segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cotovelos moídos

E o Coringão foi até Araraquara e arrancou três pontos do time reserva dos coxa-branca.
As deficiências táticas e as presepadas Tiltanescas perseveram, mas o Santo Padroeiro escreve certo por linhas tortas; Paulinho fez um golaço e Jorge alçou a bola que encontrou o pé do Danilo para desempatar em nosso favor.
E com um uniforme (e em breve postaremos aqui o histórico das Camisas e dos Distintivos, que foi o tema do "100 Anos de História" na Rádio Coringão nessa sexta-feira, está lá no Podcast) para "fazer dinheiro", como gostam de dizer por aí. Como se o CORINTHIANISMO existisse para isso. Mas deixaremos essas considerações para o próximo post.
O que está na pauta do dia é uma outra coisa. Pelo tuíter já dizíamos há algum tempo que era necessário plantar muita pimenteira em Itaquera. Ainda é.
Mas hoje começaram os trabalhos por lá (e, fato notável, haviam mais abutrinhos anticorintianos que operários - que trabalham de verdade).
O primeiro post deste blogue dedicado ao famigerado estádio foi este aqui.
E na verdade, o que é pauta realmente, para nós Corinthianos (e para a anticorintianada doentia dedicaremos um Memorial apenas com os cacos dos cotovelinhos mordidos e moídos), é: qual será a verdadeira serventia deste estádio?
Quem é que vai a Itaquera numa quarta-feira à noite, de 2014 em diante, para pagar R$100 numa cadeira (pois se não ORGANIZARMOS essa festinha aí, não teremos espaço num estádio que, supostamente, é "do Corinthiano")?
Desde já deixo aqui a idéia de termos um CORINTHIANS VARZEANO, formado por Corinthianos de verdade, um Timão a mandar seus jogos no Glorioso e Monumental Alfredo Schürig, a nossa Velha Fazendinha.
Por enquanto, vamos recolhendo os cacos de cotovelos anticorintianos doentios que encontrarmos. Não se esqueçam de colocar o material putrefato no formol, senão perecerá muito rapidamente.






VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

terça-feira, 24 de maio de 2011

O Território Sagrado

(Este texto foi ao ar na sexta, 20/05, na www.radiocoringao.com.br, no programa "100 Anos de História")

Vivemos uma época duvidosa no Futebol que acostumaram a chamar de “moderno”, que significa o fim de uma era no Futebol, e vem sendo tramado há algum tempo.
Começou quando fizeram o desfavor de relacionar Arquibancada, nosso território sagrado, com a violência.
Estávamos em meados da década de 80. Era o auge das Festas Democráticas nas Arquibancadas Corinthianas.
E essa Festa era comum a todos os clubes do Brasil. A Arquibancada era o Território Sagrado da celebração. E também da articulação.
Quanto sobressalto no coraçãozinho oco do poder público corrompido causou a Organização dos Valentes Gaviões, por exemplo.
Cito os Gaviões de Flavio La Selva e Alcides Piva, pois são os maiores, e melhores, exemplos disso onde queremos chegar.
Uma torcida que levantava faixas para anistia, que interferia nos destinos do próprio Clube, bem poderia começar a articular algo mais perigoso e subversivo.
O ideal formador de Flavio era cumprido à risca.

Mas nossa sociedade passava por graves crises.
Da época da ditadura o nosso povo saiu bastante emburrecido. A educação havia sido definitivamente jogada no limbo.
A insatisfação popular era imensa. Quem viveu aquela época sabe. Raulzito cantava: “eh, anos oitenta, charrete que perdeu o condutor”.
Mas as Arquibancadas seguiam sendo o recreio de nossas Lutas diárias, custavam o preço justo que permitia o Povo freqüentar.
O festival de faixas de bairros não me deixa mentir.
São Miguel, São Matheus, Brasilândia, Tucuruvi, Capão Redondo, Grajaú, Guaianazes, Cotia, Osasco, Jandira, Embu, etc etc etc, todas as periferias podiam participar da Festa.
E todas elas chegavam, firmes e fortes.

Mas o legado dos milicos foi avassalador. O comportamento do cidadão brasileiro estava mudado, e as novas gerações cresciam mais na pobreza e na marginalização que nunca.
Da insatisfação à revolta.
E as Arquibancadas muitas vezes se viram como palco para guerras. Significavam nada menos que a potencialização da deseducação, que este legado continha. A chamada “violência” é, portanto, fruto de um estado que não enxerga seu povo.
Mas a mentira contada mil vezes passa a ser uma verdade, segundo a nazi propaganda.
E a violência, gestada no seio do próprio poder público corrompido, acabou recaindo sobre a Arquibancada, que não tem e nunca terá culpa nenhuma.

Entramos nos anos 90, e a Arquibancada sendo achincalhada como lugar de violência. Mas isso também não colava na idéia de quem era mais atento.
O poder público forjou, então, um episódio emblemático.

Marcaram um porco versus bambi, portões abertos, em um Pacaembu em reformas.
Todos os materiais disponíveis para quem quisesse usufruir: pau, pedra, barra de ferro. Tudo o que era preciso para gerar uma definitiva e exemplar guerra campal, que serviria de anúncio e cartaz para a tão propalada “violência nos estádios”.

Como se essa violência não tivesse sido gestada nos porões do DOPS na década de setenta, na desescolarização e empobrecimento do Povo ao longo das décadas seguintes, como se essa violência não fosse observável a olho nu e sentida na pele em cada rua de cada cidade deste país.
Como se essa violência não fosse inerente ao próprio Povo, que entrava no seu recreio de lutas, a Arquibancada, já com toda a carga de revolta que trazia da própria vida.

Ah, mas é muito mais fácil arrumar um bode expiatório, não é?
Ainda mais quando a finalidade real era acabar com o incômodo da articulação popular que o Futebol causa, uma arruaça carnavalesca semanal que significava a Festa mais popular e democrática.
E que pelo próprio espírito do Futebol, de ser simulação de guerra, acabava descambando em uma sociedade violenta por natureza.

A Arquibancada nunca teve culpa nenhuma. Culpada foi a sociedade que não percebeu o golpe que estava sendo iniciado. Um golpe de dentro de sua própria cultura.
A sociedade é reproduzida na Arquibancada, nada mais natural. No entanto, as possibilidades que a articulação de uma torcida proporciona são muito mais fortes que numa turma de colégio, por exemplo. Muito mais que numa turma de clube, de rua. É como se cada turma estivesse reunida numa grandiosa assembléia de festa.
E a sociedade, ali, é inteiramente reproduzida, refeita e remodelada. A Arquibancada teve essa função, que é a mesma função das Artes e da própria Filosofia; na Arquibancada, ao contrário do que dizem por aí, o sujeito pensa.

O sujeito toma conhecimento de diversos personagens desse imenso teatro chamado sociedade. Se estivessem numa fila de banco, os freqüentadores da Arquibancada não se conheceriam. Eis o papel formador da Arquibancada.
E isto, caros ouvintes, causa frisson, ardor no sfincter do poder público corrompido.
Futebol é público, e tudo que é público é político.

E então voltamos ao começo dos anos noventa.
Nessa época as batalhas se tornavam rotineiras em todos os estádios. A marginalização cria a criminalização. E as organizadas cumpriam o papel de estado dentro naquele micro universo que é a Arquibancada.
Alguém aí já deve ter parado para pensar ‘como é que aconteceu das arquibancadas, que era território livre até a década de sessenta, passando pelo período das cordas em 70 e 80, chegarem à separação completa na década de 90?’, e pior; hoje em dia tem gente que nem vai a estádio e acha que deveria ter torcida única...

Pois foi esse o papel do poder público corrompido; o de cercear as ações que representam uma Cultura popular, contidas na Arquibancada.
Cada passo desse cerceamento, ao longo do tempo, é o exemplo cabal de como se tratam das coisas públicas nesse país.
E cada passo nos foi apresentado como uma solução, sem a qual não poderíamos mais conviver.
Mas cada passo foi na verdade uma rasteira bem dada, em uma sociedade que dormia.
E a cada passo em direção à segregação, estava sendo alimentado monstro da intolerância. Se até os anos 60 sentavam-se lado a lado os adversários, nos anos 90 isso era mera lembrança dos pais e avós.

Mas não estou fazendo mera apologia ao passado, de jeito nenhum. Até porque no passado não se sentavam lado a lado sem faíscas, os adversários. E a violência é tão inerente ao Futebol, quanto é para o espírito humano.
E aqui estamos fazendo um histórico do desenvolvimento da farsa da violência nos estádios, e as implicações que vemos nos tempos atuais, mas chegaremos lá.

O Futebol já foi passatempo para a aristocracia. O Corinthians, com sua Revolução de março de 1913, tirou da aristocracia a posse do futebol.
Ele virou coisa séria a partir desse momento, pois o Clube do Povo chegou pra ficar e Ele é a nossa razão de vida.
Os reacionários, por sua vez, tomaram a antítese dessa nossa Razão de vida como razão de vida deles. O Corinthians gerou a anticorintianada, com seu arco-íris de cores e matizes variados.
E desde então a intenção é que o Futebol volte a ser passatempo aristocrata, e essa seria a pior anticorintiania possível.
E ela está acontecendo a passos largos, sem que ninguém se atente.

Estávamos no começo da década de 90, e o episódio emblemático forjado pelo poder público corrompido, que desenhava o futuro do Futebol na direção do passatempo.
Em contraposição ao exemplo Corinthianista de Razão de Vida.

Marcaram um porco versus bambi, portões abertos, em um Pacaembu em reformas.
Todos os materiais disponíveis para quem quisesse usufruir: pau, pedra, barra de ferro. Tudo o que era preciso para gerar uma definitiva e exemplar guerra campal, que serviria de anúncio e cartaz para a tão propalada “violência nos estádios”.
Palco pronto para a guerra, só foi preciso acender o pavio.
Um pavio que iria acender muitas baterias, até muito tempo depois.

E se a violência da sociedade era expressa na Arquibancada, como a própria sociedade sempre é expressa na Arquibancada, mesmo atualmente, era preciso pegar alguém para bode expiatório, fazer dele o réu, e aplicar a injeção do elitismo, que em pouco tempo tudo estaria determinado, como hoje vemos que está.
Desse exemplo emblemático que foi a guerra campal temos o seguinte: o jogo, válido pela supercopa de Junior da Federação Paulista, em 20 de agosto de 1995, seria a preliminar para o jogo do Corinthians. Só que além de portões abertos, colocariam as três torcidas da cidade em confronto.

A torcida Corinthiana sequer chegou ao Pacaembu naquele dia. O caldo entornou de uma maneira que, talvez, nem os autores daquela planejadíssima patifaria, imaginavam. Ou imaginavam, sim. Eu não duvido de mais nada.

Fato é que ali ficou latente contra quem estava o próprio poder público; as organizadas foram o bode expiatório. Mesmo exercendo o papel de poder público na Arquibancada – e digo isso pensando nos Gaviões de Flavio La Selva, não nas duas torcidinhas que entraram em confronto e caíram na arapuca, determinando negativamente todo o futuro que se seguiria.

O poder público não podia assumir o estado falimentar em que se encontrava a cidadania e a educação. Não podia assumir o que estava sendo armado e provocado. E toda a imprensa fez com que a opinião pública passasse a criminalizar as organizadas, como se fosse um punhado de torcidas que tivesse a culpa.

Nossa sociedade se acostumou ao simplismo do bode expiatório, se acostumou a criminalizar o que não consegue entender direito, e se acostumou a fechar os olhos para as origens de todo o problema. Pois todos os experts que começaram a soltar a artilharia pra cima das organizadas tinham apenas um discurso, igual ao discurso inútil e irreal de abutres do naipe de um Flavio da prado, por exemplo.

O engraçado da coisa toda é que esses tais experts não pisavam no cimento da Arquibancada e falavam daquilo que não tinham idéia do que era para um público que precisava criminalizar algo, um público pronto pra receber as mentiras sensacionalistas e propagarem ela a torto e a direito.

E foi assim que a Arquibancada, razão de vida, passou a ser tachada de lugar de marginais.
Ah, nossa boa e Velha Arquibancada...
O que fizeram dela?

Depois desse episódio emblemático, todas as organizadas, ou pior ainda, todo material que fizesse alusão a alguma torcida, passou a ser criminalizado.
Tentaram banir as organizadas na base da proibição.
Mas a Constituição não permite que se faça esse tipo de atrocidade antidemocrática, embora a promotoria pública se regozijasse na possibilidade de tornar aquele grotesco circo da criminalização das torcidas em um palanque eleitoral.

Mastro de bandeira, fogos de artifício e cerveja foram as peças-chaves encontradas pelos assanhados proibidores, depois de perceberem que aquilo tudo era de fato inconstitucional.

Mas nesses governos que tivemos aqui nesse estado – sim, porque tudo isso acontecia aqui em São Paulo – os materiais alusivos às organizadas entravam no pacote.
De todas, a torcida que mais sofreu com essas proibições, e ao mesmo tempo, a que melhor resistiu, foi justamente o Gaviões.
Foi através dos Gaviões que as organizadas puderam voltar na primeira década deste novo milênio.

Mas o que tem de ficar, desta narrativa toda, não é apenas o papel das organizadas na criminalização da Arquibancada, mas a inconseqüente, inevitável e perigosa elitização que isso causa.
O próximo passo depois do episódio emblemático foi colocarem cadeiras onde outrora foi apenas cimento de Arquibancada.

É porque a organização e a articulação da Arquibancada é a maior resistência possível contra a elitização. O papo da violência fez com que a opinião pública cacifasse, sem ter nem idéia do que estava fazendo, essa elitização perniciosa, venenosa.
A articulação é o inverso da elitização. A elitização é a contramão da articulação.
Só se elitiza quando se é muito desavisado, e é esse o caso de nossa sociedade, deslumbrada com marquetagens e modernices sem conteúdo.

Os que criminalizaram a Arquibancada nunca vivenciaram Arquibancada. Mas o poder público conseguiu fazer do assunto a pauta sensacionalista que precisavam para fazer do Futebol aquele mero passatempo babaca para plutocratas. Como era no velódromo. No velódromo, o cara pagava o equivalente a 50 reais pela geral, 500 pela cadeira. Quase igual a hoje em dia, e assustadoramente a mesma mixórdia.

E quando entrou o Corinthians com seu povo que tirava do leite das crianças a grana pra bancar um lugar ali, para ver o Corinthians entrar na Liga dos engomadinhos e Revolucionar o Futebol para sempre, aquela plutocracia tremeu nas bases.
Mas ao invés de borrar só as calças, passaram a borrar as próprias idéias quando falavam de Corinthians.

Coisa semelhante aconteceu quando criminalizaram as torcidas.

Até porque, se sentindo criminalizados, é que os moleques das torcidas começaram a fazer as piores atrocidades, e começaram a alimentar abutre com carniça. E isso desde muito antes do episódio emblemático forjado. E, principalmente, também muito longe das Arquibancadas. A coisa marginalizada encanta aquele de espírito revoltoso.
E briga de torcida passou a ser confundida com brigas de gangue, de rua, de áreas rivais.

O prato era cheio para o poder público corrompido. Envolvia uma resposta inclusive a essa coisa das gangues, na época, e misturava tudo num mesmo caldeirão, entregando a atitude pronta para a sociedade; “vamos combater essa marginália”.

Do mesmíssimo jeito que a anticorintianada tratava aquele intruso em 1913.
E nisso tudo está a abutraiada, a assessoria de imprensa do poder público corrompido.
E desde muito cedo, o olho que tudo vê, viu que a elitização significava mais televisores ligados na sua programação.

O poder público, que quer o futebol como passatempo aristocrata, e o olho que tudo vê, casaram as mesmas idéias. E a quase duas décadas vemos o domínio do olho que tudo vê.
É ele que nos faz chegarmos em casa na madrugada, se conseguirmos pegar metrô e ônibus.
É ele que dá ao nosso povo o antifutebol. O futebol pasteurizado, encaixotado, que pode até ser mediocremente assistido, mas jamais vivido na sua completude. Pois se você não é jogador, dirigente, árbitro, só pode ser torcedor, e lugar de torcedor é na Arquibancada. E não na frente de uma tela, de fazer a minhoca da cabeça dar nó.
É na Arquibancada que se vive o Futebol. E é isto, justamente isto, que estão tirando de nós.
De todos nós.

Ninguém aí parou pra pensar o que significa essa pataquada de padrão FIFA?
E quais as implicações disso tudo?...

(Este desfecho foi escrito pelo Samurai)
"Entender a importância e levar adiante todo o legado que Tantã deixou é saber de nosso papel daqui para frente. O Corinthians, nesse primeiro ano de seu segundo Centenário, passa por uma crise que vai além das pífias apresentações do time principal em campo. Aliás, esses fracassos recentes são nada mais que o reflexo do abandono à causa corinthiana iniciada em 1910. O mais materialista dos homens se rende à Mística Corinthiana por conta da complexidade de forças que atuam em torno de nosso querido clube e, dessa forma, quando esse mesmo homem esquece de onde veio, o calo começa a apertar.

Falei em nosso e o Corinthians é nosso mesmo. Nosso e impessoal, como queria Tantã. Não ter essa concepção é atitude passível de severa punição - lembremos o caso de um garoto que quis processar o Corinthians para levar uma graninha sobre a música "Bando de Loucos", cuja pena foi o auto-exílio das arquibancadas, porque nunca mais foi visto por lá. O "nosso" em questão, portanto, tem o sentido mais puro da coletividade, tão próximo às origens alvinegras.

Voltemos, então, ao que é nitidamente visível e necessário ao Corinthians de hoje. De tempos em tempos, como aconteceu com Tantã e conforme foi renovado pelos Gaviões da Fiel em sua criação, carecemos de uma transformação guiada pelo desprendimento total do individualismo. Lideranças, sempre escolhidas por todos como o representante de um pensamento coletivo, são apenas para que se dialogue com o mundo exterior. Precisamos nos mobilizar, seja nas ruas, na escola, na faculdade, no trabalho, dentro do clube e nos estádios, e nos guiar pelo pensamento único de um Corinthians para todos.

Como pingo d'água em pedra, é preciso repetir a faceta transgressora do Corinthians e aplicá-la num ponto de vista que abrange as relações político-sociais de forma ampla. Nota-se tal função desde a fundação até quando derrubamos o inominável ditador que há pouco fazia das suas no Parque São Jorge, naquilo que pode ser considerado o último levante da Fiel Torcida. O Corinthians nasceu para subverter a ordem e mostrar a força da união do povo. Somos, por exemplo, a única torcida reconhecidamente atuante na luta contra a ditadura militar. Somos, desde que o mundo é mundo, o maior movimento social do mundo.

De maneira que levar adiante esse legado servirá não só ao nosso renascimento, mas também no combate à doença altamente infecciosa conhecida como futebol moderno. Por causa dos preceitos da modernidade, derrubam impunemente monumentos eternos como o Maracanã, o Maior do Mundo. É para atender a demandas mercadológicas que se enjaula torcedores organizados e se valoriza o descompromissado 'torcedor bunda no sofá'. A modernidade torna comum e aceitável o fato dos meios de comunicação oficial do Corinthians, como esta gloriosa Rádio Coringão e também a TV Corinthians, serem preteridos pela própria diretoria em benefício a uma emissora que ganha rios de dinheiro às nossas custas. Esse novo processo de civilização europeizado foi quem retirou as barracas de pernil da frente do Pacaembu e a cerveja vendida nos bares da parte interna, elementos essenciais para a socialização do torcedor antes e depois dos jogos.

Diante desse cenário desolador, Tantã, La Selva e todos os ancestrais e guerreiros, conhecidos ou anônimos, ficariam orgulhosos se, no peito de cada um de nós, reacendesse a chama contestadora típica de todo corinthiano. Querem nos isolar, querem nos calar, querem que a gente fique batendo palminhas hipócritas a cada decepção, quando na verdade deveríamos aprender com os erros por novas conquistas. Retiram nossos direitos pouco a pouco, forçando os limites e dando risada dos que ainda tentam resistir, como se fôssemos utópicos. Ora, o Corinthians é a própria utopia e desdenhar de utopias é desdenhar do Corinthians.

Devemos assumir a demanda que nos foi destinada em troca do privilégio de ser Corinthians.

Urge a Revolução Corinthiana."

domingo, 22 de maio de 2011

Virada épica

E o Corinthians começou seu Brasileirão, lá nas partes baixas do nosso país, vencendo; uma vitória épica de virada. Por incrível que pareça, vencemos as tricoletes gaúchas, com nosso plantel vice-campeão do Paulistão. E com a FIEL apavorando o Olímpico.

Foram dois pênaltis pra cada um, e um golaço do Liedson - coisa de quem joga bola e sabe aparecer quando quer.
Dos dois pênaltis nenhum existiu. O pênalti do adversário foi uma lambança da zaga e Castan barrou o atacante com o corpo. O pênalti no Liedson, por mais que o zagueiro tenha pisado no pé de apoio e depois dado um totózinho, foi uma encenação magnífica - coisa de quem joga bola e sabe aparecer quando quer.
Mas o Timão continua jogando a mesma bola que jogou no Paulistão e no ano passado, isso todo mundo vê. Não tem padrão, tem hora que parece que está todo mundo pregado no chão, e a coisa vai, no Bumba-Meu-Boi, como diz Paulo Monteiro.
Para um time que acostumou a ficar empatando partidas, começar com uma vitória fora de casa é mais importante do que parece, é pra ser comemorada. Ainda mais quando parece que o presidente falou mais firme com seus funcionários. Como se a culpa pela produtividade deficitária não fosse, principalmente, dele. Faltam 37 partidas, e menos de seis meses para as eleições.
E ali no Parque São Jorge e no CT, terão uma semana de respiro, enquanto a FIEL não acorda, continua dormente, e só vê resultado assim como algo positivo. Não negamos, aqui, que seja, em partes. Mas nada mudou, Família Corinthiana.

ACORDA FIEL!!!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

sábado, 21 de maio de 2011

Francisco Piciocchi

Francisco João Antonio Piciocchi, conhecido como Francisco Piciocchi, ou apenas Tantã, nasceu na Praça das Bandeiras, no dia seis de janeiro de 1915.
Foi Corinthiano de corpo e alma, e exercia o Ethos Corinthianista até debaixo d´água, mesmo não tendo uma das pernas.
Foi exímio nadador do Corinthians, jogou pólo aquático pelo primeiro time da história do Corinthians - e sem a perna esquerda!, e só conseguimos entender o porquê de o Clube não reconhecer este atleta, associado e torcedor, como um dos maiores de toda a sua história, justamente por tudo o que fez nas Arquibancadas.
Ele deveria ser atleta laureado do Corinthians, mas não é, porque desagradava à diretoria com sua postura firme no Corinthianismo. Pelo mesmo motivo Toninho de Almeida é esquecido no Clube, mas isso é outro papo.
Chegou mesmo a ser achincalhado por presidentes que passaram, e que receberam devidamente o troco, deste que foi talvez o mais valente e bravo Corinthiano que já existiu, ao lado de Manuel Nunes.
E se há alguém que pode ser colocado no mesmo patamar de Corinthianismo de Neco, esse alguém é Tantã.

Seu Benedetto e Dona Assunta eram calabreses. Vieram embora daquela terra, que passava por maus bocados. Casaram-se em alto-mar, no meio do Atlântico. E junto com uma imensa leva de imigrantes, chegaram ao Bom Retiro, bem na hora em que o Povo fazia a maior das Revoluções no Futebol.
Dona Assunta foi uma das primeiras a abrir confeitaria, no Brás, para produzir sfogliatella.
Seu menino, Francisco, era o filho que tomava conta da venda, numa família de sete irmãos. Bom comerciário, o jovem passou a economizar e abrir quitanda, e outros negócios desse porte. Até que um dia, caiu quando chocou o bonde.
Chocar é pegar a carona, pendurado do lado de fora, pra não pagar.
Naquela tarde, Francisco perdeu sua perna esquerda debaixo do bonde. Tinha lá seus dezesseis anos.
Ele passara a viver com um toco. Andava de muletas. Mas nada segurava aquele calabrês Corinthiano indômito. De muleta ele corria, muito mais que muita gente.

Seu pai, Seo Benedetto, o levava na Ponte Grande, mas naquela época o Corinthians se mudara para o Parque São Jorge, e Tantã que já andava com suas próprias pernas desde muito cedo, foi até lá e associou. Freqüentou a vida toda o Parque como se fosse sua própria casa, e de fato foi.
No cocho e na praia do rio, na enseada linda que o Tietê fazia no Parque, e que lembrou os antigos donos sírios da bela baía de São Jorge, lá em Beirute, foi ali que Tantã nadou seu amor pelo Corinthians.
E na Fazendinha torceu esse seu amor como raros Corinthianos conseguem fazer: vivendo e exercendo o Corinthianismo nosso de cada dia intensamente.

Mas em 1933 a coisa ia muito bem na parte social, o Parque se estruturava com os mutirões Corinthianos, quadra de basquete, de vôlei, de peteca, de tamboreu, de pelota, de bocha, o tiro de guerra, tudo o Corinthians já tinha feito, através do corpo de associados participante. O Corinthians era a sede grandiosa que o homem pobre não podia ter, e agora tinha.
Mas o Futebol ia muito mal. Metade do time tinha ido embora se profissionalizar na Italia. Arrumar um time não era coisa da noite pro dia. E depois de tantos resultados adversos, um último foi o estopim, a maior derrota do Corinthians até hoje.
Nesse dia Tantã organizou uma revolta para mudar aquilo tudo.

A atitude drástica da revolta fez com que uma das melhores diretorias da história pedisse demissão. Alfredo Schurig, Wladimir e Alarico de Toledo Piza, e mais um monte de Corinthiano que haviam trabalhado com afinco, pediam demissão.
Injustamente, talvez. Fato é que no Corinthians, se não faz o que queremos, cabelo voa.
Vejam que até com isso essa modernidade perniciosa acabou, enquanto nós dormimos no ponto.

Mas Tantã é reconhecido na Arquibancada não por liderar justas revoltas. Não apenas por isso, se isso fosse pouca coisa.

Ele organizava a torcida.
Ele organizava as caravanas numa época em que o Torcedor era, como dizem muito mal dito hoje em dia, apenas torcedor “comum”.
Ele organizou as fanfarras. Ele organizou a bateria de rojões. Ele organizou inclusive as faixas que colocavam no começo dos anos 40, em que se lia “torcida corinthiana”. Esses mosaicos, tão chiquérrimos hoje em dia, Tantã já organizava em 1940.

Se alguém quisesse ir ver o jogo em outra cidade, tinha que falar com o Tantã. Ele fretou os 12 vagões de trem para descer a serra, numa época de racionamento de tudo, por causa da segunda guerra mundial, quando o Corinthians voltou com a taça depois de sapecar 3 a 2 na pequena sereia.
Naquela noite, na volta, fazia frio. Muito Corinthiano voltou comemorando, suado e bêbado, em cima do trem. Durante a semana, passaram mal de pneumonia. Teve Corinthiano morrendo nesses dias. Todos eles agradecidos ao Tantã, por proporcionar a eles esse espetáculo.

Tantã foi o articulador de um grupo chamado extra-Corinthians, que representava o Corinthians tanto em competições não-federadas quanto em qualquer lugar onde estivessem. Esse grupo foi quem sustentou o Corinthians quando chegou a intervenção, que quis atingir a própria Soberania do Clube do Povo. Tantã foi vanguarda nesta grande resistência para manter intacta a Soberania do Corinthians, conselheiro que era. Já falamos bastante desse episódio, a intervenção, em outros programas, o ouvinte assíduo deve se lembrar.
Tantã era a cabeça e os olhos da Torcida. O Corinthians se sustentou desde o princípio com esses valorosos Guerreiros.

A década de 40 foi democrática e todos os presidentes cumpriram integralmente seus mandatos. Manoel Domingos Correa de 41 a 43, Trindade, de 44 a 46, e Lourenço Fló Junior.
Nesse tempo, a composição política do clube mudava, a velha guarda Corinthiana encerrava sua participação nesse plano terreno, e grupos importantes no Corinthians, o grupo do Ernesto Cassano, cediam espaço para o personalismo de Trindade, que volta em 48 e só sai em 59.
Tantã, que ensinou a Torcida a se organizar e a gritar numa só voz, e promovia carnavais de salão, e carnavais quando o Corinthians era campeão, além de organizar as caravanas da época de Luizinho, Claudio e Baltazar, este Tantã tinha aversão ao personalismo de Trindade. Mais especificamente ao uso político que Trindade fazia do Corinthians, e acabou ensinando a fazer aqueles iguais ao Wadih Helu.

Foi Tantã quem articulou, para o Matheus e o seu vice, o Wadih Helu (que depois traiu Matheus e o próprio Corinthians), a queda de Trindade em 59. O grupo de Trindade se pulverizou, se tornou massa de manobra, por assim dizer.
Queriam colocar Tantã para presidente, e ele se negou. Colocou o Matheus, que era seu amigo e tinha mais dinheiro que ele, era grande empresário. Tantã era quitandeiro, tinha uma lotérica e era funcionário público no ministério da Fazenda. Sabia que sua liberdade no Ethos Corinthianista estaria em xeque se um dia fosse o presidente.

E quando Wadih Helu dá uma de esperto e fica com a presidência, se apoiando na política externa ao clube, Tantã sai inflamado do Parque, soltando imprecações pra todo lado e jurando não voltar ali enquanto aquele cara estivesse ali.

De 61 a 71, portanto, Tantã não pisa no Parque São Jorge. E que dias tristes, aqueles, para a Cidade Corinthians, sem a luz de um de seus maiores Guerreiros.

Mas Tantã articula de fora do Parque. Foi vendo uma molecada esperta que chegava em bando na Arquibancada, jovens camaradas que tinham no ideal de Tantã um espelho e uma fonte de sabedoria Corinthianista, que ele novamente organizou a Fiel Torcida.
O plano foi se desenvolvendo, uma idéia viva na cabeça de Tantã.

Uma idéia viva parecida com aquela que tinha Antonio Pereira no começo de 1910.

E jogo após jogo, Tantã chegava mancando com sua muleta, sempre bem alinhado, e com ar de Professor dava aulas de Corinthians para aquela rapaziada. Em plena Arquibancada.

‘Uma Torcida Organizada, com aquela molecada Corinthiana, que atravessava o auge do jejum e continuava na luta’, pensou Tantã, ‘ah, essa Torcida vai ser muito forte’.

Começaram a fazer reuniões e churrascos nas casas.
Foi assim que, finalmente, em julho de 1969, aquela molecada, que já estava amadurecida o bastante, e tinham aprendido as responsabilidades do Ethos Corinthianista com um dos maiores professores que já tivemos em nossa história, aquela molecada que tinha Chico Malfitani, Roberto Daga, Flavio La Selva, Alcides Piva, e mais dezenas de Corinthianos de primeira linha, de linha de frente, de vanguarda, essa turma fundou os Gaviões da Fiel.

Os Gaviões é a concretização da idéia viva do Francisco Piciocchi, assim como o Corinthians é a concretização da idéia viva de Antonio Pereira. Que o Povo abraçou, desenvolveu, levou adiante, como Razão de Vida.

A Resistência jamais acaba, e Wadih Helu viu que não adiantava se utilizar do mesmo expediente da ditadura, para acabar com aquela “rebelião subversiva” que significava os Gaviões da Fiel.
Igual as madames em 1913 não conseguiram de forma alguma conter aquela rebelião subversiva chamada Corinthians Paulista.
A Resistência jamais acaba.

E Tantã retorna ao Parque em 72, época em que as primeiras conselheiras mulheres são eleitas. O Corinthians respirava a Democracia novamente, mesmo que contida em nossa Cidade Corinthians. E dez anos antes da própria Democracia Corinthiana tomar corpo e gritar ao mundo inteiro a Liberdade como Resistência Corinthiana.
Matheus, porém, se perpetua no poder. E o que faz Francisco Piciocchi?

Briga definitivamente com seu amigo.

“Contra todo ditador que no Timão quiser mandar”. Essa lição que os Gaviões gritamos na Arquibancada, essa lição é de Francisco Piciocchi.
Nessa discussão, Matheus chegou a ferir o orgulho de Tantã, chamando-o de “bandido manco”.

Mas Tantã retrucou, e apunhalou o coração do amigo dizendo mais ou menos assim:
“Se eu sou bandido, você me deve a vida.
Esqueceu daquele dia que aquela turma de porco queria te pegar? Este bandido manco aqui salvou tua vida.
Manco, sim, mas não precisei de duas pernas pra bater naqueles três porcos e salvar tua vida.
Mas você precisou das duas pernas pra correr.
Se não fosse por mim, você não estaria aqui.”
Eles nunca mais se falaram.

Tantã faleceu em agosto de 1980, de câncer. Foi Sérgio Terpins quem levou ele ao médico especializado, mas era tarde. Dois meses depois, faleceu, foi fulminante. Sérgio ainda custeou o enterro.
Quando a filha do Tantã, Tania Piciocchi, que hoje está diariamente no Memorial do Corinthians, que todo mundo devia visitar com constância, foi levar o dinheiro do enterro, devolver ao Sérgio aquele dinheiro, ele se negou a receber de volta o que havia sido dado por obrigação. “Eu quero apenas sua amizade”.

As lições de Francisco Piciocchi são eternas, como eterno é o Corinthianismo.

domingo, 15 de maio de 2011

Só nós, Fiel Torcida

É isso aí. Chover no molhado não adianta nada, mas estamos aí pra lembrar: SÃO JORGE não ajuda vagabundo.
E o placar só não foi maior por causa dele.
A culpa é de algum jogador? Também.
A culpa é do Tilte? Também.
A culpa, porém, carrega uma exclusividade, que tem nome, sobrenome e cargo no Corinthians; e é o próprio presidente. Chegamos na Final? Sim; por causa de SÃO JORGE. Mas Ele não ajuda vagabundo, e quem põe vagabundo ali é ele, com sua diretoria que entregou o Futebol Corinthiano. Abandonou; ainda assim esse Manto Sagrado se fez Forte e chegou na Final. Ele representa a Companhia de Jorge, e é através Dele que o Padroeiro escreve, por linhas tortas, todas as suas lições.

E na tarde de hoje, a vagabundagem expressou tudo o que é isso que anda acontecendo conosco, em apenas 90 minutos. Vê quem quiser, quem não quiser, cabelo voa.

E a anticorintianada comemora não um título, mas mais uma derrota do Clube de Todos os Povos. A Referência se faz presente, sempre. Hoje se acentua, afinal a frustração é gigante na doentia anticorintianada.

Uns vão, uns vêm. O que vai mudar?
Só nós, FIEL TORCIDA, podemos mudar.
ACORDA, FIEL!!!

AQUI É CORINTHIANS!!!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Nossa Gente Diferenciada

O gancho para o assunto me pareceu óbvio desde o primeiro instante. O Samurai aborda a questão em seu último post, AQUI, mas por aqui nos cabe colocar a coisa toda sob o que norteia esse blogue.
Ora, foram três mil e alguma coisa de endinheirados plutocratas que impediram uma estação de metrô em bairro estratégico da cidade, tanto que é servido por algumas estações em seu entorno, mas não em seu centro.
O argumento é o mesmo de um século atrás. Caso existisse uma estação de metrô no coraçãozinho do nobilíssimo bairro central, "gente diferenciada" chegaria por ali.
A cidade higienista não comporta nada a não ser seus feudais senhores.

Em março de 1913 os antepassados higienistas desses mesmos contemporâneos higienistas tomavam uma solapada sem precedentes.
É que o Futebol, nesta Terra Brasilis, tomou duas vertentes, que culminaram-se em março de 1913, com uma Revolução que é permanente.

O Futebol chegou por aqui debaixo das batinas dos padres. E os Colégios introduziam essa semente arquetípica no seio da infância brasileira. E ainda nem se estava no século vinte, tampouco Charles Miller havia retornado de seus estudos.
As Várzeas se originaram deste Futebol praticado em Colégios. É, na verdade, a extensão desse Futebol de educação física, uma arte cultivada pelos novos brasileirinhos que surgiam de diversas nacionalidades e cores, num processo de amadurecimento cultural que parece não ter fim.

Das escolas para as cidades, o nível da disputa cresceu. Dos campeonatos entre classes para o campeonato entre ruas, do campeonato entre escolas para o campeonato entre bairros.
Por todas as cidades e vilas se assistia esse fenômeno; a proliferação de campos para a prática e o culto à Deusa Bola.

Essa origem foi "esquecida".
Precisou-se instaurar uma higienização daquele que prometia ser um excelente passatempo para a aristocracia que se afunda na plutocracia.
E então a lenda do menino do Brás que não estudou em colégios no Brasil, mas na Inglaterra. E não teve tempo para aprender o Futebol aqui, mas foi aprender por lá. E retornou com a "grande novidade" que já era coqueluche para o Povo Varzeano...

E daí veio o passatempo aristocrata se "impondo" na base do higienismo. E a lenda perdurou, esse menino fundou clubes aristocratas e se tornou "pai" do Futebol no Brasil... Foi através disso que o Futebol conquistou o Brasil, na verdade. O Rio de Janeiro conheceu o Futebol por ser ele ainda este mero passatempo aristocrata, uma vez que os esportes populares ali eram outros.

É talvez por esse fato, determinante em diversos aspectos, que não exista um Corinthians em outro lugar que não aqui.
E desenvolvendo essa idéia, o Corinthians só poderia acontecer por aqui, e só poderia surgir num bairro proletário e cosmopolita como o Bom Retiro.

A Liga Paulista fora fundada em 1902, com o intuito óbvio e ululante de promover o passatempo aristocrata. E nesse tempo, o palco higienista era o Velódromo. As Várzeas se multiplicavam por todos os lados, e na primeira década o desenvolvimento dos torneios varzeanos se fazia muito mais pujante que o da Liga, com sua meia-dúzia de engomadinhos perfumados.
Embora a assessoria de imprensa - e a imprensa brasileira sempre foi a assessoria de imprensa da plutocracia - não desse a mínima bola, exceto pelos fatores que poderiam calcar como negativos (e a violência não era mero aspecto, mas condição da realização dos Embates Varzeanos, pela própria natureza do Futebol), a preocupação do Povo era com a Várzea, e ali se praticava o Futebol de Verdade, não de passatempo.

E é aqui que entra o espírito do Bom Retiro. Uma semente brotou ali no areal do rio Tietê ainda limpo (e a condição atual dos rios são o retrato dessa "higienização" plutocrata), uma Idéia Viva.
Um Club de Verdade, para fazer o Futebol de Verdade completo. Essa história de "passatempo" não tinha razão de ser, e estava com os dias contados.
O Corinthians é a Seleção Varzeana do Bom Retiro, e está para a História do Futebol Brasileiro como o ápice nevrálgico da popularização e unificação do Futebol de Verdade com o "passatempo" plutocrata.
Não fosse o Corinthians e sua Revolução Corinthiana de março de 1913, o "passatempo" perduraria, e a assessoria continuaria tendo que mentir e dizer que aquilo era o "futebol".

Mas a assessoria teve de torcer o nariz e propagar a anticorintiania doentia, que é um desdobramento da Revolução Corinthiana, mas também do higienismo de pouco mais de uma década antes de Primeiro de Setembro de 1910.

Ora, o Corinthians é o próprio Povo, ou seja, essa "gente diferenciada".
O temor, portanto, é sempre o mesmo: que a estação Corinthians-Itaquera desembarque no Velódromo.

A Revolução Corinthiana é, portanto, permanente.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pão e CORINTHIANS

Imaginem um trágico dia, tétrico, apocalíptico, em que o pãozinho de nossas padocas tivesse o seu preço estipulado pelo croissant em Paris.
Essa massa cheia de farinha branca e fermento estaria sendo comparada com a finíssima e folhada massa do croissant...
Mas nem mesmo aquelas padocas "comuns" vemos mais, em certos bairros. É de uma granfinage, os nouvelle armazéns que existem por aí. Nada de pão na chapa a R$ 0,40.
Ora, se não têm pão, comam brioches. Não foi isso que disse a princesinha com a cabeça em seu conto-de-fada?

Mas por aqui o conto-de-fada não é meramente aristocrático, antes fosse apenas isso.
É debilmente semi-escravocrata e vilmente plutocrata.
E o subproduto disso observamos no cotidiano, ainda mais quando se trata de CORINTHIANS, Utopia Concretizada, forjada na Luta e que se fez Referência no Futebol contra quase tudo e quase todos; o Povo sempre foi a seiva que nutriu e fez essa gigantesca árvore se desenvolver e se agigantar.
Revolucionou o Futebol, e como subproduto disso vemos a anticorintianada reacionária. É curioso o ódio que reage a o amor. O amor da Fiel Torcida ao Corinthians Paulista, amor de Mãe - e Mãe é Mãe - gera esse ódio na anticorintianada, que é orfã.

Mas falávamos do preço do pão, né?
Pois é. O preço que se paga numa Arquibancada já é alto e injusto demais, um verdadeiro roubo.
Pagamos por um pãozinho o preço de um croissant parisiense.
Já quem paga isso por um Tobogã, está pagando o preço desse croissant por um chiclete.
Mas pelo espaço que já custou o mesmo que a atual Arquibancada, quando o pãozinho custava o preço de um pãozinho e não de croissant parisiense, e que agora tem cadeira no lugar do cimento, paga-se o preço daqueles salmões grelhados com molho de alcaparra e arroz, acompanhando legumes na manteiga. Ali onde sempre teve cadeira, mesmo sem terem estofado os bancos, paga-se o preço de um rodízio de sushi. E o único lugar que sempre foi coberto, o rodízio de sushi com open bar.
Mas assim como não é croissant, não é salmão, não tem sushi e nem open bar, mas você está pagando como se fosse e tivesse.
Nessa, a diretoria é apenas inocente útil e deslumbrada, como todas as diretorias de clubes. É um consenso da cúpula, é federal, é estatutária, é inescapável; a diretoria é agente, mas nos moldes de um fantoche.

O fato é que não estão apenas roubando o Futebol da cultura popular brasileira, sob a falácia da modernidade, como já fizeram pelo mundo afora. Mas é que estão prometendo devolver depois, veja só a desfaçatez!
Encaixotado e pasteurizado.
E tem quem acredite nessa promessa.
Para o olho que tudo vê é muito simples fazer esse bando de imbecil acreditar que a culpa é sempre do Corinthians. É muito simples levar a cabo um terror explorando a violência para desviar o foco da intenção de elitizar. E usar o Corinthians como refém, afinal essa nossa diretoria é o fantoche principal no teatrinho.

Porque o Corinthians é o incômodo semanal da anticorintianada, e o Futebol é um agente mobilizador a ser controlado.

Exemplo novo é essa pataquada do amistoso contra um freguês internacional (quatro jogos, quatro vitórias), que seria bancado pela emiçôra câncer, que não pode dizer isso senão frustra a madame, que sonhava com esse tipo de coisa mas nunca teve o cacife e a fama que o Corinthians sempre teve, tem e terá. Uma "festividade" inútil e incabível, a não ser pela brincadeira. E brincadeiras não caem bem no Futebol. Quanto vai custar o pãozinho nesse dia?...

E quem repete o bordão "mas é só futebol", da mesma forma que a anticorintianada tenta desfazer o Corinthians, está não apenas fingindo desprezar o que o Futebol representa para a cultura que se cultiva nesse país, como relegando ao canto uma das primordiais manifestações do ser humano.

É notável o esforço diário e incessante, desde 1913, para podar os galhos da árvore gigantesca Corinthians. Assim como é notável o esforço dessa aristocracia plutocrata de tornar o Futebol um desprezível produto, já que o Povo, através do Corinthians, impediu que fosse sempre um mero passatempo, passando a ser questão de vida.
Por causa do Corinthians.
O Corinthians nosso de cada dia.

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E o Coringão chegou à Final do Paulistão, e do primeiro jogo, no Pacaembu, só posso dizer que foi o que esperava. Bruno Cesar ciscando, Dentinho se escondendo, Jorge atrapalhado, Liedson sobrecarregado, e Adenor coloca o Wallace na lateral direita. Pelo menos a zaga e o Ralf jogaram direito, o que significa que erraram dentro dos limites do aceitável. Sim, Ralf foi a chave do jogo e tende a ser no segundo jogo.
Castán também se acertou, mas é outro sobrecarregado; vacilou em alguns momentos, ele deixa a bola pingar na frente antes de ir pro combate (um cara no alambrado matou a charada: "não deixa pingar"), mas o Chicão também terminou se acertando.
Na verdade foi São Jorge que jogou, assim como no jogo da semifinal.
Para que tirar o Bruno?, é o que todos nós nos perguntamos. Morais não entrou melhor que o Bruno, mas Willian entrou bem melhor que Dentinho. E assim vamos, aos trancos e barrancos, POR SÃO JORGE!
Para maiores considerações, leiam o Samurai.
E repito aqui o que disse por lá; não paramos ninguém, foi São Jorge. E são essas pequenas sereias que tremem contra o CORINTHIANS - e Ele no fim das contas mostra que prescinde das carcaças que vem cobrindo nos últimos tempos.
E com isso tudo, de um arremedo do que já foi em tempos recentes também, a FIEL TORCIDA, PELO CORINTHIANS, demonstra o mesmo princípio.
Caso inexplicável no Universo, de Torcida e Manto que juntos vencem Guerras.
São Jorge escreve certo por linhas tortas, e a cada jogo que nos despedimos do Templo Ele nos dá outra lição, que deveria ser entendida como bordoada.
Agora é a hora da máxima CONCENTRAÇÃO!
AQUI É CORINTHIANS!!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Corinthianismo a golpes de martelo

Não fosse o Corinthians ter concretizado o Corinthianismo em 1910, ter fundamentado uma Seleção Varzeana - Ó Várzea, berço do Futebol! - e ter partido com a cara e a coragem para a mais justa e ferrenha das Lutas pela igualdade, ter exercido seu papel histórico primordial na Revolução Corinthiana de março de 1913, enfim, não fosse o CORINTHIANS PAULISTA e sua Existência arrebatadora, o Futebol seguiria sendo o modorrento passatempo aristocrata.

Mas não estamos aqui discorrendo acerca do subproduto do ranço, que queria, quer e quererá a reação a essa Revolução permanente no Futebol. A anticorintiania doentia tem sua condição inválida, e parte da premissa capenga do "somos superiores" para tentar assim atingir o cerne e a Referência - o Corinthians de nós todos.
Desse "somos superiores" acabaram se divindo, num primeiro instante da década da Revolução, criando ranços de todas as cores do arco-íris. Depois, partiram para a tentativa de nos diminuir. Somos a ralé, segundo eles. Os discursos classistas começaram desde cedo, afinal o Corinthians levou os operários aos campos da patronagem. E no quadrilátero, os trabalhadores viram o quanto são mais fortes que seus gerentes, chefes, patrões, gente de uma aristocracia semi-escravocrata. Desse high society sobreveio o ranço, que se subdividiu. As múltiplas facetas da anticorintiania nos exemplificam cabalmente o que é a Referência.
É com a Referência que todos aspiram, um dia, rivalizar.

Esta Referência não se estabelece pelo "nível de superioridade" aristocrata e babaca.
Muito pelo contrário, ele é plena apenas porque se estabelece, tão profunda que a História se delimita a partir Dela.
O ranço porém está por aí, é observável e patina na esquizofrenia que a anticorintiania doentia causa. Por conta dela vemos tanto mimimi filodramatúrgico e dançante, a face tragicômica pastelônica da parte mais imunda da anticorintianada, que derrotamos no domingo glorioso que passou - LEIA O SAMURAI.
Mas esse pessoalzinho não leva a sério a si próprio, afinal o discursinho é de uma imensa contradição histórica, que permite àquele que surgiu corrompido se arrogar à uma superioridade falaciosa. Pobre anticorintianada perdida...

Mas o que é necessário notar, e que é a nossa real e necessária Luta, é que a diretoria mais uma vez majorou o preço do ingresso para a Final.
Claro, não fizeram isso nos atuais arremedos de Arquibancadas, muito menos no Tobogã, mas nas cadeiras.
O Futebol volta a ter seu público de alto poder aquisitivo, exatamente como na época da Revolução Corinthiana de março de 1913.
O problema, como muitos sabiam, mas só agora todos se atentam, é que é a diretoria do Corinthians quem está promovendo essa esbórnia. Sob o véu impoluto mas altamente nocivo que chamaram de "modernidade".
O Futebol é público, e tudo o que é público é também político.

Nós, Fiel Torcida, precisamos compreender nosso papel histórico que é próprio do Corinthianismo, e que ninguém mais tem a capacidade de exercer. Se nós não lutarmos, ninguém lutará. E o Corinthians é muito grande para ficarmos com essa palhaçada de elitização de nosso espaço que é sagrado.
Lembrem-se das bandeiras, do fato das cadeiras laranjas outrora serem apenas cimento, da Festa verdadeira e sem a qual não se pensava Futebol, há muito pouco tempo atrás.

Não é razoável, sequer tem espírito público, aquele que afirma que queria o estádio igual ao que se vê na Europa. São essas pessoas que fazem o Futebol ser menos brasileiro. E às vezes nem se dá conta disso. Há muito de veneno anticorintiano nessa assertiva, e mesmo o Corinthiano que diz uma baboseira dessa está corroído por uma anticorintiania aristocrata.
O Futebol menos popular, mais encaixotado pelo olho que tudo vê da vênus platinada - a emiçôra câncer - é um Futebol cada vez menos Corinthiano.
A ironia é essa; a diretoria atual promove a impopularidade e a aristocratização em nosso próprio cimento. Claro que a diretoria iria rebater com os argumentos do tipo "precisamos arrecadar". Esse argumento tem uma razoabilidade incontestável.
Mas o que é feito com o dinheiro arrecadado? Paga-se salário para encostados ou mesmo para cracas emprestadas a outros clubes - e são apenas exemplos, e não todos os gastos inúteis com o dinheiro que a Fiel gera. E este fato aniquila a razoabilidade do argumento.

Em breve a Arquibancada custará R$ 50. E só uns poucos gritaremos contra isso, pois a estrutura de apoio para que isso aconteça já está montada. A maioria achará que tem o maior cabimento uma estupidez dessa.
O subproduto do ranço dirá que a culpa foi do Corinthians, pois a essa gente restará sempre a Referência.
E o Povo estará exilado do Futebol, exatamente como há cem anos atrás.

Quando essa tragédia real estiver estabelecida, e a Resistência Corinthianista se limitar a alguns bravos Guerreiros, o Ciclo do Corinthianismo estará recomeçando, mas não haverá motivo para comemorar qualquer Glória. Este é um dos cernes da questão toda. O motivo mesmo é que o Povo terá permitido que aquilo que se fez razão de vida pudesse ter se esvaido.
Talvez quando o Povo recobrar a consciência, seja tarde. Mas o máximo que pode ter de acontecer é realizarmos novamente a Revolução Corinthiana Permanente de março de 1913.
Para isso, retornemos à nossa própria História, antes de qualquer coisa. Nunca é demais lembrar a História.

Aos Concretizadores da Utopia, manifestação palpável do anseio popular por emancipação.
Gênios do Povo de nossa Velha Piratininga!
À eles, a IMORTALIDADE CORINTHIANA!

A memória de que o CORINTHIANS permanece, pois o Corinthianismo é imutável. E a Luta, pelo Corinthians, nunca é em vão.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

domingo, 1 de maio de 2011

Frascatula alla Corinthians


De que adianta se dizer "intalianigno" se já não sabe mais fazer polenta, piatto dei poveri, "o prato dos pobres"?
Aqui no Brasil, talvez esse prato talvez pudesse ser a Feijoada. E o Clube de Todos os Povos ofereceu uma bela feijuca no Templo Sagrado. Mas é notório que a ricetta desses "intalianignos" já foi esquecida.
Se os romanos, um dia, perderam o seu latim, a porcada sem vergonha está perdendo a sua polenta. O velho XV de Jaú da Avenida Antárctica, o priminho mais novo, riquinho, gordinho de bochecha cor-de-rosa, comedor de bracciola, diminui a olhos vistos.
A presepada de não nos oferecer o Tobogã, apunhalando o Futebol paulista pelas costas, matando-o de vez, já que nunca mais teremos clássicos com duas torcidas (muito embora os 2000 do Pacaembu fazemos sempre a diferença). Tentaram criar climinha com arbitragem, durante a semana inteira. E continuarão fazendo isso, já que mimimi é com o chiqueiro mesmo.
Eliminamos a parte mais imunda da anticorintianada. Por São Jorge!
Sim, o Timão do Tilte, e apesar dele, chegou à Finalíssima do Paulistão.
Jogamos com um a mais quase o jogo todo, mas o Timão do Tilte sofreu. E mais não digo, porque já dissemos muito, e quase tudo, desde o ano passado. Mais que nunca, agora é hora da concentração total.
O adversário da baixada não está bagunçado como quando tomou aquela recente piaba, com golaço de Liedson e tudo. O Corinthians já não está tão arrumado (!) quanto naquela época. Mas é a hora da decisão, e AQUI É CORINTHIANS!
À LUTA, FIEL!
SÃO JORGE NOS ILUMINA!

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Saravá Santo Guerreiro

São Jorge Padroeiro trabalhou bastante neste sábado. Leia o Samurai.
O Coringão jogou naquela formação tática conhecida, e ainda assim Paulinho conseguiu achar Liedson num contra-ataque fulminante, com uma conclusão perfeita, enganando o goleiro - é ou não é coisa do Santo Guerreiro?

Todas as falhas, tanto de conclusão de jogadas na cara do gol quanto de reposição de bola, deveriam servir de alerta. É necessária mais concentração de todos, do goleiro ao camisa 11. E à Fiel Torcida também.
Esse jogo de sábado foi uma espécie de síntese do que tem sido o Corinthians deste ano. Muita vontade, muitas falhas. Uma grande falha esteve aparente desde há muito tempo, e ficou evidenciada ano passado em Goiânia, e diz respeito ao setor defensivo, na reposição e articulação da bola. O adversário parecia pronto para essa nossa triste surpresa. E quando tudo parece resolvido, mesmo depois de tomar gol besta, com um belo gol de William, o time é recuado e passa a esperar o adversário vir pra cima.

É a opção pelo sufoco. Veja, nada tem a ver com a boa e velha natureza do Sofrimento pelo Corinthians, e não adianta se questionar "por que tudo sempre é sofrido". É sufoco tático, mesmo. Coisa do Adenor. E temos então novamente a Benção de São Jorge Guerreiro, que evitou tristes surpresas. O Coringão vai para a semifinal.

Será no Domingo, dia 1º de Maio, dia do Trabalhador. No Pacaembu, às 16h.
E o XV da Avenida Antárctica, além de temer o palco do confronto, reafirmando o que a Nação Corinthiana sempre soube ("o Pacaembu é a casa deles", disseram os engolidores de bracciola), irá quebrar o trato do Tobogã, por temer também o jogo único de uma semifinal. Não sei se a diretoria atual do Clube de Todos os Povos faria uma imbecilidade dessa, mas já que os polenteiros vão fazer, e se fizerem mesmo, será mais uma prova histórica de como agem os porcos desde sempre.
LIDU E EDUARDO VIVEM!
Vamos todos voltar a esses posts aqui e aqui.

VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!