domingo, 23 de janeiro de 2011

Tilt no planejumento

Já tivemos muito jogador mau-caráter, vagabundo e pipoqueiro. Mas nunca tivemos um time que reunisse tanto essas "qualidades".
Lembro do time de 87, por exemplo. Os mesmos que passearam em campo no primeiro turno foram lá e classificaram para a Final, depois da boa, velha e sadia PRESSÃO da FIEL TORCIDA.
Em 95, rememora o grande Enciclopédia Uilson de Souza, perdemos pro bugrinho em pleno Pacaembu antes das Finais contra o gaymio. E levamos.
Naquelas épocas, até podia ter uns vagabundos. Mas nego sabia onde é que estava.
Depois de julho de 2009, não só nego não sabe mais onde está porque essa diretoria perdeu o rumo do Futebol Corinthiano, como vive falando groselha pra abutre. Foi o caso do joga-toalha, da venda precoce de Cristian e dos outros dois, uma capitalização rasteira do Ano mais importante do Futebol, palminha nas cadeiras a preço de cesta básica, chacrinha pra derrubar técnico, a perda de campeonato que só deles dependia (sim, pois a FIEL sempre faz a parte que lhe cabe), e agora essa quarta e esse domingo de pura presepada.
Foram dois jogos iguais, mas o de hoje conseguiu ser ainda pior, pelo contexto.
O que esse traste, que finge vestir a camisa que um dia foi de ZÉ MARIA, faz ainda por aqui? E o técnico Tilte, que substituiu esse inominável hoje, veio dizer que precisaríamos ter "paciência", se referindo a ele também. Pra vagabundo não existe paciência.
Alguém, na mais tenra sobriedade, acha que Chicão pode ter como dupla de zaga o Castán?
Quanto ao lateral esquerdo, todos já sabíamos: trata-se de um porco mau-caráter, mas todos pensávamos que ainda era um boleiro.
O Jucilei está tristinho, e seus empresários também devem estar, porque não está na Europa.
Esse bruno cesar vai fingir que joga bola até quando? Não se apresenta, não arma jogo, não faz tabela, se esconde atrás do zagueiro quando alguém vem no comando desde a defesa, e só aparece pra bater faltinha. Quando bate, é aquilo.
E esse Gordo sai de campo falando em "egoísmo" do time. Pra ele deve ser bastante fácil cornetar essas groselhas. Tem gente que bate palminha pro futebolzinho que ele apresenta diante dos próprios filhos...

Estamos acostumados a "data-limite". E quarta será uma dessas datas. Tudo o que não mostra de Futebol há dois anos, esses vagabundos vão ter que mostrar. O jogo dessa quarta é culpa dessa vabagundagem, e a obrigação desse maucaratismo é reverter essa situação.
Se não reverterem, a coisa tem que desandar. Que venha a boa e velha crise pra patife sair correndo e/ou escorraçado.

Temos o ano inteiro pela frente, e o desgaste da diretoria já começou, e dezembro está logo ali. Não que isso seja bom para o Corinthians, pois poderá cacifar gente mais inapta. Fato é que estaremos naquelas crises até lá, se tudo for escrito do jeito que vem sendo, nos pés de vagabundos descompromissados, frutos da usurpação empresarial que afunda o Futebol.

Nossa missão, e também única saída para isso que se nos apresenta, é um Extra-Corinthians, um Quilombo Varzeano.
Só Corinthiano, bom de bola e que não afina em dividida, poderá jogar no Timão. Pra jogar na Fazendinha, a preço popular. Pois o Corinthians não existe pra se entupir de quinquilharia, coisa que poderá ficar fazendo sendo ou não sendo o Corinthians para Corinthianos, mas o Corinthians existe para concretizar o Corinthianismo ancestral e anterior ao próprio Corinthians, coisa que faremos a partir de nosso Solo Sagrado.
E que consigamos isso antes de estar pronto o futurista e elitista estádio da Itaquera Corinthiana.

Pois enquanto Manuel Nunes olhar pelo Parque Sagrado de São Jorge, o Corinthians será CORINTHIANS.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

Começou o ano

E finalmente voltamos ao Templo Sagrado do Pacaembu. Uma tarde de verão, com chuva e sol, reencontros, Fiel Torcida em Festa.
O Clube dos Mil Povos jogou para o gasto no primeiro tempo, e não jogou mais nada depois disso, com raros lampejos num segundo tempo que, se deixarem, vai se transformar na "marca registrada" desse time. Ainda bem que temos Ralf...
O que esse moacir está fazendo aqui ainda?
O primeiro gol do ano e do jogo partiu de uma jogada de Roberto Carlos com Bruno Cesar, que rolou pra chegada de Paulinho, herdeiro da 7 que foi de Elias. A zaga adversária esteve bem mal, o Corinthiano dominou, ajeitou e fuzilou, indefensável. Estava começando o ano.
E diz a lenda que, do Alambrado, Roberto Carlos ouviu um "joga bola", ficou nervoso e foi lá na rosca da portuguesa. O ano começou com um gol olímpico, no fim das contas.

O Timão sub-18 da Copinha já apresentava várias coisas a serem ajustadas quando enfrentou times ruins, e aplicou boas goleadas. Quando pegou um time melhor, teve dificuldades, mas fez os gols. Mas teve sorte de não tomar gol. Quando enfrentou um time bom, de fato, pecou pelo pouco volume de jogo e pelo nervosismo. Como sempre o juiz atrapalhou, fingiu que não foi pênalti, quando ainda estava 0 a 0.

Mas do começo de ano levamos boas recordações. O Corinthiarte lançou a obra ilustrada.



E aqui, o vídeo que nos presenteia com o convidado de Antônio de Almeida, como um sinal de que estamos no caminho certo. E não por acaso esse presente foi feito por Domingos Salas.
Muito obrigado!



VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Antônio de Almeida

Nasceu português em 1911, e quando tinha dois anos de idade sua família se mudou para Avaré. Cresceu no interior, enquanto o Corinthians se fazia a realização de uma Utopia, fazendo das tripas coração.
No ano em que sua família se mudou para a capital, 1925, conheceu o Parque São Jorge, ainda dos sócios sírios, e conheceu o Turneschaft, que era chamado de Guarani, e que ocupava a área à direita de quem desce a Rua São Jorge. O rio era limpo, se nadava e se pescava. Faziam-se pic-nics. Conheceu tudo aquilo antes de ser formada a Cidade Corinthians...
Em 1926 o Corinthians chegava ali. Já o conhecia, mas não imaginava o quanto faria parte de sua História. O Parque São Jorge sempre foi sua casa...
Perdeu as duas mãos. Uns dizem que foi na guilhotina do jornal O Dia onde trabalhou, e teriam ouvido dele próprio; outros dizem que foi na moenda, ainda garoto, em Avaré. Essa segunda versão está na Obra de Lourenço Diaféria.
Fato é que o Corinthians passou a ser seu "patrão". Em 1930 foi registrado funcionário do Almoxarifado do Clube. Depois veio a ser porteiro do Clube, trabalhou na Secretária, foi secretário do Departamento Social, e ainda secretário do Departamento de Propaganda. Até que Vicente Matheus o efetivou como Assessor de Imprensa do Clube.
Durante todo esse momento guardou jornais e recortes importantes, além de escrever passagens da história que conhecia de conversas com fundadores, ex-jogadores, ex-diretores, ex-presidentes, grandes torcedores, e tudo com a letra do próprio punho, acumulando documentos históricos inestimáveis. Guardava tudo isso em casa.
Dizem que era corriqueiro os jornalistas virem em busca de seu auxílio, para obter dados diversos. Ele os fornecia, de bom grado, mas sem cobrar nada pelo seu valioso trabalho.
Dessa forma, acumulou a História do Corinthians em documentos, sim, mas principalmente em sua própria memória. É ela que está em nós.

Tive a sorte de conhecer este senhor, desde não me lembro bem o dia, de tão novinho que eu era.
Meu Pai venerava esse senhor, e quando o encontrávamos, naqueles dias de sábado de sol da infância, nas alamedas desse Parque Sagrado, trocavam longos abraços e palavras de carinho, como um mestre e um discípulo.

Sua figura, por isso mesmo, não me sai da memória.
Lembro de ouvir ele contando a meu pai a História, ou melhor, os fragmentos dela, que foram sendo reunidos por meu Pai, que se encarregou de recontá-la a mim e a meus irmãos, enquanto esperávamos o jogo começar, descascando amendoim, no Templo Sagrado do Pacaembu...

Lourenço Diaféria, quando escreveu sua Bíblia do Corinthianismo, o “Coração Corinthiano”, se dedicou a conversas longas com seu Toninho.
Eis portanto a importância desse senhor para o Corinthians:
“Sem este homem, a história do Corinthians seria como folhas ao vento”.
E esta sentença é o título de um capítulo da Obra de Diaféria, não é simplesmente uma frase no texto.

Toninho de Almeida deixou uma obra valiosa, que me foi presenteado pela amiga e irmã de fé, Mônikita. Um presente muito mais que valioso.
Foi publicada no começo da década de oitenta. Chama-se “História de um grande clube escrita pelo próprio Povo”. E isto também é título, não é frase solta no texto.
O que importa ser dito é que se trata da obra que veio direto dos punhos de seu Toninho.

Salve, Guardião!
Obrigado, querido Toninho!

O Anjo da Guarda do Clube do Povo era um senhor baixinho que perdeu as duas mãos e escrevia com letra de calígrafo.
Porque o Corinthiano, vejam vocês, não precisa das mãos para escrever.
E um Corinthiano como Seu Toninho não escrevia com as mãos porque já as tinha perdido, infortúnios da vida... Afinal, Deus nos dá o frio conforme o nosso cobertor.
Não, seu Toninho escreveria com o Coração Corinthiano mesmo se ainda tivesse suas mãos.

Mestre Diaféria sentenciou (os grifos são meus):
"Seu amor ao Corinthians não é menor nem menos estrênuo do que foi o amor de Neco.
É possível que um dia a lembrança de seu trabalho silencioso e de sua dedicação perseverante como GUARDIÃO DA MEMÓRIA do clube seja esculpida em bronze e colocada nos jardins da Cidade Corinthians, da qual se tornou cidadão ilustre e FIEL servidor por merecimento e antigüidade".

Em sua memória dedicamos tudo o que fazemos nesse blogue, em nosso Bunker Corinthianista, e principalmente na Obra Ilustrada, que será lançada no centro nevrálgico do Clube, o Bar da Torre, nessa segunda-feira, 10 de janeiro, às 20h.
O primeiro movimento dessa obra será trazer o Corinthiano mais perto de Seu Toninho, pois visitar a Cidade Corinthians é também adentrar a Casa de Seu Toninho.

VIVA SEU TONINHO!!!
VIVA O CORINTHIANS!!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

LANÇAMENTO!!!

Lançamento da Obra Ilustrada Oficial do Corinthians

"Aleguá-guá Corinthians"

Houve um tempo em que o Futebol era passatempo aristocrata, e os gritos que partiam da torcida eram em outras línguas: "Allez, go, ack!". Mas o povo brasileiro se apropriou de todo o universo do esporte bretão e, assim, “allez, go, ack” rapidamente virou “aleguá-guá”.

Em pouco tempo, em todos os estádios se ouvia Aleguá-guá Corinthians! (Vai Corinthians!)

"Aleguá-guá Corinthians" é uma graphic novel, que conta a história de um clube que foi concebido pela vontade popular e transformou o futebol brasileiro.

Essa história é um legado cultural que atravessa as gerações, contado em imagens e palavras que resgatam o passado que segue sendo revivido a cada jogo do Corinthians. Uma obra para servir de instrumento pedagógico, para o pai ensinar ao filho, para o avô ensinar o neto, para a criança e o adulto despertarem e desfrutarem a História, um ponto de partida para reconhecer a mais bela história de um clube que é muito mais que um clube.



"Aleguá-guá Corinthians" é uma graphic novel, com a arte de Fernando Wanner, criador da Porto Zen Estúdios, que completa 10 anos de carreira na criação de histórias em quadrinhos, com a poesia e a pedagogia de Luiz Wanner, e a pesquisa histórica de Filipe Gonçalves, que comanda o programa "100 Anos de História" na WebRádio Oficial do Clube, a Rádio Coringão.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Aleguá-guá Corinthians!

Há um século...

...a noite de Natal do Bom Retiro foi quente e úmida. O Areal, onde em maio o Povo se reuniu e teimou em conceber uma Utopia, já estava coberto de água. Brotavam fontes ocasionais pelos morros de Mata Atlântica em extinção, nessa Velha Piratininga...

Mas este bairro, que se fazia o centro nervoso da Cidade em crescimento vertiginoso, passava o primeiro Natal com uma novidade que já não estava cabendo nem nele mesmo. Uma novidade que extravasava pela cidade, pelo Brás, nas margens do Tamanduateí, Lapa. Em pouco tempo era dono de todas as Várzeas.
Mas enquanto degustavam um pernil, os Corinthianos sonhavam com um 1911 de Lutas e Glórias.
Alexandre Magnani, o grande Presidente, César Nunes, Joaquim Ambrósio, cogitavam marcar um duelo com o Argentino, dono da Várzea do Glicério, Imperador do Lavapés, o Velho Alliança do Cambuci. Um veterano das Várzeas, o primeiro Galo Brigador.
Esse fim de ano de 1910 foi de concentração no Clube que acabava de iniciar sua História.
Enquanto todos se desejavam feliz Natal e próspero ano novo, aquele grupo que se já se espalhava por todos os cantos da Cidade sonhava em elevar a Utopia que concretizavam.
Um Clube e uma Torcida de gente que fazia das tripas coração para garantir a Vida. Alguns já começavam a juntar algum capital, abrir negócios próprios, e foi essa gente que garantiu a sobrevivência daquela Confraria, o Corinthians nosso de cada dia.
E eles comemoravam o Natal sem cogitar que aquela Utopia que concretizavam, aos poucos, como bons operários varzeanos, seria a Grande Referência do Futebol.
Leiam na Bodeguita.

E VIVA O CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vinte Anos

VIVA RONALDO!!! VIVA GIBA!!! VIVA MARCELO!!! VIVA GUINEI!!! VIVA JACENIR!!! VIVA MARCIÃO!!! VIVA WILSON MANO!!! VIVA TUPÃNZINHO!!! VIVA NETO!!! VIVA EZEQUIEL!!! VIVA FABINHO!!! VIVA MAURO!!! VIVA PAULO SÉRGIO!!! VIVA DINEI!!!

VIVA O CORINTHIANS!!!
VIVA SÃO JORGE!!!


PARABÉNS, FAMÍLIA CORINTHIANA!!!

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E com a ajuda do Samurai e os vídeos garimpados, vamos lembrar como foi aquele dia há vinte anos.
Naquele ano, fomos numa crescente, naquelo velho enredo.
Provocavam o Corinthians, e o brio dos Guerreiros da Companhia de São Jorge cresceu. A anticorintianada não vai aprender nunca...
Era mais um Timão de simples operários, o que veio a ser comum desde que a Democracia Corinthiana havia sido fadada às lembranças de um mundo melhor que não se completou, por causa dos detratores. A anticorintianada reacionária não vai entender nunca...
Havia, porém, um craque.


Foi ele o Designado pelo Padroeiro, naquele instante.
São Jorge imortaliza certos Guerreiros, foi assim com Tupãnzinho e com Basílio, e olhe que nos outros times por aí eles não passariam de meros coadjuvantes... E não foram propriamente craques.
Mas Neto foi. Um boleiro de primeira; quem viu, sabe.
São Jorge, por conta do temperamento do craque, teve de empreender auspícios, como este:


Tupãnzinho podia não ser um craque, mas aquela bola ele não deixaria jamais de dominar. E aquele carrinho do zagueiro teria sido certeiro na bola.
O caso nessa jogada é que SÃO JORGE consagrou ali um Capitão de sua Companhia.
E ficou definitivamente sacramentado no passo seguinte:


Na primeira Final, além de seu Capitão, o Padroeiro fez questão de tornar Imortal o Gigante Wilson Mano.


E na segunda Final, Pedro Francisco, um moleque franzino nascido em Uchoa, do lado de São José do Rio Preto, recém-chegado ao Clube do Povo, por empréstimo junto com Guinei, do São Bento de Sorocaba, foi ele o Iluminado, depois da grande jogada com Fabinho. Quem não se lembra?


A Festa foi inesquecível.




CAMPEÃO, ALLA CORINTHIA!!!


A Síntese desse dia foi o Grande Zagueiro Corinthiano, Marcelo Djian, quem fez.
Derramava lágrimas e suor, na beira do gramado, e dizia ao microfone, com o Sagrado Distintivo na palma das mãos, agarrado:

"É o Título que essa Torcida merecia e nós conseguimos, PRA ELES, PRA ELES..."

...Como Prova de Carinho.

Que hoje cada Coração Corinthiano relembra, com a Graça de São Jorge!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Os prepotentes não são tão potentes como acham

Não é meu, o texto. É de um grande Confrade. Mas é necessário que seja lido.

E além do que já foi muito bem debatido no blogue do Samurai, e que ainda teimará em ser num futuro próximo, e por não pensar em idas e vindas até que 3 de janeiro esteja marcado no calendário, vamos ao grande fato desta semana.

A ÁFRICA chegou ao merecido posto no Futebol. Finalmente. Já o havia feito, nas Olimpíadas, mas não é a mesma dimensão. E esse fato diz respeito a nós, Corinthianos, como explicita o texto.

O Todo Poderoso Timão já havia escrito essa História, mesmo se o Todo Poderoso Mazembe não for campeão.
O recado está exposto para o desavisado enxergar.
Está diante da fuça dos detratores.

VIVA O TODO PODEROSO
CORINTHIANS NOSSO DE CADA DIA!!!

Segue o texto:

O idioma oficial da República Popular do Congo é o francês. Apesar disso, seu time de futebol de maior destaque, a surpresa Mazembe, trouxe relevantes contribuições para o idioma português. O país está situado no centro da África, mas a vitória do Mazembe trouxe à tona questões sobre a geografia mundial. Internamente, a República vive uma guerra civil, mas sua equipe de futebol deu lições de democracia.

É sabido que, antes do campeonato de 2000 - vencido pelo Corinthians no maior estádio de futebol do mundo, sem aspas - apenas clubes da América do Sul e da Europa participavam daqueles torneios realizados no Japão ou mesmo daqueles outros, mais antigos, com jogos na Europa e na América do Sul, ordinariamente chamados de “mundiais” – com aspas.

Sempre soube que as palavras têm seus respectivos significados. Significados que não mudam apenas pela vontade de quem as profere.

Segundo o Houaiss, “mundial” é adjetivo “relativo ao mundo como um todo, à terra inteira; geral, universal”.
Aulete: Ref. ao mundo inteiro, ao planeta".

Ora, ora. Já me perguntei antes: que estranho "mundo" – com aspas, claro - era aquele que ignorava, por exemplo, a sua maior potência econômica e bélica, localizada na América do Norte?

Sempre me acometeu a seguinte dúvida: que bizarro "mundo" era aquele que ignorava, por exemplo, o seu país mais populoso, na Ásia?

Sabe aquela guerra entre judeus e muçulmanos? No "mundo" daqueles que acham que havia Campeonato Mundial antes de 2000 não existe. É ficção.

Que delirante "mundo" era aquele que ignorava o chamado continente negro? Continente, aliás, do grande time do Mazembe! Continente, aliás, onde foi realizada a última Copa do Mundo. Será que era tudo virtual? Videogame?

Há mais. Que esquisito "mundo" era aquele que ignorava o chamado Novíssimo Continente? Talvez seja essa a razão pela qual o australiano Julian Assange tem causado tanta celeuma nos últimos dias: é um extraterrestre!

O mais curioso: que excêntrico "mundo" era aquele que ignorava até o próprio país no qual era realizado o torneio? Ou seja, o campeonato "mundial" era realizado fora do "mundo"!! As equipes viajavam de disco voador?

Entendamos de uma vez por todas: para ser intitulado de mundial, é necessário, ao menos, dar oportunidade para que todos os continentes tenham seus representantes e não sumariamente ignorá-los.

Os prepotentes sempre argumentaram que o futebol fora da América do Sul e da Europa merecia sim ser ignorado.

O argumento é antidemocrático. O argumento esquece, por exemplo, que a África já ganhou o torneio olímpico em duas oportunidades, infinitas vezes mais do que o Brasil, por exemplo! O argumento esquece que a Coréia do Sul foi semifinalista em Copa do Mundo. O argumento esquece que os Estados Unidos foram finalistas da Copa das Confederações, após vencer a poderosa Espanha, atual Campeã Mundial.

O argumento ignora o grande Mazembe.

É, de fato, os prepotentes não são tão potentes como acham...

Cabe perguntar: quem garante que um “Mazembe da época” não poderia ganhar aqueles torneios ditos “mundiais” caso fosse lhe dada uma oportunidade? Seguramente, ninguém nesse mundo – sem aspas.

Se os prepotentes querem fazer, disputar, comemorar a vitória em um torneio que ignora preconceituosamente vários continentes, que o façam, disputem, comemorem.

Mas, como sempre peço, não o chamem de mundial!

É uma questão de semântica. É uma questão de geografia. É uma questão de democracia.

Campeão Mundial foi o Corinthians. Que foi vencedor de um torneio do qual participaram representantes da América do Sul, da Concacaf, da Europa, da Ásia, da Oceania.

Foi o primeiro deles. Já que, confirmando tudo que foi dito acima, passou-se a copiar o modelo inicial e, hoje, são organizados, efetivamente, torneios mundiais.

As palavras, insisto, têm seus significados.

E já que o assunto diz respeito a imprecisões da língua, permito-me encerrar com uma redundância: o Corinthians é o primeiro Campeão Mundial de todo o mundo – sem aspas!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Afiando a Cimitarra

Nessa semana, a suposta "derrota" do Corinthians foi mais lembrada que a suposta "vitória" de um frufru de madame.
Que nem se não tivesse tido as entregadas a seu favor, teria ainda que pagar a segundona. Mas isso a anticorintianada não diz, pois não foi de um Clube qualquer que tiraram a taça; foi da Referência do Futebol. Enfim, esse recalque Freud explica.

O que não se explica é que a abutraiada conseguiu fazer com que todos papaiagassem uma suposta "polêmica" naquilo que o presidente de passagem disse na festinha da cêbêéfe.
Ora... essa anticorintianada de merda fica duas horas vaiando o Corinthians, e ele só disse que o Corinthians voltou para a primeira pela porta da frente...
A canalhada vestiu a carapuça, e ainda teve a proteção de abutre e da anticorintianada. E tem uns e outros, nessas condições, que julgam "defender" o Futebol.

O circo da anticorintianada possui suas dissidências e matizes, todas orquestradas num pastelão, contra o Corinthians.
Cuidado com o que você lê, com o que você segue, não dê ibope para anticorintiano. Naturalmente que são só recomendações deste Mosqueteiro, até porque é dever aqui alertar: há uma orquestração anticorintiana que pretende ampliar esse circo, para algo menos digno do que isso que temos visto.

E nos basta lembrar a História.

Basta olhar nos veículos de abutres e nos conteúdos dos escritores autônomos pela internet toda.
Esta orquestração ainda é tosca, e é completamente identificável.
Quando os rivais se tornaram, por definitivo, meras "torcidas de aluguel", passamos a ver isso consolidado.
Pois a anticorintianada reacionária acha que pode desfazer definitivamente a Vitória do Povo no Futebol, e mal sabem esses desavisados que não irão colher "frutos" nenhum dessa pataquada.

E o Corinthians seguirá sendo a Resistência, a manifestação palpável do anseio popular por emancipação. Pois está no Ethos Corinthianista. E isso ofusca, como o brilho do Cometa, o olhar dos detratores.
Pipocam por aí dizeres e textos anticorintianos orquestrados numa inversão de valores. Claro, essa inversão mata o Futebol, mas também - e é por isso que tem tanta gente nessa onda - ataca o Corinthianismo.

Mas somos a Referência e a Resistência, sempre.
E essa anticorintianada conhece bem o caminho que sempre toma.

Dito isso, vamos às questões de máxima importância, que são as Nossas Questões.
O Mundo só fala de Nossas Questões, pois só o Corinthians importa.

A infame camisa, com dizeres Sagrados, é apenas a aparência de algo que acontece no Parque São Jorge, e a forma como o Corinthians ainda é tratado, interna e externamente.
Precisamos de mobilização, como sempre.

O "100 Anos de História", Sexta, 10/12, às 20h30, tratará do Bar da Torre. Acompanhe como nada no Corinthians é por acaso e, principalmente, como é que funciona, na História, o seu "centro nervoso".
NA RÁDIO BUNKER CORINGÃO
Fale conosco: historia@radiocoringao.com.br

Mas antes disso, vamos adiante.
Há de se entender o que se passa com essa inversão de valores, tanto a que a diretoria comete com essa infame camisa, quanto a que a anticorintianada nos quer fazer crer.

A atual diretoria capitalizou algo que sempre existiu entre os Corinthianos. Dizeres que são comuns à Arquibancada, e não à mera capitalização.
É fato que a diretoria age como os vendilhões do Templo, e a Fiel pode parafrasear o próprio Cristo, quando disse “não está escrito que a minha casa será chamada casa de oração entre todas as gentes? E vós tendes feito dela covil de ladrões”...
Mas a anticorintianada distorce tudo. E a culpa de tudo recai sobre o próprio Corinthians, segundo essa gentalha detratora.
Mas o Corinthians é muito mais que um Clube Poliesportivo.
O Corinthians é a Voz do Povo.
O Mito do Povo.
E Corinthianismo é Arte de viver.

"Ai de vós, fariseus hipócritas"...
Um Gavião diria:
"Não são poucos os registros que associam Corinthians e religião na história. Isso não possui correlação com ser acrítico ou negar os erros da administração do Corinthians. Essa coexistência é parte da nossa história. Não é fruto de Andrez ou de Rosemberg. Se isso deve ou não se usado como estratégia de marketing é outra estória. Condenar essa realidade tendo como justificativa as atitudes esdrúxulas da diretoria do clube é atacar aquilo que temos de mais precioso. É ferir de morte o próprio Corinthians".

É balela esse anticorintianismo. Ele só se sustenta com ódio. E a cobra come o próprio rabo, quando é assim.
Mas internamente, esse anticorintianismo travestido de bizinisse e modernidade é a cobra mordendo o próprio rabo.
O mesmo ignóbbil que arrotou "brilhantismo" ao se referir ao ano, pretende ser "chapa", ao mesmo tempo que o tampão efetivado dava o ar de sua função, que é permitir a volta de um traidor. Ou seja, como sempre na História, há muita gente se fazendo de um dos nossos, mas que só pensa nos próprios interesses.
E não vamos citar a falta da faxina, porque há muito a ser feito ainda. Esses são apenas os indícios do que irá acontecer e vem se acumulando há algum tempo.

Mas o Corinthianismo tem a mania de ser Incondicionalmente Fundamentalista, e é o valor disso que a anticorintianada tem trabalhado para inverter na cabeça de desavisado.
Assim como a diretoria inverteu os valores; não é do Corinthians, mas pelo Corinthians que os autores anônimos da frase vivemos.

A solução é a mobilização, sempre.
O Gavião diria: "É genial quando eles falam em "República Democrática Popular do Corinthians". Mas é uma vergonha, um acinte, eles utilizarem esse termo sem ter a capacidade de promover a participação do torcedor corinthiano, por exemplo, na escolha do terceiro uniforme do clube".
E mais além; a participação do Fiel Torcedor na vida política do Clube, nem que seja para decidir se vem ou não mais gordura baladeira, ou se voltam umas e outras cracas, e mais ainda, quem pode ou não pode VESTIR O MANTO SAGRADO.
E o Gavião finaliza: "é intolerável que eles não tenham uma política de ingressos a preços populares e de aumento na participação do Corinthiano na vida do clube"

Eis a nossa diferença, Fiel Torcida, para as tantas torcidas de aluguel que já não tem time pra torcer; ao invés de achincalharmos o que nos é Sagrado, nós o louvamos.
E a anticorintianada fica des-con-tro-la-da, quando vê que nunca poderá entender patavinas do que é isso tudo que chamamos CORINTHIANS.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!