sábado, 31 de julho de 2010

Jogo das barricas, terceira edição

Família Corinthiana:

Em 2008, meia dúzia de radicais, intolerantes e irracionais Corinthianos e rivales que viviam trocando suas farpas por blogues, e-mails e que tais - ainda não havia se disseminado o Twitter - resolveram consertar o ato mais irresponsável das diretorias de Corinthians e do porco de sua história. Um dos gaiatos teve a idéia de jerico e o restante não só concordou como ajudou a viabilizar aquilo que viríamos chamar de Jogo das Barricas - a reparação histórica.

Quem ainda não entendeu nada, deve obrigatoriamente visitar o Cruz de Savóia para ter noção exata do que foi a "Taça Augusto Mundell", eternizada e popularizada nos registros futebolísticos como o Jogo das Barricas a que nos referimos. Tal alcunha foi dada graças às esmolas arrecadadas pelas duas grandes equipes paulistanas, mais a Lusa, em benefício do time de Jd. Leonor, numa atitude que nos custou caro pouco tempo depois, com a intervenção na presidência do Corinthians e a mudança do palestra para parmera - a própria purtuguesa foi vítima de um dos rolos das madames, comprando o Canindé depois que ele foi tungado pela escumalha dos alemães.

Pois é contra essas e diversas outras aberrações da história sombria do time de madames que queremos não só denunciar, mas também prestar tributo a todos os nossos Guerreiros antepassados. Mais ainda, eis a prova de que Corinthianos e rivales (e agora consta que teremos a participação de uma esquadra de bigodudos) conseguem conviver em clima fraterno quando o que está em pauta não é a disputa do maior clássico do mundo.

Assim, a 3ª Edição do Jogo das Barricas será realizada no próximo dia 21 de agosto, um sábado, a partir das 15h. Conseguimos, desta feita, fazer com que o evento aconteça na gloriosa Várzea de Piratininga, local de gestação daquele Futebol que todos aprendemos a amar, o Futebol do Povo. Voltar à Várzea, aliás, ganha mais significado porque é um protesto contra a modernidade assassina, tão peculiar daquele clube que temos o prazer de combater.

Pedimos, então, a colaboração de R$20 dos interessados para custear o aluguel do campo e o churrasco que será feito durante e depois da partida. A cerveja e demais bebidas não estão inclusas, mas poderão ser adquiridas a preços honestos no bar da agremiação que irá nos receber. Infelizmente, não podemos divulgar abertamente o local do jogo por questões óbvias. As informações só serão enviadas para quem se identificar via e-mail (cramone99@gmail.com ou cruzdesavoia@gmail.com) e garantir presença. Posteriormente, iremos divulgar uma conta corrente para receber os depósitos. A prestação de contas será cristalina e, caso haja sobra, ela entrará no rateio das geladas.

Aos Corinthianos e rivales, reforço que essa edição será a "nega", já que os alvinegros levaram a primeira e os de verde faturaram a segunda. Quanto aos uniformes, vale a sugestão de levar tanto o primeiro quanto o segundo fardamento, para que os presentes decidam no voto qual das camisas deve entrar no gramado.

Recado final: leve suas moedinhas! Afinal de contas, madame está descontrolada também nos cofres e a intenção é despejar uma barrica cheia níqueis na porta do Morumbi. Contamos com a presença!

Jogo das Barricas - 3º edição
Data: 21 de agosto - às 15h (pontualmente)
Preço: R$20 (aluguel do campo e churrasco)
Inscrições e informações: cramone99@gmail.com / cruzdesavoia@gmail.com

Façamos como o Gigante Rafael Chiarella, na imagem abaixo.

Ponhamos no cofrinho.
E VAI CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Nós, os Torcedores

Neste domingo fomos ao último jogo desta Era do Futebol, que já é passado.
Havia ambulantes vendendo bebida alcoólica, ingressos, e até pernil.
Com esse tal de estatuto, a repressão ao cambismo será uma temeridade, como é uma temeridade a repressão aos ambulantes. Mas é assim que nosso povo se deixa agir, e é assim que deixamos que funcione essa nossa sociedade.
Foi a última vez que cantamos dentro do ônibus de linha, que xingamos bandeirinha no alambrado, que cantamos certos cânticos que já são proibidos...

Mais uma vez na história da humanidade, o ludopédio será "contido" em suas expressões. Em nome não da moral e dos bons costumes, mas para privilegiar as cifras.
O Futebol voltará a ser passatempo da aristocracia, cem anos depois do Coringão devolvê-lo ao povo.
A grande contradição é que o cara que promoveu a canetada pra essa grandiosa patifaria foi o dito Corinthiano, o Presidente da República.
Contradição em termos. Muito mais pelo que significa a figura pública do que pelo que fez enquanto figura pública.
Que sirva de alerta, tudo o que isso significa.
A nossa sociedade excludente está sofrendo mais um golpe com vistas a uma elitização quase irrevogável. Aquele que estiver lendo isso e pensando "ora, que é isso? As condições do consumidor de futebol irão melhorar muito" entenda que Torcedor de Futebol não é apenas consumidor.
O Futebol, assim como o Samba, a Capoeira, o Maracatu, são atividades ritualísticas. Os antropólogos vêem nisso um reencantamento do mundo. Não cabe agora teorizarmos.
Fato é que essa faceta não gera cifras, e por isso ela tem que ser reprimida, calada, silenciada.
E então você vê um histórico de violência muitas vezes distorcido. Há décadas o trabalho vem sendo feito em torno da criminalização do maior movimento em torno do Futebol, que são as Organizadas, mas isso é só um grande exemplo. E nessa teatralização dantesca disso tudo, as reais causas são omitidas, e são justamente a degradação dos componentes primordiais da própria sociedade; educação, alimentação, saúde, saneamento básico.
É mais fácil, e completamente ilusório ao mesmo tempo, criminalizar o torcedor, que já é mal-visto desde os tempos em que o ludopédio era praticado nas ruas das vilas medievais, com muitos feridos e alquebrados.
Ah, o Futebol...

O Futebol mobiliza, conturba, põe em pânico as elites que precisam da plebe amansada, alienada, esquecida.
No imaginário do topo da pirâmide social, o Futebol é aquele incômodo semanal que só traz confusão. Mas isso é a desculpa deles, na verdade o Futebol é aquela mobilização ritualística que retira o sujeito do cotidiano da opressão.
E então chegamos ao joguinho psicológico da mídia, que fez a cama para que a opinião pública caísse nesse embuste. Demorou, mas chegaram lá.
E hoje estamos atados, dançando conforme a música dos pezzonavanti, e impedidos de cantar as nossas.
Muitos dos que se admiram com o conteúdo deste texto, em pouco tempo irá perceber que a coisa é mais séria ainda.

Para este Mosqueteiro, que pegou ônibus de linha com o irmão e com o irmão de fé, cantou, xingou o bandeirinha no melhor espaço do Alambrado Sagrado - onde temos a visão que se deve ter quando o Futebol é Guerra - e empurrou o GRANDE CORINTHIANS à vitória, incentivando o nosso Camisa 10 nos escanteios (e só quem está lá para entender a forma como o incentivo se dá, e é compreendido pelo Guerreiro em Campo de Bataglia!), e comemorou gols do Corinthians ao lado de irmãos de fé, e de seu irmão de sangue, a lembrança, a impressão na Alma, a memória destes últimos dias está latente, e estará sempre, pois será sempre lembrada e louvada.

Os dias que virão, Torcedores de todas as instituições desse nosso Brasil, serão de vexames, pois a própria FIFA já determinou que a cláusula da bebida alcoólica tem que ser revogada para a Copa, pelo menos.
O que nos prova em definitivo que o problema é social, de educação e tudo o mais. E passa longe dos problemas pequenos que a mídia esportiva martela todo dia em vossas cabeças.
Parem de interferir no Futebol.
Futebol é coisa séria.
Não pode se contado e papagaiado por quem pensa assim, como bem explicita o Porta-Voz.

Obrigado, São Jorge, pelos velhos momentos!
Nos proteja nestes vindouros, que começam no Tobogã, no domingo.
Vamos purificar o Templo Sagrado, Família Corinthiana!
Conforme reza o estatuto, sem xingamentos, só incentivos. Só o que mais sabemos fazer. De toda forma, somos nós que fazemos o Futebol acontecer.
Nós que fazemos; o Futebol depende de nós, Torcedores.

domingo, 25 de julho de 2010

Semana para botar a casa em ordem

Julio Cesar, Alessandro, Paulo André, William e Roberto Carlos; Jucilei, Elias (Boquita), Paulinho (Ralf) e Bruno César (Danilo); Jorge e Dente

Hoje o Corinthians jogou como Corinthians, como tem que ser sempre.
Muito porque temos Bruno Cesar para resolver, e mesmo que houvessem falhas, como no gol que tomamos ali pelo lado do Roberto Carlos, que não acompanhou como deveria, o Corinthians seguiu lutando.
Nosso Camisa 10, como sempre fazia José Ferreira Neto há 20 anos atrás, participou de todos os lances do Timão. Foi o nome do jogo, e agora é artilheiro do campeonato.
No primeiro gol, o cruzamento perfeito de Bruno para o Capitão apenas desviar a bola e Jorge encaixá-la no gol. O segundo gol, cobrança perfeita de falta de Bruno, um pouco antes da meia-lua, indefensável. O terceiro, cruzamento de Roberto Carlos para Bruno chegar por trás da zaga e cabecear para o chão, tirando a bola do goleiro. Três belos gols que coroaram a despedida do Comandante Mano Menezes.
O Coringão será líder ao menos uma semana inteira, novamente, por conta de um empate do frufru com o botafofo.
Mas a arbitragem, como se tornou rotina, foi algo temeroso. São bandidos que brincam apito, atualmente. Além de inúmeros lances gritantemente roubados contra o Corinthians, tivemos o cartão encomendado para Roberto Carlos, falta igual a uma dúzia de faltas do adversário que não tomou nenhum cartão por conta dela, e a expulsão do Dente, pela cotovelada após falta desleal. E então teremos estes dois desfalques para domingão que vem, quando o Tobogã irá ter suas estruturas abaladas por uma Torcida de verdade.
A Lua Cheia de hoje limpou e protegeu as Arquibancadas do Templo Sagrado, lugar de Nossa Festa.
E meu irmão teve seu fim de semana Corinthianista, com muita Festa da Fiel.

Agora é aguardar a chegada de Adilson Batista. Para colocar as coisas em ordem no Coringão. Se adaptar, tentar imprimir seu estilo minimamente, em um grupo que já tem uma forma de jogar bola. Na verdade, a grande missão dele será aprimorar o que já vem sendo feito.
Como disse o meu amigo que é uma enciclopédia, ele pode jogar sempre com um jogador de área, coisa que o Mano nunca fez.
O nosso grande trunfo, Bruno Cesar, um cara que demorou muito para chegar no Corinthians (faz cinco anos que procuramos, e chegou), já é também o camisa 10 da seleção. Evidentemente que isso não é nada bom para o Coringão...
E agora vamos para uma semana de Festa e preparação da Casa.
Boa sorte, Mano!
Bem vindo, Adílson!
Sua estréia será uma GUERRA.

VIVA O CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

À LUTA!

*Atualização: Mano vai para a Seleção, mas ninguém perguntou pro presidentinho do frufru porque ele é tão arrogante. Quem o frufru acha que é para negar algo para a Seleção? Ah, se fosse o Corinthians...
No mais, tudo o que está dito aqui vale para qualquer um que venha a comandar o Corinthians. É só substituir os nomes.
*******

Pronto. Está escolhido o técnico da Seleção.
O Mano pode ficar despreocupado com repórter de campo, que não precisa mais ficar lhe atazando a paciência com essa estupidez de querer dar o furo antes de todos os outros repórteres. E estas moscas poderão fazer o trabalho deles sem interferir no trabalho dos outros.
Bem disse um sábio amigo meu; "por que não fizeram esse circo com o Muricy?"...

Mas o Mano agora é terá que se preocupar. A declaração do maior boleiro do time, que também parou de jogar (por que? Não se sabe), de que a pressão pela invencibilidade acabou, é um tanto quanto perigosa. Como foi a declaração do próprio Mano no ano passado, num campeonato ganho por quem estava a alguns pontos de nos alcançar, no momento da declaração.
Disse um sábio amigo meu, que o problema de Mano é quando pensa. Pensou demais, nessa declaração.

Mano Menezes seguirá seu trabalho no Corinthians Paulista dos nossos corações.
A nós resta, sim, apoiar. Nos 90 minutos de bola rolando. E isso nós fazemos sempre, como raramente se vê.
Agora, é hora de criar vergonha na cara.
Não dá pra dormir em campo, cambada! Chega de toquinho de lado! Chega de cochilar e perder a bola! Chega de toque errado no meio campo! Chega de chutão pra frente, rifando bolas que devem ser trabalhadas. Se dissemos, e ainda acreditamos nisso, que a primeira colocação era momentaneamente ilusória, é DEVER de todos que vestem o Manto Sagrado da Companhia de Jorge, o Clube do Povo, LUTAR SEM ESMORECER, como prega o nosso Primeiro Hino;
"Luctar, luctar
É nosso lema sempre para a Glória
Jogar, Jogar
E conquistar os Louros da Vitória
E proclamar Nosso Pendão
É Alvinegro e sempre há de brilhar
Fluctuar, Viril
Pela Grandeza e Glória do Brasil
Corinthians, Corinthians
A Glória será teu repouso
E nós, unidos sempre
Elevaremos teu nome Glorioso!"

Se a "pressão" pela invencibilidade caiu, caro Roberto Carlos, a PRESSÃO de verdade está para começar. Jogar pelo Corinthians é coisa mais séria do que está parecendo para alguns.
É hora de criar vergonha na cara!
JOGAR BOLA.

Domingo está chegando, o Pacaembu estará repleto de nós, Corinthianos, a abençoar as Arquibancadas maltratadas neste meio de semana.
Que nosso Manto seja honrado, sobretudo pela LUTA. É dela que vem a Glória Corinthiana. Entendam isso e parem de jogar esse Futebol de pastel amanhecido. JOGUEM BOLA!
E se preocupem com a FIEL TORCIDA, que ampara o Clube que lhes paga o salário! Isso, claro, se lhes importar mais a figura do patrão que a de uma NAÇÃO verdadeiramente apaixonada!

Disse o Doutor Sócrates, na entrevista para uma conceituada revista, neste mês. Segue a pergunta do entrevistador, e a resposta.
CORINTHIANÍSSIMA RESPOSTA!
Aprendam todos com a comparação que o Doutor está fazendo aqui.

P: Então você acha mesmo o CORINTHIANS mais importante que a Copa do Mundo?

R: Sim, claro. Copa do Mundo não cara, é uma feira.
É a mesma coisa que você comparar a feira de automóveis de Frankfurt com a Ferrari.

E O CORINTHIANS TEM UM SÉCULO DE HISTÓRIA!
Que Manuel Nunes inspire dentro de campo, e Guido Giacominelli fora das quatro linhas.
Que a linha dos 103 gols inspire a tática do Comandante!
Que Elisa nos seja sempre o Exemplo que sempre foi nas Arquibancadas.
E que Joca seja o braço de nossa Torcida, como sempre foi. E que Flavio seja as nossas vistas, e que com o Olhar do Verdadeiro Gavião possamos contemplar o nosso Maior Amor: O CORINTHIANS! Razão de nossa luta!

AQUI É CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

100 Anos de História, parte XIV

Esta 14ª Edição foi uma homenagem ao Mestre João Rubinato.

Neste próximo sábado, dia 24, 15h30
A 15ª Edição, na www.radiocoringao.com.br


100 anos de história - 14ª Edição - Parte 1


100 anos de história - 14ª Edição - Parte 2


100 anos de história - 14ª Edição - Parte 3


Clique e ouça:
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Parte X
Parte XI
Parte XII
Parte XIII

A primeira linha de um time

Fui aqui questionado e chamado de "previsionista". Só porque disse que essa boa situação a qual nos encontramos na tabela é uma situação ilusória. Ora, não é por nada, mas quem vê o próprio time jogar em campo (e não pela transmissão fantasiosa de uma ou outra rede de televisão ou rádio), sabe o quanto e como está ou não está jogando esse "próprio time".
Pois bem. Mano Menezes, de quem falavam a todo instante, em qualquer dessas porcarias de transmissões, que está inclinado a ir para a Seleção, mostrou ontem justamente o porque de não estar inclinado a Seleção nenhuma. Isso porque, nesta ilusória situação na tabela, a obrigação era de, no mínimo, manter a situação ilusória. Certo?
Pois eis que o adversário privilegiou a PRIMEIRA LINHA DE UM TIME. Ora, e qual é essa primeira linha, senão o ATAQUE?
Veio o genérico meigo-madame do Cerrado a campo com a primeira linha repleta; três atacantes.
E o que restou de nossa zaga, com o Capitão suspenso, Alessandro visivelmente sem ritmo, Roberto Carlos sem ritmo, Paulo André sem ritmo, e Chicão perdendo mais um pênalti? E o que restou de nosso meio-campo, com Danilo que jogaria um bolão em um campo de soçaite, Elias que já está pensando em suas malas prontinhas e na nova casa no exterior, e Bruno e Ralf, os únicos que ainda pensam em jogar pelo Corinthians decentemente nesta segunda linha?
Se Iarley fizesse um quinto dos gols que perde, no mínimo um ponto tirariamos do lanterna. E por mais chapéus e futebol moleque que Dente pratique, o que importa é bola na rede.
Daí vieram as substituições. Matias mostrou novamente seu futebol, mas quem saiu foi o lateral esquerdo que é o mais consagrado boleiro do time; saiu por que? E Souza no lugar de Dente... faça-me o favor. E a pérola do novo técnico da Seleção: trocar Danilo por Tcheco. Disto tudo decorre a ilusão da primeira colocação na tabela, Família Corinthiana.
Não é mau agouro; quem pratica isso são os abutres, em todas as manchetes. Aqui queremos o bem do Corinthians, e não zicar. Por isso é categórica a afirmação de que essa primeira colocação é ilusão.
Mesmo que o segundo gol do adversário tenha sido feito com um jogador nosso caído em campo (é o fair play da abutraiada, que não vale para o Corinthians, compreendem?), o que minou a reação do time do Mano, que acha que primeira linha é a zaga. Mesmo que o apito tenha sido praticado em aversão ao Corinthians Paulista, mas isso sempre é. Futebol é Guerra, e quando o general entra em Guerra pensando no palácio que estará aberto para recebê-lo, é um espetáculo fatídico como o de ontem que acontece. Vergonha na cara por parte deles é o mínimo que exigimos. Empenho, também é o mínimo. Ficar com essa viadagem de Seleção é o fim da picada.

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

100 Anos de História, parte XIII

Neste próximo sábado, dia 24, 15h30
A 15ª Edição (em breve postarei a 14ª Edição, homenagem ao Adoniran), na www.radiocoringao.com.br


100 anos de história - 13ª Edição - Parte 1


100 anos de história - 13ª Edição - Parte 2


Clique e ouça:
Parte I
Parte II
Parte III
Parte IV
Parte V
Parte VI
Parte VII
Parte VIII
Parte IX
Parte X
Parte XI
Parte XII

domingo, 18 de julho de 2010

É FESTA NA FAVELA!

Estes são os primeiros passos em um campeonato modorrento.
Que nos deixa apenas a dizer que cada jogo é uma final... O mais importante, depois de uma vitória, é não ter nenhuma derrota... Nada de novo.
Mas quando se trata de um jogo do Coringão, tudo ganha contornos e conteúdos épicos.
Cada dividida é como uma lenda mitológica de semideuses, mesmo imperfeitos. O Manto Sagrado do Clube do Povo, quando envergado, dá poderes sobrenaturais.

Voltar ao Templo Sagrado após essas férias forçadas, em tarde que até o Sol deu as caras, após ter Ele também ter tirado umas férias, e reviver a senda da Guerra pelo Corinthians, POR SÃO JORGE!, no Alambrado, cantando para o Timão e dizendo as verdades que os inimigos merecem ouvir de dentro do campo de jogo, trata-se de algo mais. Só quem é sabe o que é.
Sobrenatural é a própria Arquibancada a pulsar, em seu Fiel e contínuo grito, pois ali começa o Corinthians Paulista. É este grito, expressão pura do Amor Incondicional, que se imbui aos Fantasmas Ancestrais. E quando a Força se pende em mesma sintonia ninguém segura o Clube do Povo. Pois isto é o Corinthians.
Tom Zé nos explica:

As Fadas, Musas Olímpias
Todas elas se dizem Corinthians
Eratos, Euterpes, Urânias
Quietinhas, mas Corinthianas

Dia de jogo logo cedo
O que se passa comigo é segredo

Coração bate que pula
Senhor São Jorge é quem me segura

Mas o Corinthians vai crescer, crescer, crescer,
Com a vibração daquela fé
Tenha ela o nome que quiser

Força, Magia, Tradição...

Porque se o inimigo
Tem truque nos pés
O Corinthians tem 1910

Ô Coringão, vambora meu Coringão
Ê Coringão, guerreiro, time, Timão


O Jogo
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf (Jucilei), Elias, Bruno e Danilo; Dente (William II) e Iarley (Jorge)

Estamos líderes, com dois pontos a frente do segundo.
E nem o recomeçar da temporada, essa quebrada de ritmo, que fez Roberto Carlos, Alessandro, Elias, e a espinha dorsal do Timão como um todo, estarem jogando aquém do que podem e sabem, foi tento empecilho por enquanto. Isso porque não temos nenhuma derrota contabilizada, e queira São Jorge que não tenhamos nenhuma por um bom tempo.
O apito fez de tudo contra o Time do Povo, hoje. E com a Força da Fiel em campo, o apito passa a ser reduzido a nada.
Hoje não é dia de dizer que um ou outro não jogou nada, nos poupemos disso por enquanto, ao menos uma vez. Hoje é dia de comemorar todos os resultados Corinthianíssimos da rodada...
Hoje é dia de Festa.

Chicão perdeu pênalti. Coisa que poderia custar caro, se a Fiel não estivesse ali presente em bom número (tem uns e outros por aí que se maquiam com um "Renda e Público não divulgados" para tentar disfaçar a própria nulidade). A sintonia, dizíamos, levou o Timão ao jogo.
O Luxerley tentou jogar tudo pela nossa direita, e tentou durante toda a partida.
Mas o Corinthians não é um galo porque quer. É o Galo Brigador da Várzea por merecimento, aquele a quem puseram incontáveis empecilhos para demovê-lo da idéia de levar o Povo ao Futebol oficial, mas que não impediram seu Diploma de moleque esforçado e boleiro. Como dizíamos aqui, o Corinthians é a Referência.
E hoje jogou por essa Referência. Bruno chegou ao seu quarto gol pelo Manto Sagrado arriscando o chute. A bola desviou no zagueiro e o goleiro do galo virou frango. Isso faltando dez minutos. Nesse final ainda poderíamos ter ampliado, e nos finais de ambos os tempos, o goleirão Julio César encarnou Ronaldo (Giovanelli, pois o centroavante se chama Ronaldinho) novamente, garantindo que o tento de nosso Guerreiro fosse vitorioso nesta Bataglia épica.

VIVA O CORINTHIANS!!!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Referência

O Futebol é público. E tudo o que é público, é político.

O que foi a apropriação do Futebol pelas camadas populares, fato que teve como principal personagem histórica o Clube do Povo, senão a apropriação política de algo público?

O Povo Corinthiano tornou o Futebol algo público, indo de encontro aos interesses oligarcas e sobrepujando-os com sua própria existência.

Em 1910, a um time da Várzea não cabia sonhar em alçar o Futebol oficial. Havia até o bonde para os operários...
Mas o Corinthians foi ter seu campo de batalhas ao lado do Parque da Luz, o Campo do Lenheiro. Ali naquele Parque a alta sociedade comemorava seus saraus e pic-nics, enquanto do outro lado da rua o Povão se aglomerava, descascando laranja e cuspindo caroço de jabuticaba, para ver Futebol. Para ver o Corinthians jogar.

O Corinthians surgiu por conta da admiração de um punhado de gente que gostava de ir ao campo assistir Futebol, alguns deles até freqüentavam o Velódromo e o Parque Antárctica, palcos do Futebol oficial. E também pelos melhores boleiros da Várzea de então. Tratava-se de um selecionado da Várzea, e era na Várzea que o Povo jogava bola.
Não havia outro bairro para acontecer uma Seleção Varzeana, que não o Bom Retiro de 1910. Mas isso é outra História, na verdade a parte mais bonita Dela.
E isto foi apenas o solo, a semente e o broto que formaram esta gigantesca árvore chamada Corinthians. Conforme se agigantava a árvore, devolvendo o Futebol ao Povo, alçando o Futebol oficial e conquistando glórias, foi colecionando as duras cascas e fincando suas raízes. Seus galhos atravessaram a rua, e foram fazer sombra no chá-das-cinco...

Então tentaram arrancar suas raízes. Mas já estavam por demais profundas, e o Corinthians sobreviveu aos anos cruciais por causa do Amor de seu Povo.
Só o que restava fazer contra a Gigantesca Árvore era quebrar seus galhos, arrancar suas folhas, roubar seus frutos, tentar diminuí-la. E diminuir um Gigante é impossível.

Ainda mais quando o Gigantesco Corinthians, líder, vai ao Ceará jogar com o vovô, também líder, e vê que na torcida adversária haviam tantas outras camisas de tantos outros times (vai um outro time qualquer e não vê esse festival de cores de jeito nenhum), que se torna óbvio constatar que o Corinthians, em um Século de História, se tornou a referência máxima do Futebol brasileiro.

O Jogo
Voltaram bem fisicamente os jogadores, e Elias, por exemplo, que cansamos de ver com a língua de fora no segundo tempo, nos jogos do começo do ano, mesmo que não tenha jogado bem, ao menos suportou os 90 minutos. Bem como a Fiel Torcida, que tirava o silêncio do estádio e conseguiu, em menor número, fazer muito mais diferença que os suspiros e apupos de uma torcida local que provava ter ido ao estádio apenas torcer contra o Clube do Povo.
O Timão, porém, com Iarley finalizando pessimamente, Matias não mostrando a que veio, dependeu demais de Danilo e Bruno, sobrecarregados e muito bem marcados. O vovô tem a melhor defesa do campeonato (apenas dois gols. É o mesmo tanto, por exemplo, que a madame viu seu frangueiro predileto tomar, apenas na noite de ontem) e é líder junto com o Corinthians.
E com uma defesa tentando voltar a se acertar, apesar de Roberto Carlos parecer abalado com apupos direcionados a ele, o Corinthians acabou não se comprometendo. Pelo contrário, Julio Cesar pareceu inspirado pelo próprio Ronaldo (que é só um em nossa História, aquele que defendia a meta com a Alma) em diversos lances.
O adversário cansou de meter a mão na bola, na cara do juiz. E cansou de tentar lotar nosso departamento médico, sempre com o migué do apito. Se aquele Geraldo tivesse sido expulso como deveria ter sido, aos 30 minutos do primeiro tempo, os 60 minutos que restavam de jogo teriam sido outros.
Mas tudo ficou no empate. Que não é ruim, e também não é bom. Manteve-nos, porém, na primeira colocação.
AQUI É CORINTHIANS!!!

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Sábado, 15h30, teremos ao vivo nosso "100 Anos de História", reprisado às 19h, na www.radiocoringao.com.br
Uma homenagem a grandes músicos brasileiros que são Corinthianos, e especialmente ao João Rubinato, o Grande Mestre. Não perca!

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Dia 18, domingo, sai o novo cartaz, de 1928!

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E domingão é dia de voltarmos, finalmente, ao Templo Sagrado do Pacaembu!

VAI CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Trigésimo Terceiro Capítulo

"Per Aspera Ad Astra"
O Time do Povo

Por Filipe Martins Gonçalves

O Bi-Campeonato da Democracia Corinthiana veio em 14 de dezembro de 1983, com golaço do Doutor, e um empate. Sobre nossos maiores fregueses, sacramentando uma das grandes freguesias do Futebol brasileiro.
O Povão Unido, Democrático e Corinthianíssimo, derrotava a associação que queria ser o que é o Clube do Povo, mas nunca será. A associação que simboliza tudo o que o Coringão nunca precisou ser, para ser o que é; o Clube do Povo. Não o Clube para o Povo, pois isso é decorrência de sua própria História, mas o Clube feito do Povo para o Povo, o que significa muito mais.
Talvez por isso tudo a campanha contra a Democracia tenha sido muito mais acirrada, por meio da imprensa e do próprio status quo. Derrotada a associação do status quo seguidamente, os detratores tiraram as asinhas para fora, e começaram a difamar a Democracia Corinthiana...

No ano seguinte, disputando o Campeonato Brasileiro, no meio do tumulto pelas Diretas Já, cujo único Clube a defendê-la em campo foi justamente o Nosso Coringão, essa campanha contra a Democracia se tornava maciça.
E nisto tudo, a derrota nas semifinais, para o Fluminense de Parreira, mesmo após uma sensacional virada contra o Flamengo nas quartas, e a derrota da Emenda Dante de Oliveira no Congresso Nacional (assim se denominava a Diretas Já) apressaram a saída do Doutor, que havia dito que se passasse a emenda permaneceria no Brasil. Mas não. Muitas propostas ele havia recusado, enquanto praticava a Democracia Corinthiana. E agora já não havia clima, e ele cumpriu seu 'combinado'. Foi para a Italia...

A Democracia Corinthiana vivia em meio a ataques externos, e também dentro de uma contradição interna. Elevar o operário do Futebol - o próprio jogador - a uma experiência revolucionária e autogestionária se contrastava com o que queria o Diretor Adilson Monteiro Alves, que era modernizar o Futebol. A Democracia foi, portanto, um dos grandes passos para a criação, no Brasil, do Clube-Empresa. Contraditoriamente ao que buscavam os jogadores, como o próprio Doutor.
José Paulo Florenzano, na obra citada no Capítulo anterior, no Epílogo desta obra, assim encerra sua tese:

"(...) vista da perspectiva dos valores democráticos, a bagagem cultural adquire densidade histórica, revela-se plena de significados e demonstra que o legado que ela carrega não se desmancha nos ares da globalização. Do que se trata? Da carta de fundação da República do Futebol, cujos princípios podem ser assim enunciados: reconciliar o corpo e a alma, religar o atleta ao cidadão, estabelecer o elo entre o autogoverno coletivo da equipe e a existência autônoma de cada jogador. Eis, por certo, o bem mais precioso que podemos encontrar na bagagem culturak legada pela Democracia Corinthiana: o de reunir a dimensão estética do Futebol-Arte à dimensão ética do Futebol como prática de liberdade".

Aos poucos, e ao longo do tempo, o esforço por diminuir e encerrar essa prática de liberdade foi levado à cabo, e com as novas leis promulgadas no Futebol, e a ausência de vontade de liberdade dos próprios jogadores de modo geral, fizeram o Futebol voltar a estar sob domínio dos patrões, encerrando o sonho da liberdade autogestionária no Futebol.

E o Coringão reformulava-se. Depois de perder a última partida do Paulistão, em 2 de dezembro, para Serginho Chulapa (que viria ao Corinthians depois disso) aos 27 minutos do segundo tempo, para o ano seguinte, com o montante lucrado com a venda do Doutor, formou-se uma verdadeira Seleção.
Que fracassou em campo, neste ano de 1985, por problemas não de Futebol, mas por disputas internas entre os jogadores. Já não se entendia os valores Democráticos, e assim o Coringão voltou a olhar para sua Categoria de Base (a que mais gera valores no Futebol brasileiro, até hoje) e a apostar em jogadores bons, mas baratos.

Márcio Bittencourt, o valoroso Marcião da Fiel, é exemplo da base. E Wilson Mano, o grande 12º Titular, o coringa de todas as horas, é exemplo de jogador barato. Ambos fizeram história nesta época que contaremos agora. Passou, portanto, 85. Passou também 86, com resultado ruim para o Corinthians, mas satisfatório, uma vez que o rival de verde caiu diante do campeão interiorano naquele ano.

E chegamos a 1987. O Coringão ia bem mal. No primeiro turno figurava em penúltimo na tabela. E a imprensa detratora, como sempre, tentava levar a piada aos leitores e ouvintes. A tabela foi até invertida, em um jornal, para que o penúltimo pudesse se ver "no topo", como se isso importasse a quem quer apenas o Corinthians...
E isso aconteceu no segundo turno. O gato preto cruzou o campo do Pacaembu, e o Coringão voltou a vencer, e foi o maior pontuador, além de ver Edmar, do Coringão, se sagrar artilheiro. E na Final, a moedinha caiu em pé, numa daquelas raríssimas vezes em que a associação do poder público corrompido conseguiu algum triunfo decisivo. Mas a lição aos detratores estava novamente dada. Com o Coringão, a Grande Fênix que sempre renasce, não se brinca nunca!

Em 1988, o Timão vinha embalado, mesmo com essa derrota revestida de glórias.
Um grande arqueiro chegava das categorias de base. E impedindo justamente essa associação de converter um penalti.
Ronaldo Soares Giovanelli ouvia os locutores, pela primeira de muitas vezes, gritarem o famoso "defendeu Ronaldo". Nesse jogo contra a associação das madames, o Coringão rumava para a decisão, depois de uma ajuda do próprio rival de verde, que foi ironicamente saudado nas Arquibancadas Alvinegras.
Que aconteceu em Campinas, contra o timaço que ainda tinha o bugre campineiro. Tanto que só se falava do bugre, na imprensa, naquele mês de julho.
Na primeira final, José Ferreira Neto marcou o gol de empate do bugre. Golaço, de bicicleta...
Ao Coringão só interessava a vitória. E o técnico Jair Pereira tentou algo inusitado, com a cara e a coragem, pois Edmar, seu centroavante artilheiro, estava fora.
Foi buscar um moleque de 19 anos da nossa grandiosa Base Corinthiana.
Dela, já tínhamos Paulo Sérgio Silvestre do Nascimento, o meia-atacante. Quem chegava era outro Paulo Sérgio.
E foi na prorrogação, no Brinco de Ouro, que o Campeão dos Centenários faturou mais um título em ano de Centenário. Dessa vez, o Centenário da Abolição da Escravatura no Brasil.
Viola, o Terror, aproveitou o chute de Wilson Mano para jogar a canela esquerda na bola e desviá-la para o gol.
Corinthians Campeão Paulista, pela 20ª vez.

Todos desta geração, a exemplo do gol de Basílio em 1977, repetimos o gol de Viola nesta Final, pelo menos uma vez na vida...
Coisas que só o Corinthians faz.

No ano de 1989 tivemos a contratação de José Ferreira Neto, que jogava no time verde comandado por Leão, e eles não se "bicavam". Numa troca ousada do presidente Matheus, que havia retornado ao Clube ainda em 87, substituindo Roberto Pasqua, que havia comandado o Clube entre 85 e 87, Neto surgia no seu Timão do Coração, para ser ídolo. Não naquele ano, mas em 1990.
E deste ano pouco podemos falar além do que o leitor se lembra.
Surgia no Coringão, também, Pedro Francisco Garcia, o Tupãzinho. E Claudinei Alexandre Pires, o Dinei, que descia as Arquibancadas e trocava sua farda de Gavião pelo Manto de jogador do Clube do Povo.

E a Festa começou com a virada, em 24 de novembro, sobre o galo mineiro no Templo Sagrado do Pacaembu.
Dois gols de Neto no segundo tempo... Quem não se lembra?
Na semifinal, contra o Bahia, mais uma virada. Com gol de Neto, fazendo a Fiel Torcida abalar as estruturas do Templo! Quem não se lembra??
Nas duas decisões o Coringão segurou o zero a zero na casa do adversário. E foi para a final, justamente contra a maior freguesia.

No primeiro jogo, Wilson Mano fez o seu e assegurou a apertada vitória sobre a associação das madames. E no segundo jogo Tupãzinho, a exemplo do próprio Viola em 88, fazia um gol Corinthianíssimo, disputado, chorado, sangrado, suado - quem não se lembra???

O Coringão sagrava-se Campeão Brasileiro, com a cara e a coragem!
Um time desacreditado propositadamente pelos detratores, mas que viu sua Fiel Torcida acompanhá-lo com a devoção que o Clube do Povo merece e sempre tem.
Mais um título com a cara do Corinthians, conquistado como prova de carinho ao seu Povo.
VIVA O CORINTHIANS!

A História Continua...