquire o Parque São Jorge, já adquire um patrimônio bem constituído.

Os senhores Abdalla e Salem começaram as benfeitorias naquele terreno antes mesmo de 1920.
É fato que, por muitas vezes, alugaram o campo ao E.C.Sírio para que pudesse treinar, muito provavelmente por conta das origens e até mesmo afeição que pudessem nutrir pelo Sírio, mas o Parque São Jorge nunca pertenceu a este clube.
O fato que importa, mesmo, é que o Clube dos Mil Povos acabava de se tornar o Clube de mais um.

A área original do Parque é toda a área onde hoje estão a Torre, as quadrinhas, o Ginasinho, o estacionamento, o Estádio Alfredo Schürig e aquela área mais antiga, da Biquinha e do Tamboréu, onde eram feitos os pic-nics.
Ou seja, compreendia toda a área à esquerda da rua São Jorge. Rua que terminava no próprio rio, provavelmente onde hoje se ergue a Capela de São Jorge.

Ali já existia o campo com dois lances de arquibancadas centrais e vestiários, a caixa d´água (que é a própria Torre; não poderia haver uma chácara sem caixa d´água, não é mesmo?), um salão de baile (onde hoje está o Ginasinho), um bar, uma bica de água mineral limpa e o rio, que se debruçava na enseada. Como dizíamos, o Corinthians adquiria um patrimônio já constituído.

Se considerarmos que há pouco mais de dez anos o Clube quase fechara as portas em uma gravíssima crise financeira, quando os adversários também fizeram muito para que isso se desse, é gigantesco o passo de se adquirir um patrimônio como a Fazendinha.

Ernesto Cassano e sua diretoria se imbuíram de Corinthianismo quando assinaram o compromisso de pagar 70 contos de réis por ano durante 12 anos, e só podiam demonstrar como garantia aos nobres sócios proprietários aquilo que sempre foi muito mais que seu patrimônio original.
Quer dizer, o Corinthians só poderia garantir o pagamento se essa garantia fosse a sua Torcida.
Não é em vão que se diz que o Corinthians é uma Torcida que tem um Timão.
Se em 1937 o Corinthians não estivesse quites com essa confissão de dívida, todo o trabalho dos Corinthians teria sido em vão.

E os Corinthianos jamais abandonaram o barco, como contamos até aqui.
Mas até agosto de 1926, nem mesmo o mais otimista do Corinthiano à época poderia imaginar que fosse possível que o Clube dos operários conseguisse tão grande e bela Sede.

Mas o Clube nascido sob o brilho fulgurante do Cometa, em uma noite fria de maio de 1910, que teve por sede apenas o céu estrelado na esquina onde havia um lampião a iluminar toda a rua, e que foi chamado de Corinthians pelo seu Povo, democraticamente, em uma Assembléia; o Clube que nasceu amparado pelo seu Povo, que nunca o desamparou, que sempre o carregou no coração e nos braços, com toda garra e raça que forjou o Corinthianismo; que era paupérrimo e já nascera Gigante; o Clube que desafiou a lógica de uma sociedade, que desconsiderava o fato de que ser humilde não o fazia menor que nada, enfim; o Clube do Povo adquiriu a sua Sede Gigantesca.
E tratou de tornar ainda mais Gigantesca, ao longo do tempo.

No caminho para a Penha, subindo o rio, os Corinthianos se lançaram à água. "Ali, os Corinthianos praticavam natação, e os que não sabiam nadar se divertiam nos dois cochos. Tudo era encantador naquele lugar pitoresco. Grandes eucaliptos circundavam toda a praça de esportes, margeando o Tietê. Essa paisagem foi-se alterando com as posteriores retificações do Tietê que, se de um lado aumentaram a área do Corinthians e lhe deram vias de acesso mais rápidas, também apagaram o cenário de fundo onde os heróicos Corinthianos fincaram as bases da Cidade Corinthians"¹.

Os ecos dessas bases, construídas com o suor desses Corinthianos pioneiros, permanecem. Se o cenário não é o mesmo por conta de um crime ambiental em nome do progresso, ali em sua Casa o Corinthiano pôde construir sonho; a Fazendinha se tornou uma Cidade e se espalhou, atravessou a rua e se estendeu para além da margem direita da Rua São Jorge, e hoje chega até onde o Aricanduva desagua no Tietê.
O Corinthians nunca parou de construir seu patrimônio.

Mas aqui ainda estamos com os pioneiros, chegando ao Parque pelo rio.
Um pier se debruçava por alguns metros na água, da ribanceira do rio, e por ele chegaríamos em frente da Biquinha. É fácil entender, assim, o porque de se colocar a estátua do Santo Padroeiro logo acima da Biquinha.
O caminho da margem até o barranco onde brota a Biquinha era um plano, o lugar mais bucólico e antigo do Parque, um belo jardim arborizado, em cujas sombras se fez muita Festa, pic-nics e saraus.
Um altar foi feito para essa estátua, em cujos pés teria a Biquinha, e foram construídas duas escadas de acesso para os fiéis devotos transporem o barranco.
Mais ao lado, à direita, construíram também uma casa para o caseiro.
Tudo isso sobrevive ali, com exceção, obviamente, do pier, dos cochos e da margem com os eucaliptos. Naquela área livre, antes das cercas brancas do campo de Futebol, ergue-se as arquibancadas, e os quiosques, naturalmente, precisaram ser reformados.
Mas se o cenário do rio mudou muito com as marginais, ali mudou menos que em qualquer outro lugar.
Hoje ainda é possível ter essa visão de São Jorge, mas só quem sabe olha. E tem que passar devagar.

Ou então poderíamos chegar de bonde pelo tortuoso caminho do Tatuapé, que hoje se chama Celso Garcia. Embora mais retilíneo, este caminho não consegue esconder sua característica de caminho de fazenda.
Desceríamos perto da esquina com a rua São Jorge, e avistaríamos ao longe, à direita, a velha torre da igreja da Penha. Algumas casas se erguiam, e ainda haviam muitos terrenos entre elas. Era possível, do ponto alto da rua, ver algumas das curvas do rio.
Viraríamos à esquerda no caminho que levava ao Parque do Piqueri e entraríamos no Clube por onde hoje é a entrada do estacionamento.
Teríamos a visão do campo, ladeado pelo barranco que abriga o Santo Padroeiro, à nossa esquerda.
Veríamos dois pequenos lances de arquibancadas de madeira, o salão à frente, a caixa d´água e, em frente à ela, o bar. E muitas árvores, antes dos eucaliptos citados pelo Toninho.

Se o esforço para a construção da Ponte Grande serviu para ensinar os Corinthianos que tudo é possível, o que foi feito em dois anos - do dia 18 de agosto de 1926, quando foi assinado o compromisso, até o dia 22 de julho de 1928, quando foi oficialmente inaugurado o estádio que leva até hoje o nome de um dos grandes Anjos da Guarda do Sport Club Corinthians Paulista - é realmente levar esse ensinamento às últimas consequências.
A compra da Fazendinha foi uma "decisão corajosa e fruto da confiança profunda no apoio popular"², como sentencia Diaféria, pois de nada adiantaria apenas os Anjos da Guarda. Ou ainda, não adiantaria termos Anjo da Guarda se não houvessem os braços do Povo para sustentar a empreitada.

E o Corinthians se preparava para estreiar o Estádio Alfredo Schürig com um novo Tri-Campeonato.
Agora e para sempre³, com a Graça do Santo Guerreiro!

A História continua...

*******

NOTAS

¹ Frase de Antonio de Almeida, resgatada por Lourenço Diaféria em sua obra Coração Corinthiano, capítulo XXXIX, "Bravos heróis da Ponte Grande e da Fazendinha", à página 207.

² Na mesma página acima referida.

³ O nome do Parque São Jorge foi herança deixada pelos dois antigos proprietários da Fazendinha.
O que se pode imaginar é que tinham São Jorge em altíssima conta, pelo menos, e por isso homenagearam o local com tal Benção.

Fato é que São Jorge é o Santo Padroeiro de
Beirute, onde está o lendário Golfo de São Jorge. A importância desta localidade para a História da Síria e do Líbano é imensa. E Beirute, desde a antigüidade, é uma cidade cosmopolita.
Foi esta aspiração que os antigos proprietários deixaram de herança e contribuição na História deste Clube que é mais que Nação.
A
Lendária Enseada Corinthiana passou a ser o Golfo de São Jorge, naquele rio Tietê original.
E foi ali que o Gigante fez sua Casa.

Importante frisar que
Santa Rita de Cássia esteve presente à reunião que definiu o nome do Clube, e fez do Clube uma realidade. A Santa das causas impossíveis foi quem primeiro olhou pelo Clube do Povo, e continua olhando. Depois que nada mais se mostrou impossível, o Padroeiro foi escalado na batalha.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

No fio da Cimitarra II

O caríssimo(a) leitor(a) deve se perguntar; "Que cazzo esse xarope fica repetindo "Cimitarra" aqui, "Cimitarra" ali". Pois bem. De hoje a resposta para a tua dúvida não passa, espero.

É HORA DA CIMITARRA!
COMEÇOU O CENTENÁRIO!
ACORDA FIEL!


Sabe porque?
Tudo o que dissemos aqui, ontem à noite, quase indo dormir para este novo dia que já começou, se repete hoje.
Falaremos, como já falamos muito, dessa abutere-mater, pois é ela quem guia a anticorintianada abutre. "Mamãe-abutre" não é chamada assim por acaso.
Enfim, a trolha falha saiu hoje com a matéria que segue, destrinchada por este Mosqueteiro logo abaixo. É coisa de abutre pérfido, maldito, salafrário.
Eis porque é HORA DA CIMITARRA!
Eis porque é necessário armarmos nossos espíritos. Era a isso que nos referíamos quando dizíamos, ontem, que a fritação da porcada nessa mídia de abutres interferirá no Corinthianismo, e é essa a "cama" que dizíamos que a abutraiada faria. Agora, a corja imunda vem contra nós, e é contra nós que age a intenção primeira dessa escória.

Corinthians é alvo de processo
Empresa Turbo Sports argumenta não ter recebido R$ 850 mil da venda do lateral André Santos

Na ação, a parceira do clube pede que seja penhorada a cota de televisão que o clube tem a receber da Federação Paulista de Futebol em 2010

MARTÍN FERNANDEZ
DA REPORTAGEM LOCAL

A Turbo Sports, empresa que investe no mercado de futebol, cobra na Justiça uma dívida de R$ 850 mil do Corinthians, referente à venda de André Santos ao Fenerbahce, da Turquia.
O processo, iniciado na última quinta, corre na 1ª Vara Cível do Fórum do Tatuapé, em São Paulo. O juiz Fábio Rogério Bojo Pellegrino, em despacho de 3 de dezembro, determinou o pagamento da dívida.
O departamento jurídico do Corinthians diz que não se manifesta sobre o processo porque não foi notificado. O clube, entretanto, reconhece a dívida.

(
Ou seja, o Clube reconhece a dívida, compreendem? Mas, antes de ser notificado judicialmente, fica sabendo disso tudo através da abutere-mater, que é a "porta-voz da anticorintianada de merda". E por que isso?
Por tudo o que dizíamos aqui)

Segundo a ação, assinada pelo advogado Renato Francisco Palaia Neto, o clube alvinegro não pagou parte do valor que a Turbo Sports deveria receber quando da venda do lateral.
De acordo com a versão da empresa, o pagamento, que deveria ter sido feito em 31 de outubro, foi postergado por 15 dias, a pedido do presidente do Corinthians, Andres Sanchez.
Depois de sucessivos atrasos, Andres assinou um cheque do banco Bradesco no valor de R$ 850 mil, o qual acabou devolvido pela instituição por "divergência de assinatura" -o cheque consta do processo.
Na ação, a empresa se diz "surpresa com a devolução", porque já se tratava de "reiterada postergação desse depósito" e porque havia "acreditado na palavra do presidente".

(
Que exemplo de reportagem, não?
E porque não fazem isso "tudo" quando é o figer e o puteiro?...)

A Turbo alega também que já havia "empenhado o valor com terceiros" e que isso teria comprometido seu fluxo de caixa.
Sem poder descontar o cheque, a empresa diz ter tentado contato com Andres Sanchez, sem nunca ter conseguido falar com ele. O passo seguinte foi entrar com a ação na Justiça.
Além dos R$ 850 mil, a empresa pede mais R$ 8.500, referentes à tabela de juros do Tribunal de Justiça. A Turbo pleiteia a penhora do dinheiro que o clube tem a receber da Federação Paulista de Futebol, referente à cota de TV do Paulista- -2010 -cerca de R$ 7 milhões.

(
Faz todo sentido, mesmo. Por 0,8 milhão, penhorar 7 milhões. Faz-se questão de não se notar o absurdo, pois a anticorintiania dessa abutraiada maldita fala mais alto)

A firma, que tem como sócios empresários de autopeças, do mercado financeiro e da construção civil, atua no futebol desde 2008. Por R$ 3,8 milhões, comprou 40% dos direitos econômicos do lateral André Santos, que havia se transferido do Figueirense para o Corinthians. O clube paulista ficou com 37,5%, e a DIS, braço do Grupo Sonda, com 22,5%.
No dia 20 de julho deste ano, quando o jogador já acumulava convocações para a seleção brasileira, o Corinthians conseguiu vendê-lo para o Fenerbahce, da Turquia. No mesmo pacote, seguiu o volante Cristian.
O total da venda divulgado pelo Corinthians foi de 12 milhões (cerca de R$ 32 milhões, em câmbio da época).
O clube disse ter vendido Cristian por 7 milhões e André Santos por 5 milhões.
Mas a Turbo Sports suspeita de que os valores tenham sido invertidos, para que o clube tivesse que dar menos dinheiro à parceira. O Corinthians nega, diz que tinha maior participação na venda do lateral e que, se fizesse isso, perderia dinheiro.
A empresa deveria receber cerca de R$ 5 milhões pela venda do jogador -os R$ 3,8 milhões para empatar seu investimento e mais R$ 1,2 milhão de lucro. A fatia maior foi paga logo após a concretização do negócio com o Fenerbahce.
Faltava a parcela menor, reduzida para R$ 850 mil após negociação. É esse o valor que a empresa cobra na Justiça.

(
Ou seja, foram pagos. Só são um bando de oportunistas pervertidos, como é esse jornalzinho anticorintiano de merda)

Outro lado

Clube admite dívida e pede prazo maior
DA REPORTAGEM LOCAL

O Corinthians assume que tem uma dívida de R$ 850 mil com a Turbo Sports. Diz que pretende pagá-la e lamenta que a empresa não tenha esperado mais tempo para receber o dinheiro.
"Já pagamos 80% do valor que devíamos e faltam mesmo 20%", disse o presidente Andres Sanchez, por meio da assessoria de imprensa -o cartola estava no Rio de Janeiro ontem, participando do congresso Footecon.
"Nós deixamos claro que pagaríamos, mas eles não quiseram esperar. Final de ano é complicado porque temos muitas contas para pagar, 13º salário de jogadores e funcionários. Mas não vamos deixar de pagá-los."

(
O que prova que são apenas oportunistas malditos)

O dirigente não se mostrou preocupado com a hipótese de perder a parceria com a Turbo Sports. "Se depender de nós, vamos fazer outros negócios. Se eles não quiserem, tudo bem."

(
Quem tem que estar preocupado é o filho da puta desse oportunista, não o Corinthians. Entendam: são esses carniceiros que dependem do Corinthians!)

O diretor financeiro do Corinthians, Raul Corrêa da Silva, não atendeu aos telefonemas da Folha nem respondeu aos recados deixados com sua secretária. (MF)


(Claro que não, para que vai perder tempo com um abutrinho medíocre desse jornal anticorintiano de merda? Fez muito bem, Raul)

*******
Ridículo mesmo é o amargurado do juquinha pedindo, em rádio e em texto, a "demissão" do Ministro dos Esportes, por conta da violência em Curitiba. Os argumentos desse estrupício são pífios. Trata-se de mais um oportunista, que não foi escolhido pelo atual Presidente da República como Ministro dos Esportes, por sua incapacidade, por ser um homem-traço, fica aí com essa baboseira magoadinha, canalha.

E veio a diretoria do coxinha (a mesma que prometeu o mundo para a torcida e entregou um rebaixamento em plena casa, no ano do centenário deles) arrumar como bode expiatório do imbróglio todo a sua própria torcida organizada. Uma sacanagem, sem dúvida.
É mais uma faceta da lógica liberalóide que prega o fim do Futebol, como dizíamos no post anterior. Quando é para tratar o torcedor como consumidor, o "atendimento" é pífio. Se não sabem tratar como consumidor, com toda essa pseudo-lógica liberalóide, como é que vão culpar, depois, o mesmo "consumidor" por uma revolta até certo ponto justa? Evidentemente que quebrar a própria casa não é algo sensato, mas o que fez essa diretoria é algo sensato? Prometer o mundo é sensato? E depois culpar o outro pela própria cagada é sensato? E o que diz esse babaca do juquinha é sensato? À merda, elitistas!

O problema da violência no Futebol tem a mesma raíz do problema da violência na Sociedade como um todo. E é a mesma raíz dos problemas sociais no geral, também.
Antes de termos Justiça, seja ela social ou não, antes de termos distribuição de renda, antes de termos uma Sociedade com "S" maiúsculo, é necessário que tenhamos Educação, com "E" maiúsculo, Educação para todos, igualitária.
E ainda assim, pela própria função social do Futebol, essa Educação seria deixada de lado em alguns momentos, na Arquibancada e em Campo.
O que não dá mais é pra ficar "culpando o Governo", pois isso é apenas o desvio de foco para manter tudo como está, promovido pelos elitistas reacionários, como esse babaca do juquinha.

Um exemplo da Educação que se deve ter em Arquibancada está aqui:



Imaginem se isso fosse aqui. E imaginem a cara desse babaca do juquinha, que não vai mais ao Estádio. Imaginem quanta bobagem ele diria sobre a "falta de educação" do Povo Brasileiro.
"Fair play" e "politicamente correto" não existem, caro(a) leitor(a).

Segue abaixo o retrato da "sociedade justa" desses liberalóides que tem como estandarte o babaca do juquinha. É isso que queremos?
Uma justiça obesa mórbida se aproveitando do povo subnutrido?



É HORA DA CIMITARRA,
FAMÍLIA CORINTHIANA!

ACORDA BRASIL

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

No fio da Cimitarra

Comecemos com uma frase da moranguete chorolada, chorando seu incontável vice, e tentando disfarçar a angústia de putinha. Isso na segunda página de um jornal que se diz "a serviço do Brasil".
Perceba, claro, como o talzinho tenta diminuir o Título (afinal, o segundo lugar no Brasileiro leva ao mesmo "resultado", segundo a lógica de ocasião dessa putinha) que o Corinthians conseguiu, algoz de moranguete que é, da Copa do Brasil.
Disse o coiso, sobre seu segundo vice-campeonato no ano:

"Achei ótimo. Um vice equivale ao título de Copa do Brasil, pois leva à Libertadores. Sempre queremos vencer, mas não deu"
Frase do fernando carvalho, destacada como se fosse algo a ser destacado. Como se fosse algo relevante.
Poupe-nos de suas divulgações de puteiro, trolha falha.

Sigamos em frente que a coisa não acaba aí, e isso tudo em apenas UM DIA. Antes de voltarmos à essa mesma referida página, temos de dar um pulo em uma página virtual, depositório das mentiras de um certo crápula.
O babaca do juquinha diz naquele antro que "nada pode manchar" o título meigo.
Mas seus patrõezinhos, subalternos da madame a serviço do cafetão - o poder público corrompido - já estão reclamando de um pênalti que o canalha do apito mandou voltar no Maracanã.
Mas é que a borboleta acostumou a pular antes, quando o apito lhe era favorável...

Voltemos, então, à tal página de latrina do jornal a serviço do poder público corrompido e da aristocracia que não quer largar o osso.
Observemos o tema escolhido pelo Cony, posto ao lado da frase nojenta daquele chorolado moranguete.
Pobre velho gagá repetidor de chavões da emiçôra câncer...
O texto está em itálico, e faço considerações entre uma e outra bobagem.

"O vermelho e o negro
RIO DE JANEIRO - A última rodada do Brasileirão empolgou os torcedores, que viveram um clima parecido com o de uma final de Copa do Mundo. Mesmo os mais desinteressados em futebol torceram de alguma forma. Foi realmente uma festa, com o Maracanã lotado com uma das maiores torcidas dos últimos tempos.

(
E o bacalhau? Esqueceu do bacalhau? Por causa de que, escriba do câncer?...)

Infelizmente, apesar do bonito jogo entre Flamengo e Grêmio, que decidiria o campeonato, houve violência brava em Curitiba, com a polícia entrando em campo e baixa de policiais e torcedores. No Rio, onde se decidia o título, não houve violência em campo, mas fora dele, nos arredores do estádio e em vários pontos da cidade.
Curiosamente, eram os próprios flamenguistas que brigavam com flamenguistas, num desafio aos psicólogos de massa. Como explicar que torcedores do mesmo time, inebriados pela vitória de seu time, entrassem em conflito do qual saíram alguns feridos. O fenômeno é antigo, prende-se à tradição medieval das justas em que os camponeses lutavam até morte pelos seus senhores, portando o escudo heráldico que de certa forma é o mesmo dos clubes de futebol de hoje.

(
Pseudo sociologia à parte, não há "tradição medieval", mas Tradição Humana, como este Mosqueteiro se atreve a defender aqui, por exemplo, mas se referindo ao Futebol como uma atividade educacional, através da "violência".
Sim, pudicos infames. A violência é tradição na humanidade, sim. Ou vocês acham que uma nação se contrói com flores e paz?
)

A alegria, mais que alegria, o júbilo, a exaltação, não se limitam ao jogo em si, é preciso mais. Afinal, o torcedor na arquibancada apenas vê e torce, não leva para casa as marcas da luta, as medalhas da vitória. Prolonga nas ruas a emoção da partida, lamentando que ela tenha acabado e durado tão pouco. Na arquibancada, o torcedor sente-se um pouco impotente, sua participação se resume a incentivar o time. A paixão lhe exige mais.

(
Pobre velho. Foi-se o tempo em que a vaga lembrança de Arquibancada lhe causava algo na Alma. Agora é isso aí que se vê, como o é o juquinha e outros escribas bem menos "gente", com bem menos "alma"...)

Sthendal escreveu "O vermelho e o negro", cores metafóricas de um conflito existencial. Não por acaso, o vermelho e o negro são as cores do clube mais popular do país.
E o vitorioso."

(
Tudo isso para chegar à essa justificativa do "belíssimo" título, talvez o único que tenha lhe passado pela cabeça, homem culto que é. Mas nada tem a ver com o tal "vitorioso" clube, que nunca foi plebeu em nenhum momento de sua existência, como foi o personagem principal da obra do referido autor. Pelo contrário, o tal "vitorioso" clube sempre foi aristocrático, e sempre cumpriu o papel de impedir o Povo de verdade de alçar vôo no esporte mais popular da humanidade.
Para finalizar, o meigo é o clube mais "popularizado" do país, sem dúvida. Aos moldes do clube bambi. Uma "popularização" de cima, imposta, feita para que o populacho desse um "upgrade" na vida. Coisa maléfica de aristocracia perversa
)

*******

Tiremos sarro da porcada, que merece até mais. "O Palestra tomou na testa", diriam os ancestrais, com os punhos fechados, os braços em riste e gritando a plenos pulmões. É o que dizemos, também, agora, com toda vontade.
Mas devemos entender o seguinte: essa coisa toda de fritar porco pela mídia abutre (ou seja, bem longe das vozes dos torcedores, perceba) só favorece a madame e a meiguice, e é coisa de abutraiada a serviço do poder público corrompido. Coisa que começou na década de 80, e deu no que deu.
Desfavorece o Corinthianismo, sim. E é a isso que chegaremos.

Por exemplo, a coisa do "arqui-rival" com a qual a mamãe-abutre se saiu hoje, e todos os abutrinhos lhe compraram e propagaram a pauta. É só "cama" para ter o que falar. A abutraiada, quando quer divagar sobre "o que pensa o Torcedor", é sinal de perigo para nós Torcedores de verdade.
E isso está na seção onde estava a falar sobre o ocaso do rival, o que não pode ser tomado como coincidência.
Cita, propositalmente, o Corinthians, e faz disso tema de uma retranca inteira, para cuspir seus lugares-comuns.
Segue a "reportagem", sempre "comentada" por este Mosqueteiro e sua Cimitarra.

Arquirrival terá Libertadores sem algozes
DA REPORTAGEM LOCAL

(
Note, aqui, que apesar de estar na "seção" dedicada ao porco, o sujeito da frase e do texto é o Corinthians, e isso não é perversamente por acaso)

O Corinthians espera muito da Libertadores de 2010, quando tentará inédito título em seu centenário, e, pela ausência de tradicionais algozes, pode festejar muito.
Boca Juniors, Grêmio, Palmeiras e River Plate foram os clubes que já eliminaram o Corinthians em mata-matas da Libertadores. O Palmeiras, que ficou fora da competição anteontem, e o River Plate tiraram os corintianos do nobre torneio duas vezes.
Desde o início da fase de longos mata-matas, no final dos anos 80, o Corinthians disputou seis edições da competição. Caiu diante dos dois maiores clubes argentinos em 1991 (Boca Juniors), 2003 e 2006 (River Plate). E experimentou eliminações caseiras em 1996 (Grêmio), 1999 e 2000 (Palmeiras).
Dentre os brasileiros classificados, o Corinthians já travou duelos e perdeu tanto de Flamengo quanto Internacional pela Libertadores, mas não foram partidas eliminatórias, eram jogos da fase de grupos, que reuniam anteriormente os campeões e os vices de cada país.
O Corinthians viu o Internacional se classificar em 1977, quando dois tropeços inesperados no Equador (1 a 2 ante o El Nacional e o Deportivo Cuenca) deixaram o Corinthians atrás em sua chave até do El Nacional.
Em 1991, o Corinthians empatou com o Flamengo como visitante por 1 a 1 e perdeu por 2 a 0 no Pacaembu, porém conseguiu avançar ao mata-mata como o segundo colocado de seu grupo.
O bambi, que nunca cruzou com o Corinthians em Libertadores, jogará sua sétima edição seguida do torneio, a 15ª em toda a história, o que o torna isoladamente o time com mais participações na história da competição -o Palmeiras também poderia completar 15 Libertadores no ano que vem, mas jogará a Copa Sul-Americana.

(
Qual a intenção, ou o foco do texto, afinal? A abutraiada é esquizofrênica...)

O Cruzeiro, que atuará na primeira fase da Libertadores, o mata-mata que antecede a fase de grupos, jogará pela 12ª vez o torneio, o que o deixa igual ao Grêmio em participações. O atual vice- -campeão da América também nunca enfrentou o Corinthians em Libertadores.
Para o Flamengo, campeão brasileiro, o torneio terá um duplo tabu. Além de o clube carioca não conquistar a principal taça do continente desde 1981, o time que entra na disputa como campeão brasileiro não consegue o título desde 1998. Na ocasião, o Vasco venceu o torneio.

(
Fala-se de todos, indiscriminadamente, mas o título fica ali em cima, e a cada linha lida perde seu sentido...)

Numa edição sem os principais clubes da Argentina, o favoritismo dos clubes brasileiros aumenta na Libertadores, que viu só dois títulos do país nesta década -em 2005, com o São Paulo, e em 2006, com o Internacional.
Dentre os brasileiros na disputa, só o Corinthians não conquistou a Libertadores.

(
Note que o texto termina como começou, com a mesma cuspida de abutre, que é a única coisa que importa para essa gentalha dizer. Percebe?)

*******
E se alguém quer uma mostra de como a trolha é da madame, leia o texto abaixo, cujo autor não deve nunca ter pisado na Arquibancada, mas está, hoje, se arrogando no direito de falar sobre Futebol. Faz só o papel de joão-bobo da abutraiada a serviço da madame. Esmiuçemos, pois.

"Fair play"
BENJAMIN STEINBRUCH

Muito da violência vista fora dos gramados decorre da falta da "fair play" verificada dentro dos campos

(
HEIN???)

SENDO BRASILEIRO , interessado ou não em futebol, sua vida é impactada por esse esporte.

(
Digo mais: sendo SER HUMANO, sua vida será sempre impactada pelo Futebol)

No domingo, por exemplo, de uma forma ou de outra você se envolveu na ruidosa rodada final do Brasileiro, vencido pelo Flamengo. Daqui para a frente, cada vez mais, crescerá esse envolvimento, até a Copa-2014.
Futebol virou coisa bem mais séria que a simples diversão das tardes de domingo, como era no passado. É um segmento da economia que movimenta bilhões de reais por ano e proporciona milhares de empregos.

(
É sério porque movimenta grana, na lógica desse liberalóide.
Mas não; é sério porque movimenta A ALMA DO POVO. Isso ele nunca conseguirá entender, pobre de espírito...
)

Apesar de não ser comentarista esportivo, gostaria de fazer algumas observações sobre futebol. Não sobre resultados -apesar de ser bambi e em homenagem ao João Pedro, acho que o título deste ano ficou em boas mãos-, mas sobre comportamento.

(
Importa saber que o autor é putinha; isso justifica toda a atrocidade liberalóide cometida por ele, e todo esse modo "à vontade" com que o faz)

No primeiro turno, um centroavante entrou na área e, vendo que perderia a corrida para o zagueiro adversário, atirou-se ao chão. O juiz, enganado, marcou pênalti.
Mostrada de todos os ângulos pela TV, não restou dúvida: a falta foi simulada e o pênalti não existiu. O centroavante, portanto, cometeu uma infração ética. Prejudicou o zagueiro, profissional como ele, que tomou cartão vermelho injusto e não pôde trabalhar na partida seguinte. Impôs também perda desleal ao time adversário.

(
Ah, mas vamos aplicar a lei de oferta de empregos dentro do campo, agora. Aplicar essa patacoada liberalóide em cima da Deusa Bola é o fim do mundo...)

São inúmeros os escorregões desse tipo cometidos por jogadores, não só no Brasil -aqui com mais frequência. Atiram-se ao chão sem sofrer falta, fingem ter sido atingidos por cotoveladas, simulam dor que não sentem e rolam na grama além do necessário quando derrubados.
Dirão os mais fanáticos que, sem isso, o futebol ficaria sem graça. Não dá para concordar. Vários outros esportes mostram jogadores com comportamento melhor e, nem por isso, perdem a graça. Assista a uma partida de tênis entre Roger Federer e Rafael Nadal e verá que eles não titubeiam em reconhecer que a bola tocou a linha, mesmo que isso os prejudique.

(
E o Phelps que conquistou tantas medalhas, "e ainda assim" fuma maconha?...
Liberalóides são esquizofrênicos, não tem jeito. E no pior sentido do termo. O problema não é a "graça" ou a "não-graça". É como o jogo de Truco - ou liberalóide também é pudico a ponto de não jogar e não aceitar o Truco? Vá pro inferno com esse politicamente correto, não é não?
)

No saibro, os tenistas costumam fazer um conhecido movimento de passar o pé sobre a marca da bola para entregar o ponto ao adversário. No sábado, o goleiro Buffon, da Juventus, em jogo contra a Inter, levantou o braço para confirmar ao juiz que a bola resvalara em sua mão e saíra para escanteio.
Escorregões éticos, infelizmente, são considerados normais no Brasil (não só no futebol, mas isso é outra história). Na Europa, jogadores que se atiram ao chão são severamente punidos pelos árbitros e repreendidos pelos próprios companheiros.

(
Claro, eles são mais éticos que nós. Mesmo tendo devastado o planeta antes de nós. Mesmo tendo criado todo esse modus operandi que essa nossa aristocracia tacanha e perversa pratica. É, amigos, liberalóides são comedores de merda, não tem jeito)

Nas últimas rodadas do Brasileiro, alguns jogadores e dirigentes deixaram claro que perderiam jogos para não favorecer rivais. Um comportamento lamentável e não punido.
No mês passado, o atacante francês Thierry Henry dominou a bola com a mão antes de tocá-la para Gallas marcar o gol que ajudou a classificar a França para a Copa da África. O juiz validou o lance, mas Henry sofreu tanta pressão que foi obrigado a se desculpar pelo Twitter. Mais de 20 anos atrás, Maradona fez o célebre gol de mão que tirou a Inglaterra do mundial de 1986. Ele nunca se desculpou e esse gol até hoje é citado como esperteza, feito pela "mano de Diós", segundo os argentinos.

(
VIVA EL PIBE!!! Chupa, Thierry, o "bom-mocinho" que assume...)

Mas a mão de Deus -assim como a dos homens- não abençoa falsidades. No país da Copa-2014, os árbitros precisam agir com rigor contra simulações. Muito da violência vista fora dos gramados decorre dessa falta de "fair play" dentro dos campos. A conduta antiética consentida dá curso à ultrapassada ideia de que os espertos levam vantagem, algo inaceitável no futebol, como em qualquer outro esporte ou na vida, em geral.

(
Não faço apologia à Lei de Gerson, pelo contrário; chuto pra longe apenas esse politicamente correto que é perverso, liberalóide, escatologicamente anti-humano. O Futebol não está sendo contemplado na visão dessa putinha. O que está sendo louvado é o "upgrade")

BENJAMIN STEINBRUCH, 56, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp.


*******
A entrevista no estrago desta terça, com um antropólogo, reitera apenas o que o liberalóide diz. Vamos à ela.

"A violência surge como os mensalões"
DaMatta faz paralelo do vandalismo no futebol com desvios de conduta na política: 'Clara ruptura das normas do bom senso'
Eduardo Maluf

O antropólogo Roberto DaMatta compara a violência de domingo no Couto Pereira aos mensalões do Brasil: "Uma clara ruptura das normas aceitas do bom senso e do razoável."

É possível encontrar explicação para a violência em Curitiba?

Uma explicação completa não creio. As ações brutais dos ataques dos torcedores aos policiais, juiz e bandeirinhas são rompimentos não esperados das regras que comandam o encontro esportivo (um confronto competitivo, no qual todo mundo sabe que vai haver alegria e decepção) e a vida social em geral. Nesse sentido, a violência surge como os mensalões: uma clara ruptura das normas aceitas do bom senso e do razoável. Desse ponto de vista, a violência equivale ao acidente, ao inesperado e ao não previsto. Claro que se espera frustração, decepção e que não é fácil lidar com isso num estádio de futebol numa disputa que vai levar um time não para cima, mas para baixo. Se os jogadores não brigaram e o derrotado aceitou tão bem a vitória do Fluminense, esperava-se uma manifestação normal, ainda que grosseira ou patética dos perdedores. O que vimos, porém, foi bem além da conta. Ultrapassou os limites do bom senso.

Os problemas no cotidiano são levados ao campo de futebol ou esse é um tipo vazio de explicação? A impunidade contribui para cenas como aquelas?

Há um elo entre futebol e cotidiano. É o elo do excepcional e da ausência de obrigação e trabalho que são próprias do mundo "real" ou verdadeiro. O problema é que, para nós, seres humanos, tudo o que focamos pode tornar-se real e verdadeiro. A impunidade aqui tem, a ver, penso com duas questões: (a) o fato de que o torcedor se pensa como anônimo e inimputável porque ele age como parte de um grupo sem fronteiras (uma torcida) e não como um indivíduo ou pessoa responsável; e (b) ele sabe que o futebol não é algo tão sério quanto uma fábrica, de modo que sua reação extremada não seria levada com o mesmo teor de seriedade se fosse em outro lugar. A impunidade geral contribui como um grande pano de fundo, porque ela causa enorme revolta e é enorme violência contra quem é cidadão de bem que não vê os criminosos serem enjaulados ou punidos.

Os torcedores agiram em grupo e perceberam que a polícia estava em menor número. Se houvesse mais policiais, os vândalos teriam, provavelmente, se intimidado...

Se a polícia tivesse agido com mais disciplina, formando uma linha, eles provavelmente teriam recuado. Valeu o proibido proibir que faz parte da nossa ideia errônea segundo a qual numa democracia tudo é possível e o povo de Deus (ou do Diabo, como foi o caso) pode fazer tudo.

Há algum modo de reduzir a violência? Que punição deveria ser adotada?

O único meio de reduzir a violência é falar dela com integridade: querendo saber o que realmente ocorreu no estádio e dentro dos torcedores. Em seguida, estabelecer regras e limites para que seja evitada e cumprir as regras, ou seja, colocá-las dentro de cada um de nós, coisa que não fazemos no Brasil. Ademais, o episódio revela isso que nós, antropólogos, estudamos com tanto afinco e deslumbramento: o fato de que mesmo nesta era de computadores, redes, globalizações e outros bichos, ainda há o mistério da vida em grupo, o amor pelo clube que desencadeia não mais amor, mas ódio.


Até existe um fundo de verdade nisso. Mas o paralelo segue sendo perverso, e visa apenas o tal do upgrade.

Enfim, reflitamos pois. O que estão fazendo do Futebol não é por acaso.
Quererem destruir o Futebol não é por acaso.
Estão tirando o Futebol do Povo, coisa que o Corinthians havia revertido na segunda década do século vinte.
O amor pelo clube e os "mistérios da vida em grupo" são coisas que esse antropólogo, por mais que leia e conheça, nunca alcançará, POIS NÃO VIVENCIA. A coisa é mais simples do que essas falsas teorias!
E todo este post veio de coisas publicadas só hoje. É um material nefasto, assustador, e mostra a que passo está essa vontade de elitizar o mundo, dessa corja imunda elitista.
Elitista não apenas em termos financeiros. Não. Como mostra o "upgrade", é elitismo no modo de ver o mundo, mesmo que esteja num poço de merda.
ACORDA, BRASIL

Décimo Quarto Capítulo

O Time do Povo
“Per Aspera Ad Astra”


Por Filipe Martins Gonçalves

No capítulo anterior mencionamos o Sr. Guido Giacomelli.
Dissemos aqui que o Corinthians o havia colocado como técnico, criando uma função administrativa que até então não existia, e que ele funcionava, na prática, como um diretor de Futebol.
Isso tudo porque era, também, o presidente eleito. Portanto, o que o Corinthians fazia, em termos administrativos, era passar o comando do Futebol do Capitão para o Presidente. Como dissemos, não fosse o fator da construção do estádio da Ponte Grande, talvez isso não tivesse dado tão certo, como de fato aconteceu.

Guido acompanhou o Timão como técnico por 117 partidas, comandando craques como Neco, Amílcar, Del Debbio, Ciasca, Gambarotta, Tatu, Rodrigues, Grané, Colombo e Aparício, nomes que figuram no Panteão Alvinegro, na História que nenhum outro Clube tem igual, em uma época na qual o Futebol era feito com o suor no campo, o sangue nas veias, a fibra e a raça dos jogadores e do capotão da bola.
Seu aproveitamento foi nada menos que 78% e não é superado por nenhum outro técnico em qualquer outra época.
Sem dúvida foi um dos períodos mais marcantes e formadores do Corinthianismo. Pois quando o Corinthianismo não foi forjado na luta, como no ano de 1915, foi forjado nos louros da Vitória através dessa mesma luta.

Um episódio marcante desta época aconteceu no dia 9 de julho de 1922. Os aviadores portugueses, bravos que pela primeira vez atravessaram toda a extensão do Oceano Atlântico a bordo de um avião (rudimentar, por óbvio que seja, o que denota ainda mais a bravura, além de ter sido a primeira vez na História da aviação), estavam em Conferência na cidade.
Os Srs. Gago Coutinho e Sacadura Cabral tiveram o privilégio de verem, em homenagem ao próprio feito desbravador e corajoso, uma partida entre Corinthians e Palestra, desde então os dois clubes mais populares.
A Taça seria ofertada também aos órfãos da 1ª Guerra. Chamou-se "Taça Cântara Portucália", e foi disputada no Pq. Antárctica. O resultado dessa partida foi 2 a 0 para o Coringão, mas o que importa mesmo é o acontecimento social, capitaneado pelo próprio Guido Giacomelli, como podemos ver na reprodução do cartaz.
Coisa de outros tempos.

(Observem a “pose” dos palestrinos, à esquerda. Guido Giacomelli, com seu chapéu preto, na Tribuna ao lado dos homenageados, ao centro. As moças de chapéu, entusiasmadas, acima e à direita. O jogo foi 2 a 0 para o Coringão, e à direita, à meia página, podemos ver o frango da arqueiro palestrino, tomando uma bola debaixo das pernas. Vergonha palestrina!)

O Corinthians foi tri-campeão paulista sob seu comando, como já dissemos, e a base do time, construída por Guido, durou até o outro tri-campeonato, de 1928, 29 e 30.
Em 1923, e esses detalhes jamais serão explicados, Amílcar Barbuy, Corinthiano de primeira hora, que havia acompanhado e tido a companhia de Neco durante toda a carreira futebolística, desde a A.A.Botafogo, até o time principal do Corinthians, e que tinha uma ligação familiar com o Clube, se retirou.
Foi para o rival. Mas no ano seguinte o Corinthians sagra-se tri-campeão, sob o comando de Guido e Neco, e apesar de seu excelente Futebol jogado, Amílcar não faz assim tanta falta, pois a base de Guido se mostrou forte o suficiente para suprir qualquer carência naquele setor. O Corinthians não iria acabar por causa de um jogador.
Aliás, é sempre bom lembrar: o Clube que estava fadado a ser apenas um sonho sobreviveu e ano que vem completa o primeiro século de intensa vida.

A Ponte Grande foi o palco de tudo isso, mas não durou muito; cerca de dez anos. Aqueles problemas no contrato se mostraram irrevogáveis, como não teriam sido para outro Clube, e o Corinthians entrega um patrimônio construído com o suor dos associados à Municipalidade, sem qualquer tipo de compensação.
A contrapartida do Corinthians, na verdade, foi seu fortalecimento, seu crescimento, e a prova de que nada pode parar, obstruir ou tentar acabar com o sonho, com a utopia dos Corinthianos. Ficou da Ponte Grande a grande lição de vida, como é o próprio Corinthians; o Corinthians não desiste e cumpre seu compromisso sem depender de ninguém, a não ser de seu Povo. Pois o Corinthians é, assim mesmo, o seu próprio Povo.
O patrimônio era constituído de 13.506 m², um campo com arquibancadas, bares e vestiários, fruto de dez anos de trabalho árduo, com todas as árvores que a Prefeitura determinou que deveriam ser mantidas. E foi passado adiante à A.A.São Bento, que pagou quantia relativamente irrisória por tudo o que dispunha ali.

O sucesso do Corinthians era latente, a vontade dos associados por um terreno maior era grande, e já não havia terreno a dispor ao redor do Centro.
Guido passara a Presidência a Ernesto Cassano já em 1925, quando o Corinthians apenas assustou a anticorintianada faturando o vice.
Em 18 de agosto de 1926 a primeira gleba do Parque São Jorge começava a pertencer ao Sport Club Corinthians Paulista, em escritura lavrada no 6º Tabelionato de Notas.
Assad Abdalla e Nagib Sallem vendiam as terras que possuíam, naqueles lados chamados de "cinturão verde" da cidade, por conta das chácaras que ali havia, e que não passavam de um tranqüilo lugar para se "caçar tatu a pé". Por conta da origem desses dois sócios, ficou marcada a versão incerta de que o Corinthians teria adquirido esse primeiro lote do clube Sírio.

Junto com o Corinthians chegava à futura Zona Leste dessa megalópole todo o seu Povo.
O Corinthians, nas mãos dessa nova diretoria, que soube arregimentar tudo o que Guido e seus antecessores haviam construído, se tornava um Clube com visão de futuro.
Ninguém imaginava, à época, que aquela bucólica e remota região seria um dos lugares mais povoados da cidade. Com certeza tal impulso deve muito ao Corinthians Paulista, que também aproveitou a existência do bonde da Penha para crescer e levar seu Povo ao seu novo estádio, outro monumento construído pelo suor e pelas mãos Corinthianas.

A história continua...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Acabou o ano

Pelo menos para o Futebol.

No caso do Coringão, com uma surpresa.
Não pela vitória em si, pois os mineiros no geral costumam tremer diante do Manto Sagrado do Clube do Povo, mas pelo fato do coiso inominável ter feito um golaço, de fora da área, indefensável. Além de sofrer um pênalti que o canalha do apito não marcou. E de ter convertido o pênalti que Matias, após uma jogada linda, sofreu.
Precisaram pará-lo na porrada, os dois carniceiros. Ele e todo aquele tamanho de Pulga dele... Só a porrada para parar esse moleque.
O terceiro gol do Bill, outro coiso, foi com o gol livre. O zagueiro que o marcava deixou o ângulo aberto, quase pedindo para que chutasse. Ainda assim, um golaço. O que aconteceu nesse sábado?...
O Júlio catou mais um pênalti na carreira.
Enfim, não sei se o galo entregou a partida (como é moda agora dizer, não é mesmo?), mas que esses gols são obra do acaso, ah, sabemos que são.
Menos o pênalti, que seria um golaço de Matias.
Obras do acaso. E o Corinthians termina o ano com vitória, de 3 a 0, no Mineirão.
Mano Menezes renovou, mas que esse coiso que veio fazer gol agora se retire, pelo bem da saúde de todos nós. O golaço que não adiantou nada...
A limpa acontecerá.

São Jorge escreve certo por linhas tortas.





Antes do ano da Copa do Mundo, o 'verde' foi amarelo. Um porquinho das antigas, daqueles da época excelentemente retratada pelo Porta-Voz aqui, me surgiu dia desses por acaso. Disse-me que iriam estragar nosso Centenário. Mas ano que vem, pra ele, será verde-amarelo, e isso se torcer pela Seleção. E a bixarada só tem a "Libertadores seguida" para "exaltar" através da abutraiada, com todo seu "marquetim".

O CENTENÁRIO COMEÇOU,
FAMÍLIA CORINTHIANA.


É hora da Cimitarra.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Décimo Terceiro Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves
(Publicado no Blogue da Yule)

O final da primeira década de vida serviu para consolidar o Corinthians como a grande potência popular do estado. O Corinthians adquiriu uma importante fonte de renda, além do bom e velho chapéu que se passava entre os sócios a cada vez que se confrontava com a dificuldade financeira - e foram muitas.
Não fosse o passo ousado de se adquirir a Ponte Grande, o Corinthians seguiria tendo que sustentar outras praças.

Ficava na atual Ponte das Bandeiras, que antigamente chamava-se Ponte Grande, em contraposição à Ponte Pequena, sobre o Tamanduateí, na mesma avenida, em direção ao Centro.
E além de tudo, o Corinthians adquiria um chão, na beira do rio, entre outros dois clubes, o Clube de Regatas Tietê e a Associação Atlética Paulista. Passou a receber a família Corinthiana em festas, não apenas quando havia jogo ou treino.
O campo da Ponte Grande foi, durante todo esse tempo, uma das principais praças de esporte, ao lado do Parque Antárctica onde jogava o Palestra, e o campo do Jardim América, onde passou a jogar o Paulistano após o progresso varrer o Velódromo do mapa, em 1916.

Mas o time ainda não havia se acertado.
Os dois principais jogadores, Amílcar e Neco, estavam empenhados em ganhar o campeonato sulamericano pela Seleção Brasileira, e sobrepujar os uruguaios e argentinos. Friedenreich foi o autor do gol na segunda prorrogação da final contra o Uruguai, em 1919. A jogada foi de Neco, que driblou quatro uruguaios e entregou a deusa bola, macia, para o artilheiro fazer.
Amílcar foi o Capitão do Corinthians de 1915 a 1920. Mas o Futebol já havia mudado. Amílcar acumulava as funções de jogador, Capitão, técnico, sócio e torcedor.

Em 1921 o Corinthians colocou Guido Giacomelli como técnico, criando uma função administrativa que até então não existia. Guido funcionava, na prática, como um diretor de Futebol.
E isso foi possível graças ao campo da Ponte Grande, feito pelas mãos Corinthianas.

A cidade crescia e já comportava muito mais de meio milhão de habitantes no começo da segunda década de vida do Corinthians. Imigrantes chegavam, muitos, todos os dias, s clubes populares se engradeciam e as mudanças no Corinthians surtiam efeito.
O Corinthians acerta o Timão em 1922, acabando com a hegemonia do Paulistano, e já com uma torcida que fazia o Corinthians se projetar nacionalmente. Na verdade foi o que aconteceu, quando o Corinthians venceu o América, o campeão carioca.
Campeão do Centenário da Independência, esse título colocou o Corinthians na "idade adulta". Tinha sede, tinha muita fama, era o Campeão dos Campeões do Centenário e se preparava para ganhar seu segundo tricampeonato, ou primeiro tricampeonato se esquecermos que o ano de 1915 existiu, o que é impossível.

Se pensarmos no ano de 1915, e imaginarmos tudo o que os Corinthianos passaram para construir um sonho, temos uma dimensão razoável do que vem a ser o Corinthianismo.
O Corinthians lutou para chegar à glória. Nada no Corinthians é por acaso, nada são folhas jogadas ao vento.
Pelas origens que tem, não é por acaso que o Corinthians é hoje o Grande Corinthians.
Pensar em 1915 é ter 1922 como o resultado de uma perseverança, de uma esperança, de uma fé e de uma força que não se viu em nenhum outro clube.

Em apenas três anos de vida, o Galo Brigador da Várzea surge, com as próprias pernas e Futebol bem jogado, no Futebol "oficial" da elite paulistana. Com quatro, é Campeão Invicto do Futebol "oficial". Com seis, seria o tricampeão. Invicto!
Com doze, de um patrimônio do tamanho do amor dos Corinthianos, o Corinthianismo desenvolveu um Clube com uma Sede. Sem depender de ninguém, pelo contrário, indo sempre contra a corrente conservadora, que "precisava" diminuir o Corinthians.

"Per Aspera Ad Astra", pela árdua luta o Corinthians chegou às estrelas.
Ou sempre esteve ali, como o Cometa que passou em 1910 cortando o céu com sua luz, como uma cimitarra.

E a História continua...

(Boa leitura: Coluna Além dos Fatos, de Henrique Nicolini)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Inimigo se enterra

Meu caro Confrade escreveu, e eu publico aqui.
Pois o desvio de foco da anticorintianada passa dos limites. Rotos, imundos e mal-lavados querem falar de Futebol sem ver que é uma Guerra. Muitos acertam quando dizem que isso tudo é culpa desse formato imbecil e anti-futebolístico de disputa.
Mas alguns tornam a apenas repetir a ladainha promovida pela obscura abutraiada, sem nem perceber.
Tudo para fazer a "cama" para o ano em que o Corinthians completará um século de Gloriosíssima Vida.
E como se trata daquele Clube de Carroceiros, Operários, Carvoeiros, que "deveria" ter se contentado com o próprio fim no "próximo inverno", mas foi adiante e VENCEU AS BARREIRAS IMPOSTAS POR UMA SOCIEDADE ELITISTA e escrota, Ah, então é com esse Clube mesmo o problema todo. Aliás, não só venceu as barreiras como, derrubando-as, permitiu que os outros também viessem participar do Futebol (capice, Rivale? Quer honradez maior que essa?...).
Entenderam, CORINTHIANOS(AS)?
Isso é só uma prévia do que virá!
ACORDA FIEL!!!
É HORA DA CIMITARRA!!!
*******
Inimigo não se ressuscita.
Inimigo se enterra.

"Começou na segunda-feira: um bambi japonês, pai de um colega de escola do meu filho, típico bambi, que, após a “vitória” delas sobre o Vitória, jogou no ar um “acabou o campeonato”, olhou com um olhar condentatório para mim, como quem diz: “Vocês entregaram o jogo, seus desprezíveis”.
Agora, um outro bambi que eu conheço, me enche os piquás todos os dias, via e-mail. Minha última resposta foi mandar um e-mail com várias fotos de caixas de lenços.
Dessa forma, refletindo bem e levando em conta que:
-estamos felizes com a derrota delas, que já haviam preparado mais um DVD, com o título provável de “Soberaníssimo”;
-que o Flamengo foi o único “co-irmão” que se solidarizou conosco em nossa queda, além da ajuda que nos deu em 97;
-que a mídia gosta de dissociar o “amadorismo” do torcedor do “profissionalismo” dos jogadores, ou seja: o torcedor pode gostar que a derrota do seu time prejudique um inimigo, mas o atleta tem que ser profissional, blá, blá, blá...;
- QUE A TORCIDA DO CORINTHIANS É A ÚNICA QUE TEM UM TIME, AO CONTRÁRIO DOS OUTROS TIMES, QUE TÊM UMA TORCIDA;

Quero dar uma banana para a anticorintianada bambi da mídia, da torcida, o escambau. Quando o JUJu construiu o muro da vergonha, confinou a Fiel e jogou bomba na galera, não houve nem 1% da repercussão do que a “entregada” teve.
Outra coisa: o grupo de jogadores bambis estava rachado, no tal do jogo que teria livrado o Corinthians da segunda divisão paulista, em 2004. Um dos jogadores que não queria a vitória foi o famigerado Souza, vulgo Lacraia. O mesmo Souza que, jogando pela Portuguesa Santista, na semi-final do Paulistão de 2003, já contratado pelo bambi, se escondeu, fez corpo mole e foi ingrato com o time que o havia tirado do ostracismo, após o fiasco no Botafogo.
Não conheço a Leonor Macedo, mas ela não representa a torcida do Corinthians. O que ela escreveu é a opinião dela, que respeito democraticamente. E só.
Vão à merda, bambis! Perderam para o Foguinho e para o Goiás e agora querem encher o nosso saco????"
*******
Apenas algumas considerações farei, de importância; publiquei o artigo da Lelê porque ela fala em ficar velhinho acreditando na santa ignorância. Isso é poético e condiz com a Alma Corinthiana, sem dúvida nenhuma. Mas, sobretudo, porque neste mundo-juquinha estamos a mercê das opiniões "censurativas" na base do descrédito das opiniões contrárias ao que dizem os "arautos da verdade". É nesse sentido que meu Confrade acerta ao dizer que é opinião dela, e é mesmo. Mas estão usando a opinião saudável dessa amiga para promoverem as opiniões anticorintianas. Assim sendo, incorporo o texto dela ao meu blogue. Eu queria ganhar do meigo, nunca escondi isso. Disse até para meu Confrade: "se o meigo quiser ganhar, tem que jogar muita bola". E nada disso aconteceu. No domingo me senti triste sim, mas mais Corinthiano, como acontece todos os dias.

No mais, o Grafite em 2004 queria se firmar. O bambi que vier dizer que "ajudou o Corinthians", terá antes que se lembrar que PERSEGUIU Grafite após o gol. E que a claque de débeis mentais alienados gritava "entrega, entrega, entrega". Ao contrário do que a mente sórdida e desviada de um bambi pode imaginar hoje, agora, um dia Futebol foi uma Guerra - e pasme, continua sendo!
Barata não tem memória, mas nós temos.

E pra porcada que gosta de lembrar de 1988, o gol que o Caçapa fez não faria nenhuma diferença. Por isso mesmo a tiração de sarro de ver o nome do clube de vocês ser gritado pela Fiel Torcida é uma humilhação maior que a mão ausente do moleque comedor de acarajé (que, reitero à Izabel, não é porque ele é baiano, até porque ele é carioca, mas sim porque voltou da linda, gloriosa e magnânima Bahia todo gordo de tanto comer acarajé - só isso).

Assim sendo, leiam o que diz o Seo Croce hoje. E se forem comentar por lá, cuidado com os Carmine Senise, mentalidade que ressuscitou das trevas obscuras.

E, pra finalizar, a mão ausente não fez diferença nenhuma no resultado de domingo, garantido pelo canalha do apito. O que apenas prova que a anticorintianada tem merda na cabeça quando usa isso como desvio de foco.
Esse moleque é problema nosso, e a menos que vocês o queiram para si, anticorintianada fétida, terão que engoli-lo. Compreendem?

AQUI É CORINTHIANS!!!

*******
Hoje, dois de dezembro, esse carcamaninho sorridente e Corinthianíssimo, no colo de sua Nonna, Margherita Brancaleone e do lado de seu irmãozinho Jacintinho, meu Pai Gordão, André Luiz Gonçalves, faria 61 anos.
OBRIGADO, PAI GORDÃO!

E hoje, por aquelas coincidências que São Jorge explica, já faz dois anos que o CENTENÁRIO COMEÇOU.

E hoje é o DIA DO SAMBA.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A santa ignorância

A anticorintianada ficou ouriçada. Arranjaram a "desculpa" para o campeonato perdido, cada um dos adversários.
O Corinthians, é bom frisar, jogou o ano fora. O jogo de domingo já estava perdido quando o moleque comedor de acarajé tirou a mão, aos 48 do 2º tempo.
E a anticorintianada só precisou desse factóide para se livrar da própria incompetência, e reclama agora que o "Corinthians não fez sua parte".

Porra! Não fez sua parte diante da própria Fiel Torcida o semestre inteiro!

Mas é que gente mal-intencionada sempre pulula desse pântano sujo quando é para apontar o Corinthians.
É o carrinho desleal que deveria ter rendido expulsão, propositadamente esquecido quando se fala em Corinthians em vão. E como quem me disse isso ("não fez sua parte"...) foi um bambi, hoje de manhãzinha, respondi de bate-pronto; "e os quatro gols que a mentira verde do cerrado enfiou no teu cu, você não sente mais? Você é só anticorintiano ou é bambi também?"
Ficou no ar a minha pergunta. É que parecia que ia chover...

Por desvio de foco, esses diálogos se tornam emblemáticos.
Antes de ver o próprio umbigo, ver as merdas que fez, que estão por lá, a anticorintianada elege o Corinthians, que é sempre usado pela abutraiada e pela anticorintianada com fins de "descarrego", como a Geni, aquela na música do poeta, é usada pela cidade.

E isso, Família Corinthiana, é só um petisco perto do que está por vir. O Centenário começou.
É HORA DA CIMITARRA!!!

Querem exemplos de ataques gratuitos, apenas para "usar" o nome do Clube mais amado do mundo, o Clube dos Mil Povos, o CORINTHIANS?
Peguem a capa de um sórdido jornaleco, e vejam que ali está algo como "corintiano se joga do 3º andar para comemorar gol da mentira verde contra o puteiro".
Ora, fosse o contrário, você acha realmente que sairia na capa? De jeito nenhum.

Enquanto isso, um apedrejamento estranhíssimo no chiqueirônibus quase pega o muriçoca, mas ninguém fala nada. O promotor veio a público dizer, sobre esse episódio, que há coisas que "o tema é muito delicado, mais do que imaginam"; resta dizer o que é que "não imaginam", afinal seu cargo é público, promotor.
É mais vantajoso e fácil para a imundicíe da abutraiada arrumar um factóide, como o do moleque comedor de acarajé, para deliberadamente desviar o foco. Pois a anticorintianada engole isso da mesma forma que a minhoca limpa a terra. É difícil conviver com os próprios fiascos.

E essa das moranguetes? Entrar na justiça se o "rival" não se esforçar? Sim, "rival" entre aspas pois quando foi para rebaixar o CORINTHIANS, as putanas se beijaram, beijaram o símbolo do "rival", se abraçaram, sentaram no colinho uma da outra, e tudo o mais. Dia 2/12/2007; amanhã completará dois anos.
Alguém aí se lembra do que aconteceu em Goiânia nesse dia? Não, porque na cabeça da anticorintianada, naquele dia, só aconteceu uma coisa. E para esta coisa não "se pode" desviar o foco.

E se é HORA DA CIMITARRA, o corte vale ali, dentro de casa.
Só porque não queremos ver o nome do Clube que amamos colocado nessa fogueira. Tiraremos ele da fogueira, mesmo chamuscado. Nós consertaremos. E o guardaremos, sob nossas Cimitarras.
E concordo com o que Lelê me disse, quando fui lhe perguntar se me autorizava a publicar aqui em meu blogue (sim, pois teve um calhord1nho de latrina que sequer perguntou se podia).
"Às vezes é melhor escancarar as nossas cagadas pra que isso não se repita".
Sábia Corinthianíssima Lelê.
Pois isso é coisa nossa, mas nós deixamos a anticorintianada espiar.

O texto abaixo, da nossa companheira de Arquibancada Leonor Macedo expressa tudo o que a Alma Corinthiana sente e não diz para não deixar a santa ignorância se esconder. A santa ignorância nos protege da lama, das cagadas, e tudo o mais. Aqui, tentei expressar minha indignação sem tocar na hombridade de quem "trabalha" pelo Corinthians.
Mas o texto me foi impactante demais para deixar passar. Acho que todo Corinthiano tem que ler isso. Mais ainda, todos os que estão sendo jogadores do Corinthians, membros da Comissão Técnica, diretores, e o próprio tampão que se efetivou.
É um texto de Corinthiana para a Família Corinthiana. A anticorintianada poderá até ler, mas isso não fará diferença, pois só o que importa é o CORINTHIANS. E qualquer anticorintiano terá, antes, que fazer auto-análise para ler o que segue.

Há quem diga que, pela rivalidade, "vale tudo".
Digo que compreendo esse raciocínio, pois aqui em minha cachola vive tanto um quanto outro. Mas pelo idealismo, fico com a santa ignorância. Pelo menos enquanto a Consciência Corinthianista falar mais alto.

E, por isso tudo, segue o texto - valeu, querida Lelê.

CORINTHIANISMO
por Leonor Macedo


Se você gosta de futebol e já sabia que a rodada de domingo, 29/11, estava arranjada para favorecer o Flamengo antes mesmo de ela acontecer, aconselho que desista do esporte. Que tente canalizar sua energia para algo mais legítimo, mais honesto, mais respeitoso, mais digno. Porque futebol é isso: é o ópio do povo, é irracional e se pararmos para pensar, a gente pára de gostar. É amor, é paixão, é utopia, é ingenuidade. É burrice.

Fui para Campinas, com toda a minha burrice e ingenuidade, confiando no discurso da diretoria do Corinthians e dos jogadores de que seria o “jogo do ano”. Ronaldo prometeu uma chuva de gols, outros jogadores afirmaram que dariam o sangue, o técnico se irritou ao ser questionado sobre um possível favorecimento ao Flamengo para eliminar as chances do São Paulo ser campeão: “o Corinthians estará empenhado para ganhar. Se o São Paulo não fez a sua parte, não é um problema nosso.”

Acreditei e fui confiante! Comprei meu ingresso mesmo sabendo que a renda do futebol seria destinada ao carnaval do centenário, em 2010. Mesmo sabendo que o correto é utilizar a arrecadação do futebol com o futebol. Fui porque meu amor pelo futebol é muito maior do que meu ódio pelo carnaval.

Cheguei a Campinas cedo, ganhei uma carona de carro e almocei em um shopping relativamente próximo ao estádio. Vi dezenas de corinthianos exibindo suas camisas orgulhosos, confiantes na equipe, assim como eu. Porque me recuso a acreditar que algum corinthiano realmente estivesse interessado em uma derrota para o Flamengo apenas para prejudicar o São Paulo. A rivalidade não pode ser maior do que a vontade de ver seu time ganhar qualquer coisa, até campeonato de Master. Cresci aprendendo que existem apenas dois tipos de torcida no Brasil: a corinthiana e a anticorinthiana. A nossa, até então, era a corinthiana.

Quando entrei no estádio (com uma entrada relativamente organizada nas catracas do Fiel Torcedor, diga-se de passagem), acomodei-me em um degrau semi-alagado e vi o Brinco de Ouro da Princesa lotar de corinthianos e flamenguistas, que também compareceram.

Foi quando Evandro Roman apitou e a vergonha começou. Não falo apenas de erros grotescos de arbitragem porque, se eu sou ingênua a ponto de acreditar na hombridade de um elenco todo, sempre acreditei em juiz ladrão. Falo de corpo mole, de recuar a bola para o goleiro em um ataque, de 90% de passes errados, de contusões inexplicáveis, da expulsão do nosso capitão, do nosso técnico.

De 10 jogadores caminharem dentro de campo (o único que tentou foi Defederico, que não fala português e que talvez não tenha entendido a recomendação de entregar uma partida), de um goleiro não tentar pegar a bola em forma de “protesto” contra a arbitragem (e o melhor protesto que ele podia ter feito ali era agarrar o pênalti e honrar os milhares de corinthianos que estavam na arquibancada).

De o nosso elenco fazer o que fez estampando o rosto de centenas de corinthianos na nossa camisa (a obrigação de ganhar a partida podia ser só por esse motivo).

De ouvir um meia do Corinthians que está de férias desde o fim do Campeonato Paulista justificar seus erros na arbitragem (concordo, Elias, que o juiz errou, é péssimo e tem que ser punido, mas quando foi que o Corinthians dependeu de juiz?).

De ver o nosso técnico ser expulso quando ele é o primeiro que tem que manter a cabeça fria para dar tranqüilidade ao elenco, honrando o salário milionário que ele recebe. E depois reclamar da arbitragem também, sendo que o próprio, no meio do campeonato, afirmou que a prioridade nunca foi o Campeonato Brasileiro, mas o time em 2010.

A prioridade, senhor Mano Menezes, é respeitar o torcedor do Corinthians e tentar vencer tudo o que se propuser a ganhar. Eu não tenho seis meses de férias, nem ganho um centésimo do que o senhor ganha e trabalho com seriedade.

Saí do estádio sem conseguir falar uma palavra. Atônita e surpresa sim, porque eu acreditava que o elenco do Corinthians pudesse, pelo menos, honrar aqueles que acreditavam. Porque sempre acreditei que eu, como torcedora, pudesse ter alguma importância (mesmo que financeira) para o clube.

Voltei para São Paulo pensando que por muito menos a torcida expulsou do clube um dos maiores jogadores da história do futebol, o Rivelino. Que, mesmo naquele contexto importantíssimo que é um Corinthians X Palmeiras, ele pode ter errado, mas jamais entregado uma partida a nosso rival. Que a gente pode ter perdido um clássico, um título, mas que não perdemos a dignidade tanto quanto neste domingo, em Campinas. Nem quando fomos rebaixados para a Série B.

Sei que a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians. No próximo fim-de-semana, por exemplo, é a última rodada do campeonato e o Grêmio anunciou que pode escalar o time reserva contra o Flamengo apenas para prejudicar o Inter. Que o mesmo Inter entregou uma partida para prejudicar o Corinthians contra o Goiás, em 2007. Que muitas pessoas consideram isso absolutamente normal no futebol e depois reclamam de ética em seu trabalho, nas relações pessoais, enfim, em sua vida. O futebol é espelho de tudo isto. Se a falta de dignidade não é única e exclusiva da diretoria do Corinthians e do elenco corinthiano, é com ela sim que eu me preocupo, porque eles, infelizmente, carregam o escudo que eu defendo.

Se todos os anos para mim terminam com o fim da temporada de futebol, 2009 foi o ano que terminou mais cedo. Curarei minha ressaca futebolística longe de Corinthians X Atlético-MG. Sei que a minha fé no futebol retornará assim que a ressaca passar. Que eu encerrarei o papo de “não bebo mais” e continuarei enchendo a cara dessa cachaça. Que seguirei acreditando que outro futebol é possível: com dignidade, honestidade e hombridade. Com jogador que defende o escudo do clube acima de qualquer dinheiro, com dirigente que recusa mala branca e leva em consideração sua torcida, com elenco que não entrega a partida, com torcedor apaixonado que prefere ver o time ganhar a ver o rival se dar mal. Morrerei velhinha acreditando. E precisarei de dois caixões: um para mim e outro para a minha santa ignorância.

AQUI É CORINTHIANS!!!