Todo bom marinheiro sabe que o casco do navio furou quando há o sinal mais claro e óbvio: os ratos começam a fugir.
Alojados no porão, desfrutando do estoque de comida e dos restos, levam a boa-vida proporcionada pelo suor do marinheiro, mas no momento em que sentem um estalo, são os primeiros a perceberem que tem água vazando pra dentro. E fogem. Arriscado, sim, pois se o navio está em alto-mar eles dão com o burro n´água...
Mas se fogem, é justamente porque sabem que não são "donos" do navio. A Tripulação verdadeira, no entanto, afunda junto nesses casos. Sem esmorecer. Sem temer. Até conseguir fechar o furo, com chiclete ou o que tiver às mãos. E salvar o navio.
O problema é quando o rato se finge de comandante e faz estripulias "para pagar as contas". Um navio é algo relativamente simples, não tem segredo. E o/a Corinthiano/a, Camaradas, é o/a melhor marinheiro/a que existe. Almirante Nelson iria querer ter em toda sua frota apenas Corinthian@s.
O rato, não. O rato quis transformar a nossa tripulação em meras madames. Vários ratos gordinhos se juntaram a ele nessa empreitada. De forma que tudo o que já dissemos nesse blogue se confirmou. Quando estava sendo dito, este Mosqueteiro foi mal-dito.
Quanto ao Fiel Torcedor, cuja proposta sempre foi louvada por aqui até certo ponto, podemos dizer que ele "rende", sim. Como rato diz, ele "rende". Deixa rendida nossa Tripulação (mãos ao alto, isso é um assalto!) e faz ratos engordarem.
Ratos continuarão engordando por ali, porque o furo no casco continua sendo tapado com chiclete. Para bom entendedor meia palavra basta.
Já o ratinho fujão não vai ser eleito nem pra síndico.
Que São Jorge nos ilumine.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA
Leia o ESPÍRITO CORINTHIANO: Aqui e Aqui. É condição para compreender a situação.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Weiss Fühdr
É fácil escrever qualquer coisa num hora dessa. É isso o que a maioria tem feito. Culpar o fascistóide de bigode, o tosquíssimo "tem-que-ter-raiva-do-CORINTHIANS" é carne-de-vaca; acabou pro Futebol faz muito tempo, e só porquinho paga-pau de fascistóide é que não percebe.
A Alemanha trabalha faz quase uma década num só pensamento, imbuídos de atitudes certeiras. Vejam que jamais erram um passe em campo. Isso não é fruto simplesmente de treinos, mas de mentalidade. Para uma cultura que já passou por todos os sistemas políticos, por todas as filosofias, já produziu todo tipo de música, poesia, literatura, etc, focar em algo e em grupo não parece coisa de outro mundo.
Tampouco uma goleada dessas, de 7 a 1, é coisa de outro mundo. A suposta lição de futebol que muita gente veio a dizer que tomamos é enganadora. Os deutscher não fizeram nada, absolutamente nada, diferente daquilo que vem fazendo há tantos anos. Não existe excepcionalidade em nenhum lance, nada de gênio ou de craque. Simplesmente toque de bola. Ora, qual a função do passe? Fazer a bola chegar no pé do companheiro em condições mínimas para que, pelo menos, ele possa fazer um novo passe. Isso dito aqui no Brasil e babaca vai te chamar de babaca porque está dizendo coisa "óbvia".
E quem diz que é coisa "óbvia" provavelmente não percebe que por aqui abdicamos desse princípio. Estamos a um fio de jogar no lixo toda uma geração. Pois em "escolinhas" o "professor" não ensina a tocar a bola. Aliás, parecem não ensinar coisa alguma. É toda uma geração jogada no lixo. Pois a conta é simples; há toda uma estrutura para vender "promessas". O molequinho não aprendeu nada, não sabe nada, mas está no centro de uma movimentação financeira internacional. Como produto, vejam só. Como semi-escravos, mas o babaca citado linha acima não vê isso. E assim colocou-se em campo uma das primeiras seleções brasileiras que é totalmente formada por jogadores nessas condições de produto precoce. E vemos o que acontece. Tragédia anunciada, mas o babaca acha que a culpa é do "apagão de seis minutos" do fascistóide de bigode.
Antes da estrutura carcomida do nosso Futebol que toma de 7, há toda uma mentalidade babaca agindo. Hoje em dia, essa mentalidade, que tentamos esmiuçar durante todo esse tempo nesse blogue, é capitaneada pelo nosso CORINTHIANS. Mas tem muito babaca que lambe as bolas dos babacas que promovem essa mixórdia, só pra receber em troca os espelhinhos.
"País do Futebol", éramos antes desse 7 a 1, e agora para os babacas já não somos mais. Ora, Futebol é coisa da humanidade, existem várias Escolas, e de tempos em tempos uma se sobressai sobre as outras, e assim vemos algumas principais; a brasileira, a argentina, a italiana, a alemã, etc. Não existe um "país do futebol". A mentalidade babaca foi quem criou isso para aumentar o preço dos semi-escravos, e para criar uma cortina para esse verdadeiro estupro na nossa alma. De quebra, ainda "levantam o nosso moral", pois ninguém joga Futebol como nós! E nós, babacas, acreditamos nisso. Fato é que o Futebol é a simulação e domesticação do conflito ancestral, como dizíamos, e cada cultura lida com isso à sua maneira.
Aqui, cobramos uma vitória a qualquer custo. Se não vier, a vaia e a execração sobressaem. Foi sempre assim. É a tal "alma de vira-lata". O brasileiro é um perdedor que não se aceita nessa condição e cria uma fantasia para fingir seu carnaval. Mas esse placar trágico não se explica apenas por isso; nada mais brasileiro e auto-explicativo que se foder de verde-amarelo. Se explica também na falência tática desse mal-afamado "futebol gaúcho" que empenou o desenvolvimento do Futebol brasileiro como um todo. A escola carioca, a escola paulista, todas as escolas dentro dessa grande escola que seria a brasileira, estão acachapadas nesta mediocridade. O último a conseguir alguma coisa foi o nosso Coringão, CAMPEÃO DO MUNDO (chupa porcada) com toda sua titebilidade.
Mas a vaia e a execração cabem ao fascistóide de bigode, sempre caberão. Agora, o lance específico que tirou qualquer possibilidade para o Brasil foi, de fato, a joelhada nas costas do bundãozinho que sempre tremeu contra a FIEL. Ora, a mentalidade babaca tem nesse "culpado" toda a "culpa" da própria mediocridade... Fato é que naquela partida o couro comia e ninguém tirou o pé, enquanto a arbitragem deixava tudo acontecer. O marcador será sempre implacável nessas condições, e quantas vezes vimos esse tipo de coisa acontecer? Mas a mentalidade babaca é tão babaca que depende inteiramente de um bundãozinho...
Depois de domingo talvez volte aqui, mas para encerrar devo dizer que o "ódiozinho" que essa mentalidade babaca criou contra a Argentina é a mesma merda que a anticorintiania doentia criou contra o nosso CORINTHIANS. Por isso mesmo, se a Argentina for campeã do mundo aqui em nosso solo sagrado, eu acharei maravilhoso. E eles terão o que falar por muito tempo, e exatamente como a anticorintiania, a mentalidade babaca vai ouvir e sentir profundamente.
Aguardemos o dia 17, quando o Corinthians voltar a campo. O resto é perfumaria.
A Alemanha trabalha faz quase uma década num só pensamento, imbuídos de atitudes certeiras. Vejam que jamais erram um passe em campo. Isso não é fruto simplesmente de treinos, mas de mentalidade. Para uma cultura que já passou por todos os sistemas políticos, por todas as filosofias, já produziu todo tipo de música, poesia, literatura, etc, focar em algo e em grupo não parece coisa de outro mundo.
Tampouco uma goleada dessas, de 7 a 1, é coisa de outro mundo. A suposta lição de futebol que muita gente veio a dizer que tomamos é enganadora. Os deutscher não fizeram nada, absolutamente nada, diferente daquilo que vem fazendo há tantos anos. Não existe excepcionalidade em nenhum lance, nada de gênio ou de craque. Simplesmente toque de bola. Ora, qual a função do passe? Fazer a bola chegar no pé do companheiro em condições mínimas para que, pelo menos, ele possa fazer um novo passe. Isso dito aqui no Brasil e babaca vai te chamar de babaca porque está dizendo coisa "óbvia".
E quem diz que é coisa "óbvia" provavelmente não percebe que por aqui abdicamos desse princípio. Estamos a um fio de jogar no lixo toda uma geração. Pois em "escolinhas" o "professor" não ensina a tocar a bola. Aliás, parecem não ensinar coisa alguma. É toda uma geração jogada no lixo. Pois a conta é simples; há toda uma estrutura para vender "promessas". O molequinho não aprendeu nada, não sabe nada, mas está no centro de uma movimentação financeira internacional. Como produto, vejam só. Como semi-escravos, mas o babaca citado linha acima não vê isso. E assim colocou-se em campo uma das primeiras seleções brasileiras que é totalmente formada por jogadores nessas condições de produto precoce. E vemos o que acontece. Tragédia anunciada, mas o babaca acha que a culpa é do "apagão de seis minutos" do fascistóide de bigode.
Antes da estrutura carcomida do nosso Futebol que toma de 7, há toda uma mentalidade babaca agindo. Hoje em dia, essa mentalidade, que tentamos esmiuçar durante todo esse tempo nesse blogue, é capitaneada pelo nosso CORINTHIANS. Mas tem muito babaca que lambe as bolas dos babacas que promovem essa mixórdia, só pra receber em troca os espelhinhos.
"País do Futebol", éramos antes desse 7 a 1, e agora para os babacas já não somos mais. Ora, Futebol é coisa da humanidade, existem várias Escolas, e de tempos em tempos uma se sobressai sobre as outras, e assim vemos algumas principais; a brasileira, a argentina, a italiana, a alemã, etc. Não existe um "país do futebol". A mentalidade babaca foi quem criou isso para aumentar o preço dos semi-escravos, e para criar uma cortina para esse verdadeiro estupro na nossa alma. De quebra, ainda "levantam o nosso moral", pois ninguém joga Futebol como nós! E nós, babacas, acreditamos nisso. Fato é que o Futebol é a simulação e domesticação do conflito ancestral, como dizíamos, e cada cultura lida com isso à sua maneira.
Aqui, cobramos uma vitória a qualquer custo. Se não vier, a vaia e a execração sobressaem. Foi sempre assim. É a tal "alma de vira-lata". O brasileiro é um perdedor que não se aceita nessa condição e cria uma fantasia para fingir seu carnaval. Mas esse placar trágico não se explica apenas por isso; nada mais brasileiro e auto-explicativo que se foder de verde-amarelo. Se explica também na falência tática desse mal-afamado "futebol gaúcho" que empenou o desenvolvimento do Futebol brasileiro como um todo. A escola carioca, a escola paulista, todas as escolas dentro dessa grande escola que seria a brasileira, estão acachapadas nesta mediocridade. O último a conseguir alguma coisa foi o nosso Coringão, CAMPEÃO DO MUNDO (chupa porcada) com toda sua titebilidade.
Mas a vaia e a execração cabem ao fascistóide de bigode, sempre caberão. Agora, o lance específico que tirou qualquer possibilidade para o Brasil foi, de fato, a joelhada nas costas do bundãozinho que sempre tremeu contra a FIEL. Ora, a mentalidade babaca tem nesse "culpado" toda a "culpa" da própria mediocridade... Fato é que naquela partida o couro comia e ninguém tirou o pé, enquanto a arbitragem deixava tudo acontecer. O marcador será sempre implacável nessas condições, e quantas vezes vimos esse tipo de coisa acontecer? Mas a mentalidade babaca é tão babaca que depende inteiramente de um bundãozinho...
Depois de domingo talvez volte aqui, mas para encerrar devo dizer que o "ódiozinho" que essa mentalidade babaca criou contra a Argentina é a mesma merda que a anticorintiania doentia criou contra o nosso CORINTHIANS. Por isso mesmo, se a Argentina for campeã do mundo aqui em nosso solo sagrado, eu acharei maravilhoso. E eles terão o que falar por muito tempo, e exatamente como a anticorintiania, a mentalidade babaca vai ouvir e sentir profundamente.
Aguardemos o dia 17, quando o Corinthians voltar a campo. O resto é perfumaria.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Implacável
A Charada de Jorge segue implacável. Ainda que os deslumbrados achem o máximo, a "arena chansez" traga o Corinthianismo como qualquer anticorintiano gostaria. Em breve, muito protesto por desrespeito à numeração de seu assento; em breve, um reclame de "aplausos" no telão de LED. Tudo no maior padrão.
Mas antes de mais nada, um alerta: tardará a vitória em solo sagrado, a Velha Itaquera que deveria abrigar a Cidade Corinthians, e hoje ainda é um pastiche de Corinthians-VIP. Porque São Jorge é implacável. Deslumbrado, me chame de zica, mas aguarde a Cimitarra em alguns meses.
A anticorintianada, coitada, dá seus gemidinhos de aleluia porque o Figueirense obteve um resultado histórico. E o Corinthians, por ser Corinthians, perdeu pro lanterna na inauguração de sua quarta casa. Nunca antes na História do Futebol um Clube teve tantas casas próprias. Nem tente explicar isso pra recalcado, ainda mais pra porco ou bambi, que essa gente que nem cotovelo mais tem pra morder.
Fato é que essa "diretoria" que só sabe bater no peito e dizer "aqui quem manda sou eu" em breve terá de rever essa mixórdia toda. Não haverá mais gente pagando centenas de reais todo jogo, e isso daqui duas, três rodadas. Simplesmente porque não valerá mais a pena. "Nossa, mas você não era o defensor do Corinthianismo incondicional e blá blá blá?", questionarão os deslumbrados. Naturalmente, sigo sendo. Ocorre que não se vê mais isso; essa coisa de Corinthianismo incondicional funciona pra torcedor, não pra platéia. Em breve, solicitações para evitar ficar de pé, pois atrapalha o espectador que quer "curtir seu espetáculo" na fileira de trás.
Em breve, o Sagrado Parque será capitalizado para que a "arena chansez" possa sobreviver. Quando esse tempo chegar, quero ver quem estará junto pra refundar o Corinthians. E pra quem achar que este Mosqueteiro ficou louco, leia os poucos posts que estão à deriva nesse blogue náufrago: está tudo por aí.
E não esqueçam: São Jorge não perdoa. Lambam bolas, puxem sacos, ofereçam o orifício onde a luz não deveria entrar pra esses pulhas que afundam o Corinthians. Mas não esqueçam: São Jorge não perdoa.
De minha parte, gostaria que esse fosse o último post que ninguém irá ler, que este fosse o último aviso ao qual ninguém desse bola. Mas a coisa piorará, portanto tomem intento, porque São Jorge é implacável.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
Mas antes de mais nada, um alerta: tardará a vitória em solo sagrado, a Velha Itaquera que deveria abrigar a Cidade Corinthians, e hoje ainda é um pastiche de Corinthians-VIP. Porque São Jorge é implacável. Deslumbrado, me chame de zica, mas aguarde a Cimitarra em alguns meses.
A anticorintianada, coitada, dá seus gemidinhos de aleluia porque o Figueirense obteve um resultado histórico. E o Corinthians, por ser Corinthians, perdeu pro lanterna na inauguração de sua quarta casa. Nunca antes na História do Futebol um Clube teve tantas casas próprias. Nem tente explicar isso pra recalcado, ainda mais pra porco ou bambi, que essa gente que nem cotovelo mais tem pra morder.
Fato é que essa "diretoria" que só sabe bater no peito e dizer "aqui quem manda sou eu" em breve terá de rever essa mixórdia toda. Não haverá mais gente pagando centenas de reais todo jogo, e isso daqui duas, três rodadas. Simplesmente porque não valerá mais a pena. "Nossa, mas você não era o defensor do Corinthianismo incondicional e blá blá blá?", questionarão os deslumbrados. Naturalmente, sigo sendo. Ocorre que não se vê mais isso; essa coisa de Corinthianismo incondicional funciona pra torcedor, não pra platéia. Em breve, solicitações para evitar ficar de pé, pois atrapalha o espectador que quer "curtir seu espetáculo" na fileira de trás.
Em breve, o Sagrado Parque será capitalizado para que a "arena chansez" possa sobreviver. Quando esse tempo chegar, quero ver quem estará junto pra refundar o Corinthians. E pra quem achar que este Mosqueteiro ficou louco, leia os poucos posts que estão à deriva nesse blogue náufrago: está tudo por aí.
E não esqueçam: São Jorge não perdoa. Lambam bolas, puxem sacos, ofereçam o orifício onde a luz não deveria entrar pra esses pulhas que afundam o Corinthians. Mas não esqueçam: São Jorge não perdoa.
De minha parte, gostaria que esse fosse o último post que ninguém irá ler, que este fosse o último aviso ao qual ninguém desse bola. Mas a coisa piorará, portanto tomem intento, porque São Jorge é implacável.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Da educação e do consumo exclusivo
"Já que não deu educação pro povo, então desce o porrete e prende todo mundo". É assim que, passados séculos da formação desse país, circundado por outros tantos séculos de História de outros povos que vieram tomar parte desta formação, está pensando o fascistóide destes tempos. Tem a coisa do rolêzinho, tem a coisa de espancar viciado, tantas outras coisas já bem assentadas no imaginário - que já alçaram a condição de determinantes culturais - e vamos ter o pior semestre de nossas curtas vidas. Está chegando a hora do "espetáculo" da copa. É a prerrogativa maior que um fascistóide precisa, e o subproduto de tudo o que está sendo provocado com as ações do governo, das iniciativas "privadas", será sentido por muitas décadas.
Mas ainda não adianta ficar falando sobre isso, e ninguém está prestando atenção a essas coisas. No instante do presente não há espaço para o horizonte futuro enquanto a lógica do capital/consumo envolver toda e qualquer relação humana/natural. É simples assim, não é papinho de "marxista", e só fere a consciência de quem as rédeas da culpa disso tudo no coraçãozinho oco e apodrecido - os fascistóides que acham que estão "se dando bem". O "enriquecimento" do "capitalista" depende da miséria da população, e isso assim se constitui politicamente desde que descemos das árvores.
Ora, quando um associado sai do Clube com seus filhos, depois de um dia de piscina e conversas, e é "obrigado" a apresentar a carteirinha para SAIR, o que é que está acontecendo? Justamente isso que está sendo descrito acima, com roupagens próprias - pois cada caso é um caso. No caso, o segurança fez o papel de "leão de chácara" dos rozembergues que assolam o Corinthians no lugar do velho traidor e em nome do preibói iraniano e tudo o que ele representa.
A mesma lógica está no cambismo terceirizado dos ingressos. E o Corinthians segue sendo o próprio Brasil visto por dentro. No caso do associado, que entrou no Clube por biometria, sem necessidade de carteirinha, apresentar esta para sair está fora do sentido da própria "modernidade" - o que denota o fato dela ser usada para sustentar discursos próprios de fascistóides, na ocasião em que for necessário, e não tem imbuída em si mesma o caráter que se pretende expresso no momento do uso - ao mesmo tempo que condiz com o que pensam os rozembergues "modernetes". A Charada de Jorge ninguém ainda solucionou.
Pode-se até duvidar do Libertarismo dos Primeiros Corinthianos (o ceticismo é salutar, Camarada, no entanto, o é sempre dentro dele mesmo e nunca pra fora, jogado por jogar, sem método ou meta a não ser de ataques infundados), pode-se e deve-se exigir a documentação histórica que comprove este ímpeto protagonista formador e poderoso, mas fascistóide rozemberguiano jamais conseguir negar a prerrogativa inclusionista que é a base desse ímpeto protagonista. Ela possui uma natureza simples demais para que se possa fragmentar ou ocultar, de forma que o associado que sofreu a velada "exclusão", no episódio descrito, pudesse ser um Doutor partidário das "modernizações" promovidas pelos próprios rozemberguianos. No final das contas, o "capitalismo" é só a socialização da exclusão, e é isso que o discurso da "modernidade" favorece.
Daí a necessidade, também, dos rozemberguianos se igualarem aos outros clubes historicamente exclusivistas (que, por suas vezes, tendem a se igualar com o caráter inclusivista que o Protagonismo dos Primeiros Corinthianos proporcionou). O negócio do "puteiro" (que pimpaulinhos ridiculamente adoraram) numa das revistinhas mais bambi que existem, por exemplo; como é que os "radicais" sempre chamaram a madame e seu privadão? De puteiro. O marqueteiro acha que não dá ponto sem nó!
E tem a copa, tem o estádio envolvido e envolvendo o Clube, e todo esse subproduto, uma máquina de fazer dinheiro sustentada por uma paixão que, dentro dessa lógica capital/consumo se esvazia - e alienado não entende nem percebe. O futuro não é somente duvidoso. O presente também o é. O escândalo do momento, da cracatua de plástico e o dinheiro que sumiu Catalunha afora, escancara toda essa lógica, mas não é isto que se discute na "mídia" (ah, se fosse o Corinthians...). Pois você precisa estar conformado, leitor. Não poderá nunca duvidar do capital. E assim caem mandatários e o sistema se reforça, se defende. O buraco afunda.
Começa o ano, numa Final de Copinha, com duas rodadas de Paulistão vencidas, promissor no Futebol. Técnico novo iniciando um novo trabalho, ou o que mais quiseram chamar, técnico novo promissor no aspirante, moleques raçudos na base, e tudo parece mais lindo ainda com Itaquera revolucionada pelo estádio tão sonhado desde o mutirão da Ponte Grande. É tudo uma Charada, ainda, e precisamos mudar muita coisa fora do Clube (e na sociedade...) para entender o que acontece agora, há algum tempo, que determinará um futuro duvidoso. Quem acha que tudo tá muito bom, ótimo - sorria agora. Comemoraremos este ano, com certeza, e mais certeza ainda é que sofreremos. E o que um protagonista faz, no fim das contas, é sofrer - para o sofrimento da anticorintianada que não quer compreender isso, em sua antinaturalidade peculiar.
Boa sorte para tod@s @s Corinthian@s, São Jorge nos guarneça hoje e sempre.
Saravá São Jorge que Ele vai nos ajudar
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
Mas ainda não adianta ficar falando sobre isso, e ninguém está prestando atenção a essas coisas. No instante do presente não há espaço para o horizonte futuro enquanto a lógica do capital/consumo envolver toda e qualquer relação humana/natural. É simples assim, não é papinho de "marxista", e só fere a consciência de quem as rédeas da culpa disso tudo no coraçãozinho oco e apodrecido - os fascistóides que acham que estão "se dando bem". O "enriquecimento" do "capitalista" depende da miséria da população, e isso assim se constitui politicamente desde que descemos das árvores.
Ora, quando um associado sai do Clube com seus filhos, depois de um dia de piscina e conversas, e é "obrigado" a apresentar a carteirinha para SAIR, o que é que está acontecendo? Justamente isso que está sendo descrito acima, com roupagens próprias - pois cada caso é um caso. No caso, o segurança fez o papel de "leão de chácara" dos rozembergues que assolam o Corinthians no lugar do velho traidor e em nome do preibói iraniano e tudo o que ele representa.
A mesma lógica está no cambismo terceirizado dos ingressos. E o Corinthians segue sendo o próprio Brasil visto por dentro. No caso do associado, que entrou no Clube por biometria, sem necessidade de carteirinha, apresentar esta para sair está fora do sentido da própria "modernidade" - o que denota o fato dela ser usada para sustentar discursos próprios de fascistóides, na ocasião em que for necessário, e não tem imbuída em si mesma o caráter que se pretende expresso no momento do uso - ao mesmo tempo que condiz com o que pensam os rozembergues "modernetes". A Charada de Jorge ninguém ainda solucionou.
Pode-se até duvidar do Libertarismo dos Primeiros Corinthianos (o ceticismo é salutar, Camarada, no entanto, o é sempre dentro dele mesmo e nunca pra fora, jogado por jogar, sem método ou meta a não ser de ataques infundados), pode-se e deve-se exigir a documentação histórica que comprove este ímpeto protagonista formador e poderoso, mas fascistóide rozemberguiano jamais conseguir negar a prerrogativa inclusionista que é a base desse ímpeto protagonista. Ela possui uma natureza simples demais para que se possa fragmentar ou ocultar, de forma que o associado que sofreu a velada "exclusão", no episódio descrito, pudesse ser um Doutor partidário das "modernizações" promovidas pelos próprios rozemberguianos. No final das contas, o "capitalismo" é só a socialização da exclusão, e é isso que o discurso da "modernidade" favorece.
Daí a necessidade, também, dos rozemberguianos se igualarem aos outros clubes historicamente exclusivistas (que, por suas vezes, tendem a se igualar com o caráter inclusivista que o Protagonismo dos Primeiros Corinthianos proporcionou). O negócio do "puteiro" (que pimpaulinhos ridiculamente adoraram) numa das revistinhas mais bambi que existem, por exemplo; como é que os "radicais" sempre chamaram a madame e seu privadão? De puteiro. O marqueteiro acha que não dá ponto sem nó!
E tem a copa, tem o estádio envolvido e envolvendo o Clube, e todo esse subproduto, uma máquina de fazer dinheiro sustentada por uma paixão que, dentro dessa lógica capital/consumo se esvazia - e alienado não entende nem percebe. O futuro não é somente duvidoso. O presente também o é. O escândalo do momento, da cracatua de plástico e o dinheiro que sumiu Catalunha afora, escancara toda essa lógica, mas não é isto que se discute na "mídia" (ah, se fosse o Corinthians...). Pois você precisa estar conformado, leitor. Não poderá nunca duvidar do capital. E assim caem mandatários e o sistema se reforça, se defende. O buraco afunda.
Começa o ano, numa Final de Copinha, com duas rodadas de Paulistão vencidas, promissor no Futebol. Técnico novo iniciando um novo trabalho, ou o que mais quiseram chamar, técnico novo promissor no aspirante, moleques raçudos na base, e tudo parece mais lindo ainda com Itaquera revolucionada pelo estádio tão sonhado desde o mutirão da Ponte Grande. É tudo uma Charada, ainda, e precisamos mudar muita coisa fora do Clube (e na sociedade...) para entender o que acontece agora, há algum tempo, que determinará um futuro duvidoso. Quem acha que tudo tá muito bom, ótimo - sorria agora. Comemoraremos este ano, com certeza, e mais certeza ainda é que sofreremos. E o que um protagonista faz, no fim das contas, é sofrer - para o sofrimento da anticorintianada que não quer compreender isso, em sua antinaturalidade peculiar.
Boa sorte para tod@s @s Corinthian@s, São Jorge nos guarneça hoje e sempre.
Saravá São Jorge que Ele vai nos ajudar
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
A ponta do iceberg
Todo aquele que é paciente e/ou corajoso o suficiente para ter lido alguma coisa deste blogue já sabe o que diremos aqui. Por isso mesmo, como já dizíamos aqui e nos microfones do Bunker, vive-se uma crise de natureza distinta da natureza de quaisquer das outras tantas crises que a História do Corinthians já apresentou, e o que se observou ontem foi apenas e tão somente um dos lados da ponta aparente de um iceberg num mar de lama.
A manifestação do descompromisso com o Manto Sagrado, com a História, com a Fiel, não é de ontem e nem de anteontem, e é a manifestação concreta da alienação dos que se julgam "modernetes", ou tem rabo preso e têm que lamber bolas. No pacote disso está a burrice que nos assola, a ignorância que nos divide, e o avesso de cabeça para baixo. Sinal dos tempos: apenas este Mosqueteiro, no vagão lotado e no corredor do metrô ostentava o Manto, e nenhuma outra camiseta estava presente. Só o Manto madrugador, sozinho.
"Ser Corinthiano é mergulhar no Oceano da Paixão que afoga", dizia o verso do poeta. Esse Oceano de Paixão nunca foi uma mera imagem; foi sempre realidade. Ao passo que o "afogar", esse sim, era imagem, pois Corinthiano nunca coube em si, de forma que "afogar" é de fato dar mais vida à própria vida: Sofredores, Graças ao Padroeiro!
Eis portanto um dos lados desta ponta do iceberg: a inversão desses valores. O Oceano de Paixão passou a ser miragem para essa burrice "modernete" - o que leva o "afogar" ao status de realidade.
Coroando o iceberg está a esfinge da Charada de Jorge, que não foi desvendada, e parece que terá de durar mais tempo que o previsto.
O Corinthians é coisa simples, mas nessa inversão promovida pelos incautos dinheiristas "modernetes" tornou-se monstruosamente complexo, tanto que está adoecido. E agora ninguém pode mais julgar este "dinossauro" simplesmente um "intolerante", "radical": a coisa toda se apresenta na fuça de quem for. E este "dinossauro" já criou asas, para sobrevoar a cabeça de quem gritou "vivas" à essa inversão "modernete", e devidamente presentear com rajadas de excremento essas cabeças sem alma.
Pois o dinheirismo sempre inoculará a Alma; e esses aí preferem ficar sem a Alma, pois de fato são incapazes de conviver com ela e consigo mesmos, e fornecem seus corpos para o abate neste grande açougue do dinheiro que se transformou o mundo desta raça humana; tendem a ver nós, radicais, intolerantes e dinossauros como "antigos" (e lucenil do valle, o ideólogo do "conselheiro" zé ferreira dizia ontem, ao ver o estádio "confortavelmente" vazio perto da importância do jogo, que não "quer" a volta do antigo, como se ele tivesse "acabado"), conformadinhos que estão, propagandeando o conformismo alienado.
Um outro lado desta ponta de iceberg é o fato desse atual (ainda?) camisa 7 desrespeitar não apenas a FIEL TORCIDA no tempo presente, fazendo o que fez. Mas desrespeitar a HISTÓRIA DO CORINTHIANS ao não observar que ali na meta adversária estava o maior defensor de penalidades da História do Futebol, não um narigudinho baitola que ajoelha e caça borboleta. Isso porque esse atual 7 não é um jogador de Futebol, mas um jogador de video-game - e foi assim que tratou o Manto que lhe paga indevidos salários milionários. Assustador é ver que esses alienados "modernetes" querem a permanência do jogador de video-game: afinal, são todos estes, também, jogadores de video-game. São consumidores, e não Torcedores.
Dentro dessa perspectiva é natural observar como e porquê está em curso o revisionismo historiográfico: a identidade desidentificada é a própria virtualidade do video-game. Sem identidade, é possível uma esculhambação como aquela de ontem. E, veja: esta esculhambação não começou e não terminou nas mãos de Dida (ah, Charada de Jorge...).
No mais, fiquem à vontade para identificar os outros lados dessa ponta do iceberg. No momento oportuno enveredaremos por aqui na parte submersa na lama deste iceberg, enquanto a Charada de Jorge é esfregada na cara dos incautos alienados (que hoje deixaram o Manto no armário, afinal não houve "vitória"...). E quem não for Corinthians sabe que rumo tomar.
SÃO JORGE PADROEIRO
nos guarnece hoje e sempre
"Ser Corinthiano é mergulhar no Oceano da Paixão que afoga", dizia o verso do poeta. Esse Oceano de Paixão nunca foi uma mera imagem; foi sempre realidade. Ao passo que o "afogar", esse sim, era imagem, pois Corinthiano nunca coube em si, de forma que "afogar" é de fato dar mais vida à própria vida: Sofredores, Graças ao Padroeiro!
Eis portanto um dos lados desta ponta do iceberg: a inversão desses valores. O Oceano de Paixão passou a ser miragem para essa burrice "modernete" - o que leva o "afogar" ao status de realidade.
Coroando o iceberg está a esfinge da Charada de Jorge, que não foi desvendada, e parece que terá de durar mais tempo que o previsto.
O Corinthians é coisa simples, mas nessa inversão promovida pelos incautos dinheiristas "modernetes" tornou-se monstruosamente complexo, tanto que está adoecido. E agora ninguém pode mais julgar este "dinossauro" simplesmente um "intolerante", "radical": a coisa toda se apresenta na fuça de quem for. E este "dinossauro" já criou asas, para sobrevoar a cabeça de quem gritou "vivas" à essa inversão "modernete", e devidamente presentear com rajadas de excremento essas cabeças sem alma.
Pois o dinheirismo sempre inoculará a Alma; e esses aí preferem ficar sem a Alma, pois de fato são incapazes de conviver com ela e consigo mesmos, e fornecem seus corpos para o abate neste grande açougue do dinheiro que se transformou o mundo desta raça humana; tendem a ver nós, radicais, intolerantes e dinossauros como "antigos" (e lucenil do valle, o ideólogo do "conselheiro" zé ferreira dizia ontem, ao ver o estádio "confortavelmente" vazio perto da importância do jogo, que não "quer" a volta do antigo, como se ele tivesse "acabado"), conformadinhos que estão, propagandeando o conformismo alienado.
Um outro lado desta ponta de iceberg é o fato desse atual (ainda?) camisa 7 desrespeitar não apenas a FIEL TORCIDA no tempo presente, fazendo o que fez. Mas desrespeitar a HISTÓRIA DO CORINTHIANS ao não observar que ali na meta adversária estava o maior defensor de penalidades da História do Futebol, não um narigudinho baitola que ajoelha e caça borboleta. Isso porque esse atual 7 não é um jogador de Futebol, mas um jogador de video-game - e foi assim que tratou o Manto que lhe paga indevidos salários milionários. Assustador é ver que esses alienados "modernetes" querem a permanência do jogador de video-game: afinal, são todos estes, também, jogadores de video-game. São consumidores, e não Torcedores.
Dentro dessa perspectiva é natural observar como e porquê está em curso o revisionismo historiográfico: a identidade desidentificada é a própria virtualidade do video-game. Sem identidade, é possível uma esculhambação como aquela de ontem. E, veja: esta esculhambação não começou e não terminou nas mãos de Dida (ah, Charada de Jorge...).
No mais, fiquem à vontade para identificar os outros lados dessa ponta do iceberg. No momento oportuno enveredaremos por aqui na parte submersa na lama deste iceberg, enquanto a Charada de Jorge é esfregada na cara dos incautos alienados (que hoje deixaram o Manto no armário, afinal não houve "vitória"...). E quem não for Corinthians sabe que rumo tomar.
SÃO JORGE PADROEIRO
nos guarnece hoje e sempre
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
O golem sem virtude
Pode soar estranho, sendo este blogue "monotemático", mas estarei falando de Corinthians sem fazê-lo, nas próximas linhas.
Necessário e salutar se faz, de antemão, relembrar e conceituar uma diferença. Pois o Torcedor de qualquer clube compreende e aceita as coisas como são, diferente do consumidor de Futebol, essa figura que demoraram tanto tempo para produzir, mas que agora é quem se espera que conduza o Futebol e, por analogia, a noça çoçiedade.
Tal diferença é muito simples; existe a rivalidade e existe o revanchismo.
Por rivalidade compreendemos a relação mais virtuosa existente entre dois antagonistas. Caiu no uso popular, incentivado por abutres da pior espécie como os que se encontram por este nosso cenário, a forma decadente do emprego de tal conceito; por estes tempos dizem por aí que a sardinha é nossa rival, coisa tão absurda quanto chamar a madame de nossa rival. A relação que travam conosco (muito mais que nós com elas, diga-se, e para o Gigante são só adversários como tantos outros) é simples revanchismo, a forma menos virtuosa de lidar consigo mesmo e com o resto do mundo. Talvez seja por isso mesmo que tendam a querer que esta relação cresça em grau e se torne rivalidade - mas isso é antinatural e não acontece sem muita lavagem cerebral.
O caso da madame é o mais emblemático: a velha aristocracia perdeu o pedestal no Futebol em 1913 (uma História que a nova historiografia interna do próprio Clube tende a omitir), e no momento em que perde o pedestal na política e na economia definitivamente (1929), é também expulsa do próprio salão de chá-das-cinco. Tiveram que "se virar" com diversas falências, apoios escusos de figuras duvidosas, aportes públicos de dinheiro e de terrenos, além de uma idiotização massificadora da mídia que, durante décadas tentando, conseguiu fazer crer que o frankestein remendado da velha aristocracia maquiada é alguma coisa. Pousando helicópteros, encheram de penduricalhos e enfeites adornados esta monstruosa criatura para que parecesse menos horrorosa (vai ver que é por isso que os seus consumidores não ligam tanto pro monstro, para a feiúra embotada dele e para a antinatureza que ele porta, mas ligam mais para o revanchismo dele).
Um frankestein e um golem possuem uma mesma origem, então tanto faz o emprego de um ou de outro para essa exposição: ambos são objetos fabricados ao qual se pretendeu atribuir vida (eis a antinatureza da coisa). O golem-madame é, portanto, o que de mais abjeto já se pretendeu "criar". A atual gestão do Corinthians tem verdadeiro apreço a essa coisa produzida de vida duvidosa, e dentro de seu "projeto" administrativo estão colocando o Gigante em coma para transubstanciar sua Alma a um golem, ao estilo de madame. E isto vai surtindo efeito, uma vez que quem dá vida ao golem somos nós, e nós já adotamos a postura de consumidor necessária para manter o Gigante em coma.
Assim sendo, observemos o que anda acontecendo atualmente na tabela do modorrento campeonato de pontos perdidos e roubados. Na quarta que antecedeu este domingo passado, em que madame amargou mais uma vez a - natural - freguesia, ela foi ajudadíssima pela maria que lidera com folga esse curso de campeonato. Mas ninguém falou isso, porque ninguém viu: se aproveitaram que o joguinho foi des-televisionado, afinal quem dá ibope nessa mixórdia é o Corinthians, para operar mais um campeonato (como fizeram quando "venceram" há algum tempo atrás, mas isso também ninguém fala) já no apagar das luzes, exatamente como o penaltizinho maroto que roubaram no último minuto ontem.
O esforço para não deixar a madame-golem cair é hercúleo.
Salvar o golem-frankestein-madame é a missão "maior" neste ano da cúpula da confederação, da mídia abutre e do conjunto de canalhas do apito, afinal se madame cair seria o mesmo que degolar a arrogância desses sem-número de golemzinhos sem alma que ela criou com o tempo. E, mais importante, seria o fim de um "projeto" gestado desde 29, que não é nada mais que o próprio revanchismo contra o Time do Povo. Esse mesmo revanchismo é o motor e a razão pela qual fizeram esses alienados esquecerem a queda para a segunda divisão do 'paulistinha' que o ex-técnico-ídalo-delas relembrou em um Roda-Viva da TV Cultura (R.I.P.). Ontem, a claque de imbecis que não será punida (nas artimanhas "jornalísticas" de abutres, estão querendo é que o Corinthians seja punido) ostentava uma faixa malograda, já de antemão. Pois madame-golem já caiu, e a faixa desdiz de si o que pretendia dizer dos outros - é o que acontece quando imbecis decidem fazer graça.
A madame-golem-frankestéia pode até não cair, a operação-salvamente pode até surtir efeito, mas uma coisa é certa: o revanchismo sempre será revanchismo, e a rivalidade será sempre rivalidade.
SÃO JORGE PADROEIRO
Nos guarnece hoje e sempre
Post-Scriptum: não é à toa que o pentagrama disforme de cabeça pra baixo está na região intestinal do golem-madame-frankestéia. Não há virtude em coisas artificiais. Mas noça çoçiedade adora essas coisas sem alma, por puro revanchismo de quem já perdeu a própria alma.
Necessário e salutar se faz, de antemão, relembrar e conceituar uma diferença. Pois o Torcedor de qualquer clube compreende e aceita as coisas como são, diferente do consumidor de Futebol, essa figura que demoraram tanto tempo para produzir, mas que agora é quem se espera que conduza o Futebol e, por analogia, a noça çoçiedade.
Tal diferença é muito simples; existe a rivalidade e existe o revanchismo.
Por rivalidade compreendemos a relação mais virtuosa existente entre dois antagonistas. Caiu no uso popular, incentivado por abutres da pior espécie como os que se encontram por este nosso cenário, a forma decadente do emprego de tal conceito; por estes tempos dizem por aí que a sardinha é nossa rival, coisa tão absurda quanto chamar a madame de nossa rival. A relação que travam conosco (muito mais que nós com elas, diga-se, e para o Gigante são só adversários como tantos outros) é simples revanchismo, a forma menos virtuosa de lidar consigo mesmo e com o resto do mundo. Talvez seja por isso mesmo que tendam a querer que esta relação cresça em grau e se torne rivalidade - mas isso é antinatural e não acontece sem muita lavagem cerebral.
O caso da madame é o mais emblemático: a velha aristocracia perdeu o pedestal no Futebol em 1913 (uma História que a nova historiografia interna do próprio Clube tende a omitir), e no momento em que perde o pedestal na política e na economia definitivamente (1929), é também expulsa do próprio salão de chá-das-cinco. Tiveram que "se virar" com diversas falências, apoios escusos de figuras duvidosas, aportes públicos de dinheiro e de terrenos, além de uma idiotização massificadora da mídia que, durante décadas tentando, conseguiu fazer crer que o frankestein remendado da velha aristocracia maquiada é alguma coisa. Pousando helicópteros, encheram de penduricalhos e enfeites adornados esta monstruosa criatura para que parecesse menos horrorosa (vai ver que é por isso que os seus consumidores não ligam tanto pro monstro, para a feiúra embotada dele e para a antinatureza que ele porta, mas ligam mais para o revanchismo dele).
Um frankestein e um golem possuem uma mesma origem, então tanto faz o emprego de um ou de outro para essa exposição: ambos são objetos fabricados ao qual se pretendeu atribuir vida (eis a antinatureza da coisa). O golem-madame é, portanto, o que de mais abjeto já se pretendeu "criar". A atual gestão do Corinthians tem verdadeiro apreço a essa coisa produzida de vida duvidosa, e dentro de seu "projeto" administrativo estão colocando o Gigante em coma para transubstanciar sua Alma a um golem, ao estilo de madame. E isto vai surtindo efeito, uma vez que quem dá vida ao golem somos nós, e nós já adotamos a postura de consumidor necessária para manter o Gigante em coma.
Assim sendo, observemos o que anda acontecendo atualmente na tabela do modorrento campeonato de pontos perdidos e roubados. Na quarta que antecedeu este domingo passado, em que madame amargou mais uma vez a - natural - freguesia, ela foi ajudadíssima pela maria que lidera com folga esse curso de campeonato. Mas ninguém falou isso, porque ninguém viu: se aproveitaram que o joguinho foi des-televisionado, afinal quem dá ibope nessa mixórdia é o Corinthians, para operar mais um campeonato (como fizeram quando "venceram" há algum tempo atrás, mas isso também ninguém fala) já no apagar das luzes, exatamente como o penaltizinho maroto que roubaram no último minuto ontem.
O esforço para não deixar a madame-golem cair é hercúleo.
Salvar o golem-frankestein-madame é a missão "maior" neste ano da cúpula da confederação, da mídia abutre e do conjunto de canalhas do apito, afinal se madame cair seria o mesmo que degolar a arrogância desses sem-número de golemzinhos sem alma que ela criou com o tempo. E, mais importante, seria o fim de um "projeto" gestado desde 29, que não é nada mais que o próprio revanchismo contra o Time do Povo. Esse mesmo revanchismo é o motor e a razão pela qual fizeram esses alienados esquecerem a queda para a segunda divisão do 'paulistinha' que o ex-técnico-ídalo-delas relembrou em um Roda-Viva da TV Cultura (R.I.P.). Ontem, a claque de imbecis que não será punida (nas artimanhas "jornalísticas" de abutres, estão querendo é que o Corinthians seja punido) ostentava uma faixa malograda, já de antemão. Pois madame-golem já caiu, e a faixa desdiz de si o que pretendia dizer dos outros - é o que acontece quando imbecis decidem fazer graça.
A madame-golem-frankestéia pode até não cair, a operação-salvamente pode até surtir efeito, mas uma coisa é certa: o revanchismo sempre será revanchismo, e a rivalidade será sempre rivalidade.
SÃO JORGE PADROEIRO
Nos guarnece hoje e sempre
Post-Scriptum: não é à toa que o pentagrama disforme de cabeça pra baixo está na região intestinal do golem-madame-frankestéia. Não há virtude em coisas artificiais. Mas noça çoçiedade adora essas coisas sem alma, por puro revanchismo de quem já perdeu a própria alma.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
A Boa e Velha Charada de Jorge
E a máscara da gestão rachou. Os cacos caíram. A carne viva por trás dela se mostra, as pontas de cancro aparecem, e as palavras vindas com o mau-hálito da ressaca já não têm decoração. A prioridade posta no caminho mais curto para a possibilidade de participação na taça continental já é óbvia, e ainda temos um turno inteiro do modorrento campeonato de pontos perdidos. Ao mesmo tempo, a tal gestão passou o tempo inteiro incentivando, moldando e tirando o couro do "consumidor" Corinthiano, inchando o relatório anual, propagandeando-se. Mas a decisão por tal opção não pode ser anunciada, senão a máscara racha e cai. No entanto, é subentendida - e o "produto" é uma fraude de qualquer jeito.
Jogadores sem vontade, comissão técnica acomodada. São só reflexos. Só reflexos.
"O Corinthians é um vulcão japonês indormido. Ali fervem o sangue luso, um pouco dos mouros, a cimitarra árabe, a família dos macabeus, a espanholada que enriqueceu com cobre e zinco, os paulistas descendentes dos Alcântaras e dos Machados, e algumas ramificações do povo da Bota que encheram as noites do Bom Retiro de bandolins e pizzas napoletanas. Bote-se tudo isso num cadinho, mexa-se com fogo brando apaixonado, misture-se essa poção poderosa com o Povo Brasileiro, nós, e está feita a Explosão chamada Corinthians Paulista.
Como se vê, a receita é simples."
(Mestre Diaféria)
O Vesúvio entrou em erupção no ano de 79 da Era Cristã, nono dia antes das Calendas de Setembro, e a lua estava minguando.
O efeito devastador deste evento, que nunca havia sido igualmente descrito no mundo antigo, foi das coisas mais impressionantes já vivenciadas pela memória cristalizada em forma de História.
O relato sobre a tragédia foi escrito por Plínio, o jovem, e pareceu loucura a todos os antigos e medievos que tomaram contato com a peça. Descrevia um pinheiro gigante de fumaça e fogo que se expandia e era arrastado pelo vento, criando noite onde deveria ser dia. Tal "insanidade" foi comprovada pela ciência contemporânea, e pelas provas arqueológicas, depois de descoberta (literalmente) a grande ruína de Pompéia.
O tio-avô do jovem Plínio, chamado Plínio, o velho, considerava-se um acurado observador da physis, e teórico dos assuntos relacionados aos fenômenos naturais, de forma que, quando lhe foi apontado o que acontecia na outra ponta da belíssima baía, prontamente mandou preparar os navios para observar de perto.
Veja, o teórico foi ao fenômeno sem saber do que realmente se tratava, e dos perigos que corria, enquanto seu sobrinho permaneceu no domus descrevendo o que via. Naquele momento, todos admiraram a coragem do teórico, ao passo que o cronista ficou sendo ridicularizado pela posteridade - até que a realidade fosse colocada cabalmente.
O jovem escapou da tragédia e ainda pôde viver o suficiente para fazer carreira no Império. O velho morreu com os órgãos e o sangue carbonizado, quase instantaneamente, dentro da nuvem dilatada da erupção.
Guardadas as devidas proporções, com os "radicais intolerantes" Corinthianos ocorre o mesmo que com o jovem, enquanto os "acomodados" serão carbonizados pela erupção da "modernidade" e da elitização.
A 'História' ainda ridiculariza os primeiros e denota a "coragem" dos segundos.
Jogadores sem vontade, comissão técnica acomodada. São só reflexos. Só reflexos.
"O Corinthians é um vulcão japonês indormido. Ali fervem o sangue luso, um pouco dos mouros, a cimitarra árabe, a família dos macabeus, a espanholada que enriqueceu com cobre e zinco, os paulistas descendentes dos Alcântaras e dos Machados, e algumas ramificações do povo da Bota que encheram as noites do Bom Retiro de bandolins e pizzas napoletanas. Bote-se tudo isso num cadinho, mexa-se com fogo brando apaixonado, misture-se essa poção poderosa com o Povo Brasileiro, nós, e está feita a Explosão chamada Corinthians Paulista.
Como se vê, a receita é simples."
(Mestre Diaféria)
O Vesúvio entrou em erupção no ano de 79 da Era Cristã, nono dia antes das Calendas de Setembro, e a lua estava minguando.
O efeito devastador deste evento, que nunca havia sido igualmente descrito no mundo antigo, foi das coisas mais impressionantes já vivenciadas pela memória cristalizada em forma de História.
O relato sobre a tragédia foi escrito por Plínio, o jovem, e pareceu loucura a todos os antigos e medievos que tomaram contato com a peça. Descrevia um pinheiro gigante de fumaça e fogo que se expandia e era arrastado pelo vento, criando noite onde deveria ser dia. Tal "insanidade" foi comprovada pela ciência contemporânea, e pelas provas arqueológicas, depois de descoberta (literalmente) a grande ruína de Pompéia.
O tio-avô do jovem Plínio, chamado Plínio, o velho, considerava-se um acurado observador da physis, e teórico dos assuntos relacionados aos fenômenos naturais, de forma que, quando lhe foi apontado o que acontecia na outra ponta da belíssima baía, prontamente mandou preparar os navios para observar de perto.
Veja, o teórico foi ao fenômeno sem saber do que realmente se tratava, e dos perigos que corria, enquanto seu sobrinho permaneceu no domus descrevendo o que via. Naquele momento, todos admiraram a coragem do teórico, ao passo que o cronista ficou sendo ridicularizado pela posteridade - até que a realidade fosse colocada cabalmente.
O jovem escapou da tragédia e ainda pôde viver o suficiente para fazer carreira no Império. O velho morreu com os órgãos e o sangue carbonizado, quase instantaneamente, dentro da nuvem dilatada da erupção.
Guardadas as devidas proporções, com os "radicais intolerantes" Corinthianos ocorre o mesmo que com o jovem, enquanto os "acomodados" serão carbonizados pela erupção da "modernidade" e da elitização.
A 'História' ainda ridiculariza os primeiros e denota a "coragem" dos segundos.
domingo, 1 de setembro de 2013
Memórias de um Ancestral
Aqueles tempos não eram fáceis, foi preciso muita união e coragem para enfrentar a segregação classista daqueles que por aqui já estavam assentados, com seus tentáculos agarrados e sufocando aqueles que sonhavam com uma vida de melhores condições, com os frutos do suor e do sangue do trabalho. Logo que cheguei a este país, tudo era novo, mas a exploração era a mesma. Quiseram que eu fosse um parceiro do fazendeiro, mas já conhecia o funcionamento e as artimanhas. De onde eu vim, há muitos séculos a coisa toda era assim. Por isso não me deixei levar à Hospedaria dos Imigrantes, e sabia de um patrício que vivia em boas condições num bairro afastado desta SanPaolo, lugarejo arborizado onde os passarinhos faziam sinfonia.
Este meu patrício conhecia todo mundo naquele lugar que bem chamaram Bom Retiro. Era o barbeiro do bairro, mas só fui entender que ele não era apenas isso quando conheci todos aqueles camaradas. Era um mundaréu de gente, o bairro todo movido em torno daquilo que chamavam protagonismo. O mesmo sonho de uma vida que todos tínhamos, todos nós que embarcamos num vapor e saímos de nossas terras. E ali estavam pessoas de todos os lugares que já ouvira falar, e de outros que não tinha noção que existia. Interessante é que, com tantas línguas, todos nós nos entendíamos, e cada um falava de sua própria maneira.
Cheguei numa noite fria, meu patrício estava doente, mas sabia que chegaria. Assim, me encaminhou para a casa de um camarada, já tinha arranjado tudo, e eu ficaria ali até arrumar-me. Este camarada estava reunido com uma dezena e tantas, e eles discutiam um movimento. Ali estavam camaradas de macacão sujo, de terno, uns jovens outros envelhecidos pelo labor, todos inflamados com uma idéia em comum.
Eles falavam coisas como evitar a violência da polícia. Levei pouco tempo para entender que aqui nesse país a polícia também reprimia, e eles queriam criar um time de futebol para poderem discutir o que precisavam sem que a polícia achasse tudo aquilo muito estranho, e começasse a bater. Já haviam perdido camaradas em outras oportunidades, assassinados em via pública, sob os olhos de todos. E não queriam mais que isso viesse a acontecer.
Passei pouco tempo na casa do Antonio, que logo me arrumou um trabalho e pude me arrumar. Aquele pessoal arrendou um terreno para fazer acontecer aquela idéia, a qual admirei muito, e prontamente aderi. Chegavam muitos patrícios e gente de outros lugares do mundo, e o Bom Retiro, com aquela idéia em marcha, agregava a todos. Éramos muitos, e já começávamos a dar nas vistas e na paciência de quem não nos aguentava assim, tão organizados. Com a escusa de sermos um time de futebol, articulamos com outros bairros a idéia, e em pouco tempo, posso dizer, estávamos na cidade inteira. E em menos tempo, em várias outras cidades. Outros times surgiram com o mesmo nome do nosso. Mas os lugares onde jogávamos não era o mesmo lugar onde a classe mais alta jogava. Por incrível que pareça, os bem-nascidos achavam que jogavam bola. Eu já estava casado, com o primeiro filho na barriga, quando o nosso time conseguiu a proeza de ir jogar na cancha dos ricos. Aquilo foi uma revolução de verdade. Não é possível imaginar realmente a cara de asco de quem era imbuído da segregação. Tanto que, com essa cara de asco, fugiram do nosso time. Mas nós alcançamos e nos vingamos pouco tempo depois. O tempo passa, e o destino acontece como deve acontecer. A ordem natural das coisas é respeitada pelo destino, e aquele time se tornou de fato um Clube. Construímos um estádio, com nosso suor e sangue. Adquirimos uma fazendinha. E crescemos de forma que o mundo nos conheceu.
E venho falar-lhes hoje, cento e três anos após minha chegada neste país, que toda aquela turma grande que encontrei naquela noite fria, não reconheceria o que criaram. Não pela grandeza, pois naquela noite esse destino estava previsto e foi selado, mas pelo propósito que impulsionou tudo isso, a idéia. Hoje nós não conseguimos mais ver onde está a idéia.
Ela só está nas cabeças de alguns, por incrível que pareça. E contra a própria idéia, igual os tentáculos agarrados, desvirtuam o propósito, dizem "quem manda aqui sou eu", acabam com a Sede Grandiosa que construímos com suor e sangue. E pretendem ficar ricos com o que acham que é uma máquina de fazer dinheiro. E criam versões para justificar essa tramóia, transformando esse nosso passado em historieta palatável. Não éramos cinco operários, éramos muitos e de diferentes origens e profissões; não éramos um time, mas um movimento. Essa domesticação da nossa história está justificando, nas cabeças dos que chegam, toda essa estapafúrdia enganação. Nem Antonio, nem Salvatore, iriam reconhecer, nisto que se apresenta hoje, aquilo que empenharam a própria vida.
Mas a Memória de um Ancestral não irá se apagar nunca.
"Algo vive tanto tempo quanto a última pessoa se lembrar dele"
Memória, como o fogo, é radiante e imutável, enquanto a História serve apenas àqueles que procuram controlá-la, àqueles que querem varrer a chama da Memória, para apagar o perigoso fogo da verdade. Cuidado com estes homens, pois eles são perigosos e ignorantes. A falsa História deles está escrita com o sangue daqueles que possam se lembrar, e daqueles que procuram a verdade.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
Este meu patrício conhecia todo mundo naquele lugar que bem chamaram Bom Retiro. Era o barbeiro do bairro, mas só fui entender que ele não era apenas isso quando conheci todos aqueles camaradas. Era um mundaréu de gente, o bairro todo movido em torno daquilo que chamavam protagonismo. O mesmo sonho de uma vida que todos tínhamos, todos nós que embarcamos num vapor e saímos de nossas terras. E ali estavam pessoas de todos os lugares que já ouvira falar, e de outros que não tinha noção que existia. Interessante é que, com tantas línguas, todos nós nos entendíamos, e cada um falava de sua própria maneira.
Cheguei numa noite fria, meu patrício estava doente, mas sabia que chegaria. Assim, me encaminhou para a casa de um camarada, já tinha arranjado tudo, e eu ficaria ali até arrumar-me. Este camarada estava reunido com uma dezena e tantas, e eles discutiam um movimento. Ali estavam camaradas de macacão sujo, de terno, uns jovens outros envelhecidos pelo labor, todos inflamados com uma idéia em comum.
Eles falavam coisas como evitar a violência da polícia. Levei pouco tempo para entender que aqui nesse país a polícia também reprimia, e eles queriam criar um time de futebol para poderem discutir o que precisavam sem que a polícia achasse tudo aquilo muito estranho, e começasse a bater. Já haviam perdido camaradas em outras oportunidades, assassinados em via pública, sob os olhos de todos. E não queriam mais que isso viesse a acontecer.
Passei pouco tempo na casa do Antonio, que logo me arrumou um trabalho e pude me arrumar. Aquele pessoal arrendou um terreno para fazer acontecer aquela idéia, a qual admirei muito, e prontamente aderi. Chegavam muitos patrícios e gente de outros lugares do mundo, e o Bom Retiro, com aquela idéia em marcha, agregava a todos. Éramos muitos, e já começávamos a dar nas vistas e na paciência de quem não nos aguentava assim, tão organizados. Com a escusa de sermos um time de futebol, articulamos com outros bairros a idéia, e em pouco tempo, posso dizer, estávamos na cidade inteira. E em menos tempo, em várias outras cidades. Outros times surgiram com o mesmo nome do nosso. Mas os lugares onde jogávamos não era o mesmo lugar onde a classe mais alta jogava. Por incrível que pareça, os bem-nascidos achavam que jogavam bola. Eu já estava casado, com o primeiro filho na barriga, quando o nosso time conseguiu a proeza de ir jogar na cancha dos ricos. Aquilo foi uma revolução de verdade. Não é possível imaginar realmente a cara de asco de quem era imbuído da segregação. Tanto que, com essa cara de asco, fugiram do nosso time. Mas nós alcançamos e nos vingamos pouco tempo depois. O tempo passa, e o destino acontece como deve acontecer. A ordem natural das coisas é respeitada pelo destino, e aquele time se tornou de fato um Clube. Construímos um estádio, com nosso suor e sangue. Adquirimos uma fazendinha. E crescemos de forma que o mundo nos conheceu.
E venho falar-lhes hoje, cento e três anos após minha chegada neste país, que toda aquela turma grande que encontrei naquela noite fria, não reconheceria o que criaram. Não pela grandeza, pois naquela noite esse destino estava previsto e foi selado, mas pelo propósito que impulsionou tudo isso, a idéia. Hoje nós não conseguimos mais ver onde está a idéia.
Ela só está nas cabeças de alguns, por incrível que pareça. E contra a própria idéia, igual os tentáculos agarrados, desvirtuam o propósito, dizem "quem manda aqui sou eu", acabam com a Sede Grandiosa que construímos com suor e sangue. E pretendem ficar ricos com o que acham que é uma máquina de fazer dinheiro. E criam versões para justificar essa tramóia, transformando esse nosso passado em historieta palatável. Não éramos cinco operários, éramos muitos e de diferentes origens e profissões; não éramos um time, mas um movimento. Essa domesticação da nossa história está justificando, nas cabeças dos que chegam, toda essa estapafúrdia enganação. Nem Antonio, nem Salvatore, iriam reconhecer, nisto que se apresenta hoje, aquilo que empenharam a própria vida.
Mas a Memória de um Ancestral não irá se apagar nunca.
"Algo vive tanto tempo quanto a última pessoa se lembrar dele"
Memória, como o fogo, é radiante e imutável, enquanto a História serve apenas àqueles que procuram controlá-la, àqueles que querem varrer a chama da Memória, para apagar o perigoso fogo da verdade. Cuidado com estes homens, pois eles são perigosos e ignorantes. A falsa História deles está escrita com o sangue daqueles que possam se lembrar, e daqueles que procuram a verdade.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
sexta-feira, 26 de julho de 2013
A Charada é Implacável
A Charada de Jorge continua. Recentemente, em âmbito nacional, observamos a mídia abutre tentando inferiorizar a insatisfação latente de nosso povo, e muitos compravam o "ideário" alienante: afinal, com o 'bolsa família', por que este povo está reclamando? Mas não eram estes que estavam nas ruas, e sim os bem nascidos desta nossa pátria, igualmente insatisfeitos! Bem que queriam retratar a nossa face de comodista, mas não puderam. Assim, infiltraram-se, semeando a discórdia e a baderna. Temos exemplos disto acontecendo por estes dias, no Rio. Observem a tecla da baderna; ela é essencial para o "ideário".
Segue firme a Charada, pois nos últimos anos vemos acontecer no Corinthians algo que parece ser evolução, mas é devastação. Títulos são o 'bolsa família' do Torcedor, garantem o discurso da 'competência' e possibilitam diversas justificativas administrativas que carregam em si a devastação. Não existem dúvidas sobre o Futebol ser uma máquina poderosa de capitalização. Quanto mais azeitada for, mais a máquina produzirá dinheiro. A arapuca do plano de fidelização do cliente consiste em garantir a renda, mas não a porcentagem absoluta de ocupação do estádio. Ou seja, se vende ingressos hoje pelo plano de fidelização com a finalidade de garantir uma renda média, que hoje vem sendo bastante polpuda, pois as vitórias estão acontecendo. Mas não se vende ingressos com a finalidade de garantir 100% de ocupação dos lugares do estádio. Assim, o preço do ingresso de qualquer setor, está majorado de forma a devastar a própria torcida, e aqui tentamos apontar o problema não apenas da elitização (pois através deste mesmo Corinthians, a Revolução de 1913 já foi ultrapassada; através do próprio Corinthians, o Povo perdeu seu lugar no Futebol).
A Charada de Jorge é implacável como uma Esfinge. O Corinthians inaugurará seu estádio em território onde garantiria o 100% de ocupação, em todos os jogos, com um preço condizente - o que lhe garantiria uma renda também condizente com os propósitos de desenvolvimento do Futebol e do Clube, mas não de quem tem olhos maiores que a barriga, onde carregam um reizinho sem coroa. Mas o sistema devastador perdurará ali, e quem não tiver condições financeiras para se garantir presencialmente em todos os jogos, e garantir o boleto pago da 'fidelização' (?), esqueça o estádio. Em plena Itaquera, um templo para burguês ver - e como o Corinthians é o Brasil visto por dentro, está aí a face comodista da noça çoçiedade.
Se a garantia desta renda que os olhos do reinól pretende irá ter pernas, é justamente o que a resposta de Jorge à Charada irá dizer. Será bastante intrigante a renda pretendida não acontecer - pelo preço, por derrotas (afinal, Futebol é Futebol. Mas Corinthians é Corinthians), por revoltas sistemáticas de... "baderneiros"!
A Charada abrange, inclusive, a Historiografia. Não será de se admirar se os conceitos do Senhor Toninho de Almeida e do Fundador Senhor Antonio Pereira estiverem domesticados e desvirtuados em um futuro próximo, que já vem acontecendo. A devastação terá sua aparência mais horrenda por aí. A Lenda do Clube do Povo, que é a Saga do Povo por um lugar ao Sol, toma a roupagem de uma anedota do passado, descolada da realidade. Ela é de fato atemporal, mas tomada frente à tal da "evolução" (que é devastação, lembre-se) pode ser um fator de acomodação, como a moeda número um do Tio Patinhas. O ideário atemporal do Libertário passou a ser o do "self made man": é esta a tal história que se conta, ainda que se intente propagar o ideário verdadeiro. É essa a verdadeira monstruosidade que estão a promover, talvez sem saber, sem nem imaginar, inconscientemente, como um alienado citando a orelhinha do livro.
A mídia abutre, afinada com a administração do Futebol como um todo, e do Corinthians em particular, está inferiorizando tais insatisfações. É a praxe. Mas Jorge é implacável (a própria madame sente - se é que ela sente alguma coisa - isso nas cascas de maquiagem que se descolam de suas rugas). A onda é lucrar, não desenvolver (mesmo que insistam que as duas coisas andam juntas, o modelo as exclue, como veremos num futuro próximo). E quem está lucrando com o Corinthians não é o Corinthians, nem hoje, e nem será amanhã. Não enquanto a charada desmascarar o próprio modelo. O Povo irá fazer o Corinthians, dizem os Ancestrais. E no Eco da Revolução de 1913 os intolerantes e radicais de hoje apontam para o eterno retorno do movimento da História - não repetição, mas a própria realização. Saravá, Santo Padroeiro.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
Segue firme a Charada, pois nos últimos anos vemos acontecer no Corinthians algo que parece ser evolução, mas é devastação. Títulos são o 'bolsa família' do Torcedor, garantem o discurso da 'competência' e possibilitam diversas justificativas administrativas que carregam em si a devastação. Não existem dúvidas sobre o Futebol ser uma máquina poderosa de capitalização. Quanto mais azeitada for, mais a máquina produzirá dinheiro. A arapuca do plano de fidelização do cliente consiste em garantir a renda, mas não a porcentagem absoluta de ocupação do estádio. Ou seja, se vende ingressos hoje pelo plano de fidelização com a finalidade de garantir uma renda média, que hoje vem sendo bastante polpuda, pois as vitórias estão acontecendo. Mas não se vende ingressos com a finalidade de garantir 100% de ocupação dos lugares do estádio. Assim, o preço do ingresso de qualquer setor, está majorado de forma a devastar a própria torcida, e aqui tentamos apontar o problema não apenas da elitização (pois através deste mesmo Corinthians, a Revolução de 1913 já foi ultrapassada; através do próprio Corinthians, o Povo perdeu seu lugar no Futebol).
A Charada de Jorge é implacável como uma Esfinge. O Corinthians inaugurará seu estádio em território onde garantiria o 100% de ocupação, em todos os jogos, com um preço condizente - o que lhe garantiria uma renda também condizente com os propósitos de desenvolvimento do Futebol e do Clube, mas não de quem tem olhos maiores que a barriga, onde carregam um reizinho sem coroa. Mas o sistema devastador perdurará ali, e quem não tiver condições financeiras para se garantir presencialmente em todos os jogos, e garantir o boleto pago da 'fidelização' (?), esqueça o estádio. Em plena Itaquera, um templo para burguês ver - e como o Corinthians é o Brasil visto por dentro, está aí a face comodista da noça çoçiedade.
Se a garantia desta renda que os olhos do reinól pretende irá ter pernas, é justamente o que a resposta de Jorge à Charada irá dizer. Será bastante intrigante a renda pretendida não acontecer - pelo preço, por derrotas (afinal, Futebol é Futebol. Mas Corinthians é Corinthians), por revoltas sistemáticas de... "baderneiros"!
A Charada abrange, inclusive, a Historiografia. Não será de se admirar se os conceitos do Senhor Toninho de Almeida e do Fundador Senhor Antonio Pereira estiverem domesticados e desvirtuados em um futuro próximo, que já vem acontecendo. A devastação terá sua aparência mais horrenda por aí. A Lenda do Clube do Povo, que é a Saga do Povo por um lugar ao Sol, toma a roupagem de uma anedota do passado, descolada da realidade. Ela é de fato atemporal, mas tomada frente à tal da "evolução" (que é devastação, lembre-se) pode ser um fator de acomodação, como a moeda número um do Tio Patinhas. O ideário atemporal do Libertário passou a ser o do "self made man": é esta a tal história que se conta, ainda que se intente propagar o ideário verdadeiro. É essa a verdadeira monstruosidade que estão a promover, talvez sem saber, sem nem imaginar, inconscientemente, como um alienado citando a orelhinha do livro.
A mídia abutre, afinada com a administração do Futebol como um todo, e do Corinthians em particular, está inferiorizando tais insatisfações. É a praxe. Mas Jorge é implacável (a própria madame sente - se é que ela sente alguma coisa - isso nas cascas de maquiagem que se descolam de suas rugas). A onda é lucrar, não desenvolver (mesmo que insistam que as duas coisas andam juntas, o modelo as exclue, como veremos num futuro próximo). E quem está lucrando com o Corinthians não é o Corinthians, nem hoje, e nem será amanhã. Não enquanto a charada desmascarar o próprio modelo. O Povo irá fazer o Corinthians, dizem os Ancestrais. E no Eco da Revolução de 1913 os intolerantes e radicais de hoje apontam para o eterno retorno do movimento da História - não repetição, mas a própria realização. Saravá, Santo Padroeiro.
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Centésima borboleta
A hora é de comemorar. Este grupo comandado pelo Sr. Adenor mostrou serviço e conquistou mais uma taça. Os Ancestrais não fizeram tanto esforço: a Tradição por si só caminhou, viu e venceu.
A sempre preferencial freguesia do Corinthians tirou passaporte!
Essa Tradição acompanha o Futebol em qualquer cancha do Universo. Desde 1910.
PARABÉNS, FIEL TORCIDA!
AQUI É CORINTHIANS!!!
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
A sempre preferencial freguesia do Corinthians tirou passaporte!
Essa Tradição acompanha o Futebol em qualquer cancha do Universo. Desde 1910.
PARABÉNS, FIEL TORCIDA!
AQUI É CORINTHIANS!!!
VIVA O CORINTHIANS
NOSSO DE CADA DIA!!!
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